História Me esqueceu tão fácil - Capítulo 2


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Eri, Fuyumi Todoroki, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Melissa Shield, Mina Ashido, Momo Yaoyorozu, Ochako Uraraka (Uravity), Personagens Originais, Shouto Todoroki, Tenya Iida, Toshinori Yagi (All Might), Yo Shindo
Visualizações 48
Palavras 1.534
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Um amigo


Fanfic / Fanfiction Me esqueceu tão fácil - Capítulo 2 - Um amigo

MIDORIYA

Todo dia eu me pergunto se me falta alguma coisa, talvez falta da minha rotina ou o espaço vazio que se instalou no meu peito. Talvez o que me faltasse fosse um último abraço apertado de um certo alguém que não fazia mais parte da minha vida. 

Estava nervoso, afinal perdi cinco anos da minha vida e descobri que o amor da minha vida estava casado com uma amiga próxima. Desde que eu me acordei que não saía de casa pra ver os outros, além de ir ao cemitério pra ver o túmulo da mamãe. Decidir, então, sair um pouco. Caminhei até o parque com calma, olhando as crianças correndo e brincando animadas. Era estranho vim aqui e ver o quanto estava sozinho por causa daquele acidente. Olhei ao redor e vi o Bakugo com a Uraraka, ambos tinha um sorriso no rosto e estavam de mãos dadas. Suspirei pesadamente e andei na direção oposta a deles, querendo evitar o casal. Ainda não estava disposto a ver eles casados e sorri pra eles, até porque eu precisava esquecer o loiro antes de fazer isso. 

Pensando bem, acho que sempre fui apaixonado pelo Bakugo. Quando eu era criança, corria atrás dele pra brincar junto ao seu grupo de amigos somente pra estar com ele. Sempre ficava corado quando ele se aproximava demais ou se ele me tratava bem. Pra mim, o Bakugo era incrível e eu o admirava, mas com o tempo a minha admiração virou um tipo de sentimento novo. Era uma sensação estranha de bem estar e alegria, mas eu só descobri que o amava com 10 anos e mesmo assim não contei que amava ele por medo. O amei tanto que o perdi.

Mitsuki: Ahn Izuku? - veio até mim e me abraçou - Que bom te ver.

Eu: Mitsuki, a quanto tempo, né?

Mitsuki: Estava indo te ver. Pedi o seu endereço ao Katsuki, mas ele não quis me levar na sua casa, então eu vim sozinha, sabe...

Eu: Entendo.

Mitsuki: Nossa... Deve está sendo difícil pra você, né?

Eu: Hã?

Mitsuki: Sei que você gosta dele.

Eu: Ah, mas isso é besteira. Sabe que é coisa de infância e...

Mitsuki: Sabe... Agora não parece, mas... Ele foi o que mais sofreu quando soube do seu acidente.

Eu: Ahn...

Mitsuki: Nunca vi ele daquele jeito antes, mas... Era horrível ver ele chorar toda noite, ou acordar porque teve um sonho ruim.

Eu: O Katsuki...

 Mitsuki: Bem... Mas a Uraraka o ajudou muito e agora estão casados, o que não me agradou.

Eu: Porque não gostou? Ele está feliz com ela.

Mitsuki: Não gostei porque ele te esqueceu fácil. Te deixou de lado como se você tivesse...

Eu: Bem... Tecnicamente, morri pra todos. - suspirei.

Mitsuki: Izuku, eu soube que está morando na casa do Shindo de favor.

Eu: É que eu não quero voltar pra minha casa, afinal o Katsuki mora ao lado, então...

Mitsuki: Porque não vem morar comigo e o Masaru? Pode trabalhar na biblioteca do Masaru comigo.

Eu: Ele tem uma biblioteca?

Mitsuki: Tem sim. Abrimos pouco antes de você acordar.

Eu: Valeu Mitsuki. Tava mesmo precisando de trabalho.

Dias depois, me mudei pra casa da Mitsuki e comecei a trabalhar naquela enorme biblioteca. O Masaru e a Mitsuki eram simpáticos comigo - eles sempre foram assim - me tratavam bem e eu os via como pais. 

Eu estava no balcão da biblioteca enquanto o Masaru saía pra resolver os assuntos da empresa. O movimento tava lento hoje, então não me preocupei muito como o habitual. Vi crianças com livros infantis e uns adultos a procura de livros do seu agrado. Eu sorri ao ver dois garotinhos deitados de bruços naquele tapete fofinho, lendo um mangá. Aquilo me fez se lembrar de quando eu fazia isso com o Bakugo na infância. Naquela época, o loiro estava tão perto que não pensei na possibilidade de perdê-lo tão facilmente como hoje.

Uraraka: Izuku? 

Eu: Oh? - olhei pra frente - Ah, oi Uraraka. - forcei um sorriso.

Uraraka: Não sabia que trabalhava com os pais do Kacchan.

Kacchan? O Bakugo deixou ela o chamá de Kacchan? Ele... E-Ele...

Eu: Comecei a pouco tempo.

Uraraka: A Mitsuki está?

Eu: Não. Ela precisou sair pra uma reunião com os fornecedores daqui.

Uraraka: Pode dá um recado pra ela então?

Eu: Claro.

Uraraka: O Kacchan disse que iria vim visitar ela hoje de noite.

Eu: Pode deixar que eu digo a ela.

Uraraka: E como você está?

Eu: Estou... Bem. Só um pouco confuso por ter perdido cinco anos da minha vida.

Uraraka: Entendo. - sorriu - Izuku, você tem que ir me visitar! 

Eu: Uraraka... - olhei pro lado - Eu vou tentar arrumar um tempo, tá?

Uraraka: É tão bom ter meu amigo de volta pra conversar.

Eu: É né. 

Uraraka: Espero que a Mitsuki não tenha que sair hoje de novo. Temos uma notícia tão boa.

Eu: Uma notícia boa?

Uraraka: Ah, é que estou grávida.

Eu: Que bom. Fico feliz por vocês.

Uraraka: Bem... Preciso ir. Tenho que preparar o almoço pro Kacchan.

Eu: Tudo bem. 

Uraraka: Tchau Izuku.

Eu: Tchau.

O Bakugo vai ser pai... Poxa, era o sonho dele ser pai e a Uraraka ia realizar esse sonho. Doía muito saber que ele ia ser pai do filho da Uraraka, mas... Era o sonho dele, né. O Bakugo deve está tão feliz e eu precisava me animar, afinal eu ainda sou amigos deles... 

No fim da tarde, logo após fechar a biblioteca, voltei pra casa da Mitsuki e tomei um banho.  Decidir que ía sair um pouco pra não ter que ouvir o Bakugo contar pra Mitsuki que seria pai, o que ia doer muito. Desci as escadas e fui até a cozinha, vendo o Masaru fazer algo pra jantar com o seu filho. Logo, a Mitsuki apareceu bem vestida e olhou pra mim preocupada.

Mitsuki: Não vai jantar com o seu velho amigo, Izuku?

Eu: Não. Convidei o Shindo pra sair um pouco.

Masaru: Não quer ver ele, né?

Eu: O Katsuki já foi importante pra mim, mas acho que não o reconheço mais como antes, então...

Bakugo: Mãe? - abriu a porta da frente - Chegamos.

Mitsuki: Oi Katsuki e... Uraraka.

Bakugo: Deku? - me olhou.

Eu: Bem... Já vou. Até mais tarde Mitsuki e Masaru.

Masaru: Cuidado Izuku.

Eu: Tudo bem.

Andei até a porta e saí sem falar com o Bakugo e a Uraraka. Esperei um pouco e logo o Shindo chegou, então ele me levou até uma lanchonete. O Shindo sempre me levava naquela lanchonete e eu amava ficar lá, afinal se conhecemos naquela lanchonete. Shindo pediu duas fatias de bolo - um de chocolate e outro de morango - e dois copos cheios com chocolate quente. Conversamos muito e o Shindo me falou sobre o que houve no tempo que eu estive em coma. Eu perdi tanta coisa, mas iria recuperar o tempo perdido, afinal queria seguir a vida como o Bakugo seguiu a dele.

Eu: Nossa... A Ashido realmente pediu o Kirishima em casamento?

Shindo: Pediu. Admito que achei que o Kirishima iria desmaiar.

Eu: Rsrs... Deve ter sido engraçado de vê-los naquela situação.

Shindo: Foi muito engraçado.

Eu: E você, Shindo? Porque não se casou ou arrumou uma namorada?

Shindo: Eu namorei por três anos e meio, mas não deu certo.

Eu: Bem... Ao menos namorou.

Shindo: É. - sorriu - Mas prefiro esquecer ela, afinal só tive problemas.

Eu: Rsrs... Tadinho. 

Shindo: Devíamos sair mais.

Eu: Concordo. Mas acho que já é hora de ir pra casa. 

Shindo: Eu te acompanho até sua casa nova, posso?

Eu: Claro.

Caminhamos calmamente até que chegamos na casa da Mitsuki, notei que o Bakugo ainda estava lá e o Shindo me fez sorri. Abracei o Shindo e ele agarrou minha cintura com calma, o que era tão bom pra mim. O moreno realmente virou um amigo insubstituível.

Abri a porta e entrei, então falei um "oi" pra todos e subi até meu quarto, onde eu ficaria sozinho. Quando pensei que tinha se livrado de falar com o loiro, ele abri a porta do quarto e me olhou de um jeito meio triste. O olhei curioso e se sentei na cama, então ele entrou e veio até mim, sentado ao meu lado.

Bakugo: Deku, você está bem?

Eu: Estou sim. Porque não estaria?

Bakugo: É que... Está me evitando.

Eu: Não estou te evitando. Só não sei mais como interagir com você.

Bakugo: Mas Deku, eu continuei sendo o mesmo de antes. Lembra, sou o seu Kacchan, né? - falou tentando me ver animado.

Eu: Não. É o Kacchan da Uraraka e, bem... Logo será de um garotinho ou de uma garotinha.

Bakugo: Deku, eu...

Eu: Fico feliz por você. A Uraraka está realizando o seu sonho, né?

Bakugo: Está sim.

Eu: Bem... Você está casado com quem ama e está realizando o sonho de ser pai... Poxa, já vou ser tio, né?

Bakugo: Tio... 

Eu: Ah, deve ser divertido ter uma criança correndo pela casa. 

 Bakugo: Estou nervoso. Nunca cuidei de uma criança antes.

Eu: Sabe... Estava pensando em fazer um trabalho voluntário no orfanato da cidade. Talvez fosse bom você ir lá algumas vezes também.

Bakugo: Tudo bem. Irei lá com você algum dia, certo?

Eu: Que bom.

***



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