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História Me Fascine - Capítulo 5


Escrita por: burka

Notas do Autor


ok esse cap foi tá bem soft pra gente se purificar das putarias passadas!
muito obrigada por todos os favoritos, somos agora mais de 100 cadelinhas de sukuna sub (ノ◕ヮ◕)ノ vocês são incriveis de mais gente, gratidão a todos

queria tbm anunciar que essa semana vou postar uma nova fanfic sukufushi ≧◡≦ ela não será tão fofa como essa, mas espero que curtam temas mais pesados, vou avisar quanto postar ent eh isto estou empolgada, foi minha primeira ideia de sukufushi praticamente - ja havia pensando nela antes dessa - mas so agora resolvi escreve-la, obrigada lady gaga por ser minha maior fonte de inspiração

boa leitura a todos e fiquem perto da maconha

Capítulo 5 - Capítulo cinco


Resumo do capítulo:

 

Uma noite entediante no trabalho, ainda bem que Sukuna tem alguém para conversar — e pegá-lo no final de seu turno durante um temporal.

 

Sukuna limpou novamente o balcão da caixa, a superfície estava tão limpa que seu reflexo estava ficando nítido no metal. O movimento na pequena loja de conveniências andava fraco naquele dia, mas não podia culpar ninguém, aquela noite havia mudado drasticamente de temperatura e a sensação térmica era de apenas vinte e um graus. 

Se odiava por não ter trazido uma blusa de tecido fino que fosse de manga longa, sempre foi um pouco sensível ao frio de modo que já colocava meias extras para seus pés não virarem um bloco de gelo. Sukuna odiava o inverno, era quando apareciam os resfriados, suas roupas demoravam para secar e acordar cedo se tornava uma tarefa ainda mais complicada. Existe alguma maneira de se divertir na neve sem estar gelado? Gostaria muito de saber.

Deu uma breve olhada em suas redes sociais passando pela notícia de que ainda iria chover naquela noite - e seria forte. Ótimo, pensou, quando parecia que estava saindo daquela maré de azar a vida lhe mostra que todo dia ele tinha uma maneira de ser derrotado pelo destino.

Sem blusa de frio, capa ou guarda chuva, o jeito seria mandar uma mensagem para Itadori para que lhe trouxesse os itens antes que começasse a chover. Suspirou olhando para dois jovens que andavam na frente da loja, eles não entraram. Nunca desejou tanto um cliente para que pudesse sair do tédio, nem se incomodaria se fosse uma velhota reclamando sobre algo aleatório ou até mesmo um bêbado enchendo o saco.

 

Megumi Fushiguro 18:00

Está no trabalho?

 

Encarou a tela do celular surpreso. Depois do encontro na sala, os dois mal haviam conseguido se ver e Megumi não havia mandado nenhuma mensagem, não sabia dizer se o menino o estava ignorando na escola ou se ele realmente estava ocupado. Nem ao menos visitou Itadori e o moreno até que vinha em sua casa com frequência, nem se fosse para só tomar uma água e bater papo por dez minutos.

Sukuna também não o procurou, não diretamente, ele sempre buscava Megumi com os olhos, mas até mesmo as suas trocas de olhares se tornaram quase inexistentes. Estranhamente, aquilo o incomodava, não parecia que Fushiguro estava fazendo algum joguinhos como se fazer de difícil, só aparentava que ele havia perdido interesse em Sukuna. Não queria admitir aquele sentimento, mas realmente não queria perder Megumi, não queria terminar aquela relação tão cedo.

Constantemente, se perguntava se o outro havia achado aquilo um erro.

 

Você 18:01

Sim
Mass o movimento está fraco

 

Megumi Fushiguro 18:02

Está muito frio, nem sai com meus cachorros para passear.
Vai chover.
Você levou guarda chuva?

 

Você 18:02

Não
Pare de usar pontos finais enquanto manda mensagem para mim, é assustador

 

Megumi Fushiguro 18:04

Assustador?
Acho que você não se olha no espelho com frequência.

 

Você 18:05

Você enviou uma foto

 

Megumi Fushiguro 18:05

Por que você me mandou gore?

 

Você 18:06

É uma foto do meu rosto

 

Megumi Fushiguro 18:06

Sim, é justamente dela que estou falando.

 

—  Como você é cruel! — Choramingou enquanto encarava a selfie que havia mandado.

Era uma foto simples, ele exibia um sorriso sexy com os olhos levemente fechados enquanto mostrava o dedo do meio para a câmera, tinha saído bonito e era isso que importava no final. Se Fushiguro não o achava atraente, era um problema dele.

Megumi não transmitia uma aura de ser alguém muito carinhoso, até ficava contente com isso por um lado pois significaria que aquela ausência de atenção era apenas algo natural seu e não por outro motivo. Porém Sukuna desejava ter um pouco mais de afeto ou alguma demonstração de ciúmes como aquela do refeitório só para saber se Fushiguro ainda sentia alguma coisa por ele.

Desde quando havia ficado tão carente? 

 

Megumi Fushiguro 18:10

Enviou uma foto

 

Sukuna nunca clicou tão rápido numa notificação só para ter o sorriso em seu rosto murchar ao ver dois husky siberianos enormes deitados numa cama, um branco como a neve e outro preto como a noite.

 

Megumi Fushiguro 18:10

São meus bebês.

 

Foda-se, eu quero uma foto sua, pensou consigo mesmo, mas não mandaria aquilo para o menino, seria extramente rude de sua parte. Resolveu entrar na brincadeira enviando uma foto da caixa registradora com a mesma legenda.

Enquanto o outro não respondia, voltou a olhar novamente a foto dos cachorros só então notando uma mão no canto da tela que obviamente era de Megumi, reconheceria aqueles dedos longos e pálidos em qualquer lugar, era o mínimo depois de ter lambido antes de fazer seu primeiro boquete.

Corou um pouco, as cenas ainda muito vívidas e que havia servido como material para sua masturbação - ele realmente devia parar com aquilo, desde que começaram a sair, bater uma pensando nele se tornou quase que um hábito diário, às vezes, corava  instantaneamente só de olhar para Megumi na escola e lembrar do que havia feito algumas horas antes.

Balançou a cabeça afastando aqueles pensando e voltando sua atenção a foto, os husky estavam deitados sobre as pernas de Fushiguro cobertas por um edredom e Sukuna pensou que trocaria facilmente qualquer coisa que tivesse para ficar debaixo da coberta com Megumi sendo amassado por dois animais gigantes e pesados aproveitado o calor enquanto caía um temporal do lado de fora.

 

Megumi Fushiguro 18:20

Espero que um dia possamos passear com nossos filhotes juntos.

 

As bochechas de Sukuna ficaram vermelhas e não conseguiu segurar o riso bobo ao ver aquela mensagem, seu cérebro idiota imaginou ele o Fushiguro sorrindo bestamente em um dia ensolarado no parque, o moreno com seus cachorros e ele carregando uma pesada caixa registradora numa coleira.

 

Megumi Fushiguro 18:22
Estou rindo sozinho imaginando você carregando isso numa coleirinha.

 

Pelo visto, ele e Fushiguro compartilhavam de um mesmo neurônio no fundo e saber que compartilham algo em comum o fez estranhamente feliz.






 

Sukuna estava arrumando os salgadinhos na prateleira quando os primeiros pingos de chuva caíram do lado de fora e foram aumentando gradativamente. Desistindo da esperança de algum cliente e que o balcão estava limpo o suficiente, resolveu se movimentar e fazer as outras tarefas como arrumar os produtos, certificar que não falta nada nas prateleiras, ver se não havia nenhum pote vazio de miojo na mesa e limpar o micro-ondas - a loja dava a opção de seus clientes cozinharem seus próprios miojos e comer no local, era algo bastante popular e muitos trabalhadores e estudantes faziam aquilo.

Ele mesmo comia os miojos que passavam da validade e nenhuma pessoa compraria, mesmo que fosse só um ou dois dias após o vencimento. E isso não era descontado em seu salário.

— Uh lala — Comentou ao ver que havia um dos seus miojos favoritos que tinham vencido no dia anterior.

Para muitos, aquilo podia soar deprimente e lastimável, mas Sukuna nunca se incomodou ou ficou doente por isso. Era na realidade muito bom já que fazia o mesmo com todos os outros produtos da loja, doces, salgadinhos, refrigerantes e sucos iam parar todos em seu estômago. A moça que trabalhava no turno da manhã também havia confessado que fazia o mesmo, infelizmente para ele, aquilo significava que ela quase sempre ficava com as melhores coisas. 

— Nossa hoje é meu dia de sorte! — Ao lado, havia outro miojo do mesmo sabor fora da validade.

Sukuna assobiava alegremente olhando para o relógio de teto, dali apenas quinze minutos seria o seu horário de jantar e iria se deliciar em dois miojos.

A chuva lá fora aumentou, mas não foi o suficiente para que fizesse o rapaz de rosto tatuado se desanimar.

 

Megumi Fushiguro 18:29

Está chovendo muito.

Você trabalha perto da sua casa?

Você 18:36

Fica uns quarenta minutos de casa a pé.

Megumi Fushiguro 18:36

Não é muito longe para ir a pé?

Você 18:37

Só para sedentários.
Eu gosto de caminhar e também economizo com o dinheiro da passagem hehe

Megumi Fushiguro 18:40

Onde você trabalha?

Você 18:41

Vai vir me buscar nessa chuva?
Oww que fofo da sua parte Meguminho
Trabalho na loja de conveniência Senhor Gege, perto do metrô.

Megumi Fushiguro 18:42

A que deixa comer os miojos na hora?
Fica a uns dez minutos da minha casa.

Você 18:46

Talvez eu faça uma visitinha para você no meu horário de almoço
Tipo daqui a uns vinte minutos

Ou se é tão perto, podia vir aqui e me trazer um guarda chuva, né?

 

Riu consigo mesmo antes de desligar o celular e voltar a se certificar que não havia nada vencido e separar o que estava próximo da validade para colocá-los em promoção. Megumi não seria louco de sair naquele temporal para lhe entregar um guarda chuva.




 

Sim, Megumi era louco o suficiente para sair no frio e na chuva para entregar um guarda chuva.

Estava terminando de repor os refrigerantes na geladeira quando escutou o sino da porta tocar e então um gemido vindo da entrada. Grunhiu totalmente puto e pronto para expulsar a pessoa que veio comprar algo no meio de uma tempestade e perto do seu horário de descanso.

Sempre existiam aqueles tipos de clientes, que entravam e demoravam uma hora dentro da loja, às vezes para não comprar nada, os que sempre apareciam com sorrisinho no horário que sabia que fechava e tinha até uns corajosos que perguntavam se podia comer ali dentro. Eram irritantes pois quase sempre ou fingiam se sentir culpados ou eram presunçosos.

Mas toda sua marra caiu ao ver o chão ensopado e um corpo trêmulo. Fushiguro estava coberto dos pés as cabeças, usava galochas escuras e um cachecol enorme que cobria metade do rosto e uma touca que estava colocada até suas sobrancelhas de modo que só os olhos afiados eram vistos. Ele usava uma capa de chuva transparente e também segurava dois guarda-chuvas, sendo um fechado e outro aberto. Além disso, suas roupas pareciam quase de um esquimó.

— M-mas — Sukuna estava perplexo — Que porra ta molhando a loja toda!

— Esse é o agradecimento que recebo por vir aqui lhe trazer um guarda chuva?

— Quem sai nesse temporal para entregar um guarda chuva?

Megumi apenas franziu a sobrancelha mostrando confusão e até de certo modo ingenuidade. Ficou alguns segundos parado com o mesmo semblante até soltar um murmúrio inaudível e olhando para os lados só então notando que Sukuna nunca de fato havia pedido para que lhe trouxesse um guarda chuva e que era apenas uma piada. O rosado revirou os olhos soltando um gemido.

— Coloca essa capa e o guarda chuva no canto, ninguém vai roubar — Resmungou, o garoto havia saído  de casa só para lhe ajudar, seria crueldade mandá-lo embora — Quer me esperar sentado ali enquanto eu termino meu trabalho? Eu só posso descansar as setes horas em ponto.

— Sem problemas, não vou incomodar — Respondeu — Aqui tem wifi?

Fez uma careta.

— Não vou passar a senha para você!




 

Assim que colocou os produtos vencidos numa caixa e guardá-los na sala dos funcionários, o relógio bateu sete horas. Com um sorriso vitorioso pegou os dois miojos, uma soda e dois copos descartáveis e caminhou sem fazer barulho até a mesa. Espiando pelos vãos de prateleiras e produtos viu que Megumi estava concentrado em seu próprio celular parecendo estar mandando mensagem para alguém, ele havia retirado o cachecol e a touca e colocados na cadeira ao lado, seus cabelos espetados estava para todas as direções possíveis e por mais inacreditável que fosse, não estavam amassados. Ele piscava os olhos preguiçosamente e soltava bochechos baixos como se estivesse prestes a cair no sono.

Uma vítima perfeita para um susto.

Sorrateiro se aproximou com um sorrisinho diabólico, Megumi nem ao menos notou sua presença até jogar os dois potes de miojo em seu rosto.

— Por quê? — Megumi fez uma careta enquanto Sukuna ria de sua reação.

— Deixo você escolher porque estou de bom humor — Sorriu colocando a soda e os dois copos do lado ignorando a pergunta.

Megumi apenas suspirou e pegou um dos potes.

— Venho até aqui para comer miojo vencido?

— Eu gosto de fazer encontros inesquecíveis — Respondeu debochado — E aí? Qual vai ser?

Megumi fez uma careta e pegou o outro, mostrou a língua ao ver a data.

— Aposto até que esse refrigerante está vencido também.

— Você se preocupa demais com as coisas que coloca na boca.

— Você também deveria — O moreno encarava os alimentos como se estes fossem explodir.

— Se eu me preocupasse tanto não tinha colocado seu pau na minha boca esses dias querido.

Bufou pegando um dos potes, não faria diferença já que eram do mesmo sabor, e começou a prepará-lo. O moreno havia voltado a atenção ao celular e Sukuna cantarolava uma música qualquer, algumas vezes seus olhares se encontravam e se separavam logo em seguida, havia um certo clima estranho entre eles, talvez fosse o silêncio ou o jeito que Megumi ainda tremia de frio.

Fushiguro olhou enojado quando Sukuna retornou a mesa com o macarrão pronto e fumegante nas mãos.

— Quer que prepare o seu? — O rosado se ofereceu.

— Eu passo. Obrigado — Tentou soar o mais educado possível.

— Não sabe o que tá perdendo — Se sentou enquanto mexia o miojo com o hashi e assoprava — Seus pais não se incomodaram com o fato de você ter saído a essa hora? Nesse tempo?

— Os pais de Gojo raramente ficam em casa e não se incomodam muito com o que eu faço — Respondeu casualmente sem muitas expressões.

— Os pais de Gojo?

— Ah bem… — Megumi se remexeu um pouco — Meu pai praticamente me deu pra eles, vamos dizer assim.

Sukuna apenas soltou um hmmm e continuou a comer, não sabendo muito bem como prosseguir com o assunto, dar uma de "psicólogo" nunca foi seu forte, ele sempre foi mas do tipo de ficar em silêncio e oferecer um abraço do que um conselho ou palavras de conforto.

— Meus pais morreram quando eram novos, minha guarda foi dada aos pais de Gojo. Eles eram próximos, foi meio que um acordo entre eles, se algo acontecesse um cuidava do filho do outro.

— E eles estão fazendo um bom trabalho?

— Nunca me faltou nada — Sukuna sentiu o fundo de mentira e melancolia — Sempre me deram tudo que pedi.

— Dar o que você pede não é a mesma coisa que cuidar.

Megumi soltou um sorriso fraco.

— Está certo. Mas Gojo compensou isso, ele sempre foi muito gentil na maioria das vezes, um perfeito irmão mais velho — As bochechas dele coraram um pouco junto a um sorriso carinhoso, Sukuna se perguntou se Itadori também poderia fazer aquela expressão e falar daquela maneira de contasse dele para alguém, mas logo descartou, passava longe de um exemplo.

Ficaram um pouco em silêncio, mas não era desconfortável. Fushiguro tinha uma expressão serena enquanto observava a chuva cair do lado de fora, estava perdido em seus próprios pensamentos ou memórias e achou que não seria apropriado atrapalhar. Ele também não tinha nenhum assunto depois daquela conversa meio deprimente, mas ao menos poderia matar aquele sentimento de não ter visto Fushiguro naqueles dias.

Só então notou que nunca o havia visto daquela maneira, tranquilo e apenas em paz consigo mesmo. Totalmente relaxado, os olhos um pouco fechados como se fosse dormir, os lábios em um leve sorriso que fazia com que os cantos da boca ficassem marcados, as bochechas coradas dando um ar de saúde. Seus traços eram suaves, leves pinceladas haviam formato o seu rosto, uma obra de arte viva. Havia uma certa paz em vê-lo despido de sua pose indiferente ou de raiva.

Megumi era bonito, muito bonito, em todos os ângulos. Nunca precisaria se esforçar para aquilo mesmo que seu cabelo não fosse dos mais graciosos. Se perguntava como nunca havia sentido nenhum tipo de atração pelo menino mesmo o conhecendo a tempos, até o dia em que começaram a surgir boatos sobre Fushiguro, ele havia se passado como uma sombra em sua vida, nem ao menos sabia seu nome.

As íris verdes se retiraram da janela e então viram-se para Sukuna, mas o rapaz continuou com a fisionomia calma. Os dois ficaram por alguns minutos daquela maneira, o tatuado comendo e bebendo e o outro apenas observando.

Megumi considerava Sukuna o maior exemplo daquilo que as pessoas chamariam de verdadeiro cabra macho, ele gritava pelos poros masculinidade, era alto e forte, seu corpo era muito bem definido e malhado na medida certa: nem muito para ser só estético e nem tanto a ponto de virar um monstro musculoso. Sabia lutar e ganhar uma briga, era conhecido por isso. E tinha tatuagens, sua aparência já era ameaçadora e com os desenhos de linha ao redor do corpo ficou mais, era surpresa que tivesse conseguido emprego como atendente – talvez fosse porque o dono reclamava dos assaltos que chegou ao ponto de contratar o cara que tinha cara de mafioso.

Ele tinha fama na escola, não era das melhores, mas mesmo assim ainda tinha aqueles que lhe admiravam e até que gostavam romanticamente, porque era como vilão de alguma série, sedutor, forte e de personalidade agressiva e misteriosa, o estereótipo ideal de um par romântico rebelde.

E mesmo assim, mesmo que odiasse tudo aquilo e no fundo invejasse Sukuna por isso, ainda gostava dele.

Gostava de como o tatuado parecia tão comum ao comer um miojo vencido com seu uniforme de trabalho e duvidava que alguém pudesse imaginá-lo daquela maneira, de como podia se abrir e falar algo tão particular e o outro não mudasse de assunto apenas oferecendo seu silêncio e olhares acolhedores. Simplesmente gostava de ver aquele Ryomen Sukuna, sem a fama de ser alguém maligno, mas apenas um cara normal com hábitos estranhos de comer coisas fora da validade.

Megumi queria ter mais momentos como aqueles, pequenas ocasiões como aquelas, no qual poderiam ficar em quietos e mesmo assim gostarem de estar juntos.

— É estranho dizer que gosto de ficar assim? — Sukuna lhe tirou de seus devaneios.

— Assim como?

— Em silêncio, só. Sei lá, são poucas as pessoas que conseguimos ficar sem falar durante minutos sem que fique desconfortável.

Megumi apenas sorriu como resposta.

— Eu gosto disso — Se levantou — Agora voltar ao trabalho, vai vir ficar até eu terminar?

— Ainda está chovendo então acho que sim, vou esperar passar.

— Se quando eu sair você ainda estiver acompanho você até sua casa.

— Não vai ficar longe para você?

— Eu gosto de caminhar.





 

Como um milagre, assim que Sukuna trancou a porta da frente a chuva parou deixando para trás somente poças grandes e fundas e orvalho nas folhas das plantas. As pessoas aos poucos começaram a surgir, saindo de seus abrigos anti chuvas com rostos cansados e esgotados, andando com pressa e tremendo com o frio.

Sukuna havia encontrado um casaco esquecido jogado no canto da sala, ele estava fedendo a mofo e era um pouco menor que seu tamanho, mas era o suficiente para esquentá-lo.

— Como é o relacionamento com seus pais? — Megumi perguntou curioso.

— Meus pais se separaram quando eu era bem novo. Minha mãe ficou grávida logo depois do Itadori e se casou com o pai dele, eles estão juntos até hoje. Meu relacionamento com eles é bem normal, eles trabalham muito, vivem ocupados, porém, nunca faltou nada para mim ou meu irmão. Eles dão uma mesada todo mês.

— Se eles mandam dinheiro porque você trabalha?

Sukuna ficou em silêncio.

— Porque eu quero — Megumi lhe deu um soco no braço — Aí! Ok… ok… É algo comum, só quero independência financeira e comprar o que eu quero.

O moreno revirou os olhos.

— Além disso, tenho toda comida vencida grátis! — Riu despreocupado.

— Você é nojento, sabia?

Sukuna soltou uma gargalhada alta como resposta fazendo o outro apenas revirar os olhos.

— E seu pai?

— Ele? — Sukuna resmungou.

— Não precisa se não se sente à vontade.

— Não é isso, ele é só um cuzão mesmo.

Megumi apenas concordou sem dizer nada dando a aquele assunto como encerrado.

— O que você pretende fazer quando terminar a escola?

— Quero fazer licenciatura em história.

— Um professor? Você vai assustar as crianças!

— Cruel Megumi.

Megumi riu e foi acompanhado por Sukuna.

— Posso fazer uma pergunta? — Megumi apenas acenou com a cabeça — Como você sabia o que fazer? Tipo, quando estava me ensinando quando eu fazia o boquete… Você já fez isso antes?

As bochechas de Fushiguro ficaram vermelhas.

— Sim.

— Oh, tão novo e já está pegando geral — Sukuna começou a cutucar suas costelas e Fushiguro apenas gemia de dor tentando impedir os golpes do outro — Me diz, quem foi a pessoa? Eu conheço?

Silêncio. Agora até mesmo as orelhas de Fushiguro ficaram escarlates, ele tentou esconder o rosto debaixo da touca e do cachecol para que Sukuna não conseguisse ver sua reação.

— Mas que porra... 

— Chegamos.

— Não vem com isso, tá evitando falar quem é por quê? Não tenho ciúmes não!

— Obrigado por me acompanhar até em casa.

— Olha aqui seu graveto ambulante!

— Devolve meu guarda chuva amanhã.

— Qual é o problema? Vai me falar que foi o Itado… — O riso começou a sumir de seu rosto — Você pegou meu irmão?

— Pare de me olhar assim, parece tão errado agora! — Megumi massageou a testa como se estivesse com enxaqueca — Não se preocupe, foi só uma vez. Supere esse fato.

O olhar de Sukuna era afiado, ele realmente queria dar um tapa na cara de Fushiguro se o menino não estivesse prestes a entrar em um colapso a sua frente tamanho era seu desconforto e vergonha.

— Sua família tem uma ótima genética.

— Que porra de comentário foi esse? — Perguntou indignado.

— Você está me fazendo ficar nervoso e eu não penso bem sobre pressão! — O rapaz argumentou andando mais para frente — Vejo você amanhã, manda oi para o Yuji por mim.

— Quer morrer moleque?

Megumi apenas riu virando um pouco do rosto para que Sukuna pudesse ver seu rosto, e naquele momento, Sukuna gostaria de poder tirar uma foto. Poderia até mesmo esquecer aquela verdade. Fushiguro tinha um sorriso lindo, grande mostrando todos os dentes, os lábios flexionando as bochechas vermelhas e os olhos apertados com um brilho infantil e alegre, sentiu o coração bater um pouco mais e um calor aquecer seu peito e suas bochechas. Mesmo que a brisa batesse em seu rosto, o som de sua risada havia feito Sukuna se aquecer.

O moreno parou bruscamente fazendo o rosado arquear as sobrancelhas, se recompondo com medo de que ele tivesse notado a maneira boba que o estava encarando. O rapaz ficou estático o encarando, metade do rosto coberto pelos tecidos grossos novamente, com um balançar de ombros, suas pernas voltaram a se mover em direção a Sukuna, Fushiguro corria em sua direção com as mãos tirando o cachecol do pescoço.

— Leva meu cache- — Megumi não conseguiu completar a frase antes das galochas escorregarem pela calçada molhada.

Sukuna apenas sentiu seu reflexo e raciocínio agir rapidamente dando um salto para frente a tempo de segurar Megumi em seus braços e então sentir o seu rosto batendo em seu peito, Fushiguro seu agarrou aos seus braços com força, ambos com as pernas flexionadas e trêmulas, mas recuperado o equilíbrio. Sukuna aproveitou a situação para se  afundar na cabeleira escura e sentir o cheiro de shampoo fraco enquanto seus braços afrouxaram o aperto e desciam pelas costas do moreno até parar em sua cintura. O cheiro dele era seu favorito, era algo característico e que de alguma forma, o fazia se sentir muitíssimo bem. Um sorriso cresceu em seus lábios, deixou escapar um suspiro sereno, se deixando levar pela sensação daquele abraço.

Megumi foi o primeiro a se afastar, o rosto tingido de vermelho e olhos lacrimejantes de vergonha.  

Os rostos estavam tão próximos, pareciam tão íntimos naquele momento. Eram apenas alguns centímetros que separavam seus lábios entreabertos que soltava baforadas de ar quente que eram visíveis devido a temperatura fria. Os olhos de Sukuna desceram das íris verdes perdidas e assustadas até os lábios finos, ele queria tanto beijá-lo como nunca havia beijado antes.

— Me desculpa — Megumi se afastou de vez encarando o chão envergonhado.

— Não foi nada.

— Ah bem… — Retirou rapidamente o cachecol e habilmente passou pelo pescoço de Sukuna.

O rapaz ficou parado enquanto o outro ajeitava delicadamente a peça, estava quente e tinha o cheiro tropical de Megumi, lembrava a praia mesmo no frio. Sukuna não conseguia tirar os olhos de Fushiguro e nem ao menos sentia vergonha disso. Queria que ele notasse o como era querido por si. Seu rosto formigava e sua respiração acelerava toda vez que o moreno se aproximava ou seus dedos encostavam em seu pescoço minimamente.

Ele o queria, aquelas sensações tanto físicas como psicológicas só apontavam para uma única direção e desejava que não fosse somente um sentimento passageiro. Talvez fosse cedo demais, mas ele precisava se jogar naquela sensação de primeiro amor novamente. Se arrependia por ter falado daquele jeito naquele dia, que eles não tinham nada sério, sendo que agora queria ter um pouco mais daquilo. Sukuna estava com saudades de Megumi o tempo todo e só agora se deu conta.

Estavam próximos novamente, tão próximos e pareciam tão intensos. Segurou as mãos do outro que congelou com o toque, Megumi o encarou pela primeira vez depois da queda, ele parecia tão confuso e só conseguia pensar o como ele era fofo daquela maneira.

— Sukuna? — Chamou.

Sukuna queria mais momentos como aqueles, queria mais momentos casuais e íntimos ao lado de Megumi. Seus dedos massageavam as palmas das mãos de seu amante, queria poder ir além, descer pelo seu pulso e sentir toda a textura da pele enquanto voltava a sentir o perfume de seu pescoço.

— Sukuna — Dessa vez foi mais firme chamando de fato sua atenção — Também gosto desses momentos casuais com você. É legal passar um tempo ao seu lado.

Ele se afastou de seu toque dando um tchauzinho com as mãos.

Sukuna esperou Megumi entrar para poder ir embora.

 


Notas Finais


eu n esperava me aprofundar de verdade no romance nessa fic pq como já disse, isso era para ser uma one so com putaria e de plot raso, n q a fanfic n seja muito diferente disso na real, ent é meio que por isso que os personagens vão começar a se gostar bem rápido tentei fazer isso ficar o mais natural possivel e n parecer muito apressado, mas enfim pau no cu da autora

originalmente, era para ter uma cena +18 mas mudei de ultima hora para poder fazer algo mais romantico e falar mais dos sentimentos dos personagens e avançar essa parte amorosa - eu até ia tentar incluir nsfw nas mensagens só que a ideia também ficou ruim e não combinava em nada com o resto do cap


mandem perguntas para mim no curious cat
https://curiouscat.qa/itaduro


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