História Me nota senpai! - 2jae - Capítulo 7


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Bumieszzz, Chanbaek, Changkyun, Comedia, Fluffy, Gay, Got7, Jaebum Solo, Jikook, Jinyoung Sad Boy, Lgbt, Markson, Me Nota Senpai, Namjin, Senpai, Vhope, Xiuchen, Youngjae Fangirl, Yugbam
Visualizações 236
Palavras 5.035
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi, amooores!
tudo bom? espero que sim.
muitíssimo obrigada pelo apoio que vocês estão na dando na fic, eu sou extremamente grata a vocês, pois, escrever é meu porto seguro.
capítulo bem soft, boa leitura <3
MÚSICA(S) DO DIA: Love Me Right - EXO, You are - Delícia7 and Egotistic — MAMAMOO

Capítulo 7 - Aquele que está absorto em olhos negros.


Fanfic / Fanfiction Me nota senpai! - 2jae - Capítulo 7 - Aquele que está absorto em olhos negros.

Capítulo sete - Aquele que está absorto em olhos negros.

Eu me sentia um idiota completamente desnorteado na presença de Youngjae. Quando nos conhecemos nunca imaginei que conseguiria aturá-lo por mais de dois dias. Sua personalidade dócil e seu jeito destrambelhado me irritava profundamente, mas, seu sorriso fácil e sua gargalhada contagiante soavam como um soco no meu estômago, fazendo-o revirar-se dentro do meu corpo.

Estar no sofá macio com a cabeça sobre seu colo acolhedor, assistindo um filme de terror sem noção era uma cena que eu jamais imaginei viver. O cheiro de pipoca queimada — que eu insisti em comer apesar de rir internamente — tomava conta do recinto. 

— Você não precisava comer, Jaebum. — resmungou, pela quinquagésima vez. — Eu não sou uma criança, sei que estava horrível. — completou. 

— Youngjae-ah, você fica tão melhor calado enquanto faz carinho no meu cabelo. — respondi sorrindo de lado. 

— Aish, você é um chato. — xingou, fazendo meu sorrido aumentar. 

— O santuário que você tem em minha homenagem contraria seus argumentos, jovem Choi. — ironizei. 

Gargalhei lembrando do ocorrido. Quando voltamos para a casa de Youngjae, o descolorido decidiu tomar banho e foi até seu quarto pegar uma roupa. O segui para questioná-lo sobre os canais da TV e me deparei com diversos pôsteres e fotos minhas grudadas na madeira do fundo do guarda-roupa. Minha primeira ação foi rir até chorar enquanto tapas indolores eram desferidos no meu ombro. Adorável

— Jackson Wang canta melhor que você. — provocou-me. — Chinês da minha vida. 

— Ah, é mesmo? — levantei rapidamente do conforto de suas coxas. — Hwasa tem mais bunda que você. — retruquei. 

— Mark Tuan tem o sorriso mais bonito que o seu. 

— Sua irmã é mais bonita que você. 

— Changkyun é mais inteligente que você. 

— Pior que é mesmo. — me rendi. 

— Desde quando você repara na bunda da Hwasa? — questionou-me com o cenho franzido. 

Gargalhei novamente. Era impossível tentar soar sério ao lado daquela lontra. Suas falas idiotas e seu jeito lúdico fazia meu coração palpitar. Era estranho, pois, eu não havia entrado em nenhum relacionamento desde o fracasso com Jinyoung. Imaginei que meu coração nunca mais fosse acelerar apenas por estar com outra pessoa. Choi, um dia, me faria ter infarto, ainda mais com todas as surpresas que me proporcionava quando nos conhecíamos pouco a pouco. 

— Desde nunca, só falei para te irritar, lontra idiota. — sorri. 

— Aí! — exclamou fazendo uma careta de dor. 

— O que?! — perguntei, me aproximando. — Está sentindo dor? 

— Não, é que eu estava acostumado com o Jaebum carrasco, e bom, esse é tão gentil que assusta. — zombou, sorrindo como sempre. 

— Como não ser um carrasco com quem te obriga a guardar cuecas? — indaguei, retoricamente. 

Aigoo, Jaebum. Vai reclamar disso até a copa de 2020? — retrucou, fazendo um bico adorável. 

— Não tem copa em 2020, burro. 

— Por isso mesmo. Idiota, crápula, preguiçoso e bipolar. — xingou. 

— Eu não reclamo mais sob uma condição. — sorri.

— Qual? 

Definitivamente aquela era a melhor cena da minha vida. Ver Choi Youngjae demonstrando todo o seu desespero passando pela bagunça que passo quase todos os dias era, deveras, hilário. 

A questão era, a condição à qual disponibilizei o descolorido era que, ele fosse comigo e lutasse pela completa atenção no encontro de CATS — meu fandom, no caso —, e, quando ele aceitou sem hesitar pensei que se sairia melhor do que eu estava presenciando. 

— Youngjae oppa, você é tãooo fofo! — uma garota de cabelos ruivos e encaracolados exclamou. — Poderia se levantar? Juro que eu vou morrer de amores se for menor que eu! — sorriu abertamente para o citado que, corou ainda mais, se é que ainda era possível. 

— L-Levantar? — questionou, talvez, incrédulo. — Levantar! Claro, claro. — riu sem graça.

Observei a silhueta delineada sair de trás da bancada em que ficávamos aguardando os fãs. Sua pele alva das bochechas rechonchudas estava vermelha ao ponto de assemelharem-se a maquiagem. Ri novamente, pegando o microfone e o acompanhando. 

— O quão anão o senhor Choi pode ser? — provoquei, ouvindo as risadas ecoarem pelo local. 

Youngjae me encarou com indignação estampada em seu rosto bonito e rubro. Ficou ao lado da garota se revelando menor que ela, fato que causou mais risadas e é claro, provocações da minha parte. 

— Jae-ah, você conseguiu ser menor que uma colegial! — ri alto, e ele pegou outro microfone. 

— Você consegue ser menos inteligente que seu irmão de oito anos, que feio! — respondeu sorrindo. 

— Que mentira! — gargalhei. — Pessoal, vocês acreditam que ele negou meu pedido de carinho? E, ainda por cima, não quer me assumir para o mundo! — caluniei. 

— JAEBUM, SEU BASTARDO! — gritou, me atacando com uma almofada de coração que havia ganhado. 

Ficamos discutindo infantilmente e falsamente durante todo o fansign, recebendo muitas risadas da parte dos presentes ao evento. Vez ou outra, sorrisos apaixonados dançavam pelo meu rosto enquanto eu observava a surpresa de Youngjae ao receber tantos presentes e elogios para si. 

Jinyoung permaneceu no local durante algumas horas, e às vezes tentando se comunicar comigo de alguma forma. Diferente de antes, não ousou lançar comentários ameaçadores para Youngjae, contudo, os olhares ferozes contra mim, incomodava tanto quanto. 

Todos já haviam ido embora e eu encontrava-me jogado no estofado da pequena sala de espera. O silêncio prevalecia até a saída do acastanhado do banheiro que cantarolava uma música suave e doce. Sua voz impressionante sempre me encantava, era como um alimento que meu tímpano necessitava. 

— Esse garoto tem futuro. — a voz conhecida silibou, animada. 

— Namjoon? — questionei, desacreditado. 

— Nam-não-sei-o-resto? — Choi me acompanhou. 

— Boa noite, rapazes! — Seokjin apareceu ao lado do namorado. 

— Jin hyung?! — Youngjae exclamou tão alto que me assustei. — Que surpresa! 

— Se conhecem? — o Kim mais alto indagou. 

— Meu aluno de canto, amor. — Seok explicou-se. 

— Aluno de canto? — foi a minha vez de me surpreender. Os dois assentiram, desconcertados. — Agora sei porque ele é tão bom! — exclamei. 

— Fiz aulas durante uma semana, Jaebum. 

— Sim, senti sua falta, lontrinha da mamãe! — Jin confessou o abraçando. 

— Bom, de qualquer forma, como vão as coisas JB? — Namjoon dirigiu-se a mim. — Como o fodido do Wang está? Yugbam continua de melação? Tuan parou de glicose anal? — perguntou enquanto dávamos um aperto de mão significativo. 

— Vão tudo menos normais já que é impossível viver normalmente tendo alguém como Choi Youngjae na vida. — brinquei, rindo. — Jackson está ótimo, feliz com o sucesso do novo álbum dele. — dei uma pausa, oferecendo um lugar para o outro sentar que foi negado. — Aqueles dois são inseparáveis! — exclamei. — Mark nunca vai abandonar a frescura que possui dentro de si. — respondi.

— Faz sentido. — concordou. — Vim aqui só dar um oi, já vou indo. — virou-se para o acompanhante. — Querido, pare de esmagar o garoto e vamos logo. — pediu. 

— Vê se me deixa informado, agora tem meu número novo. — o também loiro deu um último abraço em Youngjae. — Vamos, Nam. Tchauzinho, meninos, juízo! — aconselhou e assentimos. 

O casal Kim saiu da sala animadamente enquanto cochichavam — besteiras, provavelmente — no ouvido um do outro. Levantei preguiçosamente do sofá, apanhando minha mochila que estava caída no chão. Fitei Youngjae e ele parecia cansado, mas, continuava lindo. 

— Quer beber um pouco hoje? — questionei-o. 

— Não vai mais reclamar, certo? — retrucou, mudando de assunto. 

— Tínhamos um acordo, não é? — rebati. 

— Vamos logo, a criança é uma noite! — exclamou, pegando sacolas com presentes. 

Ri fraco, me perguntando quando ele pararia de dizer os ditados ao contrário. Acompanhei a silhueta animada, retirando-me do recinto. 

A brisa gélida causava-me arrepios e às vezes um friozinho típico. Meus pés formigavam por estar sobre o asfalto da calçada irregular por muito tempo. Youngjae estava se arrumando para sairmos e como cheguei muito cedo fiquei aguardando tempo demais. Meu estômago queimava em expectativa; seria um encontro. Eu nunca fui um romancista ou rei dos encontros bem-sucedidos e tampouco me importava, todavia, esse, de fato, eu desejava concluir com muito sucesso. 

Chutei algumas pedrinhas aleatórias que jaziam ali. Meus fios negros caíram sobre meus olhos e percebi que, estavam longos novamente. A escuridão da rua era macabra por ser um bairro de classe baixa, constatei que provavelmente a prefeitura não se importava com o bem-estar dos residentes da região e, fiz uma nota mental de fazer uma reclamação pública para que o problema fosse resolvido. 

O ranger da porta de madeira reitrou-me dos meus devaneios recentes, abrindo espaço na minha mente para a contemplação do corpo de Choi Youngjae. A calça jeans colada o suficiente para todas as suas curvas serem expostas, proporcionava aos alheios a observação detalhada de toda sua massa corporal não tão delineada, porém, bem mais curvilíneas que masculinas. A camiseta preta era realçada por um blazer um pouco mais claro e liso. Os cabelos tingidos de loiro balançavam ao vento e seus olhos puxados eram marcados por uma sombra leve e um delineador. 

— Quantos banhos tomou? Cinco? — reclamei, fingindo impaciência. 

— Quantos limões você chupou? Quinze? Que mau humor! — rebateu, trancando a residência. — E outra, eu só demorei porque tropecei nos brinquedos da Hani, caí no chão e sujei a minha roupa, daí tive que trocar. — explicou-se. 

— Pela divindade, Youngjae, você vai se matar algum dia. — adverti, caminhando até meu carro estacionado. 

— Oi, Hyo. Voltou cedo de Busan, hein? — zombou, adentrando o veículo junto comigo. 

— Ha-ha-ha-ha. — ironizei. — Jae, é sério, tem que ser mais cuidadoso. — mudei meu tom, o encarando. 

— Eu sei, Jaebum, pare de se preocupar. — respondeu, corado. 

— Por que não me chama de hyung? — indaguei. 

— Por que eu deveria, J-a-e-b-u-m? — provocou. 

— Jaebum hyung

— Me nego. 

— Se nega? 

— Me nego. 

Olhei em suas orbes negras com intensidade questionando-o com o olhar se ele tinha certeza de sua afirmação. O loiro engoliu seco, desviando o olhar rapidamente. Minhas mãos tocaram suas bochechas vermelhas com firmeza, virando seu rosto. Sua boca secou e inconscientemente, Youngjae os umedeceu com a língua. 

— Não faça isso, Jae... — aconselhei. 

— O que? — questionou aéreo. 

Bufei. Como ele conseguia ser tão lerdo? Era incrível sua incapacidade de compreensão rápida, me pergunto se era proposital com a única intenção de me enlouquecer. Fazer com que eu perdesse todo o controle e lucidez que jazia em meu ser. Não respondi, apenas retornei a minha posição anterior, afastando-me bruscamente de seus lábios devassos. 

A tensão sexual habitava cada canto do automóvel silencioso. A música tradicional ressoava do rádio que o outro insistiu em ligar. As ruas estavam vazias me permitindo acelerar um pouco mais, sem ultrapassar demasiadamente dos limites, óbvio. Algumas pessoas bêbadas cambaleavam pelas calçadas enquanto gargalhavam em tom alto. 

Após vinte e poucos minutos chegamos na galeria que eu costumava frequentar com muito mais frequência antes da preguiça tomar-me por inteiro. As luzes vermelhas haviam sido trocadas, sendo substituídas pelas azuis, deixando a tez de todos brilhantes na mesma coloração. A concentração demasiada de pessoas causavam o suor e muita pegação

Entrelacei meus dedos frios e magros na palma quentinha e rechonchuda do loiro, que sorriu em reposta. Caminhamos sincronizadamente até o balcão do bar, esbarrando em alguns bêbados alegres demais para se importarem. 

— Jaejae?! — o barman questionou surpreso. 

— Jimin-ssi! — Youngjae respondeu. — Quanto tempo, como você está? — sorriu. 

Tossi falsamente, irritado pela intimidade quase inexistente entre os dois. Apoiei nossas mãos unidas sobre o balcão, tentando demonstrar posse

— Eu estou bem! — o tal Jimin respondeu. — 'Cê acredita que eu e o Jungkook adotamos dois gatos? — indagou, rindo. 

— O que?! Jeongguk não odeia gatos? — o loiro proferiu surpreso. — Wow, isso é um avanço e tanto, Minnie! — parabenizou por sei-lá-o-que. 

— Sim, sim! — o garoto baixinho respondeu. — Então, o que você e o senhor-que-provavelmente-acha-que-estamos-flertando vão querer? — perguntou sem pudor, sorrindo. 

Youngjae gargalhou enquanto eu fiquei envergonhado. 

— Eu quero algo leve, sabe que eu fico bêbado até com suco. — Jae explicou. 

— Vodca. — respondi, ríspido. 

— Providenciarei. — o atendente alertou, saindo em busca das bebidas. 

Soltei o calor da destra alheia e parti até a mesa no canto do salão. Sentei no banco aveludado e macio, suspirando, o dia havia sido longo demais. Observei a pista de dança na não esperança de encontrar rostos conhecidos, me deparando com ninguém mais ninguém menos que Mark Tuan e Jackson Wang. Ah, não, puta azar esse meu. 

Virei o rosto na direção oposta, meu encontro iria para o ralo se eles me vissem. Logo Youngjae juntou-se a mim na mesa, sentando à minha frente. Deixou mais um de seus sorrisos fáceis dançarem em seus lábios exuberantes, entregando-me o copo com o líquido transparente. 

— Mark e Jackson estão aqui. — disse, bebericando a bebida que havia solicitado. — Se nos verem estamos ferrados. — acrescentou, abaixando a cabeça ao perceber a aproximação dos estrangeiros. 

— Sim. — respondi fingindo indiferença enquanto tomei um gole exagerado de praticamente, álcool puro. 

— Pode parar com esse ciúmes do Jimin. — ordenou. — Para começar, ele é o futuro namorado do Jeon hétero. — gesticulou de forma engraçada. — Segundo, ele é passivo. — riu alto. 

— Youngjae você só bebericou, por que já está falando mais merda que o habitual? — questionei incrédulo, falhando ao tentar impedir meu sorriso divertido de tomar forma. 

— Jaebum. Deixa. Eu. Te. Contar. Um. Segredo. Sim? — disse pausadamente e estendeu seu corpo sobre a mesa, alcançando-me do outro lado. Arrepiei ao sentir seu hálito contra a minha orelha. — Sou muuuuito passivo. Impossível eu e o Jiminie termos algo. — sussurrou. 

— Céus, Youngjae! — gargalhei. — Vou te obrigar a tomar suco da próxima vez! — avisei. 

— É que eu bebi um pouco da sua antes de vir, na verdade, dois copos de uma vez. — explicou e eu arregalei os olhos. — Ganhei isso. — mostrou uma fileira de dezessete camisinhas com sabores, fazendo-me cuspir um pouco de vodca. — Era uma aposta, bobinho. — acenou para uns caras sentados na bancada. 

— NOSSA GENTE, DEZESSETE? — a voz escandalosa do chinês soou. 

Youngjae riu ainda mais, erguendo as embalagens na direção dos dois que vieram até a nossa mesa. Mark tomou-as do loiro, sentando-se ao meu lado, parecia estar mais sóbrio que o acompanhante que, coincidentemente, acomodou-se do lado oposto, cantando uma melodia sendo acompanhado pelo dono dos preservativos coloridos. 

— Parece que sua lontrinha está bem descontrolada, JB. — o ruivo me provocou, sorrindo. 

— O não seu chinês também, Mark. — retribui sarcástico. 

— Até parece que eu quero esse encosto. — fez uma careta falsa. — Jaejae parece muito mais interessante, por que não me empresta por essa noite? Junto com essas belezinhas, claro. — balançou os pacotes e eu os tomei. 

— Não me importo nenhum pouco. — silibei. 

— Uma dança. — Tuan advertiu-me. 

— Tanto faz, qual a necessidade disso? — indaguei. 

— Duas danças então. — sorriu maliciosamente. — Duas danças e eu vou te provar que é completamente impulsivo quando se trata de Choi Youngjae. — disse convicto. 

— Vai, divirta-se americano fajuto. — permaneci com minha falsa indiferença externa, sentindo meu coração acelerar drasticamente. 

— Sem regras, Im Jaebum. — advertiu. — Mãos livres, meu amigo. — sussurou e antes que eu pudesse agarrar seu colarinho impedindo seus atos futuros, seu corpo esguio saiu do meu alcance, puxando o de Youngjae junto. 

O loiro pareceu confuso no começo, sem saber o que fazer quando aquele estrangeiro maldito o levou para pista de dança. Continuei sentado, respirando irregularmente, torcendo para que a música seguida fosse animada demais para haver choque de corpos, ou qualquer toque entre os dois em que meus olhos queimavam. E, como o bom azarado que sou, a melodia quente e vibrante soou pelos alto falantes, decretando o meu castigo pela minha teimosia. 

nan neoye wiseong ne juwil maemdolji

geureotago nega taeyangeun anini

neoye meottaero jungshimi dwae

jemeottaero gulmyeon an dwae

Distância razoável entre os dois. 

Tudo bem, respira Jaebum, sem drama, você suporta isso. Eles estão apenas dançando. 

Repeti as palavras consecutivamente em meu subconsciente. 

eotteoke hansungane tteollimi

sori eopshi neoye du nuneul garini

neoye tteuttaero heulleogane

naege sangcheoreul jumyeon an dwae

Senti minhas falanges arderem de tamanha força em que as pressionei. Meus labios secaram enquanto Mark puxou Youngjae para mais perto, e o loiro, de tão bêbado que ao menos se importou. Os dois estavam próximos o bastante para fazer meu sangue ferver, meus neurônios queimarem e meus olhos explodirem.

 neon ne saenggangman haji geurae

mweo geuge cham dangyeonan deushi

eoriseokge neoegeman majchweo watteon ge

nal goeropine majimakkkaji oerobge hae

Dois goles. Não apenas do meu, mas do drinque do meu acompanhante que encontrava-se fora do meu alcance, envolto pelos braços magros do americano que insistia em sorrir para mim sempre que notava meu olhar furioso. 

Os passos dos dois eram sincronizados e muito mais próximos agora. Assim como os outros casais na pista, exalavam promiscuidade e indecência nos olhares brilhantes. 

hal mari eopseo go away

seolmyeongi deo piryohae

hwareul naedo nae imnan apeudanilkka

neon meottaeroman hae

Descontrole. Foi apenas isso que eu senti quando Mark colou sua silhueta magra no quadril daquele que me acompanhou até ali. Sem esperar ou pensar, levantei em uma velocidade desconhecida por mim mesmo, decidido a socar a cara do meu próprio amigo. 

— Se você não for lá e acabar com aquilo, eu vou. — o chinês que observava atentamente a cena advertiu-me, sério. 

— Posso socar a cara dele? — questionei, retórico. 

— Eu faço isso em casa. — Jackson sorriu, balançando a cabeça em forma de encorajamento para o meu próximo passo. 

nan eonjena neoneoneoneo hae

neon eonjena nananana hae

umttiyaiya ttiyaiya

ne meottaero jungshimi dwae

Com uma força controlada, agarrei o pulso do loiro completamente alheio a minha crise. Seus olhos pareciam desnorteados, fitando os meus semelhantes com alívio. Um sorriso imenso de boas-vindas preencheu os lábios que causavam minha guerra cívil interna.

 Mark passou por nós, sorrindo vitorioso enquanto caminhava até àquele que o esperava com uma birra aparente no rosto. 

A música continuou tocando quando experimentei pela segunda vez, no mesmo lugar, a carne atraente da boca magnífica que se encaixava perfeitamente na minha. Youngjae pareceu surpreso pela forma desesperada que o agarrei, relutando furtivamente. Entretanto, seus labios se entreabiram devagar, dando espaço a minha língua espaçosa e faminta pela sua. Tudo pareceu ocorrer em câmera lenta, até mesmo a música se abaixou quando nossos músculos úmidos brigavam por espaço em nossas bocas desesperadas. 

Nossos pulmões clamaram por ar, forçando nossa separação. Os olhos negros ainda tinham a mesma intensidade de antes e sorriam assim como os dois labios avermelhados e inchados que tanto me retiravam a sanidade. 

— Pensei que não viria. — disse baixo, quase sussurrando contra o meu rosto afoito. 

— Eu sempre largarei tudo e ignorarei tudo por você, Choi Youngjae. 




Um vazio ao meu lado na cama grande do meu quarto trouxe-me a realidade. O sol fraco adentrava o recinto pela brecha medíocre da janela. Minha cabeça doía como se meus neurônios estivessem se corroendo, me causando uma linda morte metafórica e muita dor. Contraí meus músculos, tentando encontrar coragem para levantar meu corpo preguiçoso e dolorido. Depois de estalar quase todos os meus ossos finalmente consegui sair do colchão macio e confortável. 

Caminhei preguiçosamente até o banheiro realizando minha higiene matinal sem ânimo. Sorri ao lembrar da noite passada pela marca extremamente arroxeada na minha clavícula. 


— Jaebum-ah, suas clavículas são booonitas. — disse enrolado, enquanto eu o carregava até o carro.

— Tá, Youngjae, só pare de se mexer. — resmunguei, arrastando o corpo pesado demais depois de quase dois quarteirões. — Que merda 'cê tá fazendo? — questionei, sentindo a maciez de seus labios na minha pele suada. — Para, idiota, faz cócegas! — exclamei, tentando o empurrar. 

— Hyung... — sussurrou. 

— Ah, não, Choi Youngjae, sem chantagem. — adverti, sorrindo divertido. 

— V-v-v-você-fica-muito-melhor-calado-me-b-b-b-beijando. — cuspiu as palavras tão rápido que quase não compreendi, quase. 

— Você bêbado é um ícone, pode me marcar, vou usar como arma contra você mesmo, bobinho. — retruquei sarcástico. 

Parecendo não ouvir minha ameaça, o loiro sugou com todas as suas forças a cútis sensível onde minha clavícula estava exposta. Grunhi em aprovação, Youngjae adorava me provocar, e eu adorava ser provocado por ele. 


Sai do banheiro rumo em direção a cozinha, faminto. Não me dei ao trabalho de trocar minhas roupas despojadas de pijama, eu estava em casa mesmo. Quando desci as escadas deparei com um Choi perplexo e levemente assutado e meu padrasto saindo do local. Como eu conhecia muito bem o vírus infiltrado na minha casa, lancei um olhar amoroso — ou talvez bobo apaixonado clichê de filmes norte americanos —, recebendo um sorriso um pouco forçado. 

— Bom dia, bêbado. — provoquei. 

— Olha, se eu não lembro, eu não fiz! — ditou, gesticulando com as mãos pequenas. 

— Ah, é? — abaixei a gola da camisa que eu vestia expondo o hematoma. — Não lembra disso, Youngjae? — indaguei, me aproximando descaradamente do outro. 

— Mamãe, o Bummie 'tá se desipindo na sala e adessiando o Jaejae! — a pequena figura infantil de cabelo chanel gritou, errando algumas palavras. 

— Não é assim que fala, Yeon! — Changkyun advertiu. 

— O QUE?! — a senhora Jung, vulgo, minha mãe apareceu revelando-se descabelada e recém desperta. — Ata. — disse ao ver a cena. — Eles são um casal muito astuto. — sorriu maliciosa. 

— Eu juro que não me lembro disso, senhora Jung! — Youngjae se defendeu. 

— Porque estava bêbado. — ri da expressão reprovadora do meu pequeno irmão. 

Younglontra, eu já disse que bebida faz mal, por que você nunca me ouve? — o pequeno fez birra. — Eu também disse para não se apaixonar pelo meu irmão porque ele fica fala- — arregalei os olhos quando percebi o que ele iria falar. 

— VAMOS COMER! — gritei. — O QUE PREPAROU HOJE, OMMA? — questionei, empurrando-os para a cozinha. 

Me trocava quando percebi a presença do loiro no recinto. Ele tampava os olhos, deixando algumas brechas nada discretas entre os dedos gordinhos. Sorri com sua atitude infantil e adorável, me sentindo um idiota por estar achando tudo referente a ele adorável ultimamente. 

— Já tem um pôster meu sem camisa, para de drama. — brinquei, atirando uma peça de roupa contra o rosto quase escondido. — Vai comigo na empresa hoje, né? — indaguei, vendo-o retirar o pedaço de pano com uma careta. 

— Eu não sei... Nem fiquei em casa direito. 

— Vai conversar com as paredes, Youngjae? Seu nível de esquizofrenia já chegou nisso? — provoquei passando um perfume. 

— Não, estava pensando em chamar Mark para dançarmos. — retrucou, sorrindo. 

Seu hyung ficaria muito bravo. — voltei a exibir a marca que se tornara a minha nova arma, assim como o previsto. 

— Ordinário, crápula, troglodita, infeliz, chantagista. — praguejou, pegando uma jaqueta de couro que eu havia deixado em cima da escrivaninha. — Vamos logo. — saiu. 

— Adoro te irritar, Jae-ah... — sussurei, sorrindo. 


Adentramos o carro de Jinyoung um pouco receosos de como agir ou falar. O moreno parecia tranquilo enquanto ouvia uma música minha no rádio, assim como antes, talvez ele tenha aderido meu conselho de sua própria maneira, para se adaptar melhor e tudo ficar normal. 

— Bom dia, Jaebum. — saudou, sorrindo. — Bom dia, lontra do Jaebum. — continuou com sua fileira de dentes exposta. — Temos uma reunião com o Kim hoje, não sei se soube. — disse ligando o veículo. — Estamos procurando uma voz para fazer um dueto com você na faixa desse álbum novo, além de ter que convencer o carrasco do Byun a não matar os maquiadores. — riu. 

— Ah, não. — reclamei. — Não me diz que vamos falar com os quatro Kim de uma vez. — pedi. 

— Isso mesmo. — riu ainda mais da minha manha. — Minseok, Jongdae, Junmyeon e Namjoon! — anunciou. — Tem como melhorar? — ironizou enquanto parava no semáforo. 

— Taehyung? — Youngjae pronunciou pela primeira vez, citando o nome de um dos cantores atuais. 

— Boa, lontra! — Jinyoung gargalhou dessa vez. 

— Taehyung é um louco de pedra, mas é legal. — expliquei. — Lembro de quando ele sugeriu unicórnios fumando barras de KitKat na logo da empresa... — ri baixo. 

— Nem me lembre! Hoseok disse que demorou cinco dias para tirar essa ideia da cabeça dele. — respondeu-me, acelerando. 

O resto do trajeto se resumiu em mim e Jinyoung relembrando das melhores sugestões de Taehyung, enquanto Jae se limitava a rir de vez em quando. Quando chegamos, eu e o loiro descemos primeiro enquanto o outro foi estacionar. Entramos na empresa sem esperar o moreno, e fui diretamente até o elevador que levava ao último andar. Fui parado pelo calor repentino em minha destra. 

— Jaebum, eu vou ficar aqui... Não tenho toda esse audácia e cara de pau de subir na sala desse lugar. — alertou timidamente e eu neguei com a cabeça. 

— Nem pensar. — respondi. — Acabei de assinar oficialmente com a empresa, é um momento importante para mim e, você, como pessoal especial na minha vida nesse momento, vai aguentar os CEOs mais loucos ao meu lado. — explanei, sem me importar com a declaração enrustida em minhas palavras.

— Mas... 

— Jaebum paspalho! — a voz melodiosa e aguda de Jongdae ecoou pela recepção. — Que merda ter você por aqui. — sorriu, como sempre, demonstrando afeto com belas palavras. — Opa, olha só, mais um para o vale dos encubados! — exclamou ao ver o outro ao meu lado. — Vamos subir logo antes que o Minseok coma o nosso toco. — sugeriu, sorrindo e caminhando apressadamente. 

— Que porra foi essa, Jaebum? — Youngjae questionou perdido. 

— Kim Jongdae, um dos CEOs, tão boca suja que o lixão tem inveja. — expliquei. 

O loiro apenas assentiu e seguimos para o nosso destino, tendo um Jinyoung ofegante ao lado.


Uma áurea de ódio rodeava o pequeno porém estressado durante vinte e sete horas, Xiumin — assim chamado pelos mais próximos —, que tentava a todo custo encontrar uma solução para o problema de Baekhyun e Chanyeol que discutia incansavelmente. 

— Qual a necessidade de gastar tanto com algo tão fútil como tintas desnecessárias para passar na pele? — Park, o diretor da parte de filmagem dos 'MVs indagou, indignado. 

— O que disse, seu ogro gigante de óculos desprovido de sabedoria sobre minhas maquiagens? — Byun retrucou em um tom ameaçador, aquilo iria longe. 

— Acalmem-se, meninos. Vocês são de áreas distintas, entretanto, conectadas de certa forma, nunca chegarão em um meio termo nessa discussão desnecessária. — Junmyeon interviu. 

— Estou quase desistindo desses dois! — Namjoon confessou. — São os melhores no que fazem, mas parecem cão e gato! 

— Falta de sexo. — Jongdae pronunciou. — Por que não tentam se entender em quatro paredes, uma cama e muito álcool? — questionou.

— AH, VOCÊS NÃO CONSEGUEM SER PROFISSIONAIS POR CINCO MINUTOS?! — Minseok, o CEO principal, explodiu com seu rosto vermelho. — O NOSSO CONVIDADOS ESTÁ QUASE RINDO DA NOSSA CARA! — referiu-se a Youngjae, que encolheu seu corpo, segurando-se para não gargalhar.

— Amor... — Jongdae começou. 

— AMOR MINHA BUNDA! — xingou, nos fazendo rir. — EU SABIA QUE FUNDAR UMA EMPRESA COM MEUS AMIGOS NÃO IRIA FUNCIONAR! — desistiu, abaixando a cabeça.

— Seok hyung, está tudo bem, vamos resolver isso... — encorajei, ficando triste pela sua frustração. 

— Nos desculpe. — Baekhyun e Chanyeol disseram em uníssono.

— Por que não dividem esse dinheiro e dão metade para a ala dos maquiadores e outra metade para os diretores da parte de filmagem? — Youngjae sugeriu, chamando a atenção para si. — Desculpe, desculpe, pensei alto! — curvou-se envergonhado. 

— Precisamos de um funcionário assim. — Junmyeon disse, sorrindo. 

— Ah, verdade, tem a questão do filho da puta que vai gravar com o JB. — Chen relembrou-nos com seu típico vocabulário obsceno. 

— Youngjae sabe cantar bem. — Jinyoung disse, quase rindo. Suspeito. 

— É mesmo, loirinho? — Minseok indagou esperançoso. 

— Jin deu aulas para ele. — Namjoon revelou. 

— NÃO! Eu não posso fazer isso. — disse convicto. 

— Ele pode. — pronunciei sorrindo. — E ele vai. 

Estávamos no estúdio de gravação e eu podia sentir a tensão do loiro apenas pelo seu olhar negro e hipnotizante. Depois de quase obrigá-lo a ser meu par na nova música do meu comeback, os Kim festejaram com muito alívio, contratando Youngjae como parceiro o fazendo quase ter um infarto fulminante. Semanas já haviam se passado e sua irmã mostrava-se orgulhosa e incentivadora. Nosso relacionamento continuava o mesmo, cheio de insinuações mas sem muita ação. 

Tudo estava cautelosamente preparado; o papel com a letra da música já havia sido impresso e havíamos lido e ensaiado individualmente. Meu coração falhou uma batida quando Youngjae deu a todos nós presentes no local — Minseok, Jongdae, Jinyoung, Namjoon, Hyo, Junmyeon e Yugyeom — a honra de ouvir sua voz aguda e perfeita como tudo referente a ele. 

Pude sentir cada sentimento que música proporcionava pelo som originado de sua garganta forte o suficiente para concluir as high notes com facilidade. Todos pareciam surpresos, deixando seus queixos caídos, seus lábios formando um perfeito 'O'. Nossas vozes funcionavam muito bem juntas, parecendo serem moldadas para unirem-se. Ao fim, o pequeno Choi, decidiu quebrar o silêncio inesperado. 

— Como eu fui? 

Puta que pariu todos os caralhos do mundo! — Chen respondeu fazendo uso de suas palavras tradicionais

É, Choi Youngjae não havia conquistado apenas a mim com seus olhos negros, mas a todos com sua voz melodiosa. 










Continua. 


Notas Finais


Love Me Right - EXO: https://youtu.be/RuqaVryDRd0
You are - GOT7: https://youtu.be/ktc8XDBq93k
Egotistic - MAMAMOO: https://youtu.be/pHtxTSiPh5I

Bem random, esse capítulo, porém, muito importante para as merdas começarem a acontecer. Preparem-se, o rumo que a fic irá tomar será DOIDASSOOO
Consegui postar faltando minutos para a segunda-feira aksjskdjdsidjdkkd
Comentem o que estão achando, isso é de suma importância para a fic.
Markson tá interagindo bastante até.
O que esse filho da puta desse padrasto desgraçado tá aprontando?
EXO brotando na fic jajskdjddkdj, Chen muito boca suja, parece eu.
Chega, falei demais já
MUITÍSSIMO OBRIGADA PELOS FAVORITOS, AAAA, AMO VOCÊS DEMAAAAAIS
Continuem comentando, respondo todos e adoro fazer isso aksjskkd
BEIJAAAAAAO! ❤❤
Capítulo novo na quarta ou quinta! Szszsz
Dêem amor na nova 2jae: https://www.spiritfanfiction.com/historia/como-nao-ser-pais-de-primeira-viagem--2jae-13779268


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