História Me nota senpai! - 2jae - Capítulo 8


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Bumieszzz, Chanbaek, Changkyun, Comedia, Fluffy, Gay, Got7, Jaebum Solo, Jikook, Jinyoung Sad Boy, Lgbt, Markson, Me Nota Senpai, Namjin, Senpai, Vhope, Xiuchen, Youngjae Fangirl, Yugbam
Visualizações 245
Palavras 4.605
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi, minhas vidinhas szszz
sim, eu to muito adiantada, mas acontece que eu escrevi muito rápido e sou muito ansiosa, então, me desculpem kansozkxkx
já aviso que o capítulo vai tomar um rumo muito louco, assim como o resto da fic.
esse é a parte que colocará tudo em jogo daqui para frente.
mudei a sinopse, confiram depois ksnskd szsz
hoje não tem música, mas aconselho uma bem sad (ps: quando o capítulo ficar sad) aisnskdkskdkxkxkd
beijos e boa leitura <3<3

Capítulo 8 - Aquele que fez um dueto e apaixonou-se pelas cuecas alheias.


Fanfic / Fanfiction Me nota senpai! - 2jae - Capítulo 8 - Aquele que fez um dueto e apaixonou-se pelas cuecas alheias.

Capítulo oito – Aquele que fez um dueto e apaixonou-se pelas cuecas alheias.

Jamais me vi famoso ou realizando o sonho de estar ao lado de Jaebum; e, de fato, essas duas coisas estavam realmente acontecendo. Quero dizer, a parte de ser famoso talvez soe egocêntrica ou antipática, mas, depois de ser parado centenas de vezes quando saía pela manhã acompanhando minha pequena Hani até a escolinha, comecei a interpretar essa palavra de forma diferente.

A felicidade na residência Choi era palpável já que, mesmo ainda não tendo lançado o dueto meu e de Jaebum, o ensaio fotográfico para uma revista conhecida e um book de fotos minhas e do moreno de olhos felinos sendo vendido, conseguiu arrecadar um bom dinheiro. Bem mais que eu imaginei, na verdade. Com esse bom cascalho, decidi que deixaríamos a casa alugada por nós há alguns anos.

Mesmo relutante, Hyo cedeu, e aluguei — por ora, já que muito provavelmente iria comprar o local no futuro — uma casa confortável e mobiliada próxima a creche em que a pequenina frequenta diariamente. Comprei alguns brinquedos e roupas novas para as duas, contentando-me com seus sorrisos idênticos e repreendendo minha irmã mais velha por tantos 'obrigado' em um único dia.

Afim de mais privacidade, aluguei para mim, um pequeno apartamento, localizado em um bairro de boa qualidade, assim como a casa das meninas. Hyo entendeu minha intenção, e até me visitou todos os dias na semana da minha mudança. Tudo estava perfeitamente bem até a notícia percorrer meus tímpanos.

— Vai ter que mudar de visual. — Baekhyun disse, simplista, lixando suas unhas impecáveis com sua típica lixa mais cor-de-rosa que seus fios sedosos. — E sem reclamação! Vai ficar um tesão de cabelos negros como carvão. — piscou, me deixando envergonhado como de costume.

Byun era a personificação do caos de Park Chanyeol. Os dois sempre estavam brigando, mas pareciam se entender melhor quando agarravam-se escondido atrás do setor de filmagem e foi em um desses ocorridos que os flagrei, tornando-me cúmplice e melhor amigo do casal enrustido.

— Baek, você sabe que eu amo meus fios tingidos! — fiz birra, tentando sair da cadeira do salão de beleza da empresa, sem sucesso. — Dá para tirar essas mordaças? Não é como se eu fosse fugir ou algo do tipo. — revirei os olhos ao receber um aceno negativo em resposta.

Minha careta se desfez automaticamente quando meus olhos capturaram a figura esbelta e trajada formalmente. Os cabelos de Jaebum estavam compridos deixando-o muito mais atraente, se isso fosse mesmo possível.

— Nossa, Baekhyun. Prender meu filhote de lontra humanizado desse jeito despertou meus fetiches obscuros. — revelou, divertindo-se com minha situação.

— Nossa, Im Jaebum. Ouvir essas indecências impuras para a minha alma puritana me enoja e causa-me ânsias. — Byun fingiu indignação, rindo e sendo acompanhado pelo outro. — Acha que eu deveria vendá-lo? Cinquenta tons de Choi Youngjae, com participação especial de JB. — zombou-me.

— Vocês são ridículos. — bufei. — Se meu cabelo ficar uma droga, vou te processar, maquiador chulo! — ameacei, assim que o cabeleireiro adentrou o local.

Suspirei, fechando os olhos, preparando meu psicológico para a tortura de abandonar minhas madeixas claras. Massageei minhas têmporas, sentindo um selar doce ser depositado na minha bochecha.

— Vou para o ensaio fotográfico individual, volto mais tarde, lontra birrenta. — sussurrou contra a minha pele, causando-me arrepios involuntários.

Logo senti a água sobre meus fios lisos, gelada demais para a minha surpresa. Eu já estava pronto para fazer uma reclamação quando reparei na carranca de Baekhyun pelo espelho, decidindo então, ficar calado. O homem que tingia meu cabelo era tudo, menos delicado. Vez ou outra seus dedos grossos se enroscavam em minhas madeixas e eu soltava alguns resmungos descontentes. Meu amigo e maquiador parecia se divertir com o sofrimento em minha expressão, maldito.

Depois de séculos com a touca de plástico na cabeça, o cabeleireiro que descobri chamar-se Kyungsoo, finalmente permitiu que eu enxaguasse os fios, já que, eu neguei sua ajuda temendo ser assassinado pelos olhos raivosos do pequeno rapaz.

Caminhei até o banheiro próximo ao salão, adentrando-o com dificuldade pelo simples fato de minhas mãos estarem manchadas não podendo assim, tocar nas portas brancas e impecáveis. Procurei pela cabine que possuía chuveiro, encontrando-a no canto, isolada. Entrei no cubículo e tranquei a porta com medo de ser atacado por sei-lá-quem-que-pode-aparecer.

Depois de lavar e enxaguar devidamente minha cabeça oca — segundo Changkyun —, abri a porta chacoalhando meu pescoço para a água deixar minhas madeixas recém tingidas.

— Youngjae. — a voz familiar chamou-me, calma. — Precisamos conversar. — Jinyoung continuou.

Apesar de proferir as palavras firmemente, sua aparência era cansada e entristecida. Engoli seco. A última coisa que eu desejava era ter uma conversa com aquele que, eu descobri através de fofocas do Jackson, ser o ex-namorado filho da puta de Jaebum. Admito ter sentindo uma pontinha de raiva pela atitude egoísta do moreno, mas, sempre tem motivos, certo? Prefiro crer que sim.

— Sim? — indaguei, forçando um sorriso, que rapidamente se desfez ao notar a porta trancada e a chave em suas mãos charmosas. — Olha, Jinyoung, se planeja me matar ou coisa do tipo, quero que saiba que não tenho raiva de você ou coisa parecida. — expliquei.

Idiota. — riu sem humor. — Você é um idiota tão adorável que consigo entender o porquê de Jaebum gostar tanto de você. — sua voz soou divertida, mas eu sabia que era falsa. — Olha, eu estou aqui porque não quero que você passe pela mesma merda que eu passei, ok? Eu confesso que ainda não desisti do JB, mas não irei tentar fazer vocês terminarem, ou algo do tipo. — ditou, rodando a chave em suas mãos. — O padrasto do Jaebum não é alguém com quem se faz acordos, entendeu bem? Seja lá que merda ele lhe prometer, negue, pois os sentimentos do Jaebum são o que importam mais, ok? Não cometa o mesmo erro que eu. — seu tom soou como uma ordem.

Antes que eu tivesse como responder toda a informação exposta, Jinyoung virou-se, destrancando a porta e saindo, deixando-me com uma cara de idiota, completamente confuso. As palavras do empresário pareciam embaralhar-se em minha mente, trazendo-me as memórias do dia em que troquei palavras diretas com o padrasto de Jaebum, áspero e frio até na forma como gesticula. Calafrios nunca deixarão de percorrer meu corpo quando me recordo do ocorrido.

— Youngjae! — a voz impaciente de Baekhyun puxou-me de meus devaneios. — Vamos fazer a maquiagem e o penteado logo, sua vez já vai começar! — advertiu-me, agarrando meu pulso e me levando para mais uma sessão de tortura.

Observando meu novo visual no reflexo do espelho constatei que até que não ficou ruim. Minha pele parecia estar mais clara a medida que o tom dos meus fios tornou-se mais escuro. O maquiador impaciente, porém, cuidadoso, passava o pó com cuidado, distribuindo-o por todo o meu rosto. Fechei os olhos, pronto para encarar o delineador e a sombra; irritante demais.

Depois que a sessão "tornando-se fabuloso graças a mim" nomeado pelo Byun terminou, fui em direção ao vestiário onde meus trajes estavam perfeitamente alinhados, esperando-me. Retirei minhas roupas casuais, colocando primeiro a calça de couro desnecessariamente colada, bufando alto. Quando trajei a camisa, pude perceber o decote em triângulo que ela possuía, incrível como essa mídia gosta de sensualizar tudo, pela divindade! As mangas eram longas e mais largas em suas extremidades, até que combinava com meu estilo meio hippie.

Saí do local, rumo ao estúdio de fotos. Quando adentrei o recinto, a cena de uma das garotas oferecidas da equipe de dança dando em cima de Jaebum descaradamente me foi proporcionada. Mordi o lábio inferior irritado, revirando os olhos quase automaticamente.

— A lontra tá gatona hoje! — Chanyeol exclamou, com seu típico sorriso gigante. — Byun insuportável Baekhyun que fez esse milagre? — questionou, arqueando as sobrancelhas.

Insuportável, hm, sim, sim... — sorri maliciosamente, recebendo um soco indolor em meu ombro direito. — Aí, agressor! — dramatizei.

— Jaejae, vamos fotografar agora. — Solar, uma das fotógrafas me alertou, sorrindo.

— Opa, vamos lá! — sorri de volta.

Passei por Jaebum sem olhá-lo, sentindo seu olhar intenso queimar em minhas costas. Posicionei-me na cadeira designada, abrindo as pernas para encaixar-me em seu encosto.

— Vamos lá, Jaejae, olhar sexy e indiferente para mim, gatinho! — a loira exclamou, com sua animação de sempre que quase me fez rir.

Tentei realizar o pedido e segundo ela, ficou ótimo. Continuamos fotografando em diferentes posições com o conceito similar, sempre sério e indiferente. Meu corpo já começava a doer de tanto mudar de lugar e posição. Ora ou outra, encarava Jaebum, que já estava mais afastado da garota de antes. Um pouco de suor escorria pelo meu pescoço, e então percebi que o ar condicionado estava desligado. Mais algumas fotos e mais trilhões de poses e finamente terminamos.

— Exuberante como sempre. — elogiou-me. — Adoro te fotografar, lontra fofa. — espalhou meus cabelos. — Novo visual ficou demais!

— Obrigado, Solar-ssi. — agradeci, envergonhado. — Até semana que vem! — despedi-me, caminhando em direção a saída.

Senti meu pulso ser agarrado pelas falanges frias e conhecidas pelo meu corpo. As provocações entre nós eram sempre bobas e nada duradouras, mas, ultimamente, eu me via muito mais atingido pelas conversinhas e risinhos indiscretos de Jaebum e suas amiguinhas de trabalho, principalmente a tal dançarina que não fiz questão de guardar o nome.

— Ficou lindo com esse cabelo. — me abraçou por trás, passando seu nariz pelo meu pescoço. — Não quer que eu te leve para casa hoje? — questionou, manhoso.

Nunca imaginei conhecer o lado amoroso e manhoso de Jaebum, algo que acontecia com tanta frequência que eu sequer me recordava do moreno de péssimo humor e cuecas espalhadas pelo quarto — detalhe que ele finalmente parou de mencionar.

Não está ocupado com sua amiguinha dançarina? — rebati, irritado.

— Youngjae, nem vem. Sabe muito bem que prefiro calar essa sua boca gostosa com beijos do que ficar ouvindo sua voz irritada. — ditou sério, me puxando para a saída.

Jaebum, ah Jaebum, um dia eu te faço engolir esse teu ego, troglodita.

Meu apartamento estava frio o bastante para adotarmos cobertas durante a maratona de filmes ruins que minha irmã havia me recomendado. Nenhum de nós dois expressava real interesse, assistindo apenas por estarmos no tédio e o dia estar com um ótimo clima para nos contentarmos com um sofá quentinho e macio.

— Jae-ah, eu não quero mais assistir essa droga. — reclamou, virando seu corpo contra o meu, afundando o rosto no meu peitoral.

— O que quer fazer? — perguntei, alisando seus cabelos.

— Te sequestrar. — respondeu abrupto, fazendo-me rir com a resposta.

— Vai me levar para onde? — questionei, pensativo. — Já aviso que sou muito exigente. — brinquei.

— Hm, se contenta com um trailer na Tailândia? — riu soprado com a própria pergunta.

— Você vai estar nele todos os dias?

— Todos. — garantiu.

— Então eu não quero. — quebrei o clima, recebendo uma mordida na minha clavícula.

— Idiota... — praguejou.

— Aí, para isso é estranho. — tentei empurrar sua cabeça que mantinha-se firme na região sensível do meu corpo.

— Me chama de hyung. — mandou.

— Já falei que não vou. — senti meu corpo arrepiar quando o músculo quente percorreu minha pele. — P-Para com isso, Jaebum... — pedi com a voz mais arrastada do que pretendia.

O moreno levantou o rosto s sorriu com o meu estado. Mesmo sem ter um espelho eu tinha certeza da vermelhidão das minhas bochechas apenas pela quentura que eu sentia nelas. A boca de Jaebum estava vermelha e inchada, seus cabelos bagunçado e seu olhar assustadoramente perigoso, se é que me entende.

— Me chama de hyung. — mandou novamente mais autoritário que antes. — Jaebum hyung. — completou.

— Não, Jaebum-ssi. — provoquei.

Jaebum hyung ou meu hyung. — disse, prendendo meus braços acima da minha cabeça. — Se não dizer, eu vou embora. — ameaçou.

— Jaebum... — relutei. — Para com isso vai. — pedi.

Não vou mentir, o medo de avançar um passo com o moreno era gigantesco, mas meu corpo não reagia a meu favor e, muitas vezes, em algumas de nossas provocações nós dois sentíamos a tensão sexual, além de acabarmos como dois adolescentes na puberdade; excitados.

Sem falar nada, Jaebum soltou meus braços e levantou-se do estofado. Suas pernas longas foram rápidas em alcançar a porta de entrada, mas as minhas foram mais para alcançá-lo a tempo. Minha mão pequena e gordinha agarrou o tecido de sua camiseta enquanto meu pé pôs-se a frente dos dele.

Hyung... — pronunciei, hesitante. — Meu hyung. — continuei, puxando lentamente seu corpo para trás. — Jaebum hyung, meu hyung. — abracei suas costas largas.

Youngjae. — chamou. — Choi Youngjae, você não deveria ter feito isso. — riu, malicioso talvez. — Não se quisesse que eu mantivesse a porra do autocontrole.

Caralho, Jaebum, apenas não mantenha a porra do autocontrole!

Seus braços fortes encontraram meus ombros, empurrando-me não tão delicadamente contra o carpete macio da sala. Logo estava por cima de mim, explorando meu pescoço com sua língua tão conhecida pelo meu corpo. Êxtase. Era a única coisa que eu era capaz de sentir com todo aquele calor do corpo bronzeado sobre o meu.

Youngjae... Youngjae... — repetiu com um tom erótico.

Hyung...

Toda a vergonha e timidez foi para os ares quando eu senti a volume da calça de Jaebum roçar contra o meu. Ondas elétricas percorreram todos os poros do meu corpo. Assim como eu, o moreno também estava hesitante em relação ao próximo passo.

Uma melodia conhecida pelos meus tímpanos ecoou pelo recinto, despertando-nos de nosso transe extasiado. O celular vibrava a medida que tocava incansavelmente, preocupando-me.

— Jaebum hyung. — chamei-o. — Deveria atender, deve ser importante. — sugeri.

Droga! — xingou, irritado e eu quase ri. O moreno apanhou o aparelho descontente, surpreendendo-se ao olhá-lo. — Mãe? O que foi? — questionou. — O QUE?! — gritou. — ESTOU INDO AGORA MESMO! — exclamou ainda mais alto, desligando o telefone.

— O que aconteceu?! — questionei-o preocupado.

— O Changkyun... — começou, mas um soluço seguido de muitas lágrimas o impediu de continuar. — Jae a gente precisa ir agora! — pediu, ainda chorando.

Assenti rapidamente, pegando as chaves do carro de Jaebum que insistiu em dirigir, mas eu não permiti, alegando que eu possuía carteira e nos levaria em segurança.

Eu nunca havia presenciado o moreno naquele estado. Seus olhos puxados estavam ainda menores por conta do inchaço. As maçãs de seu rosto atraente estavam vermelhas de tantas lágrimas derramadas. Um silêncio matador pairava sobre a sala de espera. Nayeon estava deitada no meu colo, dormindo depois de tanto chorar baixinho. A senhora Im continuava quieta, parecendo digerir tudo o que aconteceu.

Changkyun havia caído misteriosamente da sacada, a única que estava junto do pequeno no momento era Nayeon que não conseguiu dizer nenhuma palavra além de "salvem meu irmãozinho". O próprio pai dos pequenos não estava presente, e nem mesmo atendeu a chamada realizada pela esposa, respondendo apenas com uma mensagem de texto, dizendo estar em uma reunião importante. Jaebum estava em ponto de assassiná-lo se não estivesse tão mal.

Eu me sentia estranho, deslocado. Enquanto os dois filhos manhosos da senhora Jung usavam meu corpo como apoio.

— Dormiram. — constatei, ao notar as respirações baixas e agora controladas.

— São adoráveis. — a mais velha disse, em tom baixo.

— O que aconteceu, senhora? — indaguei preocupado.

— Eu não sei direito. — confessou, suspirando. — Fui na feirinha de legumes da senhorita Momo. Quando voltei, Moonbyul, aquela nova babá dos meninos, estava chorando demais com o Kyunie no colo, ensanguentado. — deu uma pausa, permitindo uma lágrima solitária escapar de seus olhos exaustos. — Nayeon estava travada, não conseguia falar nem andar, foi um sacrifício trazê-la. — passou a mão envelhecida pelos cabelos lisos.

— Estranho... Mas, como o pequeno está? O médico disse algo antes de chegarmos?

— Não. — respondeu-me. — Vou ao banheiro, já volto, Jaejae. — avisou e assenti.

Enquanto eu pensava sobre as mil e uma suposições sobre como Changkyun caiu de lá, senti a pequena silhueta sobre minhas coxas se mexer, murmurando coisas desconexas.

O papai... — sussurrou. — Por que o papai não parou? — as lágrimas já rolavam pelo rostinho angelical. — Foi minha culpa... Changkyunnie, me desculpe... Desculpe... — murmurou.

— Nayeon? — chamei. — Pequena, o que houve? — indaguei, levantando-a devagar. — Conta para o titio, o que aconteceu no quarto com seu irmão? — insisti.

— O papai.... — começou, porém, foi interrompida.

A figura fria e calculista abriu a porta, adentrando o local com seu sobretudo negro e seus olhos traiçoeiros. Rapidamente, abracei a menina, fingindo estar a consolando por outro motivo.

— Calma, querida. O papai já está aqui, sim? — afaguei seus cabelos, me aproximando de sua orelha pequena. — Depois você me conta, fica quietinha agora, ok? — sussurrei e ela concordou.

— Choi Youngjae. — a voz grave proferiu. — O que está fazendo aqui? Que eu saiba, um deserdado sem dinheiro como você não compõe a minha família. — rosnou, e me perguntei como ele sabia sobre minha relação com meus pais.

— Estou aqui com o Jaebum, senhor, e também pelo Changkyun, o amo como um irmãozinho mais novo. — respondi, utilizando do mesmo tom que o homem.

— Que eu saiba, esse idiota sem pai e nojento também não faz parte da minha família. — sorriu sarcástico. — Vocês deveriam estar se fodendo em algum lugar como os imundos que são, não estarem apodrecendo minha família. — se aproximou e eu me levantei, ficando de frente com o mais velho.

— Realmente. — fingi concordar. — Ninguém aqui compõe a merda da sua família, porque você não tem uma. — encostei meu indicador em seu peitoral. — A sua família é seu dinheiro sujo e corrompido, imbecil! — esbravejei.

Os olhos arregalados naturalmente do empresário desprezível aumentaram ainda mais, e sua mão fria agarrou meu pulso.

Suma, Choi Youngjae. — ordenou. — Você tem duas semanas, ou eu mesmo irei fazer isso. — ameaçou.

— Está me ameaçando seu velho desgraçado?! — xinguei, indignado.

Sua canhota voou na direção do meu pescoço, o apertando entre os dedos grossos e indelicados. O ar fez falta e meus olhos lacrimejaram. Meus pés não alcançavam Jaebum, que continuava dormindo tranquilamente. Nayeon observava tudo paralisada, sem nenhuma reação além de fechar os olhos firmemente. Meu pulmão clamava por oxigênio e eu tinha a certeza de que meu rosto estava vermelho ao ponto de explodir.

Duas semanas. — sorriu.

Meu sofá novo estava encharcado de lágrimas que insistiam em continuar libertando-se de meus olhos inchados e irritados. A única ação que eu pude ter diante da situação com aquele homem nojento e corrupto foi ir embora, deixando os Im sem nenhuma explicação. Pedi para Nayeon ficar quietinha sobre o que aconteceu, prometendo a pequena que a veria depois. Minhas mãos tremiam ao ponto de eu não conseguir segurar a xícara de chá preparada por Jackson, que estava comigo junto de Mark, depois de chamá-los para me ajudar.

Quando os contei ficaram boquiabertos com o ocorrido e o chinês impulsivo queria usar de suas técnicas no esgrima para ir atrás daquele que quase me sufocou em todos os sentidos.

— Jae, o que vamos fazer? — o americano questionou-me passando as mãos pelos fios vermelhos demonstrando nervosismo. — Ele te ameaçou, isso não é nada bom. — suspirou.

— Já pensaram na possibilidade dele ter empurrado o garoto da sacada? — Jackson perguntou, tomando um gole do próprio chá.

— Sim... Mas, por quê? — respondi.

— É isso que temos que descobrir, Jae. — o chinês disse enquanto assumia uma postura mais séria. — Acho que a Nayeon sabe alguma coisa.

— Eu tenho certeza. — Mark disse firme. — Ela presenciou tudo, precisamos falar com ela, e depois com o Changkyun, assim que ele acordar.

— Ele sabe sobre meus pais. — sussurrei. — Digo, sobre minha relação com eles. — expliquei.

— Youngjae, olha para mim. — Jackson pediu, sério. — Toma cuidado, muito mesmo. E coloca nosso número como o de emergência, e outra coisa, Jaebum não pode saber disso, ele é muito impulsivo quando se trata de você, ok?

— Tudo bem, mas, eu preciso saber sobre o verdadeiro pai dele. — pedi. — Por favor.

— Resumindo, o senhor Im estava investigando sobre sua empresa ter funcionários muito corruptos e envolvidos com prostíbulos e tráfico. — Tuan começou, parecendo se recordar. — No meio da investigação, ele e todas as provas que ele havia juntado sumiram, sem rastros. — explicou. — Até hoje isso é um mistério. — suspirou. — Depois de um tempo, a senhora Jung se casou com aquele nojento e ele tomou posse de toda a empresa, não por ser marido dela, mas por ser o maior acionista, fato que não era conhecido até então, acredito que haja muita fraude nisso, sabe? Jaebum até queria continuar a investigação sobre o pai, mas Jung o impediu. — deu uma pausa e eu o encarava intensamente. — Alguns anos atrás o JB sofreu um acidente muito sério, antes de iniciar sua carreira, nessa época ele nem se interessava tanto por música, bom, ele gostava, mas tinha obsessão para saber sobre o pai então não se importava em seguir sonhos. — sorriu triste. — O acidente de carro fez com que ele perdesse boa parte da memória, por isso ele esqueceu sobre a obsessão e omitimos isso dele. — explicou.

Cacete, muita informação. — bebi um gole do líquido já frio na caneca de louça. — Qual era o nome do pai de Jaebum? — questionei.

Im Seunghyun. — responderam-me em uníssono.

Paralisei, desacreditado na reposta.

— O que? — levantei. — Impossível! — esbravejei.

— Hein, por quê? — Jackson indagou.

Tio Seunghyun... Não, não, isso não fez sentido. — ri sem humor, com pequenos lapsos de memória me invadindo.


O sol era radiante e eu observava as outras crianças correrem pelo jardim do bairro. O vizinho novo estava sentado em sua cadeira de balanço, tão solitário quanto eu. Me aproximei dele, sorrindo, talvez ele pudesse ser meu novo amigo.

— Tio Seunghyun? — chamei-o, cutucando seu braço longo.

— Choi. — retribuiu meu sorriso. — O que faz aqui? Por que não está brincando? — questionou-me.

— As crianças não gostam muito de mim, sabe? Me chamaram de... Hm... Não consigo me lembrar, ah, inconveniente! — expliquei, ainda exibindo meu sorriso. — Por que é tão sozinho senhor Im? Tem filhos? — perguntei, sentando-me ao seu lado.

— Meu filho está longe... Bem longe, Choi. — confessou. — Ele viverá melhor assim, eu espero. — sorriu novamente.

— Qual o nome dele?

— Vou te dar uma dica, sim? — assenti. — O final do seu nome, é começo do dele. — riu.

Jae.


Eu estava estático sem saber o que pensar ou o que fazer. Minha mente girava e meu subconsciente gritava para que eu contasse tudo a Jaebum, mas algo em mim insistia para que eu omitisse e resolvesse o problema sozinho.

Estar com o moreno gerava uma azia em meu estômago e tudo parecia se resumir em nós dois. Minha paixão de fã ainda existe, óbvio, mas acima de tudo, eu gosto da presença de Im Jaebum, aquele que tem humor desbalanceado e adora jogar na minha cara todas as merdas que faço quando fico bêbado. Sequer pensar que eu poderia perdê-lo um bolo formava-se em minha garganta.

Eu precisava e buscaria até o inferno sobre tudo por trás daquele homem nojento, encontraria Seunghyun e protegeria Jaebum a todo custo.

Três dias. Foi o tempo que se passou desde o acidente de Changkyun. Nesse período, me comuniquei com o moreno apenas por mensagens e ligações. A recuperação do pequeno era lenta e o médico disse que não sabia informar quando o garoto, de fato, despertaria. Contudo, a família estava mais calma quando os riscos de morte foram descartados.

Minha passagem para Mokpo já estava comprada e minhas malas estavam feitas, afinal, lá é o único local que eu posso ter mais pistas sobre Seunghyun, pois, é minha cidade natal onde o conheci e onde toda a minha família reside. Encontrar meus pais novamente seria outro desafio, já que, depois de eu assumir minha homossexualidade meus familiares me trataram como lixo.

Até mesmo pensar sobre isso me irritava, seria um puta de um trabalho lidar com aquela gente, talvez eu nem os visitasse.

O som da campainha ecoou pelos cômodos pequenos e frios do meu apartamento. Eu estava um caco. Depois de todas as informações atiradas na minha cara — retoricamente —, fiquei confuso e exasperado. Sem me importar de estar trajando um pijama mais transparente que água, dirigi-me até a porta, sem perder tempo para olhar pelo olho mágico, abrindo-a rapidamente.

— Se eu não estivesse suado eu te agarraria agora, Choi Youngjae. — a voz grave brincou, rindo fraco. — Posso entrar? — questionou.

— Claro que pode, idiota. — sorri, deixando um selar carinhoso em seus lábios que tanto me faziam falta. — Quer ir direto para o banheiro? Eu arrumo umas roupas para você. — sugeri, dando espaço para o maior passar.

— Não curto muito o estilo hippie em mim mesmo, mas tudo bem. — sorriu fraco.

— Como o pequeno gênio está? — questionei-o notando seu baixo astral.

— Daquele mesmo jeito, desacordado, porém sem risco. — suspirou. — Vou tomar um banho, a gente conversa depois, o.k.? — disse, retirando as roupas na sala, sem se preocupar com a minha presença.

— Folgado! Pode parar de se despir desavergonhadamente, patife! — xinguei-o, empurrando seu corpo malhado para o banheiro.

— Oi, vó. Quanto tempo, uhn? — caçoou.

Revirei os olhos e bati a porta do banheiro, indo em direção ao meu quarto. Guardei minhas malas no guarda-roupas, que ainda servia de abrigo para meus pôsteres, para que Jaebum não as visse, ou meu plano iria por água baixo. Abri as gavetas da mobília, apanhando umas roupas mais largas para o moreno utilizar sem desconforto. Arrumei a cama, trocando os lençóis já sujos e colocando um novinho em folha.

— Youngjae! — gritou. — Pode usar essa toalha? — questionou-me.

— Pode! — afirmei em tom alto.

Eu estava dobrando as roupas sujas do mais velho, e, inconscientemente, observei a cueca de quadrinhos da Marvel por mais tempo do que esperado, achando engraçado o fato do tecido ser tão infantil para um adulto. Entretido na pequena peça não percebi a presença do outro que — provavelmente — ria internamente da cena deveras idiota.

— Eu sempre soube que você roubava minhas cuecas. — provocou-me, rindo baixo. — Tarado. — tentou me ofender, abraçando-me por trás.

— Idiota! — gargalhei, sentindo novamente seus selares gentis pela minha pele. — Im Jaebum... — o repreendi.

— Vamos acabar logo com o que começamos, Jae-ah? — indagou sugestivo. — Apenas me faça esquecer desse dia horrível... Eu não quero me lembrar de nenhum dia que você não esteve nele. — capturou meu lóbulo, sugando-o. — Me faça esquecer de tudo, Choi Youngjae, me faça seu.








Continua. 


Notas Finais


não me matem, por favor aisjsikdk
sim, o jae vai se tornar muito sherlock jajsksjsjsj
sim, o padrasto do jb é um lixo tóxico pau no cu e muito mais
não associem o nome dos pais do jaebum com idols, ok? eu apenas usei de inspiração, mas não eram os ídolos, de fato
queria agradecer todos os comentários, vocês fazem meus dia mais felizes e eu os amo de coração, mesmo não interagindo diretamente com cada um.
se quiserem conversar, não hesitem em me chamar, sim? vocês são todos meus amores 💕💕💕
beijinhos, amo vocês demaaaaaais
comentem o que acharam é de suma importância para a continuação da fic
BOLEM SUAS TEORIAAAAAAAS, VOU LER TODAS 💕💕💕
BEIJASSO NA TETA
LEMON NO PRÓXIMO!
confira essa coisa fofa: https://www.spiritfanfiction.com/historia/jaebum-queria-um-presente-13908550


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