História Me nota senpai! - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Kakashi Hatake, Sakura Haruno
Tags Kakasaku
Visualizações 94
Palavras 1.527
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha quem voltei
Gente, muito obrigada por esperar! Espero que gostem do capítulo 💛
Quem vcs acham que vai procurar o outro primeiro? Adoro romance com gostinho de proibido hahahaa
Tentarei não demorar tanto pro próximo!

Capítulo 3 - Cartas na mesa


Percorremos o caminho até onde Shikamaru supostamente estaria, só pra constatarmos que já tinha ido embora – fato que me agradou sobremaneira.

A noite agradável e fresca convidava a um passeio, uma fuga das vielas abarrotadas de barracas e pessoas impedindo que aproveitasse sua presença. Sutilmente, comecei a andar em direção à saída do festival e fui seguido por ela.

- Achei que ia te encontrar com o Naruto e o resto do pessoal...

Provoquei, um pouco para puxar assunto e muito para sondar o que fazia com o Kiba em um local tão reservado, um interesse que desisti de camuflar sob o argumento de uma simples preocupação.

Só que ao invés de receber a resposta, precisei me contentar com um sorriso discreto acompanhado de um rápido olhar de lado, e foi o suficiente para confirmar minhas suspeitas anteriores sobre o flerte. Se era assim, por quê estava indo embora comigo?

A brisa levantou os cabelos de Sakura e trouxe seu perfume, menos doce do que eu supunha: tinha um toque cítrico, um quê que destoava da doçura e instigava a descobrir seu cheiro, percorrer os caminhos onde seria mais apreciável.

Descobrir e admitir o desejo por ela tinha sido fácil, de tão óbvio se apresentou, e tão agridoce: o erro, o antiético nesse devaneio maculava o sentimento puro que nutria.

- Para onde vamos?

Agora, chutava pedrinhas pela rua, tão menina... Essa mescla de imagens fudia qualquer raciocínio claro que eu tentava estabelecer.

- Pensei que soubesse. Estou acompanhando você.

Sua gargalhada alta e franca encheu a noite e meu peito.

- Então estamos perdidos, porque também não sei para onde estamos indo!

Perdido estava eu.

Parei e cocei a nuca, desarmado. Não tinha exatamente um plano quando a afastei da multidão, exceto aproveitar sua companhia.

- Quer voltar?

As duas esmeraldas brilharam com um ardor que eu desconhecia e logo depois, apagaram em uma expressão de decepção contida.

- Não... Já deve estar no fim.

- Kiba pode estar esperando...

A menção a desconcertou por um momento; por fim, apenas deu de ombros e continuou andando, enchendo minha cabeça de dúvidas impossíveis de calar.

- Pareciam estar se dando bem...

- Estávamos.

- Posso te levar de volta.

De repente, um traço de irritação passou a acompanhar cada fala e olhar de Sakura.

- Acha que preciso de sua escolta? Não sou mais criança, Kakashi.

A ausência do título me deixou atônito; não que eu fizesse questão dele, mas porque isso deixava claro que ela falava comigo, o homem, e não o sensei ou Hokage. As implicações dessa conclusão me assombravam.

- Sei disso, Sakura.

 Respondi tão tranquilo quanto consegui, e ela interrompeu os passos duros que dava e voltou aqueles olhos bonitos para mim.

- Então porque me trata como uma? Porque... Me olha como uma?

Uma a uma, baixávamos nossas cartas, revelando um jogo perigoso.

Engoli em seco a resposta que já estava na ponta da língua, e lutei para encontrar outra mais apropriada. Coloquei as mãos nos bolsos, sem saber o que fazer com elas.

- Te olho com o carinho de alguém que te viu crescer, assim como você me olha como seu sensei, mesmo que eu não seja mais.

O verde vivo vacilou um momento, enquanto pesava as palavras.

- Poderia te enxergar de outra forma, se visse seu rosto.

Veio até mim e parou a um passo de distância, medindo forças com seu olhar obstinado.

Perto assim, ficava difícil conter as reações que me provocava.

Meus olhos abandonaram os dela, não por perderem o embate mas sim por ganharem a cor de lábios rosados e pequenos, delicados como toda ela; o nariz arrebitado, o contorno das orelhas parcialmente encobertas pelos cabelos róseos, a pele que parecia tão suave ao toque e convidou minha atenção a descer pelo seu pescoço e encontrar o decote discreto e convidativo que só permitia entrever o topo de seus seios macios.

Continuei a observar suas curvas, cada uma delas, entre admirado e excitado.

Quando refiz o caminho e reencontrei as esmeraldas, suas pupilas dilatadas combinadas ao rubor intenso da face enterraram de vez a possibilidade de continuar lutando contra a atração. Definitivamente, só uma adulta reage assim ao ser desejada.

A percepção que despertava os sentimentos ou provavelmente, apenas a curiosidade dela foi agridoce.

Confessei.

- É muito fácil te ver como mulher, Sakura.

A única parte difícil dessa equação era descobrir como lidar com o fato.

- Então me deixa ver você como homem.

Moveu a mão para minha máscara e a capturei num reflexo, ignorando a eletricidade que tocá-la agora me causava. Seu pedido reverberou fundo; Revelar meu rosto resultaria em permitir que acessasse minha intimidade, e não estava confortável com isso.

Sem que eu precisasse dizer qualquer coisa, ela puxou o pulso do meu aperto e se afastou subitamente.

- Vou voltar para o festival.

Se fez para me provocar, ou apenas por achar inútil continuar comigo, não sei. Ambas as opções eram amargas, ainda mais ao vê-la hesitar, esperando talvez que eu objetasse, o que quase fiz.

Quase.

Porque uma aproximação me apavorava, por algumas razões: medo de que desenvolvesse por mim o sentimento obsessivo e nada saudável que nutria por Sasuke, envenenando a relação que tínhamos; medo de me precipitar, confundir as coisas, em suma, de causar mal a ela.

E finalmente, medo de que ela estivesse certa, afinal: a via como uma criança que ainda precisava ser protegida das próprias decisões e desejos.

O melhor é que ela voltasse.

- Desculpa... Atrapalhei sua conversa com Kiba.

- Me lançou algum genjutsu? Que eu saiba, te acompanhei por minha própria vontade.

Aquela acidez não combinava com sua doçura, mas foi o choque de realidade que faltava para balançar os alicerces das barreiras que ergui entre nós dois.

Isso já não importava: ela estava longe e eu, totalmente vulnerável.

 

---

 

Voltei para o festival frustrada e confusa com o desfecho da conversa com meu ex sensei.

“É muito fácil te ver como mulher, Sakura.”.

Mais do que as palavras, foi a forma como fui admirada que me convenceu de que ali, ele viu a Sakura mulher. Ao contrário do que pensava, ele não era indiferente a mim, apesar de lutar contra isso.

E seu desejo me excitou.

Só tinha a cara de sonsa: já tinha percebido que ele me atraía.

Até aí, nenhuma surpresa, de verdade. Um homem bonito, simpático, confiável. Desde que comecei a olhar em volta me senti atraída por algumas pessoas, como o próprio Kiba.

A diferença com o mais velho foi a intensidade.

Meu corpo queimava e ao mesmo tempo, inundava reagindo à sua simples presença, seu cheiro, sua voz.

Esbarrei em algumas pessoas, absorta demais para prestar atenção por onde andava. Até que alguém segurou firme pelos ombros e chamou minha atenção.

- Você tá bem?!

- Kiba... Só estou distraída.

- Encontraram Shikamaru? Achei que você já tinha ido embora!

Tentei focar no que dizia e finalmente, recobrei meus sentidos, o suficiente para inventar uma desculpa qualquer.

- Kakashi sensei foi procurá-lo e voltei pra cá, mas acabei me distraindo pensando na vida...

Colou; ele ficou satisfeito com a resposta.

- Então podemos retomar nosso assunto...

Sua expressão se iluminou, interessada. E a atração e a curiosidade ainda estavam lá; contudo, nem chegavam perto do que eu sentia perto de Kakashi.

Ele se aproximou, checando minha reação. Seria meu primeiro beijo, e a curiosidade se sobrepôs à prudência e ao bom senso. Permiti, então avançou e colou os lábios aos meus num encontro suave, bom o suficiente para que eu mesma me inclinasse sobre ele, aumentando o contato e quanto fechei os olhos, foi uma avalanche de sensações, porém conectada a outras vontades. A outra pessoa.

As mãos dele rumaram para minha cintura e apertaram um pouco sôfregas; uma delas rumou para minhas costas, espalmando e ampliando o contato, e por um momento me envolvi o suficiente em suas carícias para esquecer quem era. Até perceber que o cheiro que eu esperava não era aquele.

Num reflexo, pressionei as mãos em seu peito um pouco assustada.

- Kiba, desculpa, não quero fazer isso.

Ele estava atônito, um pouco culpado e confuso.

- Achei que quisesse... Foi mal.

- Tudo bem. Preciso ir agora.

O deixei sem explicação mesmo, já que mal conseguia explicar para mim mesma o que tinha ocorrido. Saí correndo para casa, amaldiçoando a porra do meu dedo podre.

Decidida a esquecer meu amor de infância que jamais me corresponderia, resolvi sentir atração justamente por outro homem complicado, que vinha cheio de bagagens, problemas e obrigações que tornavam um envolvimento improvável e porque não dizer, impossível.

Compreendia as reticências dele; uma curiosidade, uma simples atração não podia comprometer uma relação sólida de amizade e confiança entre pupila e mentor, tampouco o cargo e atribuições dele.

A melhor coisa que eu poderia fazer consistia em evitar Kakashi até que algum rapaz chamasse minha atenção e pudesse ter um relacionamento comum.

Infelizmente, meu subconsciente discordava: no meio da madrugada acordei excitada e trêmula, o corpo arrepiado ao sonhar com meu primeiro beijo. Dessa vez, era a boca de Kakashi que eu sentia na minha...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...