1. Spirit Fanfics >
  2. Me pelea >
  3. Uno

História Me pelea - Capítulo 2


Escrita por:


Capítulo 2 - Uno


– Nossa, eu nunca tinha visto o papai e o tio Bra irritados assim. Não entendo porque estão com tanta raiva de você, tio.

– É uma história complicada, Iván.

Iván balança a cabeça negativamente, lançando um olhar indignado do pai para o tio.

Ich will es wissen, Papa!

Wir haben später darüber gesprochen.

Wann?

Nicht jetzt, Iván.

Marco faz careta, massageando a região dolorida do seu rosto e tentando entender o mínimo do diálogo de pai e filho, sorrindo brevemente com a lembrança de como o sobrinho trocava os idiomas quando criança apenas para confundir os tios. Iván continua a resmungar, ainda xingando em alemão e Marcos suspira quando o filho enfim sai do quarto.

– O que estavam dizendo? – Indaga apertando a bolsa de gelo que Llorente o entrega contra o machucado.

– Ele quer saber o porquê de tanta raiva. Prometi explicar mais tarde.

Explicar toda a história não é algo que Marco tem ânimo para fazer, ainda mais sendo ele o vilão, e talvez contar tudo a Iván leve toda a simpatia que o garoto tem por si por água abaixo e o pensamento disso acontecendo faz Asensio estremecer – porque além do sobrinho e do cunhado, parece que dentro da sua família não vai encontrar nenhum tipo de sentimento além da raiva.

E não que Marco estivesse julgando sua família, porque eles tinham direito e razão em o tratar como estavam fazendo.

– Em espanhol ele fala como o papi, em alemão como o Toni. Impressionante como vocês fizeram uma boa mistura, apesar de ele ser a cópia de Reguilón. – Comenta procurando descontrair o ambiente e talvez desviar o assunto, mas apesar dos anos que se passaram, Marcos ainda é Marcos, ainda é o bro desgraçado de Marco que não pensou duas vezes em se envolver com o irmão mais novo de seu melhor amigo.

O rancor sobre aquilo nunca existiu, mesmo que Asensio tenha reclamado no início, tenha dado ataques de ciúmes, sempre teve certeza que Reguilón estava em boas mãos e que não havia alguém melhor para ele do que Marcos; Llorente era, acima de tudo, um bom amigo, e Marco via isso em sua frente, porque apenas encarando seu olhar, seu cunhado sabia tudo que estava passando em sua mente.

– É temporário. – Responde à pergunta muda de Marcos.

Realmente não tem planos para ficar. Vai trabalhar para pagar os pais, vai se estabilizar e pronto, não vai mais ficar por perto. Pensa em continuar na cidade – o custo de vida é barato e como Marco não tem mais perspectiva alguma de crescer, o sossego da região parece ser uma boa opção, assim como também o impede de cair na mesma situação que estava em Madrid.

No final, pretende ficar perto, porém longe.

– Você apenas acabou de voltar, Marco, não fique pensando já na hora de partir. E acho muito bom que esteja de volta, pode ajudar a adaptação dos seus pais com a ausência de outro filho, porque Sergio e eu vamos embora daqui uns meses, quando Iván concluir o ano letivo.

– Sério? E o que meus pais acham disso?

– Péssimo, claro. – Marcos ri. – Eu adoro morar aqui, mas esse ir e vir todos os dias por causa do trabalho... é desgastante, perco tempo com minha família por causa disso e o cargo que me ofereceram na Alemanha é melhor, além do quê, Regui adora a ideia de se mudar, e será bom para Jaime, para conhecer novas pessoas, sair de perto de más influências. – O tom de Llorente muda ao final da frase e Marco se pergunta se a mudança tem um pouco a ver com o garoto que viu com o sobrinho mais cedo.

Imagina como deve estar a cabeça dos pais, tão acostumados a ter os filhos por perto, vendo Regui ir para outro país, mas tem certeza que não deve se comparar nada com a sua partida, porque Sergio ia embora para sempre voltar, ia falar com os pais todos os dias e não ia roubá-los ou dizer coisas horríveis para eles como Asensio fez.

– Você já foi adolescente, Marcos. Sabe que proibir ou separar não adianta nada.

– Fala isso para seu irmão. – Llorente suspira, deixando os ombros caírem. – Filho é uma coisinha complicada, mas enfim, espero que aproveite essa chance de acertar as coisas com todos. E se estiver muito difícil por aqui, porque sei bem do temperamento dos meus sogros e do Brahim, te aconselho a ir procurar seus padrinhos ou o Isco.

– Quero distância daquele baixinho metido a besta.

Llorente ri alto e antes que o cunhado diga o que Asensio sabe que ele está pensando, o aparecimento de Reguilón na cozinha faz com que Marco se erga, sem saber o que esperar – e pronto para se defender de qualquer outro soco que possa levar.

Não esperou nunca uma recepção calorosa, tampouco esperou pelos dois socos que levou de cada um dos irmãos no momento que abriu a boca para se desculpar. Contava com bastante hostilidade da parte de Brahim, mas não da parte de Regui, ainda que o entendesse.

Abaixa a cabeça, sentindo-se pequeno mais uma vez. Sente o olhar de Sergio sobre si, um olhar duro.

Marco foi um bom irmão mais velho, não o perfeito, porque era impossível ser, mas sempre foi o melhor que pode para os irmãos mais novos, principalmente para Reguilón, por causa da proximidade de idades; era realmente amigo do irmão e por muito tempo sentiu falta da companhia de Sergio quando esteve longe, porém se acostumou tanto com o vazio que criou dentro de si que nem passava por sua cabeça tentar reconstruir a relação dos dois.

Queria perdão, mas tudo bem que não o conseguisse, aprenderia a viver com aquilo; só não queria que os irmãos o olhassem torto ou não fossem minimamente educados com ele.

Está pronto para pedir desculpa mais uma vez, só que engole todas as palavras ao sentir os braços de Sergio ao seu redor e ouvir o choro baixo e doído do mais novo.

Retribui aos poucos o abraço, todo trêmulo. É o primeiro abraço que recebe em muito tempo e Marco quase não consegue acreditar que tinha esquecido a sensação, o sentimento bom que vinha de ter alguém o abraçando.

– Que ódio, queria não conseguir te perdoar! – Reguilón diz com a voz chorosa. – Inferno de coração mole. Eu devia te dar mais um soco e te mandar para bem longe! – Sergio se afasta limpando as lágrimas. – Olha só para você! Magrinho demais, essas roupas ruins e essa barba malfeita? Meu Deus, você estava vivendo na rua ou algo do tipo?!

Asensio assente lentamente, vendo o horror no rosto do irmão e em poucos minutos Reguilón já está o enchendo de comida e pedindo ao marido para ir até a casa deles buscar algumas mudas de roupas – tudo isso enquanto ainda chora, incrédulo com o rumo que a vida de Marco tomou.

Ouvem a movimentação dos outros moradores da casa, mas ninguém aparece na cozinha para ver Marco, a não ser por Iván e toda sua curiosidade.

– Se você achar muito pesado o clima aqui, pode ir ficar conosco. – Sergio oferece, tendo o pedido reforçado pelo o filho que parece muito animado em ter o tio na sua casa.

Marco nega imediatamente. Tinha que ficar no haras, tanto pelo trabalho quanto para tentar a mínima reaproximação com Brahim e os pais.

– Obrigado, mas é melhor eu ficar aqui. E pensei que morasse aqui ainda, do jeito que o pai falou...

– É que passamos muito tempo aqui, principalmente Iván. – Reguilón explica. – Mas bom, qualquer coisa que precisar... – Sergio dá de ombros.

Agradecido, Marco apenas sorri mais uma vez e volta a comer a comida que seu irmão o empurra.

***

Reencontrar os padrinhos traz uma carga de emoções para Marco que ele percebe não estar preparado para sentir quando desaba nos braços dos homens mais velhos e termina fazendo do colo de Torres travesseiro enquanto Fernando se senta no tapete a frente do sofá, apenas ouvindo com atenção todo o relato de Asensio.

– Meu querido, seus pais não te odeiam. – Llorente fala quando Marco termina seu relato.

– Só estão magoados. – Torres continua a fala do marido. – E eu te garanto que lá no fundo estão muito felizes por ter você de volta. – O loiro sorri limpando as lágrimas do afilhado.

Marco se sente acolhido com o carinho dos padrinhos e mais uma vez percebe o quanto sentiu falta de ter tudo aquilo e como foi nada além de uma casca vazia durante todos os anos que passou em Madrid torrando dinheiro.

Tinha conhecido muitas pessoas, tido muitas experiencias, mas nada daquilo o ajudou quando perdeu tudo e foi despejado de casa, e não tinha ninguém nem ao menos para poder chorar suas dores quando percebeu o fundo do poço que tinha chegado.

– Cadê o Isco? – Pergunta se recompondo. Se senta corretamente no sofá, ajeitando a roupa amassada e passando as mãos no rosto, torcendo para Francisco não chegar e o ver naquele momento de fraqueza, não quero mais deboche dele por hoje.

– Saiu com o Nacho. – Fernando se ergue no momento em que a porta da sala é aberta e Marco só vê uma figura alta passando rápido pela sala. – Ei, ei, mocinho, volte aqui. Onde está a educação?

– Desculpa, vô. – O rapaz responde, sem se virar completamente. – Boa noite. – Cumprimenta Asensio.

Marco sempre foi um grande fã de crianças e apesar de toda a estranheza que teve quando soube que Isco ia ser pai, no tempo que conviveu com Lucas foi tão carinhoso quanto era com seu sobrinho e com o filho de Nacho.

Não recordava muito bem da feição do jovem e por isso fica um pouco surpreso quando Lucas aparece na sala, sorrindo ainda meio sem jeito. Não parece com o ex de Francisco – tampouco lembra muito Isco e há uma semelhança no garoto que Marco não reconhece, porém o faz sentir curioso.

– Pensei que ia dormir na casa de Nachito. – Llorente arqueia as sobrancelhas.

– Eu até ia, vô, mas mudei de ideia. Agora vou ir me deitar, amanhã tenho aula!

Se seus padrinhos pegam a mentira do neto, deixam passar batido, mas Asensio não diz nada e apenas se ergue pronto para ir para casa.

– Jovens. – Torres suspira. – Vou avisar Iker que essa noite você fica por aqui. Estava com saudade de paparicar meu afilhado favorito! – O loiro bagunça o cabelo de Marco, fazendo Asensio sorrir.

Pensa até em dizer ao padrinho que é melhor ir para casa, porém não quer ficar no silêncio que está sua casa, nem quer receber nenhum olhar ou o julgamento de Brahim a cada vez que estão no mesmo ambiente.

Precisa se recuperar um pouco de tanta falta de amor e o faz nas horas seguintes, enquanto é paparicado pelos os padrinhos e quando acaba em um colchão ao lado da cama de Isco relembra de quando era adolescente e fazia aquilo.

Brigavam mais que tudo, mas por algum motivo eram inseparáveis e era muito comum, por causa de serem afilhados dos pais um do outro, estarem dormindo na casa um do outro e compartilhando o quarto.

Tanto tempo sem dormir em uma boa cama faz com que Asensio pegue no sono logo e por isso pragueja quando é acordado com a entrada de Isco no quarto. Cobre a cabeça por causa da luz, ouvindo a risada baixa e debochada do baixinho.

– Levanta, você tem que ver uma coisa. Acho que vai gostar. – Isco diz o cutucando com o pé.

Asensio resmunga e ainda sonolento se ergue, demorando um pouco para assimilar que Isco está em pé na beira da porta o esperando.

Anda pela casa silenciosa com lentidão, sorrindo ao ver seus padrinhos adormecidos abraçados no sofá e assiste com uma sensação de dejá vù enorme Isco os sacudir carinhosamente e os mandar ir para a cama antes de dizer que ia sair com Marco.

– Para onde vamos? – Asensio indaga quando saem para o frio da noite.

Mas Isco não responde. Se limita a agarrar a mão do mais alto e o guiar pelas ruas adormecidas da cidade.

Andam por quase dez minutos até chegarem a um pasto cercado e Marco estreita os olhos por causa da forte luz do lugar ao ver um cavalo e uma silhueta humana não muito longe do animal.

– É um espaço pequeno para um cavalo. – Murmura, olhando ao redor.

Francisco concorda.

– Ainda mais um como esse. É arisco e o dono não cuida bem, já tentei comprar para levar para o haras, mas o cara não cede, então...

– ...você pretende soltar o cavalo?

– Eu não. Não sou louco de chegar perto dele, acho que é um cavalo selvagem. – Isco abraça o próprio corpo por causa da brisa fria que os atinge. – Além do quê, isso é o tipo de coisa que você faria. E ele também. – Aponta para a figura que se aproxima cada vez mais do cavalo.

Demora um pouco para Marco reconhecer que é o mesmo rapaz que estava com Iván. Balança a cabeça, porque de longe sente que o cavalo é do tipo perigoso e que se o jovem não sair machucado é muita sorte.

– Isso não vai dar certo. É melhor eu ir lá. – Se prepara para pular a cerca, mas Isco o segura.

– Só assiste. O Hugo é como você, veja.

Marco para, assistindo o rapaz. Hugo não parece estar na sua primeira tentativa, porque a camisa branca está suja, o cabelo está bagunçado e Asensio jura que a bochecha do rapaz está sangrando.

A postura do cavalo branco é desafiadora, contrapondo com a determinada do rapaz. Domar cavalos ariscos ou selvagens é um dom para poucos, Ramos sempre disse a Marco, e você tem esse dom, Chencho, você sabe melhor que ninguém como colocar um cavalo ao seu dispor, porque eles sentem que podem confiar em você, e lembrando das palavras do pai o coração de Asensio se aperta, reconhecendo sua determinação no loiro que se aproxima do cavalo.

– Por que não gostam que o Iván namore ele? – Questiona.

– É um pouco baderneiro, dá uma boa dor de cabeça para os pais. – Isco responde. – Me lembra de você quando mais novo.

Os passos lentos de Hugo param quando ele chega à frente do cavalo e com a mão estendida na direção do focinho do equino, o toca com calma. De longe Marco pode sentir tudo que o toque transmite e mais que nunca se reconhece ali, domando um dos muitos animais que passou pelo o haras dos pais.

É tão reconfortante ver Hugo conquistar a confiança do animal e com destreza subir no lombo do cavalo, começando a guiá-lo na direção de Marco e Isco, que Asensio mal percebe que está sentado sobre a porteira do cercado.

– Para onde levo ele? – Hugo questiona assim que sai do cercado.

– Para o haras. Brahim está te esperando lá. – Francisco pega o celular no bolso, digitando rapidamente no aparelho e voltando a encarar o loiro em cima do cavalo. – Aliás, Hugo, esse é o Marco, o tio de Iván. – Apresenta.

Hugo estende a mão e Marco sente no aperto do rapaz os calos de quem costuma pegar na rédea com frequência.

A conversa não se estende, porque um latido próximo faz o cavalo bater os cascos contra o chão da rua irritado e Hugo agarra mais firme a crista branca do equino. É ruim cavalgar sem uma sela, mas o jovem não parece preocupado com aquilo quando acena para os dois homens e faz o cavalo andar.

Some depressa da vista de Isco e Marco.

– Você não tomou jeito, Francisco? – Asensio sacode a cabeça, repreendendo o sorriso. – E ainda tem a cara de pau de dizer que isso é algo que eu faria.

Não era a primeira vez que Isco dava um jeito de libertar cavalos e muitas vezes Asensio o ajudou naquelas empreitadas loucas.

– E não é? Você era o primeiro a concordar e até sugerir qualquer plano para salvar algum cavalo! – Isco ri. – Mas agora arranjei um ajudante menos chato! – Bate o ombro contra o de Marco quando começam a reandar, tranquilo como se não tivesse concluído uma fuga há apenas alguns segundos.

Marco sorri, observando pelo canto de olho o baixinho, admirando a nova beleza de Isco.

Pode ser realmente bom estar de volta.

***

Quando os primeiros raios de sol começam a despontar pela janela do quarto de Isco, Asensio já está há muito tempo acordado.

Na verdade, tem dúvidas se realmente dormiu naquela noite.

Se recorda de dar breves cochilos, mas sua mente não conseguiu descansar depois da rápida ajuda na fuga do cavalo e parece repentinamente difícil dormir na casa dos seus padrinhos, não, é difícil dormir no mesmo ambiente que Isco agora.

Pensando em Isco, não dormiu.

Tem dificuldades em compreender porque se sente estranho daquela maneira, mas tem a vaga ideia de que Francisco representa tudo que ele não foi para os seus próprios pais e nunca seria para ninguém.

Porque Isco era um bom filho, um bom afilhado, um bom amigo e parecia até fazer um papel de tio para o sobrinho de Marco.

Encara a figura em cima da cama uma última antes de sair pé ante pé do quarto, torcendo para não encontrar ninguém porque sabia que logo seus padrinhos estariam em pé.

Mas para no corredor, ouvindo um choro baixo.

Empurra a porta entreaberta com cuidado e aos poucos o quarto típico de um adolescente toma conta da sua vista e sentado na cama bagunçada, Marco vê Lucas chorando agarrado a uma almofada.

– Oi. – Fala de maneira tímida, assustando o rapaz que rapidamente tenta esconder as lágrimas. – Está tudo bem?

Lucas assente, porém Marco sabe que não está e encosta a porta atrás dele, se aproximando da cama de Lucas com cautela.

Encara o rosto de expressão triste e imediatamente sente a vontade de proteger o garoto como sentia em proteger Iván.

– Sabe, não são muitas coisas que fazem um adolescente acordar tão cedo para chorar. – Começa. – Uma vez, quando eu tinha uns treze anos, lembro que chorei da manhã até a hora do almoço só porque seu pai quebrou uma coisa e colocou a culpa em mim. No fim, ficamos os dois de castigo. – Sorri.

O mais novo deixa escapar uma risadinha.

– Queria que fosse isso... – Lucas olha para algo nas mãos e pela primeira vez Marco percebe um anel ali. – O cara que eu estava ficando terminou comigo. Ele queria namorar, mas eu tinha combinado com papai que só namoraria depois dos dezessete. Mas quebrei o acordo, traí a confiança dele, por isso não quis assumir nada e o Retu... bom, não sei se Iván já falou do Hugo mas...

– Parece que vocês têm uma quedinha por arruaceiros, não é? – Asensio toca o ombro do garoto.

Lucas assente.

– Mas ei, isso vai se resolver logo. Nessa idade a gente só quer fazer bagunça mesmo e os pais só querem o que julgam que é o melhor para nós. Meu conselho é que primeiro você acalme seu coração e depois converse com Isco sobre o acordo quebrado, e depois quem sabe você e o rapaz não voltam? – Diz já se levantando.

– Vou fazer isso, obrigado. – Lucas sorri mais abertamente. – Marco, você era amigo do outro lá?

A pergunta repentina faz Marco parar há alguns passos da porta e demora um pouco para entender que Lucas está perguntando sobre o ex de Isco.

– Ele não gostava muito de mim porque eu e o Isco ficamos algumas vezes, então... era um idiota. – Responde sinceramente.

– É, todo mundo diz isso. Mas fico feliz que papai não esteja mais com ele. Mesmo sendo meu pai, é melhor ele fora da nossa vida.

– Eu também. Isco merece uma boa pessoa.

O semblante de Lucas parece mudar para algo mais animado, mas o mais novo apenas sacode a cabeça e agradece mais uma vez a conversa com Marco.

Acenando, Asensio pega seus poucos cochilos da noite e deixa a casa dos padrinhos, preparado para o seu primeiro de muitos dias de trabalho.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...