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História Mean Girl - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oi pessoal!
Mais uma fanfic de quarentena e do Avenged, só que essa é do M. Shadows aproveitem.
Boa leitura

Capítulo 1 - Im bad and broken girl


Fanfic / Fanfiction Mean Girl - Capítulo 1 - Im bad and broken girl

Era duas e meia da manhã, Leah estacionou sua pick-up em frente à minha casa, estava torcendo para que Viola estivesse chapada de xanax, bebida alcóolicas e analgésicos. Tirei meus coturnos dos pés, abracei Leah e Cameron, saí do carro, andei na ponta dos pés, a casa estava com as luzes apagadas, cheguei até a porta. Coloquei as mãos nos bolsos da calça jeans skinny preta, peguei a minha chave com chaveiro de caveira. Abri a porta lentamente para não fazer barulho, a porta rangeu quando abriu e franzi a testa.

            Entrei, fechei a porta, expirei fundo, deixei meus coturnos atrás da porta, subi as escadas nas pontas dos dedos, lentamente, mas fez barulho. Passei pelo corredor, a porta do quarto de Viola estava fechada, levantei meu dedo do meio, andei lentamente até meu quarto. Destranquei a porta, entrei, tranquei com chave novamente.

Olhei para meu quadro com várias fotos, olhei para minha foto com meu pai quando fiz 15 anos. Ele me levou a Memphis de carro, vimos um show de um cover do Elvis, comemos um bolo comprado e ele me deu meu violão preto. Foi melhor final de semana que passamos, o que eu não sabia que ele morreria duas semanas depois, quando um motorista bêbado, o atropelou na calçada, indo para minha apresentação do show de talentos na escola.

O cara era rico e não ficou uma noite na cadeia, ainda riu de mim, num acesso de raiva, peguei a arma do policial, atirei a esmo e acertei a coluna dele, pelo menos, ele nunca mais dirigia, nem carrinho de supermercado. Ao contrário dele, passei as férias de verão no reformatório, 400 horas de serviço comunitário e curso de controle da raiva. Foi então que percebi que o mundo era injusto, somente quem tinha dinheiro poderia ter as coisas.

Naquele momento presente, eu morava com a minha irmã por parte de minha mãe, Viola. Ela era uns 10 anos mais velha e amargura, pelo menos morávamos numa velha casa que era de nossa mãe em Huntington Beach, terra de praia, skate, sol e garotos muitos bonitos. Como qualquer garota de 16 anos, eu desejei fazer 18 para poder me livrar daquela bruxa.

Tirei as minhas roupas, joguei no chão, olhei para o pote cheio de notas que havia juntado para comprar meu carro. Havia conseguido a minha carteira de motorista, precisava de carro para não ir de ônibus e carona para sair e a escola. Tirei toda a maquiagem do rosto, com lenços umedecidos e me joguei na cama.

Acordei com Viola socando a porra da minha porta, revirei meus olhos, levantei da cama, peguei a minha toalha preta que estava em cima da cadeira de madeira que tinha várias roupas. Peguei a calça que tinha usado na noite anterior, uma camiseta larga do Rolling stones preta. Peguei uma lingerie preta, tirei a minha lingerie do corpo, me enrolei na toalha.

Abri a porta, Viola estava com os braços cruzados, me olhando com cara de bunda, eu a ignorei. Fui até o banheiro em frente ao meu quarto, o banheiro estava cheio de fumaça, não era de vapor, o cheiro de maconha. Não sabia como ela conseguia trabalhar chapada, apesar que ela não ficava chapada. Liguei o chuveiro bem quente, tomei um banho rápido, lavei meus cabelos.

Depois do banho, me sequei, me vesti, olhei no espelho, meu cabelo estava desbotado, estava na hora de pintar. Passei desodorante, fiz a sobrancelha com pinça e voltei ao meu quarto. Peguei o allstar preto debaixo da cama, estava sujo demais. Usei assim mesmo, penteei meu cabelo molhado, sacodi igual ao cachorro molhado. Peguei minha maleta de maquiagem, fiz uma maquiagem bem escura.

Batom vermelho sangue, olhos pretos e bastante base para ficar mais clara. Ajeitei meu piercing na sobrancelha, peguei a minha mochila jeans no chão, olhei para o meu pote de dinheiro e tinha apenas um pedaço de papel dentro. Abri rapidamente, tirei o papel, era um bilhete. “Vale night – dá próxima vez, peça para sair. Viola”. Dei um grito desesperado, não era justo, estava quase seis meses juntando grana para meu carro.

Peguei a minha mochila, tirei meu celular de cima da cama, mandei uma mensagem pedindo para Leah me dar uma carona para escola. Desci as escadas fazendo barulho, Viola estava rindo comendo uma torrada queimada, peguei o pote de vidro nas minhas mãos e atirei na direção dela, mas aquela vadia desviou e o pote espatifou na parede.

 

- Quero meu dinheiro! – Gritei, ela deu de ombros. – Eu não vou perguntar de novo. – Abri a gaveta e peguei um facão.

- Sugiro que você deixe essa faca dentro da gaveta senão vai voltar para o reformatório, Gabrielle Elena Young! – Foi incisiva, apertei a faca em minha mão e depois coloquei na gaveta. – Você não deveria ter saído ontem, você tem provas finais essa semana, você só tem tirado D.

- E daí? Sabemos que eu vou ganhar dinheiro com a minha música. – Viola riu alto. – Nem todo mundo é como você...

- Que o noivo abandonou na semana do casamento. – Revirei meus olhos. – Estou querendo o melhor para você, os homens, ou os crushes como vocês adolescentes falam, eles são ruins. – Cruzei os braços e fiz bico. – Eles só querem te usar, quando arrumam outra diversão te deixam.

- Talvez eu queira usar e ser usada. Nem todos os homens são iguais, o problema que você acha que todos os homens são como o Boomer ou seu pai que foi comprar cigarro, Viola. – Respondi, abri a geladeira e não tinha nada descente para comer, além de estar cheirando a azedo. – Aproveita que roubou meu dinheiro, faz compras. – Peguei uma garrafa de vinho branco aberto, dei um gole. – Você precisa de uma piroca enorme, metendo no meio das suas pernas.

- Você é tão inocente, Gabe. – Viola pegou uma caneca cheia de café. – O mundo é mau e os homens são a pior espécie.

- Por isso que você não deixa que eu namore. – Afirmei. – Quando fizer 18, você não vai poder me controlar.

- Sim, mas enquanto isso. Abaixa a sua crista, pare de gastar a grana da sua herança com bobagens. – Revirei meus olhos mais uma vez. – Junta dinheiro para fazer faculdade em outro estado.

- Só quando você parar de tomar remédio como se chupasse bala, Vivi. – Ela fechou a cara. – Abra seu coração, já tem três anos.

- Você quer que eu namore para deixar você solta, pensa que não sei que você se preocupa comigo somente pela herança da mamãe. Você se importa com isso. – Ela bebeu o café, eu dei mais um gole. – A mamãe não deixou uma grande herança, como seu papai, apenas mil pratas.

- Mas eu quero às mil pratas e metade do dinheiro dessa porra de casa. – Buzinaram. – Depois a gente vai conversar mais, eu vou querer o meu dinheiro de volta e você vai pagar com juros.

 

            Coloquei a mochila nas costas, andei até a entrada, Leah continuou buzinando, entrei na pick-up verde oliva, sentei no banco do passageiro. Coloquei a porra do cinto de segurança, Leah desviou o caminho, pegou a avenida da orla da praia, sempre deixava meu biquini dentro da mochila, Leah me ofereceu um baseado, não curtia fumar isso, por causa de Viola. Peguei meu maço de Lucky strike mentolado dentro da mochila, meu isqueiro e acendi um cigarro.

            Dei um trago longo, abaixei os vidros e soltei a fumaça. Leah ligou o rádio, ela era alta, tinha longos cabelos castanhos e ondulados, alta e magra. Estava com um vestido preto justo de couro, um biquini vermelho por baixo, The Pretty Reckless - Make Me Wanna Die tocando no rádio. Dei mais um trago no cigarro, recebi uma mensagem de Cameron que ele nos encontraria na Praia do Píer.

 

- Por que está com essa cara de bunda, Gabe? – Leah estacionou o carro. – A Viola te pegou ontem à noite?

- Pior, ela fingiu que não me viu e roubou o meu dinheiro, a porra do meu dinheiro para eu comprar meu carro. – Dei mais um trago, senti a fumaça relaxar meu corpo e soltei pelo nariz.

- Ela não pode fazer isso com você, você deveria chamar a polícia para ela. – Leah tirou o vestido, eu aproveitei para trocar de roupa indo para o banco de trás, depois de jogar o cigarro pela janela.

- Se ela for presa, eu vou para o reformatório ou pior... família acolhedora, cair na mão de algum pedófilo. – Joguei as minhas roupas dentro da mochila. – Mas, ela vai me pagar por ter roubado meu dinheiro, não vou sustentar os vícios dela.

- Sua irmã precisa de um macho, ela é muito mal-amada e mal-comida. – Leah saiu da pick-up. Eu peguei meu celular e saí do carro.

- Eu já falei isso, mas é só mencionar homem que ela me dá um discurso feminista sobre homens oprimirem as mulheres. – Revirei os olhos mais uma vez. – Existem pessoas que conseguem viverem felizes sem ninguém, Leah.

- Não é o caso dela. – Dissemos juntas e rimos depois.

- Esse final de semana vai ter campeonato de surf em Newport, você vai comigo. – Leah e eu andamos pela areia. Encontramos Cameron com uma caixa de cervejas. – Esse menino alegra as minhas manhãs. – Sentamos ao lado dele, dei um soco na mão dele, ele deu na minha. Ele fez o mesmo com Leah. – Você vai ao campeonato de surf nesse final de semana, em Newport.

- Não tenho tanta gasolina, sua filha da puta. – Cameron abriu uma cerveja e me deu, dei um gole e ele abriu outra cerveja. A minha era bem amarga, era de uma marca desconhecida. – Além disso, vai ter uma festa na casa de um amigo que mora nas proximidades de Anaheim Hills. – Leah e eu nos olhamos. – Vai ter show foda e o melhor bebida por 5 pratas a noite toda.

- Amigo? – Perguntei ironicamente. – Vamos poder beber numa boa?

- Quem vai se incomodar com uma festa no mato. – Cam abriu uma cerveja para ele, deu um gole e cuspiu. – Malditas cervejas artesanais que meu irmão faz, horrível.

- Tem gosto de cevada e não de cerveja. – Afirmei, abracei as minhas pernas. – Alguém vai ter que me pegar, Viola roubou minha grana.

- Essa filha da puta não tem limites. – Dei de ombros. – Melhor com ela do que num lar acolhedor, falta um ano e meio para você fazer 18, aí você some e manda a Viola se foder. Eu vou te dar uma carona até você poder comprar seu carro.

- Você tem razão, vocês são os melhores amigos que uma garota pode ter. – Eu os abracei fortemente.

 

XXX

Alguns dias depois se passaram, eu faltei quase todas as aulas, sorte que Viola estava chapada no dia da minha matricula, ela deu o número errado do próprio telefone. Então a escola nunca ligava para reclamar das faltas, Viola não comparecia as reuniões, ficava tudo por aquilo mesmo. Fiz as provas finais, não sabia nada, ou seja, eu ia bombar no semestre mais uma vez.

            Nem comentei da festa com Viola, sabia que ela não permitiria qualquer coisa que envolvesse garotos, ela era uma mal-amada e queria que me tornasse igual a ela. Só que isso nunca iria acontecer, eu não era tão desiludida quanto ela.

            Eu me certifiquei que Viola não fosse acordar, coloquei xanax moído dentro da jarra de café e da garrafa de vinho branco. Ela bebeu bastante vinho no jantar, comida chinesa, fiquei boazinha, mas não tanto para que ela não desconfiasse de nada. Depois que escovei os dentes, me tranquei no quarto, ouvi Viola tropeçando pelo corredor de casa, ela estava bêbada e chapada. Comemorei no quarto, quando ouvi o barulho dela caindo no chão, percebi que poderia me arrumar.

            Abri meu guarda-roupas, peguei a minha minissaia de couro, uma regata preta e a jaqueta de couro que era do meu pai. Passei perfume no corpo, me vesti, fiz uma maquiagem pesada, com bastante sombra preta e batom roxo. Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Cam que estava quase pronta. Ele respondeu com emoji de ok, abri minha caixinha de bijuterias, coloquei meu colar de pentagrama e coloquei no pescoço. Minhas pulseiras de pratas, meus anéis dourados e com pedrinhas coloridos. O melhor era meu anel do humor, sempre estava preto.

            Viola colocou grades nas minhas janelas para que eu não pulasse pela janela, balancei a cabeça negativamente. Saí pela porta da frente, chamei um Uber pelo celular que chegou rapidamente, ele me deixou no mercadinho que ficava no outro quarteirão. Paguei as dez pratas, Cameron estava me esperando com seu Jipe amarelo, entrei rapidamente. Ele atropelou uma lata de lixo e acelerou com tudo.

           

Deer Canyon park, Anaheim Hills – California; Madrugada de sexta para sábado

 

            Chegando à festa, encontramos Leah segurando um copo de bebida ao mesmo tempo que beijava Trevor Alvarez, o zagueiro do time de futebol da escola. Suas mãos dele já estavam na bunda dela, balançávamos nossas cabeças negativamente, ele terminou de beija-la, sussurrou algo em seu ouvido e a levou para longe. Ele deu um sorriso malicioso para os amigos, sabíamos o que isso significava, eles iam transar e ele contaria para todos os amigos depois.

Uma garota de cabelo arco-íris entregou um copo cheio de alguma mistura de vitamina de alguma fruta com vodca, estava com cheiro bem forte. Eu e Cameron aceitamos, bebemos, estava muito forte e era vitamina de banana com maçã. Tinha um palco improvisado, tinha uma banda tocando, fizeram uma gambiarra para acender algumas lâmpadas e os instrumentos. O som era metal puro, sacudi a minha cabeça, Cam me arrastou para o palco.

            Percebi que a galera estava fazendo circle pit foda, resolvi me afastar que não queria me machucar. Ele foi entrar na confusão, comecei a pular com o som, vi um barril de cerveja, resolvi beber mais um pouco. Tinha uma garota loira servindo com a mangueira, entrei na fila. Quando chegou a minha vez, ela pediu para colocar dinheiro no pote, coloquei uma nota de cinco e ela encheu meio copo.

            Bebi tudo num gole, meu dinheiro estava quase acabando, só receberia a “pensão” do meu pai, na segunda. Eu teria que fazer aquele dinheiro render, ainda tinha que pegar um Uber e ir ao campeonato de surf em Newport, sábado e domingo.

            O show acabou, Cameron já estava todo machucado e com a camiseta do Metallica rasgada. Ele resolveu pagar dois copos de cerveja para nós, ele entrou na confusão porque a fila aumentou depois o show acabou. Voltou com a bebida, brindamos e bebemos. Nos afastamos daquela confusão, sentamos numa pedra perto do rio, estava um pouco escuro, mas dava para ver alguma coisa.

 

- Entrei para o grupo de teatro da escola. – Cam estava feliz.

- Isso é maravilhoso para caralho, Cam. – Eu o abracei. – Contou para seus pais?

- Ainda não, se meu pai soubesse, ele me dá uma surra daquela, ele vai dizer que sou gay só porque faço teatro invés de futebol americano. – Deitou a cabeça no meu colo. – Eu gosto de mulher, porra.

- Isso não tem nada a ver, você pode conseguir bolsa da mesma forma. – Acariciei seus cabelos grossos e negros.

- Você vai voltar a tocar quando? Eu vi aqueles vídeos seus do Youtube. – Respirei fundo.

- Não estou inspirada para voltar a tocar, quando eu sentir no meu coração, não conseguir tocar depois que meu pai morreu. – Mexi numa mecha do meu cabelo e enrolei nos dedos. – Você conhece aquela banda que tocou? – Tentei mudar de assunto, antes que eu chorasse novamente.

- Ah, sim. Eles se chamam Avenged sevenfold são de HB. – Fiquei chocada. – Sei que ficou chocada, não só de punk vive a nossa terra ensolarada, eles são bons.

- Muito mesmo. – Ouvimos passos tropeçando, olhamos para o lado e era Leah toda amarrotada, o negócio havia sido bom. – Já sabe que vai ser o comentário daqueles idiotas essa semana.

- Sim, eu não me importo que me chame de piranha, puta, vadia. Sabe por quê? – Cameron se levantou e me ajudou a me levantar. – Porque estou me divertindo, Gabe.

- Não sei, se falta de autoestima, ou você é sádica. – Cameron disse, andamos de volta para a festa.

 

            A garota do cabelo arco-íris entregou uma garrafa de tequila, bebemos e ficamos tontos. Dois caras trouxeram um barril de cerveja nas costas, a galera comemorou, cruzei os braços. Então vimos um gostoso servindo cerveja, ele estava sem camisa. Diversas tatuagens que cobriam seu tórax, abdômen e seus braços. Leah se abanou, mordi o lábio inferior. Cabeça raspada, olhos verdes, musculoso, covinhas nas bochechas. Como ele era lindo, o sorriso mais lindo que tinha visto, Leah também ficou de olho nele.

 

- Vamos fazer algo justo, Gabe. – Ela deu a ordem. – Vamos tirar jokenpo. Quem vencer vai poder flertar com o gostosão. – Cameron revirou os olhos e se afastou de nós, atrás de alguma garota para se amassar em alguma arvore.

- Certo. – Jogamos eu coloquei papel e Leah pedra. – Parece que eu venci.

- Merda, não acredito na sua sorte.

 

            Ajeitei a jaqueta, meus cabelos, ajeitei meu decote para mostrar mais do que deveria, dei meu melhor sorriso. Cheguei perto dele, ele encheu o meu copo, passei a mão na cintura dele para me equilibrar. Dei uma risada, ele não esboçou nenhuma reação. Tinha umas cinco garotas olhando para a gente, eu teria que ser boa, de perto ele parecia ter uns 18 anos, rostinho de bebê. Não daria problemas se déssemos uns amassos numa arvore.

 

- Oi, gostoso. – Dei um sorriso.

- Você não parece estranha. – Acariciei a cintura, a pele dele era macia e quente.

- Posso ser quem você quiser essa noite. – Colei meu corpo no dele, ele olhou para meu decote, seu corpo era mais quente e ele sorriu para mim.

- Você está bêbada. – Ele me afastou. – Conheço seu tipo de garota, flerta como uma experiente, aí eu te levo para o banco de trás do meu carro, a gente se pega e quando coloco a mão aqui. – Ele colocou a mão dentro da minha saia, recuei. – Você muda de ideia, já estou duro e pronto. Tenho que te deixar em casa, você conta para suas amiguinhas da escola que sou um machista opressor. – Aquela doeu. – Eu quero uma mulher de atitude para comer, não a garotinha do papai. – Bebi a minha bebida de uma vez e saí de perto.

 

            Eu me senti com tanta vergonha, queria que a terra me engolisse, cheguei perto de Leah que estava quase se mijando de tanto rir, talvez ela tivesse mais sorte do que eu. Ela pegou o celular e tirou uma foto minha, respirei fundo para não chorar, quem aquele idiota pensava que era.

 

- Cara, você pagou o maior mico! – Leah estava chorando de rir. – O que você disse para ele te dá o fora? Deveria ver sua cara, está mais vermelha do que a minha calcinha.

- Disse que ele queria uma mulher de verdade, não a garotinha do papai. – Leah riu mais ainda. – Faz algo de útil e descola uma bebida, preciso ficar bêbada para esquecer essa merda. Nunca passei tanta vergonha na minha porra de vida.

- Vou ver se tenho mais sorte do que você. – Leah entrou no meio da confusão, pegou uma garrafa, cochichou no ouvido dele e ele sorriu.

- Filha da puta. – Ele lhe deu uma garrafa de uísque, deu um fora nela também, sua expressão fechou, ela voltou com o rabo no meio das pernas. – Olha, você se fodeu também. O que ele disse?

- Que não queria ser preso, ele disse que era bonito demais para ir à prisão por causa de uma transa ruim. – Dei uma risada. – Bem, não fazemos o tipo dele.

 

            Ouvimos sirenes da polícia, saímos correndo, cada um por um lado, eu me joguei dentro do lago, estava gelado. Comecei a nadar de qualquer jeito, mas estava bêbada e não conseguia nadar direito. Vi um carro piscando os faróis para mim, no escuro. Não pensei, corri toda molhada, a porta do passageiro estava aberta, entrei, me sentei no banco e fechei a porta com força.

 

- Ei, vai com calma. – Era voz do cara gostosão, ele acendeu as luzes internas e acelerou. – Você está bem, Gabrielle?

- Como você sabe meu nome? Eu não sei o seu. – Respondi com outra pergunta.

- Foda-se quem eu sou.

- Então pare no local mais próximo que eu vou sozinha para casa. – Cruzei os braços.

- A pé? – Foi irônico, percebi que havia deixado a minha bolsa no carro de Cam. – Eu me chamo Matt, satisfeito.

- Ok, Matt.

- A Viola vai te matar. – Deu uma risada, não entendi como ele conhecia Viola e a mim.

- Como você nos conhece? – Ele parou no sinal vermelho.

- Eu já namorei a Viola no ensino médio. – Levei um susto. – Já falei com ela, ela está furiosa que você saiu escondido de novo.


Notas Finais


Como a Viola vai reagir quando a Gabe chegar em casa?
O que será que vai rolar?
Beijos e até a proxima


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