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História Mean Girl - Capítulo 4


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Notas do Autor


Anteriormente em Mean Girl:

- Viola não está. – Ele deu um gole na cerveja. – Vamos ter que pensar algo diferente.
- Vai ter show na sexta-feira, leva Viola e vou fazer ciúmes naquela egocêntrica. – Eu me aproximei dele, ele colocou seu braço em volta dos meus ombros. – Tinha uma impressão errada de você, não é uma garota mimada.
- Ah é? – Olhei em seus olhos verdes, arranquei o boné da cabeça dele e coloquei na minha. – O que acha de mim agora?
- Uma garota má, quer saber um segredo. – Balancei a cabeça positivamente. – Adoro garotas malvadas. – Sorrimos juntos.

Eu me aproximei de Matt, ele ficou apenas me olhando confuso, eu resolvi me afastar um pouco. Ele colocou o braço ao redor dos meus ombros, Matt olhou para mim, olhei para seus lábios rosados, não sabia se ele me queria. A porta fez barulho, Viola chegou antes do previsto.

Capítulo 4 - Corage


Fanfic / Fanfiction Mean Girl - Capítulo 4 - Corage

Eu empurrei Matt que não entendeu nada, fiz mimica que Viola tinha chegado, fiquei puta, mas resolvi disfarçar. Matt juntou as mãos inocentemente como se não tivesse tentado nada, Viola apareceu na sala e levou um susto, eu comecei a tomar a minha cerveja, dei um sorriso falso.

 

- Matt veio te ver, seja gentil com ele. – Dei um beliscão no braço dela, subi correndo para meu quarto. – O que eu fiz? – Tranquei a porta. – Eu queria beijar aquela boca gostosa. – Toquei meus lábios, meu coração estava acelerado, precisava de um banho gelado. – Ele tem que seduzir a Viola e ficar com ela, até eu receber a porra da minha herança de mil dólares. – Fui até ao espelho e olhei meu reflexo. – Eu estou cansada de me sacrificar, ser boazinha para todo mundo e Viola não merece consideração. – Dei uma risada maléfica. – Se ele quiser, eu vou querer.

 

XXX

 

Huntington Beach high school: No dia seguinte

 

            Estávamos todos na aula de biologia, a sra. Patterson me deu a minha prova corrigida com um enorme F vermelho. Amassei aquela porcaria, joguei da minha mesa e caiu dentro do lixo, a mulher me olhou por atrás dos seus óculos de lentes grossas, dei de ombros e ela me avisou que queria conversar comigo depois da aula, ouvi risos dos idiotas colegas de classe.

Leah resolveu se sentar com a nova “namorada”, elas não se desgrudavam, quando vi as outras animadoras de torcidas comentando entre si, percebi que o namoro não duraria muito tempo. Cameron estava sentado ao meu lado, contudo ele estava com a cabeça nos livros. Eu estava sendo abandonada pelos meus amigos, eu os abandonaria também.

            Peguei o meu celular escondido da maldita professora, recebi a confirmação do banco, mais um pagamento. Comemorei um pouco e coloquei o celular no bolso da minha calça jeans, o sinal tocou, revirei meus olhos e todos saíram da sala. A mulher fechou a porta, sentou do meu lado, cruzei os braços e chutei a cadeira.

 

- O que você pensa que está fazendo com sua vida, senhorita Young? – Dei de ombros. – Sei que seus pais morreram, mas ainda tem sua irmã, não pode se afundar dessa forma, mais um D ou F, você reprova.

- E daí? – Cruzei os braços.

- É o seu futuro, você não pode ficar matando aulas...

- Não precisa se preocupar comigo, pode me reprovar, eu não vou melhorar, por causa do seu discurso. – Saí da sala, Cameron e Leah estavam atrás da porta. – O que estão fazendo aqui? Você pode voltar para sua namorada, ela vai te deixar porque as líderes de torcida não curtindo o relacionamento de vocês e Cameron continua estudando, você tem uma chance. – Fui irônica e me afastei deles.

           

Recebi uma mensagem de Matt, querendo conversar algo sério comigo, me passou o endereço do apartamento dele. Pensei um pouco, corri até o banheiro feminino, fui até o espelho e ajeitei a minha maquiagem. Sacudi meus cabelos, pisquei para o espelho, tocou o sinal da próxima aula. Era aula de educação financeira, o professor nem me conhecia, aproveitaria para fugir.

            Saí do banheiro, fui até o meu armário, abri o cadeado, peguei uma pequena bolsa que estava com meus cartões. Amassei a minha mochila, depois tranquei novamente, peguei meu celular e chamei um Uber. O corredor ficou vazio, somente o inspetor de corredor ficou lá, revirei meus olhos, o cara tinha metade do meu tamanho. Eu tirei uma nota de vinte da bolsa, coloquei no bolso da calça dele, ele me deixou passar sem problemas.

            Cheguei à entrada o Uber estava me esperando, um Corolla preto. Sentei no banco do passageiro, coloquei o cinto e pedi para que ele acelerasse. Durante o trajeto, ficamos em silencio, apesar que senti que o motorista estava me reprovando por matar aula.

            Chegando ao prédio de Matt, saí do Uber rapidamente. Olhei para o endereço no meu celular, era do outro lado da rua. Atravessei a rua, coloquei meu celular dentro da bolsa, cheguei à entrada do prédio. Apertei o interfone do apartamento de Matt, cruzei os braços.

 

- Quem é? – Era voz dele.

- Sou eu, Gabe. – Segurei a minha bolsa entre as minhas mãos.

- Pode subir. – A porta destrancou.

 

            Entrei no prédio, subi as escadas rapidamente, cheguei à porta do apartamento e Matt atendeu sem camisa. Ele estava somente de toalha amarada na cintura, cheguei a me abanar. Entrei no apartamento, me sentei no sofá, Matt saiu do meu campo de visão e cruzei as pernas. O apartamento de Matt era mais bagunçado do que meu quarto. Ele apareceu novamente vestido apenas de bermuda, ele sentou ao meu lado.

 

- O que queria tanto me falar? – Ele colocou o braço em volta do meu ombro.

- Queria uma desculpa para te ver. – Dei um sorriso, ele acariciou a minha coxa, me fez suspirar. – Pois eu consegui convencer a Viola! – Comemorei abraçando Matt, eu deitei no sofá. – Vamos sair na sexta à noite.

- Isso é perfeito, entretanto. Como ela aceitou? – Fiquei confusa.

- Eu perturbei tanto, disse que se ela não aceitasse, eu te convidaria para sair. – Rimos um pouco, ele deitou ao meu lado e nos apertamos naquele sofá velho, no entanto enorme. – Como ela quer preservar a inocência da irmãzinha, aceitou. Então, gênio. O que eu vou fazer no encontro? – Ele ficou tocando a minha coxa, isso era golpe baixo.

- Dá atenção a ela, seja meloso. – Pensei um pouco. – Não, ela vai achar que você a quer levar para cama. Quer saber, seja você mesmo. – Matt se sentou e coloquei as minhas pernas em seu colo. – Se quiser não dê atenção a ela, flerte com outra garota. Depois você pede desculpas. – As minhas coxas estavam em cima do colo dele, as mãos enormes dele estavam acariciando a parte interna. – A chame para sair de novo, como pedido de desculpas por ser homem.

- Ela me castra. – Peguei a minha bolsa, tirei meu maço de cigarros e meu isqueiro, acendi um. – Você não é definitivamente aquela garotinha que eu conheci.

- Eu a matei. – Dei um trago. – Faça seu serviço direito, será recompensado.

- A herança é tão grande assim? – Ele se levantou do sofá e foi para cozinha.

- Na verdade é somente mil pratas. – Rimos. – O problema que a condição para eu receber o dinheiro é a Viola arrumar um namorado.

- Então, por isso que você está desesperada. – Ele trouxe uma cerveja para mim e para ele, soltei a fumaça e dei um gole na Heineken gelada. – Deixa para lá, não é tanto dinheiro assim.

- Eu sei, mas é meu dinheiro, Matt. – Virei metade da garrafa e dei um trago no cigarro. – Preciso para comprar um carro.

- Agora entendi o problema. Se Viola fosse uma boa irmã, ela arrumava um namorado apenas para você pegar o dinheiro. – Ele bebeu sua cerveja e eu soltei a fumaça pelo nariz.

- Viola só pensa nela, ainda não entendi porquê ela aceitou cuidar de mim até os 18. – Terminei a minha cerveja.

- Também.

 

XXXX

 

            Passamos o resto da tarde jogando videogame, conversando, bebendo cerveja e ele pediu comida chinesa. Depois que nos divertimos, percebi que estava anoitecendo, Matt me deu uma carona de moto até em casa. Ele me deixou próximo de casa, fui andando o resto do trajeto para que nenhum vizinho visse e fizesse fofoca para Viola, se ela soubesse, adeus plano.

                Gostei de ficar no apartamento com Matt, ele era uma companhia agradável e gostoso. Esperava que continuássemos amigos depois que tudo aquilo acabasse.

Cheguei em casa, tomei um banho rápido, coloquei um pijama velho de moletom, não estava tão quente. Depois eu fiz tortilhas recheada com carne moída para o jantar. Viola chegou mais cedo, xingando tudo, foi para a cozinha e pegou duas garrafas de vodca. Aconteceu algo no trabalho, eu não ia perguntar, afinal não tínhamos afinidade nem para perguntar o dia. Comi tortilhas sozinha, estava muito boa.

            Durante a semana, eu fingi estudar. Diversos professores já haviam me reprovado, não me importei. Depois do verão, eu voltaria para o 1º ano novamente, ou fazer recuperação final no verão, com certeza não. Meus amigos continuavam distantes, Leah continuava a namorar a animadora só que o relacionamento passava por crise, pois as líderes de torcida deu um ultimato a ela. Cameron aceitou a recuperação de verão, continuou a se esforçar.

            Eu só me comunicava com Matt por celular, dando algumas instruções de como ele deveria se portar com Viola. Ele prestava atenção em tudo, às vezes eu usava como desculpas apenas para poder falar com ele, gostava da atenção que ele me dava.

            Viola continuava a mesma coisa de sempre, me levando até a escola, me humilhando na frente de todos. Eu atirei um copo de café no vidro do carro dela, todos se espantaram. Ela continuava se chapando de remédios controlados, apesar que estava desconfiada dela estar usando cocaína, ela estava emagrecendo, tendo mais mudanças de humor, ficava mais acordada. Fiquei feliz por ela lavar o seu vestido vermelho curto, ri um pouco porque ela ia para um show de rock.

            Na sexta-feira, eu voltei do colégio mais cedo para poder ver como seria o encontro entre Viola e Matt. Viola não tinha ido trabalhar, na verdade, ela estava na sala com um baseado numa mão e um copo cheio de uísque na outra, revirei os olhos. Respirei fundo para não brigar com ela, não queria melar ainda mais o encontro dela com Matt, haja paciência.

            Tomei um banho rápido, coloquei um shortinho jeans e uma camiseta preta do Rolling stones. Olhei para meu violão empoeirado no canto do meu quarto, eu pensei em pega-lo, mas não consegui. Saí do quarto, voltei à sala novamente, Viola estava enchendo mais outro copo de uísque e tirei o copo das mãos dela.

 

- O que pensa que está fazendo? Você tem um encontro com Matt mais tarde, está fedendo igual a um gambá. – Dei um sermão nela.

- Eu vou cancelar o encontro, não quero sair com ele. – Ela apagou a ponta do baseado.

- Sei que você não quer ser feliz, acho uma puta falta de consideração com ele que te chamou para sair. – Eu bebi o uísque, era forte demais e quase me engasguei. – Que uísque doido é esse?

- Não sei, um cara me vendeu. – Revirei os olhos. – Eu tenho medo, não posso ter, sua filha da puta. Eu odeio o que minha vida se tornou. Tudo era tão fácil quando era somente eu e a mamãe, depois veio a porra do seu pai e você.

- Viola não seja dramática. – Apertei o copo nas mãos. – Mamãe já tinha câncer bem antes de conhecer o papai, ele a ajudou e ela foi feliz nos seus últimos dias. – Atirei o copo na parede e o vidro se estilhaçou. – Você estava com suas amigas em San Diego e não veio nem para o enterro dela. Pare de se culpar, o karma é uma vadia.

- Tudo para você é fácil, olha como Gabrielle é especial. – Ela estava bêbada e insuportável. – Ela é linda, jovem, talentosa.

- Pare de se fazer de vítima, vai tomar um banho gelado, tirar um cochilo e esperar o Matt chegar. Faz uma maquiagem pesada para disfarçar essas olheiras. – Dei ordem. – Se você não for tão insuportável, Matt te chama para sair de novo.

- Vai limpar o vidro que você quebrou. – Viola me olhou com ódio. – Eu não gosto de você, contudo só falta um ano e meio para te aguentar.

- Digo o mesmo. – Ela apagou no sofá. – Eu não vou te levar para cima.

 

XXX

 

Algumas horas depois, eu me tranquei no quarto, fiquei mexendo no meu MacBook branco, atualizando todas as temporadas de CSI. Tocaram a campainha, não sabia se Viola tinha acordado do porre que tinha tomado. Saí do quarto rapidamente, desci as escadas correndo e atendi a porta. Era Matt, ele estava olhando desesperado para o visor do celular, eu deixei entrar e queria saber de Viola.

Eu dei de ombros, olhei para sala, ela não estava jogada no sofá, isso era um sinal menos pior. Pedi para que ele sentasse no sofá, ele pediu para que agilizasse, afinal Matt tinha show e não poderia se atrasar. Corri até o quarto de Viola, ela estava arrumada e maquiada, fiquei surpresa de vê-la tão bonita. Usando um colar de pérolas que era da mamãe, ela tinha acabado de cheirar. Ainda tinha pó na penteadeira, ela mexeu no nariz.

Ela usava calça jeans, uma camiseta branca e saltos. Ajeitou seus cabelos loiros, revirei os olhos, ela me deu um sorriso maléfico, me deu um empurrão e saiu do quarto. Eu a segui até a sala, Matt se levantou e a abraçou. Como sempre ela rejeitou o abraço, ele a puxou pelo braço e a levou para fora.

Não conseguiria dormir ou comer, então resolver tomar uns remedinhos de Viola para dormir até o dia seguinte. Entrei até o quarto de Viola, estava tudo perfeitamente arrumado, tinha uns papeis em cima da cama, peguei e era o contrato de demissão dela. Por isso que estava tão puta, foi demitida por justa causa, por ser pega fumando maconha no trabalho.

Mexi a cabeça negativamente, abri a gaveta do criado-mudo ao lado da cama, achei um pote de xanax, peguei um comprimido, engoli seco. Coloquei de volta no local, fui até o meu quarto. Entrei e tranquei a porta, deitei na cama, me cobri com edredom, fechei meus olhos e dormi rapidamente.

Acordei com barulho na minha porta, Viola socando a porra da porta, abri meus olhos e estava meio tonta, por causa do calmante. Cocei meus olhos, ela continuava socando a porta desesperadamente, eu saí da cama e abri a porta. Viola estava de cara amarrada, o encontro deveria ter sido péssimo, cruzou os braços e entrou.

 

- Não quero que você fale com Matt. – Não entendi nada.

- O encontro foi tão ruim assim? – Perguntei ironicamente.

- Pior, eu não vou te contar porque não te interessa. – Ela abriu as cortinas. – Eu te acordei porque é 12:40. – Revirei os olhos. – Quando aquele cara vir aqui, não atenda a porta.

- Como eu fosse sua menina de recados. – A campainha tocou. – Atende você, acabei de acordar e não estou apresentável.

 

            Viola ficou puta, dei uma risada dela, esperei ela pegar uma distância, eu fui atrás e fiquei no alto da escada espiando. Matt estava com um buque de rosas vermelhas nas mãos e Viola deu um tapa na cara dele, coloquei a mão na boca para controlar o meu riso.

 

- Eu queria pedir desculpas por ontem, estava muito nervoso pelo show de ontem. – Ele passou a mão no rosto. – Você bate forte para uma garota.

- Você ficou olhando para os peitos daquela garota! Vocês, homens, são todos iguais mesmo. – Cruzou os braços.

- Desculpa, Vivi. Você não colabora mesmo, parecia que estava saindo por obrigação comigo. – Matt começou a se irritar. – Gabrielle mesmo bêbada parece ser mais madura do que você. – Viola ficou puta.

- O que você disse? – Ela ficou vermelha.

- Você quer se enterrar, ótimo. Sua irmã parece ter a mente mais aberta do que a sua, não acha que todos os homens do planeta são iguais. – Matt foi sincero. – Vamos sair mais uma vez, se você não gostar novamente, eu nunca mais te procuro.

- Aceito. – Ele entregou as rosas e lhe deu um beijo no canto da boca dela.

- Se não quiser as flores, dá para Gabe. – Ela agarrou as flores da mão dele com força.

 

Fiz um ok com as mãos, ele piscou discretamente enquanto Viola dava as costas para ele. O plano estava indo de vento e polpa, eu receberia meu dinheiro rapidamente.


Notas Finais


Será que a Viola está gostando do Matt?
Será que Matt vai seguir 100% do plano ou vai se apaixonar por Viola?
Como Gabe vai ficar nessa situação?
Beijos e até a proxima


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