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História Mean Girl - Capítulo 8


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Notas do Autor


Previosly in Mean Girl:

Andei normalmente, desci as escadas devagar, abri a porta dos fundos, saí correndo até a entrada e tinha uma van preta. Piscaram os faróis, me aproximei rapidamente, abriu a porta do passageiro, vi Matt e me sentei no banco do passageiro. Fechei a porta, Matt sorriu para mim, eu dei um beijo no canto da boca dele, meu coração disparou, mas me recompus.

- Eu queria falar para você esperar mais dois dias, deixar aquela mulher pensar um pouco. – Esfreguei as minhas mãos nas coxas, minhas mãos suaram muito. Matt tirou as mãos do volante.
- Vou fazer o que você quer, não vejo a hora de isso acabar. – Riu um pouco, eu toquei seu rosto. – O que você está fazendo, Gabe?
- Tem certeza que não lembra? – Perguntei ironicamente, me sentei no colo.
- O que eu deveria me lembrar? – Uni nossas testas, suas mãos passearam pelas minhas costas.
- Disto. – Colei meus lábios nos dele.

Capítulo 8 - Only you


Fanfic / Fanfiction Mean Girl - Capítulo 8 - Only you

            Matt estava investindo dentro de mim no fundo da van preta, eu gemia tão alto, ele segurou as minhas pernas para ir mais rápido e mais dentro de mim. Nossos corpos estavam suando demais, ele investiu com força e gozou. Deitou do meu lado, peguei o celular de Matt que estava no bolso da calça, vi que ainda era onze da noite, fiquei mais aliviada. Cacei as minhas roupas, Matt pegou a cueca dele e vestiu.

 

- Sei que fizemos há alguns segundos foi foda para caralho, mas Gabe... – Percebi que Matt não queria me magoar, só que ele teria que dizer a verdade. – Não dá para esse tipo de coisa acontecer entre a gente, isso é muito errado.

- Eu sei. – Comecei a me vestir, olhei dentro de seus belos olhos verdes. – Gosto de você, de tudo. – Suspirei. – Você é legal, gosta das mesmas coisas do que eu, a gente não pode ficar juntos, pelo menos não até eu fazer 18.

- Eu estou saindo com sua irmã, é uma sacanagem sair com ela e transar com você. Acho melhor, eu sumir da sua vida e da Viola. – Dei um selinho nos lábios dele e ele me empurrou para longe dele. – Foi ótimo transar com você, mas não quero ser preso.

- Olha, Matt... você é a minha última esperança, nenhum cara vai querer sair com a Viola, preciso do meu dinheiro. – Eu me mantive seria. – Não precisa surtar por causa de uma transa casual sem importância. – Eu me ajoelhei, me apoiei em cima dos meus joelhos.

- Não sei, acha que não sei que você era virgem, você é apertada demais para uma garota normal. – Cruzei os braços. – Não quero que se apaixone por mim, isso já foi longe demais.

- Eu não vou me apaixonar por você, seu convencido de merda! – Gritei. – Agradeço por ter tirado a minha virgindade, eu faria com qualquer um, estávamos bêbados e não lembro de muita coisa naquela noite. – Menti, coloquei a mão no ombro dele que estava um pouco suado. – Não surta, ok. Eu preciso do meu dinheiro, apenas dele. Vou adiantar as coisas, porque nem aguento mais essa situação.

- Obrigado, Gabe. – Saí pelos fundos da van. – Melhor você entrar antes que seus vizinhos chamem a polícia.

 

            Assim que cheguei à calçada, a van acelerou rapidamente, entrei correndo para dentro de casa. Fechei a porta, respirei fundo, tentei afastar meus pensamentos de Matt, afinal ele tinha que ficar com Viola e não comigo.

            No dia seguinte, acordei com Viola socando a porta, abri meus olhos, levantei na cama, abri as cortinas. Percebi que meu violão que meu pai havia me dado, tinha sumido do meu quarto. Comecei a revirar meu quarto, era uma das poucas coisas que meu pai havia deixado, tinha um valor sentimental muito forte. Tirei meu colchão, tirei as minhas roupas do chão, de cima da cadeira, vi dentro do armário, cômoda e meu baú de madeira.

            Abri a porta, percebi que deixei a porta aberta, corri até o quarto de Viola, comecei a socar a porta desesperadamente, Viola abriu e me olhou cinicamente. Cruzei os braços, exigindo que ela me dissesse onde estava meu violão, ela deu de ombros e agarrei pelo braço dela.

 

- Onde está a porra do meu violão? Eu preciso dele! – Meus olhos lacrimejaram com vontade de chorar.

- Eu vou te levar onde está. – Ela soltou o braço, estava com a marca dos meus dedos. Saímos do quarto dela, andamos até o quintal, onde tinha cheiro de queimado, vi o resto do violão queimado. – Espero que agora, você aprenda a lição, cara Gabrielle. – Comecei a chorar. – Cansei de você, de tudo, de você me desrespeitar, da sua rebeldia. Acho que agora você entenderá, sua vadia nojenta. – Ela saiu rindo de mim. – Toda vez que você me desobedecer, vou pegar algo que seu precioso pai te deu e vou queimar.

- Você me paga, Viola Moore! – Gritei, ela riu mais alto. – Eu te odeio! – Ela tinha atingido meu ponto fraco, mas eu atingiria o dela. – Você me paga, eu juro pelo meu pai. – Eu caí no chão e continuei chorando.

 

            Depois de chorar bastante pelo meu violão, voltei ao meu quarto, peguei meu celular, mandei uma mensagem para Matt que dizia. “Mudança de planos, você tem que vir o mais rápido possível, diga apenas que não pode mais esperar a resposta dela”. Deitei na cama, abracei meu travesseiro, chorei um pouco e eu faria Viola chorar lágrimas de sangue.

            Ouvi barulho na campainha, sequei as minhas lágrimas com as costas das minhas mãos. Fui até o alto da escada para poder ouvir a conversa, controlaria meus ciúmes, caso eles se beijassem ou algo parecido. Eu tinha transado com ele, na noite anterior e isso Viola nunca me tiraria. Viola estava abrindo a porta, Matt estava com uma rosa nas mãos, beijou a flor e entregou a ela que ficou surpresa.

 

- Você disse que esperaria a minha resposta. – Ela segurou a flor.

- Eu não consegui esperar, Vivi. – Ele entrou e tocou o rosto dela, tive vontade de vomitar. – Nem consegui dormir pensando em você, merda. – Mentiroso.

- Menos, Matt. – Viola cruzou os braços.

- Exagerei um pouco, estou muito ansioso. – Tirou a mão. – Você está sentindo algo por mim? – Viola mexeu os cabelos.

- Matt, eu estou gostando de você, mas não quero me envolver ainda. – Ele a beijou rapidamente, Matt estava de olhos abertos, olhando para mim. Ele a soltou rapidamente. – Por que você está fazendo isso?

- Agora já me sinto mais aliviado, porque eu queria namorar você. – Viola se espantou. – Não quero que sinta medo, vamos devagar, só uns beijos. Vamos no seu tempo, temos todo tempo do mundo. – Deu um sorriso. – Quando você decidir se quer minha namorada, você me liga, sabe onde me procurar, Vivi.

– Você foi a primeira pessoa que saí depois de três anos, vamos com calma. – Matt coçou sua cabeça raspada. – Você é muito acelerado, já quer beijar, abraçar e passar mão onde não deve.

- Tudo bem, Viola. – Matt acenou para mim e saiu. – Espero ansiosamente sua resposta, minha proposta não vai durar para sempre.

 

XXX

 

Los Angeles, California: Final de semana

 

            Matt não a procurou durante o resto da semana, o que deixou Viola mais aliviada, não queríamos pressionar Viola, ela desistir de sair com Matt e foder com todo o plano. Tive que usar o dinheiro que estava guardando para o carro, comprar um novo violão, mas não era a mesma coisa. Comprei pela internet e chegaria no sábado à tarde.

Pensei em algo para acelerar as coisas, teria que fazer Viola aceitar o pedido de namoro de Matt. Eu precisaria que Viola fosse a uma festa do circuito, então olhei o celular e teria uma festa, sábado à noite. Eu sabia que Viola nunca me deixaria ir numa festa na praia do Píer. Sairia escondido, depois daria um jeito dela, chegar à festa e pegar Matt com outra.

            Naquela tarde, eu recebi meu violão pela Amazon, custou uma nota, contudo era de ótima qualidade. Deixei no quarto, escondi dentro do armário, tranquei com cadeado, assim a vadia da Viola não pegaria. Peguei meu celular, cruzei os meus braços, mandaria mensagem, porém resolvi ligar para ele. Chamou bastante antes que ele atendesse.

 

- Está muito ocupado? – Perguntei e estava muito barulho onde ele estava.

- Um pouco.

- Vou falar rápido. – Respirei. – Você vai na festa da praia do Píer hoje? – Eu me joguei na cama.

- Não, por quê?

- Vou precisar que você vá, como está ocupado, eu vou te dizer o que você tem que fazer lá. – Mordi o lábio inferior. – Vai ajudar a Viola aceitar o seu pedido.

- Gabe, eu não sei, tenho que pagar uns caras e...

- Eu vou te dar o dinheiro que precisa. – Revirei os olhos. – Quanto é?

- 200 pratas, eu tenho que parar de apostar. – Fiquei com raiva, mas relaxei.

- Ok, eu vou te dar esse dinheiro, apareça na festa, me encontre no estacionamento a meia noite. – Desliguei a ligação. – Está saindo muito caro. Será que vale a pena, por mil pratas? Segunda-feira, vou descobrir. – Joguei o celular na cama.

 

XXXX

 

            Mais tarde, eu estava saindo do taxi que me deixou na praia, eu paguei no cartão e o taxista me agradeceu. Ajeitei meu vestido preto justo e curto no corpo, andei até o estacionamento, estava poucos minutos atrasada. Meu celular começou a vibrar na bolsa, avistei Matt com uma garrafa de cerveja na mão e o seu iPhone na outra. Ele estava de camiseta do Pantera, bermuda jeans, boné preto na cabeça, ele estava lindo demais e eu me controlei.

            Eu acenei para ele que não me viu, revirei os olhos, peguei meu celular dentro da bolsa, rejeitei a ligação. Coloquei meu celular dentro da bolsa novamente, corri em direção a ele. Quando cheguei perto, senti o cheiro do seu perfume, eu o abracei forte contra meu corpo, Matt ficou em choque, mas correspondeu meu abraço.

 

- Espero que você não mentiu para me ver. – Nos afastamos, caí na gargalhada e peguei a cerveja dele.

- Se for mal comigo, não vai receber as 200 pratas. – Dei um gole na cerveja dele de uma forma sensual, depois passei a língua na borda na garrafa, ficou marca do meu batom vermelho.

- Para de me seduzir, Gabe. – Arrancou a garrafa das minhas mãos. – Qual é o plano, pequeno gênio?

- Simples, Viola não está bêbada ou chapada. – Coloquei a minha mão em cima do abdômen definido de Matt por cima da camiseta, subi com dois dedos lentamente. – Eu vou ligar num telefone público para Viola, dizer que a irmãzinha dela está numa festa na praia, completamente bêbada e mostrando peitos para estranhos. – Desci meus dedos até a barra da bermuda de Matt. – Ela vai vir correndo, não porque me ama e se preocupa comigo, apenas para a assistência social não aparecer lá em casa... de novo. – Matt tirou a minha mão do corpo dele.

- Onde eu entro nessa história? – Ele se encostou num capô de um carro.

- Você entra na parte divertida, quando a Viola chegar, você tem que estar flertando ou conversando com uma garota qualquer. – Respondi e abri minha bolsa. – Aí, eu vou dar um jeito de Viola ver vocês juntos, ela vai ficar com ciúmes, como conheço aquela vaca, vai ficar chateada e não vai falar nada.

- Se ela não quiser ficar mais comigo. – Matt olhou para meu decote, levantei o queixo dele.

- Eu vou garantir que ela fique, vou rir dela e isso vai fazer com que ela te aceite. – Eu me aproximei dele, depois me afastei, peguei os 200 dólares dentro da minha carteira e lhe dei.

- Obrigado, gatinha. – Ele colocou o dinheiro no bolso da bermuda jeans.

- Use seu charme e aja de acordo com o plano. – Matt foi para praia.

 

            Balancei a cabeça negativamente, fui até a areia, estava tocando uma música péssima, andei até onde tinha vários barris de bebida. Eu teria que ser convincente, ou pelo menos ter o cheiro de bebida. Peguei um copo de plástico em cima do barril de cerveja, um cara encheu de licor de maçã, o cheiro era agradável, mas não me deixaria bêbada.  Eu tomei tudo de uma vez, pedi algo mais forte, o cara revirou os olhos, colocou meio copo de tequila mexicana e me mandou desaparecer.

            Eu dei um gole, a tequila ardeu a minha garganta, acabei me engasgando. Quando me tranquilizei, vi Matt e uma garota conversando. Ela colocou uma mecha atrás da orelha, ele segurou a mão dela e a levou para longe, Matt não perdia tempo. Alguém chegou por trás e me deu um beijo na minha nuca, levei um susto, antes que poderia soca-la, vi que era Leah completamente bêbada.

 

- O que está fazendo aqui, Leah? – Ela caiu na gargalhada.

- Acho que você se deu mal dessa vez, o gostosão foi transar com outra. – Revirei os olhos e dei um pequeno gole na tequila. – Eu vim me divertir e transar com vários caras.

- Não sei como não tem medo de pegar uma DST. – Cruzei os braços e arqueei uma das sobrancelhas. – Então, me conte as novidades.

- Eu vou passar um mês nas férias de verão na casa do meu pai. Quer ir comigo? – Fiquei pensando. – Meu pai se mudou para o Brooklyn, por causa do trabalho dele. Vai ser incrível, eu chamaria o Cam também, mas ele só pensa nesse clube de teatro idiota.

- Claro que vou, Viola arrumou um namorado e não quero ficar de vela. – Rimos. – Quem sabe eu arrume um gatinho. Preciso de um favor seu.

- Claro, pode falar.

- Preciso que você ligue com o número restrito para Viola e dizer que eu estou na praia do Píer. – Leah não entendeu. – Mostrando os peitos na praia e estão filmando.

- Isso não está fazendo sentido. – Leah pegou seu celular dentro da bolsa, mexeu um pouco. – Qual é o número daquela megera?

- 555-8903. – Ela digitou, mexeu mais um pouco e ligou. – Tenta disfarçar a voz.

- Oi, senhorita Moore... Você é tão responsável. – Foi sarcástica, eu me controlei para não rir. – Acabei de ver sua irmãzinha mostrando os peitos para estranhos na praia do Píer. – Fiz ok com as mãos. – Eu não estou mentindo, entra no quarto dela para ver se ela está. Quando você perceber, ela vai ser a sensação do Xvideos amanhã. – Desligou.

- Obrigada, Leah. – Eu a abracei novamente.

 

            Leah viu um universitário com jaqueta da UCLA, saiu correndo para ver se tinha uma chance com ele, balancei a cabeça negativamente. Eu bebi lentamente o resto da minha tequila, joguei meu copo na areia, comecei a dançar sozinha, mexendo os quadris. Vi Matt se aproximando, fiz com o dedo para que ele não se aproximasse de mim, sua pele estava suada, deu um sorriso de lado.

            Eu queria dançar coladinha, só que Viola chegaria a qualquer momento e não era comigo que ela deveria dar o flagra. Matt se aproximou de uma loira, começou a cochichar algo no ouvido dela. Ele pegou uma bebida para ela, o flerte continuava, eu vi Viola chegando correndo e me senti um gênio. Viola agarrou o meu braço, virei a sua cabeça e ela viu a loira sussurrando algo no ouvido de Matt e ri alto.

 

- Você demorou demais para decidir, outra garota é mais esperta do que você. – Zombei dela. – Se ficar pensando, Matt vai cansar de você e você vai morrer sozinha.

- Você tem razão. – Ela soltou o meu braço, foi para perto dele, Matt fingiu surpresa, eu fui atrás deles. – Matt está se divertindo?

- Um pouco. O que está fazendo aqui? – Ele olhou para mim. – Claro, Gabrielle.

- Eu tenho uma resposta para você. – Fiquei com medo dela não aceitar, ela nunca correu atrás de nada, quanto mais de um homem como Matt. – Aceito sua namorada, nas minhas condições. – A loira saiu do campo de visão.

- Cansei das suas condições, Viola. Quero um relacionamento de verdade com você, gosto de você. – Matt era bem convincente e receberia um bônus por isso. – Quero te beijar, te abraçar, fazer sexo com você. Espero para transar, mas quero as outras coisas que um namoro pede.

- Se você não quer, tem muitas garotas que gostariam de ficar com ele. – Continuei colocar lenha na fogueira. – Você não vai morrer se dormir com seu namorado e sabemos o quanto você precisa de sexo. – Ri e fiz sinal de punheta para ela que ficou puta.

- Calada, Gabrielle. – Ela me deu um tapa no rosto, devolvi com mais força e Matt nos separou. – Acho que precisa de um macho para te dominar. - Ok, Matt. Vamos fazer do seu jeito. 

 

Ela o beijou na boca, fiquei morrendo de ciúmes, mas pensei no dinheiro da minha herança e dei uma risada. Se ela soubesse de tudo, não estaria tão feliz com esse relacionamento.


Notas Finais


Será que os dois vão me manter um caso?
Gabrielle vai aprontar alguma coisa?
Viola vai continuar sendo má?
Beijos e até a proxima


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