História Meant to be - Capítulo 6


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Categorias Gabriella Wilde, Harry Styles, One Direction
Personagens Gabriella Wilde, Harry Styles, Zayn Malik
Tags Gabriella Wilde, Harry Styles, Meant To Be, One Direction, Zayn Malik
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Palavras 2.394
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Diretoria


Melissa

– Como é esse Harry que você fala? – Liam pergunta. Estamos esperando chegar a nossa vez, na enorme fila. Contei tudo á ele, sem deixar de destacar o fato de que Harry é um crianção.

 

– É um de cabelo encaracolado. Ele anda com o grupinho da Eleanor, achei que você conhecesse.

 

– A Calder? Sim, eu conheço ela. Sou amigo dos amigos dela e acabei ficando próximo– ele diz e põe fatias de abacaxi em seu prato. – Se o Harry que você estiver  falando for quem eu penso quem é, então acho que sei de quem você tá falando. – a fila anda e chego perto do meu prato do dia: Mingau de aveia.

 

– Depois eu vou com você até ela. Harry pode estar por lá e daí você vê se o conhece. – estendo meu braço para alcançar o longíquo e único prato de mingau, mas sou surpreendida ao sentir a pele de minha mão se chocar com outra. Olho para o lado, pedir desculpas, mas não consigo dizer nada ao ver o dono irritante das mãos frias e das pupilas profundas. Harry.

 

– Ah, desculpa – peço dele, que me encara com a expressão torta.

 

– Se prestasse mais atenção no que faz – ele retruca grosseiramente. Percebo o quanto é incrível a rapidez com que ele esvazia meus níveis de paciencia. Mas me dá mais raiva ele manter um sorriso contido no rosto.

 

– Tá me chamando de lerda?

 

– O que você acha? – cara, que menino grosso!

 

– Olha aqui, eu pedi desculpas, e por algo tão idiota. Poderia pelo menos ser menos grosseiro! – solto as apalavras e decido que não vou mais ficar aqui e encarar esse filhinho de papai. Estendo novamente o braço para pegar meu prato e fugir daqui, mas ele o empurra pra longe, rindo debochadamente

 

– Ainda acha que vai ficar com o mingau... – murmura ele.

 

– Me dá aquilo ali, por favor?

 

– Não! Eu peguei, então é meu!

 

– O quê? Eu que peguei primeiro?

 

– Não, eu que peguei. Você só colocou a mão aonde já estava a minha – defende ele de novo.

 

– Mentira – percebo que há alguns adolescentes nos olhando, inclusive Liam, mas nem dou bola. Estou ocupada procurando argumentos contra o roubo do meu mingau. – Vamos, me dá aquilo e acabamos logo com isso.

 

– Esse prato é meu por direito, entendeu? Não vou dar ele.

 

– Awn, que fofo! Ele é um justiceiro! – zombo. Ele revira os olhos e puxa o prato mais pra longe, porém, não deixo.

 

– Garota, desiste! Me dá isso!

 

– Não! Já disse que eu peguei, então fica comigo!

 

– Só por cima do meu cadáver! 

 

Ele puxa o prato pro seu lado e o mesmo fica na disputa entre nossas mãos, com o líquido meloso dançando dentro do prato e prestes a escorregar. Ambos segurando forte é o sinal de que nenhum vai soltar. E é no meio dessa briga e xingamentos dele que nossas mãos escorregam e o prato se espatifa no chão, mas precisamente em meus pés.

 

– Olha o que você fez! – exclamo e me seguro pra não xinga-lo aqui mesmo. – Agora pode ficar.

 

– O que eu fiz? Você que o prato não aguentou sua cara e se suicidou. – ele fala e acrescenta: – Se tivesse me dado o negócio...

 

– Até parece que eu ia perder pra um filhinho de papai que nem você! 

 

– Filhinho de papai? Você nem me conhece, porra! – me assusto com seu tom de voz, mas não baixo minha pose de durona que está quase chorando pelo mingau. – Não me conhece pra dizer se sou mimado ou não!

 

– Quer parar ? Temos que limpar essa coisa – falo, olhando pro chão, onde o mingau não passa de uma gosma suja e nojenta.

 

– Não adianta chorar pelo mingau derramado. – ele zomba. Dou meu prato para Liam segurar e vou até uma supervisora pedir algo para limpar aquilo. Ela me entrega dois panos. Estendo um a Harry, que parece se questionar se pega ou não.

 

– Pega! Ou vai ficar olhando eu limpar? – ele pega o pano da minha mão e, juntos, acabamos de limpar a coisa gosmenta. Ele joga seu pano em algum lugar e decido fazer o mesmo. Me viro para Liam e pego meu prato.

 

– O que foi isso? – ele exclama. – Meu Deus, vocês se odeiam mesmo!

 

– Pra você ver. 

 

– E a propósito...Eu conheço ele. Não me surpreende o fato de ele estar com raiva pela manhã

 

Caminhamos até a mesa de Eleanor. Novamente, ela está com Niall e Louis. Nos sentamos com eles e Eleanor se anima assim que vê Liam. 

 

– Liam payne, o que fez para estar aqui nesse acampamento? Assaltou uma loja? Sabia que Harry estava te levando pro mal caminho.

 

hã?

 

– Não, eu vim por essa coisa aqui – ele responde e passa a mão na minha cabeça. 

 

– Melissa – ouço meu nome sendo chamado e olho pra frente. É Niall. Ele tem um olhar suplicante e já sei do que se trata. – Foi mal hoje mais cedo. Eu não queria falar aquilo. Foi só uma piadinha idiota com ele e me arrependo de ter feito. Eu não quis dizer que você é esse tipo de garota – levanto minha mão para silencia-lo. Não quero ver ele pedindo desculpas por isso.

 

– Tudo bem, Niall. Já desencanei com isso, mas também quero me desculpar. Eu sei que fui meio grossa. Eu só não gosto que as pessoas façam esse tipo de piada comigo, mas já esqueci.

 

– Me dá um abraço – me levanto, dou a volta na mesa e abraço esse garoto fofo e de bochechas vermelhas. Ele tem cheiro de shampoo infantil.

 

– Ei – Eleanor me chama assim que volto para meu lugar. – Eu vi o showzinho do mingau ali. Sério? Brigaram mesmo por um prato de mingau? – dou risada.

 

– Ele que é um chato mimado. Não quis me entregar o prato e ainda teve a ousadia de dizer que o prato se suicidou. Pode isso? – os outros me ouviram e caem na risada. Logo, a mesa é tomada por outra conversa e outro rumo. Continuo comendo e apoio meu cotovelo na mesa. Atrás de Eleanor e Nial, na outra mesa, noto Harry me encarando. A expressão assassina, como se eu fosse o último pedaço de carne na terra. Meus olhos se grudam aos dele e lembro de desviar. Não quero nem pensar o que alguém raivoso como ele faria com quem não gosta, e o modo intimidador que me olha deixa isso bem claro na minha cabeça.

 

***

 

Depois do café, somos orientados a participar de alguma atividade, ou melhor, obrigados a nos expormos ao sol escaldante e se matar de correr. É isso que se passa na cabeça de uma garota sedentária. Além de eu ter que me mexer a beça, a minha dupla no circuito  ninguém mais é que Harry. Ele parece tão despreocupado com o fato de estar perto de mim que nem parece que me odeia.

 

– Pronta pra perder? – pergunta ele quando nos posicionamos um ao lado do outro.

 

– Estou pronta pra ganhar. – respondo convicta. Se eu o conhecesse melhor, poderia saber se essa expressão convencida no rosto e o tom de voz ameno querem denunciar sua crueldade natural ou se ele está armando algo, não tenho como saber. 

 

A supervisora explica a nós dois e ás outras duplas as regras do circuito.  Temos que correr até um certo ponto marcado por um cone e fazer outras coisas, que envolve um bastão, que só vou saber quando ver outra dupla fazer. Harry é mais alto, portanto, fica responsável por me entregar o bastão na corrida de volta. O problema foi que na hora de me entregar, ele acaba tropeçando nos próprios pés e põe a culpa em mim. Evito dar risada da queda dele.

 

– Vai ter volta – ele ameaça e põe o bastão na minha mão com certa brutalidade. 

 

– Eu não fiz nada. Se acha o contrário, o problema é todo seu – digo e me preparo pra correr. Corro até o tal ponto, o que para mim é um sacrifício. Na hora de por o bastão na mão de Harry, tropeço. Mas não foi nos meus próprios pés ou no vento, e sim nos pés que Harry fez questão de estender pra mim cair.

 

– Não acredito! – exclamo, jogada no chão. Toda a calma se esvaiu de mim e sou tomada por uma súbita irritação. Me apoio nas mãos, faço impulso  e me levanto. Evito olhar pra cara dele, que com certeza segura uma risada, enquanto tiro a grama e a terra dos meus joelhos e e penso no que jogar na cara dele. Qualquer xingamento é válido, pra ele não preciso pensar no que dizer, já que ele não tem sentimentos e não parece se afetar com nada do que digo.  Ao erguer minha cabeça, vejo que está rindo. – É melhor parar de rir agora!

 

– O que? Foi engraçado! – ele diz aos risos.

 

– Mas é claro que foi, pra você! Adora rir as custas dos outros! Eu podia ter quebrado alguma coisa!

 

– Ah, então você ter me derrubado não vale? Eu também podia ter me quebrado! – ele aumenta o tom de voz.

 

– Eu. Não. Te. Derrubei. O que mais quer pra acreditar nisso? – a raiva só cresce em saber que não deveria estar aqui, gastando saliva, e no fato de ele continuar tranquilo, como se o que eu falo não passasse de reclamações diárias e desnecessárias. Chego mais perto dele e perfuro seu peito com o dedo indicador. – Sabe o que você é Harry? Um puto, desgraçado e que não conhece a palavra maturidade! É isso que é! Um completo babaca que adora atormentar a vida alheia. Eu...Eu te odeio!

 

Arremesso as palavras com todo o meu fôlego na cara dele. Sua expressão, antes despreocupada, fica furiosa aos poucos. Estamos a poucos centímetros e meus olhos inconformados encaram as esmeraldas raivosas a minha frente, enquanto uma nuvem negra e espessa parece se formar ao nosso redor. – Não vai falar nada?

 

Em resposta, ele leva sua mão ao meu pulso e me puxa pra longe, perto de uma árvore. Quando ele me solta, noto marca vermelhas de seus dedos.

 

– Por que me trouxe aqui? – pergunto.

 

– Olha aqui, vou deixar uma coisa bem clara – ele diz e chega mais perto, me fazendo ir pra trás. – Ninguém me chama de desgraçado ou babaca. Você não me conhece pra me dizer isso, entendeu? 

 

– Se não quer ser chamado assim por aí, então é melhor parar de agir como tal! Nunca ouviu falar que suas atitudes mostram quem você é? – não sei ao certo o motivo, mas ele está se enfurecendo mais ainda. O que eu falei?

 

– Estou atrapalhando alguma coisa? – uma supervisora, bem chata por sinal, pergunta á nós. Harry, desrespeitoso como sempre, decide gritar para ela:

 

– Não, caramba!

 

– Harry! – o repreendo.

 

– Os dois pra diretoria. Agora! – ela aponta para a cabana ao longe. Vou na frente, sendo seguida por Harry, batendo os pés na grama. 

 

***

 

– Está vendo o que causou? – falo, assim que saímos da cabana da diretoria. – Agora, graças a sua magnificência, temos uma punição a cumprir.

 

– Os dois estamos errados. Não adianta falar, agora vamos ter que fazer essa porcaria – ele resmunga. – Pra mim tanto faz, já Tô fodido mesmo.

 

– Dá pra parar de falar essas coisas? – ele me encara. – Viu que responder pra supervisora não deu em boa coisa.

 

– Só quero lembrar que falo o  que quiser – reviro os olhos e ele acrescenta mais. – Foi mal. Esqueci que nossos vocabulários são distintos demais.  – decido nem responder. Agora só quero dormir, mas ainda tem muitas atividades para fazer. Nós dois ficamos esperando a supervisora que não sai dessa cabana. Harry mexe nas suas unhas e mãos várias vezes, o que me dá certa agonia. Ficamos calados até ambos notarmos a presença de um homem subindo as escadinhas. Mas ao invés de entrar logo, ele para seu caminho e olha pra Harry. 

 

Ele possui um fisico forte e usa fardamento militar. O soldado se aproxima de nós dois lentamente, sem tirar os olhos confusos de Harry. Ele abaixa seus óculos escuros e pergunta:

 

– Eu te conheço garoto? – sua voz é seca e áspera. Harry cruza os braços e aperta os olhos.

 

– Não sei, não tenho como adivinhar – ele retruca de modo ríspido. Arregalo os olhos para ele. Meu deus, esse garoto não sabe medir o tom quando fala com os outros? Fico esperando a reação do homem, mas ele o continua observando, como se tentasse procurar algo no rosto dele.

 

– Qual seu nome? – ele pergunta.

 

– Harry – não tenho mais a chance do que o tenente, nome que li no seu crachá, vai fazer ou falar, pois a supervisora aparece na hora, levando eu e Harry embora. No caminho de volta para as atividades, me pergunto o que foi aquela cena. Por que aquele tenente o ficou encarando daquele jeito? Mas e por que eu quero saber disso mesmo?

.

.

.

Decido encontrar com Liam no refeitório na hora do jantar. Tomo um banho rápido antes que Harry chegue e me encaminho para tal lugar. Pego minha comida e me sento na mesa com Eleanor, Louis, Niall, Liam e...Harry? É incrível como eu nunca o vejo entrar e sair da cabana.

 

– Melissa, onde você e o Harry estavam? – Eleanor pergunta. – Só os vi no circuito e depois os dois discutindo.

 

– Quando eles não estão discutindo? – Niall comenta. Começo a comer e bolo uma explicação.

 

– Fomos pra diretoria. – falo.

 

– Ué, por que?

 

– Acabamos...Nos desentendendo no meio do circuito.

 

– Resumindo... – Harry se intromete. – Ela pôs o pé para mim cair.

 

– Ai , eu já disse que não fiz nada – bebo água para afogar o xingamento que quero lançar á ele agora, mas sou adepta a um diálogo calmo. (lembrando da briga que tive com ele no circuito e pelo mingau, muito calmas).  – E nem foi por isso que fomos. Foi mais por que você implicou com aquela supervisora.  – ele faz a coisa que faz quando sabe que está sem razão:  bufa, revira os olhos e cruza os braços, meio deitando a cadeira. Pelo menos isso eu desvendei nele e parece mais uma criança que não ganhou o presente de natal.

 

– O que o Zayn tá fazendo aqui? – Liam questiona baixo pra mim.

 

– O quê?

 

– Olha vele indica com o garfo a outra mesa e dá risada da minha cara. Me derreto por dentro. Zayn malik no mesmo acampamento que eu? 

 

– Preciso falar com ele!

 

– Acalma os hormônios garota. – Liam brinca, mas continuo vendo a perfeição na outra mesa



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