História Meant to be - Capítulo 6


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Categorias Gabriella Wilde, Harry Styles, One Direction
Personagens Harry Styles, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Harry Styles, Meant To Be, One Direction, Zayn Malik
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Palavras 2.239
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa tarde!
Bem, foi demorado, mas enfim consegui postar ele. Essas emana foi muito largada pra mim pois preferi ler os livros que ganhei ao invés de escrever mtb, mas não abandono essa fic de.forma alguma. Então aproveitem o capítulo de hoje e boa leitura!

Capítulo 6 - Obrigado


Melissa

Começa a alvorecer e os primeiros cantos dos passarinhos ecoam do telhado da cabana quando eu e Harry, assim como todos os outros, estamos despertos no refeitório para o café da manhã. Hoje, uma supervisora mais do que chata está responsável por nos orientar; todo dia, uma é escolhida para nos "por na linha" em cada refeição e atividade do dia. Mesmo com toda essa frescura, conseguimos todos nos sentar  juntos, com exceção de Harry, que parece estar de tpm e se sentou bem longe com outros garotos, que já vi com ele algumas vezes. O mesmo come rápido e fica de cabeça baixa, com os braços cruzados. Sim, eu fiquei observando.

- Ainda vai falar com ele? - Liam pergunta, dando uma mordida no seu waffle. Seu tom é mais zombatorio do que qualquer outra coisa, pois ele sabe que nunca crio coragem pra falar com Zayn.

- Ele quem? - finjo não saber.

- Ah vamos. Sei que sabe de quem estou falando - continuo fazendo minha melhor cara de desentendimento - O Zayn, né garota!

- Ah, sim. Bem, você sabe que só falo com ele se ele vier falar comigo. 

- Melissa, você gosta dele? Sinceramente.

Olho para trás de Niall, na outra mesa, onde Zayn ri do modo mais fofo possível, com aqueles dentes perfeitos e se chacoalha tanto que seu topete com a mecha loira balança.

Todos que me conhecem bem há muito tempo, que se resume a Liam e Camille, infelizmente, sabe que sempre tive uma queda por ele. Desde que ele entrou na escola, no High school, no primeiro ano. E não demorara muito para logo todas as meninas caírem  a seus pés. Zayn, que tinha passe livre, correspondia a todas. Mas, diferente delas, nunca criei coragem pra ir falar com a pessoa divertida que ele parece ser. 

- Você sabe que sim, Liam - respondo. - Mas também sabe que o tamanho da timidez que tenho em ir falar com ele é igual à vontade do Harry de me odiar. Enorme!

Ele dá risada.

- Não entendo essa sua timidez. Quero  dizer, eu entendo, mas você não deveria ser assim. Cara, você é bonita que parece uma boneca misturada com uma modelo da VS e é divertida. Duvido que tenha gente que não queira manter um papo com Melissa Palmer. Então você deveria ter confiança, aposto que ele iria querer ser seu amigo ou até mais que isso. 

Sorrio meiga para o melhor amigo que alguém possa ter.

- Por isso que eu te amo. Sabe como levantar a autoestima de alguém. 

- E eu tô aqui pra mais o quê?

Finjo uma cara afetada e ele ri. 

- Enfim - continua ele. - Vocês se odeiam mesmo - ele diz, se referindo à eu e Harry. - Usa ele até como exemplo de ódio. 

- Claro. Não sou de odiar os outros do nada, ele deu motivos até demais para chegar ao ponto de socar a cara dele - digo, com certa raiva no tom. Ele me dá nos nervos até no pensamento. 

- Ain, que agressiva. 

Foi só eu rir do tom gay que ele usou de brincadeira que a supervisora demônio aparece atrás de nós, inibindo qualquer vestígio de graça em nossos rostos. 

- Queiram comer e falar menos. Conversas aleatórias não são muito aceitáveis por aqui - ela alerta, toda chata e nos mirando por debaixo das lentes dos óculos. 

 

Após o café da manhã ser encerrado, partimos para as atividades ao ar livre. Fomos informados antecipadamente que, em breve, teremos alguma atividade na água, mas não poderão ser usados biquínis ou sungas, e sim roupas normais. Achei isso um absurdo, mas nem eu nem ninguém tem o direito nem o dever de reclamar. 

Devido por escolher uma tarefa onde envolcem coisas como bolas e cordas. Não é nenhum circuito. Os exercícios que esse acampamento propõe não envolvem uma roda de jovens passando um pequeno anel de mão em mão, mas também não se comparam às atividades da educação física na escola; de modo que precisei ser arrastada por Liam e Eleanor. Não tenho culpa de ser sedentária, meu corpo que não contribui. Mas é o ditado: "menta sã, corpo são".

Enquanto executo o ato de jogar a bola para a garota a minha frente, sinto a presença de alguém ao meu lado. Olho rapidamente e, pra minha infelicidade, é Harry. Ele se encaixa na minha fileira e joga a bola para o garoto na fileira da frente.

- Oi melzinha.  Como vai? - ele pergunta, com uma animação que é de arrepiar. - Tudo bem com a saúde?

- Por que quer saber? - resolvi que vou tentar tratá-lo  com frieza. Quem sabe assim ele não larga do meu pé por ver que sou muito chata. 

- Fiquei preocupado, já que você fez questão de ficar com aquela cara amarrada no refeitório. 

Olho para ele é finjo uma indignação metade verdadeira. 

- Eu com cara amarrada? Você que não tirava aquela cara de bunda. Todo empurrado. 

A bola passa livremente de um lado a outro enquanto conversamos. Ele se vir a para mim enquanto a bola passa na não dos outros em forma de zigue-zague.

- Ah, então você ficou me observando? - ele fala, com um sorrisinho perverso e malicioso. Como eu odeio ele!

- Óbvio que não. Qualquer um naquele refeitório perceberia de relance o Harryzinho emburrado.

- Eu, emburrado? Eu sou um amor de pessoa. Sério que estamos falando disso?

- Nem vem dizer que eu que sou porque você que me deixa assim.

- O quê? Então o fato de você ser grossa é minha culpa?

- O quê você acha?

- Não sei o que te fiz...- ele murmura. A dissimulação evidente dele já está me deixando estressada. 

- Claro que fez alguma coisa! Só o fato de você existir já é uma besteira feita. - digo, passando a bola para o outro lado. 

É a vez dele de se virar pra mim, e só o risinho que ele possui sinaliza que nada bom vai sair dessa boca. 

- Vai me dizer agora que não curte minha companhia? - provoca ele, me fazendo querer estapeá-lo. Ele vai começar com os comentários engraçadinhos e não vão ser poucos. 

Pra ser sincera, eu até gosto da companhia dele, algumas horas. De alguma forma, ele me faz rir e ficar alegre, como na noite em que fizemos o jogo de pergunta e respostas e comemos biscoito. Foi nesse momento que concluí que ele pode e é uma pessoa bacana, mas só quando quer. Também concluí que nunca vou saber o que o deixa tão mal humorado, coisa que odeio apesar de saber que instantes depois ele irá rir que nem um lunático pro meu lado. 

- Vai me dizer - continua ele. - que não gosta que dividemos aquela cabana? Aposto que adora me ver saindo sem camiseta do banheiro.

Não consigo fingir ou reprimir a risada, então começo a rir. Não quero admitir que é mais por vergonha agora. 

Como ele consegue me fazer odiá-lo, gostar dele e depois me intimidar?

-- Não! Nem vejo você saindo dali! - minto. Adoro ver quando, de madrugada ele levanta trajando apenas a calça jeans. Assim como é uma maravilha notar como seus músculos se contraem quando ele procura uma camiseta na bolsa desorganizada. 

- Você acha que não noto, Melissa, você me admirando. Mas não te culpo, você não tem culpa de eu ser perfeito assim - ele se exibe. 

Agradeço ele estar brincando assim e me fazendo rir, ou eu estaria um pimentão agora. 

- Harry, todo mundo sabe que você é perfeito. Só não estraga essa perfeição sendo tão babaca. 

- Eu sei que todo mundo acha isso...

- Assim como todo mundo sabe que você é um idiota - o rebato.

- Mas você me acha legal.

- Você é. Mas só quando quer. 

Ele ia falar mais alguma coisa, porém a sua falta de atenção e a distração ocasionaram uma boa bolsa na cara dele. Tento reprimir a risada, mas como eu disse, eu tentei. Por outro lado, fico meio preocupado. A bola era mesmo pesada e duvido muito que não vá deixar um hematoma ali.

- Para de rir agora - ele pede, fazendo uma careta de dor e rindo ao mesmo tempo, mas é orgulhoso demais para fazer piada de si mesmo. - Para se não quiser acordar  com lagartas infestado sua cama. 

- Ah claro. Você é doido, mas não a esse ponto - inclino a cabeça para ver o lado direito do seu rosto. Uma supervisora vem ver se está tudo bem mas Harry, estranhamente educado, diz que não precisa se preocupar. Mesmo Assim, ele sugere passar um gelo e o dispensa temporariamente da atividade. 

-Acho que devia passar um gelo aí - ironizo. Ele me olha com tédio.

- Não me diga! Vou deixar ficar roxo só porque tá na moda agora.

- Para que você é um péssimo piadista. 

- Vem passar gelo aqui? - ele pergunta inesperadamente. 

- Por que eu? - devolvo a pergunta.

- Porque, apesar de bruta, suas mãos parecem ser delicadas, então não vejo pessoa melhor do que você para cuidar de mim.

Viro de costas, não querendo que ele não veja o quanto a frase dele foi foda e me atingiu. Não vou me virar de volta, portanto começo a andar rumo a enfermaria. 

- Você vem ou não? - pergunto, ainda de costas. Logo escuto seus pés pisando a grama ao meu lado.

***

Não deixo de pensar o quão estranho e confuso isso é. Ele fez eu odiar ele desde a primeira vista, sendo um completo idiota e fez questão de mostrar toda a pessoa negativa que ele é. Mas é injusto falar isso. Ele é bem legal e brincalhão nos momentos calmos e quando não estamos brigando. É inegavel, chego mesmo a gostar de sua companhia. Se não brigassemos tanto, poderíamos ser amigos em tanto, mas uma parte esquisita da minha cabeça não para de dizer que ele não é gente com que se arranje amizade. Mesmo Assim, ele continua sendo agradável em alguns momentos e se emburrado com qualquer coisa, descontando em qualquer um, ao passo que acabo pagando de boba por me deixar levar esse cacheado de brilhantes esmeraldas e me ajustando ao seu humor no momento. Não posso fazer nada a respeito, a não ser virar uma espécie de marionete de suas emoções. Já pensei em ser fria, mas não conseguirei se ele for legal comigo. Sempre vou voltar e ser legal com ele se ele for comigo e ser fria se ele for frio. Vou cair nessa e depois acabar na explosão com ele. É irreversível. 

- No que você pensa tanto? - ele instiga enquanto passo o saco de gelo em seu rosto, especificamente em sua maçã, onde uma coloração roxa se faz presente junto de um pequeno calombo. 

- Por que quer saber? 

- Sabe, Melissa, tenho que admitir uma coisa, embora isso seja difícil - ele diz, ignorando minha grossa pergunta. Paro meu ato com o gelo e sento no banquinho a sua frente na cadeira. 

- O que é que você já vai dizer?

Seus olhos brilham de uma forma estranha, mas encantadora. Preciso parar se pensar assim.

- Não sei se em algum lugar nesse acampamento, eu encontraria alguém que cuidasse de mim melhor que você - ele fala. 

Com o peito subindo e descendo, pela primeira vez de forma boa perto dele, observo-o se inclinar para frente. Sua respiração pesada sopra em meu ouvido e faz cócegas, ao passo que ele diz:

- obrigado - e da um pequeno beijo no mesmo lugar.

Meu coração se derrete.

Em outra situação eu o xingaria ou me afastaria por ser audacioso perto de mim, mas não fiz. Por algum motivo não o repreendi pelo atrevimento e pelo gesto inesperado. Estou estática e paralisada demais pra falar, porém meu rosto reage corando com ele me olhando. Antes que eu possa falar algo ou olhar para outro lugar que não seja o chão, a porta da enfermaria se abre e pulo de susto. Harry continua me olhando e, para esconder a vergonha, me levanto e me direciono à enfermeira. 

- Melhorou a batida? - ele pergunta e não consigo parar de passar a mão em meus shorts. 

- Sim, melhorou - respondo e tento sorrir. - Muito obrigada.

- Por nada. Voltem sempre que precisarem - a enfermeira loira fala de modo gentil e se senta. 

Nós dois saímos do local e retornamos aos exercícios. Não trocamos uma única palavra o resto do dia, em nenhum momento, nem um olhar. Não consigo parar de questionar o porquê Harry, o demônio vestido de adolescente prodígio, me agradeceu da forma mais estranha. E ainda mais daquele  modo. Nunca vi aquele olhar apaixonado e jamais esperaria ouvir o macio na voz que já me disse tanta coisa desprezível. Por mais que eu  não admita que foi impressionante e agradável ver esse pedaço dele, sou obrigada a aceitar que posso começar a gostar dele. 

Mas isso pode ser mais uma brincadeirinha de sua parte. O que ele iria querer com a garota que o despreza e só trata mal, assim como também ri com ele pelo modo que ele me faz alegre e feliz? 

E então sinto meu peito acelerar em resposta. 

 


Notas Finais


Foi isso! Espero mesmo que tenham gostado desse e quero saber sua opinião. Nunca sei o que falar aqui, só que nos vemos no próximo. E não esqueçam de ler Radioactive! Um beijão! 😚😚


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