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História Meant to Be - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Meant to Be - Capítulo 2 - Capítulo I

Martina García
Barcelona, Espanha  - 18 de agosto de 2018

Durante meses, meu irmão mais velho, José, tentou me convencer a ir ao Camp Nou para assistir a um jogo do Barcelona e eu sempre consegui fugir. Afinal, futebol definitivamente não é algo que eu goste de acompanhar. Segundo José, um de seus grandes amigos voltará a jogar pelo time catalão, após um período de empréstimo, mas o mais velho não ficou feliz quando eu disse que não queria ir. Acabei sendo convencida por ele quando o mesmo disse que gostaria de passar um tempo comigo, o que não é muito comum de acontecer conosco. 

Estudar moda sempre foi um dos meus grandes sonhos e é incrível poder realizá-lo, mas jamais pensei que essa faculdade ocuparia tanto do meu tempo. Eu passo o dia inteiro na faculdade e quando não estou lá, estou em casa tentando finalizar algum projeto. Isso acaba fazendo com que eu não tenha muito tempo para encontrá-lo ou para passar com ele ao telefone.

— Já está pronta? — José pergunta, tirando-me de meus pensamentos.

— Que susto! — reclamo e ele solta uma risada leve. 

— Vamos? — questiona e eu concordo. 

Saímos do meu apartamento juntos e fomos conversando sobre os acontecimentos da semana. José havia ficado solteiro, após um relacionamento conturbado, e me garantia que estava bem com esse término. Como um bom irmão mais velho, que ama implicar com a irmã do meio, ele não poderia  deixar de fazer a típica pergunta.

—  E os namoradinhos? — questiona malandro e eu reviro os olhos, fazendo que ele soltasse uma gargalhada alta. 

— Você sabe muito bem que eu estou solteira. — respondo e ele concorda enquanto presta atenção no tráfego da cidade catalã. 

— Vou ver se eu arrumo um namorado para você. — comenta pensativo e eu nego. 

— Nem começa com essas suas ideias, por favor. — peço e ele dá de ombros. 

O caminho do meu apartamento até o estádio levou pouco mais de quarenta minutos. José e eu aproveitamos para conversar e ouvir músicas. Descemos juntos do carro e fomos caminhando até a entrada do camarote, onde meu irmão apresentou dois ingressos. 

— Pelo menos a gente não vai precisar ficar na torcida. — comento aliviada e vejo-o revirar os olhos. 

— Tem certeza que você é minha irmã biológica? — indaga e eu mostro meu dedo do meio para ele, enquanto entramos em um dos camarotes. — Sério, até a mamãe é apaixonada por futebol. Você é a única que não gosta. — reclama indignado e eu dou de ombros. 

Nos acomodamos no camarote, onde tinham algumas pessoas desconhecidas presente, e aproveitamos para comer. Confesso que estar em um camarote significa ter bastante mordomia e se estavam me oferecendo champanhe, não seria eu a louca para recusar.

[…]

— Você gostou da partida? — meu irmão pergunta e eu olho para ele sem saber o que responder. 

— Gostei… — dou de ombros e ele solta uma risada fraca. — Gostei mais da companhia do que da partida, mas tudo bem. — complemento e ele sorri. 

— Eu amo muito você! — diz e eu abraço-o rapidamente. 

— Já podemos ir? — pergunto e ele ri negando. 

— Vamos esperar o Rafa sair. — avisa e eu arqueio a sobrancelha. 

O tal Rafa parecia estar enrolando há horas para sair. Quer dizer, a partida já havia terminado há mais de uma hora e até agora esse homem não havia aparecido. O camarote já estava vazio e eu estava largada em um sofá, mexendo no celular, enquanto meu irmão, que também estava mexendo em seu celular, estava sentado em uma poltrona.

— Cheguei! — um homem diz, entrando no local, me fazendo suspirar. 

— Finalmente. — resmungo baixo e fico aliviada ao ver que nenhum dos dois havia ouvido o que eu havia dito. 

— Aleluia, hermano! — meu irmão comenta e sorri animado para o amigo. 

Os dois se cumprimentam com um abraço forte e eu continuo jogada no sofá apenas observando a cena. Meu irmão e o amigo trocam algumas palavras até o jogador perceber a minha presença ali. 

— Martina, esse é o Rafa. — diz e eu sorrio para o moreno que me encarava atento. — Rafa, essa é a minha irmã. — termina a apresentação e o tal Rafa sorri para mim. 

— Oi Martina, é um prazer. — diz e eu, um pouco envergonhada, abro um sorriso. 

— O prazer é todo meu. — digo e o moreno sorri. 

— Vamos sair para jantar? — meu irmão pergunta e seu amigo concorda rapidamente. 

— Você se incomoda se me deixar em meu apartamento primeiro? — pergunto para José, que me encara na mesma hora que seu amigo. 

— Você não vai querer ir com a gente? — pergunta, parecendo estar triste, me fazendo negar. 

— Estou cansada e preciso terminar um projeto. — explico e ele revira os olhos. 

— Vou te deixar em casa depois do jantar e sem discussões, senão eu faço questão de ligar para a mamãe. — avisa e eu bufo. 

Saímos juntos do estádio e entramos no carro do meu irmão. Os dois foram no banco da frente e eu fui quietinha no banco traseiro, aproveitando para atualizar minhas redes sociais com uma foto minha e de José que havíamos tirado mais cedo. 

— Martina, pizza ou japonês? — o amigo do meu irmão pergunta e eu respondo sem ao menos pensar. 

— Pizza, sempre! — digo e ele comemora enquanto José revira os olhos. 

A rádio começou a tocar uma música do último álbum do Justin Bieber e eu aproveito para cantarolá-la baixinho. Não demorou muito para chegarmos à pizzaria escolhida e eu sorrio ao ver que havíamos vindo para um dos meus estabelecimentos favoritos na cidade.

— Me conte as novidades! — o jogador pede para meu irmão, que dá de ombros. 

— Não tem nenhuma novidade… — responde e eu reviro os olhos. 

— Tem sim! — digo e os dois me olham. — Você está solteiro! — digo e ele revira os olhos enquanto seu amigo fica boquiaberto. 

— Você também está… — responde e eu dou de ombros. 

— Mas isso não é uma novidade. — sou sincera e os dois riem. 

O jantar foi agradável e eu sorrio ao ver a amizade que meu irmão e Rafael tinham. O jogador conta sobre a vida dele e sobre os meses que ele passou em Milão, enquanto meu irmão presta atenção e eu aproveito para comer. 

— E você, Martina? Não vai contar nada? — o jogador pergunta e eu olho para ele. 

— Não acho que minha vida seja tão boa para falar sobre… — sou sincera e ele ri ao ver meu irmão revirar os olhos. 

A verdade é que eu não sou uma pessoa que gosto de falar abertamente sobre a minha vida. Na verdade, é bem difícil eu me abrir com alguém. Acho que é uma forma de proteção comigo mesma. E não, nunca aconteceu algo comigo para que eu queira me proteger. 

A minha vida é baseada em estudar, fazer projetos, correr, comer e dormir. No tempo livre, aproveito para fazer chamadas de vídeo com a minha família, que mora em Vigo. José é o único que mora aqui em Barcelona. Seu escritório de advocacia é bem famoso e eu fico muito feliz ao ver meu irmão, mesmo relativamente novo, obtendo muitas conquistas. 

— Essa aí só estuda e dorme. — meu irmão comenta e eu concordo. 

— Que legal! Você estuda o que? — Rafael pergunta e eu tomo um gole de refrigerante antes de responder. 

— Moda. — digo e ele olha surpreso. 

— Uau! Pensei que você quisesse seguir o caminho do seu irmão. — comenta e eu arregalo os olhos. 

— Nunca! — digo desesperada e ele gargalha junto com meu irmão. 

— Eu acho que também não conseguiria fazer isso. — comenta e eu concordo. 

O resto da noite foi tranquila. Os dois riram e conversaram bastante e até tentavam me incluir no assunto diversas vezes. Rafael e José combinaram de sair para correr amanhã, dia de folga do jogador, e eu acabei sendo incluída no passeio. Obviamente meu querido irmão não perguntou o que eu achava da ideia, apenas disse que eu também iria. 

— Eu acho que essa é a sua grande chance de brilhar aqui no Barcelona. — José comenta, enquanto dá partida com o carro, e o jogador suspira. 

— Eu realmente espero que sim, hermano. É muito difícil ser sempre emprestado por não brilhar no time. Quer dizer, é muito difícil alguém conseguir brilhar enquanto joga ao lado do Messi. — ele desabafa e meu irmão concorda. 

— Você sabe que se quiser, podemos tentar reincidir seu contrato… — deixa no ar e o jogador ri. 

— Relaxa… Vamos ver o que vai dar! — diz e meu irmão concorda. 

[…]

Martina García
Barcelona, Espanha  - 19 de agosto de 2018

Acordo com meu despertador tocando e resmungo inúmeras vezes antes de levantar. Deveria ser crime acordar cedo em pleno domingo para correr. Ontem à noite, José e Rafael me deixaram em casa e disseram que passariam aqui às nove horas da manhã para a gente ir. Se eles marcaram às nove, significa que eu preciso acordar às oito para conseguir tomar um banho e trocar de roupa antes de ir. 

“Bom dia, irmãzinha querida! Espero que esteja preparada para a nossa corrida de hoje. Daqui a pouco passo aí para te buscar. Esteja pronta :)” 

Vejo a mensagem de José e não me dou nem o trabalho a responder. Levanto da cama ainda resmungando e entro em meu banheiro. Tomo meu banho quente tranquilamente enquanto cantarolo algumas músicas que tocavam no Spotify. 

Saio do banho enrolada em uma tolha e vou direto para o closet. Separo uma legging, um top e uma camisa; todos os três da cor preta. Não posso dizer que sou uma pessoa sedentária; adoro correr e frequento a academia pelo menos três vezes por semana, mas posso dizer que sou uma pessoa que tem uma mania, segundo meu irmão, levemente estranha: Eu só consigo fazer exercício físico com roupa preta. 

Depois de pronta, vejo o resultado no espelho e acabo gostando bastante. Prendo meu cabelo em um rabo de cavalo alto e aproveito que ainda tenho alguns minutos para tirar uma foto na frente do espelho. Meu telefone vibra assim que eu termino de tirar a terceira foto. 

“Chegamos mais cedo. Já está pronta?” 

Reviro os olhos ao ler a mensagem de José e respondo rapidamente avisando que já estava descendo. Pego o fone de ouvido, um dos meus cartões de crédito e saio de casa. Espero o elevador chegar enquanto coloco o cartão atrás do celular e conecto o fone de ouvido no Bluetooth. 

— Bom dia! — digo simpática enquanto entro no carro do meu irmão. 

— Bom dia! — os dois respondem ao mesmo tempo, me fazendo sorrir. 

O caminho até a Barceloneta, uma das praias mais badaladas de Barcelona, foi feito com José e Rafael conversando animadamente, enquanto eu vivia meu momento anti-social e ouvia música através do fone de ouvido. 

[…]

— Vamos comer? — meu irmão pergunta assim que a gente termina de correr. 

— Eu estou morrendo de fome! — digo e aproveito para fazer um drama, fazendo os dois homens rirem de mim. 

— A gente pode ir naquele café aqui perto. — Rafael comenta e meu irmão concorda rapidamente, enquanto eu dou de ombros. 

Fomos andando até o tal café e eu aproveito para gravar um vídeo da paisagem para postar mais tarde. Conseguimos uma mesa rapidamente e eu fico satisfeita ao ver que ela era na parte externa do estabelecimento. Nos sentamos e eu aproveito para começar a ver o cardápio. Haviam inúmeras opções, mas o croissant amanteigado e o iogurte natural de frutas vermelhas acabaram chamando a minha atenção. 

— Já sabem o que vão pedir? — Rafael pergunta e eu concordo, vendo meu irmão fazer o mesmo que eu. 

O garçom não demorou a aparecer e anotou nossos pedidos rapidamente, garantindo, antes de sair, que não demorariam a ficarem prontos. Enquanto esperávamos, trocávamos algumas palavras sobre o dia e sobre a cidade. Consigo sentir os olhares de Rafael sobre mim, apesar dele estar tentando disfarçar. 

— O que aconteceu? — pergunto ao ver meu irmão lendo algo na tela do celular. 

— Sofía quer conversar comigo. — diz e eu olho para ele enquanto arqueio a sobrancelha. — Vocês se incomodam se eu for lá agora? — pergunta e eu dou de ombros. 

— Faz o que você quiser. — dou de ombros e ele suspira. 

— Pode ir, hermano. — Rafael diz e ele concorda. 

— Vou deixar a chave do carro com vocês. Martina, você deixa Rafael em casa e mais tarde eu passo no seu apartamento para buscar o carro, ok? — pergunta e eu assinto. 

Não demora muito para José se despedir da gente e eu suspiro pesadamente ao vê-lo sair do restaurante as pressas para encontrar a ex. Sinto o olhar de Rafael em mim e decido olhar para ele, que sorri. 

— Por que você ficou assim? — pergunta e eu suspiro. 

— Acho esse relacionamento ioiô um saco para os dois. — sou sincera e ele fica quieto prestando atenção nas minhas palavras. — Sofía tem umas crises de ciúmes que ninguém consegue explicar e ainda se acha no direito de reclamar de tudo. — nego e vejo o jogador rir. 

— Isso é ciúme do seu irmão? — questiona e eu nego rapidamente. 

— Juro que não! Eu sempre gostei dela, mas de um tempo para cá… — deixo no ar e ele ri. 

Nosso café da manhã chega e eu vejo o pedido de José. Rafael agradece ao garçom e me avisa que também vai comer o que meu irmão havia pedido. Começamos a comer enquanto trocávamos algumas palavras. O olhar do jogador raramente desviava de mim e eu confesso que estou começando a ficar curiosa para saber o que ele tanto olha. 

— Você é muito bonita. — comenta e eu dou uma leve engasgada com o suco. 

— Obrigada… — agradeço enquanto sinto minhas bochechas corarem, fazendo ele rir. 

— Quantos anos você tem? — pergunta e eu arqueio a sobrancelha. 

— Acabei de fazer vinte e três. — digo e ele concorda. — E você? — pergunto e ele responde rapidamente. 

— Fiz vinte e cinco no início do ano. — responde e eu concordo. 

Terminamos de tomar nosso café da manhã enquanto ele contava sobre a vida de um jogador de futebol e eu explicava sobre a vida de uma estudante de moda. Confesso que dou uma gargalhada quando ele pede para que eu faça algumas roupas exclusivas para ele, fazendo com que eu explique eu não faço faculdade de moda porque tenho desejo de me tornar uma estilista. 

Assim que terminamos de comer, Rafael pede a conta e paga-a integralmente, apesar dos meus protestos para pagar, ao menos, a minha parte. Fomos caminhando juntos em direção ao local onde meu irmão havia estacionado o carro e durante esse intervalo de pouco mais de cinco minutos de caminhada, o jogador foi abordado três vezes para tirar fotos com fãs do Barcelona. 

— Sabe o que eu acho? — pergunta assim que eu dou partida com o carro de José em direção à casa do jogador, seguindo às orientações do GPS. 

— O que? — pergunto curiosa e ele ri. 

— Você seria uma ótima modelo! — responde e eu gargalho alto, fazendo ele me olhar tentando entender a minha reação. 

— Eu tenho exatamente um metro e sessenta, Rafael! — comento e ele me olha pensativo. 

— Mas existe modelo fotográfica. — comenta e eu dou de ombros. 

O caminho até a casa do jogador, que eu descobri ser brasileiro, foi rápido. Estaciono na porta de seu prédio e ele me olha sorrindo. 

— Muito obrigado pela carona! — agradece e eu sorrio. 

— Imagina, não tem problema nenhum! — sou sincera e ele dá de ombros. 

— Posso fazer uma pergunta? — questiona e eu concordo, mesmo sentindo um leve medo antes de concordar. — Você aceita sair comigo? — pergunta e eu dou uma leve arregalada nos olhos. — Se você não quiser ou tiver namorado, não tem problema nenhum. — diz rapidamente, parecendo estar nervoso, me fazendo rir. 

— Tudo bem… Aceito sim! — dou de ombros e ele sorri aliviado. 

Trocamos os números de nossos telefones e nos despedimos com um beijo na bochecha. Espero o jogador entrar no prédio que mora para eu poder dar partida com o carro. 

O prédio de Rafael não é tão longe do meu, quase dez minutos de distância, então aproveito para ir cantarolando as três músicas que tocaram na rádio durante esse intervalo de tempo. Estaciono o carro de José na vaga de visitante destinada ao meu apartamento e desço do carro após desligar o automóvel. 

[…]

— Deixa eu ver se eu entendi direito: Você tem um encontro com o meu amigo? — José pergunta assim que eu conto para ele que Rafael havia me convidado para sair. 

— Sim… Você vê algum problema nisso? — pergunto preocupada e vejo um enorme sorriso começar a aparecer no rosto do meu irmão mais velho. 

— Está brincando? Eu amei essa ideia! Vocês seriam um casal perfeito… — afirma e eu começo a negar rapidamente. 

— Nem começa, por favor! — peço e ele arqueia a sobrancelha enquanto me encara. — Nós só vamos sair, não vai rolar nada demais. — digo e ele revira os olhos. 

— Isso é o que você diz, irmãzinha… — comenta e eu reviro os olhos. 

Paro para pensar rapidamente e suspiro ao ver que eu vou sair com um jogador de futebol. Talvez, a ficha só tenha caído agora. Tento me convencer que essa saída pode nem rolar, já que Rafael não me mandou mensagem nenhuma, mas sou surpreendida quando sinto meu telefone vibrar e vejo a notificação que eu menos esperava. 

@rafaalcantara empezó a seguirte 

É… Pelo visto, essa saída vai mesmo acontecer… 


Notas Finais


Oi pessoal!

Cheguei com Meant to Be, a história do Rafael e da Martina. Espero que vocês tenham gostado desse primeiro capítulo.

Como já disse lááá no começo, peço que vocês se atentem às datas, porque estamos começando em 2018 e vamos avançando o tempo.

Obrigada à quem leu. Sintam-se à vontade para comentarem e votarem.

Nos vemos em breve!

Xx


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