História Mecânico Indecente - Capítulo 33


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Categorias 50 Tons de Cinza
Tags Nudez, Palavras Pesadas, Romance, Sexo
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Palavras 1.393
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi Amores 😘

Boa Leitura ❤

Capítulo 33 - "Give Me Love"


(Sissi)



— Para de chorar, princesa. Ele não merece as suas lágrimas — Baby alisa meus cabelos e tenta fazer meu choro cessar. Eu estou deitada em seu colo, sem conseguir conter a tristeza e o desespero em saber que nunca mais verei Eric na vida.

Quando Eric praticamente me expulsou de sua casa ontem, eu corri para o outro quarto, enfiei todas as minhas coisas na mochila, peguei meu teclado e a chave do ônibus e corri para a oficina, onde ele estava estacionado.

Saí de lá um pouco sem rumo, só sabia que precisava ir em direção às minhas amigas. Elas, com certeza, me ajudariam. Há mais de três anos, elas têm sido meu porto seguro. Sabia que, desta vez, não seria diferente.

Chegou um momento que eu não consegui mais dirigir, não consegui mais controlar meu choro. Ele estava quase escapando e minhas meninas ainda não estavam ali para me consolar.

Na primeira parada que encontrei, eu desliguei o motor e peguei o celular. Quando contei por alto o que tinha acontecido, Baby disse que, em algumas horas, estaria lá. Dito e feito. Fiquei o tempo todo dentro do ônibus, deitada em posição fetal e relembrando todos os momentos que eu e Eric vivemos nos últimos dias.

Não sei quanto tempo passou até eu sentir muitos braços sendo passados ao meu redor. Elas finalmente estavam comigo. Foi só ouvir a voz de Mika que eu me desatei a chorar.

Em meio a lágrimas, eu contei tudo o que tinha acontecido. Contei cada detalhe, cada minuto, cada momento, cada sonho e cada segredo. A barragem havia rompido. Devo ter falado por horas, mas, em nenhum momento, elas me interromperam.

Quando eu acabei de contar tudo, me permiti apenas chorar. Baby acaricia meu cabelo, minha cabeça deitada em suas pernas. Minhas pernas no colo de Mika, que faz massagem no meu pé. Be e Sue estão sentadas no chão, mas suas mãos estão em mim.

Elas me confortam, me amparam e, principalmente, não me julgam. Eu me sinto uma idiota por não ter contado nada antes.

— Posso fazer uma pergunta? — diz Bê.

— Aham… — respondo, o som não é mais do que um miado.

— Vocês ainda estão juntos?

Esta é a pergunta que vale um milhão de reais.

— Eu não sei, mas acho que não. Por mais que eu esteja completamente apaixonada por ele, não sei se sou capaz de perdoar todas aquelas insinuações. — Minha voz está trêmula, ainda marcada por algumas lágrimas que teimam em cair.

— Sim — diz Mika. — Não estou aqui para pôr lenha na fogueira, mas, se fosse eu, não perdoaria. Desculpa, Sissi.

Eu conheço a Mika. Sei como ela é. A miss independência e líder da campanha “homens só servem para uma coisa” só tem um ponto fraco: Henrique. Todos os outros homens do universo entram na categoria.

— Eu já acho que os dois se precipitaram. — É a vez de Sue comentar. — Vocês estavam nervosos e de cabeça quente. Apesar de ele ter feito besteira, está claro, pelo que você contou, que ele também está apaixonado por você.

— Não estou duvidando dos sentimentos dele por mim, mas, ao mesmo tempo, sei que, quando o assunto é sexo, isso não pode ser suficiente. Ele é o tipo de homem que sabe separar muito bem sexo e sentimento.

— Ei, algumas mulheres sabem fazer isso também — Mika interrompe.

Todos sabemos que ela era a rainha do sexo casual antes de ser a namorada do ano.

É então que tenho uma ideia. Eu me sento no banco/cama e seco as lágrimas. Respiro fundo e olho para a minha amiga.

— Mika, você trairia o Henrique? — A pergunta é direta.

Ela hesita por um minuto, provavelmente refletindo sobre o assunto, mas logo responde: — Se você contar isso a ele, eu te mato — ela me ameaça antes de dar sua resposta.

— Ok, eu prometo.

Ela respira fundo e passa a mão pelos seus cabelos coloridos.

— Eu nunca conseguiria trair o Henrique. — Sua voz é baixa e um sorriso bobo esboça seu rosto.

— Mesmo se vocês tivessem que passar alguns meses sem se ver e sem sexo? — eu insisto. Preciso saber. Minha amiga é o mais próximo de uma perspectiva masculina que eu tenho.

— O desgraçado me fez esperar um tempo antes de transar comigo. Ele tinha toda aquela ideia de que precisava conquistar meu afeto antes de conquistar o meu corpo e blá blá blá.

Ela imita a voz do Henrique nas últimas palavras e todas nós rimos dela.

— Mas, no fim das contas — ela continua —, eu amo aquele arquiteto e, sinceramente, não me imagino com qualquer outro homem. Olha pra mim, Sissi — ela pede e eu obedeço. — Eu acho que ele foi um babaca em dizer tudo o que ele disse. Principalmente por ter duvidado de você. Mas o que importa é o modo como você se sente em relação a ele e a tudo que aconteceu.

— Exato — Baby concorda, se pronunciando pela primeira vez. — E tenha em mente que um relacionamento sem confiança jamais vai dar certo. Você precisa confiar nele e nos sentimentos dele por você. E ele precisa fazer a mesma coisa.

O que elas dizem me faz refletir. Eu preciso pensar. Preciso colocar tudo na balança. Deixar os sentimentos de lado e usar meu lado racional.

— Eu não tenho como dizer nada agora — confesso e todas elas fazem um sinal afirmativo com a cabeça. — Na verdade, o que eu preciso é tocar um pouco. Quando é nosso próximo show, Baby?

— Amanhã à noite, em Terra Grande, que fica a quinze quilômetros de onde estamos — ela diz.

Muito longe. Preciso de música. Preciso agora!

****

 

Pela primeira vez em bastante tempo, aproveitamos o dia para fazer algo que não fazíamos desde que começamos a tocar em bares mais badalados: encontramos uma praça para nos apresentarmos. De acordo com o Google, na cidade em que estamos, músicos são livres para se apresentarem na praça central. A cidadezinha me lembra bastante Vale da Esperança, mas coloco a nostalgia de lado e foco no presente.

Assim que chegamos lá, vemos que somos as únicas no local. O dia já amanheceu, mas não há muito tempo. Com toda a sessão de chororô, perdi completamente o senso de hora. Olho para o relógio no meio da praça e noto que falta pouco para às oito. Vamos acordar a cidade com música boa. Só espero que os moradores sejam compreensivos.

Ligamos nossos instrumentos, ajustamos tudo e tomamos nossa posição. Os momentos que antecedem qualquer apresentação sempre me trazem um frio na barriga. Eu amo essa sensação, essa ansiedade… Acho que, no dia em que eu não mais me sentir assim, desisto de tocar.

— Bom dia, cidade linda! Nós somos a banda Estrogenium e viemos aqui para trazer um pouco de música para a manhã de vocês. Aproveitem o show.

Antes que ela comece a cantar, eu me aproximo de seu ouvido e, em um sussurro, pergunto se eu posso começar cantando a primeira.

É uma música que a gente já tocou inúmeras vezes — com certeza, elas não terão dificuldade em acompanhar.

Mika faz que sim com a cabeça e eu começo com as notas no teclado que, originalmente, são tocadas no violão.

Começo a cantar Give Me Love, do Ed Sheeran.

As meninas me seguem e eu me entrego à música. Eu canto, toco e penso em Eric. Algumas lágrimas escapam, mas não me importo. É a intensidade do momento, a emoção em notas. Canto e deixo meus dedos deslizarem pelas teclas, desejando estar sozinha com um piano.

Ou de volta aos braços do homem que eu amo.

Mas eu preciso pensar. Preciso ter certeza, não só dos meus sentimentos, mas, como Baby disse, se eu realmente confio nele.

Deixo a música morrer e, ainda de olhos fechados, escuto os aplausos. Quando vejo, várias pessoas estão ao nosso redor.

As meninas se aproximam de mim e todas me abraçam ao mesmo tempo. Sei que elas estão preocupadas comigo, mas não tem nada que possam fazer, a não ser estarem ao meu lado. Afinal, esta é uma decisão que apenas eu posso tomar.

Eu agradeço a todas elas e às pessoas que nos cercam. Depois, deixo que Mika assuma o microfone, me permito apenas tocar e entrar em sincronia com a Sissi que sempre conheci. 

A música tem esse efeito em mim. Ela me permite entrar em sincronia comigo mesma. 

E é exatamente isso que eu preciso.


Notas Finais


Até o próximo capítulo baby's 😘❤


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