História Mecânico Indecente - Capítulo 35


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Categorias 50 Tons de Cinza
Tags Nudez, Palavras Pesadas, Romance
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Palavras 2.123
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii Amores 😘❤

Boa Leitura❤❤

Capítulo 35 - "EU QUERO AQUELE HOMEM!!"


(Sissi)


Os dias passam e nada. Faço questão de colocar cada detalhe da nossa turnê no site, na esperança de Eric saber onde estou e, quem sabe, tentar entrar em contato comigo de alguma forma. Meu celular está ligado permanentemente.

Eu sei que deveria entrar em contato com ele e tentar resolver tudo, mas algo dentro de mim me impede de sair atrás de um homem que não sei se está pronto para um relacionamento.

Os sentimentos estão borbulhando dentro de mim. Saudade — de estar nos braços dele —, raiva — de todas as babaquices que me disse —, ciúmes — de todas as mulheres que têm acesso a ele e eu não —, frustração — já estava me acostumando a sexo de qualidade e com frequência — e, principalmente, confusão. Não sei o que fazer. Ao mesmo tempo que quero largar tudo e ir correndo para ele, não sei se eu vou conseguir ter esse tipo de relacionamento.

Preciso admitir: sou ciumenta. Pronto, falei. Ah… Sinto um peso sair das minhas costas. EU SOU CIUMENTA, SOU POSSESSIVA E QUERO AQUELE HOMEM SÓ PRA MIM.

Outro problema, e um problema bem sério, foram as acusações dele. Será que, de verdade, ele acha que eu fiquei com ele para afrontar meu pai? Ou que eu sou apenas uma mimadinha que encontrei nele um desafio?

Nunca pensei que fosse me tornar uma pessoa chata, mas é isso que estou sentindo em relação a mim mesma. Eu sempre fui decidida, sem medo de correr atrás do que eu queria. Eu saí de casa aos dezoito anos, enfrentei minha família, entrei para uma banda, peguei todos os caras que me interessaram… Por que, então, eu virei essa idiota desde que eu conheci esse mecânico?

É tanta indecisão. Isso é totalmente não eu. Não que eu seja tipo a Mika, toda dona de si e tal, mas eu também não sou essa garota cheia de mimimi, que deixa tudo girar em torno do homem do momento.

— Será que ele me quer? Será que só quer me comer? Será que ele tá a fim de mim? Será que ele também tem sentimentos? Será que ele está falando a verdade? Será que ele vai me trair? — falo para mim mesma, me encarando no espelho e usando um tom de voz de menininha, daqueles bem fininhos e irritantes.

— Se ele te visse agora, com certeza, não iria querer te comer. — Eu me assusto com a voz e solto um grito.

Nem percebi, mas, atrás de mim, está Henrique, o namorado da Mika.

— Que susto, desgraça! — digo, colocando a mão no meu peito, sentindo meu coração bater descompassado.

Já estamos na terceira semana de turnê desde que saí de Vale da Esperança. A gente não aguentava mais a Mika com seu sexo virtual, então, decidimos que Henrique deveria vir nos encontrar para o último fim de semana de shows. Felizmente, ele aceitou.

— Desculpa, Sissi. A Mika disse que você tava precisando conversar com alguém do sexo masculino — ele comenta, dando de ombros.

— Que mentira! Se isso tivesse vindo da Baby, eu juro que entenderia, mas vindo da Mika… Ha! Algo não faz sentido — eu digo, apontando o dedo pra ele.

— Tá… Ela disse que não aguenta mais você reclamando e choramingando — ele confessa e toma o lugar no sofá.

Eu estou no “camarim”, ou melhor, a sala do gerente. As meninas estão em algum lugar do bar, tomando uns drinks antes de entrarmos no palco, mas eu não estava a fim. Na verdade, ultimamente, não tenho estado a fim de nada. Tudo que quero é chegar logo na minha casa e me esconder embaixo das cobertas, ligar o ar-condicionado no máximo e viver à base de pipoca por uma semana.

— Sério, Sissi, o que está acontecendo? Você normalmente é toda espevitada, cheia de energia… Agora você tá assim, pra baixo, com carinha de pobre coitada.

— Ei, não é pra tanto! — reclamo.

— Ah, é? E se eu te dissesse que tem um certo mecânico do lado de fora, procurando por você, usando a mesma cara de coitado? — As palavras dele me espantam. Eric está aqui? Meu coração quase sai pela boca e as borboletas invadem meu estômago. Não acredito que ele está aqui. Eu corro em direção à porta. Pelo menos, até escutar as próximas palavras de Henrique: — Caiu, primeiro de abril!

Com a maçaneta já na mão, eu me viro para ele, que está com os dois braços esticados pelo encosto do sofá e uma perna cruzada por cima da outra, apoiada no joelho.

— Seu filho da puta! — eu xingo e dou alguns passos na direção dele. — Estamos em outubro.

— Calma, gata. — Ele ri da minha cara. —Senta aqui, vai. Vamos conversar.

O jeito de Henrique me dá vontade de rir. Ele acabou de me sacanear (bem no estilo “perco o amigo, mas não perco a piada”) e, mesmo assim, não consigo sentir vontade de matá-lo. Acho que deve ser porque o idiota é mais bonito do que um homem tinha direito de ser. Mas eu faço o que ele pede e me sento ao seu lado. Ele passa um braço ao redor dos meus ombros e eu deixo minha cabeça apoiar nele.

— Você tá esperando o que para ir atrás dele? — Henrique começa. — Olha a reação que você teve quando pensou que ele estivesse aqui.

Eu fico em silêncio. Não quero admitir que tudo que eu queria era que ele estivesse aqui.

— Responde uma coisa pro tio Henrique — ele pede e eu o encaro, erguendo uma sobrancelha. Henrique é, no máximo, três anos mais velho que eu. Tio é a última coisa da qual eu o chamaria… Porque tio nenhum pode ter o abdômen sarado, cara de ser bonzinho na rua e safado na cama e, muito menos, ter um pau de vinte centímetros.

A Mika não devia ter entrado em detalhes com a gente, e eu não devia estar pensando no namorado da minha amiga dessa forma. Deve ser a carência.

— O que você quer saber? — pergunto, tentando mudar o rumo dos meus pensamentos.

— Qual é o grande motivo para vocês estarem separados? Assim, quero um motivo. É o seu pai? É o que ele disse? Ou é outra coisa?

Ele me pergunta exatamente aquilo que venho evitando me perguntas nessas últimas semanas que estivemos afastados. Mas algo no tom de voz dele faz com que eu me sinta confortável o suficiente para expôr aquilo que tento esconder.

— Eu acho que um relacionamento de uma semana não é suficiente para aguentar um namoro à distância. Além disso, eu não sei se confio nele — deixo as palavras saírem.

— É claro que você não confia nele, e eu acharia você bem ingênua se confiasse. Confiança vem com o tempo e com a convivência, não é algo que se dá facilmente, é algo que se conquista. Obviamente, ele ainda não conseguiu conquistar. O problema é que você não deu a chance que ele precisava para te provar que aquilo que ele disse era verdade.

Eu olho para ele, assustada por ele saber tanto sobre a minha vida. Henrique apenas dá de ombros.

— A Mika não consegue guardar segredos e ela se preocupa muito com você.

— Sim, a Mika não sabe guardar segredos — eu digo, afinal, os vinte centímetros não me saem da mente. Mas daí eu lembro que Eric tem mais de vinte centímetros. Aquela mangueira que ele chama de pau deve ter, no mínimo, uns vinte e três, de acordo com a minha fita métrica feminina (e imaginária). — Eu sinto muita falta dele — confesso em um sussurro e Henrique me puxa para um abraço.

— Então, dá uma chance para vocês dois. De repente, ele continua sendo o galinha de sempre e comeu dezoito enquanto você esteve em turnê. Ou, quem sabe, ele ficou tão na merda quanto você.

— Você trairia a Mika? — pergunto na lata. Sei que ele não vai interpretar da forma errada. Neste momento, não sou a Sissi, amiga da namorada dele. Sou a Sissi, uma mulher que está sofrendo por outro homem e precisando de conselhos.

— Honestamente? — ele pergunta e eu faço que sim com a cabeça. — Eu sou louco pelo meu arco-íris. Sou completamente, enlouquecidamente, perdidamente e vários outro mente apaixonado por ela. Eu nem cogito a possibilidade de estar com outra mulher. Não que oportunidades não faltem, mas porque a vontade falta. Eu não quero estar com outra. Além disso, não faria nada que pudesse pôr em risco meu relacionamento com a Mika.

A Mika ganhou na loteria quando se mudou para o apartamento da frente de Henrique. A sinceridade nos olhos dele me diz que, por nada nesse mundo, este homem seria infiel.

— Se ele sentir por você um terço do que eu sinto pela sua amiga, com certeza ele também não fará nada com qualquer outra mulher — Henrique garante.

— Mesmo que ele tenha sido um galinha antes?

— Mesmo se ele tivesse pegado todas as mulheres do hemisfério sul e tivesse sido coroado Rei da Xoxotolândia. — Eu rio do comentário dele. — Cara, eu morria de medo da Mika ficar com outro. Ela era só sexo casual e tal. Eu penei pra que ela me desse uma chance. Não faz a mesma coisa com o pobre coitado.

— Ei! Agora você é do time dele? — pergunto, fingindo indignação e Henrique apenas ri.

— Eu só quero ver aquele seu sorriso de novo, Sissi. Você e as outras meninas são muito boas para ficarem chorando por aí — ele diz e é a minha vez de abraçá-lo.

Henrique me dá um beijo no topo da cabeça e sai da sala, me deixando sozinha com meus pensamentos.

Respiro fundo e tomo a decisão que deveria ter tomado há três semanas. Eu disse a Eric que estava apaixonada e não menti. O sentimento ainda está aqui, mais forte do que nunca, mesmo escondido por trás de tanta confusão. Quer saber? Eu não sou mulher de deixar o homem que amo escapar.

Eu vou atrás daquele mecânico indecente. Vou mostrar pra ele que a loirinha safada ainda está aqui, e que nenhuma mulher pode encostar no que é meu.

***

Vale da Esperança é aquele lugar que não muda. Imagino que se eu voltar em vinte anos, tudo estará exatamente do mesmo jeito. Parece que nem as pessoas mudaram de roupa.

Depois do show, eu fui direto para a rodoviária e entrei no primeiro ônibus para cá. Muitas e muitas horas depois, aqui estou. Pego um táxi, que me deixa no centro da cidade.

Nem perco tempo e vou direto para a oficina. Já são quase cinco da tarde, mas sei que ele estará por lá.

— Eric — grito, praticamente invadindo a loja.

— Sissi? — uma voz pergunta, mas não é a voz do meu mecânico.

— Duca? — Eu me viro e vejo Duca parado, todo sujo de graxa. — Cadê o Eric? — quero saber.

— Ele não está aqui, ele foi…

Nem deixo que ele termine. O que eu precisava saber já sei, Eric não está na oficina. Saio correndo em direção à casa dele.

As pessoas da cidade me olham como se eu fosse uma louca. Ou, talvez, alguém que tenha acabado de roubar alguma coisa.

Quando escuto um “Corre, Sissi, corre”, eu me viro para ver quem grita. Sol está lá, acenando para mim.

— Vim buscar meu mecânico — grito para ela, do outro lado da rua.

— Ele foi embora — ela grita de volta.

— Como assim? — Não entendo o que ela disse. Eric foi embora? — Pra onde ele foi? Tá no lago?

Ela atravessa a rua correndo, passando na frente de dois carros e quase sendo atropelada.

— Acho que não tem necessidade da cidade toda saber da nossa conversa. Além do mais, as Joaninhas estão logo ali. — Ela aponta com a cabeça para o grupo de senhoras que estão sentadas em um banco na praça.

— Então, me explica que história é essa de Eric ter ido embora — peço, minha voz ofegante.

— Ele disse que tinha coisas para resolver e…

— Eu cheguei tarde demais — é a única coisa que consigo dizer antes que algumas lágrimas comecem a escorrer. — Que droga! Eu cheguei tarde demais.

Abraço Sol, que retribui.

— Calma, Sissi. Vai dar tudo certo — ela tenta me reconfortar.

Sol não me dá muitas explicações. Ela apenas me leva para o bar e paga uma cerveja para mim. Nem cinco minutos depois, Alexandre aparece. Eu me aninho em seus braços, feliz por tê-lo comigo.

Depois de algumas horas e muitas cervejas, eu acabo aceitando o convite de dormir na casa da Sol. A última coisa que me lembro antes de pegar no sono é de Alexandre falando que, amanhã, ele me levaria para casa.

Mal sabe ele que a minha casa é em qualquer lugar que Eric esteja.

 


Notas Finais


Até o próximo capítulo baby's 😘❤


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