História Mechanical Love - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won
Visualizações 62
Palavras 1.766
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


➛ Boa Leitura!

➛ Opa, turo bom? Demorei mais cheguei, época de prova é triste né? Vamos com tudo para esse capítulo quente que nem a música Brasa da Jade Baraldo (adoro).

Capítulo 17 - Maldito Ferimento


Fanfic / Fanfiction Mechanical Love - Capítulo 17 - Maldito Ferimento

Corri o mais rápido que pude até aquele prédio abandonado, meu coração pulsava em imaginar que Hyungwon estava ali sozinho. Acho incrível o fato de que ele não confia em mim, não me acha suficiente o bastante. Nem parece que dormimos juntos. Subi as escadas e atirei em um Sentinel que estava de guarda na porta, queimando seu sistema e o desligando. Quebrei a porta da casa e entrei, me deparando com Chae lutando com dois Sentinels, tentei ajudar, mas um deles me empurrou contra a parede fazendo minha cabeça girar com a queda.

- Lorde, é a garota. - disse um dos Sentinels. - Lee Yura. Exterminar?

- Exterminar. - disse o Sentinel maior, fazendo que o outro viesse até minha direção. -

- Yura! - berrou Hyungwon, mas foi impedido pelo robô maior, que segurou seu pescoço contra a parede. -

- E você... - disse o maior para Hyungwon. - Você será desligado.

Eu queria me levantar. Mas não conseguia de forma alguma, apenas sentia minha cabeça zonza e meu corpo bambo. Ver aquele Sentinel vindo até mim com aquele serrote nas mãos ao invés de pele, me doeu o coração. Por um momento, pensei que fosse morrer. Se eu morresse, era para que eu aprendesse a deixar de ser teimosa. Se bem que, se eu não tivesse agido com teimosia, Melanie teria sido pega pelos Sentinels. Ou seja, eu salvei a vida de uma criança. Mas, vale a pena perder a minha pela dela? Vale. Pelo menos eu salvei uma criança como o meu irmão, se fosse ele no lugar dela, valeria mais do que a pena ter feito isso. O Sentinel da minha frente parou e teve um pequeno curto circuito em sua rede, deixando que faíscas saltassem de seu sistema, por trás dele, pude ver Jooheon com um pedaço de cano de metal enfiando bem no peito de lata daquele que ia me matar. Jooheon acabou com o Sentinel que estava vindo até mim e começou a lutar com o que estava agarrando Hyungwon, derrubando ele no chão, que se arrastou até mim e pegou minha mão.

- Precisamos ir embora... - Hyungwon dizia em meio a luta. - Consegue correr?

Concordei com a cabeça lentamente e nos levantamos, saindo correndo daquele apartamento destruído e deixando a luta do humano com o robô para trás. A minha testa sangrava e escorria sangue para bem perto de meu olho, mas assim que desci, pude enxergar Kimi com Melanie, que ficaram surpresas ao nos ver ali vivos.

- Vamos logo! - berrou Hyungwon correndo. - Vamos embora daqui!

- Mas... - falei ainda cambaleando. - E Jooheon?

- Ele vai nos matar quando encontrarmos o que Jun pediu! - gritou Kimi. - É nossa chance de fugir, vamos!

- Mas, ele nos salvou... - falei olhando para o prédio abandonado. -

- Yura, escuta. - disse Hyungwon virando meu rosto para o seu. - Ele fez bem em ter nos salvo, mas ele não vai sobreviver. Aquele Sentinel é o Lorde, o mais forte de todos. E no final das contas, Jooheon vai nos matar, Jun nunca vai deixar que a gente saía de Incheon sabendo o que sabemos e vamos descobrir sobre Whitaker, essa é a verdade. Precisamos fugir.

Desde quando eu me tornei tão sentimental? Ah sim, quando eu salvei a pequena Melanie Sook. A ruivinha me olhava com aqueles olhos inocentes na esperança que eu fizesse a escolha certa, mas como vou saber que eu estou escolhendo o que é certo? Alguns minutos ali parados, escutamos alguns baques vindo da entrada do apartamento.

- Vamos embora, pode ser o Sentinel. - disse Kimi recarregando sua arma. -

- Fique atrás de mim. - falei empurrando Melanie para atrás de meu corpo. -

Desses baques, Jooheon saiu dali com alguns cortes em seu rosto correndo, ele gritava algo, mas não dava pra entender.

- Corram! Corram, vai explodir! - ele gritava enquanto corria. -

- Ah meu deus, corram! - gritei correndo enquanto pegava Sook em meus braços e entrava na rua da esquina. -

Eu nunca corri tanto em tão pouco tempo. Corri o mais rápido que pude com a ruiva em meus braços e parei atrás de um carro colocando a criança dentro de um porta-malas.

- Pra onde você vai? - ela perguntou com medo. -

- Me esconder. - falei antes de fechar a mala. - Não abra, não abra!

Corri e vi Kimi escondida dentro de uma lata de lixo, mas estava longe demais. Jooheon se jogou debaixo de um carro, que também estava longe demais. Eu era a única perdida ali. 

- Yura! - gritou Hyungwon. -

E Pow. Uma luz branca ofuscou o céu e eu senti um tremor por todo o solo, apenas esperei que a explosão chegasse até mim. Mas algo segurou meu corpo e se jogou comigo ao chão. Meu coração batia freneticamente com essa explosão. Vidros foram espalhados e pedaços de madeira também, senti algo entrar em minha perna, mas não estava doendo tanto assim. Ao abrir os olhos depois da queda, pude ver meu corpo enlaçado com o de Hyungwon ao chão. Ele respirava descontroladamente e bem mais fundo que eu.

- Quando você vai parar de se arriscar por uma criança?! - ele gritou olhando para mim. -

Dei um pequeno sorriso de boca aberta e com respiração ofegante e recebi um beijo seu em minha testa, em seguida me abraçou ainda deitado no chão. Um dia, quase duas mortes. Estou até com medo do que está prestes a vir.

Andamos até escurecer, temos que apertar o passo já que agora os Sentinels sabem que estamos aqui. Hyungwon carregava Melanie em sua corcunda, a menina dormia como um bebê, fico feliz que ela consiga dormir. Eu estava andando me apoiando nos ombros de Kimi, minha perna doía demais e eu não conseguia entender o motivo de tanta dor.

- Argh! - gritei enquanto dei um passo mais largo. - 

- Você está queimando de febre. - disse Kimi. - 

Eu não estava com calor, mas estava sentindo o suor escorrer por todo meu corpo. O sangue que mais cedo estava em minha testa, agora estava estancado e duro, parecendo uma cola em meu rosto. A higiene é ótima quando se está tentando permanecer vivo. Kimi me encostou em uma parede, fazendo com que os meninos na frente parassem de andar.

- Devemos descansar. - disse Kimi. - Ela está machucada e precisa de cuidados, está escurecendo e os Sentinels tem visão noturna.

- Aqui não. - disse Jooheon olhando ao redor do ambiente. - Tem muitos deles por aqui, vamos pela floresta de Incheon.

Eu não sabia se aguentaria mais, minha perna que foi machucada, agora rastejava ao chão. Eu não conseguia andar ou me manter de pé, até que quando já estávamos prestes a entrar na floresta, caí ao chão gemendo de dor. Kimi tentou me segurar e os meninos viraram para nós como se estivessem espantados com o que viram.

- Eu disse que ela não ia aguentar. - falou Kimi segurando meu braço. -

Eu estava tonta e o suor tomava conta de meu rosto, como uma grande queda d'água. Jooheon colocou sua arma em suas costas e veio até minha direção, com seus braços esticados até mim, o que fez Hyungwon se exaltar um pouco.

- Ei, o que vai fazer com ela?! - disse Hyungwon com a pequena Sook em seus ombros. -

- Ela não vai andar e precisamos entrar na floresta. Tem alguma opção melhor? - disse Jooheon dando de ombros. -

- Você não vai carregá-la. - o robô disse sério. -

- Hyungwon. - disse Kimi no mesmo tom de voz. - Deixa ou ela vai acabar morrendo.

Um momento de tensão entre os dois foi formado, mas em alguns segundos, o robô cedeu e virou seu rosto. Em seguida, Jooheon se abaixou e me pegou em seus braços, olhou para mim e deu pequenos assopros em meu rosto, que me ajudavam a permanecer de olhos abertos. Mais um pouco andando até encontrar um bom lugar na floresta, eu já estava cansada, mesmo estando nos braços de alguém. Hyungwon olhava para nós dois o tempo todo e isso me incomodava. Não confiava em mim? Ou melhor, não queria me deixar com outro homem? E se eu morresse? Durante o caminho, senti minhas forças se esgotarem e meus olhos fecharem, eu gemia baixo de tanto frio que estava sentindo, então o rapaz que me carregava trouxe ao meu ouvido sua boca e falou algo que apenas eu entendi.

- Aguente firme. - disse sua voz baixa. - Estamos indo para um lugar com remédios.

Ouvir isso me acalmou, então não fechei os meus olhos. Mas ele pesavam tanto.

Kimi costurava a grande ferida que foi formada na minha perna direita com a ajuda de um anestesiante natural que encontramos pela floresta ali. Eu tentava não pensar em como estaria a ferida olhando pra Melanie adormecida ao chão, ela dormia tão bem. Por fim, Kimi se levantou e pude ver suas mãos sujas de sangue, tudo bem se fossem os de outra pessoa, mas o sangue é meu. Sua roupa estava toda manchada de sangue como quem estivesse acabado de fazer uma cirurgia em um paciente e o pior, eu não sentia nada por causa da anestesia. Tentei me sentar para ver como estava, mas logo fui barrada.

- É melhor... - Kimi disse assustada. - É melhor não. A ferida foi pequena, mas ela foi infectada e contaminada, então não está muito bonito ao ponto de você olhar. É melhor não.

Me deitei novamente e adormeci rápido, por causa da anestesia. Quando a fogueira apagou, o que parecia ser madrugada e todos estavam dormindo, acordei. Me sentei no chão com um pouco de dor e pude ver Hyungwon sentado ao meu lado, por um momento, esqueci que ele "não dormia". 

- Está muito feio? - perguntei afastando a gaze que cobria o ferimento sem olhar. -

- Está. - ele fez uma pequena careta. - Mas você está linda.

Sorri de forma fraca e meiga, olhei para o céu e em seguida para os lábios de Hyungwon, tão lindos.

- Obrigada por me salvar. - falei. -

- Obrigado por existir. - disse ele antes de beijar meus lábios. -

E ali ficamos. Deitei em seu ombro e fiquei acordada pensando em tudo. Pensando em sair de Incheon e chegar em Gwangju. Pensando em minha vida. Pensando em minha mãe e meu irmão.

Pensando em minha vida.


Notas Finais


➛ Espero que tenham gostado desse capítulo, fiz com bastante carinho para vocês, então digam o que acharam! (E me desculpem a demora, amo vcs <3)

➛ Comentem o que acharam, cada comentário me apoia para continuar. ^^

➛ Obrigada por lerem! Beijos e até a próxima (prometo não demorar tanto) <3


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