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História Medicine - Capítulo 1


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Notas do Autor


Aaaaaaaaaa eu não sei mais oq tô fazendo da minha vida, mas ok
Eu peço mil perdões por não ter postado ontem, mas sério, e tava morrendo de sono por causa da escola e se fosse terminar de escrever alguma coisa ia sair pior do que já tá

Capítulo 1 - Único


Sick

-

"I just have to hold on tight the things precious to me"

  Dazai parecia um ursinho de pelúcia encolhido na cama daquela forma, seu nariz estava avermelhado e seus olhos brilhavam lacrimejando de cinco em cinco minutos, parecia mais fraco que o normal e seu raciocínio também parecia um tanto prejudicado. Ainda por cima estava igual a um pequeno gato manhoso, pedindo carinho e querendo companhia a todo momento. Sequer conseguia comer alguma coisa sozinho, reclamando sempre de como sua garganta doía.

   O demônio prodígio, o executivo mais novo da máfia, estava derrotado em meio a cobertas macias por culpa de um mísero resfriado.

   Chuuya acharia aquela situação cômica se ele próprio não tivesse sido obrigado a cuidar do doente em questão. Se lembrava claramente da voz de Mori o ordenando, era frustante como sua única escolha era obedecer.

   "Você e Dazai-kun se dão tão bem, como parceiro você deve cuidar dele. Tenho plena certeza que ele faria o mesmo por você."

   Tsk, pensou irritado enquanto buscava uma cartela dos remédios que Osamu devia tomar naquele horário. Sabia muito bem que ele não faria nada daquilo por si, mas ordens eram ordens e agora estava preso no apartamento bagunçado do parceiro que não parava de reclamar a cada segundo. Pelo menos ele não estava fazendo nenhuma piada consigo, aquilo ajudava muito seu autocontrole e paciência tão pequenos.

   Ao chegar na sala viu o moreno enrolado em suas cobertas, sequer prestava atenção no filme que passava na televisão a sua frente. Se aproximou, vendo o olhar sonolento se focar em si, sorriu minimamente com a cena. Era um tanto fofa a forma como Osamu parecia inofensivo, sem o brilho desafiador nos olhos, com o nariz e as bochechas rosados, afundado em cobertas como se quisesse sumir. Era algo fora do usual.

   — Seu remédio. — disse tentando seu melhor tom gentil.

   — Eu não quero. — direto como sempre, o maior virou o rosto, fingindo ter criado interesse pelo casal se beijando na televisão.

   Chuuya respirou fundo.

   — Você precisa tomar o remédio. — tentou novamente, com um tom mais ameaçador do que o desejado.

   — Me.Obrigue. — Dazai retrucou pausadamente, se escondendo ainda mais nas cobertas, como se elas pudessem o salvar do risco de vida que corria naquele instante.

   — Dazai... — Chuuya suspirou pesadamente, contando até três. — Você precisa tomar seu remédio, Mori-san mandou.

   — A única pessoa que pode contar a ele que eu não tomei meu remédio é você. — o moreno falou irônico, encarando o menor que parecia indignado.

   — Quer que eu minta para meu chefe?

   — Você é leal demais a ele Chuuya, você devia me obedecer mais, afinal, é o meu cachorrinho. — Osamu comentou em um tom casual, vendo o rosto do parceiro tentar criar novos tons de vermelho, misturando vergonha e raiva

   — Eu não sou seu cachorrinho. — Chuuya disse irritado.

   — Não é isso que aquela aposta diz.

   — Você poderia por favor tomar seu remédio? — Nakahara quase implorou, mas, o pingo de dignidade restante em seu ser o impediu. — Não quero que acabe mais doente... — deixou aquela parte escapar sem querer por seus lábios.

   Dazai se virou de costas para si no sofá, observando com enorme interesse o estofado em cores neutras. Chuuya podia jurar ter visto as bochechas do mesmo coradas, mas era Dazai, nunca tinha certeza de nada relacionado a ele.

   — Está bem. — o moreno murmurou em meio às cobertas, fazendo o menor sorrir. Por que aquela cena parecia tão adorável?

   Nakahara entregou o comprimido e um copo de água ao parceiro, que se sentou no sofá para tomar o remédio e, assim que o fez, voltou para o calor dos cobertores espalhados pelo sofá. O ruivo observava a cena um tanto fascinado, era estranho ver Osamu tão inofensivo e lento. Seu interior sentia vontade de segurá-lo para nunca mais soltar, mas, obviamente nunca assumiria tão pensamento em voz alta.

   — Você precisa tomar banho. — Chuuya comentou após algum tempo de silêncio constrangedor.

   — Sim... — Dazai concordou e sua voz parecia tensa, o menor não pode evitar ficar curioso.

   — Você consegue tomar sozinho, não? — o ruivo perguntou com as bochechas em um tom discreto de rosa.

   — Na verdade... — o maior tentou buscar palavras, escondendo parcialmente seu rosto nas cobertas. — Eu preciso de ajuda com as minha bandagens.

   Nakahara piscou algumas vezes antes de entender o significado daquilo, ficando tão vermelho quanto um tomate ao receber o choque de realidade.

   Ajudar Osamu a retirar suas bandagens não devia ser uma tarefa difícil, muito menos constrangedora. Obviamente estava errado, afinal, tudo entre eles era mais estranho, desde um curto encostar de ombros até esbarrões propositais. Situações essas que faziam o coração de Chuuya se sentir em uma maratona, prestes a explodir. Então, por que seria diferente naquele momento?

   Dazai estava sentado na borda da luxuosa banheira do apartamento, lentamente retirava as bandagens de suas pernas, lentamente demais para o ruivo apoiado próximo a porta. Nakahara tentava se manter o mais longe possível mas, a lentidão do moreno quando estava doente chegava a ser ridícula.

   Sabia muito bem que ele tinha vergonha, mas aquilo não era uma boa justificativa para demorar dez minutos desenfaxando apenas uma perna.

   — Ei, cavala, se vai demorar tanto com isso eu mesmo faço. — ditou irritado, vendo o parceiro o olhar incrédulo.

   — Não, obrigado. — o maior respondeu, aumentando consideravelmente a velocidade de seus atos.

   — Então eu vou na cozinha preparar essa merda dessa sopa e volto daqui a pouco. — Chuuya ditou dando de ombros, seria bom sair de perto da tensão que pairava no ar.

   Chegou no cômodo indicado e gastou cerca de cinco minutos com os preparativos da sopa, deixou a panela ligada no fogo com o frango cozinhando e então voltou ao banheiro. Enquanto subia para segundo andar sua mente resolveu lhe pregar uma peça, não era como se nunca tivesse se questionado sobre mas... Aquela preocupação com o parceiro era normal? Não sabia ao certo, mas, por mais que sempre quisesse esganar Osamu, sempre acabava o protegendo e se preocupando com o mesmo.

   Teve seus pensamentos interrompidos ao chegar no banheiro, Dazai já estava sentado na banheira dentro da água — o que comprovou sua teoria sobre ele estar com vergonha —, encolhido enquanto abraçava seus joelhos. Chuuya tentou se convencer de que aquela cena não era, de forma alguma, bonita. Mas obviamente falhou.

   — Você sequer sabe tomar banho? — Nakahara perguntou ao ver que os fios castanhos alheios não estavam úmidos.

   — Hm? — Osamu perguntou sem sequer formular uma frase, o ruivo revirou os olhos se aproximando da banheira.

   — Um resfriado consegue tirar toda sua inteligência? — Chuuya perguntou irritado, o moreno riu quando viu o mesmo se sentar na beirada da banheira e arrumar o termostato na parede próxima, fazendo um pequeno cafuné nos fios castanhos em seguida. — Desse jeito vai acabar congelado.

   — Chuuya, você parece uma esposa. — o executivo disse rindo discretamente, enquanto o outro se encontrava em estado de choque.

   — E-eu esqueci a panela no fogo. — Nakahara mentiu descaradamente, saindo correndo do banheiro em seguida.

   Chuuya não estava exatamente irritado — sendo que deveria —, estava mais envergonhado do que qualquer coisa. No início havia concordado em cuidar do parceiro por ser uma ordem, mas, após passar mais de horas ao lado de Osamu sabia muito bem que não era apenas o poder de Mori que o prendia naquele apartamento escuro e bagunçado. Era frustante a forma como o outro conseguia mexer consigo, simples palavras pareciam ter significado duplo a todo momento, o que sempre resultava em olhares sendo desviados e climas estranhos no ar.

   Terminou de preparar a sopa no automático, seus braços apenas se movimentavam sozinhos enquanto sua mente vagava em pensamentos que havia tentado evitar o dia inteiro. Quando se deu conta havia terminado, o cheiro da comida preenchendo o ambiente normalmente tão mórbido. Provou um pouco e sorriu satisfeito, não era como se quisesse agradar o parceiro, mas havia superado seus dotes culinários.

   — Chibi, a comida está pronta? — a voz sonolenta de Dazai veio da porta da cozinha, o ruivo se virou na direção do mesma em um pulo.

   — Que susto Dazai de merda! — reclamou mais pelo hábito do que raiva, se perdendo na reclamação ao ver como o moreno estava sem as típicas bandagens, apenas com um pijama de tons pastéis. — Você não sabe usar algum sapato não? — desviou o olhar dos pulsos cobertos de marcas para os pés descalços.

   — Eu não gosto deles. — Dazai respondeu sem dar muita importância, caminhando até o sofá e se escondendo nas cobertas novamente.

   — Francamente, é por isso que você está doente. — Chuuya suspirou enquanto passava as mãos pelo rosto, tentando recuperar sua paciência. — E no fim eu que pago pelas idiotices que você faz!

   Dazai deu de ombros, como se aquilo não fosse problema seu. E era. Nakahara respirou fundo e resolveu ir pegar a sopa para comerem, assim teria tempo para respirar fundo e contar até dez, com sorte recuperando sua paciência.

   Ao voltar para a sala com os dois pratos em mãos viu o corpo encolhido no sofá, sorriu de canto enquanto depositava os objetos na mesinha de centro. Se aproximou do garoto, vendo como apenas seus olhos estavam visíveis em meio a tantos tecidos. Ajoelhou-se em frente ao sofá, vendo as orbes castanhas o encarando de maneira irritante.

   — Dazai, você sequer tem uma mesa de jantar? — perguntou calmamente enquanto brincava com alguns fios castanhos, vendo o mesmo dar de ombros.

   — Nunca recebi visitas. — respondeu simplista. Chuuya riu, se levantando e pegando um prato para oferecer ao maior que o aceitou sorrindo.

   Começaram a comer em silêncio, Osamu tentava equilibrar as cobertas sobre seu corpo e o prato em mãos, reclamando de sua garganta a cada cinco segundos. Enquanto isso o ruivo havia depositado seu prato sobre a mesa de centro e se sentado no chão, rindo em seu interior de como o outro parecia atrapalhado com a colher em mãos.

   — Chuuya, você cozinha bem... — Osamu comentou quando estavam terminando a refeição, ali estava outro traço peculiar de quando o moreno estava doente, ele elogiava com muito mais facilidade.

   — Obrigado, eu acho. — respondeu um tanto confuso, indo pegar os pratos, mas sendo impedido pelo moreno.

Dazai aproveitou da estatura do ruivo, quando este foi pegar o prato sujo de suas mãos, para se inclinar para cima e lhe dar um leve beijo na testa. O outro corou mas pegou o prato das mãos do maior, caminhando rapidamente até a cozinha, onde se permitiu ter raiva de si mesmo por ter gostado daquela sensação.

   Passaram o resto da tarde juntos, maratonando filmes ruins e bons, enquanto o ruivo descansava no colo do maior e recebia um leve cafuné. Estava cansado, afinal, ser babá de Dazai passava longe de ser uma tarefa fácil.

  Quando perceberam já era tarde da noite e o moreno tinha que dormir, Chuuya mandou o mesmo subir para seu quarto enquanto ia buscar o remédio que deviria tomar antes de dormir. Encontrou o mesmo sem problemas e subiu a escadas cansado, tinha sorte de ter escolhido uma roupa confortável para aquele dia.

   Ao chegar no quarto viu o corpo encolhido nas cobertas, suspirou se sentando no espaço vazio da cama de casal. Lentamente, Osamu se virou para o encarar, virando de costas no mesmo instante em que viu a cartela de remédios em sua mão.

   — Nem adianta virar de costas, você vai tomar essa merda de remédio. — Chuuya ditou sem dar espaço para objeções, estranhamente o moreno o obedeceu.

   — Chuuya realmente parece uma esposa... — comentou rindo de canto enquanto pegava um comprimido e o engolia sem sequer beber água. Lá estava o Dazai de sempre, o Dazai irritante que não o deixava em paz e alfinetada onde sabia muito bem o quanto o afetava.

   De certa forma era reconfortante ouvir aquilo, era um sinal de que o maior estava saudável no fim das contas.

   — Você tem sorte de o Mori-san ter mandado eu cuidar de você, se não já teria te esganado, idiota. — Nakahara retrucou cruzando os braços emburrado.

   — Chuuya não está aqui porque se importa comigo? — Osamu perguntou em um tom arrastado e de certa forma... fofo? Chuuya devia estar ficando doente também para pensar algo assim.

   — Mas, afinal, como você pegou esse maldito resfriado? — o ruivo mudou completamente de assunto, Dazai deu um sorriso sem nenhuma malícia com isso e o Nakahara achou estar delirando.

   — Eu pulei em um rio.

  — Estamos no inverno, Dazai.

   — Preciso explicar mais? — o maior perguntou bocejando. — Estou com sono, chibi.

   — Durma? — Chuuya respondeu sem saber exatamente aonde o parceiro queria chegar.

   — Dormir nessa cama sozinho é tão solitário... — Dazai comentou manhoso, a julgar pela sua expressão, se lhe fizesse um cafuné acabaria ronronando, o ruivo teve que se controlar muito para não testar sua teoria.

   — Eu preciso ir, está tarde e você deve ficar melhor amanhã. — Chuuya ditou, se levantando da cama, mas foi impedido por uma mão macia segurando seu pulso.

   — Chibikko... Não vá embora. — o moreno pediu enquanto se ajeitava melhor nas cobertas, ainda sem soltar o parceiro.

   O menor suspirou, se sentando novamente na cama. Osamu sorriu, puxando o garoto para se deitar ao seu lado. Chuuya demorou para processar o que estava acontecendo, quando percebeu já era tarde demais. Estava deitado na cama do parceiro que o agarrava como se fosse um bichinho de pelúcia.

   Não estava com sono, e nunca iria conseguir dormir com a presença do maior tão próxima de si. Torceu para que não acabasse doente também, observando a expressão calma de Dazai que fingia dormir com um sorrisinho nos lábios e os cabelos castanhos lhe cobrindo parte do rosto. Seu coração parecia estar tentando fugir de seu peito, e não duvidava que o moreno pudesse acordar com o som do mesmo. Permaneceu paralisado, sentindo os braços envolta de si em uma posição desconfortável. Não se mexeu, e nem poderia se quisesse, estava imerso em seus próprios pensamentos enquanto observava cada mínima mudança de expressão no rosto tão próximo do parceiro. Desde suas sobrancelhas que sempre acabavam cobertas pelo cabelo, seus cílios, seus lábios ressecados mas estranhamente atraentes e até mesmo como os fios castanhos pareciam macios.

— Dazai de merda, não vai me soltar nunca? — perguntou irritado após minutos de silêncio.

— Uma vez alguém me disse que eu deveria em agarrar as coisas precisas para mim... — Osamu comentou calmamente, enquanto apertava mais ainda o abraço, estranhamente aquilo não era sufocante nem nada do gênero.

— E? — o ruivo perguntou se negando a acreditar no significado implícito da frase.

— Estou pondo isso em prática agora. — respondeu sorrindo mais ainda enquanto Chuuya imitava um tomate pela provavelmente vigésima vez naquele dia.


Notas Finais


Não sei se saiu tão fofo quanto eu pretendia mas tudo bem kk
Originalmente era pra ser bem mais longo mas eu tô com sono de novo e vou desmaiar daqui a pouco
Amanhã eu vou postar o dia 5 (que é bem especial pra mim) e 6 kkjk, quer dizer, não prometo nada mas vou tentar
Enfim, espero que tenham gostado mais do que eu💕


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