História Medievo - Capítulo 3


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Categorias IKON
Personagens B.I, Jinhwan, Junhoe
Tags Bobby, Dolinhodoolly, Hard Lemon, Idade Média, Jinhwan, Jisoo, Junhoe, Junhwan, Junjin, Medievo, Otp, Voltei, Yunhyeong
Visualizações 31
Palavras 4.934
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OOI s2

Ai esse capítulo provavelmente será o mais diferentão do que o enredo promete e tem surpresinhas que me deixam nervosa


Boa leitura...

Capítulo 3 - A Dama Escocesa


Fanfic / Fanfiction Medievo - Capítulo 3 - A Dama Escocesa


Era um dia especial para todo o reino, aconteceria aquela tarde o adorável festival do início da Primavera, estavam todos animados, sorridentes. Na França, aquela época significava muita fartura, uma colheita cheia, chuvas amenas e o principal, paz. Além de toda a beleza que aquela estação trazia é claro, as flores, as cores, a grama em seu tom mais verde, os olhos de todos pareciam mais dóceis, exceto, os de Koo JunHoe. 


Já haviam se passado 7 dias após a primeira conversa turbulenta do Nobre com o prostituto, desde então, Koo não se atrevia a dar nem olhares para o rapaz, mesmo que lhe fosse uma tentação grande, mantinha-se em forma defronte ao garoto, até mesmo nas dolorosas vezes em que o menino aparecia bem cedo na porta de seu quarto todo descabelado, com os fechos da camisa quase transparente desamarrados, trazendo seu café da manhã. Ceder era perigoso demais, ter qualquer coisa que fosse com aquele baixinho não era correto, tanto pelo mesmo ser um outro homem, quanto pelo mesmo ser um servo, além do fato de que o menor era um garotinho aparentemente ingênuo que se vendia porque não tinha escolha, o homem não queria se envolver, não queria que o menino fizesse com que se importasse, porque mesmo que gostasse de ouvi-lo tagarelar sobre coisas aleatórias, até uma amizade indireta entre ambos seria um ultraje. 


Já Jinhwan, estava quase subindo pelas paredes em desespero, todas as suas tentativas de conversa com o homem, que antes se mostrava - mesmo que frio, tão descomplicado — Além da vontade evidente nos olhos do Lorde que deixavam claro como o nobre queria comê-lo — Agora, o homem estava quase inacessível, mesmo que o rapaz visse o maior todos os dias pela manhã, o mais velho não permitia que nenhuma conversa se estendesse, a postura séria, a guarda sempre em alerta, como se o garoto fosse uma ameaça constante e de difícil eliminação. Estava um caos a vida do prostituto, a rainha queria resultados que o menor não tinha e que estavam ficando cada vez mais distantes, o mesmo se martirizava por seu plano e atuação terem, de alguma forma, dado errado e estava exausto, todos os banhos de banheira do mundo não conseguiam o deixar menos tenso, temia não obter sucesso depois de todas as investidas pesadas concentradas nesses 7 dias terem fracassado, estava pensando demais, fazendo demais, suas feições pareciam cansadas, seu cabelo estava mais seco, as noites de sono eram menos satisfatórias. Por todos esses fatores, o rapaz decidiu que precisava se recompor, jamais conseguiria o olhar do nobre ou de qualquer alguém da forma em que estava: mergulhado em apelos penosos, súplicas silenciosas, e seu baixo cuidado com a aparência que sempre se preocupou em zelar. Logo, sua solução fora aproveitar o festival de primavera sem pensar em sua soberana, ou em Koo. Iria beber, dançar e quem sabe encontrar alguém que relaxe seu corpo em um coito sujo sobre a grama de algum canto no campo do castelo.
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Koo JunHoe fechava a porta da sala do conselho em um baque enraivecido, caminhava tão rápido que o sapato estalava contra o piso. Em sua cabeça só passava milhares de formas em que poderia matar a maldita Rainha, não podia se conformar com a forma como a miserável havia lhe passado a perna. O homem tinha os punhos cerrados e os olhos centrados no vazio das paredes; eis que Jisoo havia deixado o Castelo para presenciar o festival, o único detalhe infeliz, era que a Jovem havia ido para não assinar o tratado com o nobre, este que lhe daria a posse das terras de Valuar, estas que Koo exigia a semanas. O homem já estava cansado daquele castelo, de olhar na cara da assassina de seu primogênito e de tratá-la como uma soberana, de se manter presente em todas as reuniões do conselho nas quais acabavam sempre lhe pedindo de forma indireta que ajudasse o reino com a crise financeira, daqui a pouco não teria mais desculpas para dar aqueles velhos e ao seu Rei. O homem levou as mãos até as madeixas e as afastou para trás, martirizando tudo e a todos, indagava-se em um momento de lógica em meio ao conflito interno, o porquê de estar se submetendo aquele tipo de situação, por que diabos estava deixando a maldita rainha adiar suas exigências, quem tinha a cartada maior era si, tinha a faca e a cabeça da mulher em mãos, por que hesitava em cortar? Não mais. 
Deu meia volta no corredor e desceu as escadas rapidamente encontrando um de seus guardas pelo salão, o nobre ordenou ao homem que preparasse seu cavalo, estava indo para o festival de Primavera


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JinHwan tinha convencido um de seus clientes apaixonados — este que era um membro da guarda real — a lhe levar para o festival que ficava em uma bela área da floresta, lá era onde mais se via as belezas da primavera, tinha muitas crianças, muita música, muita comida e muitos sorrisos, os nobre ficavam no topo de uma ladeira mediana, e os pobres embaixo. O menor estava vestido com roupas um tanto exóticas, que a rainha havia lhe presenteado no meio da semana, claro, usava por cima um imenso casaco preto com capuz para cobrir pelo caminho toda a sua transformação. E sim, a rainha havia corrido pelos estreitos do castelo em busca de roupas femininas que servissem naquela figura, ela lhe deu uma peruca cara, e ensinou o menino a se pintar, tudo isso, era para o caso do Lorde Koo, se ele tivesse alguma fantasia com o jovem vestido de Lady, a soberana fazia questão de saná-la, mas Jinhwan não estava vestido para Junhoe, muito menos para a mulher, ele somente queria toda a atenção dos homens daquele lugar e sem nem pensar nas consequências, apenas o fez. O garoto antes jamais viera a se vestir de mulher, jamais colocara qualquer cor nos seus lábios que não fosse o seu tom de nascença, mas devia admitir, adorou ter as pernas libertas, se roçando uma na outra ao caminhar, adorava a saia rodada do vestido e sua fina alça sobre seus ombros, o perfume doce, a tinta preta que delineava seus pequenos olhos os deixando felinos, o tom vermelho em seus lábios que realçava seu sorriso, os cachos loiros do cabelo falso lhe caindo até pouco acima da cintura, o corpete que lhe apertava profundamente marcando curvas que nem sabia que existia, a protuberância que marcava seu peitoral com seus mais novos seios feitos com lenços de papel, mas o que mais deixou o jovem encantado, era os sapatos, a rainha havia lhe dado dois pares de tamancos que o deixavam com uma altura elegante, os vestidos se arrastariam no chão caso o menino não estivesse calçando aquelas beldades. As cores de suas vestimentas se encaixavam de modo delicado com seu tom de pele, o vestido era bege, seus sapatos estavam mergulhados em uma imensidão de azul, as tiras do mesmo eram bem finas o que suavizava aquele tom tão forte, e mesmo que os seus sapatos não aparecessem, se houvesse alguma necessidade do menino levantar a saia para revelá-los seria uma visão perfeita, lindo os pés pequenos do garoto presos no par de calçados. Jinhwan sabia que o Lorde Koo não estaria lá, era um dos motivos para ter ido, precisava de paz e sossego. Aquele dia o garoto se considerava uma dama, estava tão feminino, tão delicado, tão bem vestido, nenhuma pessoa iria duvidar se era mesmo uma donzela e muito menos que era pobre, ainda mais após ter ousado colocar as joias cujo a rainha havia lhe dado para pagar seus serviços, estas que ainda tão tinham sido vendidas, não pôde resistir em colocá-las, as mesmas lhe faziam uma mulher linda e de berço, mesmo que só na sua imaginação e nos olhares superficiais das pessoas que não o conheciam. 
Ao que o cavalo parava de correr e começava a trotar, o menor percebeu que já estava chegando ao seu destino e claro, ficara um pouco atrás da onde a multidão estava, ninguém poderia saber como que havia chegado. Selou os lábios do cavaleiro bem rapidamente agradecendo-o pelo favor e pulou do animal com os sapatos nas mãos e a saia do vestido erguida, acenou para o homem que logo partiu e calçou o tamanco, liberando o vestido, tirando o casaco que tinha sobre si o deixando ir ao chão. Passou as mãos sobre as madeixas loiras, ajeitando-as, grato ao que mesmo depois da viagem para estar ali ainda estar inteiro, ergueu um pouco a saia novamente e caminhou até onde a música soava mais alta. 

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Assim que chegou, o nobre deixou seu cavalo com um dos cavaleiros disponíveis na entrada da floresta, adentrou o festival furioso e com pressa, mas assim que se viu naquele meio, se arrependeu de estar onde estava. Muito barulho, cheiro intenso de vinho bom se misturando com vinho ruim, gritos agudos de crianças correndo uma atrás das outras, a cor intensa das folhas das árvores e das flores, mas o pior, as pessoas, os sorrisos bonitos de um lado, cabelos penteados, estalo de beijos tímidos, contra madeixas descabeladas, sorrisos banguelos e saliva sendo trocada de modo brusco. O homem rapidamente se aproximou do lado nobre, subindo a ladeira, deixando as visões perturbadoras para trás e assim que estava no meio de todas aquelas pessoas felizes e bem servidas seus olhos só conseguiam correr por cada canto, à procura dos cabelos castanhos escuros da mulher que lhe arrancava todo o bom senso. Não a encontrava, virava o corpo para vários lados e mesmo quando suas íris se mantinham lentas, checando cada brecha, não tinha sucesso, o moreno bufou impaciente alcançando uma taça de vinho sobre a bandeja de um dos servos que passava, engoliu todo o líquido com sede, o apreciando queimar sua garganta e girar sua cabeça. Largou a taça em qualquer canto respirando profundamente, em busca de forças que evitassem a si de sacar sua espada e iniciar uma chacina apenas para descontar sua raiva, tinha saído do conforto do castelo, do manto de seus deveres para estar ali e envergonhar a desgraçada, dar pelo menos um tapa estalado na cara de sonsa da mesma, mas mesmo vindo ao encontro desta, ela não estava, o que deixava o moreno de mãos atadas novamente tendo como única opção, aquietar seus nervos, respirar e inspirar, se acalmar de fato, todavia era uma grande perda de tempo, desistiu de sua meditação interna após perceber que nada funcionaria e caminhou até perto de um Nobre influente, recebendo a atenção alheia assim que já se encontrava próximo.


— Lorde Song Yunhyeong. — Acenou com a cabeça — Gostaria que sanasse minha curiosidade — Koo se pronunciou


— Diga meu caro. — Acenou o homem de volta com a cabeça.


— Onde está nossa Rainha? Não a vejo em lugar algum por aqui, queria dar a ela meus cumprimentos. 


— Ah! — riu o nobre, bebericando do vinho que tinha em mãos — Ela está andando a cavalo com o Rei, foram admirar a beleza da floresta, logo estarão de volta.


— Obrigado. — O moreno respondeu seco de cara fechada, virando-se de costas para o homem e indo embora.


Koo rapidamente trouxe à suas mãos uma nova taça de vinho, precisava beber, precisa esquecer daquela mulher, mas só conseguia imaginar ela dando para o Rei até não poder mais enquanto si estava em um inferno na terra. O Lorde àquelas horas considerava até mesmo a possibilidade de morrer apenas para matar a desgraçada com muita dor... 
                E foi na quinta taça de vinho que conseguiu baixar um nível de seu ódio, mantinha-se emburrado no canto da festa observando todos os lugares. Queria ver a entrada da maldita, mas logo algo o distraiu, uma jovem de madeixas alaranjadas se aproximou de si, mas manteve distância, ela segurava o olhar contra o do maior de forma mais pra curiosa do que pra sensual, a mesma tinha um sorriso envolvente que ao mesmo tempo era extremamente virgem, o moreno arqueou as sobrancelhas pra moça, e ergueu a taça de vinho sugestivo, decidindo sustentar aquele flerte indireto, logo, não demorou para a menina sorrir boba e finalmente ir ao seu encontro. 


— Lorde Koo. — A mesma curvou-se enquanto erguia a saia em respeito. 


— Lady...? — O maior sorriu de canto, desviando o olhar da garota para o centro onde tinha vários casais sorridentes dançando, estava entediado e tinha uma bela dama mostrando-se interessada, por que não se divertir um pouco? — Não sei o teu nome, mas, me daria a honra? — O homem deixou a taça vazia cair sobre o chão de terra da floresta e então ergueu a destra em direção a ruiva, que cobriu um novo sorriso com uma das mãos e deu a outra para o maior, recebendo um selar nesta advindo do nobre que logo a levou para junto dos outros casais iniciando a dança decorada desde a infância para todos da nobreza. 


— A propósito, Lady Rosé, prazer.

 
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 O jovem não havia perdido tempo, assim que chegou na multidão, olhou para cima e viu o quão entediante era a visão do lado dos nobres, ao contrário de onde estavam os pobres, estes riam e expressavam seu amor um aos outros, as crianças estavam radiantes mesmo com seus vestidos desgastados, a música era boa e conhecida por si, não teve como resistir, apenas deixou que seus pés o levassem até onde estava mais gostoso de olhar e não demorou muito para que alguém o chamasse para dançar

...

— YA! — Jinhwan berrou escandaloso ao ser girado de repente por seu mais novo parceiro de dança, os fios loiros voavam no ar e depois repousavam em seus ombros, o quadril do garoto não parava de remexer em um rebolado contagiante que fazia os olhos que quem conduzia a dança, brilharem. O rapaz já estava começando a se assanhar com a forma na qual o homem bailava consigo ao som daquela música alegre, quando sentiu que já não dava mais para ignorar os olhares dos pobres a si; Todos estavam espantados, menos aquele que lhe tirou para dançar, na cabeça de todos passava um questionamento: ... Como uma Lady tão bem vestida estava sorrindo com os camponeses? Dançando a coreografia descarada, toda certinha como se tivesse sido criada ali. De fato, era algo para se impressionar.
O menino não demorou a corar envergonhado, e mesmo que estivesse se divertindo com aquele homem que nem conhecia direito, o soltou as mãos, partindo sem dizer adeus. O garoto só queria fugir de todos aqueles olhares desconfiados, sabia que os mesmos lhe eram dirigidos por conta de toda a sua elegância, mesmo assim, temia que eles estivessem desconfiando que era uma fraude. Passou por vários copos de vinho cheios sobre umas mesas de madeira, espalhadas pelo lugar, mas o cheiro forte de vinho ruim o impediu de bebê-lo. Não olhou para trás, subiu destemido a curta ladeira que levava até onde estavam os ricos, ajeitou as madeixas no caminho e agradeceu por não ter suado, seu perfume ainda estava ali. Ao contrário do que muitos pensavam, os pobres não fediam, pelo menos, não na Primavera.
Mas logo o conto de fadas que a nova Cinderela Jinhwan vivia sofreu com um obstáculo, no topo da ladeira o rapaz se deparou com um homem forte, protegido por uma armadura de prata bem na entrada que dava acesso aos bem vestidos, o garoto sorriu sem graça e sua boca ficou seca. 


— Me desculpe minha Lady, mas nunca a vi pelo reino, se a vi, não lembro, preciso que me diga de onde és. 


— Oh... — O menor coçou a nuca e fechou os olhos, sorrindo mais abertamente dessa vez, não estava em seus planos ser barrado mesmo estando vestido daquele jeito. — Como não lembras de mim, homem? — O rapaz pensava em várias coisas ao mesmo tempo, e uma delas era não deixar que aquele ser descobrisse a verdade, respirou fundo, nem mesmo seu tom de voz o denunciaria então não tinha com o que se preocupar, certo?  — Eu sou da Escócia, prima distante de uma das damas da nossa rainha, eis que Dara me chamou para prestigiar o reino e o festival, então estou aqui, sou Lady Jinny, mas! Duvido que alguém se lembre do meu nome, não costumo vir aqui com frequência. — O garoto passou as delicadas mãos pelo colar caro lhe dado pela majestade, levando os olhos do homem até a joia, para deixar seu blefe mais convincente. 


— Ah, claro. Mil perdões — o cavaleiro afastou-se e curvou-se para que o outro passasse, não viu motivos para questionar e perturbar mais a jovem, por que ela mentiria? Aliás, ela era claramente da realeza. 


— Obrigada. — O menino finalmente pôde respirar de novo ao passar pelo homem, sua garganta continuava seca e suas bochechas coradas pelo descaramento de sua mentira, rapidamente levou as mãos a uma taça sobre uma bandeja aleatória que lhe passou pelo caminho, bebeu o líquido com sede, fazendo com que um filete vermelho escorregasse pelo canto de seus lábios, o limpou rapidamente com a costa de uma das mãos e quando já ia se esquecendo que era uma dama e não podia limpar-se na roupa, um lenço lhe foi estendido. O menino ergueu a cabeça para ver o dono do pano e teve as pupilas dilatadas ao enxergá-lo. Era lindo. Céus, aquele tinha que ser da sua idade, não é possível, tinha um sorriso encantador, um corpo magro e lhe olhava com ternura jovial.


— Obrigada... — O menor pegou o lenço e o passou na mão e no canto da boca, bem lentamente.

 
— Um prazer. Sou Lorde Kim Hanbin e tu és a coisa mais bonita que vi hoje. Me permitiria saber como se chama? — Ele se mostrava bastante desinibido e interessado, o que deixou o jovem completamente revigorado, se aquele homem lhe dizia que estava bonita, era porque estava. 


— Lady Jinny e o prazer é todo meu. — Não se fez tímido, logo deu a mão para o outro beijá-la e assim que sentiu aqueles lábios carnudos encostarem em sua pele quentinha, arrepiou-se por completo. 


— Como nunca a vi por aqui? Não és alguém que se passa despercebida. — O homem deu o braço para a dama e assim que a mesma o segurou, começou a caminhar com esta, lado a lado.


— V-vim recentemente da Escócia, logo retornarei também. 

— Tu és escocesa? Uau! Agora acredito na lenda que diz que as mulheres desse país são um pedaço do céu. — O garoto riu contido, olhando para o homem que lhe levava cada vez mais para longe do povo.

 

 — és um galanteador prendado, meu Lorde, devo confessar que me sinto deveras lisonjeada. 


— Hm, então está funcionando. — Ele riu brevemente — Diga-me, o que veio fazer na França? — o nobre parou de caminhar, encontrava-se em um canto do local, mais reservado, tendo uma visão meramente distante das pessoas que dançavam no centro, uma música, agora clássica. 

— Visitar uma das damas de honra de vossa Rainha, mas como ela estava muito atarefada no castelo, nem pode vir para o festival, mas mandou que eu viesse, disse que tinha muitos rapazes solteiros que prestigiavam uma escocesa. — Estava confiante em suas mentiras, poderia ditar sua nova invenção de vida a todos, que tinha certeza que acreditariam.


— Veja que sou um deles. — O rapaz lhe sorriu enquanto alcançava uma taça de vinho, pegou duas, oferecendo a segunda para a loira, dando uma golada em seguida.


— Bom saber


Passou-se várias músicas, foram entregues ao menor várias taças de vinho e mesmo já tonto o garoto não recusava a próxima, estava mais liberto e informal com o homem na qual trocava diálogo de interesse, riam bobos e falavam um para o outro coisas desnecessárias, várias asneiras, e quando o Lorde finalmente levou o menor para dançar, mesmo que ambos já enxergassem dois corpos ao invés de apenas um, seu pai o chamou, alegando já estar escurecendo, que precisavam partir de volta ao Palácio. Hanbin reclamou, bateu os pés, mas não tinha escolha, então apenas levou uma das mãos ao queixo alheio, enquanto a outra segurava a falsa jovem pela cintura lhe dando um beijo, não se importando com o fato de ser mal visto um beijo entre dois indivíduos que não possuíam compromisso, o homem disse a sua dama, já completamente bêbado, que precisava vê-la novamente, mesmo que tivesse de ir para à Escócia, e partiu com o pai. Deixando um Jinhwan parado em meio aos casais que ainda dançavam tocando os lábios com a ponta dos dedos. Ah, o menor queria saltitar, e berrar para que o Lorde o levasse consigo, mas apenas passou a língua entre os lábios e foi atrás de mais vinho, bebia do líquido e lembrava do sorriso que o jovem nobre dava toda vez que si falava qualquer coisa, era tão adorável o romance passageiro de festival. O menor alcoolizado deixou de se importar começando a dançar sozinho e quando tochas foram acesas e trompas tocadas anunciando o retorno do rei e a rainha, levou um susto, mas logo riu desinteressado, só queria dançar enquanto ainda podia ser Lady Jinny. Quando todos se ajeitaram para recepcionar os soberanos o menor teve de se apressar para fazer o mesmo, tendo de tirar os sapatos para ir mais de pressa, segurou os calçados em uma das mãos e ergueu a saia do vestido com a outra, saindo do centro. 

Agora, o rapaz se mantinha parado, observando o rei e a rainha consagrarem o festival com uma dança, estava entediado. Queria dançar não ver outros o fazendo, pegou mais uma taça de vinho e saiu dali serelepe, decidindo voltar ao lado dos pobres, já que não se importava mais com nada, os olhares não fariam mal algum, além de que poderia imaginar que o homem em que lhe tirasse para dançar, seria Hanbin. O detalhe do plano infalível do garoto era que, bêbado, acabou por desviar do caminho no meio da ladeira, adentrando a floresta, continuou caminhando jurando que logo chegaria, bebericando pouco do vinho para que durasse mais, porém, o menor chegou em um campo, um vasto gramado, mas nem a visão do nada lhe abalou, apenas deu de ombros deduzindo que a festa dos camponeses já tinha acabado, virou com tudo a fim de retornar a festa chata dos bem vestidos e nisso acabou se batendo contra um abdômen firme.

 
— Ai! — O jovem reclamou, metade do seu vinho havia ido parar em suas vestimentas e nas alheias.


— Desculpe — Uma voz grossa soou seca e mesmo com todo o álcool do mundo em seu corpo, o menor soube identificar de quem era.
Koo Junhoe. 

O rapaz xingou o homem em pensamento de todas as palavras feias possíveis, queria socá-lo, perguntava-se o que o indivíduo fazia na floresta, era para o mesmo estar fazendo coisas chatas como ele mesmo. Após o mini surto do jovem, o mesmo se pôs a pensar racionalmente e mesmo bêbado,  sua cabeça só repetia as mesmas coisas: Precisava fazer algo, iria seduzi-lo de mulher mesmo, só não podia continuar naquela tortura


— Derramou meu vinho... — O rapaz olhou para cima, testando a educação do homem para com uma dama


— Já pedi desculpa. O que estas fazendo aqui? Logo a escuridão tomará este lugar e você vai ficar completamente perdida. — O homem só estava dando ouvidos aquela dama porque a mesma lhe parecia com uma pessoa em especial, além de que seu humor mudou drasticamente depois de ter um encontro íntimo com Lady Rosé pelas árvores — Só havia se envolvido porque sabia a impossibilidade de ser uma armadilha da rainha desgraçada visto que a dama tinha nome, sobrenome e era... Virgem.  E sim, finalmente teve alguma coisa sexual naquele inferno, Koo sentia que explodiria se não tivesse, mesmo que não tenha se afundado na jovem por não lhe interessar muito o seu atrativo entre as pernas, pode brincar bastante, tanto que era por esta distração que o maior se encontrava tão distante da multidão — Que depois de ter se divertido com a ruiva, teve que levá-la até sua carruagem, cujo estava por aquelas bandas.


O ogro de sempre, concluiu o menino

.
— Não grite... Minha cabeça dói — O menor corajoso, jogou-se contra o colo do homem, sem largar a taça de vinho. 

— Não estou gritando. Alguém já disse que moças como você não deveriam beber tanto? Olhe seu estado... — O homem segurou o menor pela cintura, e o ergueu, mesmo assim ele se mantinha grudado ao seu corpo. — Vamos, eu te levo de volta. 

— Não!  ...  Quer dizer, pra que? Vamos dançar... — O menor bebeu o resto do vinho e arremessou a taça bem longe, puxou o homem pelo pescoço, obrigando-o a se abaixar mesmo que pouco e então começou a rebolar, jogava o quadril para lá e para cá, respirando ofegante.


— Céus! Você não está em condições de dançar, Lady. Por favor. Deixe-me levá-la de volta, ou eu vou e te deixo aí. — O maior ria do outro, estava tão engraçado ele pisando descalço no vestido por ser muito baixo e seus sapatos estarem em suas mãos, acabou revirando os olhos e se deixando apertar aquela cintura marcada com os braços, deixando que o álcool que havia consumido influenciar em suas ações.


— Ya! Você não teria coragem, como poderia largar alguém tão indefesa como eu numa floresta dessa? — O jovem gostou de ouvir o som da risada daquele embuste, soltou-se do mesmo e se sentou no chão, largando seus calçados, logo puxando o moreno para vir também, fazendo ele ficar de joelhos sobre a grama. O menor se pôs na mesma posição que o carrasco e o beijou, desajeitado, sua boca já se desviava para as bochechas do nobre quando o mesmo colocou as mãos em sua nuca e o puxou mais para si, tomando controle do beijo com gosto de vinho, o jovem o mordeu e quando o maior suspirou o rapaz riu contra os lábios cheinhos do nobre, fez os narizes se tocarem enquanto se deixavam respirar, e então caiu sobre o maior, fazendo-o deitar-se sobre o campo. O menor sentou-se sobre a pélvis alheia depois do sacrifício que era erguer a saia daquele vestido e então segurou o Lorde pelas bochechas, beijando-o com vontade, depois de tudo de ruim que aquele homem era, o mínimo que ele podia fazer era ter um beijo maravilhoso, e tinha, o menor não podia largar, deixava que sua língua enroscasse na alheia e a sugasse até que estalos soassem, e o melhor, o maior retribuía com a mesma intensidade, ele estava cheio de amor pra dar. Tanto que não demorou para as mãos grandes irem parar no corpete do garoto, o maior o desamarrava com habilidade enquanto distraía o rapaz com mordidas em seu lábio inferior, quando o menor tentou impedir, o Lorde já tinha o tirado, os lenços já tinham caído. Todos os movimentos pararam. 

Não 
Tinha
Peitos



O grandão ao não sentir seios sendo saltados, levou bem rapidamente as mãos ao peitoral do menino para ter certeza. Não sentiu nada, não tinha nada. O homem se afastou bem de pressa, incrédulo

.
— EU VOU MATAR VOCÊ — Ditou o moreno enfurecido por ter sido enganado, já de pé sua mão se encontrava no alto preparada para estalar um tapa na cara do indivíduo que o enganara

 
— ACALMA-TE — O menor saiu correndo da ira alheia, e ao estar numa distância segura da mão do homem ligeiramente tirou a peruca puxando-a com força pra baixo revelando seus curtos cabelos castanhos. — Sou eu! Sou eu... Jinhwan.

  
O nobre teve de partir os lábios, sabia que a mulher parecia com o jovem, mas jamais cogitou a possibilidade de serem a mesma pessoa. Estava perplexo, em choque — Mais que diabos!!! Você está brincando comigo, garoto!?  Me persegue... Por quê??? Pra quê??? Pelos deuses, eu vou matá-lo.


Alguma coisa dizia para o menor que a parte em que o homem o mataria era mentira, então apenas se encolheu e fechou os olhos com força esperando qualquer outra punição. O Lorde o fitou desacreditado e permaneceu o encarando em silêncio, e tudo se manteve quieto pelos próximos 5 segundos, até que da boca do menor fugiu um soluço. 

— Que merda... Só... Fica longe de mim — O maior apenas virou de costas e se pôs a partir.

Só que Jinhwan se recusava a continuar na mesma, precisava que aquele homem se apaixonasse por si já.


— EI! — soluço — Me desculpe! Eu sou um estúpido, mereço o seu descaso — soluço — mas quero que saiba que trajei isto por ti! Eu me pintei e roubei as joias e as roupas da minha rainha apenas pra ficar bonito pra você — soluço —  não consigo suportar o teu desprezo, tu não fala comigo, me evitas! Eu não posso aguentar mais — soluço — eu o segui... Apenas para tentar beijá-lo novamente, vestido de mulher eu pude tê-lo... Me perdoe, me perdoe me — soluço — perdoe... — mentiu o jovem em mais uma de suas perfeitas atuações, já começando a chorar.


O maior se perguntava até quando aquele garoto o faria ficar de boca aberta. Estava perturbado com a confissão, então ele tinha roubado Jisoo?... Sabia muito bem o que era desejar e não poder ter, ser oprimido por sentir o que sente e além de tudo, achava aquele pirralho uma gracinha, a voz chorosa do mesmo suplicando bêbado e entre soluços o seu perdão, era a coisa mais gostosa que tinha ouvido em anos... E mais uma vez aquele menino o deixara com a guarda baixa, mais uma vez o nobre se sentia com uma vontade imensa de devorá-lo.

- Aish... Anda, ponha os cabelos e a roupa, vou te levar de volta comigo


Notas Finais


Gente jdenjdnfjdrhfndfdjfbdfjn

IKON FEZ COMEBACK E EU DESFALECI NOVAMENTE, QUE GÊNIOS TALENTOSOS

mas então.................... não sei se gostaram da surpresinha, deixem suas reações pra mim nos comentários pra eu saber se devo voar como uma fada vez e outra ou não.

desculpes pelos possíveis erros, eu gosto muito de conectar a leitura então alguns tempos verbais podem estar confusos, prometo melhorar nisso.


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