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História Medium - O coletor de almas perdidas - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Aluthar


Aluthar

- Estamos fechados. Ponha-se a andar daqui ou eu...

- Nossa, que violência. - Disse a voz masculina num tom de escárnio.

Ela preparava-se para o mandar ir para aquele lugar quando abriu os olhos e ficou parada a olhar a figura na sua frente.

- Em que posso ajudá-lo?

- Assim está melhor. - Disse ele, mostrando uns dentes excessivamente brancos, retirou os seus óculos escuros do séc XIX mostrando uns olhos de cabra rasgados, as pupilas do olho eram vermelhas sangue. Olivia engoliu em seco.

O seu traje era de um cavalheiro da antiguidade. Trajava um casaco à grilo falante e nas numa das mãos uma bengala. Os seus cabelos eram negros e lisos, caindo sobre os ombros.

- O que é você?

Ele deu uma gargalhada estridente, Olivia estremeceu fazendo uma careta.

- Que malcriada. Estás a dizer que sou uma COISA? Que ofensa. - Disse ele, colocando uma mão no peito.

- Certo. - Disse Olivia desconcertada. - Claro que você não é uma COISA. Eu não acredito em COISAS. Então… QUEM é você e como entrou aqui?

- Como entrei não importa queridinha…

- Olivia Moore. - Corrigiu ela com secura. - E agradeço que me chame assim. E – Disse ela, abanando a mão com o cigarro. - Seja rápido, o meu tempo é escasso.

- Não é não. Que eu saiba vai morrer bem velhinha.

Olivia abanou a cabeça como quem quer acordar dum sonho mau.

- Mas continuando… Eu vim pedir um favor.

- E porque eu lhe faria UM FAVOR? Os meus serviços são pagos, camarada. - Disse Olivia, voltando-se para o computador.

- Eu vou pagar.

- Você não tem nada que eu queira. Não preciso tanto assim de dinheiro para largar os meus projetos para fazer um favor a um estranho que entra no meu escritório fora de horas.

- ESCUTA AQUI SUA… - Ele deu um passo na direção dela colocando a mão no queixo dela a obrigando a encará-lo, Olivia arregalou os olhos e ele recolheu a mão, como se tivesse se arrependido da sua atitude. Abanou-a e respirando fundo, disse calmamente: - Coisinha… Eu preciso da sua ajuda.

- Coi...COISINHA? É OLIVIA! OLIVIA!

Ele fez um esgar e de seguida fez uma meia vénia, dizendo:

- Aluthar Magnus.

- Que nome estranho. - Disse Olivia. Ele fez um fingido ar ofendido.

Ela não se importou. Não deixava nada por dizer. Olivia tinha a terrivel mania de falar tudo o que vinha à cabeça.

- Vai ajudar-me?

- Lamento, não. Marque uma reunião com a minha secretária e talvez eu consiga arranjar espaço na minha agenda.

Ele abriu a boca para falar mas em vez disso disse num tom controlado:

- Como queira.

Então saiu, rosnando algo que ela não compreendeu.

Não importava, Olivia era garantida, mas agora surgiu um outro contrato, digamos uma oferenda, outro bebé, como se não bastasse pegar Olivia quando era um feto, haviam feito ele de babá de novo, mas contrato era contrato, ele pegou na criança e disse – É, Olivia vai ser expremida, e se ela não for o que realmente eu preciso, virei cobrar de você, pestinha. - Lilian virou a cara para ele com superioridade, afinal ela era de uma família nobre e nasceu num berço de ouro, tudo graças a rituais dos seus pais que eram do governo e deputados e gente importante da alta sociedade, Leopoldo, nessa noite não tinha mais nada para sacrificar e resolveu dar sua única filha como oferenda para continuar usufruindo de todos os seus bens riquezas e estatuto. Aluthar colocou uma mão na testa dela e disse – Está feito. Um dia pode me ser de utilidade, até porque, eu vejo poder nesses olhinhos, você é uma medium clarividente, não é mesmo ? - Bebé Lilian continuava o ignorando e ele a pousou no berço e disse – Adeus pestinha não pense que é por ter habilidades que será melhor do que eu, pestinha. Voltarei daqui a uns anos. E você será minha, tal como sua habilidade rara.

E sumiu numa nuvem de fumo.

 

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Aluthar On

 

Depois de ter perdido meu filho para as hostes celestais eu fiquei com todos os seus contratos e negócios aos quais dividi em parceria com Crizel, porém ela engravidou e resolveu ser mãe e esposa a tempo inteiro do seu marido Nurox, que mesmo assim nem largou o cachimbo, aposto que seus filhos já nasceram fumando.

Eu estava só, estava só sem sócia, estava só sem Newt, estava só sem Olivia que faleceu e foi viver com Castiel para o céu, estava completamente só. Mas não estava… Nesse dia que estava remexendo meus contratos eu vi o contrato de Lilian, um brilho se espelhou em meus olhos, claro, aquela menina de ouro que peguei na altura que eu fui cobrar de Olivia, como poderia esquecer dela ? Agora já era uma adulta e eu precisava mesmo de me divertir um pouco, principalmente com uma habilidade rara, era legal se divertir com humanas mas aquela Medium, bem, medium sempre será medium, é outro gostinho. Eu a segui durante dias e soube onde era seu apartamento e soube que ela trabalhava na delegacia de uma cidade chamada Los Angeles, todas as noites eu a observava, estava na hora de me mostrar para ela, mas não precisava ser de forma bonitinha, afinal, mediuns teem a capacidade de nos ver tal e qual como somos debaixo dos nossos disfarces de humanos bem parecidos. Eu sorri e esperei ela ficar sozinha na delegacia fazendo hora extra, não sei porquê mas era mais divertido aparecer em horário laboral de alguém. Gargalhei.



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