História Medo - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jisung, Mark, Park Jimin (Jimin)
Tags Abo, Jikook, Jikook!pais, Marksung
Visualizações 180
Palavras 3.986
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Fluffy, LGBT, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ora ora quem apareceu (atrasada, mas apareceu)
sim, essa fanfic era para ser postada no dia do aniversario do mark, sim, eu fui irresponsável de nao ter escrito seis meses antes (como fiz com a one pro aniversario do nana), sim, a foto da capa é citada na fanfic, e sim, eu amo marksung e o mark com o cabelinho repartidinho, coisa linda de mamãe iti

boa leitura <<3333

(ainda não revisei, qualquer erro que se torne relevante)

Capítulo 1 - ;single chapter


Fanfic / Fanfiction Medo - Capítulo 1 - ;single chapter

Mark estava desesperado, andava de um lado para o outro no apartamento, tendo o namorado lhe observando com um sorrisinho extremamente irritante.

– Do que você tanto ri, palhacinho? – Parou de súbito em frente ao maior, cruzando os braços e formando um bico emburrado nos lábios.

– De você, está prestes a ter uma síncope nervosa, hyung – O sorriso continuava ali, e o Lee nunca quis tanto mandar alguém ir se ferrar quanto naquele momento.

– Você não acha que está tirando muito com a minha cara, mocinho? – Murmurou, encurralando o Park com os braços apoiados no sofá, vendo seu olhar subir e descer por todo seu corpo, como se perguntasse se ele estava realmente fazendo aquilo.

– Não – O tom risonho brilhou em sua voz, o alfa lhe olhou levemente irritado – Não fica assim, bebê, vai dar tudo certo, você só precisa lembrar de que meu pai Jimin gosta de tudo relacionado a livros, e meu papai Guk ama esportes, simples – Selou os lábios do namorado levemente, lhe apertando as bochechas para formar um biquinho – Para de ficar com esse medo todo ou vai dar tudo errado, e você não quer isso, huh?

Mark suspirou, derrotado. Por que tinha tanto medo, afinal? Teve pouca experiência com namoros, mas sempre foram todos tranquilo, então, por que justamente com os pais do Park tudo parecia ser mais complicado?

{∆}


As mãos tremiam, sua garganta estava seca, e nem mesmo assim tirava o sorriso do rosto, seus lábios tremiam, Jisung notou, e um sorriso pequeno cresceu em seu rosto, apertando levemente a mão do alfa, o fez olhar para si.


– Já chegamos? – Perguntou, desesperado. O mais novo se segurou para não rir.


– Não, ainda falta um pouco. Você está muito nervoso, hyung – Lhe acariciou o rosto com o polegar, sorrindo largo com o ronronar baixo solto pelo outro – Manhoso também! – Gargalhou alto por uns segundos, parando apenas pelo tapa desferido em seu braço, então sentindo a brisa leve.


Fechou os olhos, inspirou fortemente, o cheiro doce de Mark se mesclando ao das plantas dali de perto. O vento tomava força, prova de que uma chuva forte não deveria demorar a se iniciar.


– Sinta, hyung – Falou de forma suave, a voz rouca levemente arrastada – A brisa fresca, imagine-a levando todas suas preocupações embora.


Mark riu, e embora o outro não pudesse ver, repetiu seus atos. Era uma cena bonita de se ver, os dois jovens, um de frente ao outro, os braços abertos, os cabelos ao vento e os corações vagando em liberdade dentro do peito.


O vento parou aos poucos, Jisung e Mark abaixaram os braços, escondendo uma das mãos no bolso do moletom e entrelaçando a outra à semelhante alheia. Era um costume, e amavam aquilo, se completavam com os mínimos detalhes, os toques mais singelos, mas ainda assim, sinceros.


O caminho restante fora calmo, lento, gostoso de se apreciar, e aquilo tranquilizou o coração turbulento do Lee, que suspirou apaixonado assim que pôde sentir o cheiro amadeirado do mais novo ao encaixar seu rosto no pescoço alheio, sentindo-o puxar para perto com a mão em sua cintura.


Definitivamente, estava completamente apaixonado pelo ômega e pelas sensações que ele lhe transmitia.


Quando pararam em frente à porta de cor escura, o Lee resmungou, não por ter chegado à casa dos sogros, mas sim por Jisung ter tirado a mão de si, o obrigado a puxar-la de volta, arrancando uma risadinha descrente do mais novo.


Arrumaram a postura e Jisung lhe deu uma última olhadela, sorrindo fraco.


– Pronto?


– Pronto – Sorriu largo, mais confiante do que esperava, vendo um sorriso nascer nos lábios cheinhos.


Jisung bateu na porta, seis vezes seguidas, de forma ritmada, e o Lee reconheceu aquela melodia como uma das músicas de Frozen, que por acaso era um filme que o mais novo faltou lhe surrar quando disse nunca tê-lo assistido.


A mão alheia ainda estava em sua cintura, o apertando contra si, tentando lhe transmitir alguma confiança.


Após uma leve troca de olhares, ouviram a porta ser destrancada, e o alfa involuntariamente prendeu a respiração.


– Meninos! Chegaram mais cedo do que eu esperava – Um dos pais do garoto, que o Lee deduziu ser Jeongguk pela descrição de Jisung se encaixar mais em si, atendeu à porta, carregando um sorriso largo e extremamente adorável no rosto.


– Papai! – Mark riu, pois diga-se de passagem que Park Jisung pulando junto a uma pessoa da mesma altura que a sua era algo meio que inédito de se ver, e engraçado também.


Depois de alguns minutos abraçados, foi que eles parecerem perceber a presença do Lee ali.


– Bom, você deve ser o Mark, eu suponho? – Disse com um entusiasmo quase palpável na voz.


– Ah, sim, sim. É um prazer finalmente lhe conhecer, senhor Park – Murmurou envergonhado, curvando-se de forma desajeitada e fazendo os dois ômegas ali presente rirem de si.


– Não precisamos desta formalidade toda, huh? – Sua voz era calorosa, junto ao braço que foi passado ao redor de sua cintura, junto à de Jisung, praticamente os puxando para dentro da casa – Vamos nos acomodar, eu não sei o que você gosta, Mark, então fiz o que Jisung gosta de comer durante a noite, cupcake de chocolate com baunilha e chocolate quente com canela, espero que meu filho tenha lhe acostumado com isto – Falava de forma desenfreada ao fechar a porta, aquilo aliviou mais o Lee, por mais que já soubesse da personalidade acolhedora do pai do namorado pelo tanto que o mesmo falava de si.


– Ah, eu sei sim – Olhou para o mais novo, os olhos semicerrados o fazendo rir – Acredita que ele me fez aprender a receita em duas horas só para fazer pra ele quando ele fosse lá para casa?


– Ele fez a mesma coisa comigo, entendo sua dor, soldado – Deu leves tapinhas nas costas alheias, como se o confortasse.


– Legal, meu pai e meu namorado viraram melhores amigos em cinco segundos enquanto eu demorei mais de cinco semanas para conseguir ter uma conversa de mais de dois minutos de duração com você, não é, Lee? – Murmurou Jisung, um tanto enciumado, ao se sentar no sofá.


– Que conversa é essa? Eu jurava que vocês tinham uma relação super de boa desde o início, fui tapeado – O ômega mais velho pôs a mão sobre o peito, dramatizando até demais o assunto.


– Não foi bem assim...


Mas o alfa mal pôde terminar de se defender e uma voz alta se fez presente no local, assustando ao Lee e fazendo os ômegas revirarem os olhos quase de forma sincronizada.


– JUNGKOOK, FERROU TUDO, EU PERDI MINHA PASTA COM OS DESENHOS DA NOVA EDIÇÃO DA REVISTA! AI MERDA EU TÔ MUITO FODIDO DA MINHA VIDA – A voz vinha do quarto, logo revelando um homem de cabelos loiros e baixinho com as feições preocupadas, mas ao ver os três reunidos na sala, se mudou para surpresa – Oh, garotos, boa noite, não sabia que viriam tão cedo – Falou quase numa forma detalhadamente ensaiada.


– Mark, este é Jimin, o alfa da casa que mais perde as coisas do que realmente guarda.


– Olá – Falaram os dois, ao mesmo tempo, se curvando em respeito da mesma forma. Novamente a risada dos Park's mais novos se fez presente.

– Pai, essa pasta, por algum acaso da vida, é aquela prateada com azul, com o brasão da Corvinal, que por acaso é minha, e que semana passada você jurou ter perdido no caminho de volta para casa quando na verdade estava embaixo do banco do carro? – Jisung se pronunciou, atraindo todos os olhares para si.

– A própria, senhor detalhista, você sabe onde ela está? – Encarou o mais novo como se fosse sua última esperança, e realmente, ele era.

– Por algum outro acaso, o senhor passou a tarde toda mexendo no notebook, finalizando a merda daquele trabalho que nunca tem fim, repassando tudo da pasta por escrito para ele, depois guardou ele dentro da sua gaveta com a pasta entre a tela e o teclado e agora não se lembrava mais? – Resmungou desinteressado, observando as unhas, e Mark imaginou o quanto ele só precisava de uma lixa para parecer uma daquelas patricinhas de filmes americanos.

– Você, por algum acaso, pôs câmeras na casa para nos observar enquanto está na casa do seu namorado, moleque? – Jungkook colocou as mãos na cintura, sério, por mais que ainda tivesse um sorriso brincando nos lábios finos.

– E me traumatizar vendo vocês dois transando em tudo quanto é canto da casa? Deus me free – Ironizou, gemendo de dor quando recebeu um tapa leve desferido na cabeça, se surpreendendo por ter sido Mark a dar-lhe.

– Eu não te ensinei isso, garoto – Resmungou, imitando os atos do pai do mais novo.

– Vocês parecem eu e Jeongguk quando namorávamos – Jimin riu, mas logo se moveu mais alguns passos para perto do esposo – Bom, eu preciso ir deixar a pasta agora na empresa, volto em quinze minutos, desculpa o incoveniente, Mark. E Jisung também.

– Vai lá, pega a pasta, e não esquece as chaves do carro dentro do guarda-roupas de novo – Disse o ômega mais velho, deixando um breve selar sob os lábios do mais velho, fazendo Jisung revirar os olhos em desgosto. E quase forçar um vômito ali mesmo quando o pai lhe deixou um beijo em meio aos fios loiros, dizendo já voltar.

Não demorou muito, e já estavam somente os três na sala novamente. Jisung sentado na poltrona do alfa mais velho, e Mark e Jungkook sentados no sofá de frente para si, parecendo dois colegas de colégio se reencontrando, só que ao invés de falarem das novidades, falavam do ômega loiro como se o mesmo não estivesse ali.

– Papai, onde você escondeu os cupcakes? – Murmurou, já se levantando para ir até a cozinha.

– Ainda estão assando, Sungie, eu sei que você gosta de comer eles quentinhos e com o chantilly gelado, mas vocês não avisaram que viriam tão cedo, e isso balançou o cronograma – Explicou, um constrangimento leve na voz – Me desculpe por isso.

– Está tudo bem – Sorriu levemente, voltando a se sentar, arrependia-se amargamente de ter deixado o celular na casa de Mark, para usá-lo como desculpa para dormir novamente na casa do namorado, por mais que soubesse que seus pais deixariam de qualqier forma.

– Queria entender essa sua birra, brigou tanto comigo por causa do meu medo de conhecer seus pais, e agora que eu estou me dando bem com pelo menos um deles está aí, emburrado, parecendo que lhe negaram comida – Mark murmurou, encarando o mais novo tentando lhe ler, mas apenas sentia que ele estava realmente bravo.

– Blasfêmia! Tu disses o nome de comida em vão, Minhyung, que pecado! – O Park mais novo pôs a mão no peito, elevando levemente a voz naturalmente baixa, arrancando uma risada dos dois no sofá.

– Falando em pecado... – Jeongguk se pronunciou, fazendo os olhares se voltarem a si – Jisung já te contou de quando ele perdeu o bv?

– Park Jungkook, não se atreva a abrir essa sua boquinha para me difamar – O ômega mais novo arregalou os olhos com a simples menção do dia, sentindo todos os pêlos do corpo se arrepiarem no mesmo instante.

– Ah, eu sou bem atrevido, moço – Riu levemente, logo se voltando para o outro acastanhado, os cabelos repartidos exatamente ao meio, que caíam sobre a testa, praticamente obrigando Jeongguk a arrumá-los, rindo levemente por ouvir Jisung se jogando na poltrona e bufar em tom deveras audível, e o mais velho tinha certeza que ele havia cruzado os braços e as pernas em meio a tal ato, era seu filho, afinal – Se eu te disser que ele perdeu o bv num jogo de verdade ou consequência com um alfa cinco anos mais velho que ele, você acredita?

Os olhos do canadense se arregalaram em surpresa.

– E eu aqui me achando velho para o Sung por ter dezenove anos – Riu, ainda desacreditado.

– Eu também nunca entendi porque o Jisung sempre prefere alguém com anos de diferença com ele, deve ser de família, já que eu, minha mãe, minha avó e até mesmo minha bisavó casaram-se com pessoas mais velhas – E ali Mark viu a oportunidade perfeita para soltar uma de suas pérolas.

– Espero que esse costume não passe para nossos filhos, não é, Sungie? – Riu ladino ao ver o mais novo lhe mostrar a língua.

– Você está louco se acha que eu vou me casar com você, Lee.

Jungkook o olhou, rindo, e o alfa também se permitiu rir.

– Veremos, Park.

E ali se iniciou uma batalha de olhares, que foi quebrada pelo ômega mais velho.

– Então, como eu ia dizendo... – Mexeu nos cabelos de Mark, atraindo o olhar alheio para si – Estavámos a jogar verdade ou consequência, aqui mesmo nesta sala, e quando eu penso que não, Chittaphon me aparece com um “Algum problema se eu botar o Jisung para beijar o Jaehyun?”, porque, se não me engano, Taeyong era afim dele, do tal Jaehyun, e colocar ele para beijar o Jisung seria como um “Acorda pra vida” bem direto, e bem que deu certo, pois um ou dois meses depois os dois apareceram namorando.

– Que loucura – Soltou de forma automática, rindo – Espera aí, você deixou seu filho perder o bv com um garoto cinco anos mais velho que ele? – Franziu as sobrancelhas, não que achasse errado, era apenas raro, pois todo e qualquer pai ou mãe sequer deixariam um cara mais velho encostar em seu filho, segundo a lógica da mãe do Lee.

– Eu fiquei meio apreensivo, mas conhecendo Ten como conheço, ou eu deixava ou ele me deixava louco, e antes que pergunte porque eu não sugeri outra pessoa, é até que bem simples, somente estava eu, Jimin, Ten, Youngho, o quase namorado dele, Taeyong, Jaehyun e Jisung, ou seja, ele era a ùnica opção, até porque, era meio que quase impossível um alfa querer beijar outro, e eu não deixaria o Jimin beijar ele, assim como Ten não colocaria Youngho para beijá-lo – Explicou num monólogo que estanhamente parecia ser muito bem ensaiado, ou dito milhares de vezes, mas não se importou com aquilo. Por ora.

– E por que não o próprio Taeyong?

– Se você conhece o Chittaphon, sabe muito bem que aquele ali é louco de pedra.

O Lee suspirou, concordando.

– E o pior é que eu sei – E riu, lembrando das milhares de técnicas - nada recomendáveis, diga-se de passagem - que o tailandês usava para reunir casais.

Um apito ecoou, vindo da cozinha, cessando a conversa no momento exato, e fazendo com que o Park mais novo saísse correndo para a cozinha, e quando viu Jungkook se levantando para ir atrás do outro, fez como qualquer outra boa visita: o seguiu como um cachorrinho perdido.

Eram os cupcakes, estavam prontos. Dava para notar a animação do loiro pelos pulinhos excitados que ele dava, e também pela exitação em abrir o forno.

– Vocês vão queimar as mãos assim – Uma voz alta fez-se presente assim que Jungkook e Jisung faltavam se estapear para pegarem a bandeja com os cupcakes, e Mark apenas observava tudo, com o corpo apoiado no balcão que dividia a cozinha de jantar com a que era usada para se preparar os alimentos.

Era Jimin, e os ômegas pararam o que faziam ao olharem para o mais velho, mas Jisung continuou dando zero fodas para o alfa quando percebeu que o outro havia deixado de lado a bandeja. Puxou um pano branco de cima da pia e tirou a bandeja do forno, aspirando demoradamente o cheiro bom que os bolinhos exalavam a vapor.

– Você veio rápido, Minnie – Jungkook foi o primeiro a se pronunciar, indo até a geladeira para pegar o chantilly, pondo-o sobre a mesa ao achar-lhe.

– Eu só ia entregar a pasta, não é como se eu fosse até o outro lado de Seul, também – O baixinho reclamou, apoiando o corpo ao lado do de Mark, fazendo o corpo do mais novo ficar tenso no mesmo segundo. O medo de mais cedo voltou a toda.

– Melhor assim, é bom que você ajuda o Sungie a confeitar os cupcakes enquanto eu converso mais com o Mark – Jungkook falou, sorrindo cúmplice para o alfa mais novo.

– Estou começando a ficar com ciúmes – Disse enfim, mas já indo até o filho, sacudindo a lata de chantilly ao pegar a mesma acima da mesa – Juízo, vocês dois! – Elevou a voz, observando o ômega sair puxando o outro garoto.

– Pode deixar!

E aquilo foi a ùltima coisa que ouviram antes de verem os dois sumindo em direção à sala.

– Jungkook adorou ele, você se fodeu bonito.

Jisung o encarou com a sobrancelha arqueada, parando de arrumar os bolinhos em uma outra bandeja, apoiou os braços na mesa, o encarando com sarcasmo.

– Ah, você jura que eu não percebi?

– Você ‘tá bravo?

– Não, é só que... – Voltou a mexer nos bolinhos, como se aquilo não lhe importasse tanto – Eu fico meio chateado, porque o papai Guk ou Minhyung sempre estão me dando atenção quando eu estou por perto, e agora, com eles juntos, eu fui deixado completamente de lado – Suspirou, enfim pegando a lata de chantilly e começando a confeitar os cupcakes como bem entendia, e só ele sabia.

Jimin o encarou, entendendo o que queria dizer apenas com aquelas poucas palavras. Na verdade, o entenderia apenas com o olhar magoado, afinal, era um bom observador, e pai do garoto, acima de tudo.

– Não é necessário tudo isso, bebê – Sorriu de forma aconchegante, logo segurando a mão do garoto, o fazendo se sentar na cadeira de frente consigo, conectados pelo olhar – Eu sei como você se sente, foi o mesmo com minha mãe e o Jeongguk, você não lembra? Quando ele soube que eu ia passar uma temporada em Busan, a primeira coisa que ele perguntou foi se ela ia ou não – Riu levemente, lembrando do tempo em que o marido se importava mais com a alfa, do que com o filho dela, seu namorado e futuro pai de seu filho – Hoje em dia eles ainda são bem ligados, não tanto quanto quando você estava a caminho, ou quando eu comecei a falar com ele, mas ainda assim, são bastante ligados, e se o seu pai for assim com o Mark, você deve agradecer, porque pelo menos ele não vai ficar interferindo na vida de casado de vocês, como minha avó interferia na vida da mamãe – Acariciou-lhe o rosto com o polegar, deixando-lhe um beijo leve sob a testa – Pare desse seu ciúme todo, ele gosta de verdade de você, eu percebi pela forma que ele te olha todo bobo, não te trocaria assim, pelo menos não completamente – Sorriu, observando o mais novo acariciando a mão alheia que ainda estava em seu rosto com o polegar, um meio sorriso exposto em seu rosto.

– Obrigado, pai. É bom ouvir você dizendo isso às vezes, eu te amo, obrigado mesmo por cuidar de mim – Murmurou, levemente anestesiado pelo carinho exacerbado que recebia de ambos os pais.

– Eu gosto disso, cuidar de você é maravilhoso para mim, e para o Jeon também, lembre-se sempre disso, huh?

– Pode deixar – E abraçou o alfa, sem mais explicações, apenas um abraço que esperava há dias para dar ao mais velho, e aquele se parecia com o momento perfeito para o fazer – Eu te amo, pai.

Jimin sorriu, acariciando os cabelos loiros assim como os seus, deixando um beijo em meio aos mesmos, mais carinhosos que o de mais cedo.

– Eu também te amo, filhote – Sussurrou, se separando aos poucos do mais novo – Agora vamos terminar isso aqui rápido, huh? Eu quero conversar mais com o Mark, antes que o Jungkook o faça por mim, porque você sabe que quando ele abre a boca... – Encarou o mais novo, rindo, já sabendo que ele iria completar sua frase.

– Deus me free, aquele ali não para de falar desde que eu cheguei aqui, eu ‘tô traumatizando, não lembrava dele ser tão... Falante? – Ergueu uma sobrancelha, gesticulando com a mão de forma quase incessável.

– Este é seu pai, Jisung, lamento para você.

– Eu lamento o dobro.

E riram, no fundo com medo de Jungkook descobrir aquela conversa e lhes dar aqueles básicos puxões de orelha, mas ainda assim, riram, quase na cara da morte.

{∆}


Mark jurava nunca ter visto fotos extremamentes fofas de Jisung quando mais novo, mas naquele momento, descobriu que o garoto tinha mais fotos naquele estilo do que podia contar.


– Ai, meu Deus, que coisa mais fofa essa dele com danone no rosto! – Murmurou, apontando para a foto em questão, ela mostrava o garoto com o rosto parcialmente coberto pelo líquido rosado, a boca aberta como se gritasse em animação pelo o que havia feito, uma das mãos estava para o alto, e a outra segurava o potinho quase vazio de danone. Ele não devia ter mais de dois anos na foto, e Mark achou aquilo adorável em limites extremos.


– Eu gritei horrores com o Jimin nesse dia, acredita como eu deixei o Jisung com ele quinze minutos e quando voltei, ele tinha o colocado sentado em cima de um formigueiro? – Jungkook negou com a cabeça, rindo pela lembrança do dia. Tinha aquilo tudo bem nítido em sua cabeça, e por mais que quase tivesse morrido de desespero, agora conseguia rir livremente ao se lembrar.

– Meu Deus, e o que você fez, hyung? – Murmurou o Lee, abismado em partes, sabia sobre Jimin ser esquecido, mas ser desastrado já era outra história.

– Eu bati no Jimin, e dei graças a Deus que a gente tava num clube, porque foi só botar o Jisung na água que as formigas saíram. Mas ele chorou tanto naquele dia... – Sua mão rumou diretamente para o peito. Suspirou – Até hoje me dá um aperto no peito só de lembrar do rosto do meu pequeno todo vermelhinho, ele era tão... Tão frágil, eu me senti culpado pela dor que ele estava sentindo.

Mark lhe acariciou os ombros, tentando lhe passar conforto pelo gesto.

– Não foi sua culpa, você sabe disso. E não teria como imaginar que ele iria ser colocado encima de um formigueiro – Riu soprado, o que levou o mais velho a rir também.

– É... Olha essa, como ele está fofinho – Apontou para uma outra foto, na outra página, e o alfa sentiu o coração palpitar.

Não havia como descrever, Jisung estava simplesmente adorável. E diferente de todas as outras, esta tinha a data em que fora tirada, mostrando que o mais novo tinha um ano e dez meses na foto. (foto da capa)

– Eu posso tirar uma foto desta? – Pediu, os olhos brilhando em esperança, já tirando o celular do bolso.

– À vontade.

E Mark tirou a foto, sorrindo satisfeito ao ver que ela havia saído perfeita como a que estava impressa.

– Vou guardar essa foto para a vida toda – Sorriu, beijando a tela do celular em seguida.

– Você é engraçado, Mark. Dá para perceber o porquê do Jisung gostar tanto de você.


E Jungkook iria lhe apertar as bochechas vermelhas, junto a milhares de exclamações do quão fofo o Lee era, mas foi impedido por Jimin e Jisung, que entraram na sala já fazendo barulho.


– Olha a comida! – Gritou primeiro o alfa, rindo ao ter o corpo levemente empurrado por Jisung, que tinha uma bandeja com chocolate quente em mãos.


– Olha o chocolate quente! – E riram, pondo ambas as bandejas sob a mesa.


Depois de Jisung quase expulsar Jungkook do sofá para poder ficar a sós com o namorado, pelo menos enquanto estavam sentados, o obrigando a ir se sentar perto de Jimin, Mark notou o quanto gostou dali. O quanto estar com os sogros era algo bom.


A chuva fraca batia levemente contra a janela, os envolvendo em um frio confortável enquanto se aqueciam com o chocolate e os bolinhos anteriormente bem decorados por Jimin e Jisung, o que rendeu várias fotos, que mais tarde virariam lembranças. E Mark adorou aquilo, porque estavam construindo sua história aos poucos, com a calma que inundava o início do relacionamento dos dois.


Era só medo bobo seu, e mais tarde viraria motivo de zoação para Jisung outrora.



Notas Finais


espero que tenha ficado boa, sei lá, bateu a insegurança

esta one shot é basicamente uma au de uma marksung que eu vou postar em breve, ou nao nao sei, eu só tenho um plot de ideias soltas e sequer tenho um nome para a fanfic #happymarkleeday atrasado, mas ainda assim, feliz aniversario pro meu bolinho que é meu filho prodígio mesmo sendo mais velho que eu

bye~~


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