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História Medo - Capítulo 17


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Capítulo 17 - Capítulo 17


Sakura deixou de olhar a porta do quarto e o encarou diretamente. Seu rosto dizia que tinha várias decisões tomadas, mas não tinha ideia do que ela havia decidido. Esperou que se pronunciasse, foi uma espera agoniante. Mas ela finalmente falou.

– Por que seu irmão acha que você prefere uma mulher submissa?

Responder isso era, no mínimo, um constrangimento que preferia não ter que passar. Ponderou o que poderia dizer, mas no final descartou tudo. Sabia que Sakura queria apenas sinceridade pura. E era o que lhe daria. A verdade.

– Quando me candidatei ao posto de Kazekage eu não tinha muita experiência sexual. Kankuro me convenceu que, para ser Kazekage, eu deveria ser o mais hábil em tudo, inclusive nisso. – Explica. – Uma mulher submissa é mais fácil de lidar, mais fácil para treinar. Não significa que é uma preferência minha agora, era o que eu precisava naquela época.

– E quando decidiu que já não era o que precisava? Que sua preferência tinha mudado?

– Sakura... – Suspira. – Eu gosto do que temos, Sakura.

– Não foi o que perguntei.

– Eu já estive com outras mulheres que preferiam ter o controle e eu gosto.

– Outras mulheres... Sem seu irmão saber?

– Nem todas as minhas mulheres foi meu irmão que conseguiu para mim.

– Desculpe, eu não quis te ofender.

– Mais alguma pergunta? – Diz irritado. – Ou é minha vez de questionar?

– Pode perguntar. – Diz constrangida.

– Por que é tão insegura com isso?

– Relacionamentos passados. – Murmura. – Descobri que estar comigo pode ser... Intenso demais. Cansativo.

– Eu não penso assim.

– Agora. – Rebate. – No inicio todos gostam da novidade.

– Não é uma novidade para mim. Eu gosto.

Sakura deu um longo suspiro e os dois permaneceram em silêncio. Ela parecia ponderar se acreditava nele ou não, se tentaria algo com ele ou não. E Gaara não interferiu em seu raciocínio. Podia ver os sentimentos em seu rosto. Uma mistura de medo e insegurança, e desejo. Surpreendentemente via desejo em seu rosto também. Gostava de estar com ele tanto quanto gostava de estar com ela. E isso lhe deu esperança.

– Enquanto você pondera se valho a pena... – Diz ganhando a atenção dela. – Tem mais uma coisa que eu gostaria de falar.

– O que?

– Quando você disse que não tinha medo da minha areia, estava falando sério?

– Sim, eu sei que a areia é sua e não tenho medo. – Explica. – Por quê?

– É difícil para você não usar sua força durante o sexo, certo?

– Sim. – Concorda, envergonhada.

– É o mesmo para mim com a areia. – Admite. – É parte de mim.

– Você tem se contido para não usar a areia? – Pergunta irritada, fazendo Gaara ri. – Por que está rindo?

– Não gostou de saber que eu estive me contendo? – Implica.

Sakura sorriu, culpada, se dando conta de que da mesma forma que queria tudo dele, ele também queria tudo dela. Sakura se debruçou para beija-lo, mas Gaara não aceitou o beijo com facilidade. Ela teve que se por sobre ele e usar sua força para beija-lo. E riu satisfeita quando conseguiu.

– Use a areia, eu vou lidar com ela.

– Eu recebo o mesmo tratamento?

– Sim, eu não vou me conter. – Promete. – Mas você tem que me prometer que se começar a ser demais, você vai me avisar.

– Eu prometo.

– Já é tarde, você devia estar dormindo.

– Eu não estou com sono, acho que preciso de outra sessão de tratamento para insônia.

Os dois acharam graça de sua proposta descarada. E os dois estavam de acordo com o beijo que se seguiu. Gaara seguia abaixo dela, e não lutou para sair. Tocou suas costas nuas com a mão coberta de areia. Sakura se surpreendeu a princípio, mas aceitou o toque. Manteve a areia fora da visão dela, querendo acostuma-la com calma. Pouco a pouco deixou um pouco de areia sobre a cama e entre eles, e como ela parecia cômoda, relaxou.

Agora que já não estava tão concentrado na areia, podia prestar mais atenção ao que estava fazendo. E, como de costume, estava sendo montado. Sakura estava levemente distraída já que seu orgasmo se aproximava. Aproveitou-se disso para arrancar o controle dela. Ela protestou, mas estava ocupada demais disfrutando seu orgasmo para lutar com ele. Aqueles olhos verdes o encaravam lívidos, brilhantes, exigindo mais.

Era uma visão incrível. Tinha areia grudada no corpo por causa do suor. Sua pele estava arrepiada. Sua respiração ofegante movimentava os pequenos seios, seus mamilos delicados estavam sensíveis e sendo provocados pela areia que ele controlava. Sakura tocou os próprios mamilos sobre a areia e teve que fechar os olhos e se segurar. Conteve a respiração e tentou pensar em qualquer outra coisa, mas a imagem estava gravada em sua cabeça.

– Está tudo bem? – Pergunta ela, maliciosa. – Você parece um pouco tenso. O objetivo aqui é você relaxar para dormir.

– Sakura... – Murmura, divertido, ainda de olhos fechados.

Abriu os olhos quando sentiu suas costas bater no colchão. A expressão dela dizia que o tinha distraído de propósito. Sorria travessa. Tateou seu torso nu com mãos experientes. E seus olhos diziam que tinha planos para ele, para eles. Nunca diria que Sakura poderia ser tão desinibida e tão safada como a via agora. Nem podia negar a satisfação que isso lhe dava. Queria ser a cobaia dela, podia fazer o que quisesse com seu corpo. Estava seguro de que estaria muito agradado de tudo.

– Em que esta pensando? – Pergunta Sakura curiosa. – Sua expressão mudou de repente.

– Estou pensando que gostaria de explorar algumas coisas. – Diz beliscando um de seus mamilos. – E que parece que você também quer.

– Sou assim tão transparente? – Pergunta, nem um pouco constrangida.

– Na cama? Sim. – Responde divertido. – E quero que continue assim. É bom saber que meus desejos são correspondidos.

– Eles são? – Provoca, debruçando sobre ele para roubar um beijo rápido.

– Não tenho dúvidas que sim. – A segura e aprofunda o beijo.

Era como fundir sua alma na dela. Quando a beijava daquela maneira, sentia que se conectavam em outro nível. Além do sexo desenfreado e desinibido, o beijo era sentimental, profundo e, as vezes, revelador. Muito revelador.

Gaara deslizou a mão pela lateral do corpo de Sakura ajudando-a com os movimentos sem quebrar o beijo. Dessa vez, quando atingisse o orgasmo queria estar olhando em seus olhos. Ela sempre escondia o rosto quando chegava lá, um habito que ele também tinha porque se sentia vulnerável. Por isso queria que lhe olhasse, queria que confiasse nele. E essa era uma demonstração enorme de confiança.

– Sakura... – Chamou quando ela deixou de beija-lo e rapidamente ocultou seu rosto no pescoço dele. – Olhe pra mim.

Ela relutou, mas olhou. Podia ver a vulnerabilidade em seus olhos, mesmo sendo ele a estar sendo dominado ali. Ela o segurava com força contra a cama, teria marcas dos dedos dela. Mas era como se em algum nível ela se envergonhasse, muito inconscientemente.

Desafiou-a com o olhar, sem dizer nada. E, claro, Sakura não recuou. Manteve os olhos nos dele mesmo quando seu corpo começou a tremer e lhe faltava o ar. Pode ver como prendeu a respiração e se forçou a manter os olhos abertos. Seus lábios se abriram em um grito silencioso. Logo seus movimentos perderam ritmo e seu toque perdeu força.

Encarou-a sem nenhum julgamento e voltou a beija-la. E sentiu que Sakura se entregava um pouco mais naquele beijo. Inverteu as posições e ela não protesto, pelo contrario, sorriu. Um sorriso nada submisso.

– Quão cansado você está? – Pergunta, se acomodando melhor abaixo dele. – Aliais, quão bom é seu controle de chakra?

– Eu sou o Kazekage. – Diz convencido.

– Isso responde a pergunta? – Provoca.

Não sabia o que ela estava planejando, mas sabia que estava a altura. Ignorou a provocação e a ajeitou na cama como queria, estranhando sua fácil aceitação. Agora tinha os pés dela em seus ombros e Sakura o segurava pela nuca. Adorava essa posição, podia chegar mais fundo em seu corpo e se mover mais rápido. Sakura logo acompanhou seu ritmo. Sabia que estava perto e ia aproveitar a chance que ela estava lhe dando de tê-la nessa posição.

Os minutos passaram, uma gota de suor escorreu por sua testa e pingou sobre um corpo feminino nu e igualmente suado. Estava perdendo o folego, desse jeito teria que usar chakra. Então a pergunta de Sakura estalou em sua cabeça e a olhou, vendo como se contorcia abaixo dele em outro orgasmo.

– O que você esta fazendo? – Pergunta, fazendo-a rir em meio ao seu orgasmo. – Sakura! – Exclama repreensivo.

– O que? – Sorri para ele. – Você não é o Kazekage?

Inferno, não podia resistir a essa provocação.


Notas Finais


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