História Medo - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka, Kankuro, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari
Tags Gaara, Gaasaku, Sakugaa, Sakura
Visualizações 164
Palavras 1.541
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Apesar do desafio divertido, correram porque estavam preocupados. As médicas de Konoha vinham para tratar um surto de gripe, que as temperaturas extremas do deserto fazia com que fosse uma doença perigosa. Já os ninjas vinham para ajudar a averiguar quem tinha introduzido o vírus e o que pretendia com isso.

Quando atravessou os portões da vila oculta da areia, não parou. Era o Kazekage, ninguém lhe faria perguntas. Foi direto para sua casa e deixou Sakura na porta do quarto que ela dividiria com Ino. Sakura não se afastou dele, esteve alguns minutos ali parada, segurando-se nele, até que sentiu que suas pernas estavam firmes novamente.

– Não deveríamos ter ido direto ao hospital? – Pergunta ela.

– É melhor que descanse e comece amanhã renovada do que iniciar as coisas hoje, cansada da viagem.

– Tem razão.

– Isso não é justo. – Diz Kankuro, depositando Ino ao lado de Sakura. – Os guardas me pararam.

– Eu passei pelos portões primeiro, aceite sua derrota. – Diz divertido. – Amanhã peça a Temari que te leve a uma loja para comprar um batom para as suas marionetes. – Implica.

Deixaram as duas mulheres sozinhas no corredor, achando graça dos resmungos de Kankuro e do seu divertimento em implicar com ele e suas marionetes. Era típico de dois irmãos e raro ter essa imagem tão humana dele. Foi para o seu próprio quarto, se desfez da armadura de areia e tomou um banho. Se vestia quando ouviu batidas na porta. Abriu a porta de peito nu pensando ser Kankuro. Estava a ponto de ressaltar que a derrota havia feito bem a ele por finalmente aprender a bater na porta antes de entrar, mas encontrou Sakura.

– Desculpa te incomodar, Kazekage. – Diz ela bastante constrangida. – Ino esta no banheiro há 30 horas e eu realmente, realmente preciso de um banho. Eu posso...?

Deu passagem a ela e indicou a direção do banheiro. Parecia que desenvolviam algum tipo de amizade já que ela se sentia segura o suficiente para usar seu banheiro. Não havia quartos suficientes na casa para acomodar a todos individualmente, sabia que Shikamaru dormiria no quarto de Temari, assim que separou um quarto para Naruto e Sasuke e outro para Ino e Sakura. Cada quarto tinha seu próprio banheiro, mas entendia pelo que Sakura estava passando. Incontáveis vezes viajou com os irmãos e se hospedou em lugares que os obrigou a dividir um banheiro. Temari era sempre a que mais demorava e deixava os dois na porta exigindo que saísse para que pudessem usar.

Vestiu seu casaco e mais ou menos secou os cabelos. Pegou os documentos que não tinha conseguido ler durante a viagem e se sentou em sua escrivaninha para analisá-los. Sem saber quanto tempo passou, olhou para o lado para notar que Sakura estava ali parada. Tinha uma toalha envolta nos cabelos e vestia um pijama de flanela adoravelmente estampado. Ela estendeu a mão em sua direção e capturou uma gota que escorria por seu pescoço.

– Água. – Diz ele, sem poder conter o divertimento.

– Só verificando. – Ri. – Obrigada por me deixar usar seu banheiro.

– Quando quiser. – Diz amável. – Desculpe não poder acomodá-los em quartos individuais.

– Já é muita generosidade da sua parte nos acomodar em sua casa. – Diz ela agradecida. – Sei que quando vão a Konoha, se hospedam em um hotel.

– É um bom hotel.

– Abusando ainda mais da sua hospitalidade. – Continua. – Quero ir ao hospital assim que amanhecer, mas não sei como chegar. – Explica. – Tenho medo de me perder aqui. Poderia designar alguém para me levar amanhã?

– Eu mesmo vou levar vocês duas amanhã bem cedo.

– Ei, Gaara, Temari... – Diz Kankuro, entrando no quarto.

– Quantas vezes tenho que dizer para bater na porta antes de entrar?

– Desculpa. – Sorri, nem um pouco afetado. – Os guardas disseram que já conseguem ver Temari e os outros, devem chegar pela manhã.

– Que boa notícia. – Diz Sakura, não parecendo realmente feliz. – Deixo vocês dois. Obrigada novamente, Kazekage. – Agradece antes de sair.

– O que há com ela? – Pergunta Kankuro curioso.

– Nada. – Responde ríspido.

– Vocês estiveram muito próximos esses dias e é a primeira vez que vejo uma mulher no seu quarto. – Diz pensativo. – Na verdade, é a primeira vez que vejo alguém no seu quarto sem ser você e a moça que limpa.

– Já pode ir, Kankuro.

Seu irmão saiu do quarto rindo. Kankuro tinha seu próprio sentido de humor e as vezes ria de coisas que Gaara não achava a menor graça. Diversas vezes o encontrou rindo sozinho. Sabia que algumas coisas tinha apenas que aceitar sobre seu irmão, ele não mudaria.

Continuou a ler os documentos pendentes e quando terminou já quase amanhecia. Tomou um banho rápido e foi para a cozinha. Se surpreendeu ao encontrar Sakura ali. Ela se servia um copo de leite e sorriu ao vê-lo.

– Você realmente quer chegar cedo. – Diz sentando-se à mesa.

– Acordei mais cedo para usar o banheiro antes de Ino. – Diz divertida. – Não devia tomar café. – Diz, fazendo-o arquear uma sobrancelha para ela. – Desculpa, as vezes a médica em mim não se contém. – Ri nervosa.

– O que a médica tem contra o café? – Diz sorvendo um pouco do líquido.

– Não é recomendado para quem sofre de insônia.

– Bom dia. – Diz Ino entrando na cozinha. – Como é possível que já faça tanto calor se o sol acaba de sair? – Reclama.

– Ino! – Repreende Sakura. – Realmente lhe parece adequado reclamar da cidade para o Kazekage?

– Desculpa. – Diz dando um sorriso sem graça para Gaara.

– Não se preocupe. – Diz Gaara tranquilamente. – Eu também tenho minhas reclamações de Konoha.

– Por exemplo? – Pergunta Ino parecendo um pouco ofendida.

– Chove demais. – Diz Gaara fazendo Sakura gargalhar.

– O que é tão engraçado? – Pergunta Ino sem entender.

– Nada. – Diz Sakura tentando conter o riso. – O Kazekage fará o favor de nos levar até o hospital.

– Oh, esqueci minhas coisas no quarto. – Diz Ino se levantando. – Vou buscá-las e comerei algo rápido para podermos ir ao hospital.

– Me imaginou criança outra vez? – Pergunta Gaara depois de perder Ino de vista.

– Não posso evitar. – Sorri, divertida.

Ocultou seu sorriso atrás da xicara de café. A companhia de Sakura era agradável. Ela sorria, ria e parecia cômoda com ele. Seria sua primeira amizade feminina e estava satisfeito com isso.

Quando Ino terminou de comer algo, saíram rumo ao hospital. Ensinou a elas o caminho até o hospital e até o prédio Kage. Então deixou as duas com o diretor do hospital para que ficassem a par das coisas.

Já em seu escritório, foi inundado de trabalho. Mesmo trabalhando várias horas e quase não dormindo, o trabalho sempre se acumulava, principalmente quando precisava viajar. Já era noite quando finalmente pode respirar. Quando chegou em casa já estavam todos dormindo. Dispensou a comida, só queria tomar um banho e dormir pelo menos uma hora antes de retornar ao trabalho.

Pela manhã retornou ao prédio Kage antes de todos acordarem. Próximo da hora do almoço recebeu o relatório sobre os avanços das ninjas médicas de Konoha. Haviam desenvolvido um unguento para prevenir a doença, mas ainda estavam lutando para curar os que já estavam infectados. Pelo menos conseguiram que o número de doentes parasse de crescer.

Depois de um dia de intermináveis reuniões e papéis para ler e assinar, voltou para casa um pouco otimista. No caminho de regresso, começou a divagar. Não via Sakura há dois dias e, agora que a preocupação com o surto de gripe tinha diminuído, podia pensar a respeito. Sentia algo e não sabia bem o que. Um desejo de vê-la, de conversar com ela. Talvez a amizade com uma mulher fosse diferente, porque esse sentimento era novo, não sentia falta de Naruto como parecia sentir de Sakura. Isso o preocupou. A Haruno pertencia a outra vila. Formar uma amizade com ela não parecia uma boa ideia agora.

Quando entrou em casa ouviu movimentação na cozinha. Precisava comer alguma coisa, não tinha jantado na noite anterior e nem comido nada o dia todo, e sabia que quando chegasse ao quarto só ia tomar banho e dormir.

– Kazekage. – Cumprimentou Sakura ao vê-lo. – É tarde, pensei que já estivesse dormindo.

– Acabo de chegar. – Diz retirando a manta de Kaze. – O que faz?

– Um chá de Siak. Quer um pouco?

– Não, obrigado. – Diz parando ao lado dela no fogão, colocando uma panela no fogo. – Não gosto de chá.

– Sério? – O olha. – Juraria que você tomava esse chá aos montes.

– Por quê?

– É uma especialidade de Suna, ajuda a renovar o chakra sem precisar de muitas horas de sono. – Explica sentando-se a mesa com sua xicara. – Você cozinha?

– Sim, gosto de preparar minha própria comida.

– Esse é outro dos seus segredos, suponho. – Diz divertida. – Com todas as obrigações de Kazekage, não deve ter muito tempo para cozinhar.

– Cozinho a cada dois dias, mais ou menos.

– E seu vicio é o chocolate.

– O que?

– Não finja que não, toda pessoa que cozinha tem um vicio e a tal caixa que Kankuro falou... – Sorri, travessa. – Acho que são uns chocolates muito especiais.

– Vejo que esta empenhada em descobrir meus segredos. – Diz com um sorriso divertido.

– O que posso dizer? – Dá de ombros. – Seus segredos parecem interessantes.

Como podia não ser seu amigo? Gostava de conversar com ela, era fácil e divertido. Começava a pensar que talvez precisasse de ajuda. Conselhos para aprender a lidar com uma amizade feminina.


Notas Finais


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