História Medo de Amar - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Farosella, Henriquefogaca, Masterchefbr, Paolacarosella
Visualizações 658
Palavras 1.471
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Em breve capítulo novo. Espero muito, muito que vocês gostem e se divirtam! Beijos de glitter e luz.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Medo de Amar - Capítulo 1 - Capítulo 1

2004

– Shiiiiiiu!!! – Paola pediu baixinho entre risos contidos quando Henrique esbarrou numa caixa de papelão no canto na sala gerando um barulho. Os dois estavam andando abraçados pela sala enquanto ela brincava de desviar dos beijos que o homem tentava lhe dar no pescoço.

Ela segurava seu sapato na mão enquanto adentrava pelo apartamento do tatuado. Vestia sua velha e habitual calça jeans, uma regata branca e ainda tinha um lenço colorido contendo seus longos cabelos. O relógio contava quase 4h da manhã e os dois voltavam de uma noite exaustiva trabalhando no Julia, o restaurante em que a cozinheira era sócia.

Fogaça conseguiu um estágio por lá há poucos meses, já havia passado por outros restaurantes renomados e estava começando a ganhar espaço na área. Ouviu falar da fama de exigente da Argentina tanto quanto ela ouviu falar do galanteio do rapaz.

Paola era focada e completamente viciada em trabalho. Não se preocupou com os avisos dos colegas sobre a fama de Fogaça. "Se ele tenta eu o ponho em seu lugar" pensou consigo mesma antes de encontra-lo pela primeira vez. Já estava acostumada com as investidas descaradas dos homens, mas, assim que o viu, algo diferente despertou dentro dela.

O primeiro encontro não foi dos mais confortáveis, se deparou com o cozinheiro apenas de cueca, no pequeno vestiário do restaurante, trocando de roupa. Como quase não existiam mulheres em uma cozinha profissional não havia necessidade de dois banheiros.

Paola estava acostumada a viver rodeada de homens no trabalho, mas quando se deparou com o corpo definido do careca ficou paralisada por alguns minutos. Respirou fundo antes de limpar a garganta fazendo-se ser notada pelo estagiário. Tentava ornar corpo e pensamento diante das tatuagens distribuídas pelos braços dele, já tinha montado um perfil mental sobre Fogaça e se prometeu que não seria mais uma na lista do homem.

A morena se surpreendeu quando em pouco tempo de convivência descobriu um Henrique diferente, que quebrou completamente o gelo que a chef construía com todos em sua cozinha durante o trabalho. Ele era gentil, focado e muito engraçado. Um pouco desorganizado, mas extremamente detalhista e delicado com os pratos – Um paradoxo diante da fisionomia e da voz do homem. Isso logo despertou nela a vontade de ensina-lo.

Se aproximaram de um jeito que Paola não esperava e, na maioria das vezes, passavam as madrugadas conversando enquanto testavam receitas para o cardápio mensal que ela insistia em inovar. Naquela noite não havia sido diferente, mas a surpresa foi quando a chef sentiu crescer uma tensão sexual entre os dois. Não sabia se fora as incontáveis doses de vinho que tinham tomado para se aquecer ou se era um desejo reprimido, mas Fogaça a beijou de repente e a Argentina não apresentou resistência. Quando perceberam já estavam subindo os andares para o apartamento que ele dividia com a irmã mais velha.

– Está de mudança? – Ela sussurrou olhando ao redor quando percebeu que haviam mais caixas pela sala. Ele a puxou mais perto pela cintura e ela colocou a mão livre no tórax dele.

– Minha irmã Raquel. Vai morar fora. – Respondeu no mesmo tom dando de ombros.

– E se a acordarmos?

– Não vamos. – Ele disse e a segurou pela mão de repente. Andou com ela até o pequeno bar improvisado no canto da sala. Apenas a luz do corredor iluminava o local. – Tá afim de tomar alguma coisa? – Perguntou erguendo um whisky.

– Yo penso que você está tentando me embebedar, estagiário. – Ela disse baixo e divertida. Ele sorriu e pegou dois copos.

– Essa noite eu quero tudo com você, chef. Mas bebida não é o que eu pensei pra te fazer perder o controle hoje. – Henrique disse se aproximando da boca dela, que desviou o olhar. Ele riu da timidez da Argentina. Nem parecia a mesma chef que gritava com todos na cozinha. – Vem, a gente não quer acordar minha irmã agora. – Segurou a mão dela outra vez e caminhou apartamento a dentro.

...

Quando chegaram no quarto dele Fogaça deu espaço para que ela entrasse enquanto fechava a porta atrás de si. Ela colocou seus sapatos no chão ao  lado da cama. Diferente da sala, o local era bem menos escuro dando para notar a decoração. Ela observou cada detalhe andando calmamente pelo quarto do homem e foi difícil controlar a feição de surpresa quando percebeu que, ao contrário do que imaginava, não se parecia em nada com a postura de eterno adolescente rebelde que ele tinha no auge dos seus quase trinta anos.

Havia uma guitarra no canto perto de um skate, alguns pesos de musculação, um saco de pancada pendurado, um rádio de fita e muitos livros de receitas numa espécie de estante perto da janela. Ao lado da cama, apenas um criado-mudo com um abajur e um porta-retrato com uma foto dele pequeno.

– Decepcionada? – Ele disse a obervando enquanto apoiava os copos num móvel perto da porta. Abriu a garrava e os encheu pela metade.

– Com? – Ela perguntou voltando a si.

– A decoração. – Ele se aproximou e entregou um dos copos na mão dela. – As pessoas geralmente se assustam quando vem aqui. – Ele deu de ombros e ela caminhou até a cama de casal se sentando. Pegou o porta-retrato sobre a cômoda e o olhou. – De não terem posters de banda pelo quarto ou de não ser a porra de uma zona completa.

– As pessoas? – Ela repetiu as palavras num tom irônico e ergueu as sobrancelhas o encarando. – Você diz todas as mulheres que trás aqui!? – Ele ficou sério.

– Eu não sou esse cuzão que todo mundo pensa.

– Todo mundo é muita gente. – Ela disse respirando fundo, devolvendo o objeto para o lugar. Tomou um gole grande de sua bebida fazendo uma careta no final. – No sabia que morava com suyo irmã.

– Na verdade ela que mora comigo. Ficou aqui por um tempo organizando as coisas antes de viajar.

– Oh si... – Ela balbuciou e tomou outro gole da bebida. Se levantou e foi até o rádio mexendo na pequena pilha de fitas ao lado do aparelho. – Se dão bién então?

– É minha melhor amiga. Ela e meu irmão Guilherme. – Ele disse encarando o corpo da mulher de costas para ele. Paola olhava fita por fita. Fogaça observou o contorno do corpo dela com calma. Delicada, magra e cheia de elegância a cada gesto.

– U2? – Ela perguntou virando meio corpo para ele enquanto erguia uma das fitas.

– É uma das minhas bandas favoritas. Marcou muito minha adolescência. Conhece? – Ele respondeu observando os lábios entreabertos da Argentina na direção dele. Tinha vontade de morde-los. Tinham cor de morango maduro ainda que a mulher não tivesse um pingo de maquiagem no rosto. 

Ela assentiu e voltou-se para frente. De repente o quarto foi invadido por uma canção: "One" da banda U2. Ela mexia a cabeça pra cima e para baixo no ritmo da guitarra e se virou para ele devagar.

– Marcou a minha también. – Ela sorriu apoiando a bunda no móvel em que o aparelho estava.

– Difícil imaginar alguém em Buenos Aires ouvindo "U2". – Ele comentou divertido a fazendo rir.

– Yo no passei toda la mi vida na Argentina. Morei um tempo nos Estados Unidos también. Na França... Passei por alguns países. Mas acho que um... ou dois argentinos escutam músicas internacionais también. – Ela brincou fazendo caretas. Agora fora a vez dele rir.

– É verdade, é verdade. – Ele disse findando as risadas. De repente um silêncio tomou o quarto. Paola mexeu seu Whisky e o olhou com desejo enquanto arrastava a ponta do dedo indicador pela borda do copo. Ele sorriu e se aproximou. Tomou outro longo gole da bebida sem tirar os olhos dos dela e deixou o copo ao lado do rádio.

– Eu acho que a gente não veio até aqui porque quer ficar lembrando. O que é que cê acha? – Ele falou pegando o copo das mãos de Paola e colocou ao lado do dele. Ela apoiou as duas mãos no móvel atrás de si observando cada ação do cozinheiro. Ele levou uma mão para o maxilar da mulher e a outra para sua cintura. Suas respirações pesadas, quentes. Suas bocas próximas.

– Yo quero criar lembranças novas. – Ela disse quase num sussurro. – Com você. – Seus olhos firmes no dele. Fogaça passou o polegar pelos lábios dela intensamente os contornando e logo a beijou.

Paola levou as mãos para o pescoço dele e ele a envolveu com as duas mãos pela cintura. Ela apertava a nuca do tatuado e sentia seu corpo inteiro arrepiar com os toques dele. Ele oscilava entre beijar o pescoço e a boca dela. Desceu as mãos para a borda da camisa da morena e a puxou lentamente para cima. Se deparou com os seios fartos dela presos por um sutiã branco rendado. A olhou cheio de desejo.

– Tem certeza? – Ele perguntou sabendo que depois daquela noite tudo mudaria entre os dois. 


Notas Finais


Comentem, critiquem, sugiram! Fico feliz em fazer o povo feliz :) .
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