História Medo de Amar - Capítulo 46


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Farosella, Henriquefogaca, Masterchefbr, Paolacarosella
Visualizações 427
Palavras 2.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 46 - Capítulo 46


Fanfic / Fanfiction Medo de Amar - Capítulo 46 - Capítulo 46

Semanas depois...

POV PAOLA

Despues da festa, Fernanda, Alê e eu voltamos a ter un contato cada vez más proximo, mas eu ainda evitaba a casa do meu ex. Tomávamos café numa cafeteira na esquina com a Artur de Azevedo, almoçavamos juntas no meu restaurante e tomavamos vinho no Ciclo das Vinhas. Eu no cruzava com Henrique por mais que no fundo eu quisesse muito. E por querer tanto eu o evitaba, tinha medo das cosas que poderia dizer à ele.

Alessandra e eu no tocamos na história que aconteceu entre nós naquela noite. Também no ficamos num clima ruim. Creo que ela entendeu a situação e minhas palabras. Que foi cosa de momento. Carência talvez? No sé ao certo. Mas o que eu si sé é que se no lugar dela fosse o Henrique a noite teria terminado de una forma diferente.

Alexies e eu nos mantivemos em frequentes discussões. Eu passava cada vez más tiempo cuidando dos negócios, meu restaurante estava perdendo a força e a clientela. Tentaba mudar o cardápio mensalmente como costumava fazer no Julia, e nada. A falência estava cada vez más próxima, o que me deixava desesperada. No aguentaria ver esse barco afundar una vez más e entonces comecê a cortar custos.

Com os dias meu marido também passou a priorizar seu trabajo, estava tentando ganhar un cliente que seria valioso para que abrisse un negócio próprio. Estábamos dispersos e eu arisca. E tda essa confusão estava desregulando completamente meus hormônios!

Era poco más de onze horas da manhã quando decidi tomar un banho antes de ir para o Arturito. Alexies ainda estava em casa, concentrado diante do notebook sobre nossa cama. Relaxei como pouco fiz durante esses meses, que aliás me era cobrado aos montes por Fernanda. Ela era carinhosa e muito amiga. Nos divertíamos juntas! Havíamos marcado que ela passaria em minha casa después de pegar seu carro na oficina e me daria carona para passarmos una tarde na piscina, em dois dias, no prédio dela.

Com a necessidade aprendi a adequar meus encontros com Fernanda a rotina de Henrique. Ele folgava as segundas e no resto da semana passava o dia nos restaurantes. Vez ou outra tirava três dias para trabajar de dia e três para ir à noite, más na maior parte do tiempo estava no Sal ou num dos gastrobares.

Terminê meu banho e torci meus cabelos enquanto tentava fechar o chuveiro. No importava o quão forte eu apertava, as gotas continuavam caindo fluidamente como se eu ainda estivesse me banhando. Já tinha falado disso com Alexies, o esgoto no ralo do quintal también estava voltando deixando um odor insuportável lá fora.

Tinhamos claramente un problema no encanamento. Com nuestras tarefas de casa divididas, era responsabilidade dele organizar aquilo. Fazia dias que discutíamos sobre os esquecimentos dele. Desperdicios me irritavam profundamente! Decidi fechar o resistro para evitar más agua jogada fora, me sequei completamente estressada e entrê no quarto a toda fúria.

– Alexies? – O chamei irritada sendo ignorada pela concentração dele. – Alexies? – Falê mais alto e em resposta tive sobrancelhas erguidas.

– Si, amor. – Ele disse sem me olhar. Como aquilo me tirava do sério! Fui até ele e fechê o computador o fazendo me encarar, estressado. – Mas que...? Carajo, Paola! É trabalho!

– Tenho a certeza de que pode esperar un tiquito. Afinal de contas eu que soy tua mujer pude. Ou no? – Cruzei os braços e ele revirou os olhos me encarando enquanto bufava.

– Que passa...? Que passa ahora, Paolita? – Ele passou a ponta dos dedos na testa me deixando com vontade de bater nele. Ultimamente tinha sido así: qualquer suspiro do Alexies me irritava. No suportava siqueira ouvir tu voz.

– Quantas veces más vou te pedir pra ver o encanamento, Alexies? Caramba, parece que gosta de deixar motivos para brigas!

– En sério que me atrapalhou por eso? Pela droga de un encanamento?

– A droga de... – Eu repeti baixinho. No estaba acreditando na cara de pau dele. – Alexies, – Respirê fundo tentando falar sem alterar minha voz. Sentia meu coração disparando. Que ódio todo era esse que eu estaba sentindo? – se fosse só UNO cano, tudo bién. Mas a sua irresponsabilidade significa desperdicio de água e una poça de esgoto cada vez más próxima da minha horta. – Ele se voltou para o computador e o abriu pouco se lixando para minhas palabras.

– Tá, tá. Eu vejo isso amanhã. Que inferno, hã? Tudo nessa casa é razón para briga ahora!

– Alexies, eu tô falando sério!

– Si, Paola. Eu también. – Ele empurrou o notebook para longe e se levantou me deixando un tanto assustada. – Ainda no sé se percebeu, más no tengo diploma de encanador, estoy trabajando e no tenho super poderes pra consertar eso só. Já disse: AMANHÃ procuro un encanador antes de ver minha passagem.

– Passagem? – O encarei surpresa enquanto ele passava por mim indo para o banheiro.

– Ué, da minha viagem pra Argentina después de amanhã.

– Da sua o que? – Fui atrás dele parando na porta do banheiro.

– Eu te disse, Paola. Vou pra Argentina checar os últimos detalhes pra finalizar a sociedade e abrir o escritório de arquitetura no Brasil. Volto em alguns dias. – Ele disse simplesmente enquanto pegava sua escova de dentes e a pasta. Senti una pontada no estômago e fiz una careta.

– No, você no disse.

– Claro que si.

– Alexies, por fabor! – Revirei os olhos e ele pôs a pasta na escova.

– Bueno, entonces estoy dizendo ahora. – Ele falou e começou a escovar os dentes. Senti outra pontada no estômago. Dessa vez más fuerte. Como una cólica.

– Sabe o que me irrita? Você nem tenta más! O que houve hein? – Ele cospiu e começou a enxaguar a boca. – Cadê aquele hombre que me conquistou? – Alexies pegou a toalha de rosto e secou sua boca enquanto me encarava erguendo as sobrancelhas cinicamente. – Que me cortejava, que era leve e divertido e gentil?

– Talvez esteja com a mujer leve e divertida que me pedia que no a parasse de besar nunca más. Porque ahora tudo o que eu vejo é una reclamona que manda em mi como se fosse una mama. – Ele jogou a toalha sobre o vaso e saiu quarto a dentro me deixando chocada.

– No puedo crer. – Sussurrei. – Está cada dia más insuportável nuestra convivência. – Berrei más irritada indo atrás dele. Ah, mas ele iria me escutar!

– Sabes de una coisa, Paola? Una vez ao menos concordo com você. Cada dia que passa está más insuportável. Porque cada dia que passa você anda mais chata! – Senti outra pontada forte na barriga. Dessa vez me curvei apoiando na poltrona perto da cama enquanto colocava a mão na barriga discretamente. Respirei profundamente recuperando as forças.

– Talvez entonces seja mejor você se livrar da chata e ir embora de una vez no? – Disse sem pensar e senti meu coração disparar diante da possibilidade. Meus olhos se encheram de lágrimas. Ele me olhou em silêncio, podíamos ouvir os carros passando na rua do lado de fora.

– Talvez seja mesmo. – Alexies falou solamente e saiu do quarto em disparada batendo a porta. Joguê minha cabeça para trás sentindo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto e segui para minha cama me jogando nela. Senti alguma coisa saindo de dentro de mim e una umidade sútil na minha calcinha. Era só o que me faltava.

– Ahora você decide descer? – Falê a mim própria. Uns dias antes e talvez aquela briga no tivesse acontecido.


...


Dois dias se passaram depois da briga com Alexies e Paola tinha seus nervos a flor da pele com a notícia que recebera: Três de seus sócios queriam desfazer a sociedade. Estavam dispostos a colocar sua parte a venda e tudo o que a Argentina não precisava era ter que lidar com desconhecidos na altura do campeonato em que se encontrava.

Benny estava em viagem a representando na reunião entre os outros donos para decidir o futuro do Arturito. Haviam combinado uma ligação no início da manhã para que ele lhe contasse as novidades. Comprar a parte deles era, naquele momento, uma opção inviável. A mulher estava tão nervosa que havia se esquecido do compromisso com Fernanda.

Alexies finalmente tinha contatado um encanador, que chegou na casa dos dois algumas horas depois do Argentino viajar. O homem saíra cedo, tinha de pegar o primeiro vôo e então Paola se manteve em casa para receber o profissional. A cozinheira estava na cozinha adiantando seu almoço grudada no celular a espera da ligação, quando a campainha tocou. Ela se apressou com o telefone na mão o deixando sobre a mesa de centro da sala e foi abrir a porta se deparando com Fernanda.

– Fernanda? Oi. – Paola disse surpresa secando as mãos em seu avental.

– Oi. – A mulher respondeu animada lhe dando um beijo no rosto e adentrou na casa. – Não tá pronta? Desculpa sair entrando, mas o portão tava meio encostado.

– Ah, eu no tranco ele. É... – A cozinheira balbuciou fechando a porta atrás de si. – Ai, Nanda. Desculpas, mas no posso ir.

– Ué, por que? – As duas se olharam. – Ai, que porra! Desceu, né?! – Fernanda revirou os olhos. – Odeio quando isso acontece. – A cozinheira riu. – Mas pelo menos veio, cê tava tão preocupada que não vinha.

– No. No é eso. Eu achê que era há uns dias, mas eu ando tão estressada que meus hormônios estão mesmo loucos. Meus peitos parecem que vão explodir. – Paola cruzou os braços findando um sorriso. – No vou te mentir. Tô com a cabeça a mil e me esqueci completamente do nosso compromisso. Alexies viajou, eu to esperando una ligação importante – Apontou para o celular em cima da mesinha. – O Arturito tá una loucura e tem un encanador ahí fora. – A mulher respirou fundo terminando de falar.

– Mais um motivo pra você relaxar, hermana. Cê precisa conversar com alguém, respirar.

– Si eu sé, mas. – A chef fora interrompida pelo encanador que entrava pela cozinha.

– Licença, dona Paola? – Ele disse chegando na sala.

– Sí? – Ela se aproximou.

– Eu já descobri o problema.

– E então? Dá pra resolver ainda hoje? – Ela perguntou esperançosa.

– Acho que vai demorar mais que isso. Os canos tão tudo velho. A senhora vai precisar trocar toda a instalação urgente. – A Argentina fechou os olhos assim que o escutou falar.

– Do jeito que tá não aguenta mais uma semana. Se insistir é capaz da senhora começar a tomar banho no meio do esgoto.

– No acredito, nisso! – A morena sussurrou e Fernanda se aproximou.

– Calma... – Nanda disse baixinho atrás da cozinheira a segurando pelos ombros enquando a mais alta levava as mãos para o rosto. – Moço, e isso dá muito trabalho?

– Olha, dona. Vai precisar quebrar as paredes. Dá um trabalho sim.

– A casa é alugada. – Paola olhou pro homem.

– Alugada ou não pra morar aqui vocês vão precisar mexer no encanamento. Eu sugiro que a senhora procure um hotel baratinho aqui por perto.

– Díos... – Ela balbuciou se afastando de Fernanda.

– Ela tem seu contato, né, moço? Te ligamos depois então.

– Vou indo. Mas moça, não demora pra resolver isso, hein?! Antes que a casa da senhora fique impossível. – O homem disse passando pela Argentina.

– Brigada. Eu o acompanho até a porta. – Paola falou levando o homem. Abriu a porta e ele saiu. – No acredito, Fernanda! – Ela encarou a mais baixa negando com a cabeça.

– Fica calma, Paola. Olha, por que que a gente não faz assim?: Você sobe, toma um banho e vem comigo lá pra casa. A gente almoça juntas, conversa e você pensa no que fazer. – Ela sugeriu encarando a chef pensativa em sua frente que ainda negava com a cabeça.

– Una obra ahora, Nanda? Com todo esse perrengue do Arturito... Caramba! – Respirou fundo.

– Calma. Ficar nervosa desse jeito não vai adiantar. Faz o que eu tô te dizendo. Assim você se acalma. – Paola assentiu. Tinha vontade de chorar até secar. Seu estômago doía, seu corpo estava gélido e ela começava a suar. Diante do mal estar, e com receio de deixar transparece-lo, aceitou a sugestão da amiga.

– Eu vou tomar um banho rápido e desço. Cê me espera aqui?

– Claro! Vai lá. – Fernanda disse se sentando enquanto Paola subia um tanto desnorteada.


Paola chegou em seu quarto e foi retirando a roupa enquanto ia para o banheiro tentando digerir o novo problema. Sentia seu corpo fraco, a boca seca. Se perguntava o que mais lhe faltava acontecer. Ela entrou no chuveiro e o abriu sentindo a água quente escorrer em seu corpo. De repente sentiu uma pontada forte na barriga e algo escorrendo entre suas pernas.

Ela olhou pra baixo se deparando com um líquido avermelhado e alguns pedaços de sangue. Outra pontada ainda mais forte lhe acometeu. Dessa vez a fez se curvar tamanha dor que provocou. Mais sangue escorreu dentre suas pernas. A dor ficava cada vez mais forte e Paola cada vez mais fraca. Ela fechou o chuveiro e na tentativa de sair sentiu outra pontada. Tão intensa que a fez perder as forças nas pernas e cair no chão esbarrando com a costela na quina do vaso sanitário.

A mulher ouviu de longe o barulho de seu celular tocando, mas estava zonza. Se levantou com extrema dificuldade e pegou seu roupão o colocando. O fluxo de sangue entre suas pernas aumentou significativamente e a dor em seu estômago também. Ela parou se apoiando no mármore da pia e tentou conseguir forças para se manter de pé. Fechou os olhos por um instante logo os abrindo e caminhou devagar, curvada, e entre gemidos de volta para o quarto. Um rastro de sangue ficara pelo chão.

A cozinheira não conseguia pensar ou falar. Estava extremamente tonta. Seu rosto estava pálido e agora seu corpo todo tremia. A dor ficava cada vez mais insuportável, ela sentia pedaços saindo de dentro de si.  Cada passo era doloroso. Quando estava quase alcançando a cama ouviu o toque de seu celular ainda mais perto e olhou para a porta do quarto se deparando com Fernanda se aproximando dela.

– Paola, seu celular tocou e... – A mulher parou assim que viu Paola e jogou o aparelho no chão indo até a anfitriã. – Paola, o que houve? – Perguntou em desespero e antes que pudesse tocar na Argentina a morena despencou no chão em um desmaio.




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