História Medo de Amar - Capítulo 47


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Farosella, Henriquefogaca, Masterchefbr, Paolacarosella
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Palavras 3.860
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Perdoem os erros pq meu corretor tá foda

Capítulo 47 - Capítulo 47


Fanfic / Fanfiction Medo de Amar - Capítulo 47 - Capítulo 47

Era quase onze da noite quando Paola chegou em casa acompanhada de Gaby. A mulher caminhava devagar enquanto se apoiava no ombro do amigo. Depois do desmaio da Argentina, Fernanda a socorreu e a levou para o hospital em seu carro. Assim que pôde entrar no quarto e se deparou com a figura páliada e fraca de Paola. A gringa lhe pediu que ligasse para Gabryel, seu melhor amigo, que ficou ao lado dela até que recebesse alta.

Paola havia sofrido um aborto espontâneo devido ao estresse. O sangramento que teve há dias era um aviso de seu corpo. A queda da mulher no chuveiro intensificou a hemorragia e salvar a vida do feto tornou-se impossível diante ao pouquíssimo tempo de gestação. Dentre muito sangue o carro de Fernanda fora testemunha dos momentos dolorosos que Paola, por estar inconsciente, felizmente não pôde acompanhar.

A brasileira dirigiu o mais depressa que pôde para a clínica mais proxima que encontrou na redondeza ainda que estivesse em choque. Nanda insistiu para permanecer ao lado da cozinheira, mas a mesma se recusou. Não conseguia encarar a esposa de seu ex naquele momento. Não com ela sendo tão parceira. Não depois de tudo o que havia acontecido. Assim que Gaby chegou ao hospital Fernanda foi embora. Horas e exames mais tarde o designer levou a morena de volta para casa.

– Não sei porque não quis ir pro meu apartamento, Paola.

– Prefiro a minha casa. Hm! – Ela gemeu enquanto andava devagar. – E você vai viajar de novo em três dias.

– Imagina se eu vou viajar com você nesse estado. Vem, senta aqui. – Gabryel disse baixinho enquanto ajudava Paola a se sentar no sofá. – Eu vou falar com o proprietário do flat e aumentar os dias de aluguel por temporada.

– No, Gaby. No vou te deixar bagunçar toda sua vida por minha causa.

– Mas, Pao... – Ela o interrompeu séria.

– Sem discussões, por fabor. – Ele assentiu.

– Vou ver alguma coisa leve pra você comer. – O carioca disse fazendo menção em ir para a cozinha e Paola o segurou pelo pulso.

– No. – Ela o encarou com os olhos vermelhos. – Fica aqui comigo. – Disse manhosa e de repente lágrimas grossas saíram desavergonhadas de seus olhos.

– Ô.... Meu amorzinho... – Ele se sentou ao lado dela, que cuidadosamente se deitou no peito do homem sendo abraçada. – Não faz isso comigo, Paola. Não tem condições, gente. – Ele disse estreitando os olhos contendo sua vontade de chorar.

– Eu tava grávida, Gaby. – Ela disse com dificuldade. – Grávida!

– Eu sei, minha amiga. Eu sei. Tsc! – Ele revirou os olhos diante das surpresas loucas que a vida traz. – Cê nem sabia, né? – Ela negou com a cabeça sem conseguir parar de chorar.

– Como. – Fungou e se levantou do colo para olha-lo. – Como eu no percebi? Por que é que eu no me cuidê, no fiz un teste simples? Que estúpida que eu fui! Eu sinto que a culpa foi minha. – Paola falou chorosa tentando limpar as lágrimas de seu rosto.

– Hã! Olha aqui, mas você para, hein, Paola?! Pode parando! Você não é a primeira e nem vai ser a última mulher a perder um bebê. Não precisa se martirizar tanto. – Ele a ajudou a limpar o rosto.

– Eu sé. – Ela deglutinou respirando fundo. – É só que... Eu no sabia que queria tanto ser mãe quanto ahora que eu perdi o meu filho. – Mordeu o lábio inferior tentando se conter enquanto apoiava as mãos sobre as pernas.

– Eu imagino que seja difícil, meu doce. Mas olha aqui, – A segurou pelo queixo enquanto com a outra mão segurava as mãos dela. – olha aqui. – Ela o olhou. – Você é jovem, saudável. Tem uma vida pela frente. Cadê aquela mulher racional, guerreira que eu conheço? Hein? Se é um filho que você quer, então se cuida. Se cuida agora que é o que você precisa. E depois luta pelo seu filho. – Levou a mão do queixo dela junto da outra. – Eu tô aqui com você, te apoiando como sempre, bi. A gente vai passar por essa juntas. Como duas mocinhas closudas que somos, bebê. – Ele brincou a fazendo abrir um meio sorriso. Paola se inclinou e deu um selinho nele logo o abraçando com carinho depois.

– Gracias, mi amor. No sé o que seria de mim sem você. Meu irmão. – Gaby sorriu.

– Você só seria mais brega e sexualmente introvertida, mas ia sobreviver. – Ele disse ainda abraçado nela, que tentava conter o choro outra vez. Gaby se afastou e a olhou novamente. – Agora você precisa comer e descansar. Ordens do médico. – Levantou o dedo indicador para o teto. – Vai ter que engolir minha sopa. – Ele deu de ombros fazendo uma cara de vencedor.

– No é tão ruim. – Ela fez uma careta se encostando no sofá. – Ai! Sliiii. – Gemeu levando as mãos para a barriga dolorida.

– Eu vou limpar tudo lá em cima, preparar alguma coisa pra você comer e depois eu ligo pro Alexies. – Paola abriu os olhos diante do último aviso.

– No sé se quiero ver o Alexies ahora.

– Paola, eu sei que é um momento delicado, mas o bebê também era dele. Ele precisa saber.

– Eu sé, mas no ahora. – Ela disse séria. – Eu perdi meu bebê sí, mas o Alexies fez parte disso. Teve muita ajuda dele, na verdade. – Ela disse baixinho a última frase.

– Como assim?

– Nossa convivência tem sido muito difícil, você sabe. – Gaby assentiu. – E o primeiro sangramento que eu tive foi numa discussão nossa há dois dias. Eu pensê que era só meu ciclo regulando, mas... – Deu de ombros olhando para os próprios dedos.

– Entendi. – Os dois ficaram em silêncio por um instante e ele se levantou. – Bom, a gente não vai discutir isso agora. Uma coisa de cada vez. E a primeira coisa é cuidar de você porque já tá tarde. – Ele avisou se afastando da Argentina, que o acompanhou com carinho no olhar pensando em como era bom ter amigos. E Gabryel era realmente um amigo pra todas as horas.


...


POV HENRIQUE

Cheguei em casa completamente exausto depois de um dia corrido de trampo no Sal. Estacionei a moto na garagem e estranhei quando não vi o carro da Fernanda. Tinhamos combinado que ela ia buscar o carro na oficina já que os meninos tavam na casa da minha sogra essa semana.

Subi pensativo no elevador e assim que entrei em casa me deparei com o silêncio do apartamento. Estranhei porque geralmente a Nanda me esperava acordada quando eu trabalhava mais cedo. Na maioria das vezes na sala com uma boa música e uma taça de vinho enquanto lia alguma coisa. As crianças dormindo profundamente... Confesso que era a parte mais gostosa do meu dia.

– Amor? – Chamei por ela baixinho enquanto a procurava pelo apartamento e nada. Fui pro nosso quarto e ela tava lá, dormindo ainda de jeans. A janela aberta iluminando bem o quarto, os pés pretos dela sobre a cama. Sorri com a cena e quando ia até ela um vento vindo fez a porta bater e se fechar sozinha a acordando. – Foi mal. Não queria te acordar. – Falei baixinho com a minha voz grossa enquanto tirava a jaqueta. Fernanda esfregou os olhos e se sentou na cama devagar

– Não. Tudo bem. Cheguei cansada, acabei deitando pra cochilar e desmaiei. – Eu me aproximei e sentei na cama ao lado dela olhando seu rosto enquanto colocava o casaco sobre a cama. Estava inchado e os olhos dela avermelhados como se tivesse chorado.

– Que foi, Nanda? Cara de choro. – Fiz um carinho na perna dela, que segurou minha mão brincando com meus dedos. Ela ficou em silêncio e forçou um sorriso.

– É... – Respirou fundo. – Foi um dia e tanto hoje.

– O que? Deu merda na oficina? Não vi o carro lá embaixo. – Me levantei indo até o guarda-roupas. – Não vai me dizer que aquele cuzão do Mendonça ficou de gracinha. – Olhei pra trás rapidamente e voltei a atenção pras roupas enquanto procurava alguma coisa pra dormir.

– Na verdade eu peguei o carro e depois eu precisei levar pra lavar.

– Lavar, amor? Lava a seco rapidinho.

– É que não era a seco dessa vez. – Ela respondeu com dificuldade.

– Que houve? Entornou alguma coisa? – Perguntei pegando uma cueca.

– É tão estranho contar isso. – Eu me virei pra ela confuso.

– Que que tá pegando? – Ela mordeu a boca como se estivesse tomando coragem.

– Eu fui na casa da Paola hoje pra buscar ela pra gente passar o dia juntas e ela acabou passando mal, teve uma hemorragia. – Senti meu corpo gelando paulatinamente. Que porra ela tava falando?

– Que? Do que que cê tá falando, Fernanda?

– A Paola tava grávida, Hique. Ela sofreu um aborto espontâneo.

– A Paola tava grávida? – Falei com dificuldade de acreditar naquela merda. – Por que que ela não me contou essa porra?

– Não sei. Parece que nem ela sabia, amor. – Desviei meu olhar para o chão. Ela falava e nenhuma das palavras faziam sentido na minha cabeça. Minhas pernas pareciam geleias, meu coração batia disparado. – Ai, foi horrível, Henrique. Horrível. – Respirou fundo e passou as mãos pelos cabelos. – O carro ficou lavado de sangue. Tinham uns pedaços saindo dela, parecia o feto. Ai, não sei. – Ela se estremeceu nervosa. – Ela desmaiou bem na minha frente, eu não sei como tive forças pra chamar um vizinho pra me ajudar a colocar ela no carro porque eu ligava pra ambulância e nada. Depois que ela entrou em internação eu vim em casa trocar de roupa rápido e voltei correndo. – Enquanto Fernanda me contava a história eu sentia tudo girar. Queria ir atrás da Paola. Pegar a mulher da minha vida nos braços e cuidar dela. Senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto e as limpei antes que Fernanda pudesse ver.

– Qual hospital que ela tá? – Perguntei agitado me aproximando da cama outra vez.

– Calma. Calma, Henrique. – Ela se levantou. – Eu sei que a Paola é sua amiga, é minha também. Mas eu já fiz tudo o que podia ser feito por ela. Ela ficou internada o dia todo, foi medicada e já recebeu alta. Tá em casa uma hora dessas.

De repente senti a porra de uma inveja enorme daquele filho da puta Mexicano. Paola carregou um filho dele e agora era com ele que ela estava. Chorando nos braços dele. Sendo cuidada por ele. Da última vez que nos vimos na festa eu fui um completo imbecil com ela, indiferente, frio. Deixei ela achar que eu já não sentia nada, que eu não me importava. De repente me deu um estalo. Além de egoísta eu tava sendo um crápula. O amor da minha vida tinha acabado de perder um bebê. Como essas merdas podem passar pela minha cabeça? Peguei a jaqueta sobre a cama e comecei a vesti-la.

– Onde você vai?

– Pra casa da Paola saber como ela tá. – Respondi já pronto.

– Amor, são mais de uma hora da manhã. Não faz o menor sentido.

– O que não faz sentido é eu ficar aqui de braços cruzados como se eu pouco me fudesse pra essa merda toda que aconteceu com ela, Fernanda. – Falei alto e irritado.

– Mas é justamente por ser um momento delicado que eu tô te dizendo que não faz sentido. Ela tá frágil, tá cansada. Tudo que não precisa agora é de gente em volta. Além disso tá tarde pra caramba.

– Foda-se a hora, Fernanda. Eu não vou deixar a Paola sozinha agora por causa de uma merda de etiqueta.

– Que que é, hein, Henrique? Por que tá tão nervosinho? Parece até que você que é o pai. Pera lá, tenha dó! – Eu respirei fundo tentando me acalmar. Ela tinha razão, tava dando bandeira e tudo o que a Paola não precisava no momento era de um escândalo.

– Desculpa. Cê tá certa. É que... Eu fui pego de surpresa. – Ela assentiu.

– Tá tudo bem. – Fernanda se aproximou e fez um carinho no meu rosto. – Bom, eu vou tomar um banho. Tô com cheiro de hospital. Cê troca a roupa de cama pra mim? – Eu assenti e assim que ela entrou no banheiro, peguei meu celular no bolso de trás e fui apressado pra cozinha.

Parei num canto e chequei se estava realmente sozinho. Disquei o número da Paola ansioso pra ouvir a voz dela e nada. Mais três tentativas e finalmente fui atendido, mas por uma voz masculina.

– Alô? Quem é? – O cara disse do outro lado da linha. Não tinha um sotaque Argentino e a voz era familiar.

– Oi. É o telefone da Paola?

– É sim. Aqui é um amigo. Gabryel.

– Gabryel? – Logo me lembrei do marmanjo no café. O cara que Paola fingiu ser seu namorado. – Beleza? É Henrique. A gente se conheceu num café um dia desses.

– Aham. Eu me lembro sim.

– Você pode passar pra Paola? Queria falar com ela.

– Paola tá no milésimo sono, Henrique.

– Hm. – Suspirei frustrado passando a mão na barba. – E como é que ela tá? Soube do que aconteceu. – Tentei dar menos bandeira.

– Vai ficar bem. – Ele respondeu friamente. Ficamos em silêncio por uns instantes. – Olha, eu sei que não tenho que me meter, mas quer saber? Que se foda, vou falar: Eu acho que não é momento pra você se reaproximar da Paola. E sim, eu sei da história de vocês. Por favor, viado, eu sou o melhor amigo dela! Olha, a minha amiga tá borocoxozinha. Sensível, frágil. Se recuperar fisicamente é o de menos agora, essa ferida por dentro é que vai demorar pra cicatrizar. Ela precisa de tranquilidade e a gente sabe que o rolo de vocês não é fácil.

– Gabryel não leva a mal, mas eu acho que a Paola e eu somos adultos suficientemente pra saber o que a gente faz com as nossas vidas.

– É verdade. São. Eu sei disso. Mas eu também sei que ela é apaixonada por você e que você consegue ser o maior dos babacas quando quer. – Eu respirei fundo. O pior de cada palavra que ele disse é que elas eram verdadeiras. – Só dá um tempo, pensa nela. Mais nela do que em você. – Fiquei pensativo.

– Melhor eu desligar. Tá tarde. – Foi tudo o que eu consegui dizer.

– Boa noite, Henrique.

– Boa noite. – Respondi desligando a ligação deixando reverberar cada palavra.


...


POV PAOLA

Os três primeiros dias foram os más difíceis despues do meu aborto espontâneo. Principalmente porquê precisê contar ao Alexies por telefone. Ele ficou mudo por minutos a fio até se pronunciar para dizer que encurtaria a viagem e conversariamos pessoalmente. No contê ao Gaby sobre minhas novas questões com o Arturito ou os canos em casa, tinha certeza que se o fizesse ele desistiria da viagem e eu no me sentiria bem com eso.

Fernanda me ligava todos os dias, insistia para me ver ou passar um tempo comigo, mas a verdade era que eu no queria ver ninguém e até a evitava as veces. Em alguns dias voltaria a minha rotina no Arturito como médico havia me receitado poder e afundaria minha cabeça no trabajo, que era meu útero.

Eu estaba preocupada, cansada, esgotada física e emocionalmente. Meu corpo ainda estava dolorido, mas prometi a mim própria e ao Gaby que reagiria de alguma maneira. E así eu fiz. Precisava colocar mi vida nos trilhos de volta. Eu tinha dívidas, un restaurante a beira da falência e una obra cara e necessária para fazer em casa. Mas quem más precisava de atenção no momento era meu casamento partido.

Tomê um bom banho relaxante e peguê meu telefone ligando para o encanador. Marquei o inicio da obra que duraria boas semanas, se tudo desse certo, diante do tamanho da casa. Alexies chegaria em poucos minutos e eu precisava estar emocionalmente preparada. Contrariando as ordens médicas tomei uma taça de vinho enquanto esperava meu marido chegar. Pouco tempo depois escuto da cozinha a porta da sala bater. Me levantê devagar deixando a taça na mesa e fui até o cômodo.

– Hola. – Ele disse parando na porta e deixou as malas no chão.

– Hola. – Respondi parando perto do sofá. Meus braços ao longo do corpo, minhas mãos paralelas ao meu quadril. Ficamos em silêncio nos encarando até que ele veio como un furacão em minha direção e me abraçou com gentileza me deixando sem ação. Levei mis manos para os braços dele e fechê o olhos. Díos, como eu precisava daquele abraço há uns dias atrás.

– Ei, mi amor... – Ele sussurrou no meu ouvido e afastou solamente o rosto para mirarme. – Como estás?

– Bién. Ahora bién na medida do possível. – Falê un tanto incomodada com nuestras proximidades e caminhei para loge dele.

– Eu pensê tanto em você. Ainda tem muita coisa que precisamos acertar na Argentina, vou precisar voltar después. Desculpas no ter vindo antes, mas estabamos resolvendo tantas coisas importantes que... – Franzi o cenho e o interrompi.

– Cosas importantes? Tu hijo era importante, Alexies. EU era importante. No un negócio, una sociedade. – Falê séria. Ele me olhou surpreso. Estava agitado e empolgado como se eu no tivesse acabado de passar por un dos momentos más traumáticos da minha vida.

– Claro. É claro que sí, cariño. Eu realmente estoy triste com o que aconteceu.

– Será que está mesmo? – Cruzei os braços.

– Que passa, Paola? Você fala como se no fosse también mi hijo. Como se eu no ligasse.

– No foi o que eu quis dizer. – Suspirei me desarmando. No tinha fuerças para una otra discussão. – Mira, eu sé que no quieres ter un filho ahora. Mas a verdade é que eu percebi que eu sí. – Ele me olhava atento. – Alexies, eu no sabia que queria tanto ser mãe quanto quando eu me vi naquela cama de hospital.

– Paola, – Ele se aproximou. – nós podemos tentar después. Podemos ter un chiquito ou una chiquita. – Ele sorriu, mas eu simplesmente no via motivos para eu fazer o mesmo. – Eu prometo que a partir de ahora vou ser más atento, bamos superar eso juntos. Com o escritório aberto as cosas vão melhorar.

– Eu acho mesmo que você devia ficar nos seus negócios. Que devia ir para sua viagem. – Disparê de repente.

– Que? En sério?

– Alexies eu... Eu tô muito confusa. Tô magoada, machucada. O que aconteceu foi sério demais. Eu poderia ter morrido se estivesse sola. Tudo por culpa de una série de questões que eram nossas. Peças que foram caindo como dominós enfileirados. Se eu no estivesse tão focada em tentar salvar essa relação, – Apontei pra nós dois. – se eu estivesse pensando na gente de una maneira minimamente saudável eu teria reparado em mim. E que aquelas dores que senti na nossa última discussão no eram normais.

– Entonces está insinuando que a culpa de tudo eso é minha?

– No, no estoy insinuando nada, Alexies. Até porque se existe mesmo una culpa nisso tudo ela pertence à nós dois. Só estoy dizendo que tô cansada de brigas. Eu preciso e QUERO un tiempo para mi. Pra pensar, pra focar em otras cosas. Un tiempo de discussões, de acusações, un tiempo de você. – Ele me olhou espantado e engoliu a seco.

– Está desistindo da gente?

– Estoy te pedindo un tiempo. – Respirei fundo. – Aproveita esa viagem, volta pra Argentina, resolve sua vida. Eu vou resolver a minha e después a gente vê no que dá. – Ele assentiu.

– Ok. Uns días então.

– Unas semanas. – Falê por cima dele. – A casa vai passar por una reforma eu ainda preciso ver un hotel pra ficar.

– Então no é un "adeus"? – Neguei com a cabeça.

– Solamente un "até logo".

– Deixa eu ficar com você uns dias pelo menos, Paola. Pra te cuidar. – Ele caminhou mais pra perto. 

– No se preocuoe, eu sé me cuidar sozinha. Siempre soube. – Fui direta.

– Ok. – Ele disse num tom fúnibre. Caminhou até suas malas e as pegou. – Vou pra un hotel essa noite e adianto minha passagem de volta pra amanhã. – Eu concordei com a cabeça e ele saiu sem más "adeus". Fechê os olhos soltando a respiração que nem havia notado que prendia enquanto ponderava se no tinha sido fácil demais.


...


ALGUNS DIAS DEPOIS

Paola havia voltado a sua rotina na medida do possível. Estava em seu restaurante focada em uma receita nova quando seu celular tocou dentro do bolso do avental. Relutante, a mulher limpou as mãos e deixou a cozinha indo para o lado de fora do estabelecimento devido ao horário comercial.

– Benny? Oi! – Ela disse do outro lado da linha depois de checar o visor.

– Ei!! Como tá a minha sócia favorita? – Ele brincou a fazendo sorrir. Paola caminhou até uma árvore proxima da entrada do Arturito e começou a se distrair mexendo nas folhas.

– Mejor ahora com tanto galanteio. – Ela brincou. – E aí? Como estão as coisas?

– Eu entro numa reunião daqui 3 minutos. Tudo como antes, Paola. E com o movimento fraco aí não tem muito o que fazer. – A mulher fechou os olhos e bufou.

– Eu sé. Estoy tentando, Benny. Mexi no cardápio una vez más. Tô testando un prato novo.

– Você tentando daí, eu daqui... De qualquer forma vamos ter que cortar custos.

– Nem me fala em cortar custos! Tô com una obra obrigatória começando em casa. Achê que ia dar pra ficar morando lá, mas é impossível e com essa situação no Arturito ir pra un hotel é un suicídio financeiro.

– Eu te ofereceria minha casa, mas está em reforma também e você dormiria do lado de fora com os cachorros. – Os dois gargalharam e Paola se virou em direção a rua se deparando com Fernanda e Henrique parados perto dela.

– Que susto! – Ela disse alto quase deixando o celular cair. Seu olhar fora diretamente para as mãos dadas dos dois. Há quanto tempo eles estavam alí?

– Paola? Tá tudo bem? – Seu sócio questionou do outro lado da linha.

– Sí, foi só una surpresa. – Ela forçou um sorriso para o casal a sua frente. – Benny, preciso ir. Me mantém informada?

– Claro. Um beijo.

– Otro. – Ela finalizou desligando a chamada. – Hola. – Disse para os dois parados diante de si.

– Desculpa te assustar, Paola. – Os dois se aproximaram. – A gente tava no Cliclo com a Alê e o Henrique quis passar aqui pra ver como você tava. – Fernanda disse a encarando.

– Eu queria ter vindo antes. – Ele falou com uma voz grave e os dois trocaram olhares cúmplices.

– Está tudo bién. – A cozinheira assentiu.

– Paola, eu sei que não é da minha conta, mas sem querer ouvimos você dizer no telefone que o Arturito não tá bem. E com todo o resto que tá acontecendo, eu quero que você saiba que pode contar com a gente.

– Gracias. Eu sé que sí. Te peço desculpas por no ter retribuído as ligações. No estaba pronta. – A Argentina disse timidamente. Henrique não parava de olha-la e ela o encarou disfarçadamente o repreendendo.

– A Olívia tá passando um tempo na casa da mãe da Fernanda, fica melhor pra ela por causa dos aparelhos então a gente tem um quarto vago lá em casa. – Henrique falou fazendo a gringa arregalar os olhos. Qual era o problema dele?

– Eu tinha conversado com o Hique há uns dias, tava preocupada com você. Então se não tá claro, – Fernanda riu nervosa e continuou. – isso é um convite pra você ficar lá em casa um tempo. O tempo que você quiser ou precisar. E como eu sei que você é orgulhosa, já aviso que não aceitamos "não" como resposta. Vai ser um prazer te receber, minha amiga.


Notas Finais


Quem se habilita em criar uma capa nova de MDA pra mim? 😏

https://curiouscat.me/EvelinEstevam


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