História Medo de Amar - Capítulo 48


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Farosella, Henriquefogaca, Masterchefbr, Paolacarosella
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Palavras 3.057
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 48 - Capítulo 48


Fanfic / Fanfiction Medo de Amar - Capítulo 48 - Capítulo 48

ALGUNS DIAS DEPOIS

– É totalmente compreensível esse seu constrangimento, Paola. – Dr. Elisa disse segurando uma caneta.

E lá estava Paola sentada no sofá confortável da sala silenciosa outra vez. Diante de sua analista novamente. Falando de Henrique de novo. Uma semana havia se passado desde o convite de Fernanda para que a mulher se hospedasse por um tempo em sua casa.

A Argentina pediu uns dias à amiga com a desculpa de que iria pensar no assunto. Mas a verdade era que Paola procurou todas as alternativas viáveis antes de aceitar a loucura de viver sob o mesmo teto que seu ex-estagiário. Aliás, antes fosse somente seu ex-estagiário. Fogaça era mais que isso. Ele era seu ex-namorado, seu ex-melhor amigo e seu atual e único amor da vida toda.

A primeira alternativa foi rever os lucros do Arturito afim de alugar um flet. O restaurante ia de mal a pior e a saída dos sócios tornava tudo ainda mais difícil. Então Paola checou suas despesas para tentar ao menos uma estada num hotel. A obra repentina e necessária em sua casa lhe exigiria uma boa quantia. O valor seria descontado de parte do aluguel mensalmente até quitar, mas ainda assim era impossível.

Então finalmente a mulher cogitou se mudar, mas a vida em SP era não somente difícil como também cara. A localização de sua casa no momento era perfeita: conseguia chegar cedo no Arturito sem se preocupar em perder horas no trânsito. Vivia num bairro tranquilo e aconchegante e aquela era a casa mais barata em custo benefício que a Argentina tinha achado.

A morena não tinha amigos íntimos no Brasil suficientemente para hospedar-se na casa com excessão de Gaby, mas o carioca vivia em viagens à trabalho e o apartamento em que morava era alugado contratualmente por temporada em que ficava em São Paulo. Restou para Paola somente voltar a proposta inicial: aceitar viver na casa de Fernanda e Henrique por um tempo. Uma semana depois de "se mudar" para o apartamento do casal, ela recorreu ao seu outro porto seguro: a análise.

– Vamos devagar. Você me disse que foi se hospedar na casa dos dois, que foi bem recebida, que é muito bem tratada e acolhida. Tem um espaço seu, liberdade na medida do possível que a situação te permite. – A mulher foi mais precisa encarando Paola, que mexia nervosamente nos dedos das mãos em seu colo. – Mas ainda assim é a casa do seu ex-namorado.

– O que me corroe é essa mentira, essa omissão. – Paola falou e respirou fundo olhando para Elisa.

– Você tem medo que aconteça alguma coisa entre você e o Henrique de novo?

– Que? – A mulher franziu o nariz e se levantou. – No, claro que no. O Henrique faz parte do passado, faz muito tempo que nem sequer nos tocamos. – Ela disse cruzando os braços. – Fernanda tem sido una amiga incrível. Me apoiando, me dando forças. Eu jamais faria eso com ela.

– Se você tem tanta certeza, Paola. Por que é que ainda não disse que está separada? – A cozinheira arregalou os olhos.

– Eu no estoy separada. Alexies eu só... Demos un tiempo.

– Tudo bem. Mas então por que é que você não contou isso pra Fernanda e pro Henrique? Por que é que você disse pros dois que seu marido estava viajando a trabalho? – Paola a encarou em silêncio. Nem ela mesma sabia ao certo o motivo da mentira. Será que depois de tanto tempo ainda tinha medo de seus sentimentos?

– No faço a mínima ideia. – Paola respondeu dando de ombros e se sentou outra vez.

– Paola, você praticamente me disse há vinte minutos que planejou toda a sua rotina pros horários de vocês não baterem. Pra você e o Henrique não se encontrarem como se os dois não morassem na mesma casa.

– Eu sé, eu sé. – Ela levou as mãos para o rosto. – No sé porquê eu faço eso comigo. É que eu fico... Arranjando desculpas pra tá perto dele, pra... No sé, pra no encerrar essa história de una vez por todas! Parece que eu tenho medo de dizer "oi, é isso. Foi ótimo, mas acabou". Talvez. – Bufou. – Talvez o que me incomode é que ele no insistiu mais. Você precisava ver como o Henrique me olhou quando eu cheguê com as malas. – Paola encarou o vazio segurando a vontade imensa que tinha de chorar e encolheu os ombros. – Ele foi... Indiferente.

– Paola, você tava chegando na casa que ele vive com a esposa, depois de tanto tempo separados, depois de você ter reconstruído a sua vida com outra pessoa. Não dá pra esperar que ele te pegue pelo braço e te beije.

– E nem é o que quero. – Ela limpou as lágrimas que a essa altura já molhavam seu rosto. – Você tem razão, acho que tenho más miedo de mim própria que do que dele. – As duas ficaram em silêncio até que de repente Paola pegou sua bolsa e se levantou outra vez. – Se o Henrique no sente más nada por mim, EU también no vou sentir más nada por ele. Tá na hora de parar de dizer e finalmente deixar o passado pra trás. – Ela finalizou seguindo para a porta.

– Ainda temos oito minutos. – A dr. avisou olhando o relógio em seu pulso.

– Prometo usar muito bem com o que realmente interessa: o Arturito. – Ela forçou um sorriso e saiu porta a fora.


...


POV HENRIQUE

O dia tava agitado, a cozinha a mil e a minha cabeça não parava de fervilhar. Paola tinha mudado lá pra casa há uns dias e por incrível que pareça não nos esbarramos mais de três vezes. Ela saía muito cedo, eu voltava muito tarde e não sei isso me incomodava ou me deixava aliviado. Era esquisito pra porra viver embaixo do mesmo teto que ela.

Algumas vezes antes de ir pro meu quarto eu passei pela porta do dela. Fiquei alí, parado, digerindo toda a merda que me corroe por dentro. Queria abraçar minha Argentina, cuidar dela. Só de pensar em tudo o que ela passou sem mim quando perdeu o bebê... O que era menos foda era saber que pelo menos o Mexicano babaca não ia tá fudendo com ela na minha casa. O filho da puta tava viajando, bem quando a Paola precisava de carinho, de afeto, de colo. Caralho, era o filho dele! Que tipo de imbecil faz uma porra dessas?

A tarde foi passando e quando a noite chegou peguei minha moto e parti pro Cão Veio agradecendo mentalmente que, pelos meus cálculos, a Paola provavelmente já estaria em casa. Me dediquei o resto da noite ao gastrobar, a música alta não me deixava pensar no que me esperava em casa. Ultimamente não tenho conseguido dormir direito. Fico fritando na cama. Também, porra, como que dorme com um barulho desses? Cêloco!

Quando finalmente fechamos eu decidi ficar. Ajudei na limpeza, na organização e no fechamento do caixa. Assim que a rapaziada toda saiu liguei o som baixinho, enchi um copo com whisky e me deitei num dos sofás tentando relaxar um pouco. Quase uma hora depois o celular vibrava silencioso no bolso da minha calça e eu sabia que era Fernanda. Respirei fundo e ignorei.

Tomei mais uma dose dupla de whisky e chequei a hora: mais de duas da madruga. Deixei o copo na mesa e fui ao banheiro lavar o rosto. Ainda tinha que pilotar de volta pra casa então parei no segundo copo. Terminei de fechar tudo, peguei a moto e fui pra casa completamente exausto e esgotado. Física e emocionalmente.


...


Era madrugada quando Paola saiu do Arturito e pegou um taxi. Não tinha a intenção de ir direto trabalhar, mas depois da conversa com Dr. Elisa a mulher precisava de um tempo pra pensar. A cozinha era sua casa e trabalhar a deixava extramemente relaxada. Nos últimos tempos tudo o que seu restaurante não precisa era de sua ausência, então quando se deu conta já era quase a hora do fechamento e fez questão de ficar até o final.

Pouco tempo depois de deixar o Arturito Paola chegou ao apartamento em que estava hospedada. Pagou o táxi, entrou no prédio e esperou o elevador que vinha do estacionamento. Assim que as portas metálicas abriram a cozinheira fora surpreendida com a presença do tatuado.

– Oi. – Ela disse um tanto chocada enquanto erguia as sobrancelhas quando seus olhos se cruzaram. Fogaça a cumprimentou com um aceno de cabeça. – Que coincidência louca. – Paola entrou e as portas se fecharam diante deles.

– Pois é. – Ele limpou a garganta sentindo seu corpo gelar. Um silêncio surgiu naquele cubo metálico. Como ela podia lhe causar essas sensações? – Chegou tarde. – Os dois disseram juntos e se entreolharam sorrindo. – Fala.

– No é só que... O restaurante tava una loucura, acabê perdendo a hora. Você me conhece. – A cozinheira disparou nervosa e um novo silêncio se fez depois daquela frase.

– Conheço sim. – Ele a olhou intensamente. Então de repente o elevador parou.

– Acho que chegamos. – Ela disse baixinho e ele abriu a porta deixando que a Argentina passasse.

Fora inviável não encarar o corpo curvilíneo da mulher. O tão insistente jeans contornando sua bunda... Claramente Henrique sentia falta daquilo. Em outros tempos não chegariam ao destino sem ao menos algumas boas preliminares pelo caminho.

– Veio de táxi? – Ele perguntou enquanto os dois caminhavam pelo corredor.

– Como sabe?

– É que você já tava no elevador e eu não te vi no estacionamento. – Ele abriu um sorriso enquanto pegava as chaves no bolso da calça. O mesmo sorriso que sempre fazia Paola se perder. E desta vez não foi diferente. – Se eu soubesse podia ter te dado uma carona na moto.

– Hãmmm... – Ela balbuciou desviando o olhar da boca dele. – Mas você não tava no Sal?

– De tarde sim, mas à noite eu fui pro Cão Veio. Pela hora achei que cê tava em casa. – Eles pararam diante da porta. E por aquela frase Paola se deu conta de que não era somente ela quem controlava os horários dele. O tatuado destrancou a porta e os dois entraram.

– No sé se a garoupa de una moto seria a cosa más confortável pra minha coluna depois de tantas horas em pé. – Ela falou caminhando sala a dentro. Ele fechou a porta, se aproximou da mesinha de centro e jogou suas chaves.

– Besteira. – Deu de ombros.

– Eu... Vou indo então. – A gringa apontou com o polegar em direção ao corredor. – Estoy exausta. Boa noite. – Ela disse se virando para se retirar enquanto Henrique seguia para o bar improvisado no canto da sala.

– Não quer ficar? – Ele perguntou alto assim que alcançou o bar a fazendo parar no caminho.

– Como?

– Toma alguma coisa comigo. – O chef disse friamente. Talvez os dois copos de whisky já estivessem fazendo algum efeito.

– É tarde pra mim, Fogaça. – Paola falou cruzando os braços enquanto o via pegar uma garrafa de vinho e um abridor.

– Pra mim também. – Ele respondeu a olhando nos olhos. – Parece que pra nós dois. Pelo menos gente tem esse bagulho em comum. – Deixou as frases reverberarem em seu duplo sentido e finalmente abriu a garrafa. – Vai, mano. Só uma taça. Não vai fazer mal. – Ele insistiu erguendo uma taça e ela revirou os olhos se aproximando.

– UMA taça. – A morena ergueu o dedo indicador contabilizando. – E solamente eso. – Ele sorriu para o portunhol dela enquanto a cozinheira tirava os sapatos.

Fogaça serviu os dois e juntos seguiram para o sofá se sentando. Se olharam nos olhos em silêncio por um bom tempo. Se dizendo as coisas que guardaram durante tanto tempo, matando a saudade de presenças, deixando seus corpos queimarem e gritarem de desejo por dentro.

– Como é que cê tá? – Ele perguntou já terminando sua bebida. Estavam afastadados, cada um num sofá diferente.

Ele apoiava uma mão no braço do objeto enquanto tinha o calcanhar esquerdo sobre o joelho direito e mantinha a taça de vinho equilibrada nesse emaranhado. Ela tinha os pés sobre o sofá e abracava uma almofada enquanto suas costas encostavam no fundo do sofá.

– Profissionalmente, fisicamente ou emocionalmente? – Ela respondeu. Estava um tanto mais emoliente com o álcool já correndo em seu sangue.

– Profissionalmente eu sei que tá tudo uma merda no momento e pela barra que o Arturito tá passando... – Ela o interrompeu.

– Oh, tinha me esquecido do quanto você era sútil. – Ela ergueu a taça como num brinde solitário.

– ... Fisicamente, eu tô te vendo e... – Ele deu de ombros ignorando-a. – Você parece ainda tá conseguindo usar esse cérebro aí. E também tem dois braços, duas pernas... – Ela riu o interrompendo novamente.

– Entonces quieres saber como estoy emocionalmente? Entendi.

– Se você quiser falar. – Ele terminou sua taça e encheu-a novamente logo se inclinando para servir Paola, que arregalou os olhos pra ousadia de seu ex-estagiário. – Você sabe contar, Henrique? – Ela o desafiou diante da insistência dele em ultrapassar a quantidade de álcool que ela prometeu ingerir ao seu lado.

– Vai precisar de mais de uma taça pra começar a falar. – Ele deixou a garrafa sobre a mesa e voltou a sua posição inicial a irritando com a maneira que a conhecia. Os dois se olharam outra vez e ela mordeu o lábio inferior com força.

– Quer saber sobre o aborto? Se eu no estoy surtando? – Ela soltou uma risada forçada no final da frase e contornou a borda da taça com a ponta do dedo indicador olhando pra ela. Ele se manteve quieto e ela tomou um longo gole de vinho. – Eu no tô surtando. Se é o que quer saber. – O encarou de novo. Ele assentiu e tomou mais da bebida avermelhada. – Eu no sabia que estaba grávida.

– Não tava planejando?

– No! Díos! No, de jeito nenhum. – Henrique a mirou surpreso. Quando namoravam chegaram a falar de filhos e aquela definitivamente não era a reação que Paola teve. Era como se pra ela a ideia agora lhe soasse absurda.

– Não sabia que não queria ter filho.

– Mas eu queria. Eu quero. Eu quis muito ser a mãe de una família de un time de futebol numa época da mia vida, Fogaça. – Ela falou baixinho se referindo a uma conversa que os dois tiveram no passado na qual ele dizia querer três filhos ou mais, como num time de futebol. Fogaça sorriu e passou a mão na barba.

– E o que é que mudou? – Ele provocou tentando encontrar nas expressões dela qualquer bandeira de infelicidade ao lado de outro homem que não fosse ele.

– No sé. – Ela respondeu segundos depois e se inclinou pegando a garrafa e enxendo mais seu copo. – Eu só no pensê mais nisso. – Ela respirou fundo voltando para sua posição. – Mas a verdade é que... – Comprimiu os lábios. – Quando eu descobri que estaba grávida. Quando eu soube que tinha... perdido o meu bebê. Eu lembrê do quanto eu queria ser mãe, percebi que eu precisaba disso. – Ela conteve as lágrimas fazendo os olhos de Henrique marejarem também.

– Então ainda tá doendo muito, né? – Ele perguntou com a voz embargada e ela sorriu deixando as lágrimas escaparem enquanto encolhia os ombros e assentia. Ele fez menção em levantar, mas ela fez um sinal com a mão para que ele parasse. Paola limpou as lágrimas e respirou fundo.

– Eu nem sé direito o que eu tô sentindo, Henrique. – Ela fungou tentando se recuperar. – É una mistura, una confusão de sentimentos. É tão louco porque eu nem sabia que ele existia e ahora eu só no consigo parar de pensar nele. E no tiempo que no tivemos. É tão louco que parece que eu esqueci como se sente. Parece que no sé más sentir. – Ela sorriu sem mostrar os dentes e o homem limpou o próprio rosto a essa altura lavado por lágrimas.

– Paola, – Ele se inclinou deixando sua taça sobre a mesinha e se ajoelhou no chão perto dela. – eu sempre vou tá aqui pra você. Pra te ajudar com as merdas que vierem, você sabe disso não sabe? – A gringa assentiu e ele segurou a mão dela a acarinhando. – Eu fui muito feliz com você, lindinha. – Ele sussurrou e ela olhou para suas mãos juntas. A dela tão pequena, a dele tão grande.  Com ele era assim: Fogaça a tomava inteira. – O amor que a gente... – Ela o interrompeu.

– Henrique, no acho apropriado falar da gente. Nem aqui, nem ahora. – Retirou sua mão debaixo na mão dele.

– Cê tá certa. – O cozinheiro respondeu voltando, aos poucos, para o seu lugar de antes. 

– Sabe de una cosa? Tá me dando muita fome. 

– Né por nada não, mas eu faço um misto foda na madruga. – Ele ergueu o queixo se gabando.

– Né por nada no, mas eu manjo muito bem de cozinha, viu? – Ela disse colocando a taça sobre a mesinha. De repente um barulho fino, baixo e longo se fez no ambiente. – Eso foi um peido? – Ela franziu o cenho segurando o riso. Ele deu de ombros. – Eu no... Fogaça! – Paola tapou o nariz gargalhando. – Nossa, cê tá podre, meo! – Pegou a almofada e jogou sobre ele, que a segurou.

– Não posso fazer nada se eu sou saudável, caralho. – Ele gargalhou de volta.

– Que cara de pau, mano! Nossa... – Ela disse tentando tapar ainda mais seu nariz. Os dois gargalhavam alto, quando Fernanda surgiu na sala só os fazendo se dar conta de sua presença quando acendeu a luz.

– Oi, Nanda. – Fogaça disse findando o riso se levantando e Paola estreitou os olhos se dando conta de que estavam no escuro  e sozinhos no meio da madrugada.

– Oi, amor... – Ela se aproximou dando um beijo suave nos lábios dele. – Te liguei, você não atendeu. Fiquei preocupada. – Ela disse fechando o robe para esconder o pijama e olhou para a mesa. – Tavam bebendo?

– Una taça pra aquecer. – Paola respondeu se levantando. – Mas eu já estaba indo dormir. Tá bem tarde eu amanhã o dia vai ser longo. – Ela disse indo até seus sapatos e os pegou do chão.

– Não precisa ir só porque eu cheguei, Paola. – Fernanda sorriu docemente cruzando os braços. – Sério, tá tudo bem, vocês chegaram cansados, uma taça de vinho é sempre bem vinda.

– É que tá tarde mesmo, amor. Melhor a gente ir pra cama também. Tô morto. – Ele disse fazendo Paola respirar incomodada.

– Bom, eu vou indo. Boa noite pra vocês. – A Argentina disse e saiu para seu quarto deixando o casal sozinhos. Mais uma vez a realidade batia em sua porta. – Acorda, Paola! – Ela sussurrou pra si mesma no caminho de seu quarto.


...



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