1. Spirit Fanfics >
  2. Medo de Amar >
  3. Uma trégua

História Medo de Amar - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Olá pessoas, como vcs estão? Sobrevivendo ao Coronavírus? Aqui vai mais um capitulo para quem, assim como eu, está em casa, espero que gostem! hahah

Capítulo 6 - Uma trégua


Capítulo 6 - Uma trégua

A prova tinha sido razoavelmente fácil, agora eu estava indo para o orfanato, no meio do caminho parei e comprei algumas coroas de plástico, para levar para as meninas.

Cheguei lá, e logo subi. Entrei na sala e vi Scott brincando com eles, quando eles me olharam principalmente as meninas pararam e vieram até mim.

-Oi Ca!

-Olá meninas! – E elas vieram me abraçar logo me puxando para brincar, sem dar  tempo para mais nada.

Fui brincar com gosto, era bom deixar as preocupações de lado, e quando estava com elas tudo era tão leve, que me arrependi de não ter me envolvido desde o primeiro dia, agora podia entender  a paixão que Scott tinha pelo lugar.

E nós brincamos por muito tempo, foram diversas histórias loucas e mirabolantes e que sempre de maneira improvável terminavam em final feliz. E por fim fomos brincar de princesa.

Charlotte estava indo pegar as tiaras de ontem.

-Charlotte, - Chamei – Não precisa, hoje trouxe algo para vocês.

As meninas empolgadas e curiosas se juntaram perto de mim. Tirei as cinco coroas da minha bolsa e elas ficaram hipnotizadas, depois todas ficaram empolgadas querendo as coroas. Coloquei uma coroa de cada vez nelas e elas vibraram de alegria.

-Obrigada tia!!!  - Disse Charlotte enquanto pulava empolgada.

-Obrigada Ca – Disse Mia que me abraçou, logo todas vieram, Lia, Charlotte, Lara, Mia e Julia me abraçando ri e falei que não era nada.

Elas ficaram tão felizes que não queriam brincar de mais nada e quando descemos com eles para o lanche as meninas nem quiseram tirar as coroas, fiquei observando a alegria delas, e pensando, quando elas me agradeceram falei que não era nada, afinal não era? Quer dizer eram só coroas de brinquedo, mas eu percebi que não, imaginei quanto tempo fazia que elas não ganhavam um presente por mais simples que fosse? 

Como todas as tardes eu subi para arrumar a sala de recreação enquanto Scott ficava com as crianças no refeitório, antes preferia assim, ele ficava com elas eu arrumava as coisas e já ia embora, às vezes depois de deixar elas nos quartos a bagunça era grande e ele vinha me ajudar, odiava quando acontecia.

Mas hoje não queria ter que subir e arrumar tudo aquilo queria ficar com elas no refeitório. Porém como sempre, subi.

Comecei a recolher   e colocar nas caixas, quando cheguei nas bonecas me sentei e comecei  a guardá-las com cuidado, logo depois ouvi passos de alguém se aproximando, era Scott. Ele se sentou do meu lado e começou a guardar também.

-Muito legal o que você fez – Ele fala do nada me fazendo olha-lo, ele limpa a garganta- Quer dizer, de trazer as coroas para as meninas.

-Ah isso, não foi nada, fico feliz delas terem gostado tanto – Falo enquanto coloco as bonecas no baú, sem me atrever a olhar para ele.

Scott suspira, para de guardar e se vira para mim, fico incomodada, mas não o olho de volta.

-Carolline, me desculpe – Ele fala sinceramente, me deixando surpresa, levanto o olhar e ele continua – Não foi nada legal da minha parte pedir para Viviam te mandar embora – Ele admite.

Fico surpreendida afinal, por que ele estava fazendo aquilo? Eu não entendia, duvido que depois de comer uma garota e dispensá-la, Scott fosse cogitar a ideia de pedir desculpas a ela, não importa a razão,  isso não parecia do feito dele. Estava quase jogando esse fato ou qualquer outra coisa na cara dele, mas então parei, por que eu estava fazendo aquilo? O que ele faz fora daqui não me interessa, ou ao menos não deveria.

-E por que você está me pedindo desculpa, assim tão de repente, achei que não gostasse de mim. – Falei de novo ficando irritada.

Ele esboça um sorriso, aquele sorriso que deixaria qualquer garota de quatro, mas que só me deixa com mais raiva.

-Não, você que não gostava de mim – Fala.

Eu levanto a sobrancelha.

-Gostava? – Perguntei abrindo um leve sorriso – O que faz você pensar que eu gosto agora? – Perguntei.

Ele abriu um sorriso e balançou a cabeça como se dissesse “deixa pra lá”.

-E então, aceita? – Perguntou estendendo a mão.

Ainda queria entender esse pedido de desculpa tão de repente, mas também não queria prolongar mais a conversa. Olhei para a mão dele estendida e depois para ele e a apertei.

-Tudo bem, está perdoado – Falei me levantando já que tudo já estava guardado.

Scott pareceu feliz com o que tinha acabado de acontecer. Nós dois pegamos nossas coisa e descemos juntos. No meio do caminho ele perguntou:

-Vai fazer alguma coisa?

-Agora, to indo para casa estudar – Falei abrindo a porta, por onde saímos.

-Quer antes ir ao Bordo? – Perguntou, o encarei.

-Scott, você não vai me fazer cair no seu charme assim tão fácil– Falei e ele riu, olhei para ele e continuei a andar, e acabei sorrindo.

-Eu sei  – Ele fala andando do meu lado –Estou só to te convidando para gente comer um lanche, na maior inocência – Fala.

Olho para ele e levanto a sobrancelha.

-Humm  sei... – Respondo.

 - É sério - Ele fala sorrindo – é apenas uma comemoração ao nosso humm...entendimento – Ele fala e por algum motivo acabo rindo, talvez fosse a maneira como ele tenta me convencer. Ele ri também.

-Então vamos? – Pergunta.

-Eu não sei Scott... – Falo pensando, era perto da facu alguém poderia nos ver e isso acabar em fofoca, mas nesse horário a galera não devia estar no Café Bordo.

-Eu serei um cavalheiro você verá – Fala e eu ri de novo .

-Ah tá bom Scott, seria mais fácil você renascer de novo – Falo, mas quando vou ver já estamos caminhando para o Bordo enquanto falávamos.

Suspiro vendo que  estávamos perto.

-Tudo bem, acho que não vou morrer – Falo um pouco incerta e viro para ele que está sorrindo vitorioso – Olha, mas tem que ser rápido!

Ele concorda e nós entramos.

***

Estávamos sentados na Cafeteria Bordo, ela era uma cafeteria mais tradicional, e muito boa, quase todo mundo da facul quando cansava da comida de sempre vinha pra cá, comer principalmente os doces, que para ser sincera são deliciosos.

A mesa que estávamos era bem no canto e eu sinceramente já me perguntava, o que passou na minha cabeça para ter aceitado vir com ele, como não podia levantar e sair sem mais nem menos, muito menos agora que tínhamos nos acertado, afinal não queria  Scott chato de novo.

A garçonete, se aproximou para nós fazemos o pedido. 

-Então o que vão querer? – Perguntou sem olhar para nós  direito.

Olhei para Scott, quase falando “na verdade nada” e saindo fora, mas então a garçonete levantou os olhos de seu bloquinho e olhou para o Scott, e claro não tirou mais os olhos.

-E o que o senhor vai querer? – Ela perguntou para ele de uma maneira sedutora que deu completamente errada, enquanto  enrolava os cabelos no dedo. Eu revirei os olhos.

Scott olhou para ela com uma ponta de desprezo que logo desapareceu, talvez tenha sido só minha impressão, talvez fosse o que eu realmente esperava que ele fizesse.

Em vez disso a avaliou passando os olhos pelo corpo dela e por fim disse.

-O que  você recomenda? – Vi um sorrisinho de canto nele e ela feliz, fez uma recomendação, Scott a aceitou, e então a mulher se virou para mim e perguntou indiferente o que eu queria.

-Quero uma fatia de bolo de chocolate,  com um café com leite pequeno. – Falei sem pensar já que era o que eu sempre pedia, desde que Rafa tinha me trazido aqui na primeira vez.

Rafa… Alguém que eu não queria pensar..

-Você está bem, Carolline? – Perguntou Scott me tirando dos meus devaneios.

-Ah sim, desculpe estava só pensando longe – Falo me endireitando na cadeira quando meu pedido e o dele chega, a garçonete dá em cima do Scott de maneira ridícula de novo e vai embora.

Reviro os olhos e murmuro para mim mesma um ”como você aguenta essas garotas?”

Scott ri.

-As vezes nem eu sei  - ele fala, e olho surpresa para ele por ele ter me escutado.

Então olho para o meu café e tomo um gole.

-E então Carolline, o que você fez? – Ele perguntou sugestivamente.

 O olhei achando estranha a pergunta.

-Fiz o que?

-Ah você sabe, quer dizer você parece estudiosa, não parece que se mete em confusão com frequência, mas se foi designada ao trabalho voluntário deve ter aprontado uma das boas...

Eu olhei para ele e comecei a rir, não acredito que ele achava que eu era uma “delinquente”. Ele me olhou com cara de quem não entende nada. Quando parei de rir tomei mais um gole do meu café com leite e falei:

-Eu não aprontei nada Scott.

-Como assim? Você se inscreveu por pura vontade? – Perguntou surpreso.

-Bem... – Ele me olhou com cara de quem fala ”eu sabia” – Não sou uma “Delinquente” – Falei fazendo aspas com os dedos – Muito pelo contrário, acho que sou a mais santa do campus todo.

Falei entediada só de pensar em mim mesma. Olhei para ele que levantou a sobrancelha.

-Não acho que seja tão ruim, afinal de contas às vezes você arranja um tempo para escapar e ir em boates. – Ele falou um pouco acusatório.

Joguei os braços pra cima num gesto de não acredito.

-Isso de novo? Achei que já tinha superado – Falei.

Ele suspirou.

-Desculpe, é só que parecia tanto... – Ele se cortou com o meu olhar.

-Tudo bem – Se deu por vencido – Mas então vai explicar melhor a ida ao orfanato?

-É complicado...

Não queria contar para ele , essa história envolvia tanta coisa, tantas pessoas, mesmo que contasse só o básico por algum motivo não me sentia a vontade de falar isso com ele, afinal é só o primeiro dia que estamos nos falando. Percebendo isso ele continuou.

-Se isso servir de iniciativa, vou contar a minha história primeiro – Ele abri um sorriso malicioso – Que diferente da sua, foi sim,  por que eu era “Delinquente”.

Ele fala dando ênfase na última palavra de modo que me fez rir, e ele começa a contar exagerando em vários pontos e me fazendo rir. Scott era um cara engraçado e legal, com certeza me pegou de surpresa essa personalidade dele, não o entendo direito, quer dizer uma hora ele é mau, outra legal, outra bravo, outra grosso ,depois engraçado e no meio de tudo isso eu ficava cada vez mais perdida...

Quando paramos de rir ele falou:

-E então, sua vez.

Suspirei.

-Olha a minha história não é nada demais, só estou atrás de uma bolsa. – Falei e ele pareceu um pouco decepcionado com a minha “história”.

Olhei para o meu prato, e por algum motivo me sentido incomodada com a situação, comi o último pedaço de bolo e olhei a hora, cinco e meia.

-Bem Scott, é melhor eu já ir indo – Falei levantando da mesa e pegando a bolsa.    

-Ah sim, eu vou com você – Ele fala se levantando.

Cada um paga sua parte e saímos da cafeteria. Caminhamos um pouco mais até o ponto de ônibus falando sobre o orfanato, Scott me conta alguns fatos sobre as crianças e me interesso, até que chegamos no ponto e paramos.

-É aqui que eu fico – Falo.

-É, e eu vou para lá  - diz apontando para a esquerda.

-Obrigada Scott, foi legal, você não é tão chato quanto eu pensava – Falo e abro um sorriso.

-É você também, até que é legalzinha – Fala sorrindo também.

Meu ônibus chega.

-Tchau Scott, até amanhã.

-Até – Ele responde e cada um segue seu caminho.

 


Notas Finais


E então o que acharam desse date dos dois (que a Ca não me ouça) hahaha Comentem!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...