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História Medusa - Imagine Todoroki Shouto - Capítulo 2


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Capítulo 2 - 01: Boneco de Gengibre


Capítulo Um:

- Talvez o choque de ter acordado após o coma tenha a deixando confusa, fazendo-a ter aquela reação de choque. Não esqueça, sua filha esteve em coma durante quase seis meses é um milagre ela ter acordado quando já estávamos considerando colocá-la em coma vegetativo.

Meus ouvidos zumbiram com as palavras do doutor, continuava com meus olhos fechados afinal a pouca luz emitida naquele ambiente parecia torturar minhas retilhas. As batidas do meu coração poderiam estar lentas, mas a cada pulsação parecia pesar meu peito.

O medo estava aos poucos querendo novamente se alastrar por meu corpo, apertei os lençóis da cama e mordi os lábios ressecados. Coma vegetativo? Essa palavra me assustou mais do que eu esperava naquele momento.

- Querida...estamos aqui por você, unicamente por você –a voz da mulher ressoou como um murmúrio. Sua aparência surreal veio a minha mente e não poderia que era de uma beleza hipnotizante, graças aos curtos cabelos roxeados e olhos azuis celestiais que carregavam um volumoso e longo cílio. Porem o que me chamou a atenção foi suas orelhas pontudas que me lembraram a de um elfo.

Por um curto momento eu desejei responde-la e devolver o aperto que sua mão me oferecia de maneira calorosa, porem a insegurança de estar num lugar desconhecido com pessoas desconhecidas me impedia de contribuir qualquer ação, não importando o quão doce fosse.

Eu apenas queria acordar desse sonho.

Meus olhos acabaram queimando, senti que aos poucos as lagrimas desejavam escorrer por minha face e eu sei que poderia culpar a dor que esse corpo me oferecia deis que despertei. Porem não apenas meu corpo estava dolorido, meu interior se encontrava se auto destruído.

Era assustador. Tudo aquilo era assustador. Eu queria estar em minha casa, queria estar com minha família ao invés de estar presa nessa alucinação distorcida.

Deus, como eu estava assustada naquele momento. O medo me sufocava e naquele momento não consegui segurar o soluço.

- Querida? –perguntou a mulher, sua mão era fria contra minha pele quente porem aquilo não me incomodou apenas me incentivou a deixar outro soluço escapar. Porque ela era tão carinhosa? O que eu era? Quem eu era?- Você está bem? Echidna por favor acorde –pediu.

Porem eu não abri meus olhos, apenas continuei a soluçar enquanto sentia aquela mulher me abraçar fortemente, seus ombros tremiam contra meu corpo e eu conseguia sentir suas lagrimas molharem o topo de minha cabeça, assim como as minhas deveriam estar molhando sua camiseta naquele momento.

- Está tudo bem...Está tudo bem, você foi forte –murmurava, seus dedos deslizaram sobre minha nuca- Eu sinto tanto, como eu sinto Echidna.

Quem era Echidna? Porque ela continuava a me chamar de tal maneira? Eu não gostava, me incomodava profundamente.

Meu nome não era aquele.

Mas qual era meu nome? Tudo naquele momento parecia embaçado, confuso e até mesmo impossível de lembrar.

Inconscientemente meus braços rodearam o corpo daquela desconhecida de forma desesperada. Meu choro ressoava alto e por um momento tive certeza que outras pessoas conseguiram escutar e apenas tive tal certeza quando ouvi a porta ser aberta.

- O que está acontecendo? –novamente a voz daquele homem ressoou de maneira preocupada, consegui ouvir seus passos ecoaram para onde eu me encontrava.

- Querido, ela começou a chorar –a voz da mulher ressoava de maneira tão preocupada e chorosa, seus braços me apertavam e me afundavam contra seu peito. Eu conseguia escutar o barulho estrondoso de seu coração batendo rapidamente contra a caixa torácica- Ela não está falando nada, apenas chorando.

- Echidna, está tudo bem? –a voz masculina por mais que fosse grossa e até mesmo assustadora naquele momento era calma enquanto suas mãos deslizavam por minha coluna- Filha está doendo alguma coisa?

Filha? Me perguntei mentalmente, eu era filha deles? Ou melhor Echidna era filha deles?

Meu corpo tremeu, consegui sentir meus ossos tomando uma pequena descarga elétrica pela a sensação. Meus lábios se entreabriram porem nenhum som havia escapado naquele único momento.

Minha cabeça processavam as palavras ditas pelo homem. E apenas alguns minutos soluçando e chorando as primeiras palavras saíram:

- Quem sou eu?

[...]

Havia se passado quase duas semanas deis aquele ocorrido. Ainda me lembrava perfeitamente do olhar assustado que aquele casal me direcionou quando escutaram tal pergunta, naquele momento em diante eu consegui ouvir a bela mulher chorar enquanto o homem saia rapidamente do quarto gritando por qualquer medico que estivesse naquela área.

Durante essas duas semanas, eu desejei manter meus olhos fechados. Porem após a primeira semana eu percebi que aquilo não era um sonho e a maneira de descobri isso foi quando eu acabei rasgando minha perna com uma faca de manteiga enquanto me alimentava. A dor me fez perceber que eu não acordaria, assim como fez a enfermeira gritar apavorada e também me fez observar que em poucos minutos aquele profundo corte havia desaparecido.

Mas após esse ocorrido, os médicos proibiram qualquer tipo de faca ou objetos cortante ao meu alcance, obrigando-me a comer com talhares de plástico e a receber um pequeno sermão.

No começo dessa segunda semana, a bela mulher veio me visitar quase que todos os dias no período da tarde. Percebi que seus olhos estavam profundos e estranhamente estavam opacos.

Ela disse que seu nome era Aglaya havia contado que nasceu na Rússia porem teve que se mudar para cá durante sua adolescência. E que era minha mãe.

Meus olhos se arregalaram com tal noticia, porem forcei um sorriso e concordei com a cabeça. E por mais que ela dissesse que fosse "minha" mãe, eu não conseguiria chama-la de tal maneira.

Naquele mesmo dia, ela me trouxe um álbum de fotos. Ela sorria animadamente sempre que apontava para as fotos de maneira aleatória e sempre acabava contando a historia por trás dessas mesmas historias. Confesso que algumas vezes eu acabei sorriso e soltando uma risada, porem isso acabou morrendo quando ela começou a querer mostrar fotos sobre Echidna.

Naquele momento eu simplesmente lhe disse que estava cansada e lancei um falso bocejo. Ela beijou minha testa antes de se retirar do quarto, dizendo que voltaria no dia seguinte.

Depois disso eu fiquei encarando a grande janela que aquele quarto hospitalar tinha. A vista era nada mesmo do que deveria ser o pátio daquele hospital e seu gramado verdinho e saudável.

Meus olhos se focaram naquela janela durante a tarde inteira enquanto meu cérebro vagava em todos os tipos de pensamentos.

Um suspiro havia escapado do meus lábios e como o resto da semana, eu precisaria ser drogada para conseguir dormir sem sentir qualquer tipo de dor.

Na manhã seguinte tudo havia sido realmente calmo, havia passado metade do meu tempo assistindo um canal de animação japonesa e apenas naquele momento percebi que entendi completamente o idioma e aquilo foi um balde de agua fria sobre minha cabeça porem não tanto quanto de quando o desenho havia simplesmente saído de sua plataforma para dar lugar para um jornal.

Meus olhos acabaram se arregalando e eu acabei perdendo o ar de meus pulmões.  Aquele gigante sorriso que parecia congelado em seu rosto, olhos escuros que se poderiam ver apenas a cor azul de seus globos e seu corpo grande e musculoso que era apenas uma casca, mas que ninguém nunca suspeitaria disso.

Aquele era ninguém menos que Toshinori Yagi. Ou como conhecido por todos como “All Might” o herói numero um.

- Puta merda....

Foi a única coisa que eu disse enquanto meus olhos se encontrava vidrados no homem que exibia seu sorriso branco e simpático para a câmera enquanto fazia algumas pequenas brincadeiras para responder a repórter que sempre ficava embaraçada.



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