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História Meet You There (shivley) - Capítulo 13


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Capítulo 13 - There's nothing holdin' me back


\\Bailey\\

Quando o meu telemóvel vibrou durante a viagem de regresso ao campus estava à espera de uma mensagem de qualquer pessoa menos dela. Fiquei tão atónito que apenas guardei o dispositivo de novo sem saber o que responder. Esperava que ela fosse me ignorar para sempre depois do que aconteceu, mas pensando bem, temos tantos amigos em comum que não tem motivo por que a ignorar e ela a mim. Somos os dois crescidos, vamos viver a vida como os adultos que somos.

Pouco antes de chegar a casa mando a resposta com receio, afinal de contas, pelo que entendi, ela não tem um passado alegre com relações amorosas.

As resposta que ela me deu foram surpreendentes, não contava que ela fosse aceitar tão facilmente. Só espero que realmente seja um bom recomeço para nós dois.

Tudo o que queria neste momento era adormecer, mas a minha cabeça está prestes a explodir numa estranha mistura de felicidade e ansiedade.

Apesar de estar feliz por a ir conhecer melhor, pelo pouco que vi parece uma pessoa incrível, tenho medo do que ela pode pensar de mim. E se ela pensar que eu estou a tentar usá-la para satisfazer-me. Meu Deus, espero mesmo que ela não pense isso, nenhuma mulher é um objeto. Sexo é sexo, mas tento sempre ter a certeza que ambos queremos aquilo, e ela não me apreceu contradizer o que fizemos.

Eu realmente quero ser amigo dela, todos dizem bem dela e um almoço não pode matar ninguém certo?

Com o passar dos minutos, sinto os meus olhos a pesar e logo adormeço com um sorriso, a pensar no almoço que terei e na noite inesquecível que vivi ontem.

○○○


Acordo às onze depois de uma bela noite de descanso. Depois do jogo de ontem e da viagem de duas horas, bem que esta a precisar de dormir.

Levanto-me e desço ainda de pijama para comer algo leve, o pequeno almoço é a refeição mais importante do dia e nem na minha folga semanal do futebol posso esquecer-me dele. Uma torrada simples e um ovo estrelado é o suficiente.

Sento-me no sofá com o prato na mão e dirijo o meu olhar para o Lamar sentado a meu lado com os olhos num programa qualquer.

– Não vais sair com a tua namorada?- pergunto, normalmente ao domingo ele aproveita a folga da Heyoon.

– Vamos almoçar fora e passar a tarde em casa dela.- ele explica sem tirar os olhos da tv.

– Onde vão almoçar?- pergunto com um pouco de receio, talvez tenha que mudar os planos com a Shivani.

– Na hamburgueria perto da casa dela. Porquê a pergunta?- ele questiona.

– Só por curiosidade.- posso tirar o peso da consciência.

– E tu que vais fazer hoje?- ele pergunta-me.

– Vou ter um dia para mim. Vou almoçar fora e talvez vá passear depois ou assim, ainda não sei bem.- não sei ao certo quem é a má influência, mas eu e ela andamos a contar muitas mentiras e a esconder muitas coisas.

– Aproveita então!- ele diz com um sorriso.

– Os outros por onde andam?- pergunto ao reparar que, para além de nós, a casa está vazia.

– Não sei. Quando saí do quarto já cá não estavam. Bom, vou indo, até logo.- ele levanta-se, pega no casaco e nas chaves do carro e saí deixando-me sozinho.

Já é meio dia, por isso, vou por-me bonito. Coloco uma roupa simples, penteio o cabelo, ponho perfume,visto o casaco e pego nas chaves. O restaurante não é assim tão perto por isso vou dar uma volta com a moto, será que a Shivani gosta de motos? Bem, vou descobrir dentro de uns minutos.

Quando estaciono perto do local marcado, ela já se encontra à minha espera. Radiante e bonita como sempre e com um sorriso calmo no rosto.

– Desculpa fazer-te esperar!- digo quando finalmente estamos próximos. Comprimentamo-nos antes de ela me responder.

– Não te preocupes, cheguei há pouco tempo, ia agora avisar-te. Bom, vamos lá entrar!- abro a porta e sou seguido por ela. Um empregado leva-nos até uma mesa na zona interior do restaurante. Ainda e fevereiro e está bem fresco para almocar lá fora, sentamo-nos em frente um do outro e recebemos o cardápio.

– Já sabes o que queres?- pergunto quando finalmente me decido por uma massa à carbonara.

– Uma pizza margherita pequena deve chegar.- ela responde.

– Não queres nada na pizza, só o queijo e folhas?- pergunto espantado – Para mim a verdadeira pizza tem no minimo pepperoni.

– Não obrigada. Tento ser vegetariana apesar de não ser sempre possível. E a pizza tradicional era assim, não venhas com essas americanisses para um restaurante italiano!- ela diz e mostra a sua forte personalidade.

– Pronto, pronto. Acho que tens razão. Então e porque és vegetariana?- tento iniciar uma conversa.

– Para além de não quere matar os animais, faz parte da minha cultura não comer certas carnes. Perdido por cem perdido por mil, por isso cortei logo todas.- ela responde.

– E de onde és afinal? Achei que eras americana!- digo curioso.

– Vivi até aos 10 anos na Índia, tenho dupla nacionalidade visto que já vivo aqui há onze anos. A minha família teve alguns problemas e acabei por me mudar para aqui com o meu pai.- ela diz e ganha uma feição mais triste.

– Desculpa obrigar-te a falar desse assunto.- digo e o empregado chega para fazermos os pedidos acabando com o tema.

– Então tu tens uma mota?- ela pergunta e o seu sorriso volta.

– É verdade, o amor da minha vida!- digo orgulhoso – Foi um presente do meu pai, já a tenho há mais de 5 anos. Ela é como uma parte de mim e um elo de ligação com o meu pai.- digo e fico um pouco sensível ao tópico. Algo que ela percebe, por isso tento dar a volta - Queres andar nela depois do almoço? Podiamos ir a algum lado.- pergunto.

– Acho melhor não. Parece pouco seguro, prefiro meios de transporte mais lentos.

– Por ti eu ando devagarinho e podes agarrar-te a mim que já sabes que eu te protejo de tudo- digo e pisco-lhe o olho.

– Menos dos sustos nos filmes de terror!- ela ri e a nossa comida chega.

Almoçamos com conversa alegre pelo meio, cada um comentou sobre o seu curso e futuro. Pelos vistos ela não sabe bem o que fazer, mas sabe que vai estar relacionado com a dança. Eu já tenho o futuro pré definido há muito tempo, não que tenha tido poder de escolha, mas não me tenho de preocupar com essas decisões.

Antes da sobremesa chegar discutimos o tópico de gostos e descobrimos que somos díspares em muitos assuntos como séries, filmes e música. Mas não de um modo ruim, muito pelo contrário, cada vez que ela me contava mais um tema do seu agrado captava toda a minha atenção. E o oposto repetia-se, o seu olhar focava-se em mim sempre que lhe contava algo.

Dividimos a conta por opção dela e chegamos até à mota.

– Estás pronta para a viagem?- pergunto e entrego-lhe o capacete abrindo o comprartimento embaixo do banco para retirar um para mim.

– Onde vamos?- ela pergunta exitante.

– Surpresa!- sento-me e estendo a mão para a ajudar a subir. Ela agarra os braços levemente em torno da minha cintura – Se precisares podes agarrar com mais força okay?- sinto a sua cabeça acenar em resposta. Podia avisá-la sobre o suporte na parte de trás, mas prefiro assim. Inicio o motor e arranco pela estrada fora.

Mal começo o trajeto pela estrada principal sinto o seu aperto aumentar. Esta sensação junto com o poder da velocidade deixa-me completamente feliz. Pouco depois, chegamos ao destino.

– É lindo!- ela diz quando retira o capacete e olha para o mar à sua frente – O primeiro pedaço de oceano que vi e toquei foi aqui em Los Angeles, sem saber trouxeste-me a sítio especial.

– Algo me disse que ias gostar. Vem vamos sentar-nos à beira da água!- digo e seguro a sua mão para a guiar. Sentamo-nos sob a areia quente do início de tarde e observamos as ondas rebentar na areia perto de nós. Como ainda está na estação fria, está pouca gente por aqui e podemos ficar mais sossegados. Aproveito o momento e deixo o meu braço deslizar pela sua cintura agarrando a lateral para os aproximar.

– És assim com todas as tuas amigas?- ela pergunta quando deixa a cabeça cair para o meu ombro.

– Só com as irresistíveis como tu!- digo e apoio a minha cabeça na dela. Quem nos visse assim, pensaria que somos mais que dois amigos que tiveram duas noites juntos, mas isso pouco me importa.

– E achas que vais conseguir resistir e manter a amizade?- mais uma pergunta,tenho medo de lhe dar a resposta verdadeira, mas detesto mentir.

– Vou ter que por as minhas habilidades à prova. Não é todos os dias que me deparo com alguém tão bonito como tu!

– Infelizmemte vai ser um desafio para os dois. A atração entre nós é muito grande para ser esquecida. Não sei se vou conseguir deixar de lado o que fizemos e ser tua amiga se o meu corpo ainda te deseja.- a sua resposta parece ser honesta e custa-me admitir que estou na mesma posição.

– Eu nem acredito no que vou dizer mas... o que achas de termos um caso de amigos com benefícios? Só até esta tensão entre nós acabar. Realmente quero ser teu amigo, adoro todos os segundos contigo, mas não consigo ignorar o enorme desejo que me consome cada vez que te vejo, princesa indiana.- verbalizo os meus sentimentos e espero a sua resposta ansiosamente.

– Não acredito que vou dizer isto mas...- ela suspira – Eu aceito!- um alivio invade o meu peito – Infelizmente estou como tu, apesar de não o querer. Mas tens que prometer que é um segredo de só nós dois, sem Krystian desta vez.

– Culpa o gato, não eu. Mas sim, segredo total, é mais erótico assim.- bato no seu ombro com o meu e ela revira os olhos apesar de não conter o sorriso com a minha piada idiota. Acho que esta amiga vai ser a melhor que já tive.

– Achas mesmo que esta é a decisão que queres fazer. Afinal o Bailey May não repete fodas!- ela diz.

– Levas-me a lugares que destroem a minha reputação, manipulas minhas decisões, mas não há nada a segurar-me. Sei que é a opção certa, linda.- asseguro-a – Porque se perdermos a cabeça e levarmos isso longe demais eu sei que ficaríamos bem.- sorrimos um para o outro.

– Então temos um acordo. Prometes que não me vais magoar muito? O meu maior medo é cair no teu jogo e ficar na merda de novo.- ela diz triste.

– Shivani, não sei qual é o teu último nome, prometo ser teu amigo e ficar ao teu lado mesmo que não funcionemos enquanto parceiros sexuais. E prometo não magoar muito o teu coração e proteger-te do que puder, seja isso homens idiotas ou monstros de filmes de terror.- digo com a mão no coração em forma de juramento, e sorrio no final da promessa.

Ela apanha-me de surpresa e abraça-me em agradecimento. Sem pensar duas vezes abraço-a de volta e ficamos ali por um tempo só a apreciar a presença um do outro antes de nos afastarmos para olhar o mar de novo.

– Vamos ter regras?- ela pergunta após um tempo em silêncio.

– Acho que as únicas necessárias são simples, quando algum de nós quiser e o outro estiver disponível é só escolher um local e pronto, e, é claro, vai ser tudo no sigilo porque nenhum de nós quer ter de dar explicações.- respondo-lhe na esperança que ela aceite.

– E podemos ver outras pessoas enquanto temos este acordo?- ela pergunta reciosa, sei que o seu verdadeio medo é eu me envolva com mais alguém por isso tranquilizo-a.

– Não sem aviso e acordo prévio. Estamos nisto juntos afinal.- ela parece relaxar com a minha resposta e acena com a cabeça.

Quando dou por mim já são quase três da tarde, nem vi esta última hora passar aqui sentado ao lado dela.

– Já são quase três da tarde princesa. Não tens aula agora?- pergunto quando me lembro que por vezes tenho que ir buscar a Sabina ao estúdio.

– Ao domingo não há aulas felizmente. Mas acho que se demorar muito mais a Hina vai estranhar o almoço tão longo.- ela diz e afasta-se. Levanto-me e estendo a mão, que ela aceita, para a ajudar a levantar-se. Depois de tentar tirar a areia das roupas, seguimos para a moto.

– Deixa-me umas casas antes por favor, não quero ter qe reponder a perguntas sobre o porquê de eu chegar de moto.- ela diz e eu aceno em resposta.

O caminho de volta repete o de ida, mas desta vez ela parece mais relaxada no meu abraço, espero que esteja a gostar desta sensação tanto quanto eu.

Paro a moto a algumas casas da dela e quando sai da moto ela tira o capacete e entrega-mo. levanto-me, também, para o guardar na bagajeira. Quando a fecho viro-me para me despedir.

– Então até um dia destes.- ela diz constrangida e começa a distanciar-se Sem exitar, agarro-a pela cintura para a virar e beijo-a com saudade. Ela fica confusa no início, mas logo deixa-se levar. separamo-nos após uns segundos e sorrimos.

– Quando chegares a casa avisa-me.- sorrio e coloco uma mecha do seu cabelo atrás da orelha – Até um dia destes pricesa.- digo e volto a subir na moto, ligando o motor e conduzindo até  casa.

Deixo a moto na garagem e entro numa casa vazia o que me permite ficar perdido nos meus pensamentos. Será muito mau já a querer hoje? Bem acho que ainda é muito cedo por isso vou ter de me contentar sozinho.

Quando me sento no sofá ligo a televisão num filme qualquer e lembro-me que pedi uma mensagem à Shiv. Será mau já a estar tratar pelo diminutivo? Bom, não importa, o telemóvel tem a mensagem que me assegura de que ela chegou a casa a salvo. Respondo com um "ainda bem" e fico o resto da tarde a ver o filme para me disrair.

Espero que esta semana compense por todo estes dias na seca, sinto que esta foi das ideias mais geniais que já tive. Espero mesmo que ela entenda as minhas intenções e que saiba que não pretendo destruí-la como os antigos namorados, não sei ao certo até que ponto a relação dela chegou, mas ela já devia saber que os meus princípios não me permitem magoar as mulheres. Posso ser um mulherengo de primeira, mas não quero causar dor a ninguém.

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O machismo é algo que, infelizmente, ainda existe no século XXI, e que não deveria ser tolerado. Se você apoia alguma história que glorifique esta problemática pode parar de ler a minha. 

Bjs❤




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