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História Meet You There (shivley) - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Toxic


//Shivani//

Abro a porta de casa ainda em estado de choque. Este almoço entre amigos saiu mais como um encontro e foi estranhamente fofo, tirando o facto de sermos oficialmente amigos com benefícios. Nunca tive uma relação destas e estou confusa. Não sei quando ele me irá querer e não sei se terei a coragem de pedir-lhe o que o meu corpo tanto quer.

– O almoço deve ter sido bom!- a Hina, sentada no sofá, diz – Estás com um sorriso lindo no rosto.

– A comida era ótima e decidi ir até à praia depois do almoço, não sei como vivi dez anos sem aquilo, tem um poder incrível sobre mim.- respondo-lhe e sento-me a seu lado.

– Estavas a precisar de descanso. A tua mente e alma têm estado muito ocupadas. Devias ter mais dias assim, precisas de um tempo pars espairecer a cabeça e livrar-te dos estudos.- ela diz.

– Os estudos eram a minha única distração do coração partido. Agora estou a reaprender a viver a vida sem depender dos outros.- digo com o sorriso sempre presente nos lábios
– Sem namorados para depender, mas sempre com os amigos por perto. Sinto que não vos agradeço o sufiente, por isso obrigada por estares sempre a meu lado!

– Oh Shiv, ficar ao teu lado é o mínimo que poderia fazer. É para isso que os amigos servem.- ela diz com uma cara triste e abraça-me – Agora vamos aproveitar o resto da tarde e ver um filme. Que achas?- ela pergunta-me.

– Por mim tudo bem. Que vamos ver?

– Sei lá. Vamos indo e descobrimos pelo caminho.- ela diz e começa a andar pelo catálogo até parar numa comédia qualquer.

A verdade é que não prestei muita atenção ao filme, a minha mente está muito ocupada com o May, não que eu queira. Estou cheia de dúvidas em relação a este nosso acordo, mal o conheço e já fui para a cama com ele. No que eu me tornei? Infelizmente, em duas noites, ele fez-me sentir melhor que o meu ex me fez sentir em mais de um ano.

Por baixo do ego ele é tão simpático, tenho fé de que ele não tem más intenções, mas eu sempre penso no pior cenário possível, que aqui pode ser um monte de coisas. Uma aposta, um jogo consigo próprio, uma piada que me irá magoar, entre muitos outros. Não quero sair magoada, ele nem sabe quem sou, como pode saber o que me afeta. Defenitidamente temos que conversar mais, algo que vai ser difícil se queremos manter a nossa relação um segredo.

– Bom, e agora o que fazemos?- a Hina pergunta quando os créditos começam a passar e percebo que perdi quase duas horas a pensar em cenários e problemas.

– Tu eu não sei, mas eu vou estudar.- digo e levanto-me – Aconselho-te a fazer o mesmo, com a tua sorte vais ter de repetir exames.

– Não digas essas coisas que dá asar, mas tens razão, tenho um trabalho para terminar, lá vou eu ter que voltar aos números e gráficos.- ela diz e revira os olhos.

Eu rio da sua desgraça e subo as escadas encontrando o Tsuki a dormir na minha cama. Faço-lhe um carinho e dirijo-me para a secretária no canto do quarto para estudar. Verifico o telemóvel e não tenho nada, por isso deixo-o de lado para não me distrair.

○○○


Já vou a meio do dia de aulas de segunda feira quando, a meio do caminho entre salas, a Sofya se vira para abraçar o Andrey, deixando-me sozinha. Viro a minha cabeça cruzando o olhar com o de Bailey que passava na direção oposta. Ele abana e aponta para o telemóvel, uma dica para que veja o meu e segue em frente com um sorriso de lado e uma piscadela.


Já não vejo as notificações desde a secunda aula, quando olho tem apenas uma, como de esperado, é dele.

"É muito mau já te querer hoje?"


" É muito mau eu também já te querer?"


O que eu estou para aqui a escrever? Isto saiu no automático, mas é a verdade e não a posso negar.


"É ótimo! Quando estás disponível?"


" Não sei, acho que a Hina
vai estranhar eu sair de noite
sem motivo"


"Explicas que só vais dar uma caminhada noturna! Ela vai ficar
feliz em saber que não estás
fechada no quarto a estudar"


Ele tem razão, ela tem ficado contente por eu andar a sair mais.


"E como vamos fazer com o sítio?"


"Não te preocupes é só vires a
minha casa que arranjo maneira
de não te verem. Quase de certeza
que vão todos sair de casa para
estar com as paixões deles por
isso vai ser facil entrares. Mais
logo aviso-te sobre uma hora
em concreto. Combinado?"


" E não te preocupes com o barulho
que eles já estão habituados. Apenas reza para ninguém reconhecer os
teus gemidos ;)"


" Sempre tão engraçado senhor May. Mas ok, em princípio estamos combinados"


– Descupa fazer-te esperar!- a Sofya traz-me de volta à realidade.


– Tudo bem! Mas vamos logo que daqui a pouco a aula começa e já tiveste problemas com esta professora.- alerto-a.


– Bem visto, vamos logo antes que me atrase, outra vez.- ela agarra o meu braço e guia-nos para a sala.


○○○


O dia passa rápido e dou por mim a estudar impaciente no quarto. Nem consigo prestar atenção às letras porque o meu cérebro está mais preocupado com as horas. Recebi uma mensagem a combinar um encontro às nove horas na casa dele, sem toque na campainha, bastava uma mensagem.


Já estou de banho tomado e já jantei, só estou à espera que estes dez minutos passem para poder sair de casa.


Quado finalmente o relógio marca dez minutos para as nove, pego num casaco e na coragem inexistente, bato na porta do quarto da Hina e abro a porta após a confirmação dela.


– Vou dar uma volta para espairecer a cabeça, não esperes por mim que não sei quando vou regressar. Se precisar de algo eu aviso-te está bom?- digo sem entrar.


– Sim claro, fazes bem! Só não demores muito que eu fico preocupada, não é seguro andar sozinha a estas horas.- ela diz apreesiva.


– Não te preocupes, provavelmente vou a algum café ou assim.- digo numa tentativa de a despreocupar.


– Tudo bem, só tem cuidado. Até logo.- ela diz.


– Até logo, e bom estudo.- fecho a porta e dirijo-me até a saída de casa.


O percurso já conhecido por mim demonstra-se curto como e costume e logo estou parada em frente à sua porta enviando-lhe a mensagem. Pouco depois a porta da frente abre-se e ele chama-me com a mão. Vou até ele e entramos.


– O único em casa é o Noah, ele está no quarto a estudar e ouvir música, mas é ao lado meu, a única coisa que nos separa é a casa de banho partilhada.- ele avisa-me e eu entendo a dica.


Subimos as escadas em direção ao quarto dele, sinto-me repleta de lembranças da nossa primeira noite juntos. A cama arrumada está no mesmo lugar e de repente a minha mente trava com a contastação do que estamos prestes a fazer. Desta vez não vai ter álcool ou filme para desviar a tensão, vai ser curto e direto.


Ele não terde tempo em iniciar o beijo e eu correspondo ainda preocupada, não sei bem o que fazer para esta situação não me fazer sentir estranha. Ele deita-me na cama e vem para cima de mim começando a beijar o meu pescoço.


– Shivani, consigo ouvir o teu cérebro a pensar. O que se passa?- ele diz e afasta-se para me olhar melhor.


– Desculpa, eu não sei o que fazer. Parece-me estranho vir aqui satizfazer os meus desejos. Sem conversa, sem distrações primeiro. És a primeira pessoa com que tenho este tipo de relação.- digo e sento-me na cama.


– Se o teu probema é falta de conversa, podemos conversar. Mas temos muito tempo para nos conhecermos melhor, ainda faltam muitos meses até ao fim do ano letivo.- ele diz sentado à minha frente.


– Acho que tens razão, estou a criar problemas estúpidos.- constato desiludida comigo mesma.


– Não estás não. Estás habituada a ter sexo com amor e isso não é mau, mas por vezes tens de te libertar dessas coisas. Somos dois jovens que só se querem divertir.- ele diz.


– Bom eu achava que era amor, mas hoje em dia nunca admitiria isso. Mas vim aqui ter um sexo incrível, sem amor, só desejo, e é isso que vou ter.- digo e subo para o seu colo.


– Assim é que eu gosto, princesa!- ele diz com um grande sorriso e cobre as minhas nádegas com as mãos.


Ambos sabemos que não temos muito tempo por isso limitamo-nos a apalpar e beijar tudo o que podemos e as nossas roupas, rapidamente, caiem no chão.


Ele protege-se e volta para a cama. Sem esperar nem mais um segundo entra em mim. Quando ele inicia os movimentos, tento conter os gemidos para não ser ouvida. Estou estranhamente excitada e não acho que vou durar muito a este ritmo. Afinal ele tinha razão, esta coisa de manter segredo torna tudo mais erótico.


Bailey vira-me e agarra ambos os meus pulsos com uma mão fazendo-me cair com o peito na cama, ainda empinado permitindo-o ir mais fundo. Como previ, não durei muito e logo o orgasmo atingiu-me e eu gemi contra a almofada.


– Isso princesa, adoro quando vens assim para mim.- ele diz e logo também se deixa levar pelo prazer imenso.


Ele deixa-me caida na cama ainda ofegante e desaparece por uma porta que presumo levar à casa de banho partilhada. Volta pouco depois e deita-se ao meu lado.


– Queres conversar agora?- ele pergunta puxando os cobertores para nos aquecer.


– Claro.- digo quando vejo que ainda não são nem dez da noite. Mando uma mensagem à Hina a dizer que antes das dez e trinta estou em casa e viro-me para o Bailey de novo.


Iniciamos uma coversa sobre os nossos gostos de novo. Quando começamos parece que o tempo passa a correr e diverimo-nos bastante a conhecermo-nos melhor. Nenhum de nós fala sobre o passado pois entendemos que é um tópico sensível.


Quando vejo que está perto da hora que marquei com a Hina levanto-me e começo a vestir-me.
 
– Já vais?- ele pergunta e começa a vestir-se também.


– Disse à Hina que estaria em casa antes das dez e meia, por isso é melhor ir andando.- explico.


– Claro! Eu acompanho-te até casa. Não quero que andes sozinha a estas horas.- ele diz quando termina de se vestir.


E assim foi, seguimos para a minha casa continuando a conversa calma e descontraída que iniciamos no quarto.


– Chegamos! Até uma próxima.- digo quando vejo a fachada da minha casa.


– Adeus princesa. Até amanhã.- ele diz e beija-me mais uma vez antes de voltar para casa.


Entro em casa e vou direta para o quarto da Hina avisando que cheguei, ela sorri e volta para os estudos. Sigo para o meu quarto e preparo-me para ir para a cama. Se todos os dias forem como este, não tenho motivos para ter medo deste acordo.


○○○


Sabado é dia de jogo e isso significa quatro muheres extremamente
apoiadoras dos namorados. A equipa mal entrou em campo e elas já estão a gritar em plenos pulmões.


O jogo contra os Wolf Pack do Nevada demonstra-se fácil para a nossa equipa Pelo menos para o Bailey sim, afinal ele foi único para quem olhei o jogo todo. Vê-lo a demonstrar a força e velocidade desta forma é hipnotizante.


Estivemos juntos quase todos os dias esta semana, conseguimos conciliar os horários e encontrarmo-nos diariamente entre as duas casas. Quando ontem não recebi uma mensagem fiquei um pouco preocupada, mas ele explicou que estava cansado e que ia dormir para ficar pronto para o jogo, sem deixar e referir que hoje não lhe escapo. Fiquei com a consciência mais livre.


No intervalo de meio tempo, a equipa está a ganhar com uma margem grande. Não entendo metade do que se passa, mas tenho prestado atenção. A Hina está distraída a conversar com o Shori e os outros também estão a ver o jogo ou a conversar, por vezes junto-me a eles, não tirando o foco no relvado.

As amenidades continuam e o jogo chega aos minutos finais. A vitória já está garantida e quando o relógio marca o zero todos nos levantamos para celebrar. Abraço o Kristian em pura felicidade, os jogadores também celebram o campo, Josh e Pepe lançam um beijo à Any e Sabina respetivamente e quando reviro os olhos recebo um sorriso do May, sei que ele está a pensar o mesmo que eu, estas coisas são uma piroseira. Elas não se contêm e descem eufóricas até ao campo para os abraçar, pouco depois são seguidas pela Sina que quando recebeu um sorriso caloroso de Noah não se conteve.

Quando desvio o olhar, a minha atenção vai para uma das cheerleaders da equipa adversária que está a beijar o Marcos. Quando ele vê que estou a olhar sorri vitorioso e repete o ato.

Sem pensar duas vezes desço a pequena escadaria e salto para o colo do Bailey enroscando as minhas pernas na sua cintura, e beijo-o. Se o Marcos pode ser feliz eu também posso, não lhe quero dar o sabor da vitória que ele não teve.

Depois da confusão no começo, o Bailey agarra as minhas coxas e retribui o beijo. Quando nos separamos ele olha-me confuso – Não era suposto sermos um segredo?- ele pergunta.

– Desculpa, não me contive.- digo.

– Não te preocupes, está a ficar difícil  não te comer com os olhos cada vez que te vejo.- ele diz e beija-me mais uma vez.

– Um rapaz como tu devia ter um aviso, és perigoso e estou a adorar isso.- digo e ele posa-me no chão.

– Sempre quis ser um badboy.- ele diz divertido – Com o sabor ds teus lábios estou numa viagem. Estou viciado em ti, não sabes que és toxica?- ele diz sem largar a minha cintura.

– Se isso foi um elogio não te correu muito bem- digo-lhe.

– Claro que era, és como uma droga.- vê-lo a tentar ser querido comigo é estranho.

– Um estupefaciente que te mata aos poucos? Isso não é muito agradável.- respondo.

– Tu entendeste o que quis dizer, princesa.- ela diz e revira os olhos
– Intoxica-me agora.- ele diz e eu beijo-o derrutada.

Sinto um braço agarrar-me e puxar-me para longe. Dou um grito com o susto e choque.

– Que raio se passa aqui? Nós tinhamos um acordo, May!- o Noah diz muito exaltado prestes a avançar para cima do Bailey.

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A gordofobia é um ato repugnante e impensável. Cada um devia se preocupar apenas com o seu corpo e aceitar-se a si e aos outros tal como são. Se você apoia alguma história que glorifique esta problemática pode parar de ler a minha.

Bjs, até para a semana.



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