História Meeting You - Capítulo 2


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Palavras 1.468
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Fantasia, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi mores, não esqueçam de comentar e fav é importante p mim. Boa leitura!! beijoooos

Capítulo 2 - Quem sou?


Fanfic / Fanfiction Meeting You - Capítulo 2 - Quem sou?

 

O moreno me analisa dos pés a cabeça.

‘’Certo polaco, cobro por hora e dependendo do que vai querer o preço pode subir’’

Ele cruza os braços sobre o peito nu. Assobio surpreso com sua agilidade em tratar o sexo como negócios.

‘’Só negociações?’’

Nunca pensei que passaria por algo assim, realmente não sei como lidar com um profissional do sexo. Abro um sorriso em nervoso tentando conter minha vergonha que agora parece transparecer pelos meus poros. Começo a suar como um maratonista sem forma. Me lembro de um filme que assisti, não perguntem que filme é esse. Limpo a garganta e digo tentando não rir.

‘’Te pago o dobro se fingir que não estou pagando’’

Mas ele não ri e parece estar perdendo a paciência, volta para a sala e pega a camiseta jogada voltando a vesti-la.

‘’Cadê a grana?’’ ele pergunta com a voz irritada. Nada sexy. Coço a nuca e começo a abrir caixas. Onde esse loiro falante guarda o dinheiro? Ele deve ter um cofre por aqui...

‘’Marco Reus?’’

Paraliso ao ver o moreno mexer em uma carteira que estava em uma jaqueta.

Merda. Agora pensa que sou o Marco Reus.

Ele pega algumas notas e devolve de qualquer jeito a jaqueta no canto da parede.

‘’Você não pode ir assim!’’

Digo indo atrás do homem, que diabos eu fui fazer? Estou louco mesmo.

‘’Esta me enrolando cara tenho mais o que fazer.’’

‘’Espera, eu posso pagar quando acabar’’ abro um sorriso malicioso ‘’Você nem começou...’’

‘’Quantos anos você tem? Ta parecendo um adolescente’’

Ele tem razão to me saindo um tremendo idiota.

‘’Estou perdendo meu tempo, e tempo é dinheiro.’’

‘’Cara desculpa’’

‘’Tudo bem, mas vou levar esses duzentos conto.’’

‘’Não, vai não!’’

Tento tirar de suas mãos, mas ele me da um tapa entre os dedos.

‘’Não é assim que as coisas funcionam Polaco.’’

Abre a porta e sai assim sem mais nem menos, ainda leva uma grana que nem é minha. Os duzentos euros mais mal gastos da minha vida, e nem eram meus.

Abro a porta de casa minutos depois de tentar engolir a idiotice que acabei de fazer. O loiro esta bem a vontade no meu sofá assistindo tv, ao me ver me lança um olhar curioso e olha no relógio de pulso.

‘’Já?’’

‘’Não rolou’’  tiro minha blusa preciso de um banho urgente.

‘’Você broxou? Cara é normal, você estava muito ansioso por isso’’ To me sentindo um babaca e o loiro não ta ajudando.

‘’Que tal você ir embora?’’

‘’Ta bom, eu vou, aliais se puder me ajudar com a mudança eu agradeço’’

‘’Depois vou lá, preciso te pagar duzentos euros’’

‘’Duzentos?’’

‘’Peguei emprestado em sua carteira.’’

Vem mais perguntas...

‘’Você pagou ele?’’

‘’Paguei, ele disse que perdeu tempo’’

O loiro sorri me deixando intrigado.

‘’Nem sexo você consegue fazer moreno’’

‘’Vai logo embora antes que eu quebre seus lindos dentes tortos’’

O loiro parece se ofender, mas finalmente sai me deixando respirar.

 

Depois de um banho demorado onde nem se quer consegui me aliviar de tão tenso e confuso. Sigo para a câmera, o homem misterioso não é mais tão misterioso, ele é calculista, frio e manipulador!

Eu deveria parar com isso, tiro o equipamento e pego as fotos que tenho dele olhando-as uma por uma. Por que esse homem mexe tanto comigo? Talvez pelo fato de estar sempre fazendo sexo e eu não.

Vou sair como uma pessoa normal e conseguir um sexo involuntário no banheiro de um bar que seja.

A noite como decidi de tarde me ajeito e passo um perfume, arrumo meu topete e analiso por segundos meus lindos olhos azuis irresistíveis.

 

Pela primeira vez depois de meses estou sentado em uma mesa de bar bebendo cerveja barata e vendo dançarinas seminuas rebolando no palco iluminado. Mas não é pra lá que eu olho e sim para o barman, ele tem jeito de gay...

‘’Casado?’’ pergunto e ele me olha estreitando os olhos.

‘’Não, e você?”

‘’Divorciado’’

‘’Serio?’’

‘’Sim, seis meses que deixei minha mulher’’

Percebo que durante esses meses eu não tive vida, foquei no trabalho e nada mais.

‘’Ainda gosta dela’’ ele diz afirmando.

‘’Não. Não gosto’’

‘’Então por que age como se gostasse?’’

Do que ele ta falando?

Ele sorri e se aproxima percebo que não é tão lindo como parecia, tem um bigode esquisito demais.

‘’Se não gostasse não estaria bebendo e pensando nela’’

O homem alto se afasta indo para o outro lado atender um senhor. Eu pensando na vadia da minha esposa? Não esse barman magrelo ta muito enganado.

Mais uma decisão equivocada no mesmo dia, sou um babaca mesmo, não devia ter saído de casa.

 ‘’Oi gato’’ sinto duas mãos em meus ombros e isso é bom, estou relaxando diante de uma mulher estranha. Fito-a e a loira sorri maliciosa. ‘’Quer dançar?’’

Por que não? A acompanho ate a pista.

Ela se esforça, mas não consegue tirar nada mais de mim além da dança.

‘’Eu sou gay’’ nunca disse isso em voz alta para ninguém.

A mulher me encara, seus olhos no fundo lembram os do loiro, meu novo vizinho. São verdes e curiosos.

‘’Pensei que fosse bi’’

Abro um sorriso.

‘’Não sei o que sou na verdade’’

A loira tem belos seios e um quadril chamativo, qualquer homem subiria pelas paredes.

‘’Não esta apaixonado?’’

Não tinha pensado nisso.

‘’Não... acho que não, eu não tenho vida social há meses.’’

Voltamos para o bar onde Tomo a cerveja que ela pede pra mim. Converso um pouco com a mulher e incrivelmente me sinto melhor.

‘’Acho que era disso que eu estava precisando’’

Ela sorri e parece sincera.

‘’Na verdade tem um cara’’

Ela me lança os olhos verdes voltando à curiosidade feminina. O que eu acho esquisito no Marco, se ele é homem por que tem esse jeito feminino de querer saber de tudo.  Um xereta!

‘’Me fale sobre ele, é alguém proibido?’’

Sorrio.

‘’Ele é garoto de programa’’

Ela abre a boca surpresa.

‘’Uau’’

‘’É... e eu nunca soube muito bem lidar com homens, estou numa enrascada’’

‘’Mas ele curte?’’ ela bebe minha cerveja deixando a garrafa suja de batom vermelho.

‘’Não sei...’’ dou de ombros.

Não posso estar gostando de um estranho.

‘’Vou te dar um conselho bonitão’’ ela se aproxima se apoiando pelos cotovelos ‘’Aceite quem é primeiro, vejo que ainda parece confuso em relação a quem você é. Depois bonitão diga a ele, pra esse cara o que honestamente sente’’

Não me vejo fazendo isso diante daquele manipulador! Capaz dele me manipular em busca de arrancar dinheiro e algum proveito de mim.

‘’Posso te fazer uma pergunta?’’

‘’Claro, o que quer saber bonitão’’ ela desliza os dedos por meu braço de um jeito sensual.

‘’Acha que um homem desse tipo se apaixonaria um dia?’’

‘’Você é tão bonitinho’’ ela sorri. ‘’ O mundo precisa de mais homens como você moreno, e sim, respondendo sua pergunta, garotos de programa também se apaixonam.’’

‘’Eu teria chance?’’

‘’Não tenha duvidas, mas antes aceite o que é ou o que quer realmente, e seja verdadeiro com ele.’’

Faço que sim com a cabeça me sentindo melhor. Quem diria que em um bar eu encontraria algumas respostas cruciais em minha vida.

‘’Me faz uma dança?’’ a loira sorri e me puxa pela mão.

‘’Com prazer bonitão’’

Gosto dela e nem sei o nome, meia hora depois pago a conta e deixo o local. Ansioso por chegar em casa e contar tudo para o loiro, mas quando abre a porta esta com o peito desnudo e arranhado, atrás dele uma voz feminina o chamando.

‘’Pode vim amanha vizinho?’’

‘’Sim, desculpe’’ me afasto.

 

Dois dias depois...

Não falei nem vi mais o loiro, não sei por que e nem sei se existe alguma razão, simplesmente ele não apareceu e eu não voltei lá. Olho pela janela esta frio e garoando lá fora, daqui a uma semana volto para o trabalho o que é bom, deveria ter planejado uma viagem mesmo que sozinho.

Levo as fotos do moreno ate a pia e começo a queimar. Uma bela distração. Decido deixar isso pra lá, mas a noite volto naquele bar. Pergunto pela loira, mas o barman diz que não sabe de quem estou falando. Claro que sabe e não quer me dizer onde a mulher daquela noite esta. Procuro-a, mas quem eu encontro é o homem que queimei.

O moreno de coque esta lá em uma mesa de canto sentado com uma mulher em seu colo. Evito olhar, mas parece que algo me puxa e não consigo evitar. Ele não me nota de imediato, mas percebe e sorri disfarçadamente apertando a bunda da mulher. Que diabos esse homem ta fazendo com minha mente? Fico imediatamente de pau duro e todo esforço que fiz em esquecê-lo volta me pegando por completo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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