História Mein Liebe Sohn - Capítulo 3


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Categorias Bastian Schweinsteiger, Lukas Podolski
Personagens Bastian Schweinsteiger, Lukas Podolski, Personagens Originais
Tags Louis Podolski, Síndrome De Asperger, Téa
Visualizações 35
Palavras 1.358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Esporte, Famí­lia, Universo Alternativo
Avisos: Álcool
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Domingão dia de atualização da Fanfic que é o meu amorzinho.
Agradeço imensamente vcs que estão lendo e merecem todo o meu carinho 💚
Vamos

Capítulo 3 - Drei


Fanfic / Fanfiction Mein Liebe Sohn - Capítulo 3 - Drei

Largar o futebol sem dúvida está sendo a coisa mais difícil que eu tive que fazer na minha vida, mas era a escolha certa, eu precisava cuidar do meu filho, não poderia largar assim de qualquer jeito, ainda tentei algumas vezes ir com o time em viagens, porém minha cabeça estava sempre no Louis e o meu rendimento caia muito, já que eu só conseguia pensar em se ele estava se comportando bem com alguém que ele não conhecia. Precisei insistir muito para que Rafaela aceitasse ficar com ele quando eu precisasse viajar, porém eu não conseguia, sabia que ele precisa de mim e não de outras pessoas, por mais que Rafaela fosse boa para ele, não era sua mãe e ele precisava pelo menos do pai.

Antes de me mudar outra vez, precisaria preparar Louis para isso, já que ele gostava de processar as ideias em sua cabeça antes de mudanças em sua rotina, estava também contatando os antigos profissionais que o acompanharam até o ano passado, assim ele não sentiria muito a mudança, tudo isso era muito trabalhoso e eu não queria ser irresponsável ao ponto de causar um problema para ele, iria mostrar para Monika que poderia muito bem cuidar do meu filho.

Estava brincando com Louis na sala, estávamos fazendo isso sempre que ele não tinha nenhum compromisso medico durante a tarde, a brincadeira era sempre a mesma, éramos exploradores na África procurando um rinoceronte branco, nós o encontrávamos e ele fazia um discurso sobre tudo do animal, eram raras as vezes que achávamos outro animal, mas ele sempre sabia sobre ele e isso me deixava fascinado.

- Trouxe alguma coisa para os meus exploradores comerem. – Rafa aparece sorridente na sala, com as quatro bolachas de chocolate para Louis e um chá para mim.

- Rafa, você vai com a gente pra Köln, não vai? – Ela me olha procurando um auxilio que eu não poderia dar. – Ela vai né papai.

Louis havia colocado nós dois em uma situação delicada, não podíamos simplesmente falar coisas que não iriam acontecer, Louis não podia se iludir com esse tipo de coisa.

- Eu não sei filho, a gente não conversou sobre isso.

- Quem vai cuidar de mim quando você for viajar? – Ele ainda não sabia que tinha desistido da carreira para ficar com ele.

- O papai não está mais viajando pra trabalhar. – Ele me olha com um olhar analítico.

- Eu quero que a Rafa vá com a gente. – Ele faz cara de emburrado.

- Nós vamos pensar está bem? – Mas ele já estava entretido com seus animais brincando e nem prestou atenção no que dizia.

Me levantei do chão e arrumei minha calça que estava caindo, Rafaela estava parada um pouco distante me olhando e eu não sabia o que fazer, queria que ela fosse para Köln conosco, porém não fazia ideia de como propor tal coisa.

- Podemos conversar um pouquinho? – Pergunto.

- Claro, mas preciso cuidar da janta, então se quiser vai precisar me acompanhar. – Concordo e a sigo para a cozinha.

- Eu já estava pensando nisso fazia algum tempo e agora pude perceber que você é realmente importante para o Louis, ele está acostumado contigo. – Ela me olha ficando apoiada no balcão.

- O que quer dizer exatamente? – Ela ergue a sobrancelha.

- Gostaria que você fosse pra Köln com a gente. – Digo.

- Eu não sei, minha vida é aqui na Inglaterra, eu não falo alemão, o idioma me assusta.

- Seria deveras importante se você viesse com a gente, digo isso pelo Louis, ele gosta muito de você e eu também gosto da ideia de ter você na vida dele.

- Realmente eu preciso pensar. – Ela volta sua atenção para os legumes que cortava. – Não faço ideia do custo de vida, preciso pensar em muitas coisas antes de aceitar isso.

Ela estava certa, estava pedindo uma coisa muito absurda, largar toda a sua vida apenas para que o Louis ficasse bem, talvez tenha sido exatamente por isso que minha esposa tenha ido embora, o meu egoísmo em achar que as pessoas deveriam viver para o meu filho. Em momento algum pensei se ela tinha um namorado ou família aqui, simplesmente não sabia absolutamente nada sobre a pessoa que estava na minha cozinha.

- Nós ainda vamos ficar dois ou três meses aqui, você pode pensar sobre o assunto. – Ela me olha. – Além do mais, não precisa se preocupar com o custo de vida lá, estou te propondo essa mudança, nada mais justo que eu pague no mínimo seu aluguel.

- Eu vou pensar com carinho Lukas. – Ela beija minha bochecha.

Louis e eu estávamos sozinhos agora e eu queria muito fazer alguma coisa diferente, estava realmente chata aquela mesmice, então procuro algo que pudesse ser do nosso interesse na televisão.

- Vamos assistir esse jogo papai? – Louis pergunta, quando vê a imagem na tela. – Eu sei que o senhor gosta muito e tem me deixado ver todas as vezes o programa da África. – Ele sorri pra mim. – A tia Mary me disse que eu preciso tentar mudar algumas coisas, pra poder conviver em harmonia.

- Você tem certeza? – Ele concorda, as vezes eu ficava impressionado com a capacidade que ele tinha de dizer coisas tão complexas e tentar passar por cima das suas dificuldades.

- Quem tá jogando?

- Arsenal x Chelsea. – Digo.

- Mas papai, esse não é o seu time? Porque não está jogando? – Como explicar pra ele.

- A greve está voltando pra Alemanha, então o papai não pode jogar.

- Entendi. – Ele se aconchega em meus braços e começo a acariciar seus ombros. – Nein Papa, Isso dói.

- Desculpa filho.

Por vezes me esqueço que Louis também é muito sensível a toques, então quase nunca posso fazer um carinho nele, mas o fato dele estar deitado junto ao meu corpo me diz que estou no caminho certo.

- Isso é mais legal que os animais da savana africana. – Ele diz olhando para a televisão e fico extremamente feliz aí ouvir isso. – Posso ir com você um dia? No próximo jogo?

- É muito barulhento, muito mais que pela televisão. – Ele parece pensar.

- A Rafa pode ir com a gente, se alguma coisa sair errado nós vamos embora.

Louis às vezes via as coisas de uma forma muito simples, resolvendo coisas que para nós seria muito mais complicado de resolver.

- Eu vou ligar pra tia Mary e perguntar o que ela acha, aí vemos o que faremos. – E eu também precisava conversar no clube e saber se poderia fazer um jogo de despedida.

Antes mesmo do final do jogo meu filho já tinha pego no sono, então decidi ligar para a psicóloga e saber se realmente era algo bom para fazer, ela me disse que se a ideia havia partido dele era bom que fizéssemos, porém se percebesse que algo estava fugindo do controle, deveria sair antes que ele tivesse algum tipo de problema maior, agradeci pela ajuda e desliguei.

No dia seguinte, depois de deixá-lo na escolinha, fui até o clube para conversar com o presidente outra vez, explico o que tinha se passado e também que gostaria muito de fazer uma despedida dos gramados, a proposta acabou sendo aceita para minha felicidade, precisaria apenas voltar a participar dos próximos treinos e jogar no final de semana.

Quando Louis voltou da escolinha naquele dia, nós decidimos sair um pouco para andar de bicicleta, ele não sabia muito bem como era, então coloquei equipamentos de proteção e nós fomos para rua.

No início ele ficou um pouco apavorado, mas disse que não desistiria daquilo, ele via muitas crianças passarem na frente de boa casa brincando com suas bicicletas e que Monika não o tinha deixado nenhuma vez tentar brincar pois era perigoso demais para ele.

Louis pegou o jeito rápido e logo queria ir sozinho, deixei, tinha conversado com Mary e ela havia me instruído para que não o fizesse sentir diferente, pois os outros já fariam isso e eu precisava mostrar que ele era igual aos outros meninos, mesmo com a sua condição, eu precisava mostrar que essa singularidade o tornava único.


Notas Finais


Espero que tenham gostado 💚
Não se esqueçam do comentário de sempre
Até a próxima 🌈


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