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História M.e.L - Capítulo 49


Escrita por: Syatha

Capítulo 49 - Capítulo XLVIII.


Fanfic / Fanfiction M.e.L - Capítulo 49 - Capítulo XLVIII.




- Precisamos conversar... - Abri a porta do quarto de Bakugou e vi ele deitado na cama com Hanna, Daiki e Tyler. - Ham... Deixa pra mais tarde. - Franzi o cenho e desci as escadas.

- Já conversaram? - Masaru perguntou mudando o canal da TV.

- Não. Quando eles chegaram aqui?

- Os amigos de Katsuki? - Arqueou uma das sobrancelhas.

- Sim.

- Faz meia hora. - Murmurou. - Aonde foi?

- Fui comprar sorvete e chocolate. - Levantei a sacola que segurava em uma das mãos.

- Por que?

- Lembra da nossa conversa?

- Lembro... - Suspirou.

. .

- Sozinhos, Katsuki. - Falei e depois de alguns segundos olhei para a tela do celular novamente, onde mostrava o rosto de Masaru. - Ele já foi?

- Já, o que quer falar comigo? - O mais velho perguntou.

- Estava planejando fazer uma surpresa para Katsuki. - Sorri.

- Surpresa?

- Vou chegar um tempo antes do aniversário de Aiko. Ele disse que iria sair com os amigos para comemorar a formatura, talvez eu chegue em algum desses dias em que ele está fora. - Falei.

- Oh, certo. - Sorriu. - Ele vai ficar feliz. - Vai passar quanto tempo aqui?

- Não tenho certeza. - Fiz beicinho. - Mas...

- O que foi? - O Bakugou perguntou. - Sabe que pode falar tudo pra mim, não é? Somos família.

- Eu acho que vou ficar mais um ano aqui. - O mais velho me olhou confuso e eu ri sem muita vontade. - Depois do aniversário de Aiko eu vou voltar para o Japão e acho que vou ficar um ano aqui. - Expliquei.

- Oh...

. .

- Katsuki vai ficar triste. - Masaru disse.

- Eu sei...

- Amor? - Mitsuki desceu as escadas com Aiko nos braços.

- Papá! - Ela esticou os braços na minha direção quando me viu e a peguei.

- Oi, minha princesa. - Sentei no sofá e o casal sentou ao meu lado.

- O que está assistindo? - A loira perguntou ao marido.

- Nada, estou tentando achar algo interessante. - Masaru disse.

Deixei eles conversarem e subi para o andar de cima com Aiko, me aproximei da porta de Katsuki e ouvi ele e os amigos rindo. Suspirei e entrei, fui até o guarda-roupa e peguei uma roupinha para Aiko e uma cueca para mim. Sai do quarto e fui para o banheiro, comecei a encher a banheira e tirei a roupa de Aiko, tirei a minha e fiquei apenas de cueca. Esperei mais um pouco e entrei na banheira, coloquei os brinquedinhos de Aiko na água e fiquei observando a menininha brincar. A quantidade de água era pouca, mas o suficiente para Aiko não acabar se afogando.

- Logo, logo papai vai embora... - Sussurrei.

- Papá! - Ela se virou e esticou um patinho de borracha na minha direção, eu ri e o peguei, comecei a brincar com Aiko e ficamos ali por alguns minutos.

Então comecei a dar banho na menina, lavei seu cabelo loiro com cuidado para não deixar o shampoo cair nos seus olhos. Saí da banheira e peguei uma toalha, sequei a loirinha e comecei a colocar sua roupa. Enrolei uma toalha na minha cintura e saí do banheiro, fui até a porta do quarto do meu namorado e a abri um pouco, Aiko passou por ela rindo.

- Mama!

- Você tomou banho, Aiko? - Tyler disse. Nesse instante me afastei e entrei no banheiro pela segunda vez.

Tomei meu banho e vesti a cueca box que peguei no guarda-roupa, coloquei uma toalha ao redor da cintura e fui para o quarto de Katsuki, entrei sem olhar para ninguém ali e fui até a minha mala, tirei de lá uma roupa que até agora não tinha usado nenhuma vez desde que comprei. Voltei para o banheiro e a vesti. Era um short vermelho junto de um cropped preto escrito "Boy.", e sim, essa foi a roupa que Bakugou comprou quando fomos ao shopping com nossos amigos com ele disfarçado de Hinata. (Cap 32)

Escovei os dentes e desci para o andar de baixo ouvindo a conversa dos pais do meu namorado, dos seus amigos e do próprio loiro. Quando apareci vi Katsuki rindo, ele se virou e então finalmente me notou parado no final da escada.

- Uau... - Os outros aos poucos olhavam na minha direção também, senti minhas bochechas esquentarem e desviei o olhar. - Você está... gostoso.

- Cale a boca. - Resmunguei envergonhado.

- Huumm... Vamos fazer um lanche. - Bakugou levantou, agarrou minha mão e me arrastou até a cozinha. - Aqui. - Bateu duas vezes na ilha da cozinha. Sentei ali e meu namorado ficou entre minhas pernas.

- Não íamos fazer um lanche? - Perguntei.

- E vamos. - Beijou o meu pescoço. - Ele já veio pronto.

- Katsuki, o pessoal pode ver. - Resmunguei inclinando o pescoço para a direita.

- Mesmo assim você deixa. - Mordeu levemente o mesmo lugar onde me beijou antes.

- Você é... - Senti suas mãos na minha cintura e seus lábios entrando em contato com os meus me impedindo de continuar a falar.

- Me deixe lanchar, Eijiro. - Pediu em um sussurro. Fiquei olhando seus olhos por alguns segundos até sorrir de canto e afirmar.

- Sou todo seu.

. . .

- Já lanchou? - Daiki perguntou em um tom debochado quando aparecendo na sala. Eu e Katsuki estávamos uma bagunça.

- Ainda estou com fome, mas por enquanto é o suficiente. - Bakugou disse beijando minha bochecha.

- Idiota. - O afastei fazendo biquinho e Aiko esticou os braços na minha direção. - Mama é má com o papá, né?

- Mama... - Olhou para Katsuki. - Colo!

- Há! - O menor pegou a loirinha sorrindo presunçoso.

- É sério? - Bufei cruzando os braços e olhando ao redor. Andei até o canto da parede, sentei ali de costas para todos e fiz beicinho fazendo desenhos imaginários no jarro de plantas ao meu lado.

- Olha Aiko, papai tá triste. Vai lá dar um beijinho nele. - Ouvi meu namorado falar, pouco tempo depois Aiko estava em pé ao meu lado.

Vi quando a loirinha fez beicinho me imitando e me contive para não sorrir, ela é tão fofa. Abriu os bracinhos como eu faço quando quero abraços de Katsuki e a peguei, abracei a menina é beijei sua bochecha.

- Sua mãe não me ama. - Disse fazendo uma expressão séria. Senti um tapa na cabeça e olhei para trás. - Ai!

- Eu te amo sim. - Me deu um selinho rápido.

O tempo passou e os amigos de Bakugou foram embora. Deixei Aiko brincando nas salas com os avós e subi para o quarto com meu namorado. Deitei na cama e o loiro sentou ao meu lado me olhando com carinho enquanto afagava meu cabelo.

- Mais cedo você disse que queria conversar. - Sentou nas minhas coxas e inclinou até apoiar a cabeça no meu peito. - Sobre o que era?

- Eu... Eu preciso ir embora. - Falei.

- Uh... eu sei. - Murmurou. - Quando pretende ir?

- O mais rápido possível.

- Já enjoou de mim? - Levantou a cabeça e me olhou com um sorriso de canto.

- Não, seu bobo. Quanto mais rápido eu for, mais rápido vou voltar. - Eu disse.

- E isso vai demorar muito? - Perguntou.

- Katsuki. - Chamei sério. - Eu vou ficar um ano longe.

- Um... Um ano? - Franziu o cenho. - Mas que... Por que, Eijiro?! - Sentou, agora no meu quadril, e deu um leve tapa no meu peito

- Para que eu possa vir e ficar definitivamente.

- Definitivamente?

- Esse era o nosso plano, certo? - Sorri de canto. - Vou voltar para o Japão, passar um ano lá e quando vir vamos seguir nossas vidas juntos, sem mais separações. - Os olhos do menor começaram a marejar e logo as lágrimas caíam.

- Vai ligar para mim todos os dias, não é?

- É claro. Vamos continuar fazendo nossas ligações. - O puxei para deitar no meu peito como antes.

- Eu odeio isso. - Fungou. - Não gosto de ficar longe de você.

- Eu sei, amor.

- Bastardo. - Bufou sentando no meu quadril. - Por que me fez te amar, em?

- Não fiz você me amar.

- Claro que fez! Com esse seu sorrisinho fofo, essa personalidade maravilhosa, esse corpo esculpido pelos deuses, me fazendo sorrir com qualquer coisinha que faça... Como não amar? - Cruzou os braços fazendo beicinho como se realmente estivessem bravo.

- Eu também te amo, meu pinscher raivoso.

- Você prometeu nunca mais me chamar assim.

- A partir de agora não chamo mais.

- Mesmo?

- Mesmo... Meu pinscher raivoso.








BOOM!

- Imbecil.




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