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História M.e.L - Capítulo 52


Escrita por: Syatha

Capítulo 52 - Capítulo LI.





Acordei quando senti meu ombro sendo balançado, pisquei e olhei para cima, era Hanna.

- Vamos descer! - Me olhou animada. Notei a mulher que estava sentada ao seu lado rir.

- Os jovens de hoje em dia tem muita energia. - Ela disse e eu sorri afirmando.

- Já chegamos? - Resmunguei.

- Sim, você dormiu bastante. - Ela olhava meu rosto atentamente.

- O que foi? - Perguntei.

- Seus olhos... Hum, dá pra notar que você chorou. - Explicou e eu afirmei rindo.

- Tudo bem, eu vou no banheiro quando sairmos do avião. - Falei e ela afirmou. - Você dormiu muito?

- Pra falar a verdade, não. Ainda quero dormir mais, passei a noite acordados conversando com Daiki. - Riu baixo.

- Hanna, você sabe um pouco de japonês? - Perguntei.

- Eu... - Corou levemente. - Eu estudo japonês desde que eu tinha dez anos, meu sonho era vir para o Japão. - Ela disse e eu sorri.

- Isso facilita muitas coisas. - Admiti.

. . .

- Eijiro, você pode servir de colchão para mim? - Perguntou em pé na minha frente e eu abri os braços, Hanna sentou no meu colo e lado e apoiou a cabeça no meu ombro. - Eu tô com sono. - Fez beicinho. - Katsuki ficaria com ciúmes?

- Não sei, às vezes ele pode surpreender qualquer um. Dorme um pouco, acho que meus pais vão demorar. - Faleia e ela fechou os olhos. Alguns minutos depois meus celular começou a tocar, o peguei e atendi a ligação de Katsuki. - Oi amor!

- Oi Kiri. - Sua voz parecia cansada.

- O que foi? - Perguntei.

- Aiko dormiu ainda agora, quando viu que você não estava em casa começou a chorar. - Suspirou e mudei a chamada para uma de vídeo. - Essa aí é a Hanna?

- Ela tá me usando de colchão, tudo bem por você? - Arqueei uma das sobrancelhas.

- Se ela não beijar sua boca ou tentar tocar na parte inferior do seu lindo corpo, tudo bem... - Pareceu pensar. - Também não pode pegar no tanquinho, ele é meu. - Sorriu.

- Sou todo seu. - Falei balançando a cabeça.

- Tem que ser mesmo. - Bufou.

- Aiko chorou muito?

- Sim, não me ouviu dizer que coloquei ela pra dormir ainda agora? - Arqueou uma das sobrancelhas sobrancelhas eu revirei os olhos. - Ficou perguntando quando você voltaria. Eu quase chorei com ela. - Deixou o celular de lado, o apoiou em algum lugar onde eu poderia ver seu corpo, mas ele não olhava para a tela do celular.

- Eu vou voltar logo.

- Chegou a quanto tempo?

- Faz uns trinta minutos ou mais. - Resmunguei.

- Seus pais ainda não chegaram? - Riu.

- Não, acho que vou ter que voltar pra casa sozinho...

- Você está fazendo beicinho? - Perguntou.

- Não?

- Amor, eu te conheço o suficiente para saber que você está fazendo beicinho nesse momento, não preciso olhar.

- Eu estou sorrindo. - Sorri.

- Sorriu agora porque eu disse que você estava fazendo beicinho e não quer admitir que eu estava certo. - Se virou para me olhar.

- É, você estava certo. - Bufei.

- Eu tenho que desligar, vou tentar dormir. - Murmurou tirando a camisa e se aproximando.

- Durma bem, Tsuki. Te amo.

- Também te amo, Eijiro. - Me olhou por alguns segundos enquanto deitava na cama e soltou um beijinho no ar. - Vou te ligar depois. - Afirmei e ele encerrou a chamada. Olhei para Bob sentado no chão e acariciei sua cabeça.

Mais um tempo se passou, agora eu estou pensando seriamente se meus pais esqueceram que eu voltaria hoje, já vai fazer quase uma hora que estou sentado aqui. Hanna parece que está morta, mal se mexe, então não vai notar o tempo que passou. O celular dela começou a tocar e o peguei, dessa vez era Daiki ligando, sorri e atendi a chamada de voz.

- Oi meu xuxuzinho, minha deusa, dona de mim. Você já chegou? - Ele disse cantarolando. Contive a risada e respirei fundo.

- Já sim, meu xuxuzinho. - Respondi sorrindo.

- Vai a merda, Kirishima. - Bufou e eu ri.

- Desculpa mano.

- Já chegaram no Japão? - Perguntou.

- Sim. Hanna tá me usando de colchão a um tempão, ela disse que ligaria pra você mais tarde. - Expliquei.

- Certo, cuida da minha namorada, não deixa ninguém tocar nela.

- Eu posso?

- Tem limites pra você. - Resmungou. - Eu vou desligar, avisa a ela que eu liguei. - Pediu.

- Certo, cuida deles enquanto estou fora.

- Vou cuidar, não se preocupe. - E então desligou. Mais alguns minutos se passaram e eu já estava ficando entediado.

- Sou um detento apaixonado, sem carinho e sem cuidado, desprezado em sua cela. Procurando uma saída, esperando tua visita. Vem me ver, minha donzela... - Cantei em um sussurro enquanto balançava a cabeça e olhava ao redor vendo as pessoas passando, o vídeo daquele são tomando banho não sai da minha cabeça. O tempo continuou se passando e eu tenho certeza de que estou com uma cara de uc... quero dizer, uma expressão facial séria, irritada.

- Kirishima? - Olhei para trás e vi meus pais e irmãs com meus amigos logo atrás. Bob, assim que viu Saori, latiu e correu até ela.

- Oi mãe, pai, irmãzinhas queridas. - Sorri de canto ainda sentado.

- Que cara era aquela? - Sakura perguntou.

- Ah, sabe... Me deixaram esperando aqui por quase uma hora. Tem alguma ideia de quem foi? - Arqueei uma das sobrancelhas.

- Eu? Não, não imagino quem poderia ter feito isso. - Deu de ombros e eu ri.

- Não vai falar com a gente, não? - Mina perguntou.

- Oi! - Falei.

- Quem é essa? - Asui perguntou.

- Não me diga que terminou com Hinata e agora está namorando essa aí. - Ashido disse.

- Hanna... - Ignorei a fala da minha amiga e cutuquei a garota no meu colo. - Hanna, acorda...

- Me deixa dormir... - Resmungou.

- Acordaaaaaa! - Comecei a fazer cócegas nela, a menor caiu do meu colo e foi parar direto no chão.

- Tá bom, chega! - Riu enquanto levantava. - Oh, olá. - Olhou para minha família e amigos.

- Oi. - Todos disseram juntos.

- Pessoal, essa é Hanna. Hanna, esses são meus amigos, aqueles que falei pra você, meus pais você já conhece. - Apresentei.

- Vamos pra casa? - Yuri perguntou.

- Eu estava pensando em darmos uma volta, aí você aproveitava e conta como foi a viagem. - Denki falou sorrindo.

- Pode ser... - Falei, olhei para meus pais e eles afirmaram.

- Vamos levar as coisas de vocês para casa. - Minha mãe disse pegando minhas malas e meu pai as malas de Hanna. - Nos vemos em casa, não voltem tarde.

- Espera! - Pedi quando começaram a se afastar, me ajoelhei ao lado de uma das malas e a abri. - Tenho que ver se... - Levantei algumas roupas e, no fundo da mala, encontrei os pepéis em uma pasta. Sorri e botei de volta no lugar, fechei a mala e me levantei.

- Ver o quê? - Hitoshi perguntou.

- Os pepéis. - Dei de ombros.

- Certo, vamos! Kiri tem muito a nos contar. - Mina disse animada já se afastando.

- Cuidado. - Minha mãe disse.

Eu e Hanna alcançamos meus amigos e continuamos a andar, em certo momento Hanna entrelaçou seu braço ao meu, notei os olhares dos meus amigos, mas eles não disseram nada. Em menos de trinta minutos chegamos a uma pracinha, sentamos em um círculo e começamos a conversar.

- Se divertiu lá? - Hitoshi me perguntou e eu afirmei.

- Com certeza. - Hanna me olhou maliciosa e eu corei.

- Cala a boca. - Bufei.

- Eu fui a um parque de diversões, visitei alguns pontos turísticos. - Murmurei.

- Devíamos fazer uma viajem juntos algum dia. - Sero disse. - O que acham?

- Eu topo. - Izuku sorriu, os outros começaram a concordar também.

- E para onde iríamos? - Shoto perguntou.

- Talvez para o Canadá. - Kaminari balançou as sobrancelhas me olhando.

- É... - Ri fraco.

- Ou para Paris! - Ochako disse animada. - A cidade do amor!

- É se alguém estiver sozinho? Não se sentiria excluído? - Asui questionou.

- Hum... Leva uma boneca. - Deu de ombros.

- Uau, uma boneca, que ótima companhia. - Shinso disse sorrindo de canto.

- Isso foi sarcasmo? - Uraraka cerrou os olhos.

- Não, nunca!

- Ah, Hanna! Seu xuxu ligou. - Estendi o celular da menina e a mesma o pegou.

- Nunca mais fale isso. - Deu um tapa no meu ombro e eu ri a vendo se afastar.






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