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História Mel e Canela - yaoi - Capítulo 31


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Notas do Autor


Oi, meus amores!

Surpresa!

Chegando antes da hora e caindo de sono pq voltei a trabalhar presencialmente essa semana, mas vamos lá de capítulo delicioso é super quente!

Lembrando que o Tiago chama o Cadu pelo nome, que é Lucas 😉


Vamos de Gotie, só um trechinho para dar água na boca:

“Então, quando descobrimos que poderíamos não fazer sentido juntos
Bem, você disse que ainda seríamos amigos
Mas vou admitir que eu estava feliz que tudo estava acabado”

Vamos lá!?

Capítulo 31 - Banco de trás


Fanfic / Fanfiction Mel e Canela - yaoi - Capítulo 31 - Banco de trás

-  Não vai... fica aqui comigo! – pediu mais uma vez fazendo aquela expressão que me fazia ficar de coração partido. 

 

- Felipe, se ele veio até aqui, é por que ele quer falar comigo. É o mínimo de educação ir cumprimentá-lo... – argumentei, sem sucesso. 

 

Felipe ainda segurava em minha mão com força e volveu o rosto para outra direção, claramente segurando suas palavras para não demonstrar sua raiva. 

 

- Cadu... – tentou mais uma vez me olhar – Ele já te tirou de mim uma vez. Eu não quero que isso aconteça de novo! – falou, ainda desacreditado em mim. 

 

- Eu só te peço que você confie um pouco em mim... só isso... 

 

Ele não falou mais nada, apenas ficou em silêncio, me encarando e depois olhou em direção ao Tiago, que estava exatamente no mesmo lugar. 

 

- Vai lá, Cadu! Nós seguramos o Felipe! – Bia brincou, me passando confiança.  

 

Pelo menos, minhas amigas pareciam acreditar em mim. 

 

Soltei de sua mão quando a Bia segurou seu braço, mas se ele quisesse cruzar a rua, não sei se o Sato e o Alves iriam conseguir pará-lo... talvez eles não quisessem pará-lo. 

 

Atravessei a rua e parei a frente do Tiago. 

 

- Oi! – ele me disse com um meio sorriso. 

 

- Oi... – respondi, sem muito entusiasmo. 

 

- Então, vocês estão juntos de novo? – me perguntou, não desviando seus olhos dos meus. 

 

- Sim... nós estamos namorando... – respondi, não querendo deixar o Tiago chateado, mas acho que não havia outra forma de falar isso. 

 

- Seu namorado parece ser bem ciumento... – desviou o olhar e viu o Felipe, ainda no mesmo local, com a Bia pendurada em seu braço e nossos outros amigos ao redor. 

 

Impossível não reparar no olhar de ódio que o Felipe estava nesse momento. 

 

- Vocês formam um belo casal... – Tiago se voltou para mim e juro que fui pego de surpresa por essa afirmação. Apesar de tudo, senti sinceridade em suas palavras. – Desculpe por vir e provocar uma situação constrangedora, mas eu precisava falar com você! – sorria honestamente e eu senti verdade em sua voz. 

 

- Tudo bem... depois eu converso com ele... – falei, nem eu mesmo tendo muita certeza disso, mas eu precisava falar com o Tiago e tirar das minhas costas o peso de tê-lo magoado por usá-lo ao tentar esquecer o Felipe. 

 

- Eu queria me desculpar com você por ter sido grosseiro naquele dia. Eu sabia que você tinha outra pessoa em mente e a qualquer momento poderia te perder, mesmo assim, eu escolhi tentar e confesso que isso me trouxe um grande alívio! – explicou e eu não entendi muito bem. 

 

- Como assim? – o questionei, querendo saber o que se passava com ele. 

 

- Lucas, quando eu me apaixono por alguém, eu não sossego enquanto eu não consigo ter essa pessoa pra mim, enquanto eu não souber que eu fiz tudo, que eu tentei de todas as maneiras. Eu não consigo ficar com outra pessoa, se já tem alguém em meu coração, então, durante todos esses meses eu fiquei meio obcecado por você e juro que não consegui me envolver com mais ninguém antes de te encontrar! – contou e eu fiquei realmente em choque.

 

Não imaginava que o que o Tiago sentia por mim fosse tão intenso a tal ponto de renunciar a tudo por minha causa. 

 

- E quando eu te encontrei, eu achei que eu poderia ter paz e realmente eu não me arrependo de nada... – me olhava com seus olhos carinhosos e o vi levantar a mão, como num movimento involuntário para tocar meu rosto, mas quando percebi que ele faria isso, dei um passo atrás, desviando o olhar para o chão. 

 

Não seria o mais sensato deixar que o Tiago me desse carinho se eu estava namorando com o Felipe e ele estava nos olhando ao longe.  

 

- Me desculpe... – vi ele recuar e então pude encara-lo novamente. – Eu fiquei muito triste por acabar do jeito que acabou, mas eu acho que foi o melhor. Eu já entendi que não adianta insistir, por que você pertence a ele e seu coração jamais poderá me amar como o ama... 

 

Apesar dessa conclusão ser um tanto quanto arrasadora, ele parecia bem e até contente. 

 

- Eu é que devo pedir desculpas a você pelo que fiz... – me condenei por ter o usado, mas tinha esperanças de receber seu perdão. 

 

- Não, está tudo certo! Não precisa se desculpar. Eu sei que nós dois tentamos e se não deu certo, está tudo bem. Bola pra frente! – tinha um pequeno sorriso se formando em seus lábios e algo me dizia que algo estava por trás disso. 

 

- Tiago, tem alguma coisa a mais que você queira me dizer? – o instiguei, desconfiado e ele acabou abrindo um sorriso meio bobo, mas que iluminou seu rosto. 

 

- Tem um cara... – começou a contar e então eu senti que sua voz tinha uma alegria intrínseca – O nome dele é Everton e ele é meu veterano, mas ele fez um intercâmbio e voltou no começo do semestre. Por causa disso, está fazendo algumas disciplinas junto com a minha turma e ele... – desviou o olhar, como se lembrasse de quem estava falando. – Ele dá em cima de mim desde o início do semestre e eu sempre o descartava por causa de você... – ele confessou e eu fiquei triste por saber que estava o atrapalhando, mesmo sem saber. – Ele sabe tudo sobre você e até se afastou quando eu te encontrei e nós começamos a sair, mas ele notou que eu estava triste essa semana e veio falar comigo...

 

Seu sorriso se abriu por completo e eu vi que ali existia algo além de amizade. 

 

- Ele sempre foi muito carinhoso e compreensivo comigo e sua companhia essa semana foi importante para que eu colocasse minha cabeça no lugar. Eu quero dar uma chance a ele e estava pensando em chamá-lo para sair esse final de semana...

 

- Eu vou torcer por vocês! – respondi honestamente. 

 

- Eu sei que você deve estar pensando que eu vou usá-lo para te esquecer e eu não te critico por isso, mas eu realmente acho que agora eu estou pronto para tentar algo com ele...

 

- Eu espero que dê certo, do fundo do meu coração! – tentei passar confiança. De certa forma, me senti aliviado ao ver que o Tiago não estava sofrendo por mim e pode seguir em frente. 

 

- Eu ainda tenho um carinho muito grande por você, Lucas, mas não é como uma competição entre o que eu sinto por você e por ele, sei lá, são sentimentos diferentes. Com ele, começou como uma amizade e ele acabou me cativando, mas com você, foi algo avassalador, que veio como uma enxurrada, mas depois da destruição, as coisas podem ser reconstruídas e voltar ao normal, então, eu queria saber se mesmo depois de tudo e apesar do seu namorado ciumento, se nós podemos ser amigos? – perguntou e era o que eu tanto queria ouvir. 

 

- Claro que sim! – deixei escapar um sorriso e minha voz saiu até entusiasmada. 

 

- Então, seu eu te mandar mensagem, você vai me responder? Não vai me bloquear? – insistiu. 

 

- Claro que não! Eu vou responder sim! E quero saber se essa saída com o Everton deu certo! – exclamei, contente por ele. 

 

- Te mando uma foto nossa depois. – ele sorriu e eu vi seus olhos brilhando. – Será que eu posso te pedir um abraço...? Ou talvez o seu namorado atravesse essa rua e venha correndo me dar um soco? – brincou, mas eu não poderia negar isso a ele ou poderia? 

 

- Se você estiver disposto a sair correndo caso os meus amigos não consigam segurar ele... – brinquei e foi impossível não rir. 

 

Claro que eu sabia que o Felipe estava muito bravo e talvez ficasse chateado comigo, mas eu não poderia simplesmente ignorar o Tiago e fingir que ele não foi uma parte importante da minha vida. 

 

Dei um passo à frente e o abracei, de olhos fechados, somente sentindo aquela sensação de conforto que eu sentia quando abraçava as minhas amigas. 

 

- Acho melhor eu ir agora... – ele falou assim que nos separamos. 

 

- Até mais e boa sorte! Exclamei e ele abriu a porta do carro, entrando. 

 

Olhei para os dois lados da rua e cruzei rápido, indo em direção ao meu namorado e aos meus amigos e o Felipe estava com a expressão mais raivosa que eu já vi na vida. 

 

- Foi difícil segurar esse seu namorado... – Sato já soltou enquanto eu chegava à calçada. 

 

Parei a frente do Felipe e a Bia soltou-se de seu braço. Apesar de bravo, eu não tive medo de acontecer um mal entendido entre nós dois, do contrário, o Felipe pegou em minhas mãos e me puxou para ele, me dando um beijo de língua ali, no meio da calçada e na frente dos nossos amigos. 

 

Não sei se não resisti por causa do susto que eu levei ou por causa da vergonha de estar fazendo isso na frente de quem estivesse passando. 

 

- Felipe... – falei, num sussurro, já praticamente sem ar depois da fúria que senti nesse beijo.

 

Era um beijo cheio de tesão, do jeito que ele me beijava quando estávamos somente nós dois, sozinhos, prestes a fazer algo que não poderia ser feito em público. 

 

Fitei seus olhos cor de mel e eles pareciam que estavam mais calmos, mas me olhavam como se quisessem saber o que se passava em meus pensamentos. 

 

- Vem! Vamos almoçar! – colocou seu braço sobre o meu ombro e já foi me puxando para o acompanhar. 

 

Confesso que depois do susto desse beijo, fiquei aliviado e até mesmo encantado. Não sabia o que esperar do Felipe, mas de todas as maneiras possíveis, ele era o melhor namorado do mundo, pelo menos para mim. 

 

- Vocês não tem mesmo vergonha na cara!? – Sato nos acusou e eu realmente não tive palavras para responder. 

 

- Vergonha? Eles nem sabem o que é isso... – Alves respondeu. 

 

- E vocês? São puritanos por acaso? – Bia os acusou. – Foi o beijo mais lindo que eu já vi! Não deem bola pra esses dois! A Vick e o Sato quase se comem na frente de todo mundo e ninguém reclama! – Bia nos defendeu e vi que a Vick até ficou meio vermelha com esse comentário. 

 

- Tá bom! Eu não vou reclamar, não é, meu anjinho!? – Sato já deu um beijo na bochecha da Vick, todo carinhoso. 

 

- Vocês quatro estão me deixando de estômago revirado... acho que não vou conseguir almoçar! – Alves desdenhou. 

 

- Sai fora, encalhado! – Sato empurrou de leve a cabeça dele e eles deram risada. 

 

- Encalhado não! Solteiro por opção! Por enquanto... – Alves respondeu, num tom de brincadeira, mas que parecia estar escondendo uma verdade. 

 

Mesmo assim, Felipe ainda continuava sério, com seu braço sobre meu ombro e olhando para qualquer lugar, menos pra mim. 

 

- Felipe...!? – o chamei e vi ele soltar um suspiro antes de me olhar. 

 

- Eu estou me esforçando, Cadu, mas esse cara é muito abusado! Ele está querendo te roubar de mim de novo! – bufou e eu não sei se me sentia muito feliz pelo Felipe estar com ciúmes de mim ou se eu ria de como ele era bobo. 

 

- Ele não vai me roubar de você! – falei, sorrindo, tentando passar confiança. – Nada vai fazer eu te largar! 

 

Acho que consegui trazer um pouco de alívio ao Felipe. Senti que ele ficou menos tenso e relaxou um pouco enquanto me dava um selinho. 

 

- E o que ele queria com você? – fez a pergunta que eu sabia que hora ou outra ouviria. 

 

- Ele veio dizer que quer que nós sejamos amigos...

 

- O que? Amigos? Tá de sacanagem! – ele me interrompeu, ficando revoltado. 

 

- Felipe, está tudo bem! Eu não vejo problemas em sermos amigos...

 

Felipe ficou incrédulo, dando um sorriso falso e balançando a cabeça em negativa, desviando seus olhos dos meus. 

 

- E ele também me disse que vai sair com um outro cara e eu vou torcer por eles... – continuei, mesmo sabendo que as chances do Felipe acreditar seriam poucas. 

 

- Tá de brincadeira!? – ele ainda estava revoltado. 

 

- Felipe, eu sei que você tem motivos para não gostar do Tiago, mas só dessa vez, me dê um pouco de sua confiança? – Pedi, fazendo uma cara inocente que eu sabia que o convenceria. 

 

- Tá bom! Tá bom! Desde que esse cara não apareça mais por aqui! – Felipe condicionou e eu só pude dar risada e o abraçar pela cintura. Ele até tentou disfarçar, mas abriu um pequeno sorriso quando eu fiz isso. 

 

Almoçamos todos juntos, como de costume, já que o Nando teve que ir em uma das oficinas resolver um problema e acabou se atrasando, deixando a Bia aos nossos cuidados. 

 

Mas no caminho de volta para a escola, Felipe não me deixou entrar. 

 

- Espera! – parou, segurando em minha mão e não me deixando continuar. 

 

- O que? – Não entendi. 

 

- Eu não quero voltar para as aulas da tarde... – falou, me olhando com aqueles olhos safados que eu bem conhecia. 

 

- E o que você pretende? – o instiguei, sabendo que ele já deveria ter todo um plano formado em sua cabeça. 

 

Ele me puxou para mais perto e cochichou ao meu ouvido e céus, sua voz sussurrada fez todos os pelos do meu corpo se arrepiarem. Eu tinha o namorado mais sem-vergonha do mundo, mas confesso que fiquei bem tentando. 

 

- Vamos...!? Por favor? – suplicou e eu não fui capaz de resistir. 

 

- Vocês vão ou não entrar? – Bia, que nos esperava no portão do colégio gritou, próxima aos nossos outros amigos que também nos esperavam. 

 

- Vão vocês! Nós copiamos as anotações depois! – Felipe respondeu. 

 

- Porra, se vocês vão matar aula, eu vou também! – Alves já foi saindo e senti um olhar mortal do Felipe sobre ele. – Nem me olha assim, Fê! Eu vou passar em outro lugar antes! Quero fazer uma surpresa para uma pessoa! – Contou. 

 

- O que? Que bafão! Eu quero saber quem é? – Bia já ficou curiosa. 

 

- Quem sabe, se der certo, eu apresento pra vocês! – Alves saiu andando e respondeu já de costas para nós, erguendo um braço e balançando em despedida. Bem que eu reparei que ele ficou no celular quase o almoço todo. 

 

- Vamos então? – Felipe me chamou mais uma vez e nos despedimos dos que ainda ficaram para as aulas da tarde. 

 

Nunca matei aula na minha vida e só faltava quando não havia outra opção. Senti até um frio na barriga ao fazer isso e confesso que até uma excitação. 

 

Mas para não criar problemas desnecessários, avisei o Nando por mensagem.

 

E o Felipe? Estava eufórico! 

 

Nós não ficávamos sozinhos desde domingo de manhã e já era quinta-feira...

 

Tá bom... eu confesso que também estava morrendo de vontade de ficar assim com o Felipe e realmente, a proposta dele foi irrecusável.

 

 

 

 

 

Eu não sei como explicar o efeito que o Cadu tem sobre mim... ele me faz perder completamente a razão quando estou com ele! E quando não estou, só consigo pensar nos nossos momentos juntos!  

 

Eu me apaixonei lentamente por ele desde que o conheci e quanto mais tempo passávamos juntos, mais necessidade eu tinha de ficar junto dele. 

 

Ele sempre foi muito discreto e tímido, falando pouco da sua vida pessoal, o que me fazia ficar mais e mais curioso. Lentamente, fui juntando as peças do quebra-cabeça que era o Cadu e me encantando por cada uma delas, até que ficamos juntos a primeira vez e ele não faz ideia do quanto eu tive que me controlar para não ir rápido demais. Tinha medo de assusta-lo, de afastá-lo e achei que a melhor coisa seria esperar ele se sentir bem para contar aos nossos amigos, mas acho que isso mais o afastou do que o aproximou. 

 

Me senti como se estivesse morrendo lentamente quando ele encontrou com aquele outro cara e hoje, aquela sensação de novo, ao vê-lo abraçando o cara que tirou o Cadu de mim. 

 

Claro que eu tinha certeza que o Cadu me amava, mas ter essa visão era devastador e realmente, se nós não estivéssemos no meio da rua, em um local público e na frente do colégio em que estudamos, eu não sei se iria conseguir me controlar, mas o Cadu me pediu para confiar nele e por mais que eu sentisse muita raiva daquele cara, o meu namorado me pediu confiança e um relacionamento não se constrói sem essa peça fundamental. 

 

Admito que cometi muitos erros com o Cadu anteriormente e não queria cometer novos, por que certamente eu me arrependeria depois, então respirei fundo e aguentei até que o vi chegando a minha frente. Como resistir? 

 

O Cadu era meu namorado! Aqueles lábios eram meus! Aquela boca era minha! Só a mim que o Cadu poderia beijar e só a ele que eu queria ter junto a mim. 

 

Não era posse, não era obsessão, era amor. Eu o amava tanto, mas tanto, que ele era livre para conversar e abraçar quem quisesse, mas era a mim que ele havia entregue seu coração, seu corpo e sua alma. 

 

E eu sentava sedento por tê-lo novamente. 

 

Enquanto eu dirigia até a minha casa, o céu escureceu rapidamente e uma tempestade despencou. Até me arrependi de não ter dado uma carona para o Alves, mas a culpa foi dele. 

 

Estacionei na grama atrás do sobrado e não resisti mais, puxando o Cadu para meu beijo. 

 

- Vamos entrar... – Cadu sussurrou, já ofegante, enquanto eu me deliciava com o sabor da sua boca, mordendo seus lábios. 

 

- Está chovendo muito forte... vamos esperar a chuva passar... 

 

O problema é que essa chuva não era daquelas de verão, que passavam rapidamente. Então, ficaríamos presos nesse carro por um bom tempo ainda. E o pior, nossas mãos agiam por conta própria e já estavam em lugares que nos davam ainda mais excitação. 

 

- Vamos para o banco de trás? – sugeri, na ânsia por tê-lo em meus braços. 

 

- Não, Felipe... dentro do carro, não... – Cadu se esforçou para falar, mas eu sabia que ele já estava prestes a ceder. 

 

- Por favor... ninguém vai saber! – implorei, olhando fixamente em seus olhos e então, o tomei em minha boca novamente. Mais um beijo tão excitante quanto os anteriores, mas num impulso, Cadu se soltou de mim. 

 

- Vem logo, antes que eu me arrependa! – ele pulou para o banco de trás e se sentou, me esperando. 

 

Eu amava como o Cadu se tornava uma pessoa completamente diferente quando estávamos só nós dois. Parecia que todo o medo e a vergonha dele sumiam e ele era tomado por muito tesão e ah, como isso me estimulava. 

 

Abri o porta luvas e de lá tirei o necessário para esse momento, indo para o banco de trás em seguida. 

 

- Desde quando você tem isso no carro? – Cadu perguntou, com os olhos arregalados. 

 

- Desde que começamos a namorar! – respondi, já me jogando nos seus lábios novamente. 

 

E o Cadu queria tanto quanto eu! Seu corpo reagia ao meu e me mostrava isso...

 

Acabei deixando a camisinha e o gel caírem no chão do carro e me perdi entre nossos beijos, deitando meu corpo sobre o dele e deixando que a devassidão tomasse conta de nós dois...

 

Apesar da chuva gelada do lado de fora, nossos corpos suavam de tanto tesão, de tanto desejo um pelo outro e sem saber em que momento eu fiz isso, tirei minha camiseta e a do Cadu.

 

E quanto mais eu sentia o sabor da sua boca, o cheio da sua pele e a textura de seus lábios, mais eu o queria pra mim... só pra mim! 

 

Desci lentamente pelo seu tronco, demorando em cada pedaço de sua pele, mordendo e sugando com todo meu desejoso, lambendo e beijando deliciosamente seu corpo que já começava a ficar coberto por uma fina camada de suor. E quanto mais ele gemia e sussurrava meu nome, segurando entre seus dedos o meu cabelo, mais desejo eu tinha de satisfazê-lo! De fazê-lo gozar chamando meu nome, de levá-lo ao céu e depois trazê-lo para descansar em meus braços. 

 

Ah, Cadu, você me deixa louco, perdido em cada centímetro do seu corpo, até que finalmente cheguei onde queria. Abri o zíper de sua calça e lentamente a puxei, junto com sua boxer, enquanto encarava sua face envolta numa mistura de inocência e luxúria. Ele queria tanto quanto eu e estava completamente entregue em minhas mãos. 

 

E aí... aí eu me afoguei em meio a seu pau duro... o suguei com força, fazendo ele chegar até o fundo da minha garganta e só o tirando para poder tomar ar. 

 

A chuva caia pesada sobre a lataria, mas eu podia ouvir claramente seus gemidos indecentes, enquanto ele chamava pelo meu nome, não conseguindo manter os olhos abertos. 

 

Ele estava completamente envolvido em prazer, mas não era assim que eu o queria ver gozando. 

 

As suas coxas já estavam com marcas avermelhadas das minhas digitais, quando lambi seu pau por completo, de cima a baixo, sugando com vontade suas bolas e então eu não aguentava mais! Eu queria o sentir por dentro! 

 

Estiquei minha mão esquerda para pegar a camisinha e o gel no chão do carro, mas antes que eu tivesse tempo de colocar, o Cadu os tirou de mim. 

 

- Deixa que eu faço isso! – e com a outra mão, empurrou o meu peito, fazendo eu cair na outra extremidade do banco de trás. 

 

Deixei escapar um sorriso de canto. Amava ver o Cadu assim, agindo como se ele fosse me dominar e era isso que estava acontecendo! Ele era dono de mim e faria tudo que quisesse e eu jamais teria força nenhuma para me opor. 

 

Ele tirou o restante das minhas roupas e colocou a camisinha, espalhando gel por toda ela. 

 

Parecia que o Cadu tinha um certo tesão pela dor, por que mais uma vez ele não me deu oportunidade de alarga-lo antes que eu pudesse o penetrar e ele parecia estar bem com isso. 

 

Se colocou à minha frente, entre minhas pernas, de costas para mim, levando meu pau até entre suas coxas, esfregando lentamente a cabeça do meu pau até abrir espaço e entrar bem de vagarinho... 

 

Ahh, como eu amava ver seu corpo sentando sobre mim e essa visão das suas costas, da sua bunda na minha frente estava me deixando doido e todo o meu autocontrole estava sendo posto à prova enquanto eu segurava em sua cintura para ele sentar lentamente, enquanto gemia melosamente. 

 

Puxei suas costas até mim e o fiz encostar no meu peito quando ele sentou completamente, engolindo meu pau por inteiro e como isso era bom, mas melhor do que isso era vê-lo se masturbando sentindo meu pau dentro dele. 

 

Resolvi o ajudar e com uma mão fiquei brincando com suas bolas, enquanto com a outra, segurava sobre sua mão, apertando seu pau e subindo e descendo em movimentos cada vez mais rápidos, deixando seus gemidos mais pesados e ofegantes. 

 

Ele estava próximo ao ápice e eu fui a loucura quando o vi pulsar, se derramando em minha mão. 

 

Era incrível como ele se abria pra mim, sugando meu pau mais para dentro enquanto gozava gostoso, deitando sua cabeça em meu ombro, respirando com força, entregue ao êxtase do momento, mas eu sabia que não iríamos parar por aí...

 

Quando a última pulsada aconteceu, apertei seu pau até sair todo o gozo e então, levei minha mão a boca e lambi por inteiro. Cadu só me observava enquanto sua respiração ainda ofegante ia voltando ao normal. 

 

Eu amava sentir o gosto amargo que resultava do seu prazer e vê-lo gemendo sabendo que foi por minha causa me levava ao céu! 

 

Mas isso não iria fazê-lo parar. Quando ele já não estava mais tão ofegante, senti seu quadril se mover, rebolando sua bunda em meu pau. Ele estava me deixando doido...

 

Segurei em sua cintura de leve e o deixei livre para continuar. 

 

Ele inclinou seu tronco para a frente e apoiou seus dois braços sobre o banco do carro, começando a levantar seu quadril lentamente enquanto eu via meu pau saindo da sua bunda... e ele foi de vagarinho até só restar a cabeça dentro e então....

 

- Ahhhhh... – não aguentei e gemi alto quando ele sentou com força, quase arrancando um grito da minha garganta e ele fez de novo e de novo, acelerando aos poucos, subindo e descendo como se isso estivesse o estimulando ainda mais. 

 

Ele suava e ofegava, até não poder mais consigo mesmo. 

 

- Felipe, eu não aguento mais... – falou com a voz falha. 

 

- Deixa comigo! – o segurei firmemente e fiz com que ele deitasse sobre o banco, com sua barriga para baixo, sem que eu desencaixasse meu pau de dentro dele e então, ele é mesmo incrível! 

 

Levantou o seu quadril e ficou mais fácil de eu meter com mais força e mais vontade ainda. 

 

- Vai, Felipe... Mais... – ele gemia enquanto eu acelerava e já estava quase lá quando o vi afundar seu rosto no estofado do banco, abafando um grito que eu tenho certeza que foi de prazer. Ele gozou de novo em sua própria mão enquanto eu soltei todo o esperma que eu estava segurando até então. 

 

Esse era o paraíso. Ver o Cadu se perdendo de tanto prazer e poder me derramar dentro dele, sentindo sua carne entre minhas mãos, metendo com força e chegando ao ápice juntos me dava a certeza de que esse cara nasceu pra ser meu! 

 

- Cadu... você está bem? – perguntei, ainda com a respiração pesada, me retirando lentamente de dentro dele. 

 

Ele deixou cair seu quadril sobre o banco e forçou seu rosto para me encarar, vermelho e suado. 

 

- Estou... só preciso descansar um pouquinho... – ele sorriu exausto. 

 

Parecia uma criança, cansada depois de tanto brincar... e como eu amava essa mistura de inocência e sensualidade que ele conseguia exalar ao mesmo tempo. 

 

Peguei um pacote de lenços que tinha no porta luvas, enrolei a camisinha e depois limpei a mão do Cadu, sem deixar vestígios no carro do que estávamos fazendo. 

 

Depois, puxei o Cadu para mim e me aconcheguei ao redor dele, fazendo ele deitar seu corpo cansado sobre o meu, acariciando seu cabelo enquanto esperávamos a chuva que não passava.

 

Quando apenas uma garoa fina caída, o chamei para dentro e resolvemos sair do carro. Cadu vestiu toda sua roupa, enquanto eu só coloquei a parte de baixo. 

 

- Você vai sair assim do carro? – ele me olhou, sem camisa e descalço.

 

- Qual o problema? – perguntei, rindo da cara que ele fez. 

 

- Se os vizinhos do prédio ao lado te verem saindo assim, vão saber o que a gente estava fazendo dentro do carro esse tempo todo! – ele falou ficando todo vermelho. 

 

Não aguentei. Abri uma gargalhada. 

 

- Cadu, se algum vizinho nos viu chegando e ficou à espreita até agora, já entendeu a muito tempo o que estávamos fazendo! – respondi, quando consegui parar de rir e acho que o Cadu até parou de respirar. – Não se preocupe! A maioria dos moradores do prédio ao lado trabalham de dia e os apartamentos que conseguem ver por cima do muro ficam com as janelas fechadas a maior parte do tempo... – tentei o acalmar, mas vê-lo assim, tão constrangido depois de fazer tudo o que fizemos nesse carro era muito fofo! 

 

Ah, como eu amava esse meu namorado! 

 

Conseguimos sair do meu carro e entrar pela porta da cozinha enquanto a chuva deu uma trégua e subimos para o meu quarto. Tomamos um banho delicioso juntos e se não fosse tudo o que já tínhamos feito a pouco, eu não resistiria e seria ali mesmo, embaixo do chuveiro. 

 

- Você quer deitar e assistir um filme comigo? – Sugeri, o abraçando por trás enquanto estávamos nos secando. 

 

- Pode ser! – ele concordou e depois que colocamos um filme qualquer na tv do meu quarto, nos deitamos em baixo das cobertas, com o Cadu na minha frente e com meus braços ao redor dele. 

 

Como eu amava ficar assim com ele. Me dava a sensação de que assim estávamos seguros e prontos para enfrentarmos qualquer coisa juntos e com muito amor. 

 

A chuva lá fora voltou a cair forte, logo o Cadu caiu no sono e eu dormi também. Como eu queria que o Cadu nunca mais precisasse daqueles remédios para dormir e para controlar suas crises. Como eu queria ser a cura para tratar seu corpo e seu espírito, assim como ele me curou de minhas angústias e meus sofrimentos! Como eu queria que pudéssemos ficar para sempre assim...

 

 

 

 

 


Notas Finais


E então, meus amores, gostaram?

Sei q todos gostam do Tiago e desejam o bem dele e nada melhor do q um novo amor para recomeçar!

E perceberam a deixa do Alves? Mistério no ar 🙈🙊

Fiz algo que vcs pediam a algum tempo, q era o ponto de vista do Felipe, mesmo que só na metade do capítulo, por isso tive que usar umas palavras diferentes para diferenciar o padrão de escrita e espero que não tenha chocado vocês com o uso dessas palavras 😅🙈


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