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História Melancolia - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Paraíso


Fanfic / Fanfiction Melancolia - Capítulo 6 - Paraíso

Escuridão, era tudo o que eu lembrava, nada além disso, meus olhos não queriam abrir e eu só conseguia ouvir algumas vozes bem distantes, eu só podia estar sonhando. Derepente ele apareceu, João, estava lindo todo de branco com os cabelos cacheados e um sorriso perfeito, um verdadeiro anjo, meu anjo. 

 

— Onde eu to João?

 

— No paraíso mimadinha. — ele sorriu ainda mais. 

 

— Eu morri? — senti um aperto no peito ao fazer aquela pergunta.

 


— Não, você está apenas sonhando, veja como aqui é lindo. — olhei em volta e realmente era lindo, um campo de girassóis. 

 


— Promete que não vai embora? — minha voz sai quase num sussurro.

 


— Eu prometo, mas agora acorde meu amor, estão todos preocupados com você. 

 

 

 A luz forte fez com que meus se fechassem automaticamente, minha boca estava seca e meu braço doia bastante, abri novamente os olhos e depois de muito analisar percebi que estava em um hospital, rodeada de aparelhos e com algo no nariz que devia ser para me ajudar a respirar. Tentei me mover mas minha cabeça latejou forte fazendo eu me deitar novamente, a enfermeira que estava no quarto e conferia algo na prancheta viu me movimento e veio até mim com um sorriso piedoso no rosto.

 


— Sem movimentos bruscos mocinha, você passou por maus bocados. — ela não devia ter mais que 20 anos, tinha um rosto delicado com olhos azuis e seus cabelos loiros estavam presos em um alto rabo de cavalo, sua voz era tão suave que ela parecia estar cantando ao invés de falando.

 


— João. — sussurrei quase sem voz.

 


— Você quer que eu chame o João? — respondi sua pergunta com um leve aceno de cabeça, ela então saiu em seguida e quando voltou não era com João, e sim um homem alto de jaleco que deveria ser o médico. — Doutor ela acordou chamando por um tal de João. 

 


O médico me examinou desde os meus olhos ate meus pés, eu podia ouvir uma gritaria que vinha lá de fora, e tentei falar algo mas minha voz não saiu.

 


— Os acompanhantes dessa garota não dão sossego. — o homem falou bravo e então me dei conta de que a briga era por minha causa. 

 


— João. — falei novamente e ele me olhou. 

 


— Ok! Eu vou chamar ele pra você.

 


O doutor saiu acompanhado da enfermeira, voltou minutos depois e João estava com ele, sei rosto estava abatido e os olhos inchados, ele tinha chorado. Dei um sorriso fraco quando ele se aproximou e segurou minha mão. 

 


— Por que fez isso? — ele perguntou com a voz chorosa.

 


— Me desculpa. — foi o que consegui dizer. 

 

Eu ainda não conseguia falar, minha voz estava fraca e meu corpo todo doia, João permaneceu ali comigo em silêncio e em nenhum momento soltou minha mão. 

 


— Achei que você ia morrer, eu fiquei desesperado. — ele falou depois de um tempo.

 


— Porque? — perguntei. 

 


— Eu não sei. — ele afirmou. — Mas pensar na possibilidade de não te ver mais me deixou...me deixou sem chão Filipa. — sua voz estava embargada, ele me olhava profundamente, deixei que caísse uma lágrima do meu rosto. 

 


— Eu fui fraca João, não consegui, eu estava quase lá mas na hora desisti, então fiz um corte superficial que apenas fez com que desmaiasse. — encarei o teto daquele quarto branco e senti sua mão apertar mais a minha.

 


— Não faça mais isso, por favor. — ele pediu. 

 


— Tudo bem. — concordei. 

 

 

— Eu preciso ir, seu pai e sua mãe estão aí. — ele fez menção em se levantar mas eu o impedi.

 


— Promete que não vai embora? 

 


— Eu prometo. — ele afirmou. 

 


Soltei um sorriso fraco enquanto João soltou lentamente minha mão, vi ele se afastar de mim e sair pela porta, deixando um enorme vazio. 

 

(...)

 

Fazia três dias que tinha chegado do hospital, minha mãe tinha voltado pra casa e agora cuidava atentamente de mim, meu pai continuava o mesmo, depois que tudo passou ele me deu uma bronca e disse que aquilo era rebeldia demais pra ele aguentar. Não vi João desde então, confesso que estava sentindo sua falta e ficar sem ir à escola era um completo tédio. Poliana também tinha vindo me visitar, conversamos por algumas horas e ela me disse que estaria ali sempre que eu precisasse, quem não apareceu fora Yasmin, confesso que aquilo me abalou, a julgar que eu sempre achei que ela era minha amiga de verdade. 
Eu estava no meu quarto, os fones de ouvido numa música alta enquanto eu lia um livro sobre um romance qualquer, não ouvi as batidas na porta, só me dei conta de que minha estava ali quando ela retirou meus fones e me encarou de braços cruzados.

 


— Tem visita pra você. — ela falou ignorando minha cara feia. 

 


— Se for a Poliana de novo diz pra ela que eu já...

 


— Sou eu mimadinha. — a voz de João ecoou pelo ambiente fazendo eu dar um salto assim como meu coração. 

 


— Vou deixar vocês a sós. — minha mãe saiu fechando a porta enquanto João entrou e sentou na ponta da minha cama.

 


— Como você está? — ele perguntou retirando sua mochila e jogando no chão. 

 


— Me sinto melhor. 

 


— Sua mãe voltou pra casa. — ele afirmou. 

 


— Ela está tentando, mas eu sinto que não vai aguentar por muito tempo. 

 


— Hey, aproveita o momento e se aproxima dela. — ele diz se sentando mais próximo a mim, me ajeito na cama ficando de joelhos. 

 

 

— Não acho que tudo vá melhorar João, meu pai continua o mesmo e minha mãe só está aqui por pena. — sinto o nó se formar na minha garganta e tento conter as lágrimas. 

 

 

— É sua mãe Filipa, ela te ama, precisa acreditar nisso. — diz suavemente. 

 


— E você João? O que sente por mim? — aquela pergunta saiu sem eu pensar, senti minhas bochechas corarem na mesma hora e me arrependi por ter falado aquilo.  — Esquece isso eu...to maluca, eu não...

 


— Shiu. — João me interrompe com o dedo indicador sobre meus lábios, ele esta mais próximo e eu posso sentir seu cheiro amadeirado.  — Quer saber o que eu sinto por você mimadinha? — ele pergunta provocativo e eu afirmo que sim. — Eu sinto vontade de te beijar, de te abraçar, de tocar você. — seu nariz roça suavemente meu pescoço e eu sinto minha pele toda se arrepiar. — Eu não sei o porque Filipa, mas desde aquele dia na montanha você não sai da minha cabeça, nunca fomos amigos, mas é como se nos conhecemos a anos. — sua voz rouca está próxima ao meu ouvido. 

 

— João... — suspiro pesado ao sentir seus lábios no lóbulo da minha orelha.

 

 

— Diz pra mim o que você quer agora. — ele pede com a voz mais sensual possível e eu sinto meu ventre inteiro se contrair. — Diz minha mimadinha. 

 

— João eu quero que você me beije. — digo deixando ir embora o resto de sanidade que ainda me sobrava, e então num ato rápido ele ataca meus lábios como um animal faminto em busca de sua presa. 



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