História Melhor Amigo. - Jeon Jungkook. - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Amigavelmente Olhando.


          É difícil quando dois olhares se cruzam.

         O tempo de quarta-feira, que foi o dia em que fui ao shopping com Jeon comprar as suas roupas de galanteador barato passou inegavelmente rápido, e logo eu já estava de cara com a sexta-feira. Com a tarde, mais especificamente.

         Chegar da escola era um programa bom e ruim ao mesmo tempo, porque enquanto eu estava lá, fazia de tudo pra ignorar o sentimento de querer me jogar contra qualquer superfície reta e dormir muito, muito. Mas, agora, observando minha tão linda e desarrumada fortaleza – O quarto. – meu corpo parece querer desmontar em cima do edredom embolado da cama e ficar lá por pelo menos um mês até recuperar as horas de sono perdidas.

         Porém, negando esse desejo grandioso de querer recarregar minhas baterias, arranco minha blusa quente e a jogo na poltrona que antes eu usava para sentar, mas hoje só serve como um grande amontoado pras minhas roupas.

         Resumindo o lento processo preguiçoso de tomar um banho top e secar o cabelo numa tentativa de deixar ele o mais liso possível, aproveito da chapinha verde e preta que eu peguei emprestada da Alissa – amiga para o que der e vier, e também uma pé no saco quando quer –, e faço milagre no meu cabelo que, porra, já estava no ombro e não fazia tanto tempo assim desde a última vez que eu cortei ele.

         Depois de passar calor e quase queimar a minha testa, sempre me vem o questionamento: Por que diabos só não faço um alisamento permanente?

         Simples. Tenho medo de perder meus cachos, mesmo que eu não deixe meu cabelo assim, ainda gosto dele natural, e seria um processo longo até meu cabelo crescer, e esperar a química sair dele, sem contar que eu teria que me olhar no espelho e ver aquela coisa desforme na minha cabeça que deixou de ser cacho mas também não é liso, e não passa nem perto do ondulado. É só... Coisado.

         E porque Jungkook disse que gosta muito do natural. Ele é meu melhor amigo, sei que se eu ceder a vontade de alisa-lo provavelmente vou apanhar com uma almofada e ver seus olhos faiscando de raiva na minha direção.

         Mas cortando toda minha lamuria chata e demorada, hoje eu irei sair com Park Jimin.

         E eu percebo agora que tenho que tomar cuidado pra não hiper ventilar de nervoso. Passei essas últimas três horas desde a hora que cheguei da escola me arrumando, e eu gosto de verdade do resultado final.

         Usando uma blusa amarela de mangas compridas e com ombros caídos, um short preto com uma fivela dourada num cinto falso, e meu all star tãããão amável e velho. Bem velho mesmo. O amarelo do meu tênis chegava a gritar de dor por conta do desbotado, mas eu simplesmente o amava, porque eu simplesmente amava amarelo. 

         Iriamos nos encontrar numa festa que seu amigo iria dar essa noite e, ok. Eu estava nervosa. Não era como se eu nunca tivesse saído com alguém. Na verdade, eu tive um namoradinho no sexto ano, tive um namoradinho no sétimo, no oitavo eu fui apenas uma pré-adolescente cansada e no nono eu tive outro namoradinho, mas esse serviu mais como um teste porque só duramos um mês e quando ele terminou comigo fui pra festa de aniversário da Alissa e beijei seis dos nossos amigos, incluindo Hoshi, nosso amigo gay.

         Não me arrependo desse dia, na verdade foi muito engraçado porque a mãe da Ali não nos deixava beber – E ainda não deixa, mas não precisa saber que já tivemos nosso primeiro porre –, e ver todo mundo sóbrio ainda sim fazendo coisas insensatas é sensacional.

         Bom, voltando ao assunto, agora com meus dezesseis anos de vida, no segundo ano do ensino médio – Sendo Jimin do terceiro ano –, percebo que não tenho experiência em... Ser uma grande pegadora?

         A verdade é que eu acho imensamente chato em ficar com as pessoas, sabe? Ficar e só. Essa gíria de pegar e largar. Pra mim não funciona, eu me sinto atraída por uma galera mas, sei que se eu insistisse em querer dar um beijinho que fosse, seria estranho. E ok, sei que eu falei que beijei seis amigos meus – E amigas... –, mas eram amigos, eu os conhecia a anos e não passou de uma noite onde ninguém sentia absolutamente nada além de amizade. E o que não me permite ficar com alguém, é a falta de confiança, por tanto, não beijo quem não conheço.

         Agora, se aproximando das sete da noite, depois de vocês lerem mais das minhas quase lamurias, eu prendo o relógio no meu pulso junto a pulseirinha que ganhei da Ali no meu aniversário e desço as escadas, encontrando minha mãe e meu pai numa cena complicada.

         A senhora Eleanor estava vermelha de tanto rir, apoiada no balcão de mármore da cozinha, quase totalmente curvada, enquanto meu pai, Giles, se abanava sentado em um dos bancos do balcão, também vermelho e risonho.

- Que cena. – Ri ao me aproximar dos dois.

- A sua mãe... – Balançou a cabeça para os lados sorrindo, se levantando. – Tenha juízo ao sair hoje e por favor, não chegue tarde. – Me deu um beijo na testa, seguindo seu caminho para a escada, mas não antes de me relembrar: - E cuidado a essas festas que você vai, Ashley, não quero sentir cheiro de álcool em você, estamos combinados?

- Tudo bem, pai. – E então ele seguiu seu caminho,

- Ele é um bundão. – Minha mãe suspirou após a crise de riso que parecia ser interminável. – Estávamos comentando quando nos casamos, a cena que ele me fez passar. – Veio até mim e olhou fundo nos meus olhos, antes de dar um sorriso bonito. – Está linda querida, escute o que seu pai te falou, ok? Não beba.

- Não vou beber mãe. – Me afastei rindo antes que ela me desse um peteleco na testa.

- Conheço esses jovens, eu já fui uma. – Cerrou os olhos. – Estamos de olho querida, quando eu tinha sua idade, saia da escola com minhas amigas e passávamos direto em um bar.

- Você tinha minha idade, como te vendiam? – Me fiz de desentendida.

- O que não fazem por dinheiro, não é? – Riu novamente. – Vá com cuidado. – Beijou minha testa também e voltou a fazer o jantar que ela tinha parado para rir com o meu pai quando este chegou do serviço.

         Muito bem. Chamei o uber. Pronta pra festa cheia de desconhecidos. Ou não. Claramente não.

❁❁❁

         Aquele lugar brilhava e eu não estou nem brincando. O tanto de luzes saindo daquela casa era... Uau.

      Esperei Jimin na frente como havíamos combinado e ele não tardou a aparecer, me levando para dentro daquele antro de perdição, direto pros fundos da casa, num jardim enorme, com uma senhora piscina acomodando uma galera, e a área da churrasco explodindo de gente pegando suas bebidas através do balcão não tão longo que tinha ali.

         E olha, não demorou pra eu estar engatada numa conversa com o Jimin.

- O trote na escola foi ótimo. – Ele falou enquanto riamos, sentados num sofá de couro numa sala de estar bem das chiques. – No segundo ano, eu fiquei vendo da rampa tudo o que acontecia lá embaixo, foi quando vimos uma galera subindo cobertos de lama e soubemos que esses eram os calouros sendo domados pelo terceiro ano C, porque eles sempre foram os que pegavam mais pesado.

- Espero que você não tenha visto a minha sala no estado caótico de ter que se arrastar por baixo das pernas do pessoal, com a barriga no barro, foi horrendo. – Ri alto. – Mas depois do banho de tinta, não tinha espaço nenhum que restasse no meu corpo pra alguém ver que tinha barro grudado até nas minhas bochechas.

         Enquanto comentávamos sobre o trote do ano passado, cujo eu participei por ser caloura e ele apenas observou por já ser do segundo ano, vi uma garota com os cabelos também curtos se aproximando, ela era loira e tinha mechas rosas.

- Ash! Essa é a Wendy. – Sorri pra ela, curvando levemente meu corpo enquanto ela sorria de volta, se sentando ao lado dele. – É uma das minhas amigas.

- Acho que já te vi com ela pela escola. – Afirmei, tentando forçar a memória. Aquele lugar era grande demais, então era difícil, era como se a cada dia que passasse, você andava e sempre esbarrava com rostos que você nunca tinha visto por ela mas que também eram alunos.

- Provavelmente. – Wendy riu.

         E então a conversa se seguiu com nós três, foi interessante e eu não me senti tão acuada porque Wendy era alguém legal.

         Até que chegou o momento em que eu e Jimin supostamente sairíamos para pegar bebidas – inconvenientemente eu só bebo vinho barato e com certeza não tinha vinho atrás daquele balcão, o que resultou em ficar sem nada mesmo.

         Desde o ano passado, eu trocava algumas palavras com Jimin, esse ano nos aproximamos um pouco mais, então não me surpreendi quando ele me beijou, sabendo que as bebidas eram mais uma desculpa esfarrapada do que sede de verdade.

         As suas mãos passeando pela minha cintura foi convenientemente gostoso, enquanto eu mantinha uma em seu ombro e a outra que escorregava do seu rosto pra sua nuca várias vezes pra aprofundar o contato, principalmente quando ele me prendeu na parede mais próxima que tinha de onde estávamos.

         E foi nesse dia em que eu e Park Jimin nos aproximamos como nunca. Beija-lo era incrível e isso se sucedeu por meses. E de uma sexta-feira de Maio do começo do meu segundo ano, se tornou a primeira terça-feira de Setembro.

         E amigavelmente falando, é difícil quando há um terceiro par de olhos.

         


Notas Finais


Olá! gente não sei, esse capítulo foi mais uma alavanca pra história do que um capítulo de verdade KJKKKKKKKKK sinto muito se ficou enjoativo, eu vou revisar ele pra tentar melhorar no que for possível, perdoem por favor
A escola que eu usei de referência pra escrever, foi a minha mesmo, e o primeiro dia do meu primeiro ano foi me arrastando no barro também kjkkkkkkkkk


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