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História Melhor que chocolate - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá, olá! Tudo bem?
Falta ainda bastante tempo pra Páscoa, mas como fiquei mó ansiosa depois de receber a capinha, surtando o dia todo em casa e morrendo de saudades de postar fanfics sulay, cá estou eu trazendo uma fanfic de Páscoa adiantadíssima. Bem, vamos aos avisinhos de sempre:
❀ Um obrigada do tamanha do mundo à Madu (@wonhoutboy) pela capa MARAVILHOSA!! Ainda tô chocada com sua rapidez pra fazer essa obra-prima e ainda mais por ter conseguido deixar infinitas vezes melhor minhas ideias malucas. Muito obrigada, anjo, você é maravilhosa, aff.
❀ Essa fanfic está sendo repostada e acabei modificando apenas uma coisinha porque eu PRECISAVA colocar o Baby Lucas em alguma fanfic minha e sulay com criancinhas é meu conceito favorito. Então o Xuxi da fanfic é o Lucas do NCT e espero que queiram tanto quanto eu apertar esses bochechas fofas desse pestinha.
❀ Essa história não busca, em momento algum, trazer a ex esposa do Yixing como vilã, assim como menos ainda tratar pais solo como pessoas que perderam sua liberdade ou direto à felicidade. Espero que nenhum trecho seja mal-interpretado e que possam absorver o melhor que essa fanfic possa passar.

Por fim, essa é uma história bastante bobinha, bem o meu nível de fluffy extremamente doce, então peço aos diabéticos que leiam por responsabilidade própria. Desejo uma boa leitura a todos e espero conseguir tirar pelo menos um sorrisinho bobo de você que está dando uma chance a isso aqui! ~❀

Capítulo 1 - Capítulo único: Só um encontro com você


Ser pai solo não é tarefa fácil. Desde que assinou os papéis do divórcio e conseguiu a guarda do pequeno Xuxi, Yixing precisava se virar nos trinta para lidar com todas as responsabilidades que uma jornada tripla exigia. Era acordar cedo, preparar o café da manhã, arrumar o garoto, deixá-lo na escola e trabalhar; buscá-lo de tardezinha, preparar o jantar e almoço do dia seguinte, ajeitar o filho para dormir, limpar a casa e, finalmente!, comer um pouco de chocolate, jogar-se na cama e morrer até o dia seguinte.

Todos os dias eram a mesma coisa, mas o cansaço era tamanho que sequer fazia questão de tentar sair da rotina. Simplesmente não dava, e talvez fosse trabalhoso demais tentar insistir.

Às vezes, ficava tão estressado com a correria, que até sentia vontade de desistir, de contratar uma babá e passar o máximo possível das suas responsabilidades para outra pessoa. Mas, no fim, esforçar-se tanto para continuar presente na vida do filho valia a pena. Principalmente quando seu pequeno sorria largo ao vê-lo ir buscá-lo na escolinha um tanto atrasado e corria ao seu encontro com os braços abertos; quando o ouvia contar todas as coisas que aconteceram no seu dia e, antes de dormir, recebia um beijo estalado na bochecha e um te amo, papai que derretia seu coração todinho.

Yixing ficava tão bobo com tanto amor que até lavava os pratos com um sorriso no rosto, quase como se seu dia não tivesse sido nada cansativo, e comia seu chocolate diário cantarolando, indo dormir pronto para mais alguns dias de rotina apertada.

Mas não podia simplesmente ignorar que com a guarda de Xuxi, muitas coisas haviam mudado em sua vida. Ela agora era mais corrida e até um tantinho mais complicada financeiramente por não ter conseguido seguir à risca seus planos de carreira, mas tudo estava se ajustando com o tempo e o Zhang nunca, em hipótese alguma, iria se arrepender de ter ido até o fim em sua decisão de criar o filho sozinho.

Bem, talvez tivesse um pequeno arrependimento. Mas era algo que não gostava de associar diretamente ao filho, afinal, havia sido uma escolha totalmente sua e não passava disso. Uma escolha. Algo que decidiu completamente ciente das consequências e que agora o fazia rolar na cama um tanto emburrado quase toda noite.

Acontece que desde que embarcou nessa aventura de pai solo, Yixing havia se deixado muito de lado. Tudo em sua vida acontecia em função do filho e nem se passava por sua cabeça a ideia de algum dia, quem sabe, novamente se envolver com alguém. Era protetor demais com o garoto, assim como um tantinho paranoico com essa coisa de ter outra pessoa sendo muito íntima dele, e tinha certeza de que terminaria o que quer que tivesse com qualquer um que ousasse olhar torto para o pequeno. Sem falar que duvidava muito que alguém fosse querer sair com um cara ocupado feito ele, ainda mais trazendo uma criança na bagagem.

E a verdade é que isso não o preocupava muito. Havia acabado de sair de um casamento meio conturbado e preferia manter distância de mais compromissos em sua vida. Estava muito bem apenas com seu filhote, inclusive. Ou era isso o que pensava até conhecê-lo. Ah, aquele sorriso... ô desgraça de sorriso bonito às 7h da manhã, homem!

Kim Junmyeon era um professor recém-formado. Desses que são apaixonados mesmo pela profissão e os olhos chegam a brilhar quando fala de crianças. Seu carinho pelos alunos era tão evidente que melhorava o dia de qualquer pai, ainda mais quando esbanjava sorrisos a todos que via chegar à escola e até mesmo fazia questão de esperar os pequenos no portão, cumprimentando cada um com um abraço apertado e um beijinho na bochecha.

Yixing, às vezes, sentia certa inveja daqueles tocos de gente. Inclusive o pestinha do Xuxi recebia todos os mimos do mundo, mesmo levando para casa alguma reclamação sobre suas gritarias todos os dias, enquanto que o Zhang ficava só na vontade. A vida realmente é bem injusta.

Se fosse questionado, o chinês não saberia dizer exatamente quando começou a sentir um troço estranho no estômago por causa do professor do seu filho. Só lembrava de agradecer a Deus quando o viu pela primeira vez por terem colocado um professor mais gentil responsável pelas crianças, e não as senhorinhas mal-humoradas que o julgavam toda vez que chegava um minutinho atrasado. E Yixing chegava atrasado todo santo dia.

No início, a gentileza de Junmyeon o agradava apenas por fazer bem ao seu pequeno. Xuxi sempre contava o quanto gostava do seu novo professor, e Yixing até sentia um ciuminho básico. Depois, quando começou a conversar um pouco mais com o dito cujo para ver o que tinha de tão especial a ponto de fazer seu filho trocá-lo (Yixing sabia ser bem dramático), começou a... simpatizar?

Junmyeon até que era legalzinho. E um tanto bonitinho, bobinho, fofinho e muitos outros adjetivos com um inho no final que Yixing pensava ser menosprezo a princípio, mas em algum momento desandou e virou carinho.

Nem Deus saberia dizer que tipo de feitiço Kim Junmyeon lançou contra Yixing, pois de um dia para o outro, a criatura deixou de ser o professorzinho que lhe causava ciúmes por roubar a atenção do seu filho e tornou-se o professorzinho muito fofo que o deixava todo bobo com aquele sorriso lindo às 7h da manhã. Como uma pessoa poderia ser tão bonita e calorosa às 7h da manhã?

E como ele podia ter demorado três meses para perceber que Junmyeon era simplesmente perfeito para si? Ele gostava de crianças — inclusive Xuxi, que sempre estava nos braços dele quando Yixing ia buscá-lo; criava uma coelha muito fofa — coisa que descobriu em uma de suas conversas de cinco minutos antes de sair correndo atrasado para o trabalho — e ainda exalava gentileza para todos os lados com seu sorriso radiante de manhã cedinho ou no comecinho da tarde!

Junmyeon era um anjo. E Yixing, um idiota. Um idiota porque passara os dois últimos anos ignorando totalmente sua vida pessoal e provavelmente era esse o motivo de ter demorado tanto a perceber a perfeição alheia. E também porque, por esse mesmo motivo, não tinha mais confiança alguma para tomar uma atitude. Não sabia mais agir normalmente na frente dele e, no fundo, até colocava a culpa em Junmyeon por deixá-lo tão inseguro. Quem manda ser perfeito demais?

— Por que o papai está arrancando os próprios cabelos? — perguntou Xuxi, enquanto terminava de comer sua tigela de frutas, acompanhando cada passo do pai pela cozinha. Pelo olhar, parecia julgá-lo louco. O que não era nenhum absurdo, visto que Yixing estava há minutos rodando o cômodo com as mãos puxando seus fios com força.

— Estou pensando.

— No tio Jun? — Sorriu arteiro, mesmo tendo apenas seis aninhos, não era bobo de não perceber o nervosismo do seu pai perto do seu professor. — Por que o papai não chama o tio Jun para visitar a gente?

— E por que eu faria isso?

— Porque você quer beijar o tio? — falou com falsa incerteza, deixando o adulto indignado com tamanha ousadia.

— Ah, mas você está muito atrevido hoje, garoto! — Pegou o filho no braço, jogando-o em seu ombro enquanto caminhava para o banheiro e sentia o garoto bater em suas costas querendo descer. O safado fingia não gostar, mas chegava a gargalhar de tanto rir. — Escova os dentes rapidinho que estamos atrasados, ok?

Deixou-o no banquinho que tinha em frente à pia do banheiro, o qual auxiliava o pequeno a alcançar a altura do espelho.

— É por isso que o papai parece triste? Por que não vai dar tempo de conversar com o tio Jun?

— Mas que pestinha!

Apertou as bochechas de Xuxi com uma mão só, imitando um arg irritado antes de deixar um beijo no nariz do filho e mandá-lo mais uma vez escovar os dentes.

Não poder conversar com Junmyeon, mesmo que por apenas cinco minutinhos, realmente era triste. Mas triste mesmo era ver que ele era tão óbvio, que até uma criança de seis anos conseguia perceber sua paixonite pelo Kim.

 

• ────── ✾ ────── •

 

Se Yixing se achava muito bobo apaixonado por Junmyeon, agora ele tinha certeza. Porque essa era a única explicação para achar um homem adulto fantasiado de coelhinho a coisa mais adorável do mundo. Bem, a segunda coisa mais adorável do mundo, já que nada superava o seu Xuxi. Que vergonha de pai se sentia por pensar, mesmo que por um segundo, em colocar alguém acima do seu filho!

— Bom dia, Xuxi! Bom dia, Yixing — cumprimentou os dois com um sorriso largo e um abraço carinhoso no pequeno. Eita inveja Yixing sentia daquele guri! — Atrasados de novo, espero que não tenha acontecido nada dessa vez.

Junmyeon se referia ao dia em que chegaram atrasados por um descuido de Yixing. Este havia se distraído com as tagarelices do filho — já era desastrado com toda sua atenção em uma coisa só, imagina dividida! — e acabou cortando o dedo. O Kim percebeu o curativo minúsculo na mão do chinês e, bobo como era, é claro que ganhou o dia com o pedido do professor para que fosse mais cuidadoso.

E novamente estava ganhando outro dia com aquela fantasia fofinha e a preocupação alheia sobre si.

— O papai estava pensando demais hoje — comentou Xuxi, rindo contido, e saiu correndo para sua sala ao ver o pai fuzilá-lo com os olhos.

— Está tudo bem? — Junmyeon perguntou tão preocupadinho que ficou difícil Yixing não suspirar!

— Está sim. Nem tanto, porque estou atrasado para o trabalho de novo.

— Oh, desculpa te prender aqui.

— Não, não! Foi totalmente culpa minha.

E lá estavam os dois novamente desperdiçando a chance que tinham de falar sobre algo realmente importante, descobrir mais alguma coisinha sobre o outro ou ainda simplesmente ter uma conversa normal. Era sempre assim e ambos suspiraram ao mesmo tempo, um tanto envergonhados por serem tão desastrados. E distraídos, pois nem um nem o outro percebia que causava o mesmo constrangimento do qual sofriam e ficavam daquele jeito, envergonhando-se por bobagem.

— É… eu preciso ir — Yixing interrompeu o silêncio, coçando a nuca em pura vergonha. Ah, droga, estava agindo feito um adolescente novamente!  — Bom trabalho, professor Junmyeon.

— Eu já disse para me chamar apenas de Junmyeon, Yixing. — Sorriu bonito, brincando com os polegares por puro nervosismo. Novamente não teria coragem de falar algo a mais. — Bom trabalho também. E até mais tarde.

— Até.

Mais tristonhos que cachorro esperando o dono — ou coelho sem cenoura, no caso de Junmyeon —, cada um seguiu seu caminho, arrastando-se sem ânimo algum para seus respectivos trabalhos.

O Kim logo recuperou suas energias ao novamente encontrar seus pequenos e pegar as tintas para transformá-los em filhotes de coelho; já Yixing, este se perdeu em pensamentos, enquanto lia mais algumas receitas de remédios dos seus clientes.

 

• ────── ✾ ────── •

 

Tomado pela ideia de que só veria Junmyeon novamente dentro de quatro dias por conta do feriado — não sabia ao certo se agradecia por isso ou lamentava —, Yixing decidiu ser hora de tomar uma atitude. Ah, dane-se sua vergonha, seu medo de levar um fora daqueles e o fato de que, depois daqueles quatro dias, teria que continuar vendo Junmyeon toda manhã, independentemente do que recebesse como resposta!

Era melhor do que passar o ano inteiro suspirando pelos cantos, certo? Certo.

Esperou batendo o pé no chão pelo momento em que o ponteiro em seu relógio marcaria exatamente as 17h e poderia, enfim, sair da farmácia. Praticamente correu dali até o mercado mais próximo, receoso de se atrasar demais para buscar Xuxi na escola e encontrá-lo chorando lá, ou ainda causar uma impressão contrária à que queria passar para Junmyeon; e quase arrancou os próprios cabelos ao ter que enfrentar uma fila danada para pagar um negocinho só!

Chegou em frente à escola mais suado que tampa de chaleira e para sua surpresa, que não deveria ser surpresa alguma, pois Xuxi nunca negou amar seu professor, o garoto estava rindo enquanto conversava com o Kim como se nem se importasse se o pai o iria buscar ou não. E Yixing queria ter achado aquilo um absurdo, uma calúnia, uma traição!, mas tudo o que conseguiu fazer foi suspirar, meio cansado, meio bobo, e se aproximar deles com um sorriso abestalhado no rosto.

Seria pedir demais ver aquela cena todos os dias?

Como já era de costume, o garoto saiu dos braços do professor assim que viu o pai e correu para os deste, abraçando-o apertado com toda a saudade que tinha por terem passado todas aquelas horas separados.

— Olha, papai, olha o que o tio Jun fez! — gritou animado, apontando cada marquinha que tinha no rosto que o deixavam, juntas às orelhinhas de coelho que agora tinha na cabeça, parecendo um dos bichinhos. O mais fofo deles. — Também ganhei um ovinho!

— Parece que encontramos um amiguinho para o Usagi. — Riu, deixando o garoto no chão e entregou a ele uma das bolsas que trazia. Sabia que o menino morreria de ciúmes se não ganhasse nada. — Só pode comer depois do jantar, entendeu?

Com os olhinhos brilhando depois de ver a caixinha de chocolates em formato de coelhinhos em suas mãos, Xuxi concordou sem questionamentos, mais animado do que nunca com a ideia de voltarem para casa logo e finalmente jantarem. Mas antes de seguir seu caminho, Yixing dirigiu seu olhar ao professor, que os observava com um sorriso mínimo no rosto e ficou um tanto desconcertado ao ser pego no flagra.

E lá estavam eles agindo feito dois bobos de novo…

— Bem, isso aqui é pra você. — Ergueu diante do Kim uma bolsinha enfeitada com vários ovinhos de Páscoa que continha um coelho de pelúcia dentro, junto a um único e pequeno ovo em suas patinhas. Lembrava bem que Junmyeon havia comentado não gostar muito de chocolate uma vez.

— Sou eu quem dou chocolates hoje, Yixing. — Riu, duvidoso se deveria aceitar ou não. Não queria se iludir sem motivos.

— Mas deve ser triste passar o dia inteiro presenteando as crianças e não receber nada em troca.

— Eu não gosto de chocolate.

Yixing quis morrer e Junmyeon, sair correndo. O que ele estava fazendo?! Havia esperado três meses inteirinhos para ser percebido pelo pai favorito dos seus alunos e agora estragava tudo! Na primeira vez em que Yixing percebeu que estava tristonho e tentou animá-lo, meses atrás, havia morrido de amores antes de dormir e agora, que recebia um presente todo fofinho, colocava tudo a perder!

Quanto custava fingir amar chocolate e simplesmente aceitar? Comeria até quiabo — aquela praga verde que tanto odiava — se o chinês lhe desse e agora fazia um drama danado por causa de um docinho enjoativo, mas que engoliria com a maior felicidade do mundo por ter sido escolhido pelo Zhang apenas para ele.

— Mas você adora café, por isso escolhi esse sabor. E tem a pelúcia, quero dizer, você gosta de coelhos, certo? Até está vestido como um. — Yixing, coitado, embolou-se tanto nas palavras que preferia ter ficado calado, pegado Xuxi pelo braço e saído correndo dali. Passaria menos vergonha se agisse feito louco. — Olha, não precisa aceitar, tudo bem.

— Não, não! Eu quero! Eu adoro café, sério, você sabe, comentei uma vez. E amo coelhos, até tenho uma fêmea muito fofinha, a Luna, e acho que ela combinaria muito com o Usagi, quem sabe um dia eu possa levá-la na sua casa para eles se conhecerem. Não que eu esteja me auto convidando… enfim. Me dá o chocolate. — Junmyeon falou tudo tão rápido e bagunçado que Yixing lhe entregou a bolsa quase com medo, fazendo ambos voltarem a ficar em silêncio, olhando para tudo quanto era canto, exceto o rosto alheio. — Eu não tenho nada para te dar, desculpa.

— Está tudo bem, não precisa. — Sorriu nervoso, ainda queria sair correndo dali.

— Mas, sabe, a gente poderia sair qualquer dia desses.

Junmyeon falou aquilo tão, mas tão baixinho que Yixing achou ter ouvido errado. Estava mesmo sendo chamado para sair, tipo, sair com Kim Junmyeon? E se estivesse entendendo tudo errado e passasse a maior vergonha ao imaginar coisa demais naquela frase e ser só um agradecimento pelo presente fracassado?

— Sair, tipo, um encontro? — perguntou sem nem perceber, quase morrendo depois. Parecia não saber parar de passar vergonha!

— É, tipo um encontro.

Com uma coragem que nem sabia de onde havia tirado, Junmyeon se aproximou de Yixing apenas o suficiente para deixar um beijinho em sua bochecha, sorrindo ao ver a cara de espanto do chinês. Acontece que havia sentido as mãos trêmulas dele ao pegar o presente e, deixando a razão de lado por um instante, decidiu por tomar uma atitude.

Pelo menos só o veria novamente dentro de quatro dias e, ah! Dane-se sua vergonha, seu medo de levar um fora daqueles e o fato de que, depois daqueles quatro dias, teria que continuar vendo Yixing todas as manhãs, independentemente do que recebesse como resposta. Era melhor do que continuar suspirando com cada coisinha que ele fazia e dizia, certo? Com cada sorriso gentil antes de se despedirem e aquele brilho tão bonito nos olhos quando finalmente reencontrava o filho de tardezinha. Já havia passado tanta vergonha mesmo…

E sim, Junmyeon estava certo. E teve ainda mais certeza disso ao ter sua mão livre segurada pela de Yixing e seus lábios colados aos dele em um beijo tão carinhosinho que quase o matou do coração. Assim tão de pertinho, conseguia finalmente perceber que o peito do Zhang estava tão afobado quanto o seu.

— Isso é melhor que qualquer chocolate. — Riu Yixing, ao desgrudar seus lábios e sentir Junmyeon devolver o aperto em sua mão.

— Tenho certeza de que sim.

Trocaram mais um selinho e riram, só então percebendo que eram dois bobos apaixonados há muito tempo e não haviam notado por serem inseguros demais e covardes demais para fazer alguma coisa.

— Finalmente o papai tomou coragem de beijar o tio Jun! — Xuxi exclamou animado, chamando a atenção dos dois. — Agora o papai pode chamar o tio Jun pra morar com a gente.

— Xuxi! — Yixing o repreendeu morto de vergonha, o que fez Junmyeon rir alto e o Zhang esconder seu rosto entre as mãos, novamente com vontade de sumir.

As coisas até poderiam estar finalmente andando entre eles, mas Yixing estava muito enganado se achava que isso significaria também o fim de suas vergonhas na frente do professor legalzinho, bonitinho, fofinho e todos os adjetivo com um inho no final — que agora ele tinha certeza serem de puro afeto — do seu filho.


Notas Finais


Se chegou até aqui, deixa um comentariozinho e anima uma ficwriter entediada na quarentena.
Obrigada por ler, cuidem-se e fiquem em casa fazendo o que gostam e se mantendo muito bem protegidos.
Abraço apertadinho! ❀


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