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História Melhores amigos - Scorbus - Capítulo 1


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Notas do Autor


Estou postando essa one porque ela estava engavetada a um tempo.
Inspirada numa fanart de Scorbus que vi um dia...
Eu sei que tenho fics para atualizar (três, por sinal kk), mas não me matem...
Espero que gostem, aguardo a opinião de vocês no final <3
Boa leitura ^^

Capítulo 1 - Capítulo Único


 

Eu gosto de você,
E gosto de ficar com você,
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo é o meu amor...

- Marisa Monte

 

 

















    — Eu ainda não consigo te entender! Somos melhores amigos a quatro anos, Albus, e você continua incompreensível como sempre!

    — Não é culpa minha que você resolveu convidar Rose para ir à Hogsmeade!

    Scorpius ergueu as sobrancelhas demonstrando surpresa:

    — Ah, é? Então é por isso que está revoltado?! Só porque convidei sua prima para sair? Está querendo ser o super-protetor, é? Está com medo de eu, talvez, ter outras intenções com ela?!

    Albus sentiu seus olhos lacrimejarem mas não respondeu; então virou o corpo, indo até a sua cama e começando a tirar os sapatos com fúria. Mas Scorpius continuou falando:

    — Eu passei os quatro anos da minha vida aqui em Hogwarts tentando convencê-la de sair comigo. Por que, justamente hoje, você resolveu explodir, hein?! E se eu resolvesse sair com qualquer outra garota, o que você faria?! Iria bater os pés na frente da escola inteira assim como fez hoje? Qual é o problema, Albus?! Me diz!

    Albus bufou em frustração e começou a arrumar a sua cama, então resolveu respondê-lo:

    — O problema é simplesmente pelo fato dela dizer “sim”, esse é o problema, Scorpius. Você, assim como disse, passou todos esses anos pedindo para sair com ela, e ela sempre recusava. Mas hoje, e nem Dumbledore sabe o motivo, ela resolveu aceitar!

    Scorpius resolveu imitar o amigo. Começou a tirar os sapatos e ajeitar sua cama. Afinal, já estava de noite e estava quase na hora de dormir.

    — E por que é que você se importaria?! — retrucou Scorpius. — É a minha vida, Albus, eu sei cuidar de mim mesmo e aposto que Rose sabe muito bem o que fazer da vida dela! Ela já saiu com milhões de caras e você nunca se zangou. Por que você resolveu ficar  bravo? Está com medo que eu machuque a sua priminha, é?

    Albus afundou seu corpo em sua cama. Estava sem sono mas queria fazer de tudo para acabar com aquela discussão. Ele não gostava de ver Scorpius furioso.

    — Eu não ligo a mínima para Rose. — falou, pela primeira vez, com a voz baixa. — Estou preocupado é com o fato do que ela pode fazer com você, e não com o que você pode fazer com ela. Você tem um coração bom, Scorpius, e tenho medo de que ela talvez possa… — e se recusou de completar vendo que, caso continuasse, ele falaria coisas que não devia. Mas não havia volta.

    O semblante raivoso de Scorpius se neutralizou. O que é que Albus iria falar caso continuasse?

    — Ela possa fazer o quê? — perguntou Scorpius com a voz calma e rouca.

    Albus suspirou e deitou seu corpo sobre a cama, se cobrindo com a coberta. Não queria mais falar com Scorpius naquele dia.

    — Ela pode o quê? — tornou a perguntar Scorpius.

    Sentindo o peso e o calor do amigo sobre sua cama, Albus fechou os olhos, não querendo ver nada.

    — Me responda, Albus.

    O moreno engoliu em seco.

    — Não é nada. — disse Albus rouco, talvez toda aquela gritaria tivesse acabado com sua garganta. — Esquece…

    — Só vou parar de perguntar se me responder! — avisou Scorpius.

    Mas Albus continuou calado. E Scorpius enrugou a testa, parecendo compreender a atitude do melhor amigo.

    — Por Dumbledore, Albus! — e prendeu a respiração, animado com a ideia. — Está com ciúmes?!

    — Não. — mentiu.

    Scorpius começou a rir sem acreditar que seu melhor amigo estava tendo uma crise de ciúmes por causa da própria prima, na qual ele nem tinha outras intenções.

    — Albus, — e suspirou profundamente para pegar o ar. — eu apenas convidei Rose para ir à Hogsmeade comigo porque eu quero mais amigos. Rose é uma menina legal e seria muito maneiro ter ela como minha amiga. Mas saiba, Albus, eu continuarei sendo seu melhor amigo. Para sempre. Não precisa se preocupar, continuaremos melhores amigos depois de tudo.

    — E se eu não quiser ser mais seu melhor amigo? — perguntou o moreno tão rápido que Scorpius teve de ficar um tempo em silêncio para poder escutar tudo com clareza.

    O sorriso do Malfoy murchou:

    — Está insinuando que não gosta mais de mim? Não quer ser mais meu amigo porque eu não sou um cara maneiro como você? Eu pensei que eu fosse um bom amigo, Albus… — revelou, a voz demonstrando um fio de angústia.

    — Não, não é isso, Scorp. — Albus suspirou. — É que… — e levantou o tronco, abrindo seus olhos finalmente, percebendo que os de Scorpius estavam excessivamente brilhantes. — Eu não sei se melhores amigos fazem isso.

    Ficaram segundos em completo silêncio; Scorpius esperava, parado e calado, o que “isso” queria significar, esperando que Albus o dissesse logo; mas Albus só não mostrava porque não tinha a coragem. Não era tão corajoso quanto seu pai, afinal.

    — “Isso” o quê? — perguntou Scorpius quebrando o silêncio

    Albus impulsionou seu tronco num movimento quase involuntário para a frente, e Scorpius foi surpreendido por um beijo que só não durou muito tempo pois o loiro se afastou, um movimento quase impulsivo. Estava surpreso com o que seu melhor amigo havia acabado de fazer.

    “Parabéns, Albus, acabou de acabar com sua única amizade.” pensou Albus sentindo seus olhos se encherem de água. Fez impulso para sair da cama e sair correndo para sabe lá onde, mas Scorpius foi mais rápido: ao perceber que Albus se afastaria dele, o loiro segurou seus dois pulsos com suas mãos, forçando o amigo a não dar nem um passo.

    Antes que tivesse tempo para absorver todas as informações, Albus foi obrigado a voltar a se sentar em sua cama; Scorpius havia impulsionado o corpo de Albus para onde ele bem queria, já que o segurava fortemente pelo pulso.

    Sem ter tempo para protestar, Albus teve seus lábios tomados por um beijo devagar e abafado. Queria se livrar daquelas mãos que bloqueavam qualquer movimento do moreno; queria, também, perguntar para o melhor amigo o que diabos ele estava fazendo. Mas não conseguiu falar nada; os beijos que Albus recebia na boca abafavam qualquer palavra.

    Scorpius tinha os olhos fechados enquanto os de Albus estavam abertos pelo choque. O corpo do Potter estava tenso, porém, ao Scorpius afrouxar o aperto do pulso, seu corpo relaxou, e ele correspondeu ao beijo com tanta intensidade que Scorpius não conseguiu reprimir um gemidinho de surpresa.

    De repente, o ar em seus pulmões desapareceu, e eles foram forçados a quebrar o beijo para poder respirar. Scorpius abriu os olhos ofegante quando suas bocas se separaram, apenas um filete de saliva ligando seus lábios. Olhou diretamente para os olhos verdes do melhor amigo cujas pupilas estavam intimamente fixas nas suas.

    Enquanto recuperavam o fôlego, ambos sorriram com o que haviam acabado de fazer, querendo repeti-lo assim que pudessem; e não tardaram a fazer: assim que conseguiram recuperar o ar, eles fizeram impulso para frente simultaneamente, mergulhando novamente num beijo urgente.

    Querendo mais contato — sentia seu corpo gritar por mais toque —, Albus apertou as bochechas de Scorpius que, empolgado com o movimento do amigo, o deitou na cama sem quebrar o beijo de forma alguma, ficando sobre o moreno .

    Repentinamente, Scorpius sentiu os lábios de Albus deixarem os seus. Albus soltou o aperto nas bochechas alheias — que estavam levemente coradas — e viu os olhos de Scorpius se abrirem ao notar a falta do toque.

    Os olhos de Albus estavam arregalados como se algo estranho estivesse acabado de acontecer. Antes que pudesse perguntar o que havia acontecido, Scorpius ouviu Albus murmurar:

— S-Scorp… acho que d-devemos parar…

    — P-Por que?

    Albus engoliu em seco, e Scorpius desceu seu olhar dos olhos de Albus, seguindo o caminho dos braços dele, vendo que suas mãos escondiam sua provável ereção. Tinha as bochechas mais vermelhas como de costume.

    — O que foi? — tornou a perguntar Scorpius.

    — Tem uma coisa estranha acontecendo comigo… argh, eu não devia ter começado  te beijar…

    Scorpius saiu de cima do melhor amigo para que pudesse ver melhor a situação dele. Albus levantou o tronco e se sentou na cama, suas mãos ainda cobrindo o volume em sua bermuda — que era justa demais para o gosto do Potter —, completamente envergonhado.

    — Acho que devemos parar c-com os beijos… — repetiu Albus.

    — Por que?

    — Porque… — e parou, suspirando. — porque sinto que, se continuarmos, eu irei...  eu irei querer mais do que apenas beijos…

    — O que é?

    — E-Eu não sei… eu nunca senti isso antes. Eu… eu sinto vontade de… de…

    — De… — insistiu Scorpius.

    Albus suspirou, seus olhos não paravam quietos. Olhavam todas as coisas do dormitório, desde que uma dessas coisas não fosse Scorpius. Estava constrangido demais para olhá-lo nos olhos.

    — De… de arrancar minhas roupas e de te tocar de todas as maneiras possíveis… — e seu rosto ficou mais vermelho do que antes, se é que fosse possível. — e-eu não sei… isso nunca aconteceu comigo antes. Eu não sei o que está acontecendo comigo…

    — Mas eu sei.

    Albus se calou, e seus olhos finalmente pararam de se mexer, fixando-se justamente nos de Scorpius.

    — Você… — começou o moreno, mas foi interrompido.

    — Vamos fazer isso.

    Albus arregalou os olhos.

    — O quê?

    — Vamos fazer isso. Vamos tirar nossas roupas e vamos nos tocar de todas as maneiras possíveis! Você sente isso, Albus… e eu também.

    — Você tamb-

    Albus se auto-interrompeu quando viu seu melhor amigo erguer os braços e retirar a sua blusa com rapidez. Não era a primeira vez que via Scorpius sem camisa, mas vê-lo daquele jeito, as bochechas rosadas, arfando pesadamente e seus lábios inchados, fazia Albus delirar.

    Scorpius subiu o quadril, ficando apoiado por seus joelhos enquanto afrouxava o cinto da calça. Albus não tardou a imitá-lo. Quando viu a calça de Scorpius ser lançada ao chão, Albus percebeu que não era o único a ter um volume considerável entre as pernas.

    Percebendo que Albus havia terminado de tirar sua bermuda, Scorpius avançou para sua boca novamente. Estava apenas de cueca e não se importava com o fato de estar seminu na frente de seu melhor amigo; afinal, Albus estava tão vestido quanto ele.

    Diferente dos anteriores, esse beijo foi mais voraz e mais repleto de paixão ainda. Ambos sentiam o membro alheio se esbarrando tortuosamente por cima do tecido, arrancando, inconscientemente, arfadas pesadas deles.

    Scorpius interrompeu o beijo e olhou para baixo quando sentiu seu baixo-ventre entrar numa explosão ardente. Havia um volume maior que o esperado em sua boxer. Albus seguiu seu olhar e sorriu ao perceber que o corpo de Scorpius estava agindo do mesmo jeito que o seu. Acariciou a parte interna das coxas nuas de Scorpius que sentiu um formigamento que era ao mesmo tempo um tanto estranho — afinal, nunca tinha tido aquela experiência —, mas ao mesmo muito bom. Afinal de contas, ele e Albus eram melhores amigos, e eles confiavam um ao outro para aquele tipo de coisa.

    Num movimento involuntário (ou talvez não fosse tão involuntário assim), Scorpius apertou o membro de Albus por cima do tecido, sentindo-o estremecer e gemer baixinho. Albus levou as mãos à boca logo em seguida ao perceber que havia produzido um ruído que nunca havia feito antes. Scorpius se surpreendeu com o som, querendo ouvi-lo de novo; mas o único jeito que ele tinha para ouvi-lo mais uma vez era fazendo o movimento novamente. E ele fez.

    Albus gemeu roucamente de novo. Não era um garoto capaz de conseguir esconder seus prazeres, afinal. Scorpius, por outro lado, não tirava seus olhos do rosto de Albus, se surpreendendo com as reações inesperadas que arrancava dele, querendo estudar cada detalhe de seu rosto; cada sarda, cada pinta e cada marca de nascença. Albus era tão lindo, ainda mais quando seu rosto estava levemente corado, as sobrancelhas franzidas em prazer e inexperiência, e suas mãos cobrindo seus lábios inchados, tal a grande quantidade de ósculos que trocaram a poucos minutos.

    Ambos sentiam seus corpos queimando e implorando por mais, então, embora estivesse envergonhado, Albus retirou sua boxer o mais rápido possível, sem pensar, se arrastando para o outro lado da cama e abraçando suas pernas logo após, tentando esconder sua intimidade.

    Mas que ideia estúpida, afinal, de tirar a única peça que cobria seu pênis. A sua peça mais íntima...

    Albus abriu os olhos sem se dar conta de que tinha fechado-os, e percebeu que a boxer de Scorpius havia sumido também; Scorpius estava tão nu quanto ele, embora o loiro estivesse menos envergonhado que o Potter ao ponto de deixar suas pernas abertas, seu membro enrijecido.

    Tentava manter contato visual com Scorpius, mas era difícil olhá-lo nos olhos quando ele estava completamente nu; seu olhar, sem que ele se desse conta, descia para a parte mais íntima do melhor amigo, mas ele voltava a mirá-lo diretamente, torcendo para que Scorpius não percebesse que, de vez em quando, seus olhos escorregavam para seu membro que era tão chamativo que Albus chegava a ouvi-lo chamando seu nome.

    Sem conseguir se conter, Scorpius girou seus dedos sobre seu próprio pênis, masturbando-o devagar enquanto mantia contato visual com o melhor amigo, que já havia desistido de fingir que não olhava para seu membro.

    — Isso é o que melhores amigos fazem quando crescem, certo? — perguntou Albus erguendo os olhos, a voz rouca.

    — É… — concordou Scorpius sem deixar de movimentar, sentindo seu peito aquecer. — É, eu acho que sim…

    E eles sorriram, sem imaginar que eram tão “amigos” ao ponto de fazerem uma coisa daquelas. Afinal, eles não eram amigos. Eles eram melhores amigos; ou é o que eles achavam até então.

 

 

 

 

 

{♡}

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Qualquer erro me chamem!
Críticas construtivas são sempre bem-vindas..
Com amor,
Clara
~ ♡


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