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História Melted ; hyunin - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


atualizando essa hora porque eu simplesmente esquecikkkkkkkkkk
finge que nao aconteceu gente!!!
o dia hoje foi tão nada a ver que rolou ne
enfim
o que importa é que eu estou de volta!!!
está curtinho, mas o que vale é a intenção

boa leitura!

Capítulo 6 - Seungmin, o carente; Felix, o fofoqueiro


Fanfic / Fanfiction Melted ; hyunin - Capítulo 6 - Seungmin, o carente; Felix, o fofoqueiro

Os treinos com Hyunjin ainda não haviam começado. Como um acordo de contratempo, já que, segundo ele, eu não sabia nada sobre figure skating, eu deveria aprender várias teorias antes de começarem as práticas na pista de gelo. Aquilo incluía saber como surgiu o nome de algumas técnicas, aulas de ballet, exercícios de academia específicos para fortalecer o corpo etc. Fizemos isso no vestiário da arena mesmo, já que não havia necessidade de um quadro e várias fórmulas matemáticas ou anotações longas. Eu apenas escutava e escrevia tudo na minha agenda escolar totalmente esquecida até então.

Depois de muitas pequenas aulas, o cronograma de treino físico estava quase fechado, e só aconteceria quando eu abandonasse o time de hóquei. A minha estratégia para sair do time estava montada, então só bastava seguir com o que eu havia planejado. Primeiro eu teria que soltar alguma frase de desgosto durante uma conversa com Jisung ou Changbin para saber qual seria sua reação. Se ela fosse boa ou até mesmo neutra, então seria a brecha perfeita para pedir minha saída – demissão – do time.

Estava ocorrendo uma feira de artesanatos e comidas nacionais e internacionais perto do rio Han naquele fim de semana. Jisung havia marcado mais um encontro com o time, mas desta vez era só mais um encontro mesmo, pra descontrair. Eu achei a ideia perfeita, até porque eu precisava por meu plano em prática. Eu poderia fazer igual nas outras vezes e fugir para ficar dançando no gelo, mas o momento era perfeito demais para eu faltar, até mesmo Seungmin iria para matar a saudade.

Falando no bonito, ele apareceu depois de mais quatro dias. No total uma semana. Nós usaríamos aquele encontro para conversar sobre tudo o que acontecera enquanto ele estava fora, e eu esperava que ele tivesse muita coisa pra contar. Ficar uma semana sem meu amigo foi um desastre emocional pra mim, já que eu não tinha mais ninguém pra conversar sobre alguns assuntos.

De frente para o meu guarda-roupas eu procurava alguma vestimenta não muito formal, mas nem muito desleixada, para a ocasião em questão. Analisei e analisei minhas camisetas, calças, bermudas… 

No fim, meu traje não era o mais apropriado para aquele horário, que estava bem frio, típico depois de um dia que faz uma pessoa quase derreter, mas eu estava tranquilo. A brisa gélida das sete da noite batia contra meus braços parcialmente descobertos – eu havia escolhido uma blusa de manga curta – e eu coloquei minhas mãos nos bolsos da calça jeans simples.

Andando até o ponto de ônibus eu me perguntava como eu faria pra chamar Jisung ou Changbin em particular e conversar de uma forma que eu não os chateasse. Seria perfeito demais se isso ocorresse, então tentei buscar as palavras certas para eles se chatearem no ponto de apenas não olhar na minha cara pelo resto do passeio.

Respirei fundo, cansado daquilo.

Se eu não tivesse entrado naquela maldita arena e visto aquele post na página de Hyunjin, aquilo não estaria acontecendo. Mas se não estivesse acontecendo, eu ainda estaria sufocado com a ideia de permanecer fazendo algo que eu não queria mais. Felix havia deixado claro pra mim isso, assim como o próprio Hyunjin. Eu não podia simplesmente desistir de tudo agora que meus sonhos, pelo menos um deles, estava se tornando real.

Assim que cheguei na ponte onde Jisung havia marcado com os garotos, avistei uma parte do grupo reunida perto de uma barraquinha de tteokbokki. Nem Seungmin tampouco Jisung e Changbin estavam por ali. Acenei para os garotos quando me aproximei e me dirigi para a ponte para caçar algo doce para comer. Estava com saudades de um bolo de chocolate, e rezei para uma alma bela estar ali vendendo.

— Jeongiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiin!

Arregalei os olhos, virando para trás, e vendo a figura de um Seungmin muito emocionado correndo em minha direção. Não havia dado tempo para pensar muito, pois o garoto havia pulado com tudo no meu tórax ao me dar um abraço apertado, fazendo com o que instantaneamente eu perdesse o equilíbrio e caísse no chão junto com ele. Algumas pessoas nos olhavam torto e o time, a poucos metros, davam gargalhadas, mas Seungmin não se importava nem um pouco com aquilo.

O garoto chorava em alto som agarrado em meu peitoral. Eu, ainda de olhos arregalados e com o coração acelerado pelo susto, apenas observei e o esperei se acalmar um pouco. Eu não o julgava, pois sabia de sua pequena carência em relação a mim quando ficávamos muito distantes. Areum vinha em nossa direção, e eu a lancei um olhar de socorro, mas a garota apenas começou a rir e se distanciou como se não nos conhecesse.

Choraminguei por dentro.

— Hey, Seungmin, estão todos olhando – eu disse baixo enquanto ele ainda chorava em mim. — Me solta, cara.

— Não ligo! – a frase soou como uma criança de três anos que implorava pra mãe não a deixar na creche. — Eu te amo muito e tava morrendo de saudade!

Senti meu rosto esquentar, pois não era todo dia que eu recebia aquele tipo de declaração. Eu sabia do grande amor – de amigo, claro –, que Seungmin sentia por mim e era totalmente recíproco, então me permiti sorrir um pouco diante daquela situação constrangedora. Fiz um carinho no topo da cabeça castanha, e o abraço se intensificou.

— Eu também te amo muito, mas eu quero me levantar – eu disse me sentindo um pouco sem graça. — Seungmin, por favor.

Como uma criança que recebia um não, Seungmin me soltou a contragosto e me ajudou a levantar. Ele começou a andar a passos pesados na direção em que Areum havia ido e eu fui atrás dele.

— Você desapareceu – iniciei outra conversa esperando que ele não tivesse ficado bravo. Eu o olhava de canto, voltando a colocar as mãos nos bolsos. — O que aconteceu?

Seungmin suspirou.

— Foi tudo pior do que eu pensei – ele sorriu triste pra mim. — Meus pais quase me mataram, você sabe como eles são. No final, as duas famílias fizeram um acordo de todo mês ficarmos em uma casa diferente, dando preferência para a de Areum, claro, pois as coisas do bebê ficarão quase todas lá – ele explicou e eu assenti. — Os pais de Areum tiraram um grande dinheiro da conta deles pra refazer o quarto dela.

Franzi o cenho.

— O seu vai ser refeito também?

— Talvez, mas só com o necessário – deu de ombros. — Fiquei sumido porque fiquei tendo aulas de como me comportar quando a família de Areum viesse conhecer o bebê e tudo mais. Até como me portar no batizado eu tive que aprender.

Eu sorri.

— Acho que eles estão com mais medo do que vocês dois – eu concluí. — Não tenho nenhuma das duas experiências pra dizer se eles têm razão ou não.

— Eles têm razão, afinal, não se trata apenas do meu futuro e de Areum, também há outra pessoa nessa história, no caso o neto deles – o garoto passou a mão pelas madeiras castanhas. — Eu ainda tô assustado, mas no fundo sinto uma coisa muito boa. É estranho.

Avistamos Areum provando alguns petiscos salgados em uma das barraquinhas no meio da ponte. Ela conversava animadamente com a vendedora, que de repente fez um carinho em sua barriga, que já começava a ficar visível. A garota deveria estar levando a sério demais se alimentar muito para o bem do bebê. Seungmin, preocupado, correu até ela e lhe deu um pequeno sermão. Fiquei assistindo os dois, aos risos. O garoto não sabia como dar uma bronca em alguém, sequer ficava com raiva explosiva de uma hora pra outra. O resultado foi ele implorando para que Areum parasse de comer tanto e a garota rindo dele junto com a dona da barraquinha.

Areum não quis nos acompanhar na conversa, até porque ela deveria estar ali pra se esquecer de tudo o que estava acontecendo. Bem, pelo menos um pouco. Eu olhava para trás diversas vezes e tive que inventar a desculpa de que Jisung havia marcado mais um encontro com o time para discutir, embora ele apenas quisesse descontrair um bocado. Seungmin confessou que estava com saudades do time.

Eu inventei uma desculpa para que pudesse me afastar dos dois. Seungmin, mesmo desconfiado, acabou cedendo e pedindo, diga-se implorando, para que eu não demorasse muito. Não garanti que o pedido dele fosse ser realizado, até porque dependia de mim demorar muito ou não. E eu não fazia ideia se minha conversa com o capitão do time ia ser curta ou longa. Me distanciei dele aos poucos, andando de volta para o início da ponte, onde os garotos do time ainda aguardavam a chegada do capitão.

Jisung chegou apenas meia hora depois do combinado, o que rendeu diversas reclamações dos garotos que, assim como eu, havia chegado na hora. O capitão se desculpou diversas vezes até que decidíssemos que estava de bom tamanho – nós demos boas risadas da face brava que tomara conta do rosto do Han.

O grupo passeou durante um tempo entre as barracas de artesanato. Eu estava apenas esperando a deixa para chamar Jisung e o acompanhava em todos os pontos aos quais ele se dirigia. Os garotos não saíam de cima do capitão, e no momento em que ele estava mais sozinho, estava com mais três em sua volta conversando sobre suas namoradas de lingerie. Eu me senti um pouco sem graça no meio dos quatro, e quando os outros três se distraíram, pensei que eu não poderia ter outra oportunidade.

— Hyung – eu chamei e ele franziu o cenho. Não era toda hora que eu o chamava formalmente. — Será que podemos conversar?

Minha ideia estava indo por água abaixo com aquele início, porém não tive escolha. Afinal, Hyunjin estava contando com minha saída para podermos dar início aos treinos práticos. Com a mão no coração, a grande decisão da minha vida estava prestes a ser tomada. Jisung ficou me olhando de canto enquanto eu o praticamente arrastava para longe da ponte, desviando várias vezes das pessoas que vinham na direção oposta. Parei quando chegamos em um local mais vazio.

— Conversar sobre...? – ele perguntou como se não aguentasse mais esperar. Eu sabia o quão ansioso ele era pra saber das coisas, e num momento como aquele eu não poderia julgá-lo. — Jeongin, você está estranho.

Apertei os lábios numa careta desgostosa.

— É que o que eu tenho pra falar não é muito bom, sabe? – cocei a nuca, sorrindo sem vontade. — Espero que não fique com raiva de mim.

Jisung arqueou as sobrancelhas e cruzou os braços. Aquilo significava que ele já estava irritado.

— Se é tão ruim assim, deveria ter me falado antes – seu tom de voz denunciava que ele estava tanto irritado quanto preocupado. — Desembucha.

Engoli a seco.

— Bem antes – eu falei mais pra mim do que pra ele. O olhei nos olhos, lembrando-me das palavras diretas e honestas, mas simples, que eu tinha organizado na frase perfeita pra por um fim naquilo tudo. Juntei todas as forças que eu tinha e torci para que minha voz não tremesse.— Jisung, eu quero sair do time.

Por um momento eu achei que ele fosse me dar um soco, ou começar a gritar, ou talvez até mesmo ir até uma das barraquinhas de comida e a destruir, causando um caos. Mas Jisung não era assim, ele não era capaz de matar uma mosca sequer porque tinha pena. Ele apenas continuou me olhando nos olhos e eu nos dele. Não desviei meu olhar nem por um segundo. Depois de um tempo, Jisung abaixou a cabeça numa expressão exausta. Ele pôs a mão em cima dos olhos e a deslizou até a franja crescida, onde tentou a afastar do rosto, completamente em vão.

— Há quanto tempo você–

— Desde muito tempo – eu o cortei e confessei tudo o que estivera acontecendo comigo nos últimos anos. Eu fechei meus olhos, rendido à situação. — Me perdoe, Jisung, por favor!

Jisung suspirou.

— Por que não fez isso antes? – ele quis saber, seu tom ganhando uma forma muito chateada, e eu me senti mal. — Poderia ter poupado todo esse estresse, sabia? Não só por você, mas por todo mundo. Agora estamos sem atacante e sem defesa.

— Eu também pensei que seria muito ruim se eu saísse logo depois de Seungmin, mas eu não estava aguentando mais – senti minha garganta sinalizar um possível choro. — Sei que vai ser difícil achar dois substitutos pra nós dois, mas o ano letivo está prestes a começar de novo e–

— Tenho consciência disso – Jisung foi mais severo dessa vez. — Ok, que seja. Lhe desejo boa sorte, seja lá com o que você for fazer.

Ele passou por mim a passos rápidos, como se minha presença fosse tóxica. Acompanhei seu andar até onde os outros três garotos estavam e depois desviei para os meus pés. Abracei meu próprio corpo e fiquei alguns minutos parado ali, pensando no que eu havia feito. Agora era o fim, certo? Eu estava finalmente livre pra fazer o que eu bem sonhava, não é? Hyunjin estaria orgulhoso de mim, pelo menos, e Felix o mesmo.

Só voltei para a ponte quando vi que o time havia se afastado dali direto para as barraquinhas de comidas internacionais. Andei, quase correndo, por eles na esperança de que não notassem minha presença e me enfiei numa pequena multidão que ia em direção ao limite da ponte. Avistei Seungmin e Areum conversando naquele ponto em um pedaço que não estava tão cheio e me dirigi até ali a passos lentos.

— Até que enfim você apareceu – Seungmin reclamou cruzando os braços. — Onde você se enfiou?

Sorri sem graça.

— Ele não parava de falar de você – Areum reclamou dando um peteleco na têmpora do, agora, noivo. — Me dêem licença, vou para as barraquinhas de artesanato.

Dei graças que ela decidira aquilo para que eu pudesse ficar sozinho com meu amigo. Eu gostava de Areum, claro, mas eu gostava de Seungmin muito mais. Só que mais importante que esse fato era que eu precisava da presença dele pra me acalmar um pouco.

— Acabei de sair do time – confessei.

— Já estava na hora.

Minha expressão morreu naquele instante. Olhei para Seungmin, que agarrava a madeira da borda da ponte como se a qualquer instante alguém fosse empurrá-lo para cair na água. Prendi a respiração, abri e fechei a boca várias vezes tentando dizer alguma coisa.

— Eu sabia que você iria fazer isso uma hora ou outra, In – ele me olhou com um semblante triste. — Queria muito saber porquê, mas não posso te obrigar a me dizer.

Seungmin não estava fazendo chantagem emocional com aquela frase, não. Ele apenas queria enfatizar que eu poderia confiar nele de corpo e alma, e não era como se eu fizesse o contrário. Minha consciência me mandava contar tudo o que estava me atormentando, abraçá-lo e chorar em seu ombro até que eu cansasse e me sentisse melhor. Mas não. Para mim ainda não estava no momento para aquilo, então eu iria permanecer guardando aquele segredo.

— Algum dia eu te conto – eu disse olhando em seus olhos gentis. — Eu prometo.

Nem eu nem Seungmin dissemos mais alguma coisa. Eu apenas deixei meu corpo absorver toda a paz que o garoto exalava. Incalculável era a saudade que eu tinha de quando não tínhamos tantos problemas e apenas ficávamos até tarde brincando de lego ou andando de bicicleta pelas ruas do bairro. Não existia outra pessoa que pudesse me fazer sentir daquele jeito que não fosse Seungmin, e eu sabia que jamais iria existir – até hoje nunca apareceu.

Areum ligou para Seungmin dizendo que estava na hora dos dois voltarem para casa, no caso a casa da própria garota. Me despedi do meu amigo com um abraço forte e um afago nos cabelos, como se fôssemos pais um do outro. Era engraçado pensar naquilo e no fato de que Seungmin seria pai em alguns meses. “Se cuida”, ele disse antes de se afastar de mim, e eu pedi o mesmo.

Fiquei mais algum tempo ali refletindo sobre aquela noite. A ausência de Seungmin fez a tristeza e a culpa voltarem. Será que Jisung conseguiria mesmo achar não só um, mas agora dois substitutos?

A vibração do celular em meu bolso me tirou de meus devaneios.



 

[conversa com desconhecido]


 

Jeongin?

Boa noite.

Aqui é o Hyunjin.



 

Me surpreendi por um momento. Eu estava entre achar que Hyunjin conversava formalmente demais ou que era algum tipo de robô. Talvez os dois.



 

[conversa com Hyunjin]


 

ah, oi

 

Felix acabou de me dizer que você saiu do time.

Você falou com eles?

 

como ele soube disso?

 

Ele tem um conhecido entre os garotos, que eu saiba.

 

as notícias correm rápido…

sim, eu falei com o capitão agora de noite

eu estou fora

 

Entendi.

Eles não ficaram com raiva?

 

não sei

eu apenas falei com o capitão

mas acho que devem estar chateados

 

Sinto muito.

 

não tem problema

me sinto mais leve

obrigado

 

Consegui falar com a minha família sobre o nosso jantar.

Será na próxima terça às nove da noite.

Está bom pra você?

 

acho que sim

vou falar com meus pais

 

Certo.

Vou aguardar sua resposta.

Boa noite.

 

boa noite



 

Tudo bem. Hyunjin era um pouco estranho conversando por mensagens. Será que ele não estava acostumado a falar por mensagem? Ou será que ele falava apenas com sua equipe de treinos? Lendo e relendo a conversa, tive a conclusão de que poderia ser também alguém falando no lugar dele. Porque, no fim, Hyunjin ainda era uma celebridade do figure skating e poderia estar ocupado dando entrevistas online ou coisas relacionadas, e por isso havia pedido para alguém ficar responsável por sua caixa de mensagens.

— Ele está tímido.

Daquela vez eu não levei um susto, não. Eu me virei, dando, literalmente, de cara com Felix quase encostando o queixo no meu ombro para poder ler as mensagens no meu celular. Ele fazia uma careta estranha, analisando o que eu e Hyunjin estávamos escrevendo nas mensagens. Franzi o cenho, não gostando nada daquilo. Eu teria que passar a ter mais cuidado quando fosse sair em público se quisesse ter minha privacidade.

Felix se afastou e junto a ele estava uma pessoa que até então eu só conhecia de vista. Ele era um pouco mais baixo que eu e tinha um semblante tímido. Eu já o tinha visto em algumas revistas, mas não sabia seu nome. Ele estava de braços cruzados e olhava para os lados.

— Este é o Chris – Felix disse saindo do transe em que nós dois estávamos a pouco. — Chris, este é o Jeongin.

Chris parou de olhar para os lados e se focou em mim. Ele sorriu fraco, acenando com a mão como se não soubesse falar. Juntei as sobrancelhas numa cara de confusão. Felix havia falado em inglês com ele quando me apresentou – disso eu sabia porque ouvi meu nome no meio da frase – e cogitei ele não saber falar nosso idioma nacional.

— Oi – ele disse em sotaque carregado quando Felix o lançou um olhar mortal. — Prazer.

Levantei as sobrancelhas. Então eu estava certo. Ao ouvir o nome dele, mesmo que não fosse o completo, Christopher Bang, lembrei-me de quem ele era. Por um momento eu achei que pudéssemos estar rodeados de paparazzis pelo tanto de fama que o garoto possuía. Mas nem ele nem Felix pareciam se importar de serem pegos falando com um mero mortal como eu. Ou talvez quisessem se sentir como jovens normais tendo um passeio normal com uma pessoa normal, no caso eu.

— Oi – eu respondi.

— Você está sozinho? – Felix quis saber. Chris se afastou de nós quando seu suposto celular tocou e ele teve que atender. Ele falava em inglês. — Seu time já foi?

Fechei a cara. Ele tinha mesmo que tocar naquele assunto?

— Já vi que você é da fofoca – reclamei de forma educada. Felix riu. — Sim, acho que eles já foram.

— Perdão, mas é que Hyunjin não parava de falar sobre isso – ele riu ainda mais e eu arregalei os olhos, chocado. Felix era realmente um fofoqueiro de ponta. — Ele ficava o tempo inteiro me enchendo se atormentando com sua decisão final e blablabla. Eu não aguentei e acabei chamando o Chris pra sair, aproveitando que ele está de passagem.

Eu não tinha palavras para aquilo, e não sabia definir se o fofoqueiro Felix era algo bom ou ruim.

— Changbin não está nem um pouco surpreso com sua saída e disse que o time até comemorou um pouco – ele continuou falando e a revelação me deixou um pouco mais leve. — O único que está zangado é um tal de Jisung, mas o Binnie disse que com o tempo ele se acalma.

Assenti. Eu não podia julgar Jisung por reagir daquela maneira. Ele tinha total razão em estar puto comigo.

— Acho que vou pra casa agora – eu disse. — Não quero chegar atrasado amanhã.

— Atrasado onde? – Felix franziu o cenho. Chris voltava de sua ligação e abraçava por trás o australiano à minha frente, lhe dando um beijo na bochecha. Eles eram um casal? — Hyunjin marcou treinos com você de manhã?

Foi quando minha ficha caiu.

Eu não tinha mais que acordar cedo para os treinos de hóquei.

— Ah – senti meu rosto esquentar. — Não, ele não marcou, mas achei que seria bom se eu... – por que eu estava me justificando mesmo? — Esquece – Felix franziu o cenho. — Estou indo, boa noite pra vocês.


Notas Finais


playlist da fic: https://open.spotify.com/playlist/6EpeHPpEfX3dY64pOg5Ae9?si=b_HQ7wqnRC-Rf7YdWyVcqg

é isso gente
qualquer erro me avisem!
até o próximo <3


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