História Memórias de Akai - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Romance
Visualizações 9
Palavras 1.398
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Somente talvez eu possa ser como você


Fanfic / Fanfiction Memórias de Akai - Capítulo 6 - Somente talvez eu possa ser como você

Akai saltitava como uma criança, e eu logo atrás carregava o coelho na caixa, que parecia estar feliz de sair da sombra gelada das árvores e finalmente ver os raios de sol. Era mais que evidente que estávamos atrasadas Akai não se importava muito, ela em cada 2 minutos parava para observar algo que ela considerava belo, ela durante o percurso todo soltava um “Olha que lindo”, “Que incrível”, “Tão magnifico”, Eu não conseguia entender se eu que era muito pessimista, ou que realmente o mundo era maravilhoso e eu que não o enxergava, em uma de suas exclamações afirmando “essa cor é tão bonita”, não consigo deixar de perguntar.

- Ei! Akai – ela gira nos próprios pés fazendo seu vestido girar, ela agora me encarava, senti minha face queimar por um leve segundo (talvez seja o sol) – Como você consegue?

Ela leva uma das mãos ao queixo, visualmente pensativa.

- Ao que você se refere exatamente?

A alcanço e agora caminhamos lado a lado, ela com os braços atrás das costas e eu com os braços em volta da caixa.

- Como consegue ser tão feliz?

Akai me olha como se eu fosse uma imbecil (pelo menos foi assim que me senti, talvez esteja exagerando).

- Bom... Vejamos – seu olhar percorre o céu que suponho que esteja azul – é segredo.

- Segredo? – A olho indagada, com curiosidade.

- Sim! Isso significa que eu não posso te contar.

Não pode me contar? Eu nem estava pensando direito quando fiz a pergunta, achei que a resposta seria tão banal quando a própria questão, como “O mundo me faz feliz” ou “As flores me deixam alegre”, “A vida é bela e curta”, coisas idiotas que geralmente vejo em comerciais de perfume, nunca imaginei que a resposta para esse pergunta estupida desencadearia em mim uma curiosidade monstruosa, fico tentada a insistir, mas por não conhecer Akai talvez não fosse uma boa ideia persistir, abaixo minha cabeça e continuo caminhando.

- Se você quiser eu te conto - disse ela quebrando o silêncio do local e atrapalhando a bagunça dos meus pensamentos.

- Conta mesmo?

- Sim, maaaaaaaas em troca – Ela ergue o dedo indicador e o apontou para mim – eu quero que me conte um segredo tão valioso quanto o que eu vou te contar.

- Ah... Certo,  justo. 

- Só que você terá que contar seu segredo primeiro.

- O-o que? Mas como vou saber se ele equivale ao seu?

- Aí que está a graça do jogo – Akai sorri.

- Pera, deixa eu ver se eu entendi, eu tenho que ficar jogando segredos aleatórios meus, até você ver qual deles equivale ao seu?

Ambas paramos em frente ao portão da escola, Akai tinha uma expressão de puro divertimento em seu rosto.

- Que bom que entendeu!

Foi só quando eu havia percebido que havíamos chegado que me toquei que não permitiriam que eu entrasse com o coelho, olho para Akai pedindo auxilio.

- O que faremos com ele?

Akai me olha pensativa, da porta principal surge Milla Akami com um olhar brilhante e um sorriso triunfante em seus lábios, logo atrás delas uma das pessoas do conselho estudantil (Não lembro que era, mas no final não importa são todos iguais), Milla anda em minha direção, Akai assustada corre e se esconde atrás dos muros.

- Está atrasada senhorita Tsunade.

- Eu sei – Resmungo

Milla olha para mim de cima a baixo, ela encara a caixa com curiosidade.

- O que tem aí?

Fecho a caixa rapidamente, Milla me encara surpresa.

- Materiais de botânica para o jardim – encaro-a confiante - um dos professores me pediu para compra-los na cidade, por isso estou chegando agora.

Milla olha me com desconfiança, já a pessoa ao seu lado me olha com reprovação, me mantive segura, porém com receio de que elas descobrissem o pobre coelho.

- Ande logo com isso e volte para aula – disse Milla

Milla virou-se e ao fazer ouço uma pequena voz irritante.

- Milla, você não vai nem checar a caixa? – Diz em um tom de urgência.

- Por que eu deveria? – Ela encara a pessoa.

Nesse exato momento, não consegui distinguir se meu coração estava tão acelerado que eu não o sentia, ou se ele havia só parado de vez mesmo, paro virada para as duas ainda com a caixa em mãos, fiquei com medo de virar e me entregar.

- Não é obvio?! Ela é um delinquente, não devemos confiar nela! Você mesma viu todas as infrações que ela cometeu nas antigas escolas em que estudou, você vai permitir que ela sai assim impune? Ao menos veja o que tem na caixa.

Sinto o clima ficando pesado, até mesmo de costas consigo ver as duas trocando olhares de pura raiva, sinto também Milla rir de zombaria daquela pessoa.

- Em que base você está afirmando isso Nora?

- Nos delitos que essa garota já cometeu!

- Diga-me Nora, alguns desses delitos aconteceu nessa escola? – A voz de Milla parecia confiante.

- N-Não, mas isso significa que devemos esquecer o que ela fez?

- Pelo contrário Nora, não devemos esquecer disso, mas se ela já cometeu todas essas infrações, tenho absoluta certeza de que ela já foi punida por elas, sendo assim não temos que a penaliza por algo que já aconteceu.

- Você está ignorando os fatos!

Escuto uma risada triunfante, que suponho ser de Milla, agora entendo perfeitamente porque Akai havia se escondido, essa garota erradia uma aura completamente confiante e amedrontadora.

- Nora é por isso que eu sou a presidente e você a vice, eu não julgo as pessoas por acontecimentos passados e formulo um pré-conceito delas, por que se fosse assim, onde você estaria agora?

Olho para trás por pura curiosidade (me perdoem), a tal de “Nora”, estava evidentemente com raiva Milla por outro lado estava calma e serena, talvez tenha sido minha imaginação ou minha esquizofrenia quem sabe? Milla passa do lado de Nora e segue em direção ao prédio, Nora me lança um olhar de pura raiva e segue Milla de má vontade. Akai surge em me dando um tapinha de alegria nas costas.

- Enganou ela direitinho – disse sorrindo fazendo um “V” com a mão.

- Na verdade, eu não fiz nada... por que a Milla me defendeu?

- Akai olha para o prédio por onde Milla acabará de entrar e retorna seu olhar para mim – Akami é uma pessoa legal!

- Akami? – Olho para Akai – Então vocês são amigas? (1)

- Na verdade... eu não me lembro.

- É claro que não – tento da melhor maneira sorrir.

Akai tinha uma alegria que era contagiante, ela é tão inocente, me lembra alguém cujo o mesmo fora apagado de minha memória, ou talvez alguém que eu tenha criado, ou alguém que preferisse esquecer.

- Eu vou indo para aula – ela pega meu cachecol (que por sinal já até havia me esquecido dele) ela o passa por volta do meu pescoço de maneira delicada e gentil– Não deixe ninguém ver isso – ela indica meu hematoma - eles podem pensar que você se meteu em uma briga, seria uma desculpa a mais para te tirarem da escola..., mas não se preocupe eu guardo esse seu segredo – Akai vai em direção ao prédio - Te espero lá.

- Não vai me ajudar com ele? – Indico o coelho com a cabeça.

- Eu vou te dar cobertura na aula.

Akai entra no prédio e eu fico completamente sozinha no jardim da escola, “o que devo fazer com você? ”, olho para caixa esperando uma resposta, mas o coelho nem ao menos se mexe. Em desamparo ando até o pátio principal da escola, estava completamente vazio, abro a caixa e a viro esperando que o coelho saísse, mas ele estava com tanto medo que não queria deixar a segurança do interior da caixa.

- Eu sei que tem medo... Sei que o mundo parece horrível, sei que tudo parece perdido para você, sei muito bem como é isso – sussurro para o coelho que tremia o focinho em desespero.

Olho a caixa, enquanto penso no que fazer. Por que fiz isso? Eu nem me importo comigo, quem dirá com coelhos. Suspiro alto, deixo a caixa no pátio e vou em direção à sala de aula. Ao entrar como todas as vezes a atenção caíra sobre mim, apenas resolvo ignorar e seguir em frente, debruço-me sobre a mesa e tiro um longo cochilo.


Notas Finais


1- Na maioria dos países chamar alguém pelo primeiro nome significa que a pessoa possui uma certa afinidade com a pessoa.


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