História Memórias de Akai - Capítulo 7


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Romance
Visualizações 7
Palavras 1.560
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Suas ações sempre voltam para lhe assombrar


Fanfic / Fanfiction Memórias de Akai - Capítulo 7 - Suas ações sempre voltam para lhe assombrar

Um longo cochilo é exagero, digamos que adormeci por 8 minutos, que para mim era muito, não muito, mas o suficiente. O sinal soou indicando o intervalo, apenas decido não o escutar e continuo debruçada de olhos fechados, nesse período do dia a luz do sol batia fortemente na janela da sala, a sombra das cortinas dançavam alegremente... “alegremente” como se essa mísera palavra significasse algo. A claridade que eu estava recebendo momentaneamente se tornou escuro, abro os olhos para ver o que havia acontecido e Akai estava me encarando com um olhar puro e calmo.

-Oi Akai -digo fechando os olhos novamente.

- Onde você colocou o coelho? - Diz se aproximando de meu rosto abafando o volume de sua voz com a mão.

Levanto-me de súbito, empurrando minha cadeira para trás a fazendo consequentemente bater na mesa as minhas costas, todos me olham assustados, inclusive Akai, O que eu fiz? Deixei minha revolta momentânea me atrapalhar? Não há desculpas para o que eu fiz,  eu decido cuidar do coelho e o abandono novamente? Eu me sentia uma completa idiota, saio da sala as prrssas, sigo meu rumo em direção ao pátio, deslizo pelo corrimão das escadas, escuto atrás de mim Akai gritando dizendo para que eu a esperasse, mas eu só pensava no quão horrível e repugnante eu tinha acabado de me tornar e isso me fazia acelerar cada vez mais,  pouso no térreo e me aprresso,  ao dobrar no corredor esbarro em um garoto e ambos caímos ao chão, ele me encara me chamando a atenção apenas o respondo com um “sinto muito” palavras vazias na minha opinião já que eu não me importava. volto a correr e ao chegar vejo dois garotos que estavam prestes a abrir a caixa que continha o coelho dentro.

- Ei Vocês! - Grito afobada – não toquem nessa maldita caixa!

Os dois fedelhos se entreolham e riem. 

- E que uma garota como você vai fazer? - Disse em deboche.

- Acha que nos dá medo? Só porque tem esse cabelo tingido? 

- Só saiam de perto dessa caixa! 

- Essa? - O garoto chuta a caixa varias vezes. 

- Para com isso!  - Caminho para mais próximo dos dois. 

- Por que eu deveria? acontecido,  uo sorria maléficamente. 

Eu imagino o pobre coelho lá dentro,  provavelmente com medo e é claro era culpa minha,  por que isso significa tanto para mim afinal?  É apenas um coelho certo?  Um dia ele iria morrer mesmo...  NÃO! fecho meu punho tentando espantar esses pensamentos negativos novamente,  se esses pensamentos não houvessem surgido para início de conversa,  nada disso teria acontecido,  ele é apenas um coelho...  e eu me importo mais com ele do que comigo mesma?  Isso é certo?  Ah já chega! 

Abaixo minha cabeça procurando me controlar, preciso evitar ao máximo perder o controle (não é fácil obviamente), já havia discutido alguns métodos com meu psiquiatra, se bem que prefiro me referir a ele como o “Carrasco”, enfim um desses métodos é respirar pelo nariz prender por 10 segundos e soltar, tento reproduzir o que me foi ensinado, fecho meus olhos e começo a trabalhar a respiração.

- Ei! Garota! Está me ouvindo? Ela é mesmo muito estranha cara – ouço-os conversando. 

- Ei! Imbecil – escuto esse mais próximo, sinto-me perdendo a razão – Você além de esquisita é surda também? – Sinto uma mão encostar em meu ombro. 

Abro meus olhos ao sentir o aperto daquela mão, a expressão que o garoto tinha era de pura zombaria, retiro a mão dele de meu ombro, apenas puxando o de volta, “acalme-se Keiko”, eu repetia várias e várias vezes para mim mesma.

- Acha que pode mesmo nos insultar e ficar ilesa?

O idiota me puxa pela gola do casaco do uniforme,  estavamos praticamente com os rostos colados,  ele era alguns poucos centímetro mais alto do que eu, nesse momento perco o controle e sem ao menos ter tempo de processar o que estava acontecendo, vejo minha mão acertar o rosto daquele individuo, na mesma hora ele me larga levando as mãos ao rosto.

- Sua vaca! – Ele grita de dor.

O outro garoto corre na direção do amigo, o analisando vejo-o lançar um olhar ameaçador para mim.

- Está esperando o que? Imbecil acerta ela!

Ele avança tentando me desferir, tento me defender usando os dois braços unidos, ele consegue acertar um de seus ataques, porém ao fazê-lo ele havia deixado sua guarda baixa, foi então que aproveitei o momento e chutei suas costelas (não foi um dos melhores chutes que já dei, mas deve ter doido muito), viro-me para o outro idiota e ele já vinha correndo em minha direção, ele apanha novamente a gola do meu uniforme com uma mão e com a outra ele me soca no rosto, sinto algo quente descer pelas minha narinas escorrendo para a garganta, ele me imobilizara, fazendo uma chave de braço, que tecnicamente é passar o braço pela sua garganta e para garantir que a vítima(eu) não fuja, basta segurar o braço com o outro.  Eu tentava me livrar dele, mas quanto mais eu me mexia mais ele me sufocava, enquanto este me segurava o outro aproveitou para me desferir vários socos no abdômen(mais hematomas eee!), um deles acertara em cheio a boca do estômago, me fazendo vomitar.

- O que vamos fazer com ela? – O que me socava suspendera os ataques após ver eu vomitar.

- Va... – Nesse exato instante movo minha cabeça para trás com todas as minhas forças, acertando em cheio o nariz do ser.

Ele me joga no chão, usei esse meio tempo para recuperar o folego, gotas de sangue caem no chão, (provavelmente minhas), avisto Milla e Akai surgindo no pátio.

- Vocês três! - Disse Milla.

Ambos os idiotas viram-se encarando Milla, então eles correm em direção oposta, Milla vai atrás deles passando por mim. Akai se aproxima assustada.

- Keiko você se machucou! – disse me encarando com uma expressão que eu desconhecia.

- Isso? -Aponto para meu nariz – não foi nada, faço isso todos os dias.

- Desculpa – disse ela – eu vi eles te cercando, mas não sabia o que fazer, Akami por sorte tinha visto vocês brigando.

Suspiro profundamente limpando meu nariz com a blusa.

- De todas as pessoas que poderia ter visto isso por que logo a Milla? - Noto que em minha voz havia uma mescla de raiva.

- Porque, ela prometeu te proteger – Akai me olha com seriedade.

Um flash em minhas memórias surge de repentino, sinto minha cabeça latejar não consigo ouvir nada, curvo-me no chão com dor, ergo minha cabeça para Akai que estava com uma expressão que me parecia ser de  preocupação, minha visão fica turva, sinto meu corpo ficando gelado e começo a não o sentir, quando dou por mim estou estirada no chão inconsciente.

Eu me encontrava envolvida pelo completo e absoluto escuro, afinal onde eu estava? Estava frio e eu conseguia ouvir murmúrios, mas... Não havia ninguém por perto, vozes familiares essas que eu escutava, mas minha mente falha comigo mais uma vez tentando descobrir a quem essas lamentáveis vozes pertenciam. Deito-me no sombrio chão e olho para o sombrio céu, esperando acordar daquele não tão terrível pesadelo.

Abro os olhos mansamente, me sentia como se acabasse de ter sido atropelada por um trem de marcianos, em minhas narinas havia dois pedaços de papel higiênico (que sorte a minha, por um segundo achei que era algodão) (1), vejo à minha volta cortinas brancas em volta da cama, ao lado dela uma cadeira com uma garota de óculos lendo um livro, Milla estava junto a mim na enfermaria, sinto que ela está aqui somente fazendo seu trabalho de representante, talvez ela queira me dizer pessoalmente que estou expulsa (sinto um calafrio enorme na espinha ao pensar isso). Sem perceber faço barulho que chama a atenção de Milla.

-Que bom que finalmente acordou -disse ela – Lhe dou um voto de confiança e no seu segundo dia você me apronta isso?

Direta.

- Eu vou ser punida?

- Você não está tão encrencada -sua voz parecia um pouco desapontada – Havia testemunhas que confirmaram que você estava somente se defendendo.

“Testemunhas”, a imagem de Akai é a primeira a surgir em minha cabeça.

- Contudo, há outras que também disseram que você começou com insultos, o que desencadeou a agressão – ela ajeitou os óculos – como punição você limpará todos as salas dos segundos anos hoje depois da aula.

Eu realmente não entendo as pessoas, agora falar para se afastar de uma droga de caixa é um insulto? Dou um longo suspiro.

-Está bem - digo sem muita vontade de discutir.

- Que isso não se Repita Tsunade – disse ela se levantando, Milla se vira para sair da sala,  ela para e encara a janela, sinto algo familiar no ar, Milla agora irradiava uma sessão conhecida, Milla percorre seu olhar em minha direção – Sabe Tsunade, eu particularmente nunca acreditei que as pessoas pudessem mudar, mas para ser uma líder tenho que acreditar nisso.

“Para ser um líder tenho que acreditar nisso”, essa fala ecoa várias e várias vezes em minha cabeça, onde será que já ouvi isso antes...? Talvez em um livro? Milla ainda me encara como se ela esperasse por uma resposta, por fim o silêncio é quebrado com um gemido alto vindo do outro lado da sala, Milla então vira-se e desaparece.


Notas Finais


1- Algodão nas narinas são colocados geralmente em cadáveres.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...