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História Memórias de ontem - Capítulo 1


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Notas do Autor


oiuiu, voltem mais rápido do que o esperado com mais uma fic dedicada pra vic porque ela é quem divide o neurônio comigo e o amor da minha vida.
é minha primeira fic do ateez e fiquei felizinha em escrever, por mais que tenha mudado o plot inicial inteiro.
espero que gostem!! não esqueçam de comentar qualquer coisinha pq me deixa muito feliz.
boa leitura! obs: não foi betada por pura preguiça, desculpem qualquer erro.

Capítulo 1 - Strawberryoska e Bon Jovi


     Yunho nunca se importou muito em não ter a companhia de seus colegas de trabalho, mesmo que fosse um poço de carência e chamego. E por mais que isso parecesse deprimente ou triste, tinha aprendido a viver sozinho a vida adulta, não gostava das raves que seus amigos frequentavam, então na maioria das vezes optava por sair sozinho.

     E lá estava mais uma vez se arrumando casualmente para ir em algum pub conhecido beber junto de seus pensamentos. Vestia suas roupas de sempre, uma calça jeans rasgada de lavagem clara, camisa florida e seus allstar cano alto costumeiros e surrados. O relógio marcava oito e quinze quando o Jung ainda arrumava suas madeixas meio esverdeadas no espelho do banheiro, parando por um mísero segundo para pensar que há alguns anos atrás nunca teria pintado seu cabelo, por insegurança, por seus pais ou por já se achar estranho o suficiente, mesmo que seu companheiro daquela época o encorajasse todos os dias para fazer o que gostava sem medo, o que virou um desejo e reflexão constante sobre mudanças.

     Saiu de seus devaneios para procurar em seu celular um pub não tão longe e logo saiu em rumo a uma noite para esquecer sua rotina pacata. O caminho até o barzinho foi calmo e rápido já que não havia tanto movimento nas ruas daquele bairro, talvez por ser uma sexta à noite e a maioria dos jovens estarem enfurnados em baladas naquele horário. Quando o Jung finalmente chegou tratou de escolher uma mesa de canto, perto do pequeno palco, da onde saía quase toda a iluminação do local, o deixando um pouco escuro com as luzes amarelas, mas confortável. No palco havia alguns instrumentos já montados indicando que tocariam naquela noite e Yunho não deixou de pensar o quanto ouvir música ao vivo em um pub de bairro o remetia ao passado, como quando sempre estava junto ao ex namorado nos ensaios de sua banda, amava acompanhá-lo e poder ouvir algumas horas de seus sons favoritos de graça, mas mais ainda estar com seus colegas de ensino médio, com suas poucas preocupações e com sua vida um pouco mais alegre, realmente sentia falta.

 

     Novamente se forçou a sair dos pensamentos um tanto melancólicos e chamou um garçom para que pudesse pedir uma bebida, mas sua mente ainda estava divagando sobre a melhor época de sua vida, então resolveu pedir um Strawberryoska pois foi a primeira e uma das únicas coisas alcoólicas que tomava quando mais novo, mas era um gosto que talvez também tenha sido levado com o tempo pois não recordava seu gosto, nem quando parou de pedir por aquele drink. Finalizou seu pedido com mais alguns exagerados shots de vodka já que queria no mínimo ficar bêbado.

 

     Esperava por sua bebida enquanto olhava ao redor, prendendo seus olhos no palco que abrigava apenas os instrumentos solitários, até que alguém surgiu da lateral e o Jung pensou estar delirando, enquanto seu queixo caía conforme olhava mais para o garoto em sua frente com as baquetas da bateria em mãos, era Choi San. Demorou para que tivesse alguma reação além de piscar repetidas vezes para confirmar o que via, levantando os braços em uma tentativa de aceno quando o baixinho se virou de frente para si, também deixando o garoto confuso, podendo ver um perfeito ‘O’ nos lábios do Choi após perceber de quem se tratava.

 

— Yunho?! — Pôde ouvir a voz do mais novo a medida que descia do palco e vinha em sua direção, pensou em como ele não havia mudado nada, talvez um pouco mais forte e com mechas rosas pintadas no cabelo, mas seu corte que quase tampava os olhos permanecia.

— Choi San! — Sorriu largo e incrédulo por esbarrar com o menor depois de coincidentemente se pegar pensando no passado. — Não acredito que é você mesmo.

 

— Eu que não acredito! Faz tanto tempo. — Sorria com os olhos e suas características covinhas apareceram.

 

— Sim, cinco anos. Como você está? — Indicou para que o Choi se sentasse.

 

— Eu tô ótimo, e você?

 

— Que bom! Estou bem também, vim beber sozinho pra relaxar e acabei tendo uma sorte enorme. — Não conseguia deixar seu sorriso de orelha a orelha morrer pois estava surpreso e feliz em níveis absurdos.

 

— Nós que tivemos sorte de te achar por aqui. Ficamos distantes depois do ensino médio e quase nunca nos esbarramos, você é alguém difícil de se achar, Jung. — Disse o menor e Yunho não pôde deixar de ficar triste por um momento ao pensar na época em que se distanciaram por conta da vida.

 

— Acho que sou mesmo, fico a maior parte do dia no trabalho e a outra metade enfurnado em casa. — Riu soprado e um pouco triste. — Mas você disse “nós”, ainda estão todos juntos na banda? 

 

— Estamos sim, Seonghwa, Hongjoong, eu e...  Mingi. — Seu corpo gelou por um momento ao ouvir aquele último nome. Ele estava ali e veria-o depois de anos, pensou consigo.

 

— Sério? É incrível que vocês tenham se mantido juntos. — Se perdeu um pouco nas palavras mas estava feliz com aquilo de fato.

 

— É sim. Bom… Eu tenho que ir, nós já vamos começar. Nos falamos depois do show? — O menor se levantou indicando que precisava subir para tocar.
 

— Claro! Vou estar aqui, boa sorte. — Desejou e viu o Choi subir para então avistar Song Mingi adentrando o local. O Jung mais uma vez não pôde conter sua confusão interna e surpresa ao ver o garoto — Agora ruivo — e igualmente alto. Conseguia sentir um turbilhão de sentimentos ao ver memórias muito antigas passarem diante dos seus olhos.

     O Song carregava sua mesma guitarra preta com adesivos e rabiscos, o que fez Yunho questionar um pouco sobre como ela ainda estava inteira. Poderia dizer que Mingi não havia mudado nada como San, mas talvez fosse precipitado demais julgar só por aquelas madeixas encaracoladas, a mesma guitarra e o mesmo costume de allstar sujos, então se limitou apenas em achar que ele era o mesmo garoto bobo e intenso de anos atrás.


    Conseguiu ver San sussurrando para o maior, inconscientemente já esperando um olhar em seguida. E quando seus olhos se encontraram o Jung listou que aqueles mares negros brilhantes ainda continuavam os mesmos, quando o sorriso se abriu aos poucos em surpresa, também listou. Conhecia cada detalhe daquele garoto que um dia esteve ao seu lado ensinando-o coisas da vida, mas não queria pensar sobre mudanças, para pior ou melhor, sentia-se culpado por não saber como o ruivo era hoje em dia.

     Se viu perdido entre olhar no fundo daqueles olhos, mesmo que longe, ou para o sorriso rasgado como os olhos, mas não pôde terminar seu dilema pois logo tiveram que quebrar o contato para que o show começasse, então apenas se arrumou um pouco melhor na mesa, percebendo que suas bebidas já haviam chegado.

 

 


 

     Strawberryoska com Bon Jovi. Yunho jurou que não poderia haver algo mais nostálgico do que encontrar seus amigos antigos tocando em uma banda, mas quando Mingi começou a tocar It’s my life como segunda faixa, olhando direta e unicamente para si, enquanto tomava seu drink de adolescente pôde sentir algumas lágrimas junto daquela sensação, mas não as derramou, eram de felicidade, de saudade das coisas que o tempo havia levado. Assim foram sete músicas seguidas, com o Song esquecendo da plateia e dizendo silenciosamente que só a saudade do Jung importava ali. Mas antes que pudesse esperar pela oitava faixa a banda anunciou que faria uma pausa antes de terminarem o show.

 

— Acho que você deveria me pagar uma bebida depois de me encarar por sete músicas seguidas. — Seu corpo gelou, era ele. Quando anunciaram a pausa, Yunho instintivamente abaixou os olhos pois sabia que o mais novo viria até si, tentou preparar algo para dizer, mas a verdade é que nunca conseguiria não tremer perto do Song. Então apenas respondeu como se lembrava daquela frase já conhecida.

 

— Então você deveria me pagar uma também. — Era uma piada antiga dos dois, de mais algum dia em que fora bisbilhotar nos ensaios da banda, estava tão hipnotizado com o menor que se lembrava de quase ter babado. Quando eles terminaram, o ruivo disse aquela frase, que talvez tenha terminado com um Jung vermelho até as orelhas.

 

— Posso te pagar uma coisa melhor. — E novamente, depois de anos, se viu corado com aquilo antes de caírem em uma risada gostosa e nostálgica.

 

— O mesmo bobo. — Disse findando os risos e encarando aqueles olhos novamente.

 

— O mesmo garoto fofo. — O ruivo ainda mantinha o sorriso rasgado e Yunho não deixou de perceber que seu mesmo dentinho torto de sempre estava ali. — Nem acredito que Jung Yunho está finalmente na minha frente depois de anos, tomando o mesmo drink de morango e ouvindo minha banda tocar.

 

— Eu também não acredito nisso. — Aqueles olhos carregavam muitas coisas novas que o de madeixas verdes não soube desvendar, mas com certeza a saudade era perceptível naqueles pequenos riscos.

 

— Então, por onde esteve? — Se limitou apenas em perguntá-lo, mesmo que o Jung soubesse a explosão que tinha dentro de si.

 

— Mesmo que não pareça eu estive sempre no mesmo lugar, eu apenas me limito a ir trabalhar, me trancar em casa e quando consigo, saio pra beber sozinho. — Disse um pouco triste, mas o Song ainda mantinha seu sorriso. — E você?

 

— Por toda a parte, ainda sendo o mesmo inquieto. — Era realmente difícil lidar com o ruivo quando eram jovens, tendo que aquietá-lo todo o tempo, caso contrário, no mínimo furaria o chão andando em círculos.

 

— Me lembro bem. Você nunca conseguiu ficar quieto no mesmo lugar. — Riu soprado com a constatação antiga.

 

— Pois é. — O ruivo se viu um pouco sem jeito frente ao mais alto, havia tantas coisas novas que queria contar e descobrir, mas fora interrompido pois tinha que voltar para o palco. — Eu preciso voltar. Você me espera? 
 

— Claro! — O Jung não sabia se o garoto também havia pensado sobre aquela pergunta. Esperar. Tinha esperado pelo Song desde que se despediram, mesmo sem notar.

 

     Quando o vocalista subiu novamente ao palco viu-o comentar algo com os outros integrantes, que antes olhavam alegres para si, realmente sentia falta de cada um deles. 

     Soube do que se tratava os cochichos entre os amigos logo que Mingi começou a cantar a letra de Neighbors Know My Name olhando para si. Yunho precisou de alguns segundos para se lembrar do que aquela música se tratava, fazendo seus olhos se arregalarem em seguida como se fosse a coisa mais absurda do mundo. E era, já que algumas pessoas seguiam o olhar do ruivo até o Jung, que revezava entre cobrir os olhos em indignação e tentar parecer normal diante daquilo, não acreditava que até mesmo a sem vergonhice do outro permanecia.

 

     O resto do show seguiu com os olhares ainda presos com milhares de sentimentos entre os dois, Yunho não sabia do quanto sentia falta de estar sempre rodeado de piadas bobas adolescentes, de reclamar da vida mesmo não tendo muitas preocupações, e de matar uma ou duas aulas para ver o ensaio da banda mesmo que achasse aquilo muito errado, Mingi sempre o convencia. 

     O garoto o convenceu de muitas coisas naquela época. Se lembrava de todas as vezes em que sentiu-se inseguro até mesmo com algo simples, Mingi segurava forte em sua mão e colocava a certeza de que poderia fazer aquilo, sempre fora assim. Ele o havia ajudado mais vezes do que podia contar, e quando seguiram seus próprios caminhos, remoeu a ideia de que talvez não tinha o ajudado o bastante à medida que o outro fizera.

     


 

     Assim que o show acabou Yunho caminhou com o coração cheio de saudade até o palco em que os antigos amigos ainda estavam a guardar seus instrumentos, sendo recebido com abraços quentes e nostálgicos. Não acreditava que estava ali em meio às pessoas mais importantes de seu passado como na sala esquecida do colégio em que fugia algumas aulas para vê-los tocarem. Eram como memórias de ontem.

 

— Já faz tanto tempo, Yunho-ah! — Hongjoong não continha seu entusiasmo em ver todos os amigos juntos novamente.

 

— Faz mesmo. Parece como quando começamos a tocar nos bares do bairro, todos reunidos… Só falta o Wooyoung. — Seonghwa igualmente eufórico falava as palavras quase emboladas em meio à um sorriso brilhante.

— San e Wooyoung ainda estão juntos? Sempre apostei com Mingi que vocês acabariam brigando por sei lá…Um pote de sorvete e terminariam. — Yunho não pensou antes de confessar tal coisa, mas sentiu medo após a expressão indignada e furiosa do Choi.

 

— Então vocês estavam rogando praga no meu relacionamento?! — Só fez cruzar os braços com um olhar mentiroso de fúria, para então caírem todos na gargalhada.

— Não me culpe, Mingi que dava essas ideias, eu apenas concordava. — Não se conteve em rir mais ainda quando viu o ruivo imitar a pose indignada de San.

— Se eu não lembro, não fiz! — Tentou se defender diante da acusação.

— Eu lembro, você sempre apostava essas bobeiras. — Hongjoong delatou o garoto-sem-argumentos.


— Antes que vocês façam mais acusações ao meu respeito, eu e Yunho vamos embora. — Declarou com convicção, pronto para arrastar o Jung dali sem nem ao menos deixá-lo despedir-se dos amigos.

— Até mais! — A única coisa que o restou foi um aceno desajeitado enquanto o Song o arrastava para fora do pub.

     Apenas quando pararam em uma avenida principal iluminada é que o Jung sentiu a mão do outro soltar-se de si para caminharem lado a lado. O silêncio entre ambos era confortável, mas cheio de questionamentos e memórias a compartilhar. Haviam se afastado durante cinco anos e mesmo que quisessem, ainda não eram os mesmos adolescentes, tinham outros costumes, manias e gostos que os dois estavam ansiosos por descobrir.


— Você pintou o cabelo! — Ouviu a voz do ruivo depois de alguns minutos lhe olhando. — Jung Yunho pintou o cabelo! — O entusiasmo do outro era compreensível, não era algo simples.

— Pois é. Depois que saí da casa dos meus pais eu finalmente pintei. — Sorriu soprado. Era uma memória antiga sobre mudanças que o Song sempre o incentivava a fazer depois que comentava como desejava mudar coisas em sua aparência ou personalidade, dizia que deveria ser como quisesse, ser ele mesmo.

 

—Você parece livre. — Depois de caminharem juntos, ambos já se encontravam sentados em um banco qualquer frente ao rio. — Fico feliz com isso. — Revezavam em sorrir para o outro e desviar seus olhos para as luzes da cidade.

— Acho que é inevitável essa coisa de mudança, porque ela leva quase tudo o que um dia acreditamos ser pra sempre, mas eu me sinto bem com elas agora. 

     Falar sobre o que acontecera nunca foi um problema para o Jung, pois não havia mágoa ou rancor entre os dois. O que havia era saudade do tempo que não voltava mais, do adolescente meio infeliz, mas sempre com esperança nos olhos,e do amor que sentia pelo garoto desajeitado. E era por essas e outras coisas mais que às vezes sentia arrependimento quando lembrava dos olhos brilhantes do Song em um misto de compreensão e tristeza quando Yunho apenas sorriu silencioso para o menor, depois dele ter o perguntado se iria consigo para o Japão. Foi ali que o amor deles se mostrou mais bonito, pois Mingi compreendia que o mais alto não deixaria sua vida em Seoul, mesmo que ela não fosse mil maravilhas, e Yunho não o impediria de viver um sonho apenas para ficar consigo. Foi por aquilo que, em algum dia do outono de 2010, eles guardaram o amor de suas vidas em seus corações, sem mágoa ou rancor, com a promessa silenciosa de que esperariam pelo dia em que se reencontrariam.
— Já você parece o mesmo garoto de sempre. — Continuou o Jung, voltando seu olhar para a cidade, se aconchegando mais no banco de madeira.

 

— Eu também acho que não mudei muito, além das milhares cores de cabelo. Talvez eu tenha amadurecido demais, mas prefiro acreditar que não. — Confessou antes de voltarem a ficar em silêncio por alguns instantes até que tivessem tempo para processar pelo menos metade dos sentimentos que guardavam consigo.

 

— Como foi no Japão? — Havia tirado um peso que guardou por anos, curioso em saber como o Song estava e por onde andava.

 

— Passei apenas um ano por lá. Achei que seria melhor, mas pude ao menos realizar um dos meus sonhos. — Disse simples, soltando um suspiro lento.

 

— Lembro quando você dizia que era louco para ir para lá depois do ensino médio. — Sorriu com a lembrança de um Mingi animado listando seus sonhos.

 

— Teria sido melhor com você.

 

— Eu não podia, você sabe. — Lembrou-se de todas as vezes que sentiu-se culpado por deixar o amor dos dois naquele momento, mas sabia que o ruivo entendia. Era um amor adolescente que perdurou por anos no coração de ambos.

— Eu sei. — Suspirou fraco mais uma vez e os dois aproveitaram o silêncio nada incômodo apenas para pensar sobre o passado.

 

— Em todos esses anos eu me culpei por talvez não ter te apoiado da mesma forma que você fez por mim. Você me apoiava em qualquer decisão, em questão aos meus pais não tão legais assim e em coisas pequenas como mudar algo em mim. Então eu queria poder finalmente me desculpar por não ter feito tudo isso. — Confessou o esverdeado, quebrando o silêncio que perdurava entre os dois.

 

— Yunho… — Se permitiu virar melhor para o mais alto e capturar uma de suas mãos meio emboladas no casaco. — Você sempre me apoiou todo o tempo mesmo que não percebesse, você estar comigo nos momentos em que eu mais precisei é a maior prova disso, eu sinto muito que você tenha passado esses anos com essa ideia boba na cabeça, mas agora tenha a certeza de que você sempre fez muito por mim. — Segurava a mão do Jung como se dependesse daquilo, enquanto os olhos não se desgrudaram um instante sequer, se desculpando silenciosamente por coisas guardadas no coração de ambos durante anos.

 

— Você não mudou nada. — Sentiu os olhos marejarem depois de perceber que realmente estava com o que jurou ser o amor de sua vida um dia. Mas antes que suas lágrimas pudessem cair, foi envolvido com os braços do ruivo em uma confissão de que aqueles sentimentos permaneciam ali, tudo o que prometeram um ao outro ainda valia.

 

— Espero que isso seja bom. — Brincou antes de afastar um pouco os corpos para continuar a olhar fundo nos mares negros do Jung. Pensando se aquela distância atrativa junto à saudade que sentia eram um motivo suficiente para tomar os lábios que já foram tão conhecidos por si. — Eu estive esperando por você… Mesmo que minha vida não dependesse disso, inconscientemente eu esperei por você. — Segurou o rosto vermelho do maior em suas mãos como se segurasse o mundo, e de fato segurava. Demorou um pouco mais em seus olhos, esperando a confirmação — que já tinha à tempos — para poder tomar os lábios do esverdeado como nunca antes. 

 

— Eu também senti, Mingi. — Naquelas palavra emboladas entre beijos e lágrimas estavam todos os momentos que viveram, que gostariam de ter vivido juntos e os que viveriam dali pra frente.

 

     Pois as memórias de ontem ainda estavam vivas em ambos os garotos apaixonados.

 

  


Notas Finais


espero que tenham gostado <3


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