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História Memórias de um príncipe - Capítulo 4


Escrita por: e Orniyoon


Notas do Autor


Não se preocupem se verem nomes errados na fanfic, ela era de outro couple e algo pode ter passado despercebido por meus olhos. Boa leitura!

Capítulo 4 - Sentimentos de um plebeu


Já fazia semanas que Seungmin está desconfiado do conselheiro Kang.

E mesmo que o homem tenha tentado lhe confortar com palavras de consolo, Seungmin está sendo mais rápido e sagaz. 

Ao mesmo tempo em que deve manter as coisas de Minho em ordem, o jovem alterna seu tempo livre de descanso entre procurar o menino perdido pelo vilarejo e seguir os passos do conselheiro ao redor do castelo. Seungmin até teria muitas outras coisas mais importantes a se fazer, do que perder mais de seu tempo precioso, analisando a vida dos outros, se o velho homem não estivesse lhe dando pistas de sua participação no sumiço do príncipe.

É inevitável não olhar para seu rosto rabugento e não imaginar o quanto Minho deve ter ficado assustado ao seu lado. Como pôde Seungmin ser tão inocente ao achar que o príncipe estaria a salvo ao lado daquele crápula? Ora, pois, era o conselheiro, não? Muito bem indicado por outros reinos e escolhido a dedo pelo Rei Lino, era óbvio que seria uma presença masculina de confiança para a educação do príncipe na ausência de seus pais. Como Seungmin sente-se tolo no momento.

Como já havia ajeitado, sem necessidade, os aposentos do menino, deixando todos os seus pertences bem limpos e polidos, a cama feita e o chão lustrado, o jovem opta por sair do castelo por algumas horas. Havia muitos outros criados espalhados pelo castelo, por isso Seungmin sabe que não sentem tanto sua falta, afinal, ele é designado especialmente para cuidar e proteger Minho, o que ele sabe não ter feito e, por fim, culpa-se todos os dias.

Cobrindo-se com uma capa grossa, Seungmin ganha o caminho de pedras, que fica aos fundos do castelo, saindo em direção a uma pequena passagem, na qual gosta de dizer que era secreta, pois apenas o padeiro e ele sabem onde encontrá-la; e por entre os arbustos, chega às ruas lamacentas do vilarejo.

Suas escapadas após os afazeres matinais estão ficando costumeiras. Todos os dias, o jovem sai em busca do pequeno amigo, sempre com a esperança de voltar com, pelo menos, uma pista de onde ele pode estar. A chuva está forte naqueles tempos, contudo a capa protege seu corpo e impede, também, que os soldados, que guardam poucas partes das costas do castelo, o reconheçam. Ele já sabe onde ir. Está cansado de procurar por pistas falsas, mas acabou por encontrar, em uma de suas andanças, uma velha senhora curandeira, que se esconde por entre a floresta proibida; e que sempre lhe recebe com uma quentinha xícara de chá.

Toma o rumo em direção às árvores que compõem a famosa floresta. A estrada de barro suja suas vestes, mas ele não se importa, apressa o passo para que seu sumiço do castelo não lhe traga problemas mais tarde. O caminho é curto, ela mora logo na entrada do local. Seungmin conhece pouco sobre a floresta, sua antiga casa de campo ficava mais às colinas, no topo mais alto, onde podia ver de longe as copas esverdeadas e densas. Não pôde deixar de sentir um arrepio sempre que é convidado pelo vento forte a adentrar ainda mais a floresta, mas alivia-se toda vez que vê a pequena clareira acesa em meio à chuva forte.

Seungmin bate os pés, assim que sobe na varanda de madeira, sentindo o cheiro costumeiro das ervas que a senhora costuma preparar. É doce e envolvente, e, durante essas semanas longe de Minho, é a única coisa que acalma sua tormenta interna. Não precisa bater à porta, pois a senhora já o recebe de braços abertos.

 — Querido, que bom lhe ver. Deixe-me aquecê-lo, está congelante aqui fora.

 — Obrigado pela recepção, dona Kim. É muito bom estar aqui novamente.

O ambiente dentro da casa da senhora Kim é aconchegante e convidativo. Sempre que passa pela porta, a quentura do local lhe obriga a tirar a capa, e o chão limpo, a tirar os sapatos sujos.

 — Faz tempo que não o vejo, por onde andava essas pernas curiosas?  — Como de costume, ela dirige-se para o caldeirão, onde o seu famoso caldo de legumes está sendo cozido.

 — Andei por muitos caminhos a procura dele, contudo não obtive respostas. A cada dia que passa, meu coração se aperta, e eu sinto que nunca mais o verei.  — A senhora Kim mexe o caldo com uma colher de madeira, balançando a cabeça negativamente e sorrindo. Ela sempre age assim, como se já soubesse de todas as respostas para as inúmeras perguntas que o rondavam.

 — Garoto, entenda.... Nem tudo está perdido. Como pode ter tanta certeza em suas afirmações? Como pode presumir algo que você nem sabe se ainda aconteceu?

 — É inevitável não pensar em bobagens, dona Kim. Me sinto perdido por não o ter em meus olhos, observando seus passos. Tenho certeza que ele está em perigo!  — Seungmin segura a cabeça com as duas mãos, passando-as pelos cabelos úmidos.  — Como não pensar em Minho morto quando ele está desaparecido há semanas e não deixou pistas? 

 — Sabe...  — A mulher serve o caldo, junto a uma comum xícara de chá quente e dirige-se a Seungmin. ­ — E se ele não estiver em perigo?  — A pergunta deixa Seungmin curioso para saber se ela tem mais a lhe dizer.  — E se ele estiver por aí, pela floresta, apenas esperando que alguém o busque?  — Ela senta-se à mesa, entregando a refeição ao rapaz.

 — A senhora sabe de algo? Por favor, eu suplico, diga-me. É torturante não tê-lo por perto! Tenho Minho como um filho! Por favor, me fale, eu vou até o inferno para encontrá-lo.  — O desespero está estampado em seus olhos.

Dona Kim o olha com ternura, sua sabedoria jamais pode ser compreendida por qualquer um. Anos de experiência, vivendo em tantas situações, das quais Seungmin nunca imaginaria, lhe trouxeram a luz necessária para que tivesse calma e paciência em momentos como este. A mulher entende o pavor de Seungmin e seus sentimentos pelo menino, mas no fundo ela sabe que há muito mais situações a acontecer. Coisas que somente um coração tão calejado quanto o dela podem guardar e compreender.

 — Meu filho, eu entendo sua aflição, contudo eu nada sei mais do que já lhe disse. Mas eu creio, do fundo de meu coração, que Minho está mais perto do que longe.

— Rezo todos os dias para que eu o encontre o mais rápido possível.  — As lágrimas formam bolsas em seus olhos, escorrendo uma a uma, em uma cascata tão forte e precisa quanto a chuva que castiga as árvores da escura floresta.

 — É necessário buscar mais fundo, adentrar o desconhecido, segurar na mão do medo e juntos enfrentar os inimigos. Eu só lhe peço que seja forte para tudo o que virá, ou todo o seu esforço de nada valerá.

 — Me sinto tão bem quando venho aqui, é familiar e aconchegante  — Seungmin diz sorrindo, a pouco percebe que está segurando as mãos enrugadas da senhora.

 — Pois fique o tempo que julgar necessário.  — Ela sorri de volta, deixando Seungmin a sós à mesa para voltar-se ao caldeirão novamente.

O silêncio que se instaura na casa só é cortado pelo barulho das incessantes gotas que molham a terra florida. Seungmin reza baixinho, depositando sua fé no invisível, pedindo pela segurança de seu menino. Seu coração se abre naquele momento, enquanto a senhora cantarola algo suave, já retirando de seu forno uma fornada de pães frescos. É bem perto da hora do almoço.

Muitos julgam as tormentas desnecessárias. Fenômenos naturais imprestáveis, que apenas molham a plantação quando é preciso, mas que atrapalham os passeios de carruagens da alta realeza e os serviços braçais dos camponeses e plebeus, que tiram dali seu sustento. De todas as casas daquele vasto reino, que está com suas janelas fechadas, gados protegidos e serviços parados, uma delas, com a clareira acessa, se encontra em perfeita harmonia.

Correndo por entre as folhagens verdes, de flores encantadoras, cheiros exóticos e belezas estonteantes. Passando por debaixo das enormes raízes de árvores, onde esquilos correm para subirem às tocas, corujas se abrigam nos ninhos e o canto dos pássaros é cessado, podemos chegar a casinha humilde, que era rodeada por vegetação colorida: a residência dos Han.

Jisung está sentado em frente a sua mesa de tarefas. Ele gosta de chamá-la assim, pois é ali que ficam seus cadernos de histórias, cujas folhas são rodeadas de desenhos que ele mesmo pinta. Cada página muito bem conservada guarda uma espécie de planta diferente. Ele não se atém apenas às flores coloridas e cheirosas, Jisung gosta de toda e qualquer planta, e em sua determinada página ficam as informações que ele julga necessárias. Como era de se esperar, Jisung não sabe ler e nem escrever, mas desenha como alguém da realeza. Todas as suas esculturas dão-se início em seus projetos no livro. Primeiro, o desenho, depois, a escultura. E é assim que ele guarda as informações importantes.

Porém, de uns dias para cá, o garoto sente que algo está mudando em seu interior. Sabe, claro, que o acontecimento recente em sua família (abrigar o príncipe em sua casa) é algo gigantesco e que necessita de muito cuidado, mas esse não é o problema. Jisung sente que está se afeiçoando ao príncipe e, em seu interior, ele sabe que isso é errado, pois tanto Minho quanto Jisung são muito novos para pensar em criar laços e famílias, e ainda mais, sendo do mesmo gênero.

E, é por isso, por ter tantos problemas em relação aos seus sentimentos confusos, que Jisung vê seus livros como caixinhas de segredos, guardando ali todo seu carinho pelo príncipe e suas dúvidas em relação aos seus gostos peculiares. Jisung gostaria de ver o príncipe ficar mais velho e poder confessar-lhe seus sentimentos, contudo ele teme não ser correspondido, afinal, eram dois homens e, além do mais, Jisung tenta pôr na cabeça de que Minho, provavelmente, já é prometido à alguma princesa mais bela e mais requintada do que ele, um simples plebeu plantador de milho e arroz. 

Desenhara na última folha de seu livro os primeiros esboços do rosto do príncipe, que logo após virarão uma bela escultura. Com esse fato em mente, lembrou-se de quando Minho relatou que não via a hora de voltar para seu castelo, e que gostaria de ter uma de suas esculturas em seus aposentos. Jisung não pôde ficar mais triste, pois apesar de nutrir sentimentos pelo garoto, ele ainda é seu mais novo amigo, e gostaria de passar mais tempo ao seu lado, coisa que não acontecerá com Minho de volta à sua realidade. Será que ele esqueceria Jisung quando estivesse sendo banhado por criados em sua tina de ouro? Será que ele lembraria da sopa de cenouras quando estivesse comendo uma deliciosa torta de carne? Jisung morria de medo de que todas as memórias que criou com o garoto fossem esquecidas, e isso lhe atormentava.

E se Jisung estiver sendo usado? Ó, céus, minha cabeça irá aos ares.

Foi um susto quando ouve o ranger de sua porta, abrindo lentamente, revelando Minho com a bengala improvisada. Fecha o caderno rapidamente, tentando conter o nervosismo, mas Minho já está ali na casa tempo o suficiente para saber que Jisung não é bom em esconder nada. Adentra o local com cuidado, o pé ainda está enfaixado e bem preso aos remendos, mas com a madeira ao seu lado consegue se locomover bem.

— O que está aprontando? — pergunta ao sentar-se à cama do loiro, que corado pousa o cotovelo em cima do caderno.

— Nada — responde sorrindo. — Caminhando, então? — Tenta desvirtuar o assunto.

— Tentando. — Minho sorri, olhando para a perna de madeira ao seu lado. — Isso cansa demais, mas já consegui ir à patente sozinho.

— Isso é ótimo. — Jisung bate palmas em comemoração. — Logo você poderá correr novamente.

Todavia o que Jisung não percebe, é que Minho já está de olho em seu livro de capa preta, desde que entrou nos aposentos do outro, e quando o loiro ergueu as mãos para comemorar, o moreno foi rápido em pegá-lo de cima da mesa.

— O que é isso? Um diário? Você escreve cartas? — Minho questiona sapeca, já abrindo as páginas, se deparando com desenhos de plantas.

— Minho! Como se atreve? — Jisung tenta buscar o objeto, mas foi em vão. Deu um tapa no braço do mais novo, porém o garoto lhe deu a língua e sorriu travesso.

— Não pode me ferir, estou machucado, lembra? — Ergue uma de suas sobrancelhas, com seu costumeiro sorriso ladino.

— Vou quebrar seu outro pé, moleque! Me devolva! — Jisung está ruborizado, não sabe dizer se era de vergonha ou raiva.

— Você está febril? Está vermelho! – E Minho dá uma gargalhada. — Deixe-me ver seus desenhos. Ora, Jisung, São apenas desenhos!

— Sim, são apenas desenhos. — Suspira derrotado. Seu estômago revira em ansiedade, torce para que ele não chegue às últimas páginas. Não sabe o que fazer se Minho ver seu rosto em esboço, coberto de corações em volta.

— Uau, isso é lindo demais! Espera…

Jisung sente uma gota de suor escorrer pela têmpora, mas não quer demonstrar nenhum nervosismo. Apesar de suas mãos trêmulas entregarem todo o jogo.

— Isso são suas esculturas? — Minho pergunta, espantado com as belas obras do mais velho.

O loiro suspira de alívio. Ele está recém na página das plantas selvagens.

— Sim, eu desenho antes de esculpir — responde rapidamente. — Matou sua curiosidade? Agora pode me devolver já! — Sorri forçado.

— Ainda tem muita coisa para ver aqui! Nossa, Jisung, não me canso de dizer o quanto você é bom nisso! — Minho passa as páginas, que alternam entre os projetos de esculturas e as plantas que Jisung desenha.

— Obrigado! Quando não estou no campo, estou desenhando; quando não estou desenhando, estou esculpindo. — Jisung arregala os olhos quando vê o garoto próximo as páginas finais. — Espere, dê-me, ainda não terminei. — Tenta novamente pegar o livro do príncipe, mas o moreno para, franze o cenho, parece observar algo com cuidado. Jisung congela. — O que houve?

— O que é isso? — Minho vira o livro para o outro, que rapidamente consegue pegá-lo, mas para sua sorte, o príncipe havia parado no início do livro novamente, onde há um desenho bem peculiar: um autorretrato.

— Ah, sou eu. Eu me desenhei para as pessoas saberem que esse livro é meu — fala simplório, guardando-o longe das mãos rápidas do príncipe.

— Entendo, mas porque você simplesmente não escreveu seu nome? — Minho pergunta sem maldade alguma. O mais velho baixa a cabeça e aperta os nós dos dedos.

Jisung não gosta de ser inferior a Minho, mas é inevitável. Minho é um príncipe com a melhor educação do reino e Jisung apenas um plebeu que nasceu, crescerá e irá morrer trabalhando para o reino e sendo pisoteado pela realeza. Jisung não tem valor nenhum para precisar saber ler ou escrever, mesmo que tenha muita vontade de aprender. E Minho, vendo o constrangimento do amigo, fica em silêncio, sentindo-se tolo por ter perguntado algo que ele deveria saber a resposta.

— Eu não se... — O loiro é interrompido.

— Tudo bem. Venha, me dê sua pena. — Minho arrastou-se pela tarimba larga de Jisung, até a mesinha.

— O quê? Para quê? — Jisung olha confuso, vendo Minho espichar-se até o tinteiro puído, pegando sua pena, que é apenas um graveto fino e frágil. — O que você está fazendo?

Minho sorri para o pedacinho de madeira, puxa um papel que está solto pela mesa do outro, e com a caligrafia um pouco atrapalhada, por não ser uma pena de verdade, Minho escreve seu nome por inteiro no papel.

Lee Minho.

Jisung ainda não sabe o que aquilo significa, são apenas letras soltas em uma folha de papel amarelada, que para o príncipe fazem todo o sentido.

— Este é meu nome — fala sério para o menino, que de olhos arregalados o escuta atentamente. Com o graveto-pena passando por cima das palavras, ele soletra. — Lee-Min-Ho. Entendeu? — Jisung balança a cabeça positivamente. — Você é.…? — E Jisung demorou a entender, mas logo se dá conta e fala:

— Han Jisung! — diz sorrindo. E Minho escreve.

Han Jisung.

— Han-Ji-sung. Esse é o seu nome! Han Jisung.

Jisung precisou de alguns segundos para entender o que estava acontecendo. Maravilhou-se com aquilo, nunca ninguém fizera coisa tão encantadora para si. Sorri de cabo a rabo.

— Este é meu nome? — pergunta, entendendo agora que, sim, ele era digno de ter seu nome escrito em um pedaço de papel, e ainda mais pelas mãos de um príncipe.

— Sim! Han Jisung, é seu nome aqui. — Minho sorri, mostrando os dentinhos salientes.

Jisung passa a mão por cima das letras, tomando cuidado para não borrar a tinta fresca.

— Han Jisung... — sussurra baixinho. — Obrigado, Lino Minho. Não sei explicar a felicidade que me domina em, agora, saber escrevê-lo.

— Às ordens. Agora você pode treinar e escrever em seu livro, ao lado de seu retrato. Bom, eu vou indo, preciso descansar e meu pé está querendo começar a doer.

— Eu te levo. — Jisung levanta astuto, puxando Jisung para um abraço de lado, passando o braços do outro por cima do pescoço. — Amanhã quero lhe mostrar um pouco da floresta, o que acha?

— Desde que ninguém me veja, está ótimo! — Minho sorri, enquanto sai do quarto do mais velho.

— Onde nós vamos é muito para dentro, duvido ter alguém que vá até lá — Jisung dita convencido, iria levar Minho na sua parte favorita da floresta.

— Aonde vamos? — pergunta, empurrando a porta de seus aposentos.

— É surpresa — fala Jisung, torcendo para que Minho fique tão maravilhado quanto ele, quando chegar ao local.

— Puxa vida, nenhuma pista?

— Jamais! — Jisung coloca o menino sentado em sua cama. — Espero que goste tanto quanto eu. — Beija a testa alheia. — Bom descanso, Minho.

— Com certeza, eu irei. Obrigado, Jisung-ssi!

Jisung sai do quarto e corre até o seu. Senta-se na cadeira novamente, observando com os olhos bem abertos a caligrafia quase perfeita do príncipe, e seu nome escrito pelo menino. Tamanha felicidade lhe consumia, e ele logo trata de tentar escrever aquelas letras, que antes não faziam sentido algum, em seu livro de histórias.

Fica um tanto torto, mas o menino sorri com o resultado. Guarda o pedacinho de papel nas últimas folhas do livro, tendo certeza de que dali não saem. E chora. Jisung chorou por ser inevitável não pensar em Minho como sendo seu par para a vida, e em como isso se tornaria mais difícil e inalcançável, quando o príncipe partisse. Mas mesmo assim, Jisung está aliviado, seu livro agora tem um nome, e seu segredo ainda está guardado a sete chaves, ou melhor, a sete páginas de onde Minho havia parado.

 


Notas Finais


Amanhã sai o ultimo capítulo! Tive alguns problemas e não consegui postar anteriormente, espero que vocês estejam gostando!


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