1. Spirit Fanfics >
  2. Memórias em jogo >
  3. Relações.

História Memórias em jogo - Capítulo 2


Escrita por:


Capítulo 2 - Relações.


Fanfic / Fanfiction Memórias em jogo - Capítulo 2 - Relações.

Após se arrumar Itadori havia descido as escadas da escola, o lugar estava vazio, chegava a ser perturbador ver um lugar que costuma ter muitas pessoas estar tão vazio e escuro pelo breu da noite. Ou quase noite, o sol estava se pondo, deixando um belo horizonte alaranjado com tons de rosa e vermelho.

Por mais desconfortável que era o vazio da escola, havia ajudado o garoto a achar o seu irmão gêmeo. Se era que poderia chama-lo de gêmeo, já que estava completamente coberto de tatuagens estranhas de sua testa ate onde seus olhos alcançavam. Yuuji sente uma sensação repentina de já ter visto o rosado a sua frente, no acidente talvez? Era ele que estava estressado com o técnico não era?

- Perdeu algo em minha cara moleque? - Grosso.

- Não. - Responde sem muita demora.

Logo se junta ao lado do irmão para irem embora, não sabia aonde era sua casa então precisaria ser guiado. Sukuna irritado por ter saido já se vira, fazendo o caminho de volta de onde veio. As ruas estavam vazias, dando para andar pela pista tranquilamente.

- Então.. nós moramos juntos? -

Ele precisaria de respostas no momento, a falta de memória iria ser um problema grave para interagir socialmente e quem melhor para tirar respostas se não seu irmão gêmeo? Parecia uma ótima ideia começar um diálogo comum com o mesmo, isso é, se ele não estivesse com cara de quem chupou o limão mais azedo do mundo.

- Sim. - Não parecia querer conversar.

- Hun... - Da uma longa pausa antes de prosseguir insistente. - Quale a dessas tatuagens? -

- Não é da sua conta. - Estava perdendo a paciência.

"Tão grosso", era o que o nosso pequeno tigre pensava no momento. Que diabos de relação entre gêmeos era aquela? Eles deveriam morar juntos a anos, por que ele insistia em responder de forma tão seca o seu maninho que acabará de sair da enfermaria após um acidente grave em quadra? Não era possível que aquele seria realmente ele em seu estado normal, mas para a infelicidade de Yuuji, sim, aquele era o normal de seu irmão.

- Entendi. Ei, qual era nossa relação como irmãos mesmo? - Pergunta confuso pelo comportamento agressivo por parte do tatuado.

- Você faz perguntas de mais Itadori! - Se vira brusco, com raiva implantada em sua face, mas ao bater os olhos nas faixas ao redor da cabeça do "maninho", recua.

Por mais que haveria tomado um susto pelo grito dele, não poderia deixar de admirar aquela vista. Os olhos vermelhos e irritados olhando sua alma enquanto o sol se deitava no horizonte, era extremamente lindo, principalmente ao vento afoito bater em seus cabelos rosados.

O tatuado já irritado se volta novamente para a estrada, andando agora com passos largos e as mãos atoladas nos bolsos de sua jaqueta de couro. "Qual o problema desse cara?", um pouco mais atrás pensando em o que poderia fazer para melhorar o clima que estava mais fundo que as cataratas do niágara.

- Ryomen. -

- O que foi caralho? -

- Porque nossos sobrenomes não se batem? -

Não havia sido a melhor escolha de pergunta já feita, mas nenhuma das anteriores haviam sido. Yuuji ainda estava muito confuso sobre seus amigos, família, lugar que morava, qualquer informação mesmo que errada séria útil. O seu irmãozão como já estava a um fio de cabelo pela paciência que lhes faltava havia ficado em silêncio após uma torcida de língua seguida de um estralo, pensando e ponderando em como daria uma resposta, mesmo que não pretende-se dar a mesma.

Logo os dois param na frente de uma casinha, pequena mas charmosa em uma coloração amarelada como gema de ovo, era de primeiro andar, uma típica casa japonesa, sem chamar muita atenção mas que havia seu charme. O esquentadinho se apressa tirando os calçados na entrada, abrindo a porta que fazia um barulho de trinco bem nostálgico, logo adentrando o cômodo com cheiro de lavanda.

- Nossos pais se separaram. A justiça determinou que cada filho ficaria com um parente. - Finalmente decidiu responder.

Faria sentido, já que haveria memórias com seu pai e somente ele. Provavelmente herdou o sobrenome Itadori pela parte da família paterna. Deduziu que Sukuna haveria sido criado pela mãe dos dois, levando assim o sobrenome Ryomen.

O rosado mais atrás adentra na casa, pisando em seu chão de madeira. Para dois adolecentes ali estava extremamente limpo, levou o olhar curioso ate a estantes que haviam fotografias de família, a mãe era uma linda mulher de cabelos rosas, por um momento se perguntou como alguem que parecia ser tão doce criou o revoltado a sua frente que era tudo menos doce (talvez ate mais amargo que um limão).

- E.. aonde eles estã- É cortado.

- Eles morreram. - Se joga no sofa de forma preguiçosa.

O garoto que acabará de descobrir que seus pais morreram, sente uma pontada no coração, sempre havia sido fácil para Yuuji ter uma empatia muito aflorada, mesmo com aqueles que já se foram. Se senta no sofá ao lado do que era para ser seu irmão.

- Meus pêsames.. -

- Não fale idiotices, isso já faz muito tempo. -

"Imagino que o interrogatório acabou. Finalmente", devaneava. Ele pega o controle da tv ligando em qualquer canal aleatório só para ter algum som naquela casa. Olhou de relance para as bandagens na cabeça do rosado (que estava concentrado no que parecia ser a novela mais chata do mundo), nem fodendo que iria pedir desculpas por aquilo, o orgulho de Ryomen, o Rei do colégio amaldiçoado, era grande de mais para ser rebaixado a um pedido de desculpas.

- Vá fazer a janta, fedelho. -

- Hum? - Tem sua atenção voltada ao tatuado.

- Esta surdo? Estou com fome, geralmente é você quem cozinha. - aponta para Yuuji com o controle em mãos.

- Porque eu deveria ir?! Você tem mãos e eu estou me recuperando! -

Havia se irritado pelo jeito do irmão, nem fodendo que iria ser empregada depois de ter se acidentado gravemente, ao ponto de perder as memórias. Ao contrário dos olhos de caramelo, Sukuna sorri largo. "Ai esta meu tigrinho", era o pensamento mais fofo que a "maldição" teria de seu irmão, por mais que tranca-se esses pensamentos e apelido a sete chaves de ouro encrustadas a diamante.

Derrotado, ele se levanta jogando o controle na cama, se dirigindo a cozinha logo após, murmurando algumas palavras rabugentas baixinho. O seu pequeno tigrinho havia aproveitado a sua ausência para se espreguiçar confortável no sofa, tomando todo o espaço do mesmo para assistir tv antes do jantar ficar pronto.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...