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História Memórias eternas - (Malec) - Capítulo 3


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Notas do Autor


Curtam o capítulo, se tudo correr bem, domingo tem mais....

Capítulo 3 - Quando te conheci


Por Alec

Eu fiz tudo o que o pessoal da clínica orientou, troquei de apartamento, que graças aos deuses, foi bem rápido, levei para o novo apenas algumas roupas, quase queimei tudo que me fazia lembrar de Magnus, mas não tive coragem, então coloquei dentro de uma caixa e levei para a Catarina, junto com uma carta para Magnus.

Conversamos por horas, eu expliquei tudo a ela, agradeci os anos de amizade, que infelizmente seriam apagados juntos com Magnus e sai, sem olhar para trás.

Por Magnus

- Senhor, pediram para entregar isso, o garçom chega perto de mim com uma taça na mão, estou no restaurante do hotel, é a última noite em Berlim, eu olho para o homem e apenas faço um sinal com a mão, recusando.

- Não acredito que você recusou uma taça do melhor champanhe desse lugar, um homem muito bonito, pele morena acastanhada, olhos escuros que estavam brilhando, cabelos levamente amassados, se aproxima da minha mesa e me dá um sorriso de tirar o fôlego.

- Você é muito gentil, mas ainda vou continuar recusando, eu falo e o homem que está vestindo uma calça, que deveria ser proibida de tão justa, uma camisa que marca tanto os seus músculos, que tenho a impressão que se ele levantar um pouco o braço, o tecido rasga, me olha quase suplicando por um pouco de atenção.

- Desculpa, mas é que você é um homem tão bonito, que é até um pecado estar aí sozinho, posso te fazer companhia? Ele pergunta, eu me sinto tentado a ceder, mas a verdade é que estou com Alec nos meus pensamentos, o meu lindo garoto de olhos azuis, não há espaço para nenhum flerte hoje.

- Eu adoraria, mas vou pedir para você não insistir, está é minha última noite nesse lugar e estou muito cansado, eu falo tentando não ser indelicado, por bem menos eu já teria colocado o homem pra correr.

- Tá certo, mas se mudar de ideia, estou no 408, é só bater na porta, posso ser todo seu a noite inteira, adoraria ser usado por você de todas as maneiras possíveis, você tem cara de quem faz bem gostoso, o homem fala e eu fico realmente surpreso com a maneira direta dele, totalmente eu.

- Ok, vou fazer uma nota mental do seu convite, eu respondo e volto o olhar para o meu pedido que acaba de chegar.

Ele começa a andar, eu fico observando-o se afastar, sua bunda subindo e descendo, o filho da puta tá rebolando só pra me provocar, mas isso só faz eu pensar mais no Alec.

Depois de um jantar delicioso e um bom vinho, eu vou direto para o meu quarto, desde a minha última briga com Alec, isso a dez dias, que a gente não se fala, eu já mandei mil mensagens, já liguei, religuei, e nada dele atender, não vejo a hora de ir embora desse maldito lugar e pegar ele de jeito, já ficamos até um mês longe uma vez e ele veio rastejando atrás de mim, não será diferente dessa vez.

Eu tomo um banho demorado e me jogo na cama, a convenção dessa vez foi uma grande merda, vinte e cinco dias longe de casa, estou com muita saudades dos meus filhos, da minha casa, mas principalmente do meu garoto, sim, ele é meu, sempre será meu.

Estou revoltado com o gelo que Alexander está dando em mim, então começo a me lembrar do dia que o conheci.

Foi no dia do aniversário de quarenta anos da Catarina, que junto com o Ragnor, são uma espécie de irmãos para mim.

Ela disse que era uma festa íntima, só para os amigos mais próximos, no início eu não queria muito ir, tinha feito um plantão de trinta e seis horas e estava morto de cansaço, além de que estava viúvo a menos de três meses, mas Ragnor me ligou e praticamente me obrigou a ir.

Eu estava perto do bar, com um copo de vodka em uma mão, dançando ao ritmo de Snowchild -Th e Weeknd, minha outra mão passava pelo meu peito quase nu, devido os botões abertos da minha camisa, fazia tempo que eu não me deixava ser conduzido pela batida forte das músicas, lembro que me senti vivo.

Estava aproveitando o momento, quando um rapaz apareceu no meu campo de visão e pelo que há de mais devasso, ele era fodidamenrnte gostoso.

Sua pele clara, quase pálida, em contraste com seus cabelos escuros, beirava a perfeição, mas o que me fez perder totalmente o ar e o mínimo de sanidade restante, foi quando aqueles olhos azuis se encontraram com os meus, ele me olhou como se estivesse me desejando, tão novinho, tão puro, quase um anjo eu pensei.

Lembrei de suas roupas, uma calça branca, que era uma porção de pecado, vindo direto do inferno para me queimar inteiro, mas eu queria muito me queimar naquele fogo, ele vestia uma camiseta manga longa azul, azul que fazia seus olhos ficarem mais intensos, e a julgar pelo jeito com que ele me olhava, ele me desejou, eu sabia, ele seria meu.

Vi quando ele se aproximou de Cat e a abraçou, entregando um pequeno embrulho, seu sorriso era algo que devia ser censurado, era perturbador, quanto mais eu olhava, mais eu queria olhar.

- Oi, eu não conheço você, lembro de ter dito em seu ouvido, em um momento de total descuido dele, que estava virado para uma mesa flutuante onde haviam alguns salgados, a forma que ele mordeu um quibe, me fez pensar em outra coisa em sua boca.

- Talvez seja porque você não me conheça, ele diz se afastando um pouco, seu rosto estava corado e sua respiração fora do compasso.

- Sou Magnus, Magnus Bane, amigo de Catarina, eu falei e ele sorriu tímido.

- Ah sim, eu sou Alexander Lyghtwood, mas pode me chamar de Alec, ele falou envergonhado, eu estava olhando para ele com tanta indiscrição, mas era impossível não pensar coisas com um rapaz tão gostoso na minha frente, tão perto, tão tocável.

- Porque economizar em um nome tão gostoso de se ouvir Alexander, seria um ultraje tal indelicadeza, eu falei e seu sorriso ficou tão inocente e sedutor, céus, ele era muito fogo e paixão ao mesmo tempo.

O resto da noite foi muito excitante, eu não perdia uma oportunidade de flertar com Alec, meus anos de vida a mais, me davam uma grande vantagem sobre ele, que estava totalmente na minha, tanto que até o número do celular e endereço, eu já tinha no fim da noite, só não levei ele pra cama, porque ele não foi tão fácil assim.

Dias depois, no meu primeiro dia de folga a noite, eu marquei com ele, de ir no seu apartamento, para nos conhecermos um pouco melhor, nesse dia eu levei o melhor vinho da minha adega e ele fez um jantar pra gente.

- Você está lindo Alexander, eu lembro que falei assim que ele abriu a porta, ele vestia uma calça preta com uma camiseta amarela, eu estava com uma calça azul escuro e uma camisa de botão vermelha.

- Você também está muito bonito Magnus, entra, ele falou e eu entrei, seu apartamento era bonito, bem decorado e aconchegante.

Eu ajudei ele a colocar a mesa, ele estava extremamente nervoso e um tanto tímido, então eu resolvi quebrar o clima tenso entre nós, ele estava colocando a travessa na mesa, que por pouco não foi ao chão, quando eu o abracei por trás, ele se assustou um pouco, seu corpo ficou tenso, então eu o virei de frente pra mim e o imprenssei contra a mesa.

- Bebê, você sabe o porquê estou aqui né? Eu gostei de você Alexander, gostei desde o primeiro olhar, e eu vou fazer uma coisa agora que eu estou louco para fazer desde de então, eu falei e tomei os seus lábios, no início o beijo foi desajeitado, parecia até que ele não sabia bem como fazer, mas isso não durou nem um milésimo de segundos, porque logo o beijo tomou vida própria, nossas bocas pareciam se pertencerem, eu gemi contra os seus lábios, ele gemeu contra os meus.

Meus braços envolveram toda a cintura de Alexander, ele ainda estava com os braços estendidos do lado do próprio corpo, mais a medida que o nosso beijo se aprofundava mais, ele foi passando as mãos pelos músculos dos meus braços, subindo lentamente, até estar com os braços em volta do meu pescoço.

- Ah Alexander, você é tão gostoso bebê, eu sussurrei perto no seu pescoço, chupando a região de uma forma firme, minha intenção era deixar minha marca ali.

Minhas lembranças vão ficando desfocadas, até que eu pego no sono, acordando com o alarme estridente do celular.

Eu levanto, faço minha higiene pessoal, peço serviço de quarto e tomo o café da manhã, depois pego as minhas coisas, faço o check-out, indo direto para o aeroporto, no caminho eu recebo uma mensagem de Catarina.

"Mags, sei que seu vôo sai daqui a pouco, amigo, eu preciso que venha no meu apartamento assim que chegar em Nova York, é urgente", eu leio a mensagem e fico intrigado, o que essa maluca quer comigo de tão importante?

"Pode deixar, eu vou passar no apê do Alexander e depois vou direto para o seu" eu escrevo de volta, não demora muito e ela escreve de volta.

"Não Mags, você precisa passar aqui primeiro, entendeu?", eu leio e acho graça, Catarina sendo Catarina.

"Pode deixar".

Eu desembarco em Nova York, mas ao contrário do que Catarina pediu, eu vou direto para o apartamento de Alexander, preciso saber porque diabos ele está com birra comigo, garoto insolente.

Quando eu coloco a chaves na fechaduras, a porta não abre, eu tento mais algumas vezes sem acreditar, quando um homem, aparentando ter uns quarenta anos chega perto de mim.

- Posso ajudar? Ele pergunta sério.

- As chaves, não tá funcionando, eu falo e ele me encara.

- Acho que o Sr deve ter bebido um pouco e errou de andar, esse apartamento é meu, o homem fala calmamente, eu me afasto da porta para verificar o número, mais é o número do apartamento do Alec.

- Mas não pode ser, até dias atrás esse apartamento era de outra pessoa, eu falo.

- Claro, eu comprei tem pouco tempo, o homem fala e abre a porta, eu fico paralisado no corredor, tentando entender o que acabou de acontecer, depois entro no táxi e vou até a Catarina.

Quando eu chego na casa dela, ela corre para me abraçar.

- Você ficou muito tempo dessa vez Mags, tava morrendo de saudades, Catarina fala, mas seus olhos parecem tristes.

- O que aconteceu com Alexander? Porque ele não está mais morando no apartamento dele?


Notas Finais


Teorias?

Música: Snowchild -The Weeknd,
https://youtu.be/rC3NsQeup-Y


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