História Memórias Perdidas - Capítulo 4


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Categorias The Maze Runner
Tags Cura Mortal, Fanfic, Maze Runner, Memórias, Minho, Original, Prova De Fogo, Romance
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Palavras 3.085
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


olaa, me desculpem mesmo pela demora, espero que gostem desse capítulo. Boa leitura <3

Capítulo 4 - Capítulo 4


CHAPTER 4

 

LUANA - GRUPO C

IMUNE



 

    Minha cabeça doeu como um inferno, meus olhos se arregalaram com a figura do loiro a minha frente, alguns fragmentos de memórias iam e vinham na mente. Não era exatamente dessa maneira que eu esperava receber minhas memórias de volta.

    Desviei o meu olhar para a mesa, olhando para cada um dos rostinhos que ali estavam. Caçarola, Winston,Clint, Thomas… E-Eu conhecia todos eles, tinha crescido com eles e tinha visto cada um deles crescer.

Uma onda de desconforto me atingiu em cheio, alguns nomes começavam a voltar na minha cabeça e ficavam indo e voltando feito um bumerangue.

— Você está viva. —  Newt murmurou sem perceber meu desconforto, o seu sotaque engraçado era tão familiar que parecia aquecer o meu coração desesperançoso — Eu jurava que você era uma alucinação em minha memória, até os meninos comentarem que se lembravam de você também…

A informação veio rápida para a minha cabeça, eu os conhecia desde criança, e deveria estar junto deles contudo a CRUEL tinha mudado seus planos sobre a minha participação no Experimento. Pensar naquilo fez uma enorme culpa me corroer, eu não sabia porque, mas doía. Não me sentia capaz de os olhar nos olhos.

— Eu não entendo como...Como eu posso lembrar de vocês… — sussurrei assustada, sentindo o meu estômago revirar. Desviei os meus olhos para Thomas, ele parecia deveras mais velho e mais cansado do que eu me recordava, o garoto me encarava como se eu fosse um fantasma.

— Eu vi você na Transformação… — ele sussurrou com o rosto branco como se fosse papel.

Senti os meus olhos darem indício de que eu iria começar a chorar, contudo eu contive as lágrimas piscando. Não sabia porque, mas eu me sentia triste e suja. Sentia que tinha traído a confiança dos garotos que eu tinha acabado de “conhecer”.

— V-Vocês estão realmente aqui… — murmurei incrédula, sem conseguir assimilar o que era real ou não.

Quando falei aquelas palavras senti meu coração acelerar, então será que aquele garoto…?

Newt não me deu muito tempo para pensar, me puxando para um abraço. Ainda em estado de choque, eu percebi o como ele estava mais velho e como tinha crescido. Meio relutante, eu passei meus braços por sua cintura , me permitindo o abraçar e sentir a sensação de conforto e proteção que ele me proporcionava.

— Como vocês...Céus, são tantas perguntas. — disse emocionada quando me soltei do abraço de Newt.

— Eu quem o diga trolha. — Newt sorriu gentilmente — Onde esteve todo esse tempo?

Engoli em seco, olhando seus olhos castanhos.

Tinha plena consciência de que eu tinha causado aquilo, como eu ainda não sabia, mas mesmo assim me sentia culpada, e sem coragem alguma de contar para eles.

— Fui mandada para uma clareira mista, eu faço parte do Grupo C. — uma sensação de enjôo misturada com ânsia de vômito surgiu assim que eu contei parte da verdade para os meninos.

Todos eles me olharam incrédulos e eu apenas apontei para a mesa onde estava sentada. — Eles são o que restou do Grupo C.

Minho vai enlouquecer quando encontrar ela. — ouvi um dos garotos sussurrarem e meu corpo logo entrou em choque.

    —  Aquele asiático não tem jeito. —  alguém resmungou.

    Minho.

Asiático.

Era ele.

Não, definitivamente, não. Não estava pronta para encarar o garoto que eu passei tanto tempo achando que era irreal, preferia acreditar que ele realmente fosse algum plong que a CRUEL tinha colocado na minha cabeça do que se ele fosse alguém de verdade.

Ao invés de responder os meninos, senti uma enorme sensação de vazio ao olhar para a mesa, tinham diversos rostos faltando ali.

— Cadê o Chuck? Alby? —  Perguntei olhando em volta. —  E o cabeça de mértila do Gally?

Ao pronunciar o nome de Gally, senti meu peito doer. Ele era uma das poucas pessoas que eu me lembrava claramente desde que tinha saído do Labirinto, tinha plena consciência de que ele era como um irmão para mim, eu o amava e mataria por ele se fosse preciso. Mas...Onde ele estava?

    A mesa ficou em silêncio.

Não, não de novo não.

De surpresa, todos os olhares da mesa foram para aquele tipo de olhar que eu estava recebendo a semanas, pena. Eu odiava quando sentiam pena de mim.

    Dei meia volta tensa, ignorando a voz de Thomas me pedindo para voltar para a mesa.

— Você não quer ver o Minho? —  o trolho gritou e eu suspirei fazendo o possível para sair logo dali, meu coração falhou uma batida, mas eu ignorei o sentimento me retirando do refeitório sendo observada pelo meu grupo.

Assim que eu saí da mesa e já estava trancada em meu quarto, foi Minho que chegou, mais tarde Newt me contou que todos os garotos olhavam para Minho sem saber como lhe dar a notícia.

— Cara, ou vimos um fantasma cara, ou a trolha da Luana está viva e garantimos que ela não é uma alucinação. — Caçarola disse se apoiando na mesa, analisando as expressões do asiático.

Minho ficou tenso ao ouvir o meu nome.

— Acho melhor eu ir atrás dela. —  Newt falou, como se soubesse que algo estava errado, e Minho ergueu a sobrancelha.

—  Você vai apoiar a garota, sabendo que ela mentiu para nós? —  Minho falou a “garota” rispidamente, aparentemente ele já tinha boa parte de suas memórias de volta.

Newt suspirou, sabendo que o garoto tinha o gênio difícil principalmente quando algo o afetava de verdade.

— Eu vou atrás dela. —  Ele olhou significativamente para Minho e saiu andando atrás de mim, indo para os dormitórios do Grupo C.





 

                  ~•~








 

— Eu juro que não entendo você. —  Newt falou quando me viu sentada na minha cama abraçada ao meu travesseiro.

Meus olhos se desfocaram por um momento, até que eu pudesse finalmente olhar para Newt sem que as lágrimas embasassem a minha visão.

—  Meu irmão de consideração morreu Newt. —  falei secamente, sem querer demonstrar que eu estava afetada com a situação — Gally se foi, eu estou literalmente sozinha. Ele me prometeu que iria ficar do meu lado.

—  Você sabe que Gally nunca foi santo. —  ele murmurou se aproximando da minha cama, mas eu apenas me recuei, encostando na parede.

—  Mas ele morreu! —  eu gritei, meu rosto moreno ficando cada vez mais vermelho. —  Todas as pessoas que eu me importo morrem, todos que eu amo me abandonam. Você acha que é a primeira vez que eu perco alguém? Meus pais, Joe e agora Gally!

Newt me olhou penalizado, todos os meninos do Grupo A sabiam que Gally cuidava de mim como se eu fosse sua irmã mais nova, e apesar de nós brigarmos uma vez ou outra, nós realmente se cuidavamos como família. Ele era tudo o que tinha me restado…

O loiro sabia bem o quanto Gally importava para mim, afinal das contas, tinha sido ele que prometeu cuidar de mim no labirinto.

— Quem foi? Thomas ou Minho? —  disse com raiva. — Os dois nunca se deram bem com Gally, então por quê não matar ele não é mesmo? Por quê não se livrar dele? — gritava descontroladamente, e no fundo eu queria pedir desculpas a Newt por ter que fazê-lo ouvir aquilo. Não queria que ele me visse tão deplorável que nem daquele jeito, tremendo e chorando de ódio.

Newt respirou fundo como se pensasse no que iria fazer comigo, já que eu estava insana e puta da vida.

— Vou falar com a sua amiga, você não vai sair do quarto até estar mais tranquila. —  O loiro falou sério com um sotaque forte britânico.

Eu me deitei, encarando o teto, afundei a minha cabeça no travesseiro sem muito humor para dar continuidade naquela conversa.

—  Vai me pôr de castigo? —  Ergui a sobrancelhas incrédula, com um tom de deboche em minha fala.

    —  Quase isso. —  Ele falou fechando a porta e eu bufei, tornando a olhar para o teto.

Passei bons minutos sozinha, no mais puro silêncio enquanto algumas lágrimas silenciosas desciam pelo meu rosto junto com algumas memórias que vinham a minha mente. Não estava pronta para receber aqui tão facilmente, o que era no mínimo irônico, já que eu estive tanto tempo ansiando pelas minhas memórias.

Fui surpreendida quando vi a porta do meu quarto abrir e Savannah entrar com um semblante preocupado, a loira não demorou em sentar na minha cama.

    — Lua, me desculpe, eu achei que ver os meninos do Grupo A fosse te animar...Você finalmente iria ver caras que não fossem os do nosso grupo…

    Eu suspirei.

    — Eu os conheço Sav. — sussurrei com a voz fraca, minha amiga franziu a testa ao ouvir aquilo — Eu os conheço desde antes de ser enviada para a clareira.




 

LUANA - ANTES



 

—  Lua! —  Teresa exclamou, se sentando do meu lado da cama  — Você não se alimenta, e depois não dorme direito? Eu estou ficando preocupada com você. O que está acontecendo?

    Olhei para a minha amiga, sentindo o meu coração pesar.

Eu tinha que dar a minha resposta para Ava Paige hoje, aquilo me deixava nervosa. Era pegar ou largar, e a proposta que ela tinha feito era irrecusável. Se eu contasse para os meus amigos a minha decisão, eles ficariam muito magoados comigo. Não tinha porque eu falar disso para eles.

Ava tinha se comunicado comigo quase que um mês atrás, disse que estava a surpreendendo cada vez mais e que tinha uma proposta irrecusável para me fazer, pediu para que eu não abrisse a boca sobre isso com os meus colegas do Grupo A e assim eu o fiz.

— Eu só tô com febre. —  falei pondo a mão na testa fazendo uma encenação, o que não era necessariamente uma mentira, a ansiedade tinha deixado o meu corpo quente de alguma forma.

—  Ok, eu vou encontrar o Tom, e depois nós vamos continuar essa conversa.

Sorri maliciosa para ela que revirou os olhos ao sair quarto.

      



 

     ~•~



 

    Meus olhos se arregalaram quando eu percebi que Minho estava entrando no meu quarto, naquele dia em especial ele vestia um moletom preto e calças da mesma cor. O garoto tirou o capuz da cabeça e me olhou preocupado,

    Apesar da amizade, nós discutiámos bastantes por coisas bem bobas, mas sempre acabávamos de bem um com o outro. Normalmente eu demonstrava me importar mais com ele, e sempre cedia nas discussões, já que Minho era conhecido por ser aquele que dava a última palavra em tudo. Já ele tinha uma cabecinha de mértila, nunca sabendo quando eu estava bem ou mal.

    Exatamente por isso eu estava surpresa com a presença dele, mal conseguia acreditar que ele sequer sabia que eu não estava bem.

    Recentemente tínhamos se aproximado mais, e eu não podia negar que estava evitando ele por causa do...Beijo que tinha acontecido..

— Eu sei que você não vai falar muita coisa. Então não vou insistir. —  ele falou e eu dei um sorriso de leve, isso era uma das coisas que eu mais gostava em Minho, ele esperava e não ficava me sufocando como Teresa.

Meu coração pareceu saltar só com a proximidade e com seus dedos roçando gentilmente no meu braço.

    —  Obrigada. —  falei baixinho, apesar da vergonha, eu não conseguia desviar os meus olhos dele, tudo em Minho era como um imã para mim. Sentia minhas bochechas assumirem um tom avermelhado, enquanto meus olhos desviavam dos olhos do garoto para seus lábios.

    —  Mas você sabe que sempre pode contar comigo. —  Ele disse se aproximando de mim enquanto meu coração batia fora do ritmo. De alguma forma Minho percebeu o meu comportamento, o que era raro, e deu um pequeno sorriso convencido que eu tanto gostava. O garoto se inclinou na minha direção e juntos nossos lábios em um selinho demorado que me encheu de expectativa, contudo, ele apenas sorriu novamente, acariciou meus cabelos e saiu do quarto me deixando com mais dúvidas do que antes.



 

~•~



 

    Depois de passar praticamente um mês me contorcendo de tanto refletir, eu fiz a minha decisão, algo me dizia no fundo que aquela seria a minha decisão desde o começo. Nunca conseguiria me ver traindo os meus amigos, mesmo que isso significasse me sacrificar por eles. Pensei em cada amigo que eu tinha feito no Grupo A, e decidi que eu simplesmente não iria abrir mão do que eu tinha conquistado ali, eles eram meus amigos, minha família, tudo o que me restara.

— Eu fiz minha escolha. —  falei decidida para a Ava Paige, que me olhava com um pequeno sorriso assustador, como se soubesse exatamente o que eu iria falar. —  O que eu mais prezo neste experimento são as minhas amizades, e eu não vou abandonar os meus amigos pela Cura ou por alguma oportunidade de sobreviver lá na frente. Não importa que eu me salve, eu não vou me sentir completa se eles não estiverem comigo no final.

Ela me analisou por um longo tempo, o que me assustou ainda mais, me perguntava se o que eu tinha feito era certo.

— Era exatamente essa resposta que queríamos ouvir de você senhorita. —  ela disse em um tom tão formal que chegou a me incomodar. — Um líder precisa ser leal ao seus seguidores. Por isso você será o grude da Clareira C.

Eu abri e fechei a boca várias vezes, meu cérebro parecia estar em um loading, será que ela não tinha entendido o que eu tinha falado? Não tinha sido clara o suficiente?

— Senhora, acho que você não entendeu, eu recusei a oferta. —  falei devagar para ela entender.

—  Sabemos disso. Mas a escolha foi apenas um teste, você será transferida para o Grupo C como uma Imune, você os ajudará a se unir. Estivemos procurando alguém que pudesse unir esse grupo,e este alguém certamente é a senhorita. —  ela declarou solenemente.

Eu franzi a testa.

— Não, eu quero ir pra Clareira com os meninos.

—  Mas você irá para a Clareira. —  Ela disse pondo um final na conversa, me dando um sorriso amável que fez meu estômago revirar.




 

LUANA - DEPOIS



 

— Lua? —  uma voz me tirou do meu sono, e eu fiquei muito grata por terem me tirado daquele “pesadelo”, assim que passei a mão no meu travesseiro vi que ele estava todo molhado. Será que eu tinha babado? Mas quando fui perceber, eu tinha chorado enquanto dormia.

Meus olhos ardiam, e mesmo assim eu os cocei, secando os resquícios de lágrimas.

—  Newt? —  falei com a voz fraca, sem coragem de abrir os olhos. —  As minhas memórias, elas voltaram. Eu me lembro do que aconteceu, meu Deus, me desculpe. Me desculpe de verdade... —  Sussurrei deixando um soluço escapar pelos meus lábios.

Ultimamente eu estava me sentindo tão fraca e devastada, esperava ansiosamente por uma fase em que tudo aquilo passasse e eu conseguisse controlar os meus sentimentos sem ter que desmoronar por completo.

—  Por quê você não toma um banho e vem tomar café da manhã com os meninos? — ele disse de uma forma adorável, como se não estivesse bravo comigo por eu ter falado merda dos meninos quando estava em um momento de surto.

Acho que era por isso que eu admirava Newt, ele tentava compreender e ajudar todo mundo.

—  Eu dormi um dia inteiro? —  perguntei, me ajeitando na cama.

—  Sim. —  ele confirmou e eu suspirei.

—  Ok, vou tomar um banho e já volto.

—  Estamos te esperando no refeitório.

—  Pode deixar. —  falei entrando no banheiro.

Tomei um banho rápido e lavei  meus cabelos que estavam completamente amassados por conta da noite passada. Nunca tinha dormido por tanto tempo, talvez fosse realmente o que eu precisava no momento, um tempo pra descansar de toda essa loucura.

Vesti uma camiseta branca e uma calça preta e calcei meu coturno da mesma cor que a calça.

Minha barriga roncou e eu fiz o possível para ir rápido para o refeitório, acho que todo aquele tempo dormindo tinha realmente me deixado com fome.

Assim que eu entrei no refeitório, fiz questão de ir até a mesa do Grupo C e me esclarecer com eles, não achava justo os deixar sozinhos apesar de eu estar furiosa pela forma como eles vinham me tratando.

— Gente. —  falei para as pessoas da minha Clareira, que não fizeram expressões muito boas ao me ver —  Eu não vou sentar com vocês hoje.

—  Tanto faz. —  ouvi uma garota resmungar, enquanto a grande maioria deles dava de ombros para a minha presença ali.

Engoli em seco com tanta indiferença, e criei a coragem que me faltava para ir até a mesa do Grupo A. Assim que me virei me deparei com que eu menos esperar ver naquele momento, ele. Seu nome pipocou na minha memória, Minho.

Meu corpo gelou por completo, e a minha boca secou. O garoto estava sentado ao lado de Thomas e me olhava desconfiado, suas feições tinham amadurecido muito, ele estava muito mais alto e musculoso do que eu me recordava. Não me surpreendi, tinham sido longos dois anos, obviamente ele teria mudado e provavelmente me odiaria agora.

    Quebrei o olhar entre nós dois, e dei um meio sorriso para os meninos me sentando ao lado de Winston, que me olhava como se eu fosse um fantasma.

— Oi meninos. —  falei timidamente.

Todos os garotos me olharam de cima a baixo, enquanto eu olhava para a mesa, procurando não encontrar o olhar de ninguém.

— Você não morreu? —  alguém falou.

    Eu olhei para Newt e suspirei, o garoto me incentivou a contar a verdade, e eu não queria decepcioná-lo.Era hora de falar a verdade.

— Eu menti pra todos vocês. —  falei dando um gole na minha coca-cola, procurando ganhar um pouco mais de tempo. —  Porque eu recebi uma proposta dos criadores...

    —  Então você nos trocou por uma proposta? —  um dos garotos falou magoado.

    —  Deixem ela terminar de falar trolhos. —  Newt ralhou e todos ficaram quietos, eu apenas lhe dirigi um olhar agradecido.

—  Ou eu continuava com vocês no Grupo A, ou eu me tornava a líder do Grupo C e me tornava algo como o grude do grupo, além de que eu ganharia vantagem quando acharem a cura.... —  disse tentando me atrasar insistindo em beber o refrigerante. — Eu recusei a proposta. —  os meninos me olharam incrédulos. — Mas os Criadores falaram que isso fazia parte de um teste, e que, eu tinha passado no teste. Por isso eu fui mandada para o Grupo C, porque precisavam de uma pessoa com “personalidade forte” e “lealdade” para unir o grupo. —  Fiz aspas com as mãos em puro sinal de deboche. — Se vocês não quiserem acreditar em mim, voilá, fiquem a vontade.

A mesa ficou em completo silêncio, os meninos pareciam digerir cada uma das minhas palavras.

Thomas me encarou, e a única coisa que ele me perguntou foi:

— O quê você sabe sobre o paradeiro da Teresa?

 



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