História Memórias Perdidas - Capítulo 19


Escrita por: ~ e ~NaumSabeNemEu

Postado
Categorias Five Nights at Freddy's
Personagens Personagens Originais
Tags Não Enche Meu Saco, Universo Alternativo
Visualizações 63
Palavras 4.160
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha só quem decidiu dar as caras!! Euzinea!
Saudades amores? Sim, non? :'3
Depois de duas semanas, finalmente a vossa querida autora decidiu postar mais um cap dessa nossa amada fic ;u;
Essas últimas duas semanas foram as piores da minha temporada de autora... Eu tive um bloqueio criativo e não vinha nenhuma ideia, nenhumazinha ;-; (fora que meu perfeccionismo decidiu fazer um complô pra ferrar com tudo mais um pouco)
Mas eu fui tentando e consegui(com a ajuda da minha querida amiga Uma_Otome_Qlqr) escrever esse cap :v
Então... Chega de falação e fiquem com o cap
Até as notas finais

Capítulo 19 - Capítulo 17


Autora's P. O. V.

Não chegava a ser tarde quando o loiro chegou em sua casa, afinal o sol havia acabado de se pôr. Apesar do horário, estava sozinho e ficaria ainda por mais algumas horas. Fechou a porta atrás de si, girou a trava e depois seguiu ás escadas a passos lentos. Ultimamente, seus pais tiveram muito trabalho. E com isso veio a necessidade de passar de mais tempo na empresa.

Apesar da insistência de Lance, seus pais continuam o dizendo para não se preocupar e apenas se concentrar nos estudos. No ponto de vista do loiro, isso é um saco.

Em seu quarto, desproviu-se de suas roupas e seguiu ao banheiro. Após um rápido e quente banho, retornou ao seu quarto com uma toalha amarrada na cintura e os cabelos ensopados. Para vestir, apanhou no guarda-roupa uma roupa qualquer. Assim que terminou de se vestir, se sentou na beira da cama e pegou seu celular, vendo que havia recebido uma nova mensagem.

Ao ler a mensagem, Lance não evitou sorrir contente.

Whatsapp On

- Estarei chegando amanhã pela manhã, loirinho.

- Certo. Amanhã á noite vou na sua casa.

- Só á noite? Como você é mau, loirinho...

- Caso não se lembre eu tenho aula na faculdade.

- Eu sei disso, mas bem que você podia vir á tarde. Eu sei muito bem que você tem a tarde toda livre.

- Não fale como se eu fosse um desocupado. Eu tenho coisas pra fazer!!

- E essas coisas são mais importantes do que eu? *risos*

- Idiota... Nos vemos amanhã á noite.

- Chato...

Whatsapp Off

Os lábios finos do loiro se contraíram num sorriso travesso. Após dias sem ter notícia de certo moreno, Lance não podia negar que sentia saudades.

Apesar de tudo, Lance ainda queria o ver

[Em outro lugar]

Nicolás encontrava-se deitado sobre o pequeno sofá da sala, completamente perdido em seus pensamentos. Por estar de olhos fechados, não percebeu que havia mais alguém ali com ele, o observando. Essa mesma pessoa, era quem mantinha Nicolás perdido em seus pensamentos.

Flashback On

Ao ver que mesmo que passasse a tarde inteira insistindo, não havia como fazer seus pais mudarem de ideia, o garoto de fios platinados bufou irritado e instalou-se no jardim dos fundos da casa de sua tia. Emburrado por estar sem seu videogame portátil, o garoto pôs as mãos dentro dos bolsos do casaco e chutou uma pequena pedra, e esta acabou por, inesperadamente, acertar um garoto que brincava por ali.

- Au... -o garoto levou uma das mãos á bochecha, que havia sido atingida pela pedra.

A surpresa era notável no rosto de Nicolás. Perguntava-se como não havia notado a presença do garoto no jardim instantes antes. Sua intuição lhe disse para pedir desculpas, mas seu corpo mal se moveu quando as orbes escuras do garoto o fitaram. Seu olhar fazia com que Nicolás se arrepiasse, mas ao mesmo tempo lhe passava uma sensação agradável.

- Quem é você? -perguntou o garoto, portador de curtos e volumosos fios negros - Qual o seu nome?

Nicolás levou um demasiado tempo para responder, pois sua atenção estava totalmente centrada nos olhos escuros do garoto.

- A-Ah... É Nicolás... Nicolás Martínez -respondeu, um tanto apreensivo.

O moreno pôs o polegar sobre os lábios e observou Nicolás por alguns instantes. Logo se levantou e caminhou até o platinado, que recuou.

- Nico... -sussurrou o garoto, aproximando-se mais de Nicolás.

Um sorriso não demorou a surgir na face do menor, revelando a falta de um dos dentes da frente.

- Pode me chamar de Nett.

Flashback Off

Um leve afagar em seus cabelos fez com que Nicolás abrisse os olhos e despertasse de seus pensamentos. Não surpreendeu-se quando seu olhar encontrou-se com os escuros olhos do moreno. Mas não deixou de sorrir brevemente antes de sentar-se no sofá.

- Imaginei que estivesse dormindo -comentou o moreno, sentado no braço do sofá.

- Estava apenas descansando um pouco -afirmou Nicolás - Que horas são? -indagou, esfregando levemente os olhos.

- Ainda é cedo, acabou de anoitecer... -Nett respondeu - Miguel foi fazer um passeio e as duas malucas estão "ocupadas" no quarto, que tal levarmos Matias pra comer alguma coisa?

- Aquelas duas... -pôs os dedos sobre as têmporas e suspirou - Antes preciso trocar de roupa, está esfriando -avisou e se levantou.

- Certo...

[Lanchonete - Pouco depois]

Enquanto aguardavam a chegada dos lanches, os dois rapazes conversavam entre si enquanto o pequeno Matias jogava "Chicken Scream" no celular do moreno. Risadas eram garantidas com as expressões do pequeno, que fazia uma carinha muito fofa quando perdia.

- Pu-Puu-PULA!! Piu... Piu.. PU-LALALA gainhaaa... -exclamava o pequeno mas logo fez uma cara emburrada e largou o celular - Perdi... -resmungou e os dois rapazes riram.

- Aqui, vamos jogar esse daqui -disse o moreno, puxando Matias para seu colo enquanto o mostrava outro jogo.

Enquanto os dois se divertiam fatiando as frutas que apareciam na tela, Nicolás se permitia soltar leves risos, os quais foram rapidamente notados pelo moreno.

- Do que está rindo? -perguntou com um ar brincalhão e ao mesmo tempo, manhoso.

- Parecem duas crianças... -comentou, pesando a cabeça para o lado e rindo levemente - Penso que você será um ótimo pai..

- Sabe bem que não me dou bem com crianças, eu seria um fracasso como pai -falou, rindo um pouco.

- Matias não pensa isso, não é 'Tias? -disse, afagando os cabelos do garoto, que riu e concordou - Vê? Eu tenho razão.

- Ata... -riu e revirou os olhos.

Logo os lanches foram entregues pela garçonete e os três comeram sem pressa. Com a conta paga, saíram da lanchonete e seguiram para casa. Não demorou até Matias reclamar do sono e o moreno o colocou nas costas, fazendo o garoto repousar a cabeça sobre seu ombro.

- Assim está bom, 'Tias? -perguntou e o pequeno confirmou.

Nicolás apenas os observava com um pequeno sorriso no rosto. Logo respirou fundo e depositou um pequeno beijo na bochecha do moreno, que o olhou confuso.

- Vamos logo pra casa, estou morrendo de sono... -disse, segurando em sua mão e o puxando enquanto mantinha o sorriso no rosto.

[Na manhã seguinte]

Pensativo e intrigado, Phillip andava pela calçada. Jaqueline não atendia suas ligações e nem recebia suas mensagens há dois dias. Quando foi á casa da loira, sua mãe o avisou de que ela não estaria em casa pelo restante da semana por estar com seus tios. Tal notícia deixou Phill levemente chateado. Ele compreendia que os tios de Jaqueline moravam em um lugar de difícil acesso á internet, mas achava que ela, ao menos, deveria retornar ás suas ligações.

Outro fator era que há algum tempo, Jaqueline esteve o evitando um pouco. Toda essa mudança no comportamento da garota estava começando a o preocupar.

Suas mãos correram pelos bolsos e apanharam seu celular. Sem pressa, discou alguns números e esperou a pessoa atender. Não demorou até a voz de Chloe surgir do outro lado, e mais ao fundo podia-se ouvir a voz de Sunny.

- Diz aí, Príncipe Encantado -brincou Chloe.

- Chloe, tens notícia de Jaque? Não consigo falar com ela de maneira alguma... -falou, claramente aflito.

- Phill, você sabe bem que na casa dos tios dela não tem internet, não precisa ficar desse jeito, a sua namorada não vai sumir -retrucou Chloe, rindo da situação de Phill.

- Eu sei disso, mas eu mal consigo falar com ela mesmo ela estando do meu lado, tem algo de errado com ela e eu quero saber o quê.

- Como você é escandaloso, Phill... Olha, faremos assim : Nos encontramos na praça em dez minutos, aí eu te conto tudinho o que sei.

- Está bem... -desliga.

Após guardar o telemóvel no bolso, Phillip se põe a caminhar até a praça, que não era muito longe de onde estava. Cerca de cinco minutos depois, o garoto chega á praça e se senta em um banco, começando a aguardar por Chloe. E acabou que o que era para ser apenas mais cinco minutos de espera, tornou-se quase meia hora.

Phill estava quase indo embora quando viu Chloe, que agora possuía longas mechas azul-piscina, e Sunny, que continuava com seu cabelo bicolor, se aproximarem.

- Já não era hora -reclamou o azulado de braços cruzados.

- Não reclame, tivemos um pequeno contratempo -resmungou Chloe, mostrando uma sacola que continha uma caixa de chocolates.

- ...Vocês me fizeram esperar meia hora porque estavam comprando chocolates?! O que diabos vocês têm na cabeça?!

- Já acabou com o chilique? -Chloe pôs uma das mãos na cintura e perguntou ao azulado, que revirou os olhos.

- Pelo amor que vocês têm a Deus... Me conta logo o que 'tá acontecendo com a Jaque! -pediu impaciente.

- Sabe, perdi a vontade de te contar, que tal marcarmos outro di... -a azulada se próprio calou ao ver o olhar ameaçador de Phill - Brincadeirinha... Hehe... He... -coçou a nuca e riu forçado.

[Quebra de tempo]

- E é isso, simples -concluiu Chloe.

Enquanto Chloe estava calma, assim como Sunny que nem ao menos havia se envolvido na conversa, Phill estava visivelmente desesperado.

- Eu 'tô muito fudido... -falou e passou as mãos pelo rosto.

- Pode crer que está, meu amigo -disse Chloe, dando tapinhas nas costas de Phill.

- Chloe... Se a Jaque estiver mesmo grávida, eu... Argh! Os pais dela vão me matar...

- Calma Phill, você não precisa ficar tão desesperado assim, afinal, você e a Jaque se previnem, certo? -Sunny, finalmente, pronunciou-se na conversa.

- Bem... Às vezes...

Ao ouvir a resposta, Chloe e Sunny olharam para Phill com uma cara que dizia "Isso é sério?!".

- Phill... Duas palavras... Sinta medo -avisou Chloe e se levantou - Até mais, futuro papai! -despediu-se e puxou Sunny consigo, a levando embora e deixando o coitado traumatizado para trás.

- "Maravilha... O que eu faço, meu Deus?" -levantou a cabeça e suspirou - Os pais dela vão me matar...

Sunny P. O. V.

Estou com pena de Phill, ele estava realmente muito preocupado. Imaginei que tudo não passasse de uma brincadeira de Chloe, mas parece ser muito mais sério...

- Chloe, será que a Jaque está mesmo grávida? -perguntei preocupada.

- Claro que não, Sun... A Jaque é cuidadosa e sempre toma os remédios, as chances dela ficar grávida assim tão cedo, por algum descuido do Phill, são praticamente nulas -ela respondeu mas eu percebia que ela também parecia preocupada.

- Tomara... A mãe dela não vai gostar nada se ela aparecer grávida logo depois de fazer dezessete -comentei e Chloe concordou.

Caminhamos por mais um tempo e logo esbarramos em alguém, ou melhor, eu esbarrei. Não cheguei a cair no chão, mas a sacola que eu levava com os chocolates caiu e estes espalharam-se pelo chão.

- Oh! Sinto mui... -o cara se virou e fiquei surpresa ao ver que era Lean - Sun, Chloe.. Oi -ele também ficou surpreso em nos ver.

- Oi Lean -ambas dizemos juntas.

Lean abaixou-se e pegou todos os chocolates, me devolvendo na sacola em seguida.

- Aqui está e... Desculpa -falou e riu levemente.

- Obrigada -sorri fraco e ouvi Chloe conter uma risada.

- Acho melhor eu ir andando pra não acabar sendo a vela desse encontro -abafou o riso com a mão e depois acenou - Nos vemos depois, casal apaixonado!

- Chloe... -suspirei e Lean riu.

Diferente de mim, Lean não se importa com os outro falarem que somos um casal. Na verdade, o que realmente acontece é que pra mim, chamar o Lean de "namorado" é uma coisa nova e ainda é estranho...

Sim, agora estamos namoramos. Mas somente porque Lean insistiu muito.

Não é como se eu não gostasse dele, pois eu gosto muito. Mas o caso é que eu não queria assumir pra mim mesma essa maneira como gosto dele... Tudo isso ainda é bastante estranho e complicado pra mim...

O amor é complicado...

- Sun? -Lean me chamou, mexendo em meu cabelo, que caía sobre meus olhos.

- Ah, oi..

- Distraída mais uma vez -comentou e riu - Onde andas com esta cabecinha? -brincou, dando-me um leve peteleco na testa.

- Vai saber... -respondi, forçando uma baixa risada.

- Ao menos ouviu o que eu disse? -perguntou e eu, timidamente, neguei - A chamei para tomarmos um sorvete, que tal?

- Ah.. Pode ser -confirmei e ele sorriu, me estendendo a mão.

- Vamos?

Olhei para sua mão e a segurei um pouco incerta. Ás vezes eu me pergunto o motivo de eu ser como eu sou. Segurar a mão do namorado não é algo tão alarmante como o meu cérebro processa. Eu me pergunto se ele não acaba ficando magoado quando isso acontece, afinal Lean nunca me diz nada em relação ao meu comportamento, ele apenas ri e muda o assunto da conversa.

- Que sabor vai querer, Sunny? -quando me dei conta, já estávamos na sorveteria e Lean já havia soltado a minha mão.

- Ah... Eu, hum... Baunilha com amêndoas -falei e Lean me olhou estranho.

- Tem certeza?

- Er... Tenho, porquê?

- Sunny, você é alérgica a amêndoas... -falou e me dei conta do que tinha falo.

- Ah! É mesmo, hehe... Então vou querer de baunilha com caramelo -corrigi e Lean assentiu.

Pegamos o sorvete e nos sentamos em uma mesa mais afastada das outras, era nosso lugar favorito naquela sorveteria.

- Sunny, certeza de que está tudo bem com você? -Lean me perguntou e o olhei confusa - Você esteve bem distraída ultimamente...

- Ah, isso... Não se preocupe Lean, não é nada de mais, são só... Coisas -respondi, forçando um sorriso.

Eu não era boa em mentir. Havia sim algo de errado, começando pela minha casa...

Há algumas semanas quando cheguei em casa, minha mãe estava na sala, conversando com um senhor, curiosamente, familiar para mim. Logo ele se levantou e se apresentou para mim. Mas não como qualquer um... E sim como meu pai.

Eu fiquei estática e olhei para minha mãe, que tinha um sorriso no rosto. Um sorriso que eu nunca havia visto antes. Ela estava tão... Contente. Contente em ver o homem que a abandonou grávida dezoito anos atrás!

Eu simplesmente não pude aceitar aquilo.

Brigamos feio e eu quase levei um tapa de minha mãe, ela só não o fez porque meu pai a impediu. O olhar dela quando olhava pra ele era de dar nojo. Como ela podia gostar até hoje de alguém que a deixou com uma filha pra criar sozinha?!

Eu não contei a ninguém sobre isso. Não havia porque eu contar aos meus amigos e os envolver em problemas fúteis como os meus. Ainda mais Lean, que tanto insistiu para que ficassemos juntos...

Maxwell's P. O. V.

Olhei pela janela e percebi que logo iria começar a chover. Isso me preocupou um pouco, afinal Rick ainda não havia voltado da casa dos pais e não levou guarda-chuva algum com ele. Eu até poderia o buscar, mas sempre que vejo os esnobes dos pais dele, meu sangue ferve de raiva. Por estar sem crédito eu também não poderia o ligar, a única alternativa que me restava era aguardar que ele chegasse antes da chuva.

Me sentei desleixadamente no sofá e comecei a visualizar as conversas dos grupos. Minutos depois eu recebi uma mensagem de Rick me avisando que ficaria na casa de um amigo até a chuva passar. Após ler a mensagem, franzi o cenho e o respondi.

Whatsapp On

- E que amigo é esse?

- Já disse, um amigo. Pare de uma vez com esse seu ciúme estúpido, parece até que não confia em mim.

- Em você eu confio, só não confio nos seus amigos.

- Que seja, eu vou ficar aqui até a chuva passar, ache você bom ou não.

Whatsapp Off

Após mandar a última mensagem, Rick ficou offline.

- Argh! Inferno! -gritei e joguei uma das almofadas na parede.

Não existem palavras o suficiente para descrever o quão irritado eu estou agora. Nada me irrita mais do que esses "amigos" do Rick. Mesmo ele negando, eles sempre têm alguma segunda intenção. E sempre que digo isso a ele, terminamos a conversa um gritando com o outro. Fora que Rick insiste em dizer que eu não confio nele, sendo que eu apenas me importo com ele.

Se eu sinto ciúmes, é porque me importo..

É tão difícil de ele entender isso?!

Rick's P. O. V.

Max é realmente um idiota...

- E então? -Eli perguntou, com seus grandes olhos curiosos.

- Eu vou ficar, nem ferrando que eu saio nessa chuva -falei, logo cruzando os braços.

- Que bom, vou buscar um pouco de suco, espero que goste de frutas silvestres -disse, caminhando para a cozinha.

Eli foi meu colega de faculdade por sete meses, até ele ser transferido há algumas semanas. Ele é bem animado e simpático -diferente de certa pessoa. Seus cabelos foram tingidos em vários tons de loiro e combinaram bastante com seus olhos âmbar. Ele é um pouco mais alto que eu e sua pele é bem morena.

- Voltei! -sua voz animada chegou na sala antes dele - Sentiu minha falta? -perguntou, rindo.

Eli me entregou um copo e encheu-o com o suco da jarra que segurava, fez o mesmo com outro copo e se sentou ao meu lado no sofá.

- Tim-Tim? -estendeu seu copo para mim, me fazendo rir.

- Você parece uma criança... -comentei e dei um leve toque em seu copo com o meu - Tim-Tim.

Eli sorriu largamente e tomou um grande gole do suco. Eu logo fiz o mesmo.

- Ei Rick...

- Hum?

- Sei que não é da minha conta mas... Você pareceu um pouco irritado enquanto conversava com o seu namorado... -o interrompi com um suspiro.

- São apenas as idiotices de Max -o respondi, pondo o copo -agora vazio- sobre a mesa de centro.

- Namorado ciumento..?

- Humpf! Max passa dos limites.

- Como assim? Passa dos limites? -me perguntou, confuso.

- Ele não confia em mim, quando eu disse que ficaria em sua casa até a chuva passar ele foi logo perguntando quem era você -respondi e bufei - Tudo pra ele é motivo de desconfiar e achar que estou o traindo...

- Nossa, que otário -Eli disse, me causando leves risos.

- Nesse quesito, sim, Max é um otário.

- Como pode gostar de alguém assim, Rick? Não se sente pressionado? -perguntou e dei de ombros.

- Eu me acostumei, então não me importo tanto assim.

- Humpf! Eu não entendo o motivo de ele cismar tanto em achar que você vai o trair -resmungou e cruzou os braços - Rick é a pessoa mais confiável que já conheci.

- Max não acha isso... -revirei os olhos - Mas até que ele não está tão errado assim..

- O que quer dizer com isso? Você já o..

- Traí? Sim... Mas eu estava drogado, me deram uma tal de "droga do sexo" e eu não tive outra escolha a não ser me deitar com o imbecil -respondi e Eli me olhou surpreso.

- E nessa hora o seu namorado apareceu, estou certo? -perguntou e afirmei.

- Depois que terminamos, passei duas semanas insistindo que ele me desculpasse e mesmo assim ele só foi realmente fazer isso bem depois...

- Rick... Você realmente gosta tanto dele assim pra se humilhar dessa maneira? -Eli perguntou, claramente incomodado.

- Sim -respondi simples - Apesar da maneira como ele é, e de não confiar em mim como eu gostaria que confiasse... Eu o amo.

A expressão de Eli era de seriedade total. Ele parecia não ter gostado nada do que eu disse.

- Que disperdício... -resmungou e o olhei confuso.

- Disperdício? -indaguei.

- Qual o sentido de gostar de alguém que não te dá o menor valor? Você merecia coisa melhor, Rick... -disse e se levantou com os copos em mãos.

- "Acredite Eli... Mesmo sendo do jeito que é, ele é melhor do que qualquer cara que já conheci" -falei mentalmente e suspirei.

Autora's P. O. V.

Com a chegada da noite, Lance se preparava para sair. Vestindo uma camiseta branca, uma calça escura e calçando seu par favorito de all-stars pretos, o loiro desceu as escadas e procurou por seus pais para os avisar sobre sua saída.

- Lance? -escutou a voz de Spring atrás de si e virou-se de frente para o mesmo - Vai sair á essa hora?

- Não pretendo voltar tarde, não se preocupem -avisou e seu pai deu de ombros.

- Então... Já que está de saída, pode me fazer um favor? -perguntou caminhando até a cozinha.

- Ah, posso -respondeu, o seguindo.

- Nos entregaram isso por engano, está no nome de Mari. Poderia a entregar para mim? -falou, se referindo á uma pequena caixa posta sobre a mesa.

- Mari Onette? Bem.. É o caminho contrário que eu ia, mas tudo bem, eu posso levar.

- Certo, vou avisar Golden de que você saiu mas não volte muito tarde.

- Uhum, até mais pai -pegou a caixa e saiu de casa.

Agora fora de casa, Lance muda seu rumo, caminhando até a casa de Mari para a entregar a tal caixa. Sentia-se um tanto apreensivo. Desde o término de seu namoro com Nett, nunca mais havia estado na casa de Mari. Pensava se talvez a morena fosse ficar irritada ou chateada com ele.

Mas de qualquer forma, Lance sabia que tinha que se desculpar com Mari.

[Quebra do tempo - Casa de Mari]

Parado em frente a porta da casa, Lance respirou fundo, estendeu um dos braços e bateu suavemente na porta. Não demora até uma voz familiar gritar do lado de dentro, seguida de passos rápidos.

- Deixa que eu atendo tia Mari!!

A porta logo é aberta por uma garota de longos cabelos loiros acastanhados e olhos azuis, a qual Lance conhecia pelo nome de...

- Carol?! -a surpresa era evidente no rosto do loiro.

- Hum? Oi Laicy -sorriu a loira.

- É Lance..

- Tanto faz -riu e deu de ombros - Que surpresa te ver aqui, mora aqui perto?

- Ah, não... Eu apenas vim entregar uma coisa pra.. -antes do loiro poder concluir, Mari aproxima-se com um sorriso radiante.

- Lance, que surpresa boa.

- Boa noite, Dona Mari.. -cumprimentou sem graça - Eu vim trazer isso, entregaram por engano lá em casa e...

- Uh? Mas eu não me lembro de nenhuma enco... Ah, é mesmo, que cabeça a minha -deu um tapa leve em sua testa, rindo - Como pude me esquecer das porcelanas que encomendei...

- Acontece -disse Lance, rindo levemente - Bem, eu tenho que..

- Não me diga que já vai, faz dois anos que não me faz uma visita e já se vai assim tão rápido? Por favor, fique e tome um pouco de chá -pediu Mari.

Perante ao pedido de sua "ex-sogra", Lance não conseguiu dizer não. De alguma forma, ele sentia que devia isso a ela.

- Tudo bem... -disse acompanhado de um suspiro.

Sorrisos surgiram nas faces das mulheres á sua frente. Carol não perdeu tempo e puxou o loiro pelo pulso, fazendo-o entrar na casa.

- Venha Laicy, todo o pessoal está aqui, eles vão amar te conhecer.

Lance não conseguia explicar, mas sentia uma sensação ruim. Em seus pensamentos, ele pedia que fosse somente sua imaginação pois o que menos queria era começar a passar mal ali.

Na sala, o loiro foi apresentado ás três pessoas que estavam presentes : Clarisa, Miguel e o pequeno Matias.

Clarisa Villanueva era uma jovem de 24 anos, dona de belos cabelos claros e olhos castanho esverdeados.

Miguel Ángel Bueno era um rapaz de 23 anos, portador de curtos cabelos castanhos claros e olhos róseos.

E Matias era apenas um garotinho de 3 anos, de curtos e encaracolados cabelos ruivos e olhos azuis.

- É um prazer conhecê-los -diz o loiro, sorrindo.

- Agora que todos se apresentaram... Lance, poderia vir aqui um minutinho? -chamou Mari, se dirigindo á cozinha.

- Ah, certo... -assentiu, seguindo a morena.

- Poderia me fazer um pequeno favor?

- Posso.

- Obrigada -sorriu agradecida - A caixa que me trouxe, poderia a levar ao quarto do andar de cima?

- Fala do quarto de Nett? -indagou, um tanto incomodado em tocar no nome do moreno.

- É... Agora o quarto dele é meio que um quartinho de tralhas -comentou e riu fraco.

- Uhum... Tudo bem -assentiu e pegou a caixa sobre a mesa.

Sem pressa, o loiro subiu as escadas e caminhou até a porta do quarto do moreno. Ao se aproximar da porta, percebeu esta entreaberta, permitindo uma pequena visão do interior do quarto por meio de uma fresta.

Aquele pressentimento de antes voltou e Lance se afastou da porta. Balançou a cabeça e respirou fundo. Logo voltou a se aproximar da porta.

Por meio da fresta, Lance pôde ver um rapaz de cabelos púrpura sentado ao lado de uma pilha de caixas. Em suas mãos havia um álbum de fotos, o qual era lentamente folheado pelo garoto.

Mas não demora até que o álbum é fechado e um suspiro escapa pelos lábios do garoto.

- Por que raios ainda guarda esse tipo de coisa? -indagou, pondo o álbum em uma caixa qualquer ao seu lado.

- Minha mãe acha que é importante os guardar...

Assim que a voz inconfundível de Nett chega a seus ouvidos, Lance sente seu coração falhar. Imaginava se estava a sonhar ou se era apenas seus ouvidos querendo o pregar uma peça.

- Humpf... E por que raios isso envolve os que tem fotos suas com Lance?

- Você vai realmente começar com isso agora? -reclamou o moreno.

- Não estou começando nada -protesta Nicolás - Eu queria muito saber porquê ele é tão especial assim para você... -bufou, se levantando do chão.

- ... -Não houve resposta da parte do moreno, apenas um suspiro seguido da aproximação do mesmo.

- Você realmente o ama tanto assim..?

Antes que houvesse alguma resposta, Nicolás leva seus dedos á face de Nett, puxando-o para mais perto.

- Apesar de tudo... Você o ama tanto assim?

"Continua..."


Notas Finais


E com isso, nossa fic entra na segunda parte e está próxima da reta final :3
Ou seja... QUE COMECEM AS TRETAS!!
Quem aí gostou dos personagens novos? 7w7 Pq eu, sinceramente, AMEI(xa)
Talvez a finalização tenha ficado estranha, mas como eu disse no começo... Tá difícil :/
Bem, ficamos por aqui por hoje (。・ω・。)
Até a próxima semana pessoal, kissus 😘


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