História Memórias Póstumas de Jimin (Hiatus) - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Formidavel

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Deathfic, Formidavel, Jikook, Jimin, Realismo, Vmin, Yaoi
Visualizações 323
Palavras 1.358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Lírica, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!!!
Sim, estou repostando a fic, com outra sinopse, um prólogo reescrito e devidamente betado.
Um anjinho apareceu e me ajudou a melhorar minha escrita, me deu dicas e betou o capítulo pra mim.
E olha, se não fosse por ela, eu acho que já teria desistido dessa fic, embora seja o meu neném.

Espero que gostem e sintam muita dó do Jimin :")

Capítulo 1 - Jimin, O Miserável - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Memórias Póstumas de Jimin (Hiatus) - Capítulo 1 - Jimin, O Miserável - Prólogo

†Jimin, O Miserável†

  Eu nunca fiz questão de estar aqui e nem mesmo sei o porquê estou escrevendo algo em um momento crítico da minha vida no qual eu deveria estar “descansando em paz”.

A maioria das pessoas se imaginam quando morrem, como as pessoas reagiriam, se as pessoas se lembrariam delas, pois bem e eu como ser humano — ou pelo menos era —, me imaginei nessa situação em todas as vezes que o fantasma da solidão me assombrava e eu ficava encarando o teto do meu quarto escuro, mas por razões lógicas e nenhum pouco diversas eu pude ter o privilégio de receber essa honra de ser lembrado.

O problema é que eu não fui.

Nem mesmo cinco pessoas foram ao meu funeral, eu me lembro como se fosse ontem — e realmente foi ontem, mas um drama sempre é ótimo —, apenas minha mãe, o padre, dois coveiros, uma mulher que minha mãe havia contratado para chorar e Taehyung.

Eu poderia dizer que estou imparcial diante disso, agir ou descrever como se não me atingisse, mas é claro que seria mentira. Eu passei minha vida inteira mentindo pra me dar o desgosto de mentir até na minha morte.

Posso começar falando de tudo que eu fiz de errado, de tudo que deu errado ou das maneiras erradas as quais eu agi em algumas situações, ou como eu simplesmente fui um filho da puta a minha vida toda; bem, quase toda, houve momentos que eu agia maduramente, mas eram poucos mesmos, dá até pra contar nos dedos de uma mão.

Pode-se ver que eu era uma pessoa “muito amada”, cinco pessoas no meu funeral e nem mesmo meu pai estava ali. Eu era uma vergonha para o nome da família Park, eu era o filho homossexual, o filho folgado, e infelizmente, seu único filho. É impossível contar as vezes que eu o encontrei em seu gabinete enchendo a cara e pondo a culpa em mim por todas as coisas que davam errado em sua vida enquanto balbuciava meu nome em meio a xingamentos, enchendo a cara e me xingando como se isso fosse melhorar sua forma de vida. Eu não deveria me importar, mas doía quando eu o encarava nos olhos e a única coisa que eu via em seu âmago era a repulsa que ele guardava de mim. 

Todos os “Jimin, seu bastardo, viado filho da puta” ou “Eu irei te deserdar se não me der netos”, furavam-me o coração cada vez que eu ouvia essas frases que ele nunca deixara de me dizer pelo menos uma vez ao dia quando me encontrava sempre que eu me sentava à mesa no café da manhã.

Até quando eu sucumbi em uma cama por meses desfalecendo, quando todo meu corpo suava em erupção pela febre que me deixara tonto, e sem saber o que estava acontecendo, os únicos rostos que eu presenciei fora o de mamãe e o de Taehyung. 

EU TENTEI SER UMA PESSOA BOA!

Antes que você diga que eu nunca tentei, eu tentei sim, eu fui para a faculdade, eu até tentei me apaixonar por uma garota, tudo para deixá-lo feliz, eu só queria o afeto dele, apenas uma frase de consolo ou que demonstrasse seu orgulho, mas nada do que eu fazia parecia agradá-lo. Eu até trabalhei, juro mesmo, você sabe o quão é horrível trabalhar? 

Nada disso causava orgulho a ele, ou ele era muito turrão ou já tinha pegado aversão a mim, entre qualquer uma das duas opções, nenhuma delas me levavam a crer que ele agiria como um pai afetuoso em algum ápice da minha felicidade.

Se fosse para ser acusado por coisas que eu não fiz, ou de ser alguém que eu não era, pelo menos, eu faria por merecer.

Com certeza eu fui uma pessoa que as pessoas vão levar como exemplo.

Exemplo para não ser seguido.

Eu não fui uma pessoa menos honrosa que as outras por culpa da minha orientação sexual, nunca, isso jamais, eu posso ter sido uma pessoa menos admirável pelas travessuras que fiz, ou pelos corações que quebrei, pelos casais que eu separei ou pelos pecados que cometi.

Desde que morri, eu sinto o esquecimento me abraçando e me puxando para um mar de memórias perdidas, eu não quero ser esquecido. Talvez, meu medo de ser deixado num breu de lembranças seja tão grande que o pesadelo está se tornando real. 

Desde pequeno, eu desejava ser lembrado, amado, e que no dia que eu morresse, fosse como o funeral daquelas pessoas que se tornariam lendas depois de falecer. O Jimin pirralho deixava os olhos encherem de lágrimas quando ouvia o radialista narrando o enterro de alguém na estação de rádio.

Quando meu avô morreu, um batalhão do exército lhe fez uma homenagem, em respeito à memória do grande general que meu avô foi. A cena do Major lhe chamando pelo rádio uma última vez ficou cravada na pequena cabecinha do Jimin de anos atrás. Quando estenderam a bandeira da Coréia em cima de seu caixão, eu percebi que quando morresse, queria que fosse assim. Eu queria ser importante.

Você pode imaginar a minha tristeza neste momento?

Você pode imaginar como eu decepcionei o pequeno Park Jimin?

Eu fui responsável por tirar minha própria fé, e a parte mais frustrante é que eu não tenho ninguém para culpar, como eu fiz em toda minha frívola vida.

Não tive grandes amores, não fiz grandes feitos e a história mais emocionante da minha vida que eu tenho para contar é de como eu perdi o amor da minha vida, ou melhor, os amores da minha vida.

  Eu tinha tudo: Beleza, inteligência, simpatia, era um exímio cavalheiro, eu só não tinha humildade, mas é algo que pode ser ignorado, não é?

Tem uma pergunta que eu me faço todos os dias: Se eu tivesse a chance de ser outra pessoa, eu seria? Não pergunto isso superficialmente, pergunto no modo mais intrínseco na mais profunda interpretação que você possa fazer.

Se a pessoa que você era no passado soubesse o que você se tornaria no futuro, faria algo para mudar?

Odeio ficar com dúvidas na cabeça, e para quem dizia que a morte é a resposta para todas as dores, eu lhe digo, meu caro amigo: Essa pessoa está terrivelmente enganada.

É frio aqui e você passa cada dia da sua morte revivendo o que você fez e a única mísera resposta que você recebe é a do que seria se você tivesse seguido uma estrada diferente, o que é muito pior, você fica mais encucado ainda com as escolhas erradas que você tomou.

Entretanto, eu não digo que fui completamente infeliz, houve instantes que eu acertava nas minhas escolhas, e são essas memórias que me fazem abrir um sorriso sincero toda vez que eu lembro que não fui tão burro quanto achei que era.

Se eu me encarasse em frente a um espelho, como eu me descreveria?

Um rapaz de muitos amores e nenhuma linhagem, não me casei, não fui amado realmente, talvez uma vez, mas nunca me importei com esse fato, como eu disse: Nenhuma humildade, e como a morte não torna ninguém mais modesto ou mais inteligente, pelo menos sincero eu tenho que ser.

Eu só espero que as histórias dos meus amores e quase amores sejam o suficiente para que eu não me afogue no mar do abandono e sejam o ponto final que eu preciso para me reajustar como pessoa, ou como morto, se é que isso faz algum sentido. 

Vou contar-lhes sobre todos os homens mais marcantes que eu já tive a honra e o desprazer de conhecer; meu primeiro beijo, a minha primeira desilusão, a melhor noitada da minha vida, e até quando fui arrastado para a porta de uma igreja pelo meu pai para ser exorcizado. Sim, bem louca essa minha vida.

Como é um morto que vos fala, eu não vou me preocupar com linearidade neste relato, até porque meu corpo está em decomposição e já não há nada mais estranho do que isso, e como nada em minha vida fora grandioso, ao menos morto eu tenho que deixar algo memorável.


Notas Finais


Volto logo, ou vou pelo menos tentar, quero agradecer a @Cajunice por ter me ajudado tanto, embora ela não ache isso, todas as dicas que ela me deu me ajudaram a escrever e até mesmo a aflorar minha criatividade, obrigada msm <3


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