História Memórias Tuas - Capítulo 24


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Jeon Jungkook, Kim Taehyung, Namjin, Taekook, Yoonmin
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Palavras 9.876
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá taekook shippers!

Certo, eu to me enrolando quase duas semanas pra postar esse capítulo... A verdade é que quanto mais eu demorava, mais ideias vinham.
Basicamente, tive que dividir o capítulo ao meio, porque o plot que eu desenvolvi pra ele gerou mais conteúdo do que imaginei.

Enfim, se tudo der certo, até quinta eu posto a segunda parte.

Boa leitura e espero que se surpreendam bastante rs ~sz

Capítulo 24 - Memórias e o Plano (PARTE 1)


Na manhã seguinte não era de se surpreender que os garotos estivessem de ressaca, além do mais, a ardência nos lugares do corpo onde tatuaram-se estava presente.

Jimin foi o primeiro a acordar, sentindo seu mundo girar assim que pôs os dois pés no chão gelado - ele não havia achado as pantufas amarelas que tanto amava.

-Porra... - xingou baixinho, com medo de acordar o namorado que ainda dormia.

O Park foi com cuidado até a cozinha, precisava de um remédio e uma boa dose de café - e, presumido que os outros também precisariam, botou logo o máximo de pó de café que podia para fazer.

Enquanto esperava a cafeteira fazer seu trabalho, foi até a sala para que pudesse ver como os outros estavam.

Tamanha foi sua surpresa ao bater os olhos naquela cena: Jin e Namjoon dividiam o sofá-cama, espaçosos, Hoseok dormia no outro sofá (este era comum) e... Bem, Taehyung e Jeon estavam no único colchão que havia sobrado, de solteiro. Mas isso não era nada, o que fez os olhos do Park brilharem foi a maneira com que os dois últimos dormiram: o maior tinha largado o travesseiro, aconchegando sua cabeça no peito de Jeon - este que mantinha a mão direita repousada no cabelo de Taehyung. No colo de Jungkook, a perna de Taehyung repousava, enrolando-se na cintura dele, enquanto o outro braço do menor envolvia o corpo do maior em um abraço desajeitado.

Jimin percebeu que Hoseok estava encolido, e não tardou a pegar uma coberta no seu quarto e cobrir o amigo. Sabe, Jimin nem sempre se deu bem com o ruivo... Antes de tudo, antes até mesmo de Min Yoongi, eles se conheceram no colégio - na mesma época em que em que conhecera Jeon -, de uma forma inesperada. Todo ano, a escola fazia uma acolhida para os alunos novos, uma reunião onde os novatos conheciam um pouco mais sobre o espaço onde estudariam, desde o método de estudo até as salas de aula.

Enquanto se agaixava na frente do Jung, Jimin sorriu, as memórias atingiam sua mente juntamente à um turbilhão de sentimentos.

Ah, naquela manhã de sábado o tempo estava condizente com o humor de Jimin: raios de sol tomavam o céu para si, assim como a alegria tomava o corpo do de fios cor-de-rosa. Vestindo sua calça jeans e a camiseta de um grupo de k-pop femino que adorava, ele rumou para o colégio a pé - prestando atenção no caminho, já que passaria a fazê-lo todos os dias. Os portões estavam abertos, e o Park conseguia ver um amontoado de gente esperando na porta por alguém que os conduziria aquela manhã.


Não precisou esperar muito, visto que um homem de estrutura mediana e cabelos pretos repartidos ao meio apareceu, encarando descontente aquele monte de aluno.

-Bom dia, sou Jeongin, vou dar as devidas instruções 'pra vocês no dia de hoje, e - pausou, suspirando - até que vocês se acostumem com a escola.

Certo, ele ao menos forçou um sorriso. Jimin, que antes estava empolgado com tudo isso, se viu tristonho também. Será que todos seriam assim? Desanimados? Isso o deixou cabisbaixo, pensando se faria amizades e se poderia se dar bem com pessoas que ao menos pareciam felizes enquanto trabalhavam.

-E aqui temos o laboratório de ciências, os alunos do primeiro ano do ensino médio vêm aqui semanalmente, com o professor - ah! Ele nem se esforçava para parecer animado!

Em vez de adentrar o laboratório como todos faziam, Jimin simplesmente ficou do lado de fora, com uma mão no bolso e a outra segurando o celular.

-Não vai entrar, criança? - Jeongin perguntou indicando com o dedo o local a ser explorado.

-Não - a intenção do mais novo não era ser rude, seu tom de voz apenas abaixou algumas oitavas, totalmente desanimado.

-Você que s... - não pôde terminar a frase, visto que um vulto de mochila passou correndo no corredor gritando um pedido de desculpas.

-Estou atrasado! Desculpa! - o mesmo menino que passara correndo agora tentava controlar a respiração, enquanto dizia palavras de modo afoito e fazia uma reverência desajeitada.

-Aluno novo? - Jeongin quis saber, olhando o outro com certa desconfiança. 

-Sim, sim. Jung Hoseok, prazer! - estendeu a mão para o orientador, que apertou a mão estendida.

-Certo, agora, eu estava apresentando a eles o laboratório de ciências, gostaria de ver? - perguntou, ainda já querendo seguir com aquela excursão. 

-Eu só vou... Sabe, descansar um pouco - pousou as mãos no joelho, desejando um copo de água bem gelado.

Jimin, que tudo assistia de canto, percebeu que o menino estava quase desidratado - e estava suado -, não tardando a ir até ao filtro d'água e levar para o garoto um copo cheio.

-Toma, você parece cansado - estendeu o copo plástico, perguntando-se se ele ficaria bem.

-Obrigado! - Jimin mal teve tempo de assimilar que tudo, sem exceção, do que ele falava tinha um tom animado.

-De nada... - respondeu encarando gotículas de suor escorrerem pela testa do outro - Você vai ficar bem?

-Ah, sim. Eu corri muito e tenho asma, esse é o problema, mas não precisei da bombinha, o que quer dizer que ficarei bem sim - desatou a falar gesticulando, enquanto segurava o copinho vazio na mão esquerda.

Park segurou a risada, o garoto em sua frente parecia tão legal! 

-Espera, eu nem te conheço e 'tô falando de asma! - falou, como se uma luz tivesse acendido em sua mente - perdoe minha falta de educação, me chamo Hoseok - dito isso, sorriu. 

E foi ali, bem ali, que Jimin passou a encarar Hobi com outros olhos. Lembram o que eu disse sobre o clima daquela manhã? Era quente, por culpa dos raios de Sol... Pois bem, Park Jimin descobriu que os verdadeiros raios de sol daquele dia não estavam no céu, mas sim no sorriso de Hoseok. Além do mais, ele garantia: o dia poderia ser considerado frio se comparado ao quentinho do seu coração.

-É... Hm... - ficou sem jeito, ainda sem conseguir digerir a informação que era o sorriso do Jung - Park Jimin, eu sou Park Jimin!

-Primeiro ano? - perguntou, sem perceber os efeitos que causava no de fios rosados.

-Sim... - "recupere-se Jimin! É um sorriso! Apenas isso!", seu subconsciente gritava, mas imagens de Hobi sorrindo ainda atingiam sua mente com um poder muito maior que o sermão interior.

-Eu também! - e lá estava ele de novo... O sorriso que, eu posso jurar, roubou muito além de suspiros e um bug interno de Park Jimin, como também roubou seu coração.

-Será que vamos ficar na mesma turma? - aos poucos, a sanidade do Park voltava, o que lhe permitia fazer perguntas... Certo, existia um delay, mas já era algo!

-Qual a sua turma? - Hoseok quis saber, enquanto analisava as expressões faciais de Jimin, sem deixar de notar os olhos cor de avelã e o rosto de quem parou nos doze anos.

-Primeiro B - lá as turmas do ensino médio eram separads assim, existia o "Primeiro A", o "Primeiro B" e o "Primeiro C".

-Ótimo! Estamos na mesma turma! - não era a intenção do Jung que sua voz saísse tão animada, mas por uma fração de segundo ele se imaginou sendo o privilégio de ver o rosto do menor todos os dias e sua mente trabalhou por si só. 

Não julguem seus pensamentos, é de Park Jimin que se trata! Claramente Hoseok poderia pensar na beleza do garoto, uma vez que ele era, incontestavelmente, lindo.

-O que você acha de andarmos juntos durante a excursão? Assim, a gente conhece a escola e já vai se conhecendo também... - certo, dizer que Jimin estava fascinado com o maior era eufemismo. Quer dizer, andar juntos? Se conhecer melhor? O Park queria mesmo era que suas mãos pudessem conhecer um pouco mais da cintura alheia e sua língua a boc...

Melhor ficar sem falar sobre as verdadeiras intenções e pensamentos, tanto de um quanto do outro, isso só complicava tudo - como se a situação por si só já não fosse complicada.

-Acho perfeito! - novamente, a animação na voz de Hoseok... Isso fazia o coração de Jimin pular, mas ele era sequer capaz de notar.

Quando Jimin ia balançar a cabeça em sinal de afirmativo, acabou por se virar e notou que... Bom, nem os outros alunos e nem Jeongin estavam mais ali.

-Hoseok? - Jimin chamou a atenção do outro - Acho que estamos sozinhos. 

Talvez, só talvez, se o de fios cor-de-rosa não tivesse dito isso, muita coisa poderia ter sido evitada.
Começando pelo olhar de Hoseok, que brilhava - não se sabe ao certo porque, afinal, combinamos de não falar de pensamentos.

Que se dane o combinado! O Jung gostou de saber que estava sozinho com o menor, sabe por quê? Porque ele sentiu atração, muita atração, pelo menino à sua frente. É ficar sozinho com ele significava privacidade, significava chance de algo acontecer... Algo que Hoseok queria muito, e bem, Jimin também...

-É, parece que sim - contentou-se em responder, enquanto em sua mente cenas fantasiosas de sua boca explorando o pescoço alheio tocavam em loop infinito.

-Será que devemos procurar eles? - Jimin mordeu os lábios, não era bom perder-se dos outros.

-Talvez - Hoseok colocou uma das mãos no bolso, tentando controlar sua mente e... Bem, suas partes íntimas.

O problema mesmo foi quando Jimin balançou a cabeça, indicando que iria, é virou-se de costas, caminhando na frente do Jung.

Hoseok já tivera muitos namorados, namoradas também... Mas o corpo e físico de nenhum deles se comparava ao que de Jimin. Poderia parecer algo desesperado e facilmente esquecível - afinal, com certeza a desculpa que seria dada para tal pensamento seria "hormônios" -, mas ele tinha uma vontade imensa de prensar o Park contra parede, respirar pesado em seu pescoço e apertar suas nádegas de forma afoita. 

Bom, eles começavam a subir o primeiro lance de escadas quando Jimin sentiu o olhar do outro focar em sua nuca e descer timidamente por seu corpo - ah, ele podia ver Hoseok salivando, por cima do ombro.

-Sabe, acho que não precisamos ir atrás deles... - o tom de voz de Jimin havia mudado, estacionado em algo totalmente grave e provocador - Podemos explorar o colégio apenas nós dois. 

Hoseok havia escutado direito? Provavelmente sim, tendo em vista que seus pelos do braço estavam arrepiados e ele precisou engolir em seco para enfim responder.

-Concordo... - estalou a língua no céu da boca - Já sei! Vamos procurar nossa sala de aula, acho que deve estar identificado na porta.

Eles não tardaram a passear pelo corredor vazio, chegando as placas colocadas nas portas de cada sala. Procuravam "Primeiro B", e a medida que iam atravessando aquele mar de salas, podiam sentir a tensão aumentando.

Na tentativa de se distrair, passaram a brincar de "fale qualquer coisa", uma vez que Hoseok - quem deu a ideia - se considerava especialista na brincadeira.

-Uniforme - o tema era escola, aproveitaram que estavam em uma para ver se os estímulos visuais auxiliavam no jogo. 

-Aula - Hobi falava, mas sem deixar de procurar identificação nas portas.

-Armários - os estímulos visuais ajudavam, Jimin acabara de passar por um corredor de armários.

-Colegas.

-Achei! - o Park parecia contente, apontando para a sala de aula com os ditos "Primeiro B" na placa de cor marrom posta na porta.

Hoseok sorriu, travesso, deixando seu cérebro trabalhar nas palavras arriscadas que diria, enquanto entrava na sala.

-Você perdeu... - o Jung começou, já imaginando onde isso iria terminar.

-Hum? - Jimin não entendia do que o outro falava, estava ocupado demais analisando os desenhos que haviam na parede... Quadros coloridos, representando diferentes matérias.

-O jogo, Jiminnie. Você perdeu - naquele momento, não sabia-se ao certo porque o Park estremeceu no lugar: será culpa do apelido carinhoso que Hoseok o deu, ou por prever o que viria a seguir?

-Na verdade, eu me distraí quando encontrei a sala e... - o mais alto dava passadas grandes para aproximar-se do outro - E... E... Droga!

Não havia mais escapatória, Jimin queria, não podia negar.  Mas, o que exatamente o Jung planejava?

-Você perdeu, Jiminnie... - definitivamente era por causa do apelido, porque o tremor aconteceu de novo - Admite 'pra mim que você perdeu.

A voz de Hoseok soara um tanto mandona, e Jimin não fazia ideia da capacidade que um simples tom de voz tinha de lhe enlouquecer.

Rapidamente, estavam cara-a-cara, separados por poucos centímetros. 

-Eu perdi... - Jimin admitira antes que seu subconsciente lhe alertasse sobre aquilo.

Queria ver até onde Hoseok iria, onde aquela história iria dar...

Ah, ele soube. E superou todas as suas expectativas, superou tudo.

Hoseok sorriu, mas dessa vez era um sorriso perverso, malicioso - que, na opinião de Jimin, era quase melhor - antes de dizer:

-Ah, Jimminie... Você foi um bom garoto em admitir que perdeu, mas sabe de uma coisa? - Park não tinha forças para questionar - Eu vou querer meu prêmio.

Naquele momento, a mente de Jimin travou. Não que o Park não quisesse, mas aquilo era, de alguma forma, errado. Sabe, não se imaginou beijando um garoto de sorriso bonito que acabou de conhecer para aquele sábado.

-O-o que você quer? - quando viu Hobi se aproximar mais (como se isso fosse possível) e apoiar uma de suas mãos na parede, pensou em recuar, mas mudou de ideia logo em seguida... Jung Hoseok havia lambido aqueles lindos lábios vermelhos cor de morango!

Agora Park Jimin entrara no jogo também.

-Eu quero você, Jiminnie-ah!

Jimin sorriu ladino, mordeu seus lábios e olhou diretamente para o garoto em sua frente. Ele o queria? Ele o teria, mas não tão facilmente.

-E quem disse que eu sou o prêmio?

-Eu disse, eu te quero. Você é o meu prêmio.

-Sabe, Hoseok-ssi, você tira conclusões precipitadas. Como por exemplo... O que te leva a crer que eu quero ser seu prêmio? - a essa altura, Jimin assumira uma postura provocativa, remexia os quadris enquanto falava e piscava de forma frenética.

-Eu acho... - Jung agarrou a cintura alheia, aproximando os corpos e fazendo seus membros se chocarem - Que você quer ser meu prêmio, porque você me quer também.

Jimin soltou uma risada gostosa, não debochada, mas gostosa. Aproximou seu rosto do outro, e vagarosamente, levou suas mãos para o pescoço alheio - abraçando-o de forma superficial.

E foi quando Hoseok sorriu mais uma vez, contente por notar que sim, teria o outro para si, que Jimin afastou todo o temor e desligou sua preocupação.

Beijaram-se naquele instante como se fosse o último. O beijo começara como se um tivesse todo oxigênio que restava no mundo, mas aos poucos foi tranquilizando... Como as batidas dos corações alheios. As línguas chocavam-se uma com a outra, mas não havia dente nem muita saliva. Era um beijo bom, havia química. E mais... Havia sentimento.

Mesmo que nenhum dos dois presentes notassem, aquilo era o começo de algo. De algo que jamais poderia ser mudado, que viraria um vício.

-Parece que você estava certo - Jimin disse quando o beijo finalizou-se.

Mas aquilo não durou muito, vendo que logo em seguida as bocas de ambos se encontraram novamente, famintas uma pela outra. A partir daquele momento, as mãos do maior tomaram o corpo de Jimin para si, descobrindo as curvas e detalhes do corpo alheio. Jimin sentia uma ereção crescendo em suas pernas, aquilo estava o matando.

Não demorou muito para que Hoseok tivesse suas duas mãos agarrando a cintura do outro, e Jimin estivesse colado em Hobi, enquanto os dois movimentavam os quadris de modo afoito enquanto friccionavam seus membros, à procura de toque.

Em meio ao beijo, Hoseok pôs sua perna no meio das de Jimin, batendo com a palma da mão ali, indicando ao outro para sentar-se. Continuavam a beijar-se, mas agora com Jimin se esfregando no colo do maior.

-Hoseok-ah! - Jimin gemeu alto, sem conter a satisfação em ter seu membro batendo contra a calça jeans do outro.

Não contendo-se em gemer, ele precisou deitar o pescoço para trás em sinal de deleite e aquilo acabou com o Jung - esse que não esperou muito até levar sua boca ao pescoço branquinho do Park.

Enquanto deixava marcas ora vermelhas, ora roxas em Jimin, simulava estocadas fracas movendo-se para frente e para trás. Subiu a boca para a orelha do menor, mordendo o lóbulo e logo em seguida suspirando em deleite.

-Cavalga 'pra mim, Jimminie... Só 'pra mim.

Não deu outra: enquanto arfava, o de fios cor-de-rosa subia e descia no colo de Hoseok, de maneira que desejava que as roupas do mesmo não existissem. 

A calça já incomodava Jimin, o membro latajava dentro da mesma enquanto Hoseok beijava seu pescoço e lambia a parte pouco exposta de sua clavícula.

-Jimin? - Hoseok chamou ao largar a pele do outro, sua boca já inchada e vermelha. 

-Hum? - na verdade, saiu mais como um resmungo, não gostava da boca do Jung longe de si.

-Acho que eles estão vindo - advertiu, ouvira um som suspeito vindo do que achava ser as escadas.

-Eles quem? - um muxoxo em desaprovação por não ter mais Hoseok perto de si tomou conta dos lábios carnudos de Jimin.

-O pessoal, Jeongin... - ainda estava na mesma posição, sua perna sustentando o Park que ali sentara.

Rapidamente, Jimin largou o tom manhoso e se pôs ereto, enquanto desamassava a roupa e alinhava os fios de seu cabelo.

Hoseok sorriu ao ver a pressa do outro, fazendo o mesmo. Seu estado era deplorável, e pior ainda era a ereção que insistia em permanecer no meio de suas pernas.

Quando os dois estavam devidamente arrumados, Jimin apressou-se em ir até a porta, pronto para abri-lá. Porém, estagnou no lugar ao ouvir a voz de Hobi lhe chamando.

-Jiminnie? - o chamado virou-se, com um olhar curioso.

Jung então sorriu, indo mais para perto do mais novo, e, com cuidado e simplicidade, beijou-o.


Quando Hoseok suspirou, piscando os olhos enquanto tentava se acostumar com a claridade, Jimin despertou do seu transe.

Deus, como essas memórias eram boas! Era como olhar para trás não apenas com nostalgia, mas com saudade e... Arrependimento. Não, o beijo não era o final - estava longe dele -, aquela história envolvia muito mais do que um simples passeio pela escola e uma nova amizade. Se fosse só isso, Jimin diria que seria até bom quando essas memórias o atormentavam como agora... Era bom, mas ao mesmo tempo, dolorido. Era dolorido porque ainda havia sentimento, coisas mal resolvidas - "coisas" que o pobre Park nem fazia ideia.

-Minnie? - a voz rouca de quem acabara de acordar presente - Bom dia 'pra você também!

Jimin se pôs a rir, tentando esquecer aquilo que sua mente fazia questão de repassar sempre que possível.

-Bom dia! Vim te cobrir... 'Tá quentinho? - com certo delay, Jimin respondeu Hoseok.

-'Tô sim... 'Tô com uma puta dor de cabeça também! - era impossível para Jimin não notar que Hoseok usava o mesmo tom de voz animado desde que se conheceram. Afinal, isso era bom ou ruim?

-Vou pegar um remédio 'pra ti... Fica deitado mais um pouco, ainda é cedo - caminhou novamente em direção à cozinha, vendo que a cafeteira havia passado todo o café.

Quanto tempo ficou pensando no passado? Parecia uma fração de segundo, mas levando em consideração que o ponteiro havia avançado 20 minutos e que o café já estava passado, mudou de ideia.

Esticou-se a fim de pegar o remédio, com certa dificuldade. Sabia que poderia dar o mesmo que tomara mais cedo para Hoseok, assim como também sabia que a ressaca do outro era acompanhada de ânsia de vômito e tendência a enxaqueca... Não gostaria de ver o Jung mal a esse ponto, portanto lhe daria um remédio mais forte. Remédio este que estava numa prateleira bem alta.

Já estava na pontinha dos pés quando sentiu sua cintura sendo apertada e um braço passando perto do seu, seguido de uma risada gostosa ressoando ao pé de seu ouvido.

-Eu falei 'pra você ficar deitado lá! - Jimin virou-se, dando de cara com o ruivo.

-E eu sabia que você estava tendo dificuldades em alcançar a prateleira! - mostrou a língua - Peguei já, posso tomar agora.

Jimin segurou a mão do outro, como se dissesse "espera", deu meia volta, avançou um pouco e pegou um copo de água para o amigo.

-Agora você pode tomar - deu ênfase na primeira palavra.

Hoseok sorriu. Calorosamente. Lindamente. Como na primeira vez que se viram.

Jimin sentia seu coração se aquecer novamente, assim como seu rosto ao se lembrar dos momentos em que passaram sozinhos na sala de aula.

Felizmente - ou não - Hoseok lembrava-se também, mas não somente desse dia. 


Eles estavam tendo aula fazia uma semana. Hoseok e Jimin sentavam de dupla, o que era motivo de interrupções na aula - por parte do professor - para que a atenção de ambos fosse chamada.

-Desculpa, Mr. Lee, não vai se repetir - por mais que o Jung dissesse isso, a situação se repetia. E se repetia. E se repetia.

Naquele dia em especial, no quarto período - Hoseok lembra bem - eles teriam aula de cálculo com o professor carrancudo que todos odiavam.

Enquanto conversavam na troca de períodos sobre o quanto odiavam o professor - não deixando de amaldiçoar até a sua quarta geração - eles decidiram matar aquela aula. Não faria diferença mesmo.

Quer dizer, não para o currículo escolar. Porque aquele dia mudaria a vida de ambos, para sempre.

Jimin e Hoseok corriam pelo pátio da escola, tendo sucesso em sua missão de não serem vistos.

-Certo, o que faremos nesses quarenta e cinco minutos de liberdade? - o maior questionou.

-Vamos sentar na grama e conversar. Simples.

E o fizeram, sentaram na grama - ah, Hoseok lembra do verde dado pela clorofila e da planta fazendo cócegas no seu braço desnudo - e resolveram bater papo.

-'Tá, mas o que você acha daquele menino do fundão? - Hoseok iniciou - Qual o nome dele mesmo? Não lembro!

-O de cabelos pretos? - Jimin lembrava vagamente dos garotos do fundão: um era extremamente quieto, outro tinha tatuagens e o terceiro tinha cachos pintados de azul.

-Isso. Esse mesmo, que fala pouco. Quase não lembro da voz dele!

-Não sei o nome dele também, não presto atenção na chamada... De qualquer maneira, ele é quieto, e aparenta ser inteligente. Talvez ele seja legal, só um pouco tímido.

-Jimin, sabe o que eu pensei agora? - colocou a mão no queixo e arqueou uma sobrancelha - Se somos só nós dois, eu sou a loira bonita e você a morena gostosa. Mas quem é o ruivo inteligente?

-Que tipo de grupo de colegial se passa na sua cabeça, Seokie? Eu ao menos sou moreno! - Park ria das aleatoriedades do outro.

-É modo de dizer, você entendeu! Precisamos de alguém inteligente no nosso grupo.

-Não é grupo se estamos em dois, Seokie - disse segurando a risada, vendo o outro revirar os olhos.

-Você é muito chato, senhor Park Jimin!

Nesse dia, os dois conversaram sobre tudo. Aqueles 45 minutos poderiam durar uma eternidade e eles nem perceberiam.

Assim como não perceberam quando o inspetor passou no pátio...

-Vocês dois! - o pulo de susto foi harmônico, os dois garotos pareciam terem visto um fantasma - Matando aula, não? 

-N-não! 'Quê isso, moço... A gente só 'tava, hum, 'tava... - Jimin não pensava em nenhuma mentira convincente. Droga! - O que estávamos fazendo mesmo, Seok?


Oh, oh!


Neste instante, Hoseok já suava frio, odiava ser pego no meio de suas artes.

-Estávamos matando aula! - disse sem pensar. Não havia escapatória e o nervosismo o devorava mais rápido do que o Park faria mais tarde.

-Muito bem, mocinhos! - o inspetor anotava no seu caderno alguma coisa, provavelmente o nome dos dois para um grande castigo, o Jung pensava - Os dois ficarão de tarde hoje. Detenção!

Depois de mais dois períodos, lá estavam eles: em uma sala extremamente pequena, com o inspetor sentado na cadeira de madeira, com os pés apoiados na mesa que deveria ser do professor, enquanto eles sentavam-se lado a lado naquelas classes escolares que já estavam cansados de ver.

-Quanto tempo ainda temos aqui? - Jimin perguntou ao inspetor, que mantinha seus olhos fechados.

Não obteve resposta.

-Moço, quando tempo a gente ainda é obrigado a ficar aqui? - perguntou novamente ao inspetor.

Nada.

Hoseok levantara sua cabeça pouco antes de Jimin perguntar de novo: -Querido inspetor que nos pôs nesse cubículo horrível, quanto tempo ainda temos no inferno?

Dessa vez eles tiveram resposta: um ronco.

-Ele dormiu... - Hoseok agora estava de pé, ao lado da mesa de Park.

-Ele dormiu! - Jimin repetiu, com uma animação evidente na voz - Caralho, ele dormiu mesmo!

Ficaram em silêncio por um tempo, com Jimin ainda sentado e Hoseok de pé, ainda atônito. 

-Jiminnie, você 'tá pensando no mesmo que eu? - o Jung mal podia esperar para sair daquela sala.

-Se você 'tá pensando em dar o fora daqui, 'tô sim! - certo, eles estavam pensando na mesma coisa.

Com cuidado, eles foram caminharam até a porta, passando pela mesma e fechando em seguida. Quando já estavam do lado de fora e "seguros", fizeram um high five em comemoração.

Com astúcia, eles já se encontravam um andar abaixo, tentando abrir a porta central - falhando, visto que estava trancada.

Foi aí que a ficha de ambos caiu: eles estavam praticamente sozinhos. Com três andares de escola para explorarem.

Quando os olhos de Hoseok bateram no rosto infantil de Jimin, seus olhos brilhavam. O fato é que aquela semana tinha sido ótima, eles conversaram, se conheceram, criaram uma ligação... Mas, pelo visto, a tensão sexual continuava ali, assombrando os dois.

O silêncio ainda pesava, os olhos ainda mantinham-se focados um no outro, além de que pingos de suor escorriam pela testa de Hoseok.

E quando Jimin passou a caminhar mais para perto do maior, não foi preciso dizer nada. Os estalos que o selar de lábios fazia era o suficiente.

Rapidamente, as grandes mãos do Jung se encontravam na cintura bem contornada do menor, enquanto Jimin puxava os fios do outro com força desconhecida por si. Suas bocas movimentavam-se com fervor, uma batalha sendo travada entre as línguas e tudo era extremamente quente. Quando Hoseok inventeu a posição de ambos, fazendo o Park bater com as costas na porta, os dois já previram o que viria a seguir. E não ousaram parar.

Separararam-se em busca de ar, e nesse tempo em que estavam separados, Hoseok aproveitou para passar suas mãos para as coxas bem acentuadas do outro, enquanto Jimin mantinha um sorriso malicioso no rosto. Enquanto apalpava com vontade as coxas de Jimin, o último tomou coragem para aproximar sua boca do pescoço do Jung; agora a pele branca continha diversos pontos avermelhados, alguns roxos. Park Jimin não parou por aí, levou seus lábios acerejados até o maxilar do maior, passando sua língua pelo mesmo - e fazendo Hoseok arrepiar-se com a sensação quente contrastando com a pele fria -, logo em seguida passando sua boca com cuidado.

Hoseok gemeu. A essa altura, não sabia se seu membro suportaria muito dentro de suas calças apertadas.

Jimin alternava em beijar e chupar o maxilar e pescoço do maior, tendo como combustível os gemidos que atingiam seus ouvidos com certa frequência.

-Vamos continuar isso lá no banheiro, Seokie-hyung... - desde que descobrira que Hoseok era meses mais velho que si, Jimin esperava um momento íntimo para usar a palavra (nessa ocasião nem tanto) respeitosa.

-Uhum - o único pensamento que passava pela cabeça de Hoseok era como a boca de Jimin fazia mágica, e ele nem havia aproveitado dela como queria...

Jimin puxou Hoseok pela mão até o banheiro masculino, que estava vazio, entraram em uma cabine e Jimin a trancou. Rapidamente, Hoseok teve seu corpo empurrado até o vaso sanitário tampado, sentando-se ali. Jimin passou uma perna de cada lado do corpo do Jung, pondo-se a beijar ferozmente o mesmo.

O clima estava estava ameno lá fora, mas naquela cabine em especial, graus celsius não eram capazes de medir o fervor.

O menor rebolava no colo de Hoseok, que se contentava em arfar e gemer, enquanto Jimin aumentava o ritmo. Quando Hoseok pôs as suas duas mãos na bunda de Jimin e apertou ali, o Park parou com os estímulos.

-Não, não agora, Seokie hyung... Você tinha que ser apressado, não é mesmo? - fez um biquinho com os lábios - Você quebrou as regras, hyung, hoje era eu que controlava...

-Isso quer dizer que...?

-Que você vai ter que se contentar com um boquete, menino levado! - saiu do colo do outro, agaixando-se em sua frente logo em seguida.

Hobi apressou-se em facilitar o trabalho do outro, descendo suas calças até a altura do joelho, logo em seguida abaixando a cueca preta - deixando seu membro exposto, que escorria pré gozo, fazendo sua cueca melar.

-Me toque, Jimin, me toque... - a voz do maior era carregada de desejo, uma luxúria sem igual.

-Você quer que eu apenas te toque, Seokie? - seus lábios formaram um biquinho triste - Só isso?

-Quero que me chupe, Jiminnie - Park lambeu os lábios - Quero que me bote todinho dentro dessa sua linda boca, e que depois me deixe fode-la.

Sem dizer nada, Jimin passou a língua pela extensão do pênis alheio, lubrificando-o com sua saliva - o que fez Hoseok arfar. Logo em seguida, deu uma fraca mordida, antes de começar com sucções na glande avermelhada do outro. 

-Oh, Jiminnie... - os gemidos do Jung fizeram o outro aumentar a velocidade.

Molhou a glande com sua língua antes de abocanhar o pênis do outro, fazendo um garganta-profunda. Certo, deveria ter esperado mais tempo para isto, vendo que estava tendo dificuldades em não engasgar.

-Isso, Minnie, isso... - Hoseok não conseguia formular uma frase sequer.

O maior levou sua mão direita até os fios macios e tingidos de rosa do outro, agora tomando controle da situação: foderia sua boca até os lábios de Jimin incharem.

Ditou um movimento fraco, devagar... Tentando aproveitar a maravilha que era a boca de Park Jimin. Mas não durou muito no ritmo lento, vendo que estava necessitado por demasia, decidiu acelerar. Agora tinha suas duas mãos nos fios do outro, subia e descia sua cabeça, enquanto o outro tinha pequenas gotículas de lágrimas em seus olhos - não que estivesse doendo, sua garganta já havia se acostumado, Jimin estava amando a sensação de ter seus lábios tomando o membro alheio.
O banheiro era preenchido pelos gemidos de Hoseok e o barulho erótico que a boca de Jimin fazia ao chupar com vontade do pênis alheio.

Hoseok levou uma de suas mãos até as costas do Park, deixando um carinho ali, para então aumentar mais um pouco o ritmo. Jimin chupava toda a extensão de Hoseok, volta e meia deixando rastros com sua língua, já sentindo o gostinho amargo do maior invadir sua boca.

-E-eu estou quase lá... - foi a última coisa que disse antes de soltar um gemido sôfrego ao sentir seu membro expelir uma quantidade grande de gozo. 

Jimin, como um bom garoto, tentou beber tudinho, sentindo certa parte do líquido escorrer de sua boca. Estalou a língua antes de arfar e lamber os lábios. 

-Caralho Jimin - Hoseok não conseguia botar em palavras o que estava sentindo.

-Seokie hyung? - Park chamou, já de pé.

-Sim?

-Você não é doce... É amargo, mas é bom - piscou os olhos, ainda lambendo os lábios - Quer sentir?

Antes que o Jung pudesse responder, Jimin já tinha seus braços contornando o pescoço do mesmo enquanto sentava em seu colo e o beijava.


E, para ser sincero, Hoseok não lembra do seu próprio gosto na boca de Jimin. Ele lembra dos lábios carnudos tomando os seus, lembra também das mãos de Park tomando as suas e entrelaçando os dedos, lembra bem de como era beijá-lo...

-Hoseok? - Jimin chamou - Seok? 

Hoseok ainda estava absorto em seus próprios pensamentos.

-Seokie hyung? - o apelido especial despertou Hoseok de suas memórias.

-Sim?

-Não vai tomar o remédio? Fica aí olhando para o nada...

-Me perdi nos meus pensamentos, até esqueci do remédio! - riu sem graça. Será que Jimin pensava tanto nos dois anos passados como ele pensava?


Ele não deve nem lembrar disso, depois de tudo que aconteceu... Depois que Yoongi aconteceu. Depois que nós deixamos de acontecer.


Pensou, enquanto engolia o pequeno comprimido branco com auxílio da água.

-Quer café? Acabei de passar! - Jimin ofereceu, já servindo uma xícara para si.

-Quero sim - foi andando com direção ao amigo, pronto para servir-se. 

O problema foi quando tanto Jimin quanto Hoseok puseram a mão na alça da xícara. O olhar de ambos seguiu da xícara até o rosto alheio, e quase instantâneamente, sorriram. Não moveram um músculo - arrisco dizer que sequer piscaram - por uns dois minutos, apenas se encarando. Só despertaram daquilo que parecia um transe (uma viagem para outro mundo, talvez) quando ouviram a porta do quarto que Jimin e Yoongi dormiram sendo aberta.

Sabiam que era Yoongi. Mas Jimin sequer direcionou o olhar para o namorado e Hoseok não se virou para confirmar sua teoria.

-Minnie? Hobi? - o Min, com os olhos inchados e sem raciocinar direito chamou.

Quase como se percebessem a intenção um do outro - que, ah, era a mesma - largaram a xícara. Xícara que já não tinha mais apoio, agora caía em dezenas de cacos no chão.

Os dois ajoelharam-se no chão e já estavam a juntar os cacos, de maneira totalmente afobada.

-Vocês vão se machucar, assim, suas antas! - Yoongi advertiu, sem entender muito bem o que estava acontecendo - Peguem uma vassoura e uma pá.

-Eu pego a vassoura - Jimin e Hoseok disseram juntos, indo para a mesma direção - Certo, você pega a vassoura - disseram juntos novamente.

-Meu Deus, eu pego a vassoura! - Yoongi estava totalmente perdido ali, mas percebeu que havia algo de errado... Tanto com Hoseok quanto com Jimin.

Após alguns instantes, o Min já estava de volta - acompanhado de uma vassoura -, e os outros dois ainda estavam na mesma posição, se encarando.

-Só não esqueçam de respirar... Eu hein! - deixou a vassoura escorada no balcão e foi em direção à sala.

Sentou-se no sofá que Hoseok estava deitado pouco antes, sem deixar de observar a cena que se passava diante dos seus olhos: Jungkook estava acordado e fazia um cafuné em Taehyung, que permanecia deitado em seu peito.

-Yoongi? - Jungkook chamou.

-Ham? - fingiu descaso, mas na verdade, seu coração gritava que aquilo era lindo demais para apenas seus olhos apreciarem.

-Eu acho que meu coração 'tá quentinho... - riu baixinho.

-Sim, tem um Kim Gordo Taehyung deitado no seu peito!

-Ei, ele não é gordo - fuzilou Yoongi com um olhar - E ele é sim o culpado por isso, mas não tem nada a ver com o peso dele.

-Primeiro, você mesmo o chamou de gordo ontem, quando fomos fazer a tatuagem, eu ouvi. Segundo, é claro que ele é o culpado... Assim como é o culpado desse sorriso bobo aí na sua cara. 

-Só eu posso chamar ele de gordo, hyung. E ele é culpado por tudo que 'ta acontecendo de bom. Desde que eu... Sabe, desde que eu conheci o Tae, anda tudo mais colorido...

-Vai ver você era daltônico e ele te curou, agradece depois - certo, Yoongi podia perder o amigo mas não perdia a piada.

-Você é muito insensível, Yoongi. Eu 'tô aqui me declarando e você fazendo piada! - Jeon fechou a cara, sem deixar de fazer carinho nos fios de Taehyung.

-Desculpa, pirralho. Taehyung tem sorte em te ter, mas não é 'pra mim que você tem que falar essas coisas... É 'pra ele.

-Mas como, Min? - suspirou - Eu já não sei mais o que fazer 'pra ele saber que eu sou totalmente dele...

-Simples, peça-o em namoro! - disse como se nada fosse, pondo-se a procurar o controle da TV.

-'Tá maluco? - respondeu atônito - Hyung, ele pode não me corresponder na mesma intensidade!

-Jeon Jungkook! - se irritou - Vocês já se beijaram, já "chamaram os gatinhos a noite", como sua mãe mesmo disse - parou a frase para rir -, já fizeram uma tatuagem de casal e pelo amor! Ele disse que te ama! Tu quer o quê? Que ele faça um banner com luz neon dizendo "me pede em namoro"?!

-Não seria uma má ideia... - respondeu fingindo pensar.

Jungkook teve como resposta um travesseiro - aquele que Hoseok usara para dormir - sendo jogado em seu rosto.

-Isso doeu, hyung! - reclamou.

-Peça ele em namoro, Jeon! Você ama o Tae, o Tae te ama, o que te impede?!

Talvez pelo travesseiro que foi jogado em Jungkook pouco antes, talvez pelo tom de voz alterado do Min... Não sabendo exatamente porque, Taehyung acordou. Não ousou abrir os olhos, sabia que a claridade o atingiria em cheio e que teria que lidar com uma dorde cabeça horrível.

-Eu não sei, hyung... Eu quero dar a ele o que ele merece, pétalas de flores, pedido a luz da lua, o mundo... Ele merece muito, e eu não sei se sou o suficiente 'pra ele!

-Você sendo o suficiente ou não, o Tae te ama! - Yoongi suspirou, tentando se recompor - Jungkook, esse garoto deitado no teu peito, que deve ter dormido ouvindo as batidas do teu coração, esse menino... Ele disse, na frente de todo mundo, que te ama. Ele parou de ir a faculdade 'pra viajar contigo, ele praticamente fez de tudo na praia 'pra chamar a sua atenção... Ele não se importa com pétalas de flores, com um pedido a luz da lua, porque você é o mundo dele! Caralho, Kim Taehyung ama Jeon Jungkook!

-Como a Lua ama o Sol... - aos poucos sua mente foi clareando, e sentiu uma estranha corrente elétrica passar por todo seu corpo quando Taehyung se mexeu.

-Seja lá o que você quis dizer com isso, sim... Vocês se amam, Jeongguk, você sabe. Não tem porque ficar sofrendo por ciúmes, ou por desejar ter alguém exclusivamente 'pra você quando tudo que você precisa é de um pedido. O Tae diria sim 'pra você, eu sei que diria.

-Muito obrigado, hyung - abaixou seu olhar até o menino que continuava a esquentar seu peito -, acho que vou seguir seu conselho. Não quero mais apresentar o Tae como "meu amigo", quero poder pegar na mão dele e dizer "esse é Taehyung, meu namorado". Foda-se que combinamos de ir com calma, eu não posso mais esperar para tê-lo como alguém fixo, não posso mais esperar... Não quando até mesmo o "agora" parece atrasado.

-Eu até diria 'pra você arrumar esse seu relógio que diz essas coisas... Mas daí você vai me chamar de insensível, não vai?

-Vou mesmo - olhou para o amigo, já rindo.

Quando ria, podia sentir o corpo de Taehyung subir e descer conforme os movimentos de seu pulmão. Era como se estivessem conectados.

-Yoongi hyung! - chamou, vendo o outro virar a cabeça desinteressado - Pegue meu celular e tire uma foto!

Yoongi sorriu pequeno, não queria que Jeon visse seu contentamento com a evolução evidente do mesmo, procurando pelo celular do garoto. Achou-o no hack da TV, completamente sem bateria.

Yoongi então puxou seu próprio aparelho telefônico - que se encontrava em seu bolso -, e apontou a câmera para os dois garotos. Lembrou de desligar o flash e capturou o momento com um sorriso no rosto - este que se alargou ainda mais ao trazer o celular para perto de si e encarar a fotografia. Jungkook estava olhando para Taehyung no momento e, para a surpresa do Min, Tae estava com um pequeno sorriso no rosto.

Enquanto visualizava a imagem, sua mente viajou para longe, querendo trazer ao presente momentos do passado. Mas, rapidamente, Yoongi balançou a cabeça afastando aqueles pensamentos.

Não podia estar pensando naquilo... Não de novo. Deixaria isso para depois, talvez pudesse lembrar-se do que tanto o atormentava mais tarde. Não agora. Não com os dois protagonistas da sua memória no cômodo ao lado.

Jungkook assistia o amigo e suas expressões, mas não se dava ao trabalho de tentar entende-lo. Sua mente estava temporariamente ocupada, por um menino de cabelos castanhos e olhos cor de avelã, alguém que tinha muito mais que seus pensamentos, na verdade... Tinha seu coração. E foi assim, com uma ressaca desgraçada e uma ardência no peito - agora eu não falo do coração sendo aquecido, mas sim da recém tatuagem - que Jeon parou para pensar em como pediria o outro em namoro.

Ah! Mal sabia ele que Taehyung estava muito bem acordado - certo, exagerei. Ele ainda não estava 100%, vendo que seus olhos pesavam e seu raciocínio não estava em perfeito estado - e que se encontrava com um sorriso gigantesco no rosto. Ele já havia pensando em ter algo a mais do que aquela "amizade colorida" com Gguk, apenas não queria apressar as coisas... Apressar sempre fazia dar errado, era assim que pensava. Mas não com Jeon, não quando até mesmo o "agora" se tornava atrasado. Se pudesse, casaria com o mais novo - sem nem pensar duas vezes! - ali mesmo, em Busan, porque seu coração dizia que não havia escapatória: estava total e completamente entregue ao garoto de sorriso bonito e voz angelical. 

Estavam mais que apaixonados, suas vontades iam alem de uma relação de amizade. Queriam algo a mais, queriam chamar-se de "meu", queriam apresentar-se como um casal, queriam andar nas ruas de mãos dadas e queriam, acima de tudo, dizer "eu te amo" com teor relacionado à amor não só de amigos.

E foi pensando nisso que, quando todos já estavam de pé e reunidos em volta daquela mesa grande no jardim na casa dos Park, que Jungkook decidiu pôr seu plano - ou parte dele - em pratica:

-Vocês já ouviram falar da "Dadaepo Sunset Fountain Of Dream"? - ele havia pesquisado sobre a fonte especial minutos antes, e ficou maravilhado com o local.

-Eu já! - Hoseok disse animado.

-Eu sou o príncipe de Busan, então... - Jimin disse convencido enquanto terminava seu prato de Kimbap que os meninos haviam feito para o almoço. 

Todos - com exceção de Taehyung que riu - reviraram os olhos.

-Eu já ouvi falar... É uma fonte, né? - Yoongi parou de comer para falar.

-'Tá no nome, bocó! - Jeon mostrou a língua - Sim, é uma fonte mágica. Ela fica numa praia bem perto daqui, Dadaepo e é a maior fonte do mundo.

-Só isso? - Seokjin esperava mais.

-Não, ela também é iluminada e jorra jatos de água que se movimentam conforme a música que 'tá sendo tocada - Taehyung completou.

Certo, Taehyung conhecia a fonte, então deveria saber que lá era um dos pontos mais "românticos" de Busan.

-Ohh, isso é bem legal! - Namjoon incentivou.

-Fiquei sabendo que as vezes ocorrem uns eventos culturais lá, promovendo a cultura coreana e tal - Tae disse despojado, havia lido algo sobre na internet.

-É verdade! A última vez que eu fui lá, antes do show eles estavam distribuindo comidas típicas daqui para os turistas - Jimin lembrou de uma memória bem velha, aquilo se passara quando ainda era pequeno.

-Isso é bem legal! Deve ser divertido ver esses jatos de perto... - Hoseok comentou - Eles abrem hoje?

-Sim, inclusive... 'Tava pensando em irmos à noite, o que acham? - Jeon já havia terminado seu almoço, e agora conversava animadamente com os amigos sobre a visita que fariam à tal fonte.

-Eu topo. Vai ser um espetáculo! - Seokjin falou enquanto comia o Kimbap pela terceira vez.

-Eu vou - Park deu seu veredito.

-Não tenho nada a perder mesmo... - Yoongi escondeu a animação na voz.

-Eu pilho demais! Baita rolê! - Hoseok animou.

-Alguém cancela esse vocabulário de funkeiro hétero do Hoseok? Obrigado! - Namjoon, assim como todos, não suportava o garoto ruivo falando gírias como "pisante", "viseira de aba reta", "dar um jet", "custou tantos dinheiros", "pode pá patrão" e coisas do gênero.

-Deixa ele, Nam... - Taehyung como sempre, defendendo o amigo.

-Obrigado à Kim Taehyung que vai ser o único herdeiro da minha fortuna quando eu morrer - o Jung terminou seu almoço e fez piada.

-E vai herdar o que, o pobrezinho? Um caderno cujo o título é "gírias que ninguém entende de um ouvinte de merda musical"? - Yoongi riu do que disse, sendo acompanhado pelo resto dos amigos.

-Insensíveis! - Hobi praguejou - Taetae, você é o único que eu amo nesse grupo de gente que só guarda ódio no coração.

-Eu também amo você, Seok! - Taehyung riu, sem perceber Jungkook inexpressivo.

-Então, voltando ao assunto - Jeon desconversou, pigarreando e voltando ao assunto principal - A fonte abre às seis e meia, mas o show mesmo começa às sete. Eu pensei em a gente levar coisinhas 'pra um pique-nique.

-Mas tu já pensou em tudo! - Yoongi admitou-se, depois entendendo parte do que Jeon planejava, calou-se.

-E-eu só li algumas coisas sobre Busan, sabe, 'pra me situar - sorriu amarelo.

-Aham, 'tá bom - Jimin deu um gole na sua água - Vamos todos fingir que você não quer impressionar seu namorado com seu (vasto, diga-se de passagem) conhecimento sobre a MINHA cidade.

-N-namorado? - dessa vez qusm gaguejou foi Taehyung - Jimin você é muito engraçado!

-É mesmo! - Jungkook sorriu falso - Deveria tentar a comédia, Park.


Oh, oh...


Era a única coisa que passava na cabeça do de fios cor-de-rosa, Jeon só o chamava assim quando o outro havia falado algo errado ou estragado alguma coisa importante.

Foi aí que tudo começou a fazer sentido na cabeça de Jimin: o pouco da conversa entre Yoongi e Jungkook que ele havia escutado pela manhã, a atenção total do amigo focada no celular pouco antes do almoço e agora isso.

Jungkook estava planejando algo para Taehyung, algo grande. E que deveria ser surpresa.

Ah, quem mandou ele não me contar? Amigos contam tudo um ao outro, certo?!

Jimin estava tão absorto em seus pensamentos que nem percebeu quando os meninos começaram a se retirar da mesa - uns iam em direção à cozinha, para cuidar da louça, e outros pareciam ir até onde estavam deitados durante a noite, procurando por suas malas.

Yoongi, Namjoon e Hoseok concordaram em tirar a mesa, lavar e secar a louça. Jin descansava, havia sido livrado das atividades de limpeza por recompensa, já que havia cozinhado aquele maravilhoso Kimbap. Jungkook encarava sua mala aberta, pensando em algo para usar depois do banho. Já Taehyung assistia o moreno e sua grande indecisão, com um pequeno sorriso sacana em seu rosto. E Jimin? Ah, sim, Jimin - além de observar tudo de longe - estava a procura da vassoura para limpar um pouco aquilo que costumava ser uma casa - piadas a parte, o local estava cheio de cobertas e colchões espalhados, além de roupas misturadas e garrafas vazias de bebida. O banheiro fedia a vômito e os cômodos cheiravam a álcool e... Hm, sexo? O Park não sabia dizer, era um cheiro que lhe causava tesão; adolescentes bêbados, talvez.

Resolveu que era melhor varrer e limpar o chão da casa, depois iria até Jeon e perguntaria a ele sobre seu plano - ou o que quer que fosse.

Enquanto isso, ali na sala se encontrava um Kim Taehyung se divertindo com a expressão indignada de Jeon.

-Você acabou de zoar com a minha cara? - Gguk pôs as duas mãos na cintura - Não posso acreditar que ainda te chamo de amigo!


Isso porque deveria estar chamando de namorado...


Os pensamentos de Taehyung foram instantâneos e ele se esforçou para que aquilo não saísse em voz alta.

-Depende, se você considera dizer "pra quê tanta indecisão se todas as peças de roupas que estão aí são iguais" significa zoar com a sua cara, sim eu zoei com a sua cara, meu amigo - fez graça ao proferir as últimas palavras.

-Kim Taehyung você é um homem morto! - Jungkook soltou a camiseta branca e a calça jeans que tinha em mãos e deu uma passada em direção ao menino que ria descontroladamente.

Ao perceber a intenção do outro, o Kim mais novo dali decidiu que a sua melhor alternativa era correr. Pulou o sofá e desatou para a cozinha.

-Além de indeciso, tem um péssimo gosto 'pra roupa e corre feito uma lesma! - Tae provocou, correndo em direção ao corredor que dava para o quarto dos pais de Jimin.

-Você fala demais e corre de menos! - Jeongguk revidou, quase alcançando o acastanhado.

-Crianças, parem de correr! - Jin pediu - Silêncio vocês dois, 'tá dando um especial do Jaymes Young na MTV!

Em poucos segundos, o volume da TV foi aumentado e a música passou a ecoar por toda a casa.


Baby this love, I'll never let it die

Can't be touched by no one, I'd like to see him try

I'm a mad man for your touch

Girl, I've lost control

I'm gonna make this last forever

Don't tell me it's impossible



(Baby, este amor, eu nunca vou deixar morrer

Não pode ser tocado por ninguém, eu gostaria de vê-los tentar

Eu sou um homem louco por seu toque

Menina, eu perdi o controle

Eu vou fazer isso durar para sempre

Não me diga que é impossível)


Os dois fingiram não ouvir o pedido de Seokjin e continuaram a correr pela casa. Ggguk chegava perto de Taehyung, e apesar da respiração pesada e descompassada, o Kim ainda conseguia ser mais rápido.

Mas tudo acabou desmoronando para o menino de sorriso quadrado quando sua única opção era entrar no banheiro e torcer para que conseguisse fechar a porta antes de Jungkook entrar. 

Taehyung entrou, mas sua mente demorou demais para achar a chave do banheiro. Agora o moreno apressado adentrava o pequeno cômodo. Eles estavam frente a frente.

Os dois garotos mal conseguiam respirar, cansados demais pela corrida que deram. Mas nada impediu Junggguk de perder a loucura quando Tae lambeu seus lábios avermelhados, fazendo com que o mais novo não pensasse duas vezes antes de puxar Taehyung pela cintura até que seus corpos esfregassem-se.

A troca de olhares intensa chegava a queimar, sem contar que o ambiente era extremamente pequeno, e o barulho da respiração de ambos deixava tudo mais erótico.

Nada foi dito por alguns segundos, até que o Kim resolve dizer algo. Mas não proferiu palavras, apenas moveu suas mãos até o rosto do mais novo e o beijou com fervor. Ah, ainda que estivessem loucos um pelo outro, o beijo não deixava de ter aquele gosto doce de paixão e cuidado, além da sensação praiana que sempre os pegava de surpresa.

Quando se separaram com pequenos selares, Jeon já não raciocinava como antes, simplesmente agia conforme o que lhe desse vontade. Desta vez, a sua vontade era de prensar Taehyung contra a parede e deixar que suas mãos explorassem o corpo alheio como naquela noite... E foi o que fez.

As costas do maior chocaram-se contra o box do banheiro, causando um estrondo. Jungkook não perdeu tempo e logo já o beijava novamente, ouvindo apenas o bater do seu coração acelerado e o estalar erótico do beijo afoito. Rapidamente Taehyung já estava puxando os fios morenos do menor, enquanto o mesmo apertava com força a cintura bem delineada do Kim. 

Os dedos de Jungkook deixavam marcas brancas na pele do outro, conforme a força que utilizava ao apalpar o corpo alheio. Suas mãos desceram até a parte interior da coxa de Taehyung, apertando o local após passar os dedos cuidadosamente. Tae reagiu no mesmo grau de delicadeza: desceu seu toque para a nuca de Jeon, alisando ali, para depois fincar suas pequenas unhas.

Sem que percebessem, estavam no chão. Jungkook sentado no piso frio, escorado na parede, enquanto o maior apoiava-se nas coxas avantajada de Jeon, com uma perna de cada lado do seu corpo. Taehyung esquecera toda aquela faceta meiga e infantil que tinha, até mesmo o jeito que haviam se tratado desde que tinham transado pela primeira vez; ele queria apenas ter Jeon para si, pensava nisso sem que percebesse, e ficou até mesmo surpreso ao ver o modo que seu corpo reagia aos estímulos físicos do outro.

Naquela posição, o Kim podia ter acesso ao pescoço branquinho do menor, não demorando em deixar marcas fracas ali, além de mordidas e selares que passavam  gradativamente a chupões. 

-T-tae... - gemeu baixinho, sem deixar de passar as mãos pelas costas do mais velho.

-Sabe, Jeon, eu adoro quando você geme meu nome - sorriu safado - Por causa disso, eu vou te recompensar.

-Me recompensar, hyung? - seus olhos brilhavam em luxúria.

-Uhum - concordou com a cabeça -, eu uma vez li sobre algo... É o seguinte, eu vou te excitar sem nem estar totalmente nu.

-Ah, mas... Isso você já faz - sorriu travesso, lembrando daquele dia em que trocaram provocações na pedra. Boas memórias.

-Me escute, Kookie... - a voz completamente banhada de sensualidade - Você vai abaixar sua calça e cueca até a altura do joelho, consegue fazer isso?

-Consigo - Taehyung já estava de pé ao seu lado, enquanto esperava o mais novo fazer o que havia pedido.

-Ótimo, sente de novo, onde estava - Jeon sentou-se, sem saber o que estava por vir.

Taehyung não tardou a tirar sua camiseta, além da calça, ficando assim só de cueca e se pondo na posição anterior.

-Certo, agora, eu vou ditar o ritmo e depois você pode liderar, hum? - Jungkook não entendia bem sobre o que o Kim falava, mas assentiu mesmo assim.

Foi aí que Taehyung começou: rebolava de maneira lenta e quase dolorosa no colo do outro, fazendo com que o membro do mesmo batesse contra o seu... Mas com a peça de roupa entre eles. O fato de não poderem ter contato direto ou o tecido áspero entre eles tornava tudo mais interessante. 

-V-vai mais rápido, Tae... - pediu, sua cabeça já estava tombada para o lado e os lábios entre abertos logo foram de encontro aos lábios macios de Taehyung num beijo desesperado.

-Você quer que eu vá mais rápido, Jeon? - provocou após o beijo vendo o outro assentir - Pois agora eu faço ainda mais devagar.

E com isso o Kim passou a ondular o quadril de forma ainda mais lenta, os braços apoiados nos ombros largos do amigo e a respiração quente batendo contra a do outro.

Taehyung aproximou a boca do ouvido do menino - que estava entregue demais ao prazer para dizer algo - apenas para sussurrar em seu ouvido.

-Você quer comandar, Kookie? - não obteve resposta - Me diga, você quer me dominar e dar a isso o ritmo que deseja?

Jungkook sorriu maliciosamente e apoiou suas mãos novamente na cintura alheia, agora fazendo o corpo de Kim subir e descer em seu colo.

Tudo estava bom demais, Taehyung imitava movimentos de cavalgada no ritmo ditado pelo mais novo - era rápido, muito rápido. O único som que ressoava ali além de seus gemidos e arfadas era a música que chegava até eles de forma abafada.


Meet me at the bottom of the ocean

Where the time is frozen

Where all the universe is open

Love isn't random, we are chosen

And we could wear the same crown

Keep slowing your heart down

We are the gods now



(Encontre-me no fundo do oceano

Onde o tempo está congelado

Onde todo o universo está aberto

O amor não é aleatório, somos escolhidos

E nós poderíamos usar a mesma coroa

Continue abrandando o seu coração

Nós somos os deuses agora)


O tom doce da voz de Jaymes Young só tornava tudo mais especial e mais... Bem, erótico.

Só deus sabe o que teria acontecido naquele banheiro se não fosse pelas batidas na porta.

-Ei, Kook! - era a voz de Jimin - Vai demorar aí no banh... - não terminou a frase, notando algo - O chuveiro não 'tá ligado.

A esse ponto, você deve estar imaginando que Taehyung e Jungkook estariam vestindo-se apressadamente e gaguejando uma desculpa qualquer, não está? Bom, se estava, se enganou completamente, porque dentro daquele banheiro havia um Kim Taehyung pondo seu dedo indicador sobre a boca de Jeon, pedindo silêncio e rebolando ainda mais forte em seu colo.

Jungkook estava dividido em dizer algo para o Park ou simplesmente ficar em silêncio - como Taehyung havia lhe pedido - e aproveitar daquilo que já havia lhe causado uma grande ereção no meio das pernas.

Tudo pareceu piorar quando o Kim levou suas duas mãos até o membro inchado de Jeon, passando a masturbá-lo lentamente.

-Filho da puta... - foi tudo que conseguiu proferir antes de gemer alto.

-Eu ouvi um gemido?! - o Park ainda estava atrás da porta, esperando respostas de Jungkook.

-Eu te mandei ficar calado, Kookie... - Taehyung engrossou a voz ao sussurrar as palavras sedutoras no ouvido de Jeon.

-E eu tentei, mas... - suspirou - Fica difícil quando você me faz ter vontade de te foder até suas pernas ficarem bambas.

-Que garoto apressado - riu maliciosamente.

-ESPERA, EU OUVI UMA RISADA?! - Droga, Jimin... - EU CONHEÇO ESSA RISADA! KIM TAEHYUNG VOCÊ 'TÁ AÍ DENTRO?

-Eu espero que você tenha trancado a porta - foram as últimas palavras de Taehyung antes que fosse surpreendido com o líquido branco provindo do membro de Jeon melando sua mão.

Foi impossível conter o gemido quando o orgasmo atingiu Jungkook em cheio.

-Meu Deus! - Jimin exclamou do outro lado - Isso 'tá melhor que pornô e olha que eu nem 'tô vendo de verdade - certo, isso era mentira, seu olho estava captando algumas imagens pela fechadura.

-A gente tem que sair... - Kim advertiu, já levantando do colo do menor.

Teria realmente levantado e vestido suas roupas, se seu pulso não fosse fortemente segurado pelo garoto de fios grudados na testa e lábios inchados.

-Me beija - pediu sorrindo.

Jeon não precisou pedir duas vezes, rapidamente Taehyung selou seus lábios em um beijo carinhoso - completamente diferente dos outros que tinham trocado minutos antes.

-Agora podemos ir - Jeon sorriu e passou a levantar sua calça e cueca melada.

Quando estavam devidamente vestidos, encararam-se: estavam péssimos. Os fios de cabelo presos a testa por conta do suor, os pescoços marcados, roupas amassadas e os lábios inchados. Além de que agora, o banheiro não só fedia a vômito como também estava carregado de um odor sensual chamado "cheiro de sexo".

Foram em direção a porta, ainda com sorrisos nos rostos e completamente sem jeito. Quando abriram a porta, prontos para irem até a sala e fingir que nada aconteceu, eles deram de cara com seus maiores pesadelos: estavam ali Park Jimin, Min Yoongi, Jung Hoseok, Kim Namjoon e Kim Seokjin parados e de braços cruzados.

-Quem vai ser o primeiro a se explicar?


Notas Finais


E aí? Gostaram? Espero que sim!

Sobre o plot twist yoonseokmin: tem muita explicação/complicação vindo por aí, não achem que os jihope apenas se pegaram e ficou por isso, tsc tsc.
Essa história dentro da própria história é pra mostrar como as memórias do passado podem influenciar no nosso presente e pra abrir a mente de vcs pra um "novo" tipo de amor... Eu vou chegar lá.
Basicamente, perdi o foco dos taekook nesse capítulo, perdão! Prometo exclusividade na parte dois, ta bom?

E o plano do JK, hein? Vcs acham q vai ser um simples pedido?
Yoongi querendo não se lembrar de algo... hmmm, vou deixar vcs com gostinho de curiosidade.

Vejo vcs na segunda parte, beijos!

PS: Esse capítulo ficou grande demais, até pra mim que escrevi, peço desculpas desde já :)


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