História Memories - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Lemon, Romance, Wizard Academy
Visualizações 21
Palavras 2.716
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Magia, Yaoi (Gay)
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Primeiramente: Essa história possui assuntos delicados então se for sensível demais, não recomendo.

Sim, eu voltei e essa história acontece em um universo alternativo de Wiz próximo da realidade que a história original é contada.
Eu segurei isso por pelo menos 8 meses, mas precisava dar um sinal de vida e cá estou.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Memories - Capítulo Único


Uma manhã normal até aqui. Nada de extravagante demais ou diferente, exceto a parte de ser um final de semana. Saudades dos tempos em que aqui na WizarD voltávamos para casa, porém, se quisermos ir para uma faculdade algum dia precisaremos de todos os créditos possíveis que podemos conseguir através das missões disponíveis apenas aos alunos do último ano.

Taiki permanecia dormindo ao meu lado, adorável como sempre. Seu cabelo branco de mechas azuis ficava belo na luz do sol matutino.

Levanto-me da cama, termino minha higienização, ponho as roupas e sigo até a cozinha. Seu salão esplêndido composto de várias mesas e um buffet para os alunos servirem-se.

Eu peguei o de costume, panquecas de mirtilo, e um copo de suco de maracujá. Aproveitei e peguei umas torradas e suco para levar para o Tai. Quando volto ao quarto ele estava no banheiro, a porta estava trancada, mas, pelo som do chuveiro se notava.

— Heya!! Trouxe comida, Tai. — digo entrando no quarto e coloco o café na cabeceira da cama dele — Por que tá trancado?

— Ai obrigado. Sobre isso não se pode imaginar quem pode entrar não é mesmo?

— Ah tá. Tenta ser rápido, vou pegar a nossa missão de hoje.

— Tenta pegar uma bem difícil que hoje acordei bem aventureiro!

— Certo!

Saio novamente do quarto e sigo em direção ao quadro que fica na no lado sul do jardim.

“Uma bem difícil… Esse pensamento me dominava.”

Havia vários papéis no quadro. Dentre eles dois que me chamava atenção. Uma missão de nível S , seu objetivo é devolver vida à uma terra desolada no estado de Blizzfield. A outra de nível S era aprisionar um bandido procurado em Windsow. Escolhi a primeira, não parece ter dificuldade, mas certeza que tem. Além de que a recompensa é de vinte pontos, assino nossos nomes e levo o papel.

Saindo da escola já vinha o menor correndo. O albino vestia uma blusa de manga vermelha sem estampa, calça jeans, tênis vermelho e tinha um casaco branco amarrado na cintura.

— Então, para onde vamos?

— Blizzfield!

— Certo! Já preparei algumas coisas na mochila, então, preparar — Suas mãos estavam emitindo uma aura dourada —, relaxar — um círculo dourado formou-se abaixo de nossos pés, via nossos corpos tornando-se luz —, viajar!

Dito isso não sentia mais meu corpo, apenas lembro de virar milhões de fagulhas enquanto subia aos céus e depois cada pontinho de luz se unia e formava nossos corpos novamente. Quando olho ao meu redor vejo que estávamos em uma área completamente fria e desolada.

— Só conseguimos vir até aqui.

— Por quê?

— Você não se lembra que eu posso me transportar para qualquer lugar contanto que haja luz? E que não percebe que ali não há um raio de sol?

— Pelo menos estamos em um vilarejo, mas aqui é tão triste e sem cor.

Continuamos andando pelo local. O céu era totalmente cinza, a neve um pouco azul, as casas destruídas e árvores podres ou mortas. O Tai entra em uma das casas e grita chamando-me assustado. Eu entro e vejo que ali havia dois esqueletos abraçados um ao outro.

— Q-Qual é a nossa missão mesmo? — perguntou o menor tremendo.

— Devolver vida à este lugar.

— É imprescindível! Eu não ressucito, eu não consigo salvar solos, magia arcana não se brinca e — ele levanta o tom de sua voz enfatizando o fim da frase — eu não volto no tempo!

— É isso! Não podemos voltar no tempo ou ter acesso ao passado, mas sabemos quem faz isso.

Ele levanta o rosto e direciona seu olhar para o fundo dos meus olhos facilmente se via o seu medo.

— Não vamos nos fundir! Vamos nos lembrar que Ayiki é instável e imprevisível. Se perdemos o controle isso aqui fica pior.

— Não precisamos nos fundir no fisicamente. Lembra que podemos fazer a Soul Connection? Acessamos todos os poderes do Ayiki sem necessitar exatamente ser ele. Então?

Tai senta-se no chão, posiciona seu corpo como uma meditação e suas mãos estão na posição utilizada para liberar o chakra da coroa com suas mãos na frente do estômago, dedos entrelaçados com os dedos mindinhos em exceção que apontam para cima. Eu me posiciono em sua frente e repito a posição. Fechamos os olhos, sinto nossas almas se tornando uma só.

Estávamos em um plano astral, onde abaixo de nós havia uma flor de lótus de mil pétalas de cor violeta onde nossos corpos estavam, estendemos nossos braços e começamos a retroceder, ao nosso redor a vila retornava aos poucos, quando paramos há exatos duzentos anos atrás vimos que ali havia sim vida.

Avançando um pouco, alguns anos, vimos que ali rolou uma espécie de ritual, um garoto foi colocado no alto de um pedestal amarrado com três runas ao seu redor: uma de sacrifício, outra de contenção e uma terceira de preservação no mesmo instante voltamos ao momento atual porque Taiki acabou desmaiando. Seguro o nos meus braços e ponho o seu casaco.

Eu penso bastante sobre como ele está porque o mesmo passou muita coisa, e ainda assim permanece otimista, o quão grande é o esforço de alguém para continuar demonstrando que está tudo certo mesmo sabendo que não está? Bem, por ele, eu entendo. Taiki tem uma alma pura e gentil, totalmente altruísta, alguns traumas mexeram bastante com sua personalidade e o deixou um pouco inseguro com as pessoas e mais sangue frio quando estamos em uma situação de risco.

— Ayato… — disse ele durante o sono — não me abandone também, por favor.

— Não irei. — Abraço-o e acabo dormindo.

Acordo ouvindo o som de energia, assemelha-se ao de uma ventania só que mais sinistra, o céu escuro e estrelado dão uma ótima atmosfera de terror. Não sentia medo, longe disso, éramos a dupla perfeita, se lutarmos a noite eu teria vantagem, se lutarmos de dia Tai teria vantagem. E nesse momento, a vantagem é minha.

Olho pela escuridão e percebo uma criatura um tanto quanto peculiar, assustadora e veloz. Seus olhos verdes quando em contato direto com os meus me causou uma sensação que nunca senti antes, medo.

Imediatamente fiquei imóvel e a criatura começou uma aproximação, vejo um estranho brilho dourado vindo de trás de mim, quando viro-me eu vejo o Tai. Sua postura é séria e furiosa, agachado e de braços abertos, lâminas de luz estavam ao seu redor, seu cenho franzido e dentes trincados afirmava sua raiva. Eis que o albino diz:

— Se aproxime, ou faça qualquer coisa a ele e eu acabo com sua vida!

— Taiki, cuidado! Atrás!

Não deu tempo. Uma outra criatura de mesma espécie atravessou o seu peito com um chifre de seu nariz. O mais novo não resistiu no mesmo instante. Teve sua energia vital totalmente drenada.

— Vocês não fizeram isso! — Meu olho tornou-se vermelho no mesmo instante, antes que desse tempo de alguma coisa lembrei que a shiny soul do Tai o curava de uma forma excepcionalmente rápida e ele retornou. Percebo isso quando ele segurou minha mão e olhou nos meus olhos.

Ele solta minha mão e faz vários clones de luz para distrair as criaturas, aproveitei e liberei a minha sombra demoníaca para ir. O albino estende a sua mão esquerda para mim e seu olhar não me deixava dúvida. Ele queria.

Tomamos uma distância um do outro e nos cumprimentamos com um gesto de reverência. Há diversas maneiras de se conseguir sincronia total com outra pessoa, eu e o Tai utilizamos a dança por ser melhor para sincronizar de forma física, mental e emocional.

[...]*

No final nos encontramos e selamos com um beijo final. O céu tornou-se vermelho juntamente com a lua. A união de nossos corpos estava encoberta com uma aura de trevas e depois explodiu em luz e estrelas. Lá estávamos nós mais uma vez, Ayiki.

Como estávamos fundidos, nem sempre o que eu queria fazer eu faria, nem tudo que eu posso ver, Ayiki via. Diferente da maioria das vezes, estávamos estáveis, ou seja, não lutamos pelo domínio, e sim, tinha vontade própria.

As criaturas nos viram e aproximaram-se, se não estivemos perfeitos provavelmente mataríamos os monstros, mas, a versão estável nossa tinha uma enorme parte da personalidade compreensiva do Tai.

Ayiki é uma das combinações com mais poderes entre nosso grupo: luminocinese, umbracinese, magia arcana e demoníaca, cronocinese, e manipulação cósmica. Ele decidiu usar de magia arcana com as criaturas enquanto avançavam, não saindo de posição apenas levantou as mãos e as jogos para o lado, em paralelo, uma energia azul subia pelo corpo das criaturas, afastamos os braços e as mesmas retornaram em sua forma humana. Agachado, pôs suas mãos no solo e fechou os olhos, uma energia pura preencheu o ambiente e ao mesmo tempo para aquele solo o tempo reverteu. Exato. Magia arcana e temporal pareceu eficaz na região. Tudo que ali havia de desolado ou morto voltou à forma que vimos na visão. Cansado, o seu corpo começou a brilhar e sua Shiny Soul apareceu e dividiu-se em duas trazendo nossos corpos de volta.

Abrindo lentamente meus olhos vi as casas de volta e as pessoas como realmente era, apenas precisávamos tirar uma foto e comprovar, então pego minha câmera e faço. Depois da foto recebi uma mensagem da mãe do Tai falando para ir à um endereço um pouco longe da escola e me explicou tudo então decidi levar o Tai lá.

[...]

— Ainda se sente aventureiro? — pergunto enquanto levava o baixinho de olhos vendados pela rua.

— Agora é só corajoso, mas serve. Posso tirar agora?

— Bem… Para não precisarmos mais viver na escola e seguindo suas regras nos finais de semana, recebemos um presente de sua mãe.

Retiro sua venda e ele vê a casa de dois andares com paredes na cor preta, bordas azuis no térreo, e primeiro andar com paredes cheias de janelas de vidro que vão do teto ao piso na parte da frente e ainda no seu exterior tinha uma porta branca e uma escada. Abrindo a porta temos o ambiente todo decorado nas cores preto e branco e mobiliado com assentos, televisão e tudo mais.

— Tudo perfeito para termos uma vida a dois após terminarmos a WizarD. Não precisava se surpreender né? Afinal, hoje é seu aniversário de dezoito anos, certo?

A alegria do albino era perceptível, ele pulava e não parava de me abraçar e beijar.

— Lembra que eu perguntei se estava se sentindo aventureiro hoje? Pois é. Eu quero inaugurar nosso quarto de uma forma bem casual, como nossa primeira vez. Isso é, se você-

O menor me calou com um beijo e eu o concedi. Enquanto beijávamos nós andávamos em direção ao quarto, não prestei atenção em sua estrutura, o momento era apenas nosso. O albino me empurrou na cama, e tirou sua blusa. Seus treinos matinais de esgrima e exercícios fizeram muito efeito desde o primeiro ano até hoje, seu corpo estava um pouco mais definido. E retomamos aos beijos, eu o segurava firmemente em meus braços.

Tai retirou minha blusa e continuou, mas agora descendo mais os lábios até meu abdômen e depois subiu novamente aos meus lábios. Eu nos afastei e o sentei em meu colo e continuamos trocando carícias por um longo momento até que ele começou a desabotoar minha calça e abrir o zíper, a essa altura eu estava louco de desejo. Sua pureza de todo dia não me fazia acreditar que era ele, pelas provocações e tudo mais.

— Como se sente? — perguntou o menor olhando com um sorriso provocante.

— Com muito tesão.

Tai levantou-se e desabotoou sua calça revelando sua boxer vermelha, percebi ali que seu membro estava estimulado, aproveitei e fiz o mesmo, mas tirei tudo de uma vez e o beijei em pé. Me sentia cada vez mais selvagem no momento. Esse garoto despertava em mim sentimentos com os quais eu nunca pensei sentir e desejos que nunca pensei realizar. Apertava sua bunda com força enquanto os beijos tornavam-se cada vez mais intensos e insaciáveis, sentia a força de suas unhas em minhas costas, eis que Tai empurra-me novamente na cama e pôs o meu membro em sua boca. Sentia o calor de sua boca enquanto enlouquecia de prazer, o pedi para ir mais rápido e mais fundo e foi, seus olhares provocantes me fazia esquecer que por muito tempo ele já foi alguém inocente e sensível. Ficamos nessa por um bom tempo até que decidimos inverter a ordem, afinal, o prazer não pode ficar todo para mim. Retirei sua boxer e dei uns beijos no seu abdômen e desci. De início ele parecia um pouco apreensivo, mas depois vi que o mesmo estava aproveitando. Parei um pouco e fui até a minha calça e de seu bolso retiro um preservativo.

— Bom, é agora. Se quiser podemos parar por aqui.

— Ayato, se é até o fim, vamos até o fim mesmo. Estou um pouco nervoso, isso é normal, mas eu quero continuar.

O menor deitou-se na cama, abraçou um travesseiro bem forte e fechou os olhos. Coloquei o preservativo e segui. Inicialmente entrei devagar apenas com a cabeça e parei ali, ele ainda estava se acostumando. Ele mexeu-se um pouco, mas depois parou então comecei a entrar mais.

— Eu... te amo, Ayato.

Ao ouvir essas palavras não dava mais para continuar, abri meus olhos e vi que tudo era um sonho de minhas memórias.

Hoje, estou beirando meus vinte e quatro anos. Me levanto da cama e olho para o lado, vejo que tem um garoto na minha cama, sim, é meu namorado.

Ele tem cabelos negros e ondulados, uma pele morena e um físico semelhante ao meu.

Levanto-me da cama e olho o céu estrelado da varanda pensando no que me trouxe aqui... Aí me lembrei que meses depois disso eu e o Tai brigamos e nos afastamos, quando o vi depois, no casamento da May ele estava acompanhado de outro cara mais alto e bem sério, parecia ser alguém bem ruim. Aliás, não parecia, ele era.

Me lembrei de quando fui no banheiro arrumar o cabelo e ele entrou, soltando coisas como:

“Então quer dizer que você é a paixonite de colegial do meu namorado? Escuta aqui! Ele falava muito de você com as pessoas pelo celular, eu não sei em como você é tão incrível. Só te peço que saia daqui ou a coisa vai ficar feia.”

Eu não segui seu conselho e permaneci na festa. No final de tudo os cinco ficamos e o Tai foi embora depois do bolo. A gente conversou sobre como ele estava perdendo os amigos graças à ele.

E não demorou muito para eu estar certo de que algo ruim aconteceria.

Passou-se um tempo e eu comecei a namorar com o Austin, quando em uma determinada noite eu senti uma baita dor no coração e uma agonia mental insuportável. Me debatia no chão e mal conseguia me mover.

Aconteceu o que eu mais tinha medo. Nossa ligação Ayiki foi rompida, devido a nossa distância ela se mantinha por um fio porque pelo menos os dois lados do ser estavam vivos, mas se rompeu, significa que um de nós havia morrido.

Estava de noite e mesmo tendo acabado toda a sensação de dor eu fui até a casa do Tai. Não havia ninguém, vi seu corpo na cama despido e sangrando e um braço quebrado. Ao seu lado estava sua shiny soul totalmente destruída e emitindo uma luz fraca. Agachei e comecei a chorar, coloquei minhas mãos em sua mente e vi exatamente tudo o que aconteceu:

Não aguentando mais essa relação doentia ele falou que queria terminar, Thiago, o cara lá da festa instantaneamente deduziu que ele queria voltar comigo e começou a bater nele inúmeras vezes e humilhá-lo de várias formas. Até que ele rasgou as suas roupas e iniciou um ato de estupro, Tai apenas gritava de dor e chorava enquanto se tornava mais e mais brutal, enquanto acontecia ele dizia que não se importava com ele, apenas com o dinheiro que a família dele possuía, quando o seu sofrimento era agonizante sua shiny soul apareceu e sem pensar duas vezes ele a estilhaçou e foi embora.

Eu comecei a sentir sua falta, e a perceber de novo o quanto eu o amava e como era verdadeiro, a gente só percebe o valor que as pessoas têm e como são importantes, quando elas se vão...

Ainda te amo.


Notas Finais


*Evitemos spoilers rs

Inicialmente eu pensei se seria muito fazer esse plot por medo meu, porém é um assunto delicado, mas mesmo assim se necessita de uma conversa.
Caso saiba de alguma situação de estupro DENUNCIE.

Agora descontraindo mais o clima.
Essa história eu dei muitos spoilers do que está por vir na história principal de WizarD assim como os assuntos polêmicos que irei abordar e críticas sociais que farei.

Obrigado sempre pelo apoio e por não desistirem de mim.
Love U


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