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História Memories - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Drugged


Fanfic / Fanfiction Memories - Capítulo 3 - Drugged

— O que vocês estão fazendo? — Naomi colocou as mãos na cintura em uma postura reprovadora.

Christopher se afastou de Clarisse lentamente, passando a mão no cabelo escuro e respirando fundo.

— Nada. — Clary respondeu de súbito, levantando-se de onde estava, mas sua voz denunciou a mentira em uma simples palavra. — Só estava expondo minha opinião sobre tudo que está acontecendo para Chris.

— Tão próxima a ele assim? — Naomi negou com a cabeça lentamente, coçando a nuca e, quando Clary se aproximou em silêncio, a repreendeu. — Vocês precisam tomar mais cuidado, alguém pode ver vocês. — Havia uma preocupação clara em seu tom.

— Relaxa, Sininho. — Clary a chamou pelo apelido carinhoso que a chamava desde quando as duas eram pequenas.

Sempre que a chamava assim, se lembrava de quando Naomi chegou e era só um bebê risonho e sem dentes, que iluminava tudo ao seu redor como uma fada. Clary sempre quis ter uma irmã, então a amou instantaneamente.

— Eu estou falando sério, Clary. Vocês precisam ser mais discretos, se nosso pai ou outra pessoa verem vocês... — Naomi não precisou terminar a frase, pois as duas sabiam o que poderia acontecer.

Como duas irmãs unidas, uma tinha a outra como a pessoa mais confiável do mundo, então ambas compartilhavam segredos que nenhuma outra pessoa no mundo sabia. Naomi não dava sua opinião sobre Clary e Chris. Apesar de não parecer concordar muito com isso, os ajudava sempre que era necessário.

— Eu pensei que tivesse saído com suas amigas. — Clary tentou mudar de assunto, enquanto as duas atravessavam a grama verde do jardim, com os braços entrelaçados e, quando finalmente chegaram à casa principal, a loira olhou para trás e viu Chris descendo da casinha, parecendo um tanto perturbado.

— Eu tinha, mas resolvi voltar para casa. Elas sempre têm as mesmas conversas que se resumem a compras e homens.

Clary riu, soltando o braço da irmã quando as duas chegaram à grande e iluminada sala de jantar.

— E então o quê, veio atormentar sua irmã mais velha? — Provocou a morena cruzando os braços sobre os seios.

— Sim, a gente vai tomar sol e beber até esquecermos nossos próprios nomes. — Naomi falou em um tom tão doce, que parecia estar pedindo para comer doces antes do jantar.

— Não sei se devemos, você não pode beber. Não tem 21 anos ainda. — Clary tentou dar uma de autoritária, mas acabou caindo na risada com a outra.

Naomi tinha a energia sempre tão leve que elevava o astral de qualquer um. A loira entendia o porquê de o pai preferir a caçula.

 

Maya se arrastava em direção a sua casa de forma cansada. O ponto do ônibus que ela pegava para ir de casa para o trabalho e vice-versa era um pouco distante de onde morava e geralmente não se incomodava tanto em andar, porém em dias como esse que era liberada mais cedo e precisava pegar o sol da tarde, sentia-se mais desgastada que o normal.

Maya passou a mão na testa, na tentativa de secar o suor e arrumou sua pequena bolsa vermelha no ombro esquerdo, pensando que tomaria um remédio para dor de cabeça ao chegar em casa.

Trabalhava para Clarisse havia pouco tempo, desde que tinha largado a faculdade para se dedicar apenas a ganhar dinheiro para pagar o tratamento da mãe, que tinha uma doença degenerativa, mas se tratava em casa, por falta de especialista nos hospitais públicos de Londres.

Felizmente os Greenwoods pagavam bem e o trabalho não era pesado, apesar de serem várias horas na semana. Outra coisa boa é que trabalhava mais para Clary, que era gentil e educada, mesmo ficando sombria, às vezes, pelas discussões que tinha com o pai.

Maya suspirou aliviada ao chegar em casa. Após destrancar a porta e entrar no local, jogou sua bolsa em um pequeno sofá preto que havia ali e foi direto para o quarto da mãe, amarrando seus longos cachos em um coque.

Geralmente a mulher ficava com alguma enfermeira ou vizinho, porém haviam dias em que era necessário que ela ficasse sozinha, o que tirava a paz de espírito de Maya.

— Ei, como a senhora está? — A jovem questionou entrando no pequeno e simples quarto da mãe.

Marcela estava como a maior parte do tempo: deitada em sua cama de solteiro, encarando a TV que ficava em frente a sua cama e que, no momento, passava um documentário sobre tartarugas marinhas.

— Maya, já anoiteceu? — Marcela, que pareceu surpresa ao ver a filha entrando ali, questionou com a voz arranhada.

— Não, mas a senhorita Clary me liberou mais cedo hoje. — Maya se lembrou de como antes de sair da mansão dos Greenwoods a chefe estava se divertindo com a irmã na piscina.

A jovem se aproximou da mulher deitada, para arrumar os travesseiros dela.

Sentia seu coração se apertar toda vez que via Marcela, que outrora havia sido uma mulher cheia de energia, praticamente vegetando naquela cama. A mulher encarava a filha com seus olhos vazios de cor desgastada, grandes demais para seu rosto magro e cheio de rugas, marcadas pela idade e pela vida.

Maya lutava para dar seu melhor cuidando da mulher que lutou para criá-la sozinha, mas sofria interiormente todas as vezes que via a mãe naquela situação. O pior de tudo era ter que arcar com tudo sozinha, pois seu pai havia ido embora há alguns anos e Marcela havia tido somente ela de filha.

Por um momento desejou ter uma irmã ou irmão para ajudá-la a carregar todo aquele peso como Clary e Naomi aparentemente faziam.

— Pensei que sua chefe não gostasse de quando você a chama assim. — Marcela comentou em um tom baixo e fraco, trazendo a filha de volta para o mundo real.

— É o costume. — A morena comentou passando a mão no cabelo branco e fraco da mãe que caía cada vez mais e então se afastou. — O que vai querer jantar hoje? Acho que vou fazer sopa.

Marcela abriu um pequeno sorriso sem contestar nada, pois sopa era praticamente a única coisa que vinha comendo ultimamente.

 

Naomi corria atrás de Clary pelas escadas de vidro que levavam ao segundo andar, ambas tentando fazer o máximo de silêncio possível, pois não queriam que Thamy, funcionária que trabalhava ali desde sempre, as pegasse molhando todo o local por onde passavam.

Quando as duas chegaram ao topo da escada, ofegantes pela corrida e um pouco tontas pelo gin que haviam pego da adega do pai para tomar na beira da piscina enquanto tomavam sol, não se contiveram mais e se desataram a rir.

A risada das duas eram escandalosas e ofegantes, pois ambas alternavam em gargalhar e respirar.

— O que vamos fazer agora? — Clary questionou, se contendo. — Ir em alguma boate ou o quê?

— Acho melhor tomarmos um banho, comermos alguma coisa e então decidirmos o que fazer. — Naomi colocou a mão na barriga, que estava doendo por causa da sua crise de risos e respirou fundo.

— Ué, não era você que estava querendo beber até esquecer o nome? — Clary arqueou suas sobrancelhas bem feitas de modo provocativo.

Sabia que era só conversa da irmã, pois Naomi era conhecida por ser mais controlada, ao passo que Clary era a inconsequente.

— E eu quero fazer isso, mas não acabando com as bebidas do nosso pai. — Thomas não repreenderia as filhas por elas estarem bebendo, desde que não fosse nada do estoque extremamente caro dele.

— Você tem razão. — Clary mordeu o lábio inferior, pensativa. — Pois bem, vou tomar banho e a gente se vê lá embaixo. — A loira começou a se afastar no corredor e caminhar em direção ao seu quarto.

— Vê se passa um hidratante na sua pele sensível, porque aposto que ela está queimada. — Naomi riu silenciosamente ao ver Clary erguer o dedo do meio para ela, antes de entrar em seu quarto.

Naomi também seguiu para o seu, pronta para tomar um banho quente.

Enquanto tirava seu pequeno biquíni dourado, agradeceu mentalmente por ter a pele naturalmente bronzeada, então não sofria com queimaduras do sol, diferente dos pais e da irmã que eram extremamente brancos.

Ao entrar debaixo do chuveiro, tropeçando um pouco nos próprios pés, a morena se questionou se as pessoas que os vinham de fora a achava muito diferente dos Greenwood. Na aparência, ela sabia que era diferente, com seu corpo moreno curvíneo, seus traços do rosto mais acentuados e seu cabelo castanho e não loiro, porém se questionava se na forma de se portar também havia alguma diferença.

Achava que não, pois como havia sido pega desde pequena por Jhennifer, tinha tido a mesma educação de Clary e era extremamente grata por ter sido adotada por aquela família maravilhosa, que não a tratava com qualquer diferença.

Apesar de ser uma verdadeira filha para Thomas e Jheny, tinha dúvidas sobre sua família biológica, pois Jheny não sabia muita coisa sobre eles, além de que sua mãe biológica havia lhe entregue nos braços de sua mãe adotiva, lhe dito que a bebê era dela e sumido depois.

Era normal essa curiosidade, sabia, e por isso estava cursando jornalismo, para pesquisar mais sobre suas origens, o que Thomas, de início, não concordou, pois queria que a filha caçula cursasse administração para poder ajudar Clary nos negócios da rede de hospitais da família, já que cada uma ficaria com metade de tudo que era dele.

Outra coisa pela qual era grata, porque além de receber todo amor e carinho do mundo, era sempre inclusa no que quer que fosse da família.

Thomas era um homem difícil para o resto do mundo e até para Clary, porém tentava ser compreensível com Naomi e suas dúvidas, deixando-a cursar jornalismo, desde que assim que terminasse, ingreçasse em uma faculdade de administração. Esse era o acordo deles.

E o que dizer de Jheny, que era a melhor pessoa do mundo inteiro?

Naomi suspirou feliz ao entrar debaixo do chuveiro quente e ser bombardeada com lembranças boas da sua infância.

 

— E então amanhã a noite você vai sair com Chris? — Naomi questionou para a irmã, enquanto as duas estavam sentadas lado ao lado no grande sofá da sala de estar, esperando o carro por aplicativo que haviam chamado para ir a uma boate.

Clary, que mexia em seu celular distraidamente, virou a cabeça para encarar a irmã.

— Sim, nós vamos ter um jantar romântico. — Respondeu em um tom de pesar, pois já sabia onde aquela conversa iria levar.

— Espero que se divirtam. — Apesar de tentar, Naomi não conseguiu afastar a preocupação da voz, mas, diferente de Clary, sua preocupação não estava relacionada a alguém vê-los ou alguma coisa do tipo.

— Fala sério, o que acha que ele vai fazer comigo? — A loira revirou os olhos de forma irritada, sem entender a preocupação da irmã.

— Não sei, talvez te matar, talvez. — Naomi falou de forma tão inocente que Clary acabou rindo contra vontade. — Tá, eu posso estar exagerando, mas não gosto da forma que ele te olha.

— E como seria essa forma?

— Possessiva, como se a qualquer momento ele fosse te jogar no ombro dele e te sequestrar.

Clary jogou a cabeça para trás e gargalhou, mas a abaixou rapidamente ao ver o teto rodar.

— Não se preocupe quanto a isso, Sininho. Eu sei me proteger. — A jovem pegou o celular e, ao ver que o carro já havia chegado, levantou-se puxando a barra do vestido preto e curto para baixo. — E de qualquer forma, eu gosto que ele me olhe assim. Agora vamos, o carro chegou.

 

Zayn rolou na cama mais uma vez. Não sabia que horas da madrugada era, mas desde que havia se deitado à meia noite não havia conseguido dormir.

Do lado de fora do seu quarto escuro, mais cedo, conseguia ouvir os barulhos da cidade, mas eles já haviam se calado há algum tempo e agora um silêncio ensurdecedor penetrava em seus ouvidos.

Zayn abraçou um dos vários travesseiros macios que havia em sua cama e sufocou um grito com ele. O moreno estava com frio, apesar do aquecedor estar ligado e de haver uma coberta grossa sobre seu corpo, o que o fazia saber que não era o quarto que estava frio e sim apenas seu corpo.

Virando a cabeça para o relógio na escrivaninha ao lado da sua cama, viu que era três e meia da manhã. Sentou-se bruscamente na cama, olhando ao redor, mas não conseguia ver nada além de escuridão.

Ao passar a mão na testa, Zayn percebeu que, apesar do frio que estava sentindo, estava suando. Respirando fundo, o homem se levantou e, como já sabia o caminho do interruptor, institivamente caminhou até ele e ligou a luz.

Passou os olhos pelo seu grande quarto, se questionando o porquê de ter tantas coisas boas e confortáveis se não conseguia ter uma boa noite de sono quando não tomava os remédios que lhe haviam sido medicado.

Observando todas as coisas que haviam naquele local que deveria ser aconchegante, sentiu o vazio e a impaciência que estava sentindo até aquele momento se transformar em raiva. O sentimento foi bem vindo, pois era bom sentir algo que não fosse o grande vazio que estava acostumado e lhe provocava um frio interior maior do que qualquer outra coisa.

Zayn se viu andando pelo quarto em direção a uma poltrona branca que havia ao lado da sua cama, onde pegou uma calça jeans preta, uma camisa cinza e uma jaqueta de couro. As vestiu rapidamente, antes de pegar seu celular, juntamente com suas chaves e sair do seu quarto rapidamente.

 

— E então, qual a programação para hoje a noite?

Christopher virou a cabeça para observar Clary entrando em seu carro.

A loira fechou a porta e virou-se para ele, jogando o cabelo solto por cima do ombro e o moreno inspirou profundamente, sentindo o cheiro adocicado do perfume dela invadir seus sentidos.

— Depende do que você disse para seus pais que iria fazer. — A respondeu, antes de se inclinar e lhe beijar suavemente nos lábios.

Clary deu uma risada quando ele se afastou, erguendo a mão para desligar o ar-condicionado, o que Chris não contestou, pois já estava frio o suficiente ali dentro.

Ele havia parado o carro em suas esquinas depois da casa de Clary, para que ninguém visse os dois juntos ali.

— Não preciso dar satisfações para eles. — A jovem comentou, passando o cinto de segurança pelo corpo e se acomodando no banco de passageiro.

— Não, mas disse algo para sua mãe. — Rebateu ele, finalmente dando partida no automóvel, pois não o teria feito enquanto Clary não tivesse colocado o cinto.

— Falei que iria sair com umas amigas.

— Que amigas? — Chris a provocou pisando com mais força no acelerador e, de forma instintiva, colocou a mão na perna da mulher ao seu lado, grato por ela estar usando saia, pois gostava de tocá-la. — Você não tem nenhuma.

Soltando uma exclamação de indignação, Clary deu um leve soco no braço do moreno, fazendo-o rir.

— Isso não é verdade, eu tenho algumas colegas.

Colegas, não amigas. — Chris manteve a atenção na estrada, ao mesmo tempo em que fazia desenhos imaginários com o dedo na perna fria da loira.

— Acho que vai chover... Para onde vamos mesmo? — Clary tentou mudar de assunto ao observar o céu pela janela do carro.

O homem ergueu os olhos para o céu nublado e cerrou o cenho para as várias nuvens vermelhas, que indicavam chuva mais tarde. Não se lembrava de ter pego nenhum casaco e Clary também não havia entrado com nenhum.

— Eu estava pensando em um restaurante, boate e minha casa, ou só restaurante e minha casa. Você decide.

Ele sabia que Clary havia saído com Naomi na noite anterior, bebido muito e acordado de ressaca, porém talvez ela quisesse ir hoje novamente. Não beber, mas só dançar.

— Primeira opção! — A loira exclamou ao seu lado de forma animada e Chris se perguntou se a chuva não iria atrapalhar os planos deles.

 

Jheniffer segurou sua taça com firmeza, observando o marido sentado com vários outros homens, quando uma voz soou ao seu lado.

— Sra. Greenwood?

Virou a cabeça e franziu a testa ao ver o homem parado a sua frente. No momento não conseguia se lembrar o nome dele, mas conhecia seu rosto como de um investigado da sua ONG.

A empresa que dele estava prestes a ser fechada pela venda de animais quase instintos no mercado negro. Era algo que ainda não havia sido exposto, porém estava quase e Jheny já sabia o que ele queria ali.

— Sim? — Seu tom foi um pouco grosso, pois nem nos jantares de negócios do marido tinha paz.

— Você é uma ativista muito conhecida na Europa, é um prazer conhecê-la. — O homem, no qual o rosto tinha um sorriso falso, disse em um tom suave.

Jheny olhou de forma entretida para a mão estendida na sua direção, em seguida fixou seu olhar no do homem em um pedido mudo para que ele fosse direto ao ponto.

— Eu fiquei sabendo que você está prestes a se meter com alguém realmente grande e te aconselho a não fazer isso.

Ao ouvir tais palavras a mulher adotou uma postura defensiva e em um tom igualmente suave ao que ele havia falado, rebateu:

— Tenho me metido com pessoas grandes durante toda minha profissão, mas nenhuma delas me impediu de lutar a favor do que acho certo.

Ao ver que Jheny não iria dar para trás com o que estava prestes a fazer, o homem cerrou a mandíbula, pensando em suas próximas duas opções para para-la: suborno ou ameaça.

Vendo que ela não era do tipo gananciosa, usou a segunda.

— Porém você nunca mexeu com alguém realmente capaz de lutar de igual para igual com você. Pare agora ou eu vou acabar com tudo que você tem.

— Ah, fala sério! — Jheny exclamou, bebendo todo o champagne de dentro da taça que segurava, de forma impaciente. — Essa é a melhor ameaça que pode fazer? Eu escuto e leio isso toda semana. Faça melhor da próxima vez ou me deixe em paz.

Jheny deixou o homem parado ali perplexo e irritado pela forma que ela havia reagido e se afastou murmurando sobre como estava cansada de homens metido a machões lhe fazendo ameaças em terceira pessoa e de como um jantar em paz era tudo o que queria.

Mais tarde, naquela noite, quando Jheniffer e Thomas finalmente foram embora, no carro, sentado ao lado da esposa no banco detrás, enquanto o motorista dirigia para casa, o homem questionou:

— Quem era aquele conversando com você mais cedo?

Jheny olhou para o esposo no escuro do carro, forçando a memória.

— Ah, era mais um homem me fazendo ameaças. — A mulher se aproximou ainda mais de Thomas, quando ele apertou sua mão, perturbado ao escutar isso. — Está tudo bem, foi só o de sempre, já estou acostumada. As pessoas querem calar quem fala a verdade, mas quando veem que sou igualmente poderosa como elas, não podem fazer nada além de ameaças vazias.

— Você acha que tem algum perigo real de...

— Não. — Jheny o interrompeu no meio da pergunta. — Não tem risco nenhum. Está tudo bem.

Thomas abriu um meio sorriso, envolvendo seu braço nos ombros da esposa e depositou um beijo protetor na testa dela.

— De qualquer forma você tem um super marido.

— Um super marido que vai me fazer uma massagem quando chegarmos em casa por me fazer aguentar mais um jantar chato de negócios.

— Vou fazer sim. — Thomas concordou, apesar de saber que isso não era algo a ser negociado pelo tom da mulher. — Obrigada por estar sempre comigo, querida.

Jheny se derreteu ao ouvir o agradecimento e se permitiu ser beijada por ele. Amava ver esse lado que era sempre presente com ela, mas sumia na presença de outras pessoas, pois o homem achava que demonstrar sentimentos poderia ser um sinal de fraqueza, mesmo quando se tratava de Clarisse, filha deles.

Ele não poderia estar mais errado quanto a isso.

 

Clary entrou de mãos dadas com Chris na boate que havia escolhido para ir depois do jantar que os dois tiveram.

Geralmente gostava das mais barulhentas, porém Chris era um pouco diferente dela, então a loira havia escolhido uma que mais parecia com um bar, pois, apesar do jogo colorido de luzes, era escura, a música não era tão alta e apenas algumas pessoas dançavam, enquanto outras estavam espalhadas em mesas pela boate.

A música que estava tocando, era Without Me o que fez Clary gritar e puxar Chris para a pista para que os dois pudessem dançar.

— Você quer beber alguma coisa? — Chris gritou próximo ao ouvido da loira, porém no seu “alguma coisa” não envolvia bebidas alcoólicas.

— Sim, água, por favor. — Clary riu interiormente, pois somente com Chris ela pediria água em uma balada. — Vou ao banheiro.

Chris assentiu uma vez e os dois saíram da pista de dança, cada um indo para um lado.

No caminho para o banheiro, a jovem se arrependeu de ter ido ali, pois os dois iam apenas dançar e ir embora, o que poderia ser um tempo a menos perdido. Então estava pronta para dar meia volta e ir se encontrar com Chris, quando uma figura em um canto chamou sua atenção.

Em uma das mesas de canto da boate estava Zayn, ou pelo menos alguém que se parecia muito com ele. Clary estreitou os olhos para tentar enxergar melhor e, graças a luz do banheiro do outro lado, foi possível ver que era sim ele.

Sem pensar direito, a loira se aproximou lentamente.

Zayn estava jogado sobre uma das mesas, cercado por duas mulheres que se esfregavam nele, que não parecia nada consciente.

— Zayn Malik. — Disse em um tom firme, chamando a atenção das duas mulheres para si, porém a única coisa que o homem fez foi erguer um pouco a cabeça e tentar abrir os olhos sem sucesso. — Que merda! Saiam daqui!

As duas mulheres se afastaram com protestos, porém a atenção de Clary estava em Zayn. Pegou o rosto dele entre as mãos e o ergueu.

O moreno parecia um zumbi que sequer conseguia ficar com os olhos abertos. Clary o forçou a abrir um deles e, ao ver a pupila extremamente dilatada do homem, confirmou sua teoria que ele estava drogado.

— Porra! — A jovem deitou a cabeça de Zayn novamente sobre a mesa e, suspirando, virou-se para procurar Chris, criando forças para a discussão que os dois teriam logo em seguida pela decisão que ela havia tomado.

Depois de procurá-lo por algum tempo com o olhar, finalmente o avistou, parado próximo ao banheiro feminino, com suas garrafas de água na mão, se movendo um tanto impaciente.

— Chris! — Se aproximou dele, pegando-o pelo braço e começou a puxá-lo, antes que o homem começasse a reclamar e o levou para a mesa onde Zayn estava.

— Clary, que porra você tá... — Chris parou no meio da exclamação ao ver até quem a jovem havia o levado.

— Ele está drogado. — Clary explicou ao ver o olhar de questionamento na sua direção. — Precisamos tirar ele daqui.

Chris piscou perplexo, abrindo e fechando a boca duas vezes sem palavras por um momento.

— Você sabia que ele estava aqui? — Mesmo perante a música que tocava ao redor dele, a tensão em sua voz era quase palpável.

Clary negou levemente com a cabeça, sabendo que Zayn estar ali na boate que ela havia escolhido realmente dava a entender isso. Chris sabia de toda a história envolvendo o outro e a namorada, era natural que reagisse assim.

— Não, não sabia, mas eu estava indo para o banheiro r...

— Indo para o banheiro? Que fica ali? — Chris apontou para o local onde ele estava até ser levado até ali.

Clary suspirou, controlando o impulso de revirar os olhos.

— Você ouviu o que eu disse? — A loira questionou um tanto alterada. — Precisamos tirá-lo daqui, ele não está bem.

— E desde quando você se importa?! — Chris gritou, fazendo-a recuar instintivamente.



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